Terça, 28 de abril de 2026

 

SEGUINTE:

QUEM SABE OS "MORADORES DE RUA"
VOLTAM PARA SUAS ORIGENS?

O Programa Estadual "De Volta Para Minha Terra", proposto pelo deputado Gustavo Victorino (Republicanos) através do Projeto de Lei nº 132/26 visa promover o retorno das pessoas em situação de rua aos locais onde possuem vínculos familiares e comunitários como possibilidade de rompimento da vulnerabilidade social. 

Para execução do programa, a iniciativa prevê que, mediante manifestação livre, informada e expressa de vontade de retornar ao local de origem, o Poder Executivo deverá, conforme disponibilidade orçamentária, providenciar transporte intermunicipal, interestadual ou aéreo; prestar apoio para emissão ou regularização de documentos; articular previamente com a rede de assistência social do destino, entre outras medidas. 

Levantamentos realizados por órgãos públicos indicam um aumento da população em situação de rua no Rio Grande do Sul, especialmente nos grandes centros urbanos. Em Porto Alegre, estimativas apontam contingente superior a 5 mil pessoas nessa condição, com crescimento expressivo nos últimos anos, além da presença significativa de indivíduos oriundos de outros municípios ou unidades da Federação, frequentemente afastados de suas redes de apoio. 

“É hora de enfrentarmos a situação de rua com fortalecimento das políticas públicas de assistência social de maneira qualificada e humanizada, visando romper com esse ciclo de vulnerabilidade social e devolver a dignidade aos cidadãos”, argumenta Victorino.

SEGURA ESSA
quem se trumbica não comunica - ESPECIAL

VAMOS APRENDER COMO "EMPREENDER"
JUNTO AOS GOVERNOS!!

COMO OS GOVERNOS PODEM BANCAR
PROJETOS FALIDOS!! 

ARRANQUE MILHÕES DE REAIS
PUBLICANDO NOTÍCIAS MANIPULADAS!!

É MUITO FÁCIL!!!


               ESSE TEM BAGAGEM DE VERDADE!!!
IMAGINA: ARRANCAR MAIS DE UM MILHÃO DE REAIS DO DEPARTAMENTO DE TRÂNSITO GAÚCHO PARA UM EVENTO DE MÚSICA BREGA, O PLANETA ATLÂNTIDA?

PARA O AMIGO APRENDER AS "MALANDRAGENS" DO "ARTISTA DA COMUNICAÇÃO", VAI TER QUE PAGAR!!
OU ACHAS QUE ELE VAI SAIR DE CASA SEM RECEBER UMA BOA GRANA?

"Os ingressos para o Summit Empreender 40+ 2026, no Teatro do Bourbon Country em Porto Alegre, estão à venda com valores a partir de R$ 350,00. O evento ocorrerá no dia 13 de maio de 2026, com opção de parcelamento em até 12 vezes através da plataforma Uhuu. "

O QUE FAZ
o RS crescer

ZUCCO E A PRIORIDADE DO AGRO


A participação do pré-candidato ao governo do Estado, Luciano Zucco (PL), na série de encontros promovida pela Farsu), na tarde de ontem, reforçou um diagnóstico recorrente entre lideranças do setor produtivo: o RS perdeu força política em Brasília e precisa retomar sua capacidade de articulação para avançar em pautas estruturantes.

Ao lado da pré-candidata a vice-governadora, Silvana Covatti (Progressistas), e da ex-senadora Ana Amélia (Progressistas), Zucco destacou que grande parte das demandas do Estado, especialmente em infraestrutura, securitização, acesso ao crédito e apoio ao agro, depende diretamente de uma atuação coordenada junto ao governo federal e ao Congresso Nacional.

Zucco destacou o fortalecimento da ponte entre o Rio Grande do Sul e Brasília como um dos pilares do projeto de governo. Segundo ele, hoje há uma desconexão e uma falta de articulação política que impedem o avanço de obras e políticas fundamentais. “Precisamos ter uma ligação efetiva entre o Estado e Brasília. O atual governo não tem reunido a bancada federal gaúcha. Sem articulação, não vamos duplicar a BR-290, nem recuperar rodovias ou avançar nas principais demandas que estamos ouvindo no interior no programa Força Gaúcha, voltado à construção do nosso plano de governo”, afirmou.

