Terça, 15 de setembro de 2026

 

Em e-book (Kindle - Amazon)

Alfredo Octávio: o maior jornalista do Brasil

Livro Alfredo Octávio


SEGUINTE:

- É HOJE!!


A sessão do STF para avaliar o relatório da Polícia Federal que aponta Alexandre de Moraes, vulgo Careca do stf, como o interlocutor do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, marcada para hoje, será transmitida pela Rádio e TV Justiça e pelo canal do Supremo no YouTube, a partir das 10 horas.

O julgamento pode resultar na abertura de uma investigação contra Moraes ou na anulação do relatório que mostra diálogos entre o ministro e Vorcaro.

No sábado passado, Fachin negou pedido do decano Gilmar Mendes para que fosse também colocada em discussão sobre abertura de investigação contra André Mendonça. A análise do plenário do Supremo contra Mendonça está marcada para a semana seguinte, no dia 23.

O relatório da PF aponta que Vorcaro perguntou a Moraes se deveria deixar o país dois dias antes de ser preso pela Polícia Federal.

A apuração da PR também mostra que Moraes fez edições em contrato de R$ 131 milhões entre o escritório de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, e o Banco Master, de Daniel Vorcaro, antes de o documento ser assinado.

Moraes contra-atacou e, também com base em um "relatório de inteligência" da PF —este apontando métodos supostamente irregulares de Mendonça—, pediu que seu colega fosse investigado por abuso de autoridade.

Imagine, o Careca falando em abuso da autoridade!!

Diante da escalada da crise entre Moraes e Mendonça, o presidente Fachin determinou que o relatório contra Moraes deveria ser analisado pelo plenário da corte, e pautou para a sessão de hoje.


SEGURA ESSA
quem se trumbica não comunica

- UMA AULA DE JORNALISMO
DA ANA AMÉLIA LEMOS


- DO CARLOS GERBASE: O JORNALISMO PRECISA DE MENOS TECNOLOGIA DIGITAL E MAIS CUIDADO COM A DIGITAÇÃO

 
Este “pronuncimento” é apenas mais um exemplo dos inúmeros erros que ocorrem diariamente, em todas as mídias. Que falta faz a velha figura do revisor.

- ATENÇÃO!! Quem for inscrever matéria no Prêmio Ari recomendo que não percam tempo, se a dita tiver qualquer referência - negativa - à RBS e seus veículos.

DE UM LEITOR: Além da BandRS e Jornal do Comércio, o PSOL também poderia virar inquilino da PUC. Pertinho da Famecos, ficaria em casa...

- QUEM é o galã, que já foi repórter?


O QUE FAZ
o RS crescer

- DUVIDO QUE UMA LIVRARIA OU UMA
EDITORA TENHA CACIFE PARA PAGAR ISSO
POR UM ESPAÇO NA FEIRA DO LIVRO:

Súmula do Termo de Inexigibilidade de Licitação
I - PROCESSO de PROA n.º 26/1244-0012542-6.
II - CONTRATANTE: Departamento Estadual de Trânsito - DETRAN/RS.
III - CONTRATADO: CAMARA RIO-GRANDENSE DO LIVRO, CNPJ: 03.042.751/0001-69, com sede na Pc Osvaldo Cruz, 15, SL 1708, Centro, Porto Alegre/RS.
IV - DO OBJETO: Contratação de espaço institucional para participação do DETRAN/RS, por meio da Escola Pública de Trânsito, na 72ª Feira do Livro de Porto Alegre, a ser realizada no período de 30 de outubro a 15 de novembro de 2026.
V - DO VALOR: R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais).
VI - FUNDAMENTO LEGAL: art. 74, inciso I, da Lei Federal nº 14.133, de 2021.
VII  - ACESSO AO  PROCESSO:  O  processo  poderá  ser  solicitado  pelos  interessados,  eletronicamente,  através  do  site  oficial  doDetranRS, em https:www.detran.rs.gov.br, nos canais oficiais de atendimento disponibilizados no menu “Fale com o DetranRS”.
Porto Alegre, 10 de setembro de 2026.


