Terça, 22 de setembro de 2026

 

 

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Alfredo Octávio: o maior jornalista do Brasil

Livro Alfredo Octávio


SEGUINTE:

- JÁ ASSISTI A ESTE VÍDEO VÁRIAS VEZES.
É MAIS DO QUE SENSACIONAL.
GOSTARIA QUE TODOS CONFERISSEM.
PODERIAM LEVAR A OUTRAS PESSOAS.




- VAI SER NO PIMEIRO TURNO?

Pesquisa Brasmarket divulgada nesta segunda, dia 21, mostra Luciano Zucco (PL) com 40,5% das intenções de voto para o governo do Rio Grande do Sul no cenário estimulado. Juliana Brizola (PDT) registra 25,6%, Gabriel Souza (MDB), 9,8%, e Marcelo Maranata (PSDB), 2,3%.


SEGURA ESSA
quem se trumbica não comunica

- HÁ 10 ANOS O OCTO MORREU.
ESCREVE O JORGE GHIORZI:


Dia de efeméride na Comunicação do Rio Grande do Sul. Dia de "comemorar" os 10 anos do encerramento das operações do canal OCTO.
​Apenas uma década nos separa daquele experimento televisivo, mas parece coisa do século passado.
​Criada com a missão de "renovar" (ah, palavrinha perigosa, pronunciada em vão) a "antiquada" (outra palavrinha perigosa) TV COM, a emissora foi gestada com ambição desmedida e objetivos difusos. Foi concebida para um público jovem que, já naquela época, não tinha o menor interesse em assistir à televisão tradicional.
​O resultado foi o pior dos dois mundos. Não conquistou uma nova audiência e perdeu (ou esnobou?) o público fiel que a TV COM já havia consolidado. Por 10 meses o OCTO viveu nesse limbo, amargando um fracasso retumbante com pitadas de constrangimento generalizado, na frente e atrás das câmeras.
​E assim se fez. O cabo de energia do OCTO foi puxado da tomada e aquela TV, que "foi sem nunca ter sido", partiu sem deixar saudades.
A grande ironia? Hoje, o formato comunitário e local da antiga TV COM faria muito mais sentido do que no dia em que foi sacrificada.


- LEITORES OPINAM SOBRE
 A CRISE DA BAND RS

DO JOÃO PAULO: Desde que este cara, Macalossi, passou a versejar na Band e me bandeei total, pois ainda ouvia alguma coisa sobre futebol na rádio. Esquerdopata bobão e, interessante, não sei se é vero, mas a cópia da mensagem está absolutamente prenhe de erros, um crasso 'paço' ( passo); outros de concordância verbal, misturando à rodo o tu com o você.
Cruzes, bota coisa ruim.

DE UM LEITOR: Na Crise do conglomerado que alugou salas de aula vazias para vender a sede e pagar as dívidas, ter um advogado na direção de jornalismo não é o fundo do poço, aliás ele e diz jornalista autodidata, ele mesmo se elogia e o tal gerente de jornalismo abaixo dele faz frela em debates em outras rádios.
Se esse advogado pegar a direção geral tanto faz, quando se está no chão não tem como cair mais.
A verba publicitária não aumenta nesse mercado pobre, ao contrário, com o governo do amor ela só despenca, e para morder uma fatia precisa ter produto bom, ou seja, um programa de qualidade.
O advogado tem disfonia na voz, é chato e lacrador e pensa que é bom, tem um apresentador de TV que também fala na rádio e é um desastre, ultrapassado e falso, no máximo consegue alguns merchans para não dizer que não tem nada.
Que vexame outro estado precisar fazer uma intervenção, e não ter ninguém para aproveitar.
Quem consegue ouvir essa rádio, trilhas subindo e vinhetas chatas a cada minuto, informações de trânsito que são espaços vendidos de mais comerciais, situação dos aeroportos e do metrô...hahahaha, até parece que isso importa para alguém.
Ninguém se reinventa, ninguém é capaz de criar algo novo.
Na rádio do almirante no programa do canhoto azedo, tem um quadro para as pessoas que tem dúvida de como surgiu uma expressão pode enviar mensagens...
Ridículo, no passado funcionava, mas agora não mais.

DE UM LEITOR - Qualquer profissional com nome firmado, competente, quando vai trabalhar na Band fracassa. Esta é a regra e não tem exceção. Nacionalmente Faustão e Galvão Bueno, por exemplo. Aqui Paulo Brito, Haroldo de Souza, Regina Lima,... O problema são eles ou é a empresa?

DE UM LEITOR - Até o inferno que é comandado pelo diabo tem mais gerência que a Band da Lisiane Russo. Vamos ver se vai mudar alguma coisa agora.