Zucco apontou outras prioridades que também dependem de articulação nacional, como a retomada da malha ferroviária, que caiu de mais de 3 mil quilômetros para menos de 900 no estado, a renegociação da dívida do Rio Grande do Sul com a União, hoje superior a R$ 100 bilhões, e a própria securitização das dívidas dos agricultores. Zucco frisou que todas essas demandas constam em documento que foi entregue por ele ao presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), durante recente visita de Flávio a Porto Alegre.

Demandas do setor produtivo



Zucco ainda mencionou outras questões importantes do setor produtivo a serem tratadas num eventual governo, entre elas a criação de uma política permanente de irrigação, a desburocratização dos processos de licenciamentos ambientais e o fortalecimento da logística, incluindo conectividade e energia. Também apontou como prioridade o desenvolvimento de capital humano, diante da falta de mão de obra qualificada, apontada como uma dificuldade por 85% da indústria em pesquisa da FIERGS, além da necessidade de qualificar o ensino e melhorar o ambiente de negócios no Estado. 

Segundo Zucco, todas essas ações devem ser construídas de forma conjunta, com participação ativa das entidades e setores produtivos. “Outro compromisso que estará no nosso plano de governo é formar um secretariado por critérios de eficiência, capacidade técnica e preparo, e não por indicações partidárias. Isso estará, inclusive, no nosso plano de governo”, acrescentou.

Histórico de defesa na Câmara

Zucco também citou iniciativas já conduzidas por ele enquanto deputado federal, como a aprovação do projeto da securitização das dívidas rurais na Câmara, a atuação contra o leilão para importação de arroz e a presidência da CPI do MST. Lideranças do setor presentes ao encontro, como Luís Fernando Cavalheiro Pires, lembraram que Zucco “foi o primeiro a apresentar projeto para a renegociação das dívidas dos produtores depois das enchentes de 2024 e nunca disse um não para os produtores”, pontuou.

DE TUDO
muito

- DO PAULO CURSINO:

Constatação:
não há crachá de vagabundo
maior do que apoiar o fim da escala 6X1.
Quem defende o 5x2, já tá no 2X5 faz tempo.

- TERMINA A POLÊMICA



LEI DO PEDÁGIO JUSTO

O líder do governo na Câmara dos Deputados, deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) apresentou o Projeto de Lei do Pedágio Justo (nº 1795/2026), que altera o Código de Trânsito Brasileiro (Lei nº 9.503/1997) e a Lei de Concessões (nº 8.987/1995). A proposta estabelece normas de transparência, o cancelamento de multas já aplicadas no sistema de livre passagem (free flow) sem notificação prévia, obriga avisar o motorista antes de multá-lo e garante meios acessíveis de pagamento em todo o país. Também prevê a restituição de valores já pagos e a anulação dos pontos na Carteira Nacional de Habilitação, originários desse modelo de sistema.

O sistema de pedágio eletrônico em livre passagem (free flow) substituiu as praças físicas de pedágio por pórticos que fotografam a placa do veículo e registram automaticamente a passagem. O sistema é considerado bom para evitar filas e paradas, mas o problema está na execução.

Atualmente, o motorista passa pelo pórtico sem cancela, não recebe aviso que foi multado e nem que tem 30 dias para pagar. Se não acessar o site ou o aplicativo da concessionária, não saberá que tem multa para pagar. Os motoristas não recebem notificação por correspondência, mensagem e e-mail. "O motorista não está fugindo do pedágio. Ele simplesmente não sabe que tem um débito. E quando descobre, já é multa. Isso não é fiscalização, é uma armadilha", afirma Pimenta.

