Sexta, 23 de agosto de 2019




Jamais troquei de lado.
Por quê? Eu não tenho lado.
Ou melhor, o meu lado sou eu
...
ANDO DEVAGAR
PORQUE NÃO TENHO PRESSA





Escreva apenas para





Segue a vaquinha. Tenho que tentar chegar perto do necessário para atender a determinação judicial. 
Além de contribuir pelo https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajuda-ao-blog-do-previdi
aceito qualquer contribuição em uma das contas-poupança:

BRADESCO
José Luiz Gulart Prévidi cpf 238 550 700-59
agência 0939 3
conta poupança 1000049 1

BANRISUL
José Luiz Gulart Prévidi cpf 238 550 700-59
agência 0847
conta poupança:   39.081430.0-0
...
Se preferirem a opção de depositar em uma das contas, favor avisar pelo jlprevidi@gmail.com

...

O livro TODOS POR UM? COMO COMPRAR?
Basta entrar em contato, no Facebook, com Paulo Palombo Pruss. ou pelo editoraescuna@gmail.com ou paulopruss@hotmail.com






LEMBRETE:

EM 13 DE AGOSTO DE 2019, O BLOG DO PRÉVIDI COMPLETOU 16 ANOS DE EXISTÊNCIA ININTERRUPTA.
TE METE!!











especial

Nesta sexta, uma cesta
de Fernando Sabino!




FERNANDO SABINO










Fernando Tavares Sabino nasceu em Belo Horizonte, em 12 de outubro de 1923. Faleceu um dia antes de completar 81 anos. Aquela doença horrorosa venceu em 11 de outubro de 2004, no Rio de Janeiro.
Dono de uma obra vastíssima - 49 romances, novelas e crônicas, e três de correspondências.
Aos 21 mudou-se para o Rio de Janeiro. Trabalhou no Correio da Manhã, formou-se em Direito e mais tarde fundou a Editora do Autor, com Rubem Braga. Morou em Nova York por dois anos.
Escreveu para vários jornais, como o Diário Carioca e O Jornal.
Deixa a editora em 1966, e funda a Editora Sabiá. Em 1973 funda a Bem-te-vi Filmes, com David Neves, por meio da qual produz uma série de curtas-metragens com escritores brasileiros. Realiza, na década de 1970, uma série de viagens ao exterior documentando eventos.
Também foi esportista, tendo o recorde sul-americano do nado de costas, sua especialidade.
Foi casado com Helena e teve três filhos: Bernardo Eliane e Verônica.




O homem nu



Ao acordar, disse para a mulher:

— Escuta, minha filha: hoje é dia de pagar a prestação da televisão, vem aí o sujeito com a conta, na certa. Mas acontece que ontem eu não trouxe dinheiro da cidade, estou a nenhum.

— Explique isso ao homem — ponderou a mulher.

— Não gosto dessas coisas. Dá um ar de vigarice, gosto de cumprir rigorosamente as minhas obrigações. Escuta: quando ele vier a gente fica quieto aqui dentro, não faz barulho, para ele pensar que não tem ninguém. Deixa ele bater até cansar — amanhã eu pago.

Pouco depois, tendo despido o pijama, dirigiu-se ao banheiro para tomar um banho, mas a mulher já se trancara lá dentro. Enquanto esperava, resolveu fazer um café. Pôs a água a ferver e abriu a porta de serviço para apanhar o pão. Como estivesse completamente nu, olhou com cautela para um lado e para outro antes de arriscar-se a dar dois passos até o embrulhinho deixado pelo padeiro sobre o mármore do parapeito. Ainda era muito cedo, não poderia aparecer ninguém. Mal seus dedos, porém, tocavam o pão, a porta atrás de si fechou-se com estrondo, impulsionada pelo vento.

Aterrorizado, precipitou-se até a campainha e, depois de tocá-la, ficou à espera, olhando ansiosamente ao redor. Ouviu lá dentro o ruído da água do chuveiro interromper-se de súbito, mas ninguém veio abrir. Na certa a mulher pensava que já era o sujeito da televisão. Bateu com o nó dos dedos:

— Maria! Abre aí, Maria. Sou eu — chamou, em voz baixa.

