Segunda, 24 de junho de 2013

OS ARROGANTES DA IMPRENSA
GAÚCHA ESTÃO TODOS BORRADOS!!



Li, atônito, de boca aberta, uma seção da Zero Hora que ainda não tinha conferido. É a tal da "Carta da Editora", assinada por Marta Gleich. Para quem não sabe, a moça é a editora da Zero Hora, e casada com Cezar Freitas, diretor de jornalismo da RBS TV. O casal faz parte do grupo de queridinhos de Marcelo Rech, diretor-executivo de Jornalismo no Grupo RBS. Outro queridinho é o Plenipotenciário, gerente da Rádio Gaúcha, conhecido também como Ciro Martins.
Mas a tal "Carta da Editora" tem como título "A quem interessa o silêncio dos jornalistas?".
Fui ler porque poderia ser uma coisa séria, mesmo que esse papinho de "silêncio dos jornalistas" me cheirou a coisas de acadêmicos.
Meu Deus do Céu, é uma das coisas mais abobadas que li na vida.
Leiam só este pequeno trecho:
Em momentos como o que se vive no Brasil, cria-se um caldo de cultura em que crescem tentativas de intimidação e coação à imprensa, uma das instituições que asseguram a democracia. Zero Hora, como maior jornal do Estado, virou alvo desses grupos ultrarradicais, que só enxergam a liberdade de expressão e de imprensa como obstáculos a suas causas.
A quem interessa calar a imprensa? A quem interessa inviabilizar um jornal e silenciar seus jornalistas? Zero Hora não é contra protestos ou críticas. Pelo contrário. Incentivamos o diálogo, a pluralidade de opiniões e os questionamentos a nosso trabalho.
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Quer ler toda a joia?
http://wp.clicrbs.com.br/editor/2013/06/22/a-quem-interessa-o-silencio-dos-jornalistas/comment-page-1/?topo=13%2C1%2C1%2C%2C%2C13#comment-8760
Poderão conferir que é um textinho recheado de soberba. Daquelas coisas que só o umbigo interessa.
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Hoje de manhã recebi um texto de uma jornalista que, evidente, não quer ser identificada.
Mas vai na mosca:
O que todo mundo sabia tornou-se oficial: Zero Hora só disse ontem, claramente, que o objetivo dos manifestantes era chegar ao prédio do jornal, na Avenida Ipiranga, na última quinta. O intuito era depredá-lo e  queimá-lo.
Na carta que a diretora de redação Marta Gleish assinou, na edição de domingo, é sustentado que os manifestantes queriam calar a “a voz democrática” do jornal, o que só faz rir quem tem um pouco de discernimento.
Ora, a pergunta a se impor é “por que as pessoas querem depredar e queimar uma empresa nascida no Rio Grande do Sul?” Não será porque ela, nem de longe representa a população gaúcha? Não é o caso de os gestores repensarem suas práticas jornalísticas? Por que o inimigo é sempre o outro? Cadê a tal “imparcialidade jornalística”, que os impede de olhares o próprio rabo?
Há alguns anos o “inimigo” eram os americanos, ou, como se dizia, o “imperialismo americano”. Faria sentido, então, depredar e queimar - dentro dessa lógica - o Mcdonald’s (e tem um bem pertinho da João Pessoa, na esquina da Ipiranga com a Silva Só, na direção contrária à que os manifestantes tomaram, na quinta-feira). Certamente não é apenas porque a RBS corporifica algum tipo de imperialismo, ou porque os manifestantes não gostam do serviço prestado pelos meios de comunicação (e outros meios estão isentos de pichações ou vandalismo, se quiséssemos argumentar).
É sim porque as pessoas não se sentem representadas nem confiam no produto que a essa empresa oferece. Pontos para reflexão, se eles puderem fazê-la.
Já trabalhei na RBS como jornalista, de onde saí voluntariamente, e há pouco tempo fui chamada a ocupar uma vaga na empresa, coisa que, educadamente, como minha mãe me ensinou, recusei.
Não conheço quem goste da RBS, das pessoas das minhas relações. Ninguém tem nada contra quem trabalha lá (como pessoas, pelo menos), mas tem tudo contra a linha editorial, a padronização, a exploração, os salários achatados.
Fica, no fim, a dúvida: a RBS foi protegida pelas forças policias, à custa de todo o comércio ao redor ser depredado. Para eles não houve efetivo.

8 comentários:

  1. Se não me falha a inteligência, a prezada jornalista não se importaria nada em ver a RBS pegando fogo e nem fala em tirar de lá a tempo seus ex-colegas...

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  2. Quanto jornalista com inveja da RBS, meu Deus!!!
    Luiz

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  3. Alegria de palhaço é ver o circo pegar fogo. E depois da merda feita vão lá chorar e se "solidarizar" com os colegas.

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  4. É por causa de textos como o da Marta Gleich que cada vez junta mais gente pra protestar na frente da Zero Hora. Demoraram demais pra falar que também são alvo dos protestos. Pô,aceitem isso na boa. É uma empresa de tradição. Afinal, são anos desinformando e isso não é pra qualquer um. Num primeiro momento informaram que as manifestações em Poa referente ao aumento das passagens eram meramente politicas, era tudo obra de um partido politico e os tradicionais vândalos, tentaram desqualificar as manifestações de uma forma geral, Resultado: deram um tiro no pé,o povo não está mais tão bobo assim, a internet está refletindo isso direto, daí tentaram voltar atrás com o papinho da maravilha democrática, Tulio Milman pedindo pra que as manifestações tenham um horário definido, Roger Lerina postando ensaios com fotos patéticas de subcelebridades com rosas brancas, Pedro Ernesto alegando aos quatro ventos que o legado da Copa das Confederações será maravilhoso, sei lá, é tanta besteira junta que não dá pra aguentar,sinceramente não sei como tudo isso é publicado. Além de tudo isso que já foi dito pelos gênios em questão resolvi também dar a minha sugestão: trazer o carnavalesco Paulo Barros para coordenar a evolução do protesto. Assim fica mais tranquilo para os respectivos colunistas darem a nota do protesto na próxima edição do jornal.
    Luis Guedes

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  5. Poucas vezes li algo tão patética quanto a carta aberta da diretora de redação de ZH. É de um nojo poucas vezes visto.

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  6. Gente, isso é o padrão RBS!!! Apesar de alguns comentaristas acharem q é inveja da jornalista, etc, a verdade é q quem conhece alguém q já trabalhou lá (meu marido trabalhou nessa empresa) sabe q ela falou a mais pura verdade...
    E parabéns Luis Guedes, teu comentário tá perfeito!

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  7. Como pode uma pessoa que se diz jornalista defender que a polícia proteja o comércio fechado e sem pessoas lá dentro em detrimento de outro (também comércio, a RBS) onde há CENTENAS de pessoas trabalhando? Me desculpa, Previdi, mas dizer que esse texto "vai na mosca" é descabido. A moça sugere que a violência é a melhor forma de lutar contra o "imperialismo" e você concorda?
    E se o incêndio da Zero Hora tivesse realmente acontecido, com mortos e feridos, as pessoas que escrevem cartas como a dessa "jornalista" iriam assumir a responsabilidade por incitar a violência?

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  8. Realmente esses Chefes da RBS são muito autoritários, pois o diálogo com os subalternos é zero.

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