Pedágio Justo – O Projeto propõe a notificação prévia obrigatória antes de qualquer multa por carta física ou SMS, e-mail ou notificação no app oficial da CNH. A multa só pode ser lavrada após comprovação do envio e do descumprimento do prazo de pagamento. O motorista teria ao menos 30 dias após a notificação para pagar a tarifa sem multa. O prazo é único em todo o território nacional.  E quem já pagou multa indevida teria direito à devolução integral, corrigida pelo IPCA e acrescida de juros legais, no prazo de 90 dias a contar da publicação da lei.

Avalanche de multas - No Rio Grande do Sul, onde o sistema opera desde dezembro de 2023, o resultado foi uma avalanche de autuações: mais de 608 mil multas em um único ano, média de 1.665 por dia, em menos de 300 km de rodovias. Antes do free flow, o mesmo trecho registrava 2.800 multas anuais. O aumento é de mais de 20.000%. Esse número não reflete aumento real de evasão – reflete a falha sistemática de um sistema que atua sem avisar. O problema já se espalhou para outros quatro estados – São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná – e a expansão continua: só em São Paulo, estão previstos 80 novos pórticos até 2030.

Injusto - Sem aviso, não há defesa possível. O contraditório, a ampla defesa e o devido processo legal – garantidos pelo art. 5º, LIV e LV, da Constituição – pressupõem que o cidadão saiba que pode ser penalizado antes de sê-lo. Aplicar multa sem notificação prévia viola essa garantia fundamental. O sistema exclui quem não tem acesso digital. A obrigação de consultar um aplicativo ou site para evitar multa é inacessível para idosos, analfabetos funcionais, pessoas sem celular e moradores de áreas com baixa conectividade.

- BANRISUL: BIOMETRIA NO APLICATIVO
O Banrisul disponibilizou a ativação de acesso por meio da biometria facial no aplicativo Banrisul. Todos os clientes com conta corrente Pessoa Física poderão realizar a ativação diretamente pelo app, de forma prática, segura e totalmente digital. 
A biometria facial permite que o próprio cliente ative seu acesso ao app utilizando o reconhecimento do rosto, garantindo mais segurança no processo e dispensando etapas adicionais de ativação. 
É só abrir o app Banrisul, entrar no menu Adicionar Acesso > Conta Corrente, incluir seus dados e escolher a opção Ativação por Biometria, e por fim efetuar o reconhecimento facial. Com isso, o acesso para movimentações financeiras pode ser utilizado sem a necessidade imediata do cartão físico, alinhando a experiência do Banrisul às melhores práticas do mercado financeiro.
Outros meios de ativação, como Home Banking, caixas eletrônicos Banrisul, caixa eletrônico da Rede Banco 24 Horas, Rede Saque e Pague e Agências Banrisul; seguem disponíveis normalmente. 

A FRAUDE DO IBGE


DOIS MINUTOS
com o PRÉVIDI

- Tem tanta merda que as deixo para as diversas seções do Blog. 
APROVEITEM!!!


PORTO ALEGRE
é assim!

- GOD!!
O QUE O MARCOS MION ESTÁ FAZENDO NA FRENTE DO BAR PINGUIM, NA LIMA E SILVA, EM PORTO ALEGRE?


QUER SABER?
ENTÃO VÁ NO PINGUIM, NO DIA 4 DE MAIO, SEGUNDA. ÀS 19 HORAS.
É SÓ CHEGAR E ESCOLHER UMA MESA.

RECREIO

- PARA COLORADO JOVEM SABER QUE 
NUMA ÉPOCA O INTERNACIONAL PRESTAVA


OLIMPO
a morada das deusas do século 21

O VERÃO...



PIADINHA
sem nome feio, sem política e sem futebol



Segunda, 27 de abril de 2026

 

SEGUINTE:

- UM "EVENTO" DO BALACOBACO!!
Turismo com tudo pago!!

  De 4 a 7 de maio (segunda a quinta), 10 funcionários da Secretaria de Estado de Planejamento, Governança e Gestão irão com tudo pago a Brasília para participar de um "evento fundamental": o  II Congresso CONSEPLAN.
CONSEPLAN,  Conselho Nacional de Secretários Estaduais do Planejamento, que pela programação oficial é de 5 a 7 de maio.