Quanto mais batia, mais silêncio fazia lá dentro.

Enquanto isso, ouvia lá embaixo a porta do elevador fechar-se, viu o ponteiro subir lentamente os andares... Desta vez, era o homem da televisão!

Não era. Refugiado no lanço da escada entre os andares, esperou que o elevador passasse, e voltou para a porta de seu apartamento, sempre a segurar nas mãos nervosas o embrulho de pão:

— Maria, por favor! Sou eu!

Desta vez não teve tempo de insistir: ouviu passos na escada, lentos, regulares, vindos lá de baixo... Tomado de pânico, olhou ao redor, fazendo uma pirueta, e assim despido, embrulho na mão, parecia executar um ballet grotesco e mal ensaiado. Os passos na escada se aproximavam, e ele sem onde se esconder. Correu para o elevador, apertou o botão. Foi o tempo de abrir a porta e entrar, e a empregada passava, vagarosa, encetando a subida de mais um lanço de escada. Ele respirou aliviado, enxugando o suor da testa com o embrulho do pão.

Mas eis que a porta interna do elevador se fecha e ele começa a descer.

— Ah, isso é que não! — fez o homem nu, sobressaltado.

E agora? Alguém lá embaixo abriria a porta do elevador e daria com ele ali, em pêlo, podia mesmo ser algum vizinho conhecido... Percebeu, desorientado, que estava sendo levado cada vez para mais longe de seu apartamento, começava a viver um verdadeiro pesadelo de Kafka, instaurava-se naquele momento o mais autêntico e desvairado Regime do Terror!

— Isso é que não — repetiu, furioso.

Agarrou-se à porta do elevador e abriu-a com força entre os andares, obrigando-o a parar. Respirou fundo, fechando os olhos, para ter a momentânea ilusão de que sonhava. Depois experimentou apertar o botão do seu andar. Lá embaixo continuavam a chamar o elevador. Antes de mais nada: "Emergência: parar". Muito bem. E agora? Iria subir ou descer? Com cautela desligou a parada de emergência, largou a porta, enquanto insistia em fazer o elevador subir. O elevador subiu.

— Maria! Abre esta porta! — gritava, desta vez esmurrando a porta, já sem nenhuma cautela. Ouviu que outra porta se abria atrás de si.

Voltou-se, acuado, apoiando o traseiro no batente e tentando inutilmente cobrir-se com o embrulho de pão. Era a velha do apartamento vizinho:

— Bom dia, minha senhora — disse ele, confuso. — Imagine que eu...

A velha, estarrecida, atirou os braços para cima, soltou um grito:

— Valha-me Deus! O padeiro está nu!

E correu ao telefone para chamar a radiopatrulha:

— Tem um homem pelado aqui na porta!

Outros vizinhos, ouvindo a gritaria, vieram ver o que se passava:

— É um tarado!

— Olha, que horror!

— Não olha não! Já pra dentro, minha filha!

Maria, a esposa do infeliz, abriu finalmente a porta para ver o que era. Ele entrou como um foguete e vestiu-se precipitadamente, sem nem se lembrar do banho. Poucos minutos depois, restabelecida a calma lá fora, bateram na porta.

— Deve ser a polícia — disse ele, ainda ofegante, indo abrir.

Não era: era o cobrador da televisão.



O melhor amigo




A mãe estava na sala, costurando. O menino abriu a porta da rua, meio ressabiado, arriscou um passo para dentro e mediu cautelosamente a distância. Como a mãe não se voltasse para vê-lo, deu uma corridinha em direção de seu quarto.

– Meu filho? – gritou ela.

– O que é – respondeu, com o ar mais natural que lhe foi possível.

– Que é que você está carregando aí?

Como podia ter visto alguma coisa, se nem levantara a cabeça? Sentindo-se perdido,tentou ainda ganhar tempo.