- TRÊS veículos - CNN, o MS NOW e o Politico - entraram na Justiça contra Donald Trump e integrantes de seu governo após terem os acessos de seus jornalistas à Casa Branca revogados. As empresas alegam que a decisão viola a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que protege a liberdade de imprensa, e pedem a restauração imediata das credenciais.
As organizações afirmam que foram surpreendidas pela medida e que não receberam aviso ou oportunidade de contestar a decisão antes da retirada dos crachás. Na ação, apresentada no Tribunal Distrital dos EUA em Columbia, os canais de notícia sustentam que o governo não pode decidir quais veículos terão acesso à sede presidencial com base em discordâncias em relação ao conteúdo publicado.
As empresas também pediram uma ordem judicial que impeça o governo de adotar novas medidas para barrar seus profissionais da cobertura da Casa Branca. Segundo a ação, as emissoras trabalham em nome do público, e não poderiam ser ser retiradas de forma arbitrária.
Trump anunciou o banimento na sexta, dia 18, acusando CNN, MS NOW e Politico de produzir uma cobertura que considera negativa. No dia seguinte, jornalistas dos três veículos foram impedidos de entrar no complexo da Casa Branca, e alguns tiveram suas credenciais recolhidas pelo Serviço Secreto.
Em publicação na Truth Social na segunda, dia 21, Trump afirmou que a Casa Branca não estaria promovendo um ataque à imprensa livre, mas sim às fake news. O presidente também classificou esse tipo de cobertura como uma ameaça à segurança nacional, sem apresentar evidências para sustentar a afirmação.
O episódio também reacende uma disputa envolvendo Trump e a CNN. Em 2018, durante o primeiro mandato do republicano, o então correspondente da emissora na Casa Branca, Jim Acosta, teve sua credencial suspensa após um confronto com uma funcionária durante uma entrevista coletiva. Na ocasião, um juiz federal determinou temporariamente a devolução do acesso enquanto a CNN buscava medidas judiciais. Posteriormente, a Casa Branca recuou e a emissora encerrou a disputa legal.

O QUE FAZ
o RS crescer

- RECURSOS PARA PREVENÇÃO
E PARA ENFRENTAR TRAGÉDIAS


- JUJU É CONTRA  AUMENTO DE IMPOSTOS?


- QUEM ASSISTE A ESTES VÍDEOS
NÃO VOTA NO BANDIDO LULA



ACREDITO
neles


- MILTON CARDOSO
e o custo de um senador


- VICTORINO EM CAMPANHA



- AFASTAMENTO DE GONET




DE TUDO
muito

DE UM LEITOR, CORRETÍSSIMO - Já pensaram, entrar 2027 com a dupla Grenal na segundona, Manuela e Pimenta no Senado e Juliana e Pretto no Piratini??? Para onde vamos correr?
E eu completo:
Que tal a Genro na Prefeitura de Porto Alegre em 2028?

FICOU FEIO, GABIELZINHO


Gabriel Souza tenta convencer os eleitores de que não tem ligação com o PT, mas o Diário Oficial parece não colaborar com essa versão.
O perfil do Instagram @zucco_bolsonaro publicou um vídeo com a frase “Nós sabemos o que o Gabriel fez no verão passado” e resgatou a passagem do atual vice-governador pelo governo petista de Dilma Rousseff.
A publicação apresenta o registro oficial da nomeação de Gabriel, em abril de 2011, para um cargo comissionado na Secretaria Nacional de Juventude, vinculada à Secretaria-Geral da Presidência da República.(POLITICA RS)



- O IMPROVÁVEL TAMBÉM ACONTECE



DOIS MINUTOS
com...

- LUIZ CARLOS PRATES


PORTO ALEGRE
é assim!

- COMPLEXO INTEGRADO DE SERVIÇOS


O prefeito Sebastião Melo, secretários e técnicos da prefeitura realizaram ontem visita técnica ao Centro Comunitário da Paz (Compaz) Governador Eduardo Campos, em Recife, que será uma das referências para os Complexos Integrados Territoriais que serão construídos em Porto Alegre. Assim como Medellín, na Colômbia, Recife é reconhecida internacionalmente com o modelo adotado para a revitalização dos espaços públicos. Na terça-feira, 22, outras duas unidades serão visitadas.

“Cada cidade é única com seus desafios e oportunidades, mas precisamos ver de perto o que já deu certo em outros lugares, como em Recife, e adaptar para as nossas necessidades. Vamos criar espaços integrados de oportunidades e serviços, que vão melhorar a qualidade de vida e a autoestima do cidadão. Temos certeza que, no futuro, Porto Alegre será uma referência a ser visitada por outros municípios” - Prefeito Sebastião Melo.

O grupo foi conduzido pelo idealizador do Compaz, Murilo Cavalcanti, consultor contratado pelo POA Futura. “Recife tem muito o que aprender com Porto Alegre e Porto Alegre tem muito o que aprender com o Recife. Principalmente com essa iniciativa do Compaz, que a gente se inspirou na cidade de Medellína, que é basicamente levar dignidade para as pessoas que moram na periferia da cidade”, ressalta.

Em Porto Alegre, serão investidos US$ 100 milhões no POA Territorial, dentro do POA Futura, com financiamento do Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF) e contrapartida da administração municipal. Essas estruturas oferecem uma série de serviços gratuitos para populações de bairros periféricos e de vulnerabilidade social, com foco na prevenção à violência, inclusão social e fortalecimento comunitário.