BOA VIAGEM!!!


SEGURA ESSA
quem se trumbica não comunica

UMA NOTÍCIA MUITO LEGAL! - Finalmente vai sair o primeiro livro do jornalista Fernando Albrecht, um dos mais talentosos do RS. A VIDA COMO ELA FOI é a obra.
Fernando tem centenas de histórias maravilhosas já contadas em todas as Páginas 3 que editou - atualmente está no Jornal do Comércio.
O jornalista Felipe Vieira foi o "vencedor" entre todos que queriam editar o material do FA. Ótimo, significa que o bom gosto vai prevalecer.
Estou tão satisfeito com o A VIDA COMO ELA FOI que publico uma foto, feita na Rua da República em Porto Alegre - eu, Felipe e Fernando. Foi num lançamento de um livro:


- COMENTEI com o Felipe Vieira que ele anda escrevendo muitos textos, diariamente. Não era uma característica do jornalista, especialista de notas curtas esclarecedoras.
Deve estar produzindoi um livro...
Claro, o FV é outro que tem histórias e mais histórias.

- IA ESQUECENDO: O livro do Albrecht vai ser lançado num restaurante do Mercado Público, no final de maio/início de junho. 

- BELEZA!! - Escutei no sábado, Inter X Botafogo, a narração do Paulo Brito no Baldasso TV.
O canal só não é melhor porque o Baldasso exagera na brabeza.

- AR  JOVIAL DEMAIS - Com todo o respeito, o Paulo Brito está irreconhecível. Parece um guri, pós-adolescente. Quando abri o Canal não o encontrei... 


- TAMBÉM conferi o Canal do Dinamite 598, com o Beto Peres. Não tem a "infra" do concorrente, mas ele faz bem o papel de narrador, comentarista e repórter. Tem experiência para isso.

-  CANAL do Baldasso tem um delay irritante.

- A BAND quer encontrar um reality show para Luciana Gimenez apresentar na emissora logo após a Copa do Mundo. Quando acharem o programa a anunciam como contrtatada.
Um programa de competição semanal, com episódios fechados. Um formato de namoro, que ela já apresentou na RedeTV!, não está descartado. A Band tem consultado produtoras e multinacionais, como Warner Bros Discovery, para co-produzir o programa.

- NO BAITA SÁBADO o roteiro do programa é feito em função do trabalho do departamento comercial - quero ver o dia em que venderem uma quota pra Tia Carmen o que vão fazer...


O QUE FAZ
o RS crescer

SOBRE A "PROFESSORA" ESTHER GROSSI, QUE INFELIZMENTE FOI SECRETÁRIA DA EDUCAÇÃO DE PORTO ALEGRE

Lais Helena Almeida Chaves escreveu:

Sou professora aposentada da prefeitura e vi esta Sra iniciar a fábrica de analfabetos úteis ao projeto global. Criou os ciclos onde ninguém rodava crianças no 3ºano inicial, não sabiam ler e escrever. Paulo Freire era o guru. Muito triste. Quem discordava como eu passava a dar aulas com uma pessoa da SMED dentro da sala anotando, fazendo dossiê. Lá também ocorria a falsidade da inclusão. Uma menina cega foi colocada em minha aula. qual atividade realizava???? Brincava com os outros alunos. Depois recebi um guri cego graças a Deus lia lábios.

DE TUDO
muito

- RAMON DINO JURA QUE É GENTE


- UMA NOVIDADE PARA  CONFERIR: NESTE ANO DE 2O26 UM DOCUMENTÁRIO SOBRE A CARREIRA DE DIRNEI MESSIAS E SEU ELENCO DE ARTISTAS


- JN DESMORALIZA  CARECA DO STF


- BIBO NUNES DENUNCIA!!


- BANDIDO!!!
Levou  4  milhões de reais do Correios e a empresa pública está totalmente quebrada. Inclusive os funcionários estão sem saída!!



