Segunda, 21 de setembro de 2026

 

Em e-book (Kindle - Amazon)

Alfredo Octávio: o maior jornalista do Brasil

Livro Alfredo Octávio


SEGUINTE:

- JÁ ASSISTI A ESTE VÍDEO VÁRIAS VEZES.
É MAIS DO QUE SENSACIONAL.
GOSTARIA QUE TODOS CONFERISSEM.
PODERIAM LEVAR A OUTRAS PESSOAS.


SEGURA ESSA
quem se trumbica não comunica

- NESTA SEGUNDA, 1H25MIN, NA TV RECORD GUAÍBA, DEBATE COM OS CANDIDATOS A GOVERNADOR - ZUCCO, JUJU DO VOVÔ, MARINATA E GABRIELZINHO.

- CRISE DA BAND RS 1

Mais uma vez está aberto o cargo de diretor-geral da Band RS. Desde já tenho pena de quem assumir: são baixíssimos os índices de audiência de todos os veículos e não há dinheiro em caixa e nem perspectiva de melhores dias. A única notícia positiva foi a demissão de dona Lisiane Russo do cargo máximo da direção.

- CRISE DA BAND RS 2

Um dos problemas do grupo é que quase tudo está errado. Para quem não sabe, um dos principais cargos do Jornalismo é o de Chefe de Reportagem. É um cargo importante, sempre ocupado por jornalistas que já passaram por outros setores do veículo. Aí dona Lisiane inventou de colocar um advogado no cargo. Imagine no que deu. O sujeito que ocupou o cargo não é só incompetente. Ele simplesmente não sabe o que é o cargo.

- CRISE NA BAND RS 3

Dona Lisiane ouviu muito os invejosos que ainda pululam nas emissoras. Por exemplo, essa gente rancorosa fez de tudo para que fossem demitidos grandes nomes que integravam o time da Band. Um caso? Milton Cardoso, que ocupava o horário da noite e era líder entre as emissoras de jornalismo. Os rancorosos e sem caráter continuaram no grupo e ainda ocupam espaços generosos no rádio e TV.

- CRISE NA BAND RS 4

Voltando ao advogado que é metido a jornalista. Circula na internet um recado que ele mandou a uma funcionária da Band que deixou o emprego.
Delicie-se, a começar na primeira linha:


- CRISE NA BAND RS 5

A direção da Band não seria louca de colocar o advogado como diretor-geral no RS. Só se quiserem terminar, de vez, com todas as emissoras. Podem estar pensando em vender o que resta da Band. Acredito que o Leonardo Meneghetti não toparia reornar pela enésima vez ao grupo, considerando que ele tem o seu canal, Debate Raiz, que é um sucesso maior do que as emissoras que transmitem futebol. Existem mais dois ou três nomes no mercado local, mas todos estão bem colocados. Mais uma vez podem recorrer a um profissional de fora, como já aconteceu com o Sérgio Cóssio.
Vamos aguardar.

- UMA DEMISSÃO QUASE RECORDE


- DE UM LEITOR 1: O jornal do Almoço local no interior do RS é muito melhor que o da rede. Vale muito a pena assistir as reportagens. Da região Norte RS e Noroeste por exemplo dá um banho de pauta no JA de Porto Alegre.]

- DE UM LEITOR 2: Até o Atualidades Pampa já deu uma oxigenada (pouca). Já o PSPinto vai manter quase as mesmas figuras, falando as mesmas coisas de 15 anos atrás?

O QUE FAZ
o RS crescer


O deputado federal Bibo Nunes apresentou projeto de lei proibindo a utilização de wind banners e de peças autônomas móveis "em vias públicas e nos demais espaços públicos urbanos e disciplinar a veiculação de propaganda eleitoral mediante painéis de publicidade exterior licenciados pelo poder público municipal ou distrital".


E mais: "Nos bens cujo uso dependa de cessão ou permissão do poder público, ou que a ele pertençam, e nos bens de uso comum, inclusive postes de iluminação pública, sinalização de tráfego, viadutos, passarelas, pontes, paradas de ônibus e outros equipamentos urbanos, é vedada a veiculação de propaganda de qualquer natureza, inclusive pichação, inscrição a tinta e exposição de placas, estandartes, faixas, cavaletes, bonecos e assemelhados, bem como a utilização, em vias públicas e nos demais espaços públicos urbanos, de wind banners e de peças autônomas móveis assemelhadas destinadas à veiculação de propaganda eleitoral".

Bibo justifica: "A ocupação desordenada das vias públicas por peças de propaganda eleitoral, notadamente wind banners e peças autônomas móveis, converteu-se em grave problema urbano no Brasil. Essas estruturas podem causar poluição visual, obstrução de calçadas, canteiros e esquinas, riscos à acessibilidade e à segurança de pedestres e veículos e aumento da complexidade da fiscalização eleitoral, especialmente nas representações relacionadas ao chamado efeito outdoor".



ACREDITO
neles


- ZUCCO E O PREFEITO MELO
SE ENCONTRAM NO
PARQUE DA HARMONIA

- FORMAÇÃO DE QUADRILHA


- QUEM SÃO OS TERORISTAS PARA LULA?