Um desses complexos será construído na área do antigo Esqueletão, prédio inacabado dos anos 50 que foi demolido em 2025, pela prefeitura. O projeto prevê um edifício com 10 mil metros quadrados no Centro Histórico para oferta de serviços públicos, cursos de capacitação, espaços de entretenimento, lazer e áreas de convivência.

Os demais Complexos Integrados serão construídos nos bairros Sarandi, Farrapos/Humaitá, Restinga, Morro da Cruz, Medianeira e Ilhas. Também estão previstas a construção de outros equipamentos públicos e reforma de centros comunitários existentes. As licitações devem ser lançadas em lotes a partir de 2027.

Espaços de acolhimento - A comitiva também visitou o Centro de Convivência da Pessoa Idosa, voltado para atenção e acolhimento do público com mais de 60 anos. Nesse local, o objetivo é promover o bem-estar, autonomia e qualidade de vida a partir de atividades lúdicas.


RECREIO

- ÁRBITROS SÓ ROUBAM O GRÊMIO?
Vejam a opinião do Romário sobre isso


OLIMPO
a morada das deusas do século 21

DREAM






PIADINHA
sem nome feio, sem política e sem futebol



Segunda, 21 de setembro de 2026

 

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Alfredo Octávio: o maior jornalista do Brasil

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SEGURA ESSA
quem se trumbica não comunica

- NESTA SEGUNDA, 1H25MIN, NA TV RECORD GUAÍBA, DEBATE COM OS CANDIDATOS A GOVERNADOR - ZUCCO, JUJU DO VOVÔ, MARINATA E GABRIELZINHO.

- CRISE DA BAND RS 1

Mais uma vez está aberto o cargo de diretor-geral da Band RS. Desde já tenho pena de quem assumir: são baixíssimos os índices de audiência de todos os veículos e não há dinheiro em caixa e nem perspectiva de melhores dias. A única notícia positiva foi a demissão de dona Lisiane Russo do cargo máximo da direção.

- CRISE DA BAND RS 2

Um dos problemas do grupo é que quase tudo está errado. Para quem não sabe, um dos principais cargos do Jornalismo é o de Chefe de Reportagem. É um cargo importante, sempre ocupado por jornalistas que já passaram por outros setores do veículo. Aí dona Lisiane inventou de colocar um advogado no cargo. Imagine no que deu. O sujeito que ocupou o cargo não é só incompetente. Ele simplesmente não sabe o que é o cargo.

- CRISE NA BAND RS 3

Dona Lisiane ouviu muito os invejosos que ainda pululam nas emissoras. Por exemplo, essa gente rancorosa fez de tudo para que fossem demitidos grandes nomes que integravam o time da Band. Um caso? Milton Cardoso, que ocupava o horário da noite e era líder entre as emissoras de jornalismo. Os rancorosos e sem caráter continuaram no grupo e ainda ocupam espaços generosos no rádio e TV.

- CRISE NA BAND RS 4

Voltando ao advogado que é metido a jornalista. Circula na internet um recado que ele mandou a uma funcionária da Band que deixou o emprego.
Delicie-se, a começar na primeira linha:


- CRISE NA BAND RS 5

A direção da Band não seria louca de colocar o advogado como diretor-geral no RS. Só se quiserem terminar, de vez, com todas as emissoras. Podem estar pensando em vender o que resta da Band. Acredito que o Leonardo Meneghetti não toparia reornar pela enésima vez ao grupo, considerando que ele tem o seu canal, Debate Raiz, que é um sucesso maior do que as emissoras que transmitem futebol. Existem mais dois ou três nomes no mercado local, mas todos estão bem colocados. Mais uma vez podem recorrer a um profissional de fora, como já aconteceu com o Sérgio Cóssio.
Vamos aguardar.

- UMA DEMISSÃO QUASE RECORDE


- DE UM LEITOR 1: O jornal do Almoço local no interior do RS é muito melhor que o da rede. Vale muito a pena assistir as reportagens. Da região Norte RS e Noroeste por exemplo dá um banho de pauta no JA de Porto Alegre.]

- DE UM LEITOR 2: Até o Atualidades Pampa já deu uma oxigenada (pouca). Já o PSPinto vai manter quase as mesmas figuras, falando as mesmas coisas de 15 anos atrás?

O QUE FAZ
o RS crescer


O deputado federal Bibo Nunes apresentou projeto de lei proibindo a utilização de wind banners e de peças autônomas móveis "em vias públicas e nos demais espaços públicos urbanos e disciplinar a veiculação de propaganda eleitoral mediante painéis de publicidade exterior licenciados pelo poder público municipal ou distrital".


E mais: "Nos bens cujo uso dependa de cessão ou permissão do poder público, ou que a ele pertençam, e nos bens de uso comum, inclusive postes de iluminação pública, sinalização de tráfego, viadutos, passarelas, pontes, paradas de ônibus e outros equipamentos urbanos, é vedada a veiculação de propaganda de qualquer natureza, inclusive pichação, inscrição a tinta e exposição de placas, estandartes, faixas, cavaletes, bonecos e assemelhados, bem como a utilização, em vias públicas e nos demais espaços públicos urbanos, de wind banners e de peças autônomas móveis assemelhadas destinadas à veiculação de propaganda eleitoral".