- GENIAL!! - "Quando comprei esse terreno muita gente disse que eu estava maluco. Só viam lixo, mato alto e um lugar abandonado. Mas eu enxerguei algo diferente: potencial. Mesmo com críticas."



DOIS MINUTOS
com o PRÉVIDI

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APROVEITEM!!!


PORTO ALEGRE
é assim!

- DEBATE SOBRE REFORMA TRIBUTÁRIA

O prefeito Sebastião Melo participou no sábado, dia 25, em Garibaldi, do 26º Encontro do Fisco Estadual Gaúcho, que teve como discussão central as mudanças provocadas pela implementação da reforma tributária. 

Como prefeito de Porto Alegre e presidente da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos, Melo abordou sobre a importância da representação municipalista no Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços, mas também sobre as incertezas da reforma.

“Do jeito que está, o setor de serviços será o mais prejudicado. Ali na frente essa reforma vai acabar precisando de uma reforma” - prefeito Sebastião Melo.

No painel com a presença do presidente da Confederação Nacional dos Municípios , Paulo Ziukolski, e mediado pela auditora-fiscal da Receita Estadual, Rachel Krug Einsfeld, Melo defendeu a divisão justa e equilibrada dos recursos.

“Desde 88, recebemos muitas responsabilidades, mas poucos recurso. Os municípios não podem perder o pouco que têm, sob pena de prejudicar serviços públicos como saúde e educação.”

O secretário-adjunto da Fazenda de Porto Alegre e primeiro suplente do Conselho do  Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), Fabrício Dameda, também participou do encontro.

RECREIO

- GÊNIO É GÊNIO


OLIMPO
a morada das deusas do século 21

IRRERAL 1



PIADINHA
sem nome feio, sem política e sem futebol


Sexta, 24 de abril de 2026

 

NESSA SEXTA
a cesta do João Paulo






JOÃO PAULO DA FONTOURA é de Taquari-RS. É escritor e historiador diletante, membro da ALIVAT – Academia Literária do Vale do Taquari, titular da cadeira nº 26.





A INCONFIDÊNCIA MINEIRA

E TIRADENTES


Libertas Quae Sera Tamen

 "Liberdade ainda que tardia". A criação deste lema foi do inconfidente Alvarenga Peixoto, inspirado em verso de um poema do poeta romano Virgílio: ‘Libertas, quae sera tamen, respexit inertem’



21 de abril de 1792, se não a maior, por seu simbolismo, é uma das maiores datas da historiografia brasileira.
Marca, como todos sabemos desde os bancos das primeiras letras, a data da execução de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, líder principal do movimento da Inconfidência Mineira, proclamado pelos feitores da República em 1899 como ‘o Herói-Mor Nacional’.

No mundo houve três movimentos no século XVIII que tiveram o condão de provocar instabilidade, medo, na relativa pacata colônia brasileira:

            1)     A Declaração de Independência das 13 colônias da América do Norte, em 1776;
            2)    A Revolução Francesa, em 1789,
            3)   A cruenta revolta dos escravos em São Domingo com a consequente independência do Haiti, em 1791.

Por aqui, no Brasil colonial de então, tivemos cinco movimentos de contestação, sendo que destes, três foram mais questões internas, brigas por poder e espaço, como sendo:

1)  A Guerra dos Emboabas, na região das Minas Gerais, em 1707;
2)    A Guerra dos Mascates, em Pernambuco, 1710;
3)    E a revolta do Felipe dos Santos, na região de Vila Rica, nas Minas Gerais, em 1720.

Os outros dois (bem diferentes dos três anteriores) foram aquilo que classicamente os historiadores chamam de conjura, esconjuro, e tinham por objetivo mudanças no regime vigente, romper as amarras opressivas com a corte portuguesa:

4)    A Inconfidência mineira – de 1789;  
5)    A Conjuração Baiana – de 1798.