ACREDITO
neles

DO JORNALISTA GUSTAVO MOTA: A nação assiste, estupefata, à verdadeira guerra de bugio provocada pela maioria do STF que apoia Alexandre de Moraes. É merda pra tudo quanto é lado. Tudo porque um ministro resolveu expor à nação as relações promíscuas de Moraes, sua família com o banqueiro.
Isso é uma brutalidade institucional. E agora que há um encaminhamento para definir se Moraes será julgado por essas denúncias, a turma que o apoia, depois de oito anos pintando e bordando na Corte, parte para cima: puxa mais gente para o escândalo,  amplia o foco, dilui responsabilidades, quer retardar o julgamento e tenta impedir qualquer discussão sobre afastamento do ministro. E o Senado, que deveria ser a esperança de intervenção institucional, está com o rabo preso. Medo do STF.
Ou se enfrenta essa crise institucional, ou a crise vai arrastar o país   para o fundo da fossa cloacal, lotada  de  corrupção e pelos restos  da munição usada pelos bugios supremos.

- DO JORNALISTA RICARDO AZEREDO: Reflexões sobre a super terça que se aproxima: embora a ilustração expresse o desejo de milhões de brasileiros (incluindo eu) que nunca aceitaram o absurdo ver este personagem nefasto ungido delirantemente como "salvador da democracia", ele jamais será punido devidamente e muito menos irá para atrás das grades, por mais que mereça por tanto mal que fez ao país e por tantas vidas que destruiu. O sistema que o criou vai protegê-lo com dedicação. O ministro Frachin, assim apelidado pela postura tibia que vem demonstrando no comando da corte suprema (o que obviamente também se explica pelo sistema ao qual ele pertence) talvez exponha Moraes a ponto de este virar boi de piranha, para salvar outras rezes ainda intocáveis. A super terça seria um momento propício para Fachin demonstrar um mínimo de grandeza e salvar alguma coisa do STF perante a nação estarrecida. Mas infelizmente a maior chance é de ele apenas complicar ainda mais a situação do Moraes. E ao enquadrar Mendonça e guardar temporariamente na gaveta os processos do INSS e do Master, protegendo diretamente Lula no período eleitoral, estará confirmando a tal Lei de Murphy, que diz que, de onde não se espera nada, é de lá que não sairá nada mesmo.

- MILTON TOCA NAS FERIDAS


- MANU ELA NÃO!!


- VICTORINO LIQUIDA COM MANU


- CONTAGEM REGRESSIVA


DE TUDO
muito

- MAIS UM: QUE NOVIDADE!!


- QUEM ACREDITOU?


- NÃO É FUTURO


DOIS MINUTOS
com...

- LUIZ CARLOS PRATES


PORTO ALEGRE
é assim!

PREFEITO SEBASTIÃO MELO: Participamos da cerimônia de posse dos novos integrantes da equipe de comando da Secretaria Municipal da Fazenda.
Nosso cumprimento à auditora-fiscal Sandra Marlusa Quadrado, que dará continuidade ao trabalho de Fabrício Dameda como secretária-adjunta da Fazenda. Nosso reconhecimento à responsabilidade e ao compromisso de Fabrício à frente da pasta e diante dos desafios e impactos da Reforma Tributária para os municípios.
Cumprimentamos também o superintendente da Receita Municipal, Felipe Costa Ramos; o adjunto da pasta, Otávio Emer Torelly Pereira; e o diretor da Receita Mobiliária, Luciano Coelho Dias.
Desejamos sucesso a todos nessa nova etapa. Porto Alegre conta com uma gestão fazendária eficiente, responsável e comprometida com o equilíbrio das contas públicas e com o futuro da cidade.


RECREIO

- DEBORAH SECCO

       

OLIMPO
a morada das deusas do século 21

DA FLORESTA




PIADINHA
sem nome feio, sem política e sem futebol


Segunda,14 de setembro de 2026


Em e-book (Kindle - Amazon)

Alfredo Octávio: o maior jornalista do Brasil

Livro Alfredo Octávio


SEGUINTE:

- DO BRASIL, UMA MATÉRIA EXCLUSIVA
SOBRE O 11 DE SETEMBRO DE 2001?