Bibo justifica: "A ocupação desordenada das vias públicas por peças de propaganda eleitoral, notadamente wind banners e peças autônomas móveis, converteu-se em grave problema urbano no Brasil. Essas estruturas podem causar poluição visual, obstrução de calçadas, canteiros e esquinas, riscos à acessibilidade e à segurança de pedestres e veículos e aumento da complexidade da fiscalização eleitoral, especialmente nas representações relacionadas ao chamado efeito outdoor".



ACREDITO
neles


- ZUCCO E O PREFEITO MELO
SE ENCONTRAM NO
PARQUE DA HARMONIA

- FORMAÇÃO DE QUADRILHA


- QUEM SÃO OS TERORISTAS PARA LULA?


- PAU NO MONTANHA

- NA TORCIDA



DE TUDO
muito

- Tenho certeza de que Brizola jamais deixaria o seu PDT tomar o atual rumo. É capacho de Lula, para ter um Ministério, e capacho do Dudu Milk para ocupar duas ou três secretarias. 
Agora conseguiram ser cabeça de chapa para o Governo do RS com uma candidata que não consegue se eleger para síndica. E, pior, tem uma expressiva liderança trabalhista como suplente de um candidato petista com uma história imunda.
Se este pessoal tivesse um pouquinho de respeito pelo Líder Brizola jamais usariam o seu nome!!


A FOTO DIZ TUDO


Mensagens do celular de Daniel Vorcaro com o advogado Ciro Soares mostram uma foto do procurador-geral da República, Paulo Gonet, bebendo uísque e fumando charutos com o dono do Banco Master.

A imagem apareceu em conversas extraídas do celular do ex-banqueiro pela Polícia Federal que foram obtidas pela Folha. Pessoas com conhecimento das investigações afirmam que a foto foi registrada durante uma degustação de uísque, em 25 de abril de 2024, no clube privado George Club, em Londres, no bairro de Mayfair. O evento teria sido custeado por Vorcaro.

Procurada, a assessoria de imprensa da PGR afirmou que a foto é do evento de 2024, do qual o próprio Gonet afirmou ter participado, com várias outras autoridades. Também disse que "o próprio ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), reconheceu que não há nada demais nas menções ao procurador-geral".

A assessoria de imprensa de Ciro Soares afirmou que a imagem "é de um evento de 2024, quando não havia nenhuma investigação sobre o empresário Daniel Vorcaro". "Não há qualquer irregularidade na foto", disse.

A interlocução de Gonet com Vorcaro aconteceu por meio do advogado Ciro Soares, inicialmente em abril de 2024, segundo apontou a PF. Na ocasião, o advogado escreveu a Vorcaro: "Amizade é tudo viu irmão". Em seguida, complementou: "Gonet é firme". Inicialmente, eles trataram de questões relacionadas a Jarbas Soares Júnior, ex-procurador-geral de Justiça de Minas Gerais.

No ano seguinte, Ciro e Vorcaro passaram a tratar da organização de um evento que aconteceria em Londres, com financiamento do Master.

Em março, Ciro mandou a Vorcaro uma foto acompanhado de Gonet. Ele diz: "Liga aqui. Ele quer falar com você". No mesmo mês, o advogado encaminhou mensagens a Vorcaro dizendo: "Já estou com saudades de você! Estou embarcando para Roma. Manda essa mensagem para ele". Ciro disse que as mensagens haviam sido enviadas por "Gonet".

Ao anexar capturas de tela das mensagens, a PF diz que o advogado responde que "lhe adora" e cita mensagem dele: "Ele vai para Londres com a gente' Por fim envia mensagem encaminhada 'Oba!!! Tomara que tenha charuto e macalan!'".

No dia seguinte, Ciro disse que Gonet perguntou se o filho dele poderia ir para a viagem a Londres. "Óbvio, né", responde Vorcaro.

Sobre esses diálogos, a assessoria de Ciro Soares havia dito que "é importante destacar que o evento nem se concretizou". "Não há qualquer ilegalidade em convidar líderes empresariais, advogados, administradores e palestrantes em geral para participar de seminários", declarou.

Integrantes da PGR que trabalham diretamente com o procurador-geral afirmam ainda que Gonet conhecia o advogado Ciro Soares e o tratava de forma amigável por ser seu estilo.

Em sessão no STF no último dia 15, ele negou ter qualquer proximidade ou conhecer Vorcaro. O chefe do Ministério Público afirmou ter falado apenas uma vez com o ex-banqueiro.

O PGR também declarou que "fica feliz" porque André Mendonça reconheceu que "nada que foi colhido [pela Polícia Federal] que pudesse induzir alguma prática de ilícito pelo procurador-geral da República".

Segundo o PGR, o único encontro que ele teve com Vorcaro se deu com várias autoridades em evento de 2024 e foi "brevíssimo e banal".