Estas não chegaram às vias de fato, ficaram nos encômios, na falação, na conversa fática, em reuniões secretas de preparações, e que de secretas nada tinham.
Na conjura baiana, até que avançaram um pouco, pois os líderes chegaram até mesmo a espalhar pela cidade (praças, igrejas) boletins manuscritos concitando o povo à revolta, mas foi só isso.

A Inconfidência Mineira, pelo simbolismo que carrega, pela importância no contexto da nossa História, pela mítica figura do Tiradentes, seu líder maior, cuja imagem foi transformada em ‘Mártir da Liberdade e Herói Nacional’, é o movimento que obteve maior destaque. Por isso, abaixo, o colocarei ao escrutínio dos caros leitores.

A Inconfidência Mineira e Tiradentes



Quando, muitos anos atrás, eu fazia o primário na escolinha Emílio Boeckel, em São Leopoldo, eu ouvia e memorizei em dias especiais, uns versinhos bem simples em honra ao Tiradentes:

– O mártir da liberdade
– Um dia foi enforcado,
– E hoje em todo o Brasil
– Seu nome é glorificado.

Tentei resgatá-lo na íntegra, mas acho que o Google não é muito patriota, pois ali nada consta!
A Inconfidência Mineira foi um movimento separatista e republicano, cujo objetivo era obter a independência das Minas Gerais em relação ao Brasil e a Portugal. Esse movimento envolveu padres, intelectuais, militares – a elite das Minas Gerais – e transcorreu na região da Vila Rica e arredores (hoje, Ouro Preto), entre os anos 1788-89.
Alguém poderá dizer, e terá razão em parte, que o Joaquim José da Silva Xavier – Tiradentes, um simples alferes (à época, um oficial subalterno) não era classicamente da ‘elite’ local, mas, há documentos que provam, ele tinha muito patrimônio produto de suas outras atividades.
Na condição de historiador, opino que o que realmente houve foi mais uma ‘romântica carta de intenções não escrita’ do que um pragmático movimento revolucionário. Plagiando Shakespeare, ‘Muito barulho por nada’.
O advogado que defendeu esses acusados usou como argumento básico o fato de que a conspiração ‘não havia passado de conversas e loucas cogitações, sem que houvesse ato próximo nem remoto começo de execução’.
Outras revoluções, como a nossa Farroupilha ou a Conjuração Baiana de 1798, foram muito mais importantes.
O que destaca e eleva a conjura mineira no contexto da História brasileira foi o fato de os republicanos, 100 anos após, 1889, terem pegado a figura (até então desconhecida pela imensa maioria dos brasileiros) do Tiradentes, reconstruindo, repaginando-a como símbolo da emergente República.