– Eu? Nada…

– Está sim. Você entrou carregando uma coisa.

Pronto: estava descoberto. Não adiantava negar – o jeito era procurar comovê-la.Veio caminhando desconsolado até a sala, mostrou à mãe o que estava carregando:

– Olha aí, mamãe: é um filhote…

Seus olhos súplices aguardavam a decisão.

– Um filhote? Onde é que você arranjou isso?

– Achei na rua. Tão bonitinho, não é, mamãe?

Sabia que não adiantava: ela já chamava o filhote de isso. Insistiu ainda:

– Deve estar com fome, olha só a carinha que ele faz.

– Trate de levar embora esse cachorro agora mesmo!

– Ah, mamãe… – já compondo uma cara de choro.

– Tem dez minutos para botar esse bicho na rua. Já disse que não quero animais aqui em casa. Tanta coisa para cuidar, Deus me livre de ainda inventar uma amolação dessas.

O menino tentou enxugar uma lágrima, não havia lágrima. Voltou para o quarto, emburrado:

A gente também não tem nenhum direito nesta casa – pensava. Um dia ainda faço um estrago louco. Meu único amigo, enxotado desta maneira!

– Que diabo também, nesta casa tudo é proibido! – gritou, lá do quarto, e ficou
esperando a reação da mãe.

– Dez minutos – repetiu ela, com firmeza.

– Todo mundo tem cachorro, só eu que não tenho.

– Você não é todo mundo.

– Também, de hoje em diante eu não estudo mais, não vou mais ao colégio, não
faço mais nada.

– Veremos – limitou-se a mãe, de novo distraída com a sua costura.

– A senhora é ruim mesmo, não tem coração!

– Sua alma, sua palma.

Conhecia bem a mãe, sabia que não haveria apelo: tinha dez minutos para brincar com seu novo amigo, e depois… ao fim de dez minutos, a voz da mãe, inexorável:

– Vamos, chega! Leva esse cachorro embora.

– Ah, mamãe, deixa! – choramingou ainda: – Meu melhor amigo, não tenho mais
ninguém nesta vida.

– E eu? Que bobagem é essa, você não tem sua mãe?

– Mãe e cachorro não é a mesma coisa.

– Deixa de conversa: obedece sua mãe.

Ele saiu, e seus olhos prometiam vingança. A mãe chegou a se preocupar: meninos nessa idade, uma injustiça praticada e eles perdem a cabeça, um recalque, complexos, essa coisa.

– Pronto, mamãe!

E exibia-lhe uma nota de vinte e uma de dez: havia vendido seu melhor amigo por trinta dinheiros.

– Eu devia ter pedido cinqüenta, tenho certeza que ele dava murmurou, pensativo.



- Ateu, não: agnóstico
- Pois eu te dou quinhentas pratas se você me disser o que quer dizer essa palavra.
- Ora, para começar você não tem quinhentas pratas. Estou conversando a sério e você me vem com molecagem. Acho que Deus é uma coisa, os padres outra. O ranço das sacristias me enoja. Tenho horror ao bafo clerical dos confessionários! O bem que a confissão pode nos fazer é o de uma catarse, um extravasamento, que a psicanálise também faz, e com mais sucesso. Estou mesmo com vontade de me especializar em psiquiatria.
- Só mesmo um doido de procuraria
Maur não pôde deixar de rir. Eduardo acrescentou:
- Você vai ter de se curar para depois curar os outros.
- É isso mesmo - concordo o outro, sério - Estou exatamente preocupado com o meu próprio caso. Já iniciei o que eu chamo de "a minha libertação".
- E o que eu chamo de "a sua imbecilização".
- Vista pela sua, que já é completa. O que eu chamo de libertação é a possibilidade de me afirmar integralmente, como homem. O homem é que interessa. Se Deus existe, posso vir a me entender com ele, mas há de ser de homem para homem.



A última crônica



A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: "assim eu quereria o meu último poema". Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica. 

Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome. 

Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. 