Internamente, Gonet optou por estabelecer um grupo de trabalho para lidar com os casos do Master e diluir a responsabilidade e a pressão sobre o procurador-geral. Pouco depois da divulgação do relatório, integrantes da cúpula da PGR avaliaram que as citações a Gonet expõem a instituição em uma situação grave e inédita, mesmo sem que exista até o momento nada capaz de torná-lo alvo de investigação.

O Conselho Superior do Ministério Público Federal abriu, no último dia 3, um procedimento para apurar as menções ao procurador-geral nas mensagens do ex-banqueiro. Gonet quer aproveitar o caso para rebater alegações de suspeição. (FSP, de 19/9/26)

DOIS MINUTOS
com...

- LUIZ CARLOS PRATES


PORTO ALEGRE
é assim!

- CAMPANHA DO AGASALHO


A Campanha do Agasalho 2026 chegou ao fim consolidando uma ampla rede de solidariedade na Capital. A iniciativa destinou mais de 128 mil itens, superando o resultado de 2025, quando foram entregues 79,4 mil peças. O balanço reforça o impacto da mobilização na assistência a pessoas e famílias em situação de vulnerabilidade em diferentes regiões da cidade.

Coordenada pelo Gabinete da Primeira-Dama, a campanha contou com a participação da população, empresas, instituições, servidores, organizações sociais e diferentes parceiros que contribuíram desde a arrecadação até a chegada das doações às comunidades. Entre os destaques da edição estiveram os Varais Solidários, modelo que permitiu às comunidades locais escolherem as peças de forma autônoma e gratuita conforme suas necessidades imediatas.

“Essa campanha foi construída por muitas mãos. Cada pessoa que abriu seu armário, cada parceiro que mobilizou sua equipe, cada entidade que nos ajudou a chegar às comunidades e cada servidor que trabalhou para fazer tudo acontecer fez parte dessa corrente. O que fica é um sentimento de gratidão e a certeza de que, quando Porto Alegre se une para cuidar, a solidariedade chega muito mais longe’’, afirma a primeira-dama Valéria Leopoldino.

Mesmo com o fim da campanha, o trabalho de articulação desenvolvido pelo Gabinete segue durante o ano, mantendo o diálogo com instituições e comunidades da Capital. A prestação de contas completa da Campanha do Agasalho 2026, com a relação das destinações realizadas, permanece disponível no site, reforçando o compromisso com a transparência.

RECREIO

- UMA MARAVILHOSA HISTÓRIA


OLIMPO
a morada das deusas do século 21

LINDA LINDA









PIADINHA
sem nome feio, sem política e sem futebol


Sexta, 18 de setembro de 2026

 HISTÓRIA GAÚCHA - por ZURBA FAGUNDES

A História do Rio Grande como nunca te contaram.
Duvido que saibas que foi assim que "surgimos"! 




NESSA SEXTA
a cesta do João Paulo





JOÃO PAULO DA FONTOURA é de Taquari-RS. É escritor e historiador diletante, membro da ALIVAT – Academia Literária do Vale do Taquari, titular da cadeira nº 26. Autor do livro biográfico "Costa e Silva", edição 2025






Revolução Farroupilha

ou

    Guerra Civil dos Farrapos


Amigos, amigas, neste domingo próximo lá se vão 191 anos do gatilho da longa guerra intestina que varreu o Sul do Brasil entre 1835 e 1845, aquela que por pouco não provocou uma quebra da nossa invicta unidade nacional.





 

Mas, antes, falemos um pouco da nossa situação à época:

 

No início da guerra, nosso estado ainda era imberbe em termos de autonomia, pois há meros 27 anos tínhamos adquirido o status de Capitania Autônoma com a divisão da antiga ‘Comandância’ em quatro vilas autônomas: Porto Alegre, Rio Grande, Rio Pardo e Santo Antônio da Patrulha.

Conforme nos relata Riograndino Costa e Silva, em seu livro ‘Notas À Margem Da História do Rio Grande do Sul’, em 1835 tínhamos exatos 14 municípios (vilas); os quatro acima citados mais: Alegrete, São Borja, Cruz Alta, Caçapava, Cachoeira, Piratini, Triunfo, Pelotas e Jaguarão e São José do Norte.

Quanto à população, os números não são muito confiáveis, pois, para um número estimado em 180 mil (segundo Moacyr Flores, em ‘Guerra Civil dos Farrapos’) fala-se em 10 mil mortes ao final da guerra, o que não é razoável. O número que eu sempre tive, é de 200 mil habitantes e de 10 mil mortos, se tanto, o que considero razoável.

Os maiores municípios eram Porto Alegre, Pelotas, Rio Pardo e Rio Grande. O estado era essencialmente agrário: havia, por volta de 1835, em torno de 560 estâncias, as chamadas sesmarias, normalmente cedidas em terras devolutas a militares não mais ativos, como prêmio aos serviços prestados ao império, e enormes: em torno de uma légua de largura por três de comprimento. Mas, também havia indústrias, tais como: beneficiamento de couro; destilarias de aguardente; serrarias; fábricas de chapéus, sabão, velas de sebo; teares para produzir ponchos, cobertores, cintas, mantas, etc.