Feitas estas observações, vamos adiante,

O movimento iniciou talvez até mesmo sem um compromisso maior, e sim como uma não conformidade com várias coisas, mas que foi evoluindo para uma conjura que teve seu clímax por volta de 15 de março de 1789. Nesta data, escolhida pelos inconfidentes, deveria ocorrer a odiosa derrama (no período colonial, era o imposto ordinário que deveria ser pago pelos mineradores ou a cobrança dos quintos que estavam atrasados), mas que acabou sendo cancelada pelo governador da província, o Visconde Barbacena, a partir da denúncia de Joaquim Silvério Reis, um dos conjurados (de expressão menor), e de mais alguns militares, Segundo diz a História, Silvério teria dedurado por troca de ’perdão de dívidas’.
O auge da mineração do ouro e das pedras preciosas, que havia deslocado o eixo da economia brasileira do Norte para o Centro da colônia brasileira de então, deu-se até um pouco mais da metade do século.
Vamos dizer que até 1766 os mineiros conseguiam pagar o valor estipulado pela corte portuguesa, o famoso quinto, 100 arrobas de ouro por ano. A partir daí os atrasos começaram acumular-se. O problema era a exaustão das jazidas, mas também havia muito contrabando. Havia um atraso desde 1766 de 770 arrobas de ouro (11 toneladas) e o rei queria a grana de qualquer jeito, daí a tal Derrama!
Em 1780 houve o início da persistente e permanente ameaça da Derrama, uma ‘espada de Dâmocles’ sob a cabeça de toda a população, e que acaba sendo um fator emulador do povo à rebelião. 
Objetivos eram: separar as Minas Gerais da colônia brasileira e de Portugal, fundar uma república, cancelar dívidas que sufocavam os membros da elite, investir em educação, erigir uma faculdade, instalação de manufaturas, etc.
É fácil entendermos a capitania das Minas Gerais como o local mais propício para haver um movimento libertário republicano, pois era ali que a riqueza da colônia estava localizada. Era dali que partiam para a Europa, principalmente Coimbra, os filhos dos abonados mineiros, comerciantes, militares de alto-coturno, altos funcionários públicos, etc. Essa elite era relativamente bem informada. Sabiam das revoluções americana e francesa, liam os ditos ‘livros proibidos’, principalmente os filósofos iluministas. Seus filhos tinham contatos diretos com as perniciosas mentes jacobinas. Entre esse grupo, circulava um exemplar, escrito em francês, de um livro, editado em 1778, ‘Coletânea das Leis Constitutivas dos Estados Unidos da América’, com informações preciosas.
Para ilustrar minha tese, vejam o que dizem os escritores Mary Del Priore e Renato Venâncio no livro ‘Uma Breve História do Brasil’, à página 145: (...) para ficar num só exemplo, no ano 1786, 12 dos 27 brasileiros matriculados em Coimbra era mineiros. Não se tratava de uma ocorrência isolada: dos 24 envolvidos na Inconfidência Mineira, oito lá haviam estudado... ‘
A bandeira do movimento era branca com um triângulo vermelho rodeado pelas palavras latinas ‘libertas quae sera tamen’, qualquer coisa próxima de ‘Liberdade ainda que fosse tarde’ (Citação de Virgílio em poema – romano poeta)
Dedurados e presos, os conjurados foram processados por crime de ‘lesa-majestade’.
(Tiradentes, especificamente, foi preso em 10 de maio de 1789, no Rio de Janeiro, onde estava em trabalho de divulgação da causa)-
O processo durou três anos.
Onze deles foram condenados à morte; os demais ao degredo africano.-
Dona Maria, conhecida na história como a Maria louca, perdoou todos, exceto Tiradentes, por ser um militar havia a gravosa questão da fidelis (fidelidade ao rei), mas também por ter assumindo toda culpa e a liderança da Injúria.
Em um sábado, 21 de abril 1792, depois de 18 horas de leitura da sentença, Tiradentes foi enforcado. A rainha não permitiu morte cruel, a regra para esse tipo de crime!
Enforcaram-no, deixando a cabeça numa estaca em Vila Rica e pedaços do corpo espalhados pela estrada Minas/Rio.

Infame réu!


Arrasaram sua casa, filhos e netos foram proscritos, bens foram confiscados para o erário da coroa, e assim por diante...

Tiradentes era militar, e os militares juravam fidelidade ao rei ou à rainha. Portanto, conjurar contra o rei era crime imperdoável. O próprio termo inconfidência já é explícito em per si, pois vem da negação de fidelis (fiel). A fidelidade é e sempre foi uma marca dos soldados ao longo da história.

Um exemplo: semper fidelis é o lema que simboliza o compromisso entre os fuzileiros navais dos Estados Unidos, a corporação, e a nação.)

A Inconfidência Mineira é o mais importante movimento libertário havido no Brasil?

Há justificativas para Tiradentes ser um símbolo, um mito tão elevado quando Jesus?

Há uma divisão, mas a maioria dos nossos historiadores dizem claramente que não.

Repetindo, eu, historiador, não por bairrismo mas sim por meu compromisso ético com os sagrados valores da nossa história, tenho a mais absoluta convicção de que o nosso Bento Gonçalves, herói farroupilha (cito o nosso Bento, mas pode haver outros, como exemplo o Frei Caneca) teve uma importância no contexto da história brasileira, principalmente na questão da ideia da república, muito, mas muito maior que o mineiro Tiradentes.
Aqui ultrapassamos os pródromos, saímos da conjura para a ação, fizemos uma guerra para termos uma república, houve de fato a separação da província gaúcha do império brasileiro, e o líder desse feito foi, indubitavelmente, o general Bento Gonçalves da Silva...  
Mas, João, aí mora o perigo, o nosso Bento não tergiversou uma revolta republicana, mas sim a cometeu, e foi o líder... ergo, não pode – Perigo!