Eu editava um jornal semanal de comunicação - jornalismo e publicidade. Mas sempre tínhamos uma entrevista com uma personalidade que estivesse em evidência.
Estava preparando a edição que circularia dia 9 de setembro de 2002, a semana do primeiro aniversário dos atentados de 11 de setembro. Tinha  que ter um artigo, uma entrevista sobre o acontecimento.
Passei um dia pensando no que fazer, muita conversa na editora e nada. Até que me lembrei que havia um brasileiro que estava no WTC naquele fatídico dia. E o cara tinha sobrevivido.
Claro o filho do Larry Pinto de Farias, um famoso ex-jogador do Internacional. Não foi difícll encontrar o telefone dele. O Larry me atendeu muito bem e me deu o telefone do filho. "Como é o nome dele?". "Ora, Larry Pinto de Farias Júnior".
Preparei o gravador, conectado ao telefone, com a certeza de que iria conversar com ele. Não me enganei. O cara é uma simpatia e respondeu tudo com a maior tranquilidade, até mesmo quando narrou os momentos de pânico total.
Mais de uma hora de papo.
Bingo!! Na segunda vamos circular com um depoimento exclusivo, com quem foi participe dos atentados.
Todos que leram o depoimento elogiaram a sacada.
Tanto que o então diretor da Rádio Gaúcha e apresentador de programa matinal, Armindo Antônio Ranzolin, pediu o telefone do Larryzinho para entrevistá-lo. Não apenas citou a publicação com fez as mesmas perguntas...
Até hoje, todo 11 de setembrol Larry Jr. é chamado para entrevistas. Agora, 25 anos depois dos atentados, ele dá um depoimento para o G1 - "Sobrevivente brasileiro do 11 de setembro é filho de ídolo do futebol e desceu 25 andares de escada".
Até hoje somos amigos nas redes sociais.


SEGURA ESSA
quem se trumbica não comunica

O JORNAL DO COMÉRCIO ESTÁ FECHANDO?

DE UM LEITOR: Prévidi ou outra pessoa, por favor comente sobre a mudança de endereço do "Jornal do Comércio" para a PUC-RS. Como é que um jornal em tempos de fechamento de mídia impressa faz uma despesa dessas? E a antiga sede ainda opera, porque lá ficaram as máquinas. Devem acelerar o encerrarento das atividades assim, mas, por "charminho", quem toca os negócios quis estar "in".

- POR enquanto o JC está "firme", com sua estrutura na Tecnopuc. Há alguns meses se deu a mudança, mas a repercussão foi mínima. A impresora está ainda na avenida João Pessoa, mas  certamente vai para um prédio menor, numa área menos valorizada da cidade. E aquela maravilhosa área - imensa, que vale alguns milhões de reais - podem ser construídos edifícios. Esse deve ser o verdadeiro motivo da mudança, não? Quem sabe, deve estar até vendida a área...


- CONVERSEI no sábado com um amigão, Luis Grisolio. Da área comercial de veículos o Grisolio sabe tudo. Pois ele tirou a minha dúvida: TVs e rádios não ganham nada com os anúncios do TSE. E se não cumprirem o que eles querem levam multa (concessão pública é assim mesmo).

- GRISOLIO está na Coletiva.net. É um dos sócios da revista Tendências.

- ALEX Escobar continua em recuperação após descobrir a miastenia gravis, uma doença autoimune que afeta a comunicação entre os nervos e os músculos.
No próximo Fantástico ele vai relembrar os momentos desafiadores enfrentados durante a cobertura da Copa do Mundo.
Ele precisou interromper o trabalho e retornar às pressas ao Brasil. 
No programa, Escobar detalhará como recebeu o diagnóstico da doença, abordará a cirurgia realizada em agosto para a retirada de um tumor no timo e revelará quando planeja retornar ao trabalho.
Escobar está na Globo desde 2003, época em que começou como comentarista no SporTV. Em 2008, passou a ser apresentador. 

- RODRIGO Bocardi saiu do SBT atirando. Foi pro programa do Leo Dias, na Band, e disse com todas as letras que o marido da Patricia Abravanel, Fabio Faria, está envolvido até o último fio de cabelo com as putarias do Vorcaro/Banco Master.

- PELO que se sabe, Fabio Farias (marido da Patricia Abravanel) era uma espécie de produtor das orgias que o Vorcaro patrocinava. Consta que uma das festas haviam 120 mulheres para 20 homens. UAUUU!!

- DOMINGO à tarde, o canal 8, TV Porto Alegre 24 horas, transmitiu o filme "Netto Perde Sua Alma", um grande filme de Tabajara Ruas e Beto Souza.

O QUE FAZ
o RS crescer


- OS DOIS AMIGUINHOS NÃO SE ENTENDEM



- DO COLUNISTA