 

A nossa Porto Alegre, a capital de todos os gaúchos, era um centrinho com o palácio do governo, a igreja matriz no alto da colina, a Santa Casa de Misericórdia, mais alguns prédios e casas comerciais na rua da Praia, o teatro São Pedro iniciando sua construção. No subúrbio, chácaras que abasteciam a população com figo, marmelos, cítricos, uvas, pêssegos, mandioca, e até grãos de café. O trigo, um dos primeiros cultivos dos açorianos, estava já em decadência.

Os colonos alemães recém-chegados na região da colônia de São Leopoldo, 1824, abasteciam a capital, via o Sinos, sete horas em média em uma viagem com seus lerdos barcos.

A nossa Taquari, que ainda esperaria 14 anos para tornar-se uma vila independente, seguia sua faina diária com seus tranquilos 4 mil moradores, metade brancos, metade escravos, aproximadamente.

 

Uma questão que envolve historiadores é se o que houve foi uma revolução ou uma guerra?

Pra mim, é simples: primeiro houve uma revolução, mas quando os revoltosos formalmente proclamaram a província como um estado republicano, o que se seguiu então foi uma clássica guerra civil. 

O que a motivou, qual o gatilho da guerra?

Eram, como diziam os nossos professores de história, os problemas dos impostos do sal e do charque aqui produzido – principalmente na região de Pelotas? Ou a decisão do presidente Fernandes Braga de criar um imposto sobre a propriedade rural, de dez mil réis anual sobre cada légua quadrada de campo?

Penso que não, podem ser até motivos laterais fortes, mas nunca o central. Prova disso é que, quando da instalação da República Rio-Grandense, uma das primeiras medidas econômicas adotadas pelos farroupilhas foi taxar o charque em 400 réis a arroba.

 

O que havia de novo no Brasil marcado pelo recente 7 de abril de 1831 era uma forte divisão entre restauradores (os caramurus, portugueses saudosistas do Brasil colônia) e os liberais, estes divididos entre moderados (aqui no nosso estado representados pelo Bento Gonçalves, moderado-monarquista, e pelo então tenente Manuel Luís Osório, moderado-republicano) e os liberais farroupilhas, mais exaltados, mais apaixonados, mais jacobinos, aqui chefiados por Marciano Pereira Ribeiro.

 

(O termo farroupilha nada tem a ver com vestimentas rotas dos soldados rebeldes. Existia, era corrente há tempos. Por volta de 1830, já havia três jornais liberais no Rio de Janeiro que o usavam, como, por exemplo, "A Trombeta Dos Farroupilhas".)

 

No livro ‘A Guerra Dos Farrapos’, de Fernando L. Osório, de 1894, o autor (filho do general Manuel Luís Osório) lista o manifesto exarado por Bento Gonçalves, em 25 de setembro de 1835, que, ao menos a mim, fica claro que a intenção original não era separatista nem republicana, e sim mitigar a grande insatisfação com ‘as arbitrariedades do governo da província, centradas no presidente Braga e seu irmão juiz Pedro Chaves’, ou seja, questões políticas, ideológicas; como diria Erich Maria Remarque um século depois, ‘nada de novo no front’.

 

Os objetivos eram: sustentar em sua pureza os princípios políticos que conduziram a Nação ao sempre memorável Sete de Abril, considerado o da regeneração e total independência do Brasil; restaurar o império da lei, afastando do Rio Grande do Sul a administração inepta e facciosa, mas sustentando o trono do jovem monarca e a integridade do Império.

 

Feita essa necessária introdução vamos à cronologia da guerra. Optamos por listar alguns eventos, os mais importantes, ano a ano, por uma questão de racionalidade, facilitador ao preclaro leitor.



 

20.09.1835 – Tomada de Porto Alegre e deposição do presidente Antônio Braga, que foi substituído pelo vice-presidente Marciano Pereira Ribeiro; Braga embarca em um navio canhoneiro e foge para a segurança do município de Rio Grande;

 

23.10.1835 – O governador defenestrado Braga parte para a corte para conversações com a regência; o padre Diogo Antônio Feijó decide nomear José de Araújo Ribeiro, novo presidente da província, primo do Bento, numa tentativa de apaziguar revoltosos;

 

15.01.1836 – O nomeado Araújo Ribeiro assume a presidência, gerando indignação dos deputados provinciais que lhe negam posse e chamam o primeiro vice-presidente Américo Cabral de Melo para governar;

 

05.02.1836 – Jogo duplo; a Assembleia envia uma comissão a Araújo Ribeiro para combinar sua posse, ao mesmo tempo em que remete à regência uma representação contra o presidente Ribeiro, que cansado das indecisões e dissimulações, dissolve a Assembleia;

 

16.02.1836 – Assembleia dá posse ao vice-presidente Antônio Cabral de Melo, e Bento Gonçalves reúne 1.800 homens partindo, ao Sul, à luta;

 

15.06.1836 – Os imperiais retomam Porto Alegre das mãos dos farroupilhas;

 

11.09.1836 – O general Antônio de Souza Neto, após a vitória obtida na Batalha do Seival (um arroio onde hoje é o município de Candiota), proclama a República Rio-Grandense, livre e independente, com a capital em Piratini;