Alguns inconfidentes,

Entre um total de 24 envolvidos e processados, destaco alguns: Joaquim José da Silva Xavier, Tiradentes; Cláudio Manuel da Costa; Thomás Antônio Gonzaga; Joaquim Seixas Brandão; Inácio José Alvarenga Peixoto, talvez o líder; Joaquim Silvério dos Reis, o dedo-duro.

Tiradentes,


Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, nasceu em 12 de novembro de 1746 na Fazenda do Pombal, Ritópolis, Minas Gerais, e faleceu aos 45 anos, em 21 de abril de 1792, no Rio de Janeiro.
Com 11 anos já era órfão de pai e mãe, o que era muito comum à época.
Sua família (eram oito filhos) não era pobre. Quando da morte da sua mãe, o inventário apontava 35 escravos. Perderam tudo e acabou sendo criado por um tio que era cirurgião-dentista.
Foi dentista, tropeiro, minerador, comerciante, militar e ativista político,  laborando nas capitanias de Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Por volta de 1780 (34 anos) alistou-se nas tropas, sendo nomeado comandante do destacamento dos Dragões, na patrulha do Caminho Novo que ligava as Minas Gerais com o Rio de Janeiro. Ali contatou com muita gente descontente,
Chegou a Alferes e por aí ficou, muito provavelmente por não ser português nato. Trabalhou um bom tempo no Rio, voltando novamente para as Minas Gerais.
Começou então com outros conspiradores a pregar a conjura em Vila Rica e arredores.
Ele, tendo chegado ao posto de alferes da milícia mineira, naturalmente era bem escolarizado. Não pode ser considerado como um cidadão pobre, de poucas posses, um simples alferes que trabalhava para viver. Em seu espólio havia o registro da propriedade de 43 jazidas de ouro e muitas terras.
Tiradentes, como o vemos hoje, é uma criação dos líderes que proclamaram a República, que precisava de um símbolo para servir de arrimo. Então resgataram este personagem da história que estava absolutamente esquecido.
A pintura que retrata Tiradentes morto, esquartejado, junto a uma cruz, é do pintor Pedro Américo, feita por volta de 1893. Barba, tez loira, cabelos longos à Jesus Cristo, um personagem totalmente reconstruído. Na época dos militares, a partir de 64, também houve uma forte conexão do personagem Tiradentes com a República brasileira, o sentimento de nacionalidade, de brasilidade...
Até mesmo na época do governo Sarney houve este tipo de preocupação.
Finalizando, por que somente Tiradentes foi condenado à morte, à morte vil, à morte humilhante, ao terrível vilipêndio de seu corpo e de sua imagem até a quinta geração de seus descendentes?  

Por quê?

Afinal, foram, entre os conjurados, onze os condenados à morte, mas só Tiradentes subiu ao cadafalso e teve seu corpo pendurado pelo pescoço?

Então, por quê?

A resposta, mesmo que haja dezenas de explicações de doutos estudiosos, historiadores brasileiros e estrangeiros, para mim é simples, plana: onze eram muitos corpos a terem ‘vivandeiras da classe alta’ a lamentar essas mortes e manter acesa a chama da vendeta, da injustiça. Mas um corpo teria que tombar, serviria como exemplo, e não teria a força para inquietar a província. E foi o que a corte portuguesa e sua rainha D. Maria I.
Tiradentes era o menos importante, não pertencia às elites, e também – parece – assumiu a culpa integralmente. Afinal a D. Maria não era ainda uma ‘louca’, uma doidivanas. Sua decisão, pobre Tiradentes, foi simplesmente ‘pragmática’.


That’ All, Folks!