O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho - um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular. A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim. 

São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: "Parabéns pra você, parabéns pra você..." Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura - ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido - vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso. 

Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso.

Quinta, 22 de agosto de 2019




Jamais troquei de lado.
Por quê? Eu não tenho lado.
Ou melhor, o meu lado sou eu
...
ANDO DEVAGAR
PORQUE NÃO TENHO PRESSA





Escreva apenas para





Segue a vaquinha. Tenho que tentar chegar perto do necessário para atender a determinação judicial. 
Além de contribuir pelo https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajuda-ao-blog-do-previdi
aceito qualquer contribuição em uma das contas-poupança:

BRADESCO
José Luiz Gulart Prévidi cpf 238 550 700-59
agência 0939 3
conta poupança 1000049 1

BANRISUL
José Luiz Gulart Prévidi cpf 238 550 700-59
agência 0847
conta poupança:   39.081430.0-0
...
Se preferirem a opção de depositar em uma das contas, favor avisar pelo jlprevidi@gmail.com

...

O livro TODOS POR UM? COMO COMPRAR?
Basta entrar em contato, no Facebook, com Paulo Palombo Pruss. ou pelo editoraescuna@gmail.com ou paulopruss@hotmail.com






LEMBRETE:

EM 13 DE AGOSTO DE 2019, O BLOG DO PRÉVIDI COMPLETOU 16 ANOS DE EXISTÊNCIA ININTERRUPTA.
TE METE!!








NA RBS A ORDEM É FAZER DINHEIRO



Comedores de sucrilhos com nescauzinho esperam que os leilões de imóveis da RBS, agora em setembro, sejam iguais a ilustração aí em cima - vários investidores ávidos pelo patrimônio comandado pelo presidente Duda Melzer.
Não vai ser mole, como os anteriores.
...
Olha as "barbadas":

 (clica em cima que amplia)

 (clica em cima que amplia)
  (clica em cima que amplia)

-


MENOS DOIS NA RBS - Foram leiloados hoje: os radialistas Arthur Gubert e Luciano Costa.
São aqueles dois que meteram o pau no Tiozão metido a Guri.
Quer dizer que o TMG ainda tem força.


-


PENSEI QUE FOSSEM DAR O EXEMPLO DA RÁDIO GAÚCHA - Ontem o Profissão Repórter fez todo o programa sobre as mulheres que depois de ganharem bebê são demitidas.
Aqui no RS, a campeã de fazer isso é a Rádio Gaúcha. Inúmeras funcionários são demitidas quando voltam a trabalhar, depois da licença-maternidade.


-



NÃO LARGAM O PÉ DA DUPLA DINÂMICA 




-



NA GAZETA DO POVO

"Escola é invadida e alunos são apunhalados com golpes de machadinha no Rio Grande do Sul"


-


ISSO É MANCHETE QUE SE APRESENTE??!!

Escola de ataques com machadinha


-



AUTONOMIA DA PF: DIFÍCIL SER APROVADA - A notícia de que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ ) da Câmara deve analisar uma Proposta de Emenda à Constituição ( PEC) que dá autonomia à Polícia Federal vem em um momento oportuno, quando a ameaça de interferências externas na gestão do órgão pode colocar em risco a independência política de uma das instituições mais idôneas e respeitadas do Brasil. A medida atende a uma demanda antiga das entidades que representam os Delegados da PF.
O projeto tramita na Casa desde 2009 e foi desarquivado em fevereiro, a pedido do deputado João Campos (PRB-GO).
...
A Polícia Federal é hoje subordinada ao Ministério da Justiça. Na avaliação do Sindicato dos Delegados de Polícia Federal no Estado de São Paulo (SINDPF-SP), é imprescindível que a PF tenha autonomia constitucional e legal para evitar que situações como as que ocorreram na semana passada, quando presidente da República afirmou que exoneraria o superintendente do Rio Janeiro, Ricardo Saadi, e depois disse que quem mandava na instituição era ele, ao comentar para a imprensa a escolha do substituto, voltem a acontecer. "Sem autonomia prevista na Constituição, a Polícia Federal, da forma como conhecemos, acabará em poucos anos", afirma Tania Prado, presidente do SINDP SP e diretora regional da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) em São Paulo.
O posicionamento do presidente foi duramente criticado pelas entidades representativas da classe, que entenderam sua fala como uma interferência na gestão do órgão, já que cabe ao diretor-geral a nomeação e exoneração de profissionais.
As entidades defendem que a instituição permaneça independente para gerenciar o seu funcionamento e para ficar livre de ações que possam atrapalhar investigações importantes como a Lava Jato, a maior ofensiva contra a corrupção já feita neste país.
...
A PEC determina que uma Lei Complementar organize a Polícia Federal e prescreva normas para a sua autonomia funcional e administrativa. O texto diz ainda que caberá à PF elaborar sua proposta orçamentária dentro dos limites estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias.