 

04.10.1836 – Derrota dos farroupilhas, liderados por Bento Gonçalves, na batalha da ilha Fanfa, no rio Jacuí, Triunfo. Tropa republicana rende-se, Bento Gonçalves é preso;

 

05.01.1837 – A Regência exonera José de Araújo Ribeiro do cargo de presidente da província e nomeia para substituí-lo o brigadeiro Antero José de Brito que acumula o cargo de comandante militar da região; esse novo presidente rompe com Bento Manuel Ribeiro, demitindo-o. Pouco após, Bento prende Antero Brito no passo do Itapevi, Alegrete, e ‘vira-casaca’ para o lado farrapo;

 

10.09.1837 – Preso em forte na Bahia, Bento Gonçalves consegue fugir depois de subornar o comandante, nadando até um saveiro que o esperava;

 

16.12.1837 – De volta ao Rio Grande, Bento Gonçalves toma posse como presidente da República Rio-Grandense. É o auge do movimento. Praticamente toda a ex-província está em posse dos farrapos;

 

30.04.1838 – Rio Pardo, a ex-tranqueira invicta, é tomada pelas tropas conjuntas de Antônio de Souza Neto e Bento Manuel Ribeiro. Os imperiais têm 71 homens mortos e 130 prisioneiros; do ponto de vista estratégico, foi uma vitória muito importante, pois Rio Pardo era uma fronteira do domínio imperial, um apoio para a conquista do interior, e tinha o dobro da população de Porto Alegre;

 

15.05.1838 – Bento Gonçalves, segundo a maioria dos historiadores, comete novamente o erro de sitiar Porto Alegre, agora pela 3ª vez, sem ter artilharia e barcos artilhados, deixando, por exemplo, o porto do Rio Grande franqueado aos imperiais que por ali recebem mais e mais reforços para equilibrar o jogo da guerra;

 

01.09.1838 – Nesta data, o italiano Giuseppe Garibaldi, que havia conhecido Bento Gonçalves na prisão no Rio de Janeiro, e dele recebido ‘carta de corso’, é nomeado capitão-tenente comandante da marinha farroupilha;

 

09.01.1839 – Por decisão do presidente Bento Gonçalves, a capital é mudada de Piratini para Caçapava, ponto mais central nas operações militares;

 

14.04.1839 – Francisco Pedro de Abreu, o famoso ‘Moringue’, ataca com 150 combatentes o estaleiro republicano na estância do Brejo, de Ana Gonçalves, irmã de Bento, em Camaquã, cercando Garibaldi e mais 15 defensores. Moringue, ferido, retirou-se com seu exército sem destruir os lanchões que estavam sendo construídos;

 

06.06.1839 – Feito épico! Nessa data, os lanchões Seival e Rio Pardo iniciaram viagem desde o rio Capivari, por carroções puxados a bois e protegidos pela cavalaria de David Canabarro, até o rio Tramandaí, onde foram lançados às águas atlânticas. John Griggs levou o Seival, e Garibaldi, o Rio Pardo. Em Araranguá, Santa Catarina, o Rio Pardo naufragou, matando metade de sua tripulação. Garibaldi e seus marinheiros salvos foram resgatados pelo Seival e seguiram todos em direção à Laguna;

 

24.07.1839 – Fundada a efêmera República Juliana, com capital em Laguna, por iniciativa de Canabarro e Garibaldi, extinta em 15 de novembro após violento ataque de tropas do Império. É nessa Laguna que Garibaldi encontra a jovem Ana Maria de Jesus Ribeiro, depois, Anita Garibaldi, com quem se casaria e se tornaria sua parceira nas lutas aqui na América, e depois na Itália onde ela morre ainda muito jovem;

 

21.03.1840 – O brigadeiro Bonifácio Isás Calderón, seguiu pela campanha e invadiu e tomou a capital Caçapava, que havia sido abandonada pouco antes pelos republicanos;

 

03.05.1840 – Combate de Taquari, mortífero em que ambos os exércitos consideraram-se vencedores. De um lado, o general Bento Gonçalves, do outro, o marechal Manuel Jorge Rodrigues. O marechal Manuel Jorge parece ter tido uma oportunidade e ter fracassado, pois o presidente Saturnino pediu à Regência sua substituição, pois ‘nada resolvia e marchava ao acaso’ (palavras do presidente);

 

16.07.1840 – Bento Gonçalves, tardiamente valida a importância do controle da barra, em São José do Norte. Aproveitando um temporal violento, ele e Garibaldi tomam a cidade, saqueando-a para depois abandoná-la devido à reação dos Imperiais. Bento foi aconselhado a incendiar a vila, mas, respeitando os moradores inocentes, não o fez;

 

03.01.1841 – Bento Manoel Ribeiro, o ‘vira-casaca’, abandona os republicanos mais uma vez. Onze dias após, José Mariano de Matos passa a presidência da República a Bento Gonçalves;

 

17.05.1842 – Estoura a Revolução Liberal em São Paulo, aliviando um pouco a pressão sobre os farrapos;

 