- PAU NO MONTANHA

- NA TORCIDA



DE TUDO
muito

- Tenho certeza de que Brizola jamais deixaria o seu PDT tomar o atual rumo. É capacho de Lula, para ter um Ministério, e capacho do Dudu Milk para ocupar duas ou três secretarias. 
Agora conseguiram ser cabeça de chapa para o Governo do RS com uma candidata que não consegue se eleger para síndica. E, pior, tem uma expressiva liderança trabalhista como suplente de um candidato petista com uma história imunda.
Se este pessoal tivesse um pouquinho de respeito pelo Líder Brizola jamais usariam o seu nome!!


A FOTO DIZ TUDO


Mensagens do celular de Daniel Vorcaro com o advogado Ciro Soares mostram uma foto do procurador-geral da República, Paulo Gonet, bebendo uísque e fumando charutos com o dono do Banco Master.

A imagem apareceu em conversas extraídas do celular do ex-banqueiro pela Polícia Federal que foram obtidas pela Folha. Pessoas com conhecimento das investigações afirmam que a foto foi registrada durante uma degustação de uísque, em 25 de abril de 2024, no clube privado George Club, em Londres, no bairro de Mayfair. O evento teria sido custeado por Vorcaro.

Procurada, a assessoria de imprensa da PGR afirmou que a foto é do evento de 2024, do qual o próprio Gonet afirmou ter participado, com várias outras autoridades. Também disse que "o próprio ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), reconheceu que não há nada demais nas menções ao procurador-geral".

A assessoria de imprensa de Ciro Soares afirmou que a imagem "é de um evento de 2024, quando não havia nenhuma investigação sobre o empresário Daniel Vorcaro". "Não há qualquer irregularidade na foto", disse.

A interlocução de Gonet com Vorcaro aconteceu por meio do advogado Ciro Soares, inicialmente em abril de 2024, segundo apontou a PF. Na ocasião, o advogado escreveu a Vorcaro: "Amizade é tudo viu irmão". Em seguida, complementou: "Gonet é firme". Inicialmente, eles trataram de questões relacionadas a Jarbas Soares Júnior, ex-procurador-geral de Justiça de Minas Gerais.

No ano seguinte, Ciro e Vorcaro passaram a tratar da organização de um evento que aconteceria em Londres, com financiamento do Master.

Em março, Ciro mandou a Vorcaro uma foto acompanhado de Gonet. Ele diz: "Liga aqui. Ele quer falar com você". No mesmo mês, o advogado encaminhou mensagens a Vorcaro dizendo: "Já estou com saudades de você! Estou embarcando para Roma. Manda essa mensagem para ele". Ciro disse que as mensagens haviam sido enviadas por "Gonet".

Ao anexar capturas de tela das mensagens, a PF diz que o advogado responde que "lhe adora" e cita mensagem dele: "Ele vai para Londres com a gente' Por fim envia mensagem encaminhada 'Oba!!! Tomara que tenha charuto e macalan!'".

No dia seguinte, Ciro disse que Gonet perguntou se o filho dele poderia ir para a viagem a Londres. "Óbvio, né", responde Vorcaro.

Sobre esses diálogos, a assessoria de Ciro Soares havia dito que "é importante destacar que o evento nem se concretizou". "Não há qualquer ilegalidade em convidar líderes empresariais, advogados, administradores e palestrantes em geral para participar de seminários", declarou.

Integrantes da PGR que trabalham diretamente com o procurador-geral afirmam ainda que Gonet conhecia o advogado Ciro Soares e o tratava de forma amigável por ser seu estilo.

Em sessão no STF no último dia 15, ele negou ter qualquer proximidade ou conhecer Vorcaro. O chefe do Ministério Público afirmou ter falado apenas uma vez com o ex-banqueiro.

O PGR também declarou que "fica feliz" porque André Mendonça reconheceu que "nada que foi colhido [pela Polícia Federal] que pudesse induzir alguma prática de ilícito pelo procurador-geral da República".

Segundo o PGR, o único encontro que ele teve com Vorcaro se deu com várias autoridades em evento de 2024 e foi "brevíssimo e banal".

Internamente, Gonet optou por estabelecer um grupo de trabalho para lidar com os casos do Master e diluir a responsabilidade e a pressão sobre o procurador-geral. Pouco depois da divulgação do relatório, integrantes da cúpula da PGR avaliaram que as citações a Gonet expõem a instituição em uma situação grave e inédita, mesmo sem que exista até o momento nada capaz de torná-lo alvo de investigação.

O Conselho Superior do Ministério Público Federal abriu, no último dia 3, um procedimento para apurar as menções ao procurador-geral nas mensagens do ex-banqueiro. Gonet quer aproveitar o caso para rebater alegações de suspeição. (FSP, de 19/9/26)

DOIS MINUTOS
com...

- LUIZ CARLOS PRATES


PORTO ALEGRE
é assim!

- CAMPANHA DO AGASALHO


A Campanha do Agasalho 2026 chegou ao fim consolidando uma ampla rede de solidariedade na Capital. A iniciativa destinou mais de 128 mil itens, superando o resultado de 2025, quando foram entregues 79,4 mil peças. O balanço reforça o impacto da mobilização na assistência a pessoas e famílias em situação de vulnerabilidade em diferentes regiões da cidade.