-


TVE? - Não tem mais jeito. Conseguiram acabar com uma emissora que poderia ser muito útil.
Só falta enterrar.
E os funcionários tiveram muita responsabilidade nisso.


-


QUEM DIRIA! - O ex-ministro da Fazenda de dona Dilma, o cara-de-santo Guido Mantega, está mais do que enroscado. Tanto que já porta uma reluzente tornozeleira eletrônica.
Quem participou do Governo de dona Dilma está segurando um rojão fortíssimo. Ninguém se salva!!


-


VÃO DANÇAR - Trensurb e Ceitec vão ser privatizadas.
Já estou solidário com quem utiliza o Trensurb diariamente.
O preço da passagem vai disparar.
Aguarde.


-


CHANCES MATEMÁTICAS DA
DUPLA GRENAL SE CLASSIFICAR




-


IMPERDÍVEL!! - Gostaria de "ver sangue" neste debate, mas conheço a finesse dos dois.
Hoje, a partir das 16 horas.

Quem desejar mandar perguntas e participações antes do programa começar pode faze-lo pelo Whatsapp da Rádio Press: (51) 99368.5150
...
FACEBOOK
Portal Press

YOUTUBE
Youtube.com/radiopress

SPOTIFY
Na seção podcasts: Valvulados 01 (02, 03, 04...)




-


PEIXES PELO MUNDO 2





-


NÃO É PIADINHA

Consta a lenda que um fazendeiro no Mato Grosso cuidou de uma onça recém nascida. A onça mamou na cadela. O fazendeiro soltou a onça na mata e depois de 18 meses ela apareceu na fazenda. Olha a reação do bicho:




-


PIADINHA



Quarta , 21 de agosto de 2019




Jamais troquei de lado.
Por quê? Eu não tenho lado.
Ou melhor, o meu lado sou eu
...
ANDO DEVAGAR
PORQUE NÃO TENHO PRESSA





Escreva apenas para





Segue a vaquinha. Tenho que tentar chegar perto do necessário para atender a determinação judicial. 
Além de contribuir pelo https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajuda-ao-blog-do-previdi
aceito qualquer contribuição em uma das contas-poupança:

BRADESCO
José Luiz Gulart Prévidi cpf 238 550 700-59
agência 0939 3
conta poupança 1000049 1

BANRISUL
José Luiz Gulart Prévidi cpf 238 550 700-59
agência 0847
conta poupança:   39.081430.0-0
...
Se preferirem a opção de depositar em uma das contas, favor avisar pelo jlprevidi@gmail.com

...

O livro TODOS POR UM? COMO COMPRAR?
Basta entrar em contato, no Facebook, com Paulo Palombo Pruss. ou pelo editoraescuna@gmail.com ou paulopruss@hotmail.com





LEMBRETE:

EM 13 DE AGOSTO DE 2019, O BLOG DO PRÉVIDI COMPLETOU 16 ANOS DE EXISTÊNCIA ININTERRUPTA.
TE METE!!