09.11.1842 – Luís Alves de Lima e Silva, o futuro Duque de Caxias, assume a presidência e o comando das armas e impõe um novo peso aos imperiais. A soma do Exército Imperial mais a Guarda Nacional chegou a estupendos 22 mil soldados, enquanto o exército farroupilha mal chegava a mil combatentes. Naturalmente, Bento Manuel Ribeiro volta ao seio dos legalistas, a convite de Caxias;

 

01.12.1842 – A República Rio-Grandense abre sua Assembleia Legislativa e constituinte. Deputados da Assembleia, em Alegrete, entram em rota de colisão com o idiossincrático Bento Gonçalves, já considerado por seus inimigos dentro da República como um ditador. De uma maneira ou de outra, mesmo com brigas e ódios internos, esses mil soldados republicanos, lutando mais de 30 combates, mantiveram a chama acesa do republicanismo até a consolidação da paz em fevereiro de 1845;

 

26.05.1843 – Última vitória dos farrapos; as forças conjuntas de Bento Gonçalves e de Antônio Netto, aproveitando-se de um descuido dos imperiais, atacam em Poncho Verde (hoje, Dom Pedrito) forças imperiais sob o comando de Bento Manuel Ribeiro, destroçando-as – para uns historiadores. Para outros, o resultado ficou indefinido;

 

27.02.1844 – Esta data marca o clímax das inimizades entre os Republicanos, quando Bento Gonçalves e seu primo Onofre Pires resolvem suas desavenças num duelo no qual Onofre é morto. Onofre havia difamado a honra do Bento entre os oficiais, chamando-o, inclusive, de ladrão. Bento, sabedor por terceiros, pediu confirmação por carta. Onofre confirmou tudo, restou o mortal duelo;

12.10.1844 – Caxias instrui o seu ajudante tenente-coronel Manuel Luís Osório a iniciar contatos diretos com os republicanos no sentido da pacificação, excluindo das tratativas o caudilho oriental Fructuoso Rivera. Nessa data, Osório, em contato direto, expõe ao major Antônio Vicente da Fontoura, então ministro da República Rio-Grandense, os pensamentos e propostas do chefe Caxias, pedindo-o, igualmente, que esquecesse as tergiversações de Rivera;

 

14.11.1844 – Terrível derrota de Porongos, questão dos Lanceiros Negros. O desastre do exército republicano em Porongos deveu-se, segundo Caxias em Ordem do Dia nº 170, ‘(...) a um descuido de Canabarro que não supunha o inimigo tão perto’, ou, como afirmam muitos historiadores críticos da história oficial ‘(...) a um arranjo entre Caxias e Canabarro para resolver a questão dos Lanceiros Negros’. O fato é que, dos alegados 1.000 homens do exército de Canabarro (segundo Caxias, mas esse número é seguramente exagerado), estranhamente morrem 100 lanceiros negros e são aprisionados 333 homens, todos brancos! Esse evento é uma nódoa na história dessa guerra que ainda não foi suficientemente explicada;

 

29.12.1844 – Aqui termina (em termos práticos) a cruenta guerra, com o tenente-coronel Demétrio Ribeiro, outro vira-casaca, atacando um arremedo de exército republicano na divisa com o território Oriental, matando, aprisionando e dispersando seus estiolados membros. Os trabalhos de pacificação iam adiantados.  Caxias e os chefes republicanos haviam acordado o envio do major Antônio Vicente da Fontoura como ministro plenipotenciário junto à Corte Imperial, com o objetivo de ajustar os detalhes da paz. A nota que Fontoura levava, assinada por José Gomes Jardim, David Canabarro e João Antônio da Silva, o Netto, foi assinada em 13 de novembro, no acampamento de Porongos, justo um dia antes do terrível ataque do Pedro Moringue. Esse episódio é citado por Fontoura em suas reminiscências – aos detalhes. Estranho, não?

 

25.02.1845 – Fontoura, o plenipotenciário da Paz, tendo chegado há poucos dias da corte, no Rio de Janeiro, reúne-se com governo e exército, em Ponche Verde, e apresenta aos seus pares as propostas/concessões adrede negociadas.

São doze itens que claramente transformam uma derrota militar numa vitória política, sendo as duas mais importantes:

a) a indicação pelos ex-republicanos do presidente da Província;

b) o pagamento de toda a dívida pública da ex-república por responsabilidade do império. Os itens principais foram cumpridos, mas nem todos.

O item 4º - ‘São livres e como tais reconhecidos, todos os cativos que serviram à revolução’ não foi cumprido: em 26 de agosto, segundo o Jornal do Comércio chegam ao Rio de Janeiro 77 ‘libertos’ que foram levados como escravos para as fazendas imperiais;


28.02.1845 – Aceitas as propostas nos diversos sítios republicanos, a PAZ é celebrada!

Ao ato solene, em Ponche Verde, assistiram quase todos os líderes republicanos, menos Bento Gonçalves e o presidente José Gomes de Vasconcelos Jardim, por doentes.

Falam no ato o ministro Manoel Lucas de Oliveira, representando o presidente, e David Canabarro, chefe do Exército Republicano.