Coordenada pelo Gabinete da Primeira-Dama, a campanha contou com a participação da população, empresas, instituições, servidores, organizações sociais e diferentes parceiros que contribuíram desde a arrecadação até a chegada das doações às comunidades. Entre os destaques da edição estiveram os Varais Solidários, modelo que permitiu às comunidades locais escolherem as peças de forma autônoma e gratuita conforme suas necessidades imediatas.

“Essa campanha foi construída por muitas mãos. Cada pessoa que abriu seu armário, cada parceiro que mobilizou sua equipe, cada entidade que nos ajudou a chegar às comunidades e cada servidor que trabalhou para fazer tudo acontecer fez parte dessa corrente. O que fica é um sentimento de gratidão e a certeza de que, quando Porto Alegre se une para cuidar, a solidariedade chega muito mais longe’’, afirma a primeira-dama Valéria Leopoldino.

Mesmo com o fim da campanha, o trabalho de articulação desenvolvido pelo Gabinete segue durante o ano, mantendo o diálogo com instituições e comunidades da Capital. A prestação de contas completa da Campanha do Agasalho 2026, com a relação das destinações realizadas, permanece disponível no site, reforçando o compromisso com a transparência.

RECREIO

- UMA MARAVILHOSA HISTÓRIA


OLIMPO
a morada das deusas do século 21

LINDA LINDA









PIADINHA
sem nome feio, sem política e sem futebol


Sexta, 18 de setembro de 2026

 HISTÓRIA GAÚCHA - por ZURBA FAGUNDES

A História do Rio Grande como nunca te contaram.
Duvido que saibas que foi assim que "surgimos"! 




NESSA SEXTA
a cesta do João Paulo





JOÃO PAULO DA FONTOURA é de Taquari-RS. É escritor e historiador diletante, membro da ALIVAT – Academia Literária do Vale do Taquari, titular da cadeira nº 26. Autor do livro biográfico "Costa e Silva", edição 2025






Revolução Farroupilha

ou

    Guerra Civil dos Farrapos


Amigos, amigas, neste domingo próximo lá se vão 191 anos do gatilho da longa guerra intestina que varreu o Sul do Brasil entre 1835 e 1845, aquela que por pouco não provocou uma quebra da nossa invicta unidade nacional.





 

Mas, antes, falemos um pouco da nossa situação à época:

 

No início da guerra, nosso estado ainda era imberbe em termos de autonomia, pois há meros 27 anos tínhamos adquirido o status de Capitania Autônoma com a divisão da antiga ‘Comandância’ em quatro vilas autônomas: Porto Alegre, Rio Grande, Rio Pardo e Santo Antônio da Patrulha.

Conforme nos relata Riograndino Costa e Silva, em seu livro ‘Notas À Margem Da História do Rio Grande do Sul’, em 1835 tínhamos exatos 14 municípios (vilas); os quatro acima citados mais: Alegrete, São Borja, Cruz Alta, Caçapava, Cachoeira, Piratini, Triunfo, Pelotas e Jaguarão e São José do Norte.

Quanto à população, os números não são muito confiáveis, pois, para um número estimado em 180 mil (segundo Moacyr Flores, em ‘Guerra Civil dos Farrapos’) fala-se em 10 mil mortes ao final da guerra, o que não é razoável. O número que eu sempre tive, é de 200 mil habitantes e de 10 mil mortos, se tanto, o que considero razoável.

Os maiores municípios eram Porto Alegre, Pelotas, Rio Pardo e Rio Grande. O estado era essencialmente agrário: havia, por volta de 1835, em torno de 560 estâncias, as chamadas sesmarias, normalmente cedidas em terras devolutas a militares não mais ativos, como prêmio aos serviços prestados ao império, e enormes: em torno de uma légua de largura por três de comprimento. Mas, também havia indústrias, tais como: beneficiamento de couro; destilarias de aguardente; serrarias; fábricas de chapéus, sabão, velas de sebo; teares para produzir ponchos, cobertores, cintas, mantas, etc.



 

A nossa Porto Alegre, a capital de todos os gaúchos, era um centrinho com o palácio do governo, a igreja matriz no alto da colina, a Santa Casa de Misericórdia, mais alguns prédios e casas comerciais na rua da Praia, o teatro São Pedro iniciando sua construção. No subúrbio, chácaras que abasteciam a população com figo, marmelos, cítricos, uvas, pêssegos, mandioca, e até grãos de café. O trigo, um dos primeiros cultivos dos açorianos, estava já em decadência.

Os colonos alemães recém-chegados na região da colônia de São Leopoldo, 1824, abasteciam a capital, via o Sinos, sete horas em média em uma viagem com seus lerdos barcos.

A nossa Taquari, que ainda esperaria 14 anos para tornar-se uma vila independente, seguia sua faina diária com seus tranquilos 4 mil moradores, metade brancos, metade escravos, aproximadamente.

 

Uma questão que envolve historiadores é se o que houve foi uma revolução ou uma guerra?

Pra mim, é simples: primeiro houve uma revolução, mas quando os revoltosos formalmente proclamaram a província como um estado republicano, o que se seguiu então foi uma clássica guerra civil. 

O que a motivou, qual o gatilho da guerra?