Histórias do Léo Jorge I

LOCO ABREU E O CORRESPONDENTE


Léo Jorge é um dos melhores - ou o melhor? -
produtor esportivo do rádio gaúcho

Texto do jornalista e escritor Márcio Beyer:

Washington Sebastián Abreu Gallo, conhecido como ‘Loco Abreu’, é uruguaio. Nasceu no dia 17 de outubro de 1976. Quando atuava no futebol espanhol, pelo Deportivo La Coruña, em 1998,  o Grêmio contratou-o por empréstimo.

Léo Silveira Jorge é um jornalista e produtor de esportes, nasceu em Santa Maria-RS. Trabalhou na rádio Bandeirantes, TVE e rádio Guaíba. Léo Jorge tem muitas histórias. Todas verdadeiras, apesar de algumas serem quase impossíveis de acreditar. Quem trabalhou com ele sabe que tudo que é dito sobre o Léo aconteceu.

A notícia pairava no ar. O Grêmio estava interessado em contratar Loco Abreu. Léo telefonava para suas fontes atrás de mais informações para confirmar o fato desde às 6 da tarde. Naquele dia o ‘Plantão Esportivo’, programa noturno apresentado por Luiz Carlos Reche na rádio Guaíba de Porto Alegre, não iria ao ar, pois teria jornada esportiva, começando logo após o noticioso ‘Correspondente Renner’. O Correspondente era apresentado pelo melhor locutor de notícias do Rio Grande do Sul, Milton Ferretti Jung, e entrava no ar, pontualmente, às 20 horas, em sua quarta edição diária.
Léo Jorge, em sua busca pela notícia em primeira mão, já tinha entrado em contato com diversas rádios e jornais espanhóis. Num desses contatos, conseguiu o telefone de ‘la mama’ do jogador, que morava em uma pequena cidade do interior do Uruguai.

O intrépido produtor, lá pelas 19h30min, consegue falar com a mãe do futuro atacante do Grêmio. Com sua forma peculiar para ‘hablar o espanhol’, retira a informação mais importante do dia no cenário esportivo gaúcho. Sim, Loco Abreu viria para o tricolor. De lambuja, pega o telefone do jogador na Espanha. A entrevista estava quase garantida.

O Correspondente Renner nunca atrasava, nem um segundo. Léo Jorge estava com o furo de reportagem do dia na mão e Milton Ferretti Jung havia acompanhado todo o esforço do jornalista em busca da notícia. Do alto de sua generosidade e reconhecendo a importância do fato sugere:

- Léo Jorge, podes entrar logo que terminar a Voz do Brasil e antes do Correspondente Renner com a notícia, disse Milton Jung com seu vozeirão característico.

- Tá, ‘seu’ Milton, vou entrar então, responde o Léo e liga, às 19h59min, para Loco Abreu, que atende e aceita conceder a entrevista.

Às 20 horas, o operador de rádio abre o microfone do lendário estúdio da velha Guaíba e Milton Jung anuncia, ao vivo:

- Informa o Departamento de Esportes da rádio Guaíba...

- Milton Jung, está conosco no ar o novo contratado do Grêmio, direto de La Coruña, na Espanha... ‘buenas noches’, Loco Abreu...

E por dois minutos o atleta confirma a transação, ao vivo, furando toda a imprensa do Rio Grande do Sul e atrasando o mais importante informativo de notícias do Estado.


-


O SEQUESTRADOR DEBILOIDE - Estamos num ponto de  nossas vidas que não temos mais noção do ridículo. Se discute tudo, até mesmo se a Polícia deveria ter matado o sequestrador da Ponte Rio-Niterói. Um negócio absurdo! Besteiras e idiotices foram escritas nais tais redes sociais. Ainda bem que nenhum dos meus amigos considerou um "abuso da autoridade" a morte do aspirante a bandido.
Mas me garantiram que na Rádio Guaíba o Juremir Machado da Silva disse que foi assassinato a morte do sujeito - nada de novo, porque o jornalista tem sempre que ser do contra.
Vi algumas bobagens como esta:

O capitalismo racial brasileiro continua seu êxito, ao na manhã de hoje após um onibus ser sequestrado ter sua política de genocídio legitimada com o discurso do governador e de grande parte da sociedade. Esse capitalismo racial é tão forte que mesmo o rapaz se entregando a policia o executou. A forma com que a Polícia agiu rasga todos os acordos internacionais de garantia à vida.Vale salientar que a arma que estava de posse do rapaz era de brinquedo.
A sociedade está doente e a barbárie reina.
Sabemos que indagações virão como: e se o bandido tivesse matado alguém? E outras coisas do tipo... A resposta é que policia teria q agir para evitar isso e caso acontecesse após a prisão ele iria responder a esse crime. Esse seria o fluxo.
E se fosse um filho seu que fosse executado após ter se entregado, qual seria sua reação?
Olha o racista do governador comemorando a barbárie.

Gostei de assistir a um "especialista" em segurança da GloboNews dizer que a Polícia agiu certo.


-


ENQUANTO ROLAVA O SEQUESTRO - Conta o jornalista Marco Poli:

Ponte tá bloqueada por causa de um sequestrador maluco? Bora bater uma bolinha... O carioca merece ser estudado.



...

Teve mais divertimento na ponte parada. Olha:







-


"NOVO" JORNAL DO ALMOÇO - Recebo:

O novo cenário do JA poderia ser facilmente descartado. Se desejavam gravar na frente de umas lojas fechadas, indico alguns endereços da Benjamin Constant em Porto Alegre.





HAHAHAHAHAHAHA!!!!!


-


NHOQUE DA SORTE - No próximo dia 29 o melhor da culinária de Porto Alegre irá harmonizar com a solidariedade. O PPKB Kitchen & Bar, com o apoio do restaurante Peppo Cucina, receberá o Nhoque da Sorte, que faz parte do projeto Gastronomia do Bem da Santa Casa de Misericórdia e parceria com o Destemperados. Toda a renda da noite será revertida para melhorar a assistência aos usuários do SUS na Santa Casa.
O cardápio do jantar solidário contará com buffet de antepastos, saladas, nhoque com cinco opções de molhos e sobremesas variadas. Os ingressos podem ser comprados na Tesouraria da Santa Casa, no PPKB Kitchen & Bar, no Peppo Cucina ou pelo http://bit.ly/PPKBeSantaCasa.
...
SERVIÇO
O que: Nhoque da Sorte e da Solidariedade
Onde: PPKB Kitchen e Bar (Av. Carlos Gomes, 700)
Quando: 29 de agosto, às 20 horas
Horário: 20 horas
Valor: R$ 86
Cardápio:
- Buffet de antepastos e saladas – pães tranças com calabresa e ervas, pães coloridos e ciabatas, focaccia, caponata, patê de fígado, pasta de queijo, pasta de frango.
- Buffet de nhoque, com 5 tipos de molho – aos queijos, carne de panela, ao sugo, manteiga e salvia, frango e funghi.
- Buffet de sobremesas – variadas.
- Não incluso bebidas.

,
-


SÓ FALTOU TROCAR O T PELO D




-



IMPERDÍVEL!! - Gostaria de "ver sangue" neste debate, mas conheço a finesse dos dois.
Amanhã, dia 22, a partir das 16 horas.

Quem desejar mandar perguntas e participações antes do programa começar pode faze-lo pelo Whatsapp da Rádio Press: (51) 99368.5150
...
FACEBOOK
Portal Press

YOUTUBE
Youtube.com/radiopress

SPOTIFY
Na seção podcasts: Valvulados 01 (02, 03, 04...)




-



UM BOM TEXTO DE J.R.GUZZO - Na revista Exame:

O presidente da República pode ser ruim, ou muito ruim, conforme a definição que deixar o leitor mais confortável.

Também pode ser bom, caso se leve em conta a opinião dos que acham que ele está sempre certo.

Na verdade, para simplificar a conversa, o presidente pode ser o que você quiser.