Eram, como diziam os nossos professores de história, os problemas dos impostos do sal e do charque aqui produzido – principalmente na região de Pelotas? Ou a decisão do presidente Fernandes Braga de criar um imposto sobre a propriedade rural, de dez mil réis anual sobre cada légua quadrada de campo?

Penso que não, podem ser até motivos laterais fortes, mas nunca o central. Prova disso é que, quando da instalação da República Rio-Grandense, uma das primeiras medidas econômicas adotadas pelos farroupilhas foi taxar o charque em 400 réis a arroba.

 

O que havia de novo no Brasil marcado pelo recente 7 de abril de 1831 era uma forte divisão entre restauradores (os caramurus, portugueses saudosistas do Brasil colônia) e os liberais, estes divididos entre moderados (aqui no nosso estado representados pelo Bento Gonçalves, moderado-monarquista, e pelo então tenente Manuel Luís Osório, moderado-republicano) e os liberais farroupilhas, mais exaltados, mais apaixonados, mais jacobinos, aqui chefiados por Marciano Pereira Ribeiro.

 

(O termo farroupilha nada tem a ver com vestimentas rotas dos soldados rebeldes. Existia, era corrente há tempos. Por volta de 1830, já havia três jornais liberais no Rio de Janeiro que o usavam, como, por exemplo, "A Trombeta Dos Farroupilhas".)

 

No livro ‘A Guerra Dos Farrapos’, de Fernando L. Osório, de 1894, o autor (filho do general Manuel Luís Osório) lista o manifesto exarado por Bento Gonçalves, em 25 de setembro de 1835, que, ao menos a mim, fica claro que a intenção original não era separatista nem republicana, e sim mitigar a grande insatisfação com ‘as arbitrariedades do governo da província, centradas no presidente Braga e seu irmão juiz Pedro Chaves’, ou seja, questões políticas, ideológicas; como diria Erich Maria Remarque um século depois, ‘nada de novo no front’.

 

Os objetivos eram: sustentar em sua pureza os princípios políticos que conduziram a Nação ao sempre memorável Sete de Abril, considerado o da regeneração e total independência do Brasil; restaurar o império da lei, afastando do Rio Grande do Sul a administração inepta e facciosa, mas sustentando o trono do jovem monarca e a integridade do Império.

 

Feita essa necessária introdução vamos à cronologia da guerra. Optamos por listar alguns eventos, os mais importantes, ano a ano, por uma questão de racionalidade, facilitador ao preclaro leitor.



 

20.09.1835 – Tomada de Porto Alegre e deposição do presidente Antônio Braga, que foi substituído pelo vice-presidente Marciano Pereira Ribeiro; Braga embarca em um navio canhoneiro e foge para a segurança do município de Rio Grande;

 

23.10.1835 – O governador defenestrado Braga parte para a corte para conversações com a regência; o padre Diogo Antônio Feijó decide nomear José de Araújo Ribeiro, novo presidente da província, primo do Bento, numa tentativa de apaziguar revoltosos;

 

15.01.1836 – O nomeado Araújo Ribeiro assume a presidência, gerando indignação dos deputados provinciais que lhe negam posse e chamam o primeiro vice-presidente Américo Cabral de Melo para governar;

 

05.02.1836 – Jogo duplo; a Assembleia envia uma comissão a Araújo Ribeiro para combinar sua posse, ao mesmo tempo em que remete à regência uma representação contra o presidente Ribeiro, que cansado das indecisões e dissimulações, dissolve a Assembleia;

 

16.02.1836 – Assembleia dá posse ao vice-presidente Antônio Cabral de Melo, e Bento Gonçalves reúne 1.800 homens partindo, ao Sul, à luta;

 

15.06.1836 – Os imperiais retomam Porto Alegre das mãos dos farroupilhas;

 

11.09.1836 – O general Antônio de Souza Neto, após a vitória obtida na Batalha do Seival (um arroio onde hoje é o município de Candiota), proclama a República Rio-Grandense, livre e independente, com a capital em Piratini;

 

04.10.1836 – Derrota dos farroupilhas, liderados por Bento Gonçalves, na batalha da ilha Fanfa, no rio Jacuí, Triunfo. Tropa republicana rende-se, Bento Gonçalves é preso;

 

05.01.1837 – A Regência exonera José de Araújo Ribeiro do cargo de presidente da província e nomeia para substituí-lo o brigadeiro Antero José de Brito que acumula o cargo de comandante militar da região; esse novo presidente rompe com Bento Manuel Ribeiro, demitindo-o. Pouco após, Bento prende Antero Brito no passo do Itapevi, Alegrete, e ‘vira-casaca’ para o lado farrapo;

 

10.09.1837 – Preso em forte na Bahia, Bento Gonçalves consegue fugir depois de subornar o comandante, nadando até um saveiro que o esperava;

 

16.12.1837 – De volta ao Rio Grande, Bento Gonçalves toma posse como presidente da República Rio-Grandense. É o auge do movimento. Praticamente toda a ex-província está em posse dos farrapos;

 

30.04.1838 – Rio Pardo, a ex-tranqueira invicta, é tomada pelas tropas conjuntas de Antônio de Souza Neto e Bento Manuel Ribeiro. Os imperiais têm 71 homens mortos e 130 prisioneiros; do ponto de vista estratégico, foi uma vitória muito importante, pois Rio Pardo era uma fronteira do domínio imperial, um apoio para a conquista do interior, e tinha o dobro da população de Porto Alegre;

 

15.05.1838 – Bento Gonçalves, segundo a maioria dos historiadores, comete novamente o erro de sitiar Porto Alegre, agora pela 3ª vez, sem ter artilharia e barcos artilhados, deixando, por exemplo, o porto do Rio Grande franqueado aos imperiais que por ali recebem mais e mais reforços para equilibrar o jogo da guerra;

 

01.09.1838 – Nesta data, o italiano Giuseppe Garibaldi, que havia conhecido Bento Gonçalves na prisão no Rio de Janeiro, e dele recebido ‘carta de corso’, é nomeado capitão-tenente comandante da marinha farroupilha;

 

09.01.1839 – Por decisão do presidente Bento Gonçalves, a capital é mudada de Piratini para Caçapava, ponto mais central nas operações militares;

 

14.04.1839 – Francisco Pedro de Abreu, o famoso ‘Moringue’, ataca com 150 combatentes o estaleiro republicano na estância do Brejo, de Ana Gonçalves, irmã de Bento, em Camaquã, cercando Garibaldi e mais 15 defensores. Moringue, ferido, retirou-se com seu exército sem destruir os lanchões que estavam sendo construídos;

 

06.06.1839 – Feito épico! Nessa data, os lanchões Seival e Rio Pardo iniciaram viagem desde o rio Capivari, por carroções puxados a bois e protegidos pela cavalaria de David Canabarro, até o rio Tramandaí, onde foram lançados às águas atlânticas. John Griggs levou o Seival, e Garibaldi, o Rio Pardo. Em Araranguá, Santa Catarina, o Rio Pardo naufragou, matando metade de sua tripulação. Garibaldi e seus marinheiros salvos foram resgatados pelo Seival e seguiram todos em direção à Laguna;

 

24.07.1839 – Fundada a efêmera República Juliana, com capital em Laguna, por iniciativa de Canabarro e Garibaldi, extinta em 15 de novembro após violento ataque de tropas do Império. É nessa Laguna que Garibaldi encontra a jovem Ana Maria de Jesus Ribeiro, depois, Anita Garibaldi, com quem se casaria e se tornaria sua parceira nas lutas aqui na América, e depois na Itália onde ela morre ainda muito jovem;

 

21.03.1840 – O brigadeiro Bonifácio Isás Calderón, seguiu pela campanha e invadiu e tomou a capital Caçapava, que havia sido abandonada pouco antes pelos republicanos;

 

03.05.1840 – Combate de Taquari, mortífero em que ambos os exércitos consideraram-se vencedores. De um lado, o general Bento Gonçalves, do outro, o marechal Manuel Jorge Rodrigues. O marechal Manuel Jorge parece ter tido uma oportunidade e ter fracassado, pois o presidente Saturnino pediu à Regência sua substituição, pois ‘nada resolvia e marchava ao acaso’ (palavras do presidente);

 

16.07.1840 – Bento Gonçalves, tardiamente valida a importância do controle da barra, em São José do Norte. Aproveitando um temporal violento, ele e Garibaldi tomam a cidade, saqueando-a para depois abandoná-la devido à reação dos Imperiais. Bento foi aconselhado a incendiar a vila, mas, respeitando os moradores inocentes, não o fez;

 

03.01.1841 – Bento Manoel Ribeiro, o ‘vira-casaca’, abandona os republicanos mais uma vez. Onze dias após, José Mariano de Matos passa a presidência da República a Bento Gonçalves;

 

17.05.1842 – Estoura a Revolução Liberal em São Paulo, aliviando um pouco a pressão sobre os farrapos;

 

09.11.1842 – Luís Alves de Lima e Silva, o futuro Duque de Caxias, assume a presidência e o comando das armas e impõe um novo peso aos imperiais. A soma do Exército Imperial mais a Guarda Nacional chegou a estupendos 22 mil soldados, enquanto o exército farroupilha mal chegava a mil combatentes. Naturalmente, Bento Manuel Ribeiro volta ao seio dos legalistas, a convite de Caxias;

 

01.12.1842 – A República Rio-Grandense abre sua Assembleia Legislativa e constituinte. Deputados da Assembleia, em Alegrete, entram em rota de colisão com o idiossincrático Bento Gonçalves, já considerado por seus inimigos dentro da República como um ditador. De uma maneira ou de outra, mesmo com brigas e ódios internos, esses mil soldados republicanos, lutando mais de 30 combates, mantiveram a chama acesa do republicanismo até a consolidação da paz em fevereiro de 1845;

 

26.05.1843 – Última vitória dos farrapos; as forças conjuntas de Bento Gonçalves e de Antônio Netto, aproveitando-se de um descuido dos imperiais, atacam em Poncho Verde (hoje, Dom Pedrito) forças imperiais sob o comando de Bento Manuel Ribeiro, destroçando-as – para uns historiadores. Para outros, o resultado ficou indefinido;

 