Mas os fatos que podem ser verificados na prática estão dizendo que seu governo, depois dos primeiros sete meses, é bom — ou, mais exatamente, o programa de governo é bom, possivelmente muito bom.

Esqueça um pouco o Jair Bolsonaro que aparece em primeiríssimo plano no noticiário, todo santo dia, em geral falando coisas que deixam a maioria dos comunicadores deste país em estado de ansiedade extrema.

Em vez disso, tente prestar atenção no que acontece.

O que acontece, seja lá o que você acha de Bolsonaro, é que seu governo está conseguindo resultados concretos.

Mais: é um governo que tem planos, e tem a capacidade real de executar esses planos.

Enfim, é um governo que tem uma equipe muita boa fazendo o trabalho que lhe cabe fazer.

O ministro Paulo Guedes tem um plano, e seu plano está sendo transformado em realidades — a começar pela aprovação de uma reforma da Previdência que todos os cérebros econômicos do Brasil julgavam, até outro dia, ser uma impossibilidade científica.

A reforma tributária virá; seja qual for sua forma final, ela deixará um país melhor.

Uma bateria de outras mudanças, basicamente centradas no avanço da liberdade econômica e na faxina administrativa para melhorar a vida de quem produz, está a caminho — diversas delas, por sinal, já foram feitas e estão começando a funcionar.

Guedes é um ministro de competência comprovada, e sua equipe, que ele deixa em paz para trabalhar, tem qualidade de país desenvolvido.

É bobagem, simplesmente, apostar contra ele.

Os ministros Tarcísio de Freitas, da Infraestrutura, Bento Albuquerque, de Minas e Energia, e Tereza Cristina, da Agricultura, são craques indiscutíveis — e estão mudando, em silêncio, o sistema nervoso central das estruturas de produção do país.

Há mais. O ministro Sergio Moro, que seria destruído numa explosão nuclear, está mais vivo do que nunca.

Há todo um novo ambiente, voltado para as realidades e para a produção de resultados, em estatais como a Petrobras ou a Caixa Econômica Federal, a Eletrobras ou o BNDES.

As mudanças, aí e em muitos outros pontos-chave do Estado nacional, estão colocando o Brasil numa estrada oposta à que vem sendo seguida desde 2003 — e é claro que a soma de todos esses esforços, por parciais, imperfeitos e deficientes que sejam, vai criar um país diferente.

Os avanços são pouco registrados na mídia? São.

O governo comete erros, frequentemente grosseiros? Comete.

Suas propostas sofrem deformações, amputações e alterações para pior? Sofrem.

O presidente é uma máquina de produzir atritos, problemas de conduta e confusões inúteis? É.

Mas nada disso tem impedido, não de verdade, que o governo esteja conseguindo obter a maioria das coisas que quer.

Já conseguiu uma porção delas em seus primeiros sete meses.

Não há fatos mostrando que vá parar de conseguir nos próximos três anos e meio.

O governo Bolsonaro é ruim? De novo, dê a resposta que lhe parecer melhor.

Mas sempre vale a pena lembrar que a maioria das coisas só é ruim ou boa em comparação com outras da mesma natureza.

O atual governo seria pior que o de Dilma Rousseff ou de Lula?

E comparando com o de Fernando Collor, então, ou o de José Sarney?

Eis aí o problema real para quem não gosta do Brasil do jeito que ele está — o governo Bolsonaro não vai ser um desastre.

A possibilidade de repetir o que houve nos períodos citados acima é igual a zero. Impeachment?

Sonhar sempre dá. Mas onde arrumar três quintos contra Bolsonaro no Congresso?

Na última vez que a Câmara votou uma questão essencial, a reforma da Previdência, deu 74% dos votos para o governo. Melhor pensar em outra coisa — ou aceitar o fato de que o homem vai estar aí pelo menos até 2022."


-


TÔ DIZENDO QUE É O FIM DOS TEMPOS!

(clica em cima que amplia)



-


PEIXES PELO MUNDO 1




-


NÃO É PIADINHA








-


PIADINHA