27.02.1844 – Esta data marca o clímax das inimizades entre os Republicanos, quando Bento Gonçalves e seu primo Onofre Pires resolvem suas desavenças num duelo no qual Onofre é morto. Onofre havia difamado a honra do Bento entre os oficiais, chamando-o, inclusive, de ladrão. Bento, sabedor por terceiros, pediu confirmação por carta. Onofre confirmou tudo, restou o mortal duelo;

12.10.1844 – Caxias instrui o seu ajudante tenente-coronel Manuel Luís Osório a iniciar contatos diretos com os republicanos no sentido da pacificação, excluindo das tratativas o caudilho oriental Fructuoso Rivera. Nessa data, Osório, em contato direto, expõe ao major Antônio Vicente da Fontoura, então ministro da República Rio-Grandense, os pensamentos e propostas do chefe Caxias, pedindo-o, igualmente, que esquecesse as tergiversações de Rivera;

 

14.11.1844 – Terrível derrota de Porongos, questão dos Lanceiros Negros. O desastre do exército republicano em Porongos deveu-se, segundo Caxias em Ordem do Dia nº 170, ‘(...) a um descuido de Canabarro que não supunha o inimigo tão perto’, ou, como afirmam muitos historiadores críticos da história oficial ‘(...) a um arranjo entre Caxias e Canabarro para resolver a questão dos Lanceiros Negros’. O fato é que, dos alegados 1.000 homens do exército de Canabarro (segundo Caxias, mas esse número é seguramente exagerado), estranhamente morrem 100 lanceiros negros e são aprisionados 333 homens, todos brancos! Esse evento é uma nódoa na história dessa guerra que ainda não foi suficientemente explicada;

 

29.12.1844 – Aqui termina (em termos práticos) a cruenta guerra, com o tenente-coronel Demétrio Ribeiro, outro vira-casaca, atacando um arremedo de exército republicano na divisa com o território Oriental, matando, aprisionando e dispersando seus estiolados membros. Os trabalhos de pacificação iam adiantados.  Caxias e os chefes republicanos haviam acordado o envio do major Antônio Vicente da Fontoura como ministro plenipotenciário junto à Corte Imperial, com o objetivo de ajustar os detalhes da paz. A nota que Fontoura levava, assinada por José Gomes Jardim, David Canabarro e João Antônio da Silva, o Netto, foi assinada em 13 de novembro, no acampamento de Porongos, justo um dia antes do terrível ataque do Pedro Moringue. Esse episódio é citado por Fontoura em suas reminiscências – aos detalhes. Estranho, não?

 

25.02.1845 – Fontoura, o plenipotenciário da Paz, tendo chegado há poucos dias da corte, no Rio de Janeiro, reúne-se com governo e exército, em Ponche Verde, e apresenta aos seus pares as propostas/concessões adrede negociadas.

São doze itens que claramente transformam uma derrota militar numa vitória política, sendo as duas mais importantes:

a) a indicação pelos ex-republicanos do presidente da Província;

b) o pagamento de toda a dívida pública da ex-república por responsabilidade do império. Os itens principais foram cumpridos, mas nem todos.

O item 4º - ‘São livres e como tais reconhecidos, todos os cativos que serviram à revolução’ não foi cumprido: em 26 de agosto, segundo o Jornal do Comércio chegam ao Rio de Janeiro 77 ‘libertos’ que foram levados como escravos para as fazendas imperiais;


28.02.1845 – Aceitas as propostas nos diversos sítios republicanos, a PAZ é celebrada!

Ao ato solene, em Ponche Verde, assistiram quase todos os líderes republicanos, menos Bento Gonçalves e o presidente José Gomes de Vasconcelos Jardim, por doentes.

Falam no ato o ministro Manoel Lucas de Oliveira, representando o presidente, e David Canabarro, chefe do Exército Republicano.



Quinta, 17 de setembro de 2026

 

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Alfredo Octávio: o maior jornalista do Brasil

Livro Alfredo Octávio


SEGUINTE:

- MINISTROS DO STF 
DESMORALIZAM ATÉ
O DATA VENIA

Conradov Hübner Mendes,
doutor em Direito e professor

Se for verdade que André Mendonça tenta ajudar a eleição de Flávio Bolsonaro por vazamentos dosados de seus casos-bomba, ele está vencendo. Na sessão de terça-feira, Gilmar Mendes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes impulsionaram o plano de Mendonça com mais vigor que Flávio Bolsonaro podia imaginar. Os militantes por golpe de Estado de 8 de Janeiro comemoram.

O quarteto da obstrução levou oito horas para discutir não o pedido em pauta, mas uma questão de ordem. Ao final do dia, não decidiram sequer a questão de ordem. Um pedido de vista, por ministro que já havia votado, tem 90 dias para voltar ao colegiado.

Se interpretássemos o pedido de vista não como direito do ministro, mas como um apelo feito ao plenário soberano, que pode aprovar ou não, a protelação poderia ser impedida. Mas se Fachin não tem força nem por atenuar a falta de educação de seus pares, que dirá de sua capacidade de inovar o procedimento contra o império dos monocratas.

Do ponto de vista comportamental, a sessão foi um concerto anabolizado de arrogância, autoritarismo e desrespeito. Do ponto de vista procedimental, foi uma obra-prima de diversionismo chicaneiro. A única coisa que se deve levar a sério não foram as palavras, mas os danos infligidos à instituição do STF. Até o data venia saiu desmoralizado.

O desempenho de Flávio Dino, com pitadas de agressão a Fachin e citações de algibeira, merece destaque. Invocando rito que não se vê no STF recente, mostrou não estar preocupado com o futuro do STF. Num arroubo de contradição performativa, falava em defender a reputação da corte enquanto seu gesto a atacava.

"Juízes não fazem o que dizem nem dizem o que fazem", confessa o dito popular sobre ilusionismo judicial.

Enquanto isso, o tempo eleitoral vai passando sem que possamos discutir propostas para o Brasil: lugar do país no mundo, desenvolvimento econômico, segurança pública, Amazônia, clima, tecnologia, redução da pobreza e da desigualdade. A desordem do STF interdita os debates necessários para o exercício de um voto livre. A desordem do STF, até aqui, faz campanha para Flávio.

Já escrevi algumas vezes sobre as formas de fechar o STF sem "fechar o STF". Não é preciso um ato de força, um soldado e um cabo. Basta que esse tribunal se torne irrelevante e fácil de desobedecer. Que seja capturável pelo poder econômico que financia ministros apreciadores do "curtindo a vida adoidado". Basta que não haja adultos no plenário.

Neste momento o STF vai sendo fechado por obra dos seus próprios ministros. E nos convoca a nos prepararmos para um Brasil sem STF. Este é um Brasil pior, apesar de tudo. Pior, em primeiro lugar, para os mais vulneráveis –mulheres, pessoas negras, minorias sexuais, povos indígenas, o ambiente, a segurança pública, a educação e a saúde. Pior para as liberdades, pior para as expectativas liberais mais básicas.

Só não podemos abandonar o exercício de imaginar um STF do futuro. Um STF que não acumule competência constitucional e penal, que não deixe esta canibalizar aquela. Um tribunal com nomeados pela reputação, não pela promessa de fidelidade. Onde o colegiado é maior que ministros individuais. E a Constituição valha mais que honorários de Vorcaro.


SEGURA ESSA
quem se trumbica não comunica

- MARÇAL, o João Batista Marçal, um dos melhores e mais populares radialistas do Estado, será homenageado no próximo dia 26, às 10 horas, no Salão Nobre da ARI (avenida Borges de Medeiros, 9815 - 8º andar).

- COMO se dizia antigamente, "uma crise se avizinha" na Band RS: o gerente financeiro do grupo foi demitido em 31 de agosto. A crise é séria. Consta que não há dinheiro para nada e, claro, não conseguem cumprir todos os compromissos.

- MUDANÇAS não  ficam só no financeiro.

- NOTINHA acima escrevi na noite de quarta.

- HOJE leio na Coletiva.net: "Lisiane Russo deixa Band RS e afirma sair “com o dever cumprido”.
Sei, mas consta que a Band RS, como um grupo, está quebrada.
Coitado do sujeito que assumir o (en)cargo.

- ESCREVE o pessoal da Coletiva.net: Para apoiá-la nesse momento, o diretor-geral da Band Minas Gerais, Bernardo Teles, está em Porto Alegre e, até que se tenha um nome oficial, a equipe responderá a ele nesta fase. Amigo e parceiro profissional de Lisiane, ele acompanha a passagem das informações e a continuidade das atividades da emissora no Estado. 

-MATÉRIA da Coletiva.net é muito favorável a ex-diretora-geral Lisiane Russo. Aliás, as crises da Band RS jamais mereceram destaque no site. Ao contrário do Blog do Prévidi. Reitero que a crise na Band RS é seriíssima.

- SEM contar que os números do ibope das emissoras são irrelevantes. No período da dona Lisiane a Band perdeu muitos ouvintes e telespectadores. Basta conferir os números para constatar.

-  SERÁ queo Leonardo Meneghetti retornas, mais uma vez,pasra a direção-geral da Band RS?
Duvido. Seu canal no Youtube, Debate Raiz, é um sucesso, com milhares de ouvintes que a Band não term mais. Por exempolo, agora o Debate Raiz tem 34 mil oujvintes.

- FAUSTÃO não pretende voltar à TV após os problemas de saúde que enfrentou nos últimos anos. Em entrevista ao Conversa com Bial, o apresentador refletiu sobre a carreira, o período em que passou mais tempo no hospital do que em casa e as prioridades que estabeleceu após os quatro transplantes que precisou fazer. Depois de 64 anos de trabalho, ele afirmou que já fez o que podia e explicou que deseja aproveitar a convivência com a família.
Faustão também fez um balanço das quase sete décadas de trabalho e destacou o que considera ter construído ao longo da carreira. "Eu trabalhei 64 anos. Eu acho que eu fiz o que eu pude, principalmente curtir a família, meus cachorros também que são importantes", disse ele.

- PODCAST DO GUSTAVO MOTA


- PODE ser que quando terminar o horário eleitoral, com mais tempo, o Baita Sábado, da RBS TV, melhore. E menos departamento comercial, por favor!!

- PESSOAL que faz comentários no Blog inventou mais um apelido, para contratado da rádio doAlmirante: o Decarpim.

- QUALQUER hora vou me dar ao trabalho de levantar todos os apelidos que inventaram.

O QUE FAZ
o RS crescer

- NEM PRECISA FAZER CONTAS


- UM PEPINO QUE DUDU MILK DEIXARÁ


ACREDITO
neles

- A FOTO QUE LULA DETESTA


- E AÍ PT?


- ASSISTA AO MILTON CARDOSO


- CAMPANHA EMPOLGA


DE TUDO
muito

- CARMEN LÚCIA É DA MESMA
LAIA DOS SEUS PARES

DE UM LEITOR: Carmen Lúcia sempre foi partícipe de todo esse esquema que envergonha o País. Pedir desculpas sem voltar atrás em suas decisões é puro suco de cinismo. É o mesmo que o ladrão pedir desculpas pelo roubo, mas não devolver o dinheiro roubado.

DE UM LEITOR 2: Carmen Lúcia não teve vergonha de participar de um julgamento farsesco e condenar velhinhos à prisão, com penas absurdamente mais gravosas do que os atos praticados.

- OLHA ISSO


DO JOSÉ MAURÍCIO PIRES ALVES: Má sorte do Daniel Vorcaro. Gastou milhões para comprar todos oscorruptos e só ele está preso.

- BEM ISSO


DOIS MINUTOS
com...

- LUIZ CARLOS PRATES


PORTO ALEGRE
é assim!

O ROUBO DE FIOS E CABOS


Cerca de 600 quilos fios e cabos furtados foram apreendidos na madrugada desta quarta, dia 16, durante uma operação integrada no Centro Histórico de Porto Alegre.

Cinco suspeitos foram conduzidos ao Departamento Estadual de Investigações Criminais após serem flagrados retirando cabos do subsolo na região da Praça Osvaldo Cruz. Também foram apreendidos três veículos, um reboque, um gerador e diversas ferramentas utilizadas na ação.

A ocorrência começou durante patrulhamento de agentes da EPTC, que identificaram veículos e pessoas removendo os equipamentos. O grupo apresentou uma ordem de serviço que levantou suspeitas. Durante a abordagem, os policiais constataram inconsistências no documento e, após contato com a empresa responsável pela rede, foi confirmado que a autorização era falsa.

“Esperamos que o flagrante resulte em punição severa, com todo o rigor da lei. O furto de fios é um crime grave, que atinge toda a cidade. Interrompe o fornecimento de água e energia, prejudica a rotina dos moradores e compromete serviços públicos. Causa prejuízos ao comércio, à indústria e a todo o setor produtivo, com impacto direto sobre quem trabalha e produz” - Prefeito Sebastião Melo.

Na sequência da abordagem, foram identificados três veículos utilizados na retirada dos cabos. A operação teve participação da EPTC, Brigada Militar, Polícia Civil e Guarda Civil Metropolitana . Os cinco suspeitos foram encaminhados ao Deic, onde a ocorrência foi registrada.

Furto de fios e cabos - O combate ao furto de fios e cabos está entre as prioridades da Prefeitura de Porto Alegre. Levantamento da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos, com base em dados da IPSul, contabiliza o furto de 5.332 metros de fios até agosto de 2026, gerando prejuízo estimado de mais de R$ 30 mil para a concessionária. Este número supera os furtos em todo o ano de 2025, com 4.223 metros.

Desde 2021, mais de 32 mil metros de cabos da iluminação pública foram alvo desse tipo de crime na Capital.

O impacto também alcança o comércio. Dados do Sindilojas apontam que oito em cada 10 lojistas foram afetados pelo problema nos últimos 12 meses, com perdas acumuladas de R$ 241,4 milhões. Pesquisa divulgada em agosto identificou ocorrências em 29 dos 94 bairros de Porto Alegre, com destaque para Azenha (12%), São Geraldo (9%), Centro Histórico (8%) e Moinhos de Vento (7%).

Impacto na mobilidade - Entre janeiro e junho de 2026, foram registrados 3.948 metros de cabos furtados ou vandalizados na rede de energia dos semáforos, em 52 ocorrências. O prejuízo estimado chega a R$ 16.008,88.

Desde março de 2023, a EPTC substitui gradualmente os cabos de cobre por cabos de alumínio nas ligações dos semáforos. Com a chegada de um novo lote, já são 58 mil metros de cabos de alumínio instalados na sinalização viária da Capital.

Além dos transtornos à mobilidade, como panes em cruzamentos e riscos de acidentes, o furto de cabos de cobre gera custos de reposição e mobiliza equipes técnicas para o restabelecimento dos serviços, desviando recursos que poderiam ser destinados a melhorias na cidade.

Ações integradas - Como parte das medidas de enfrentamento ao problema, a Prefeitura publicou o Decreto nº 23.870, de 17 de julho de 2026, que criou o Comitê Intersetorial de Combate ao Furto de Fios e Cabos. O objetivo é articular órgãos públicos e entidades para prevenir e combater o furto e a receptação de fios, cabos e materiais correlatos, além de reduzir os impactos dessas ocorrências na cidade.

Presidido pela Secretaria Municipal Geral de Governo, o comitê reúne representantes de mais de 30 órgãos e entidades.

RECREIO

- A PAQUITA BAIANA


OLIMPO
a morada das deusas do século 21

VIVA O VERÃO!!




PIADINHA
sem nome feio, sem política e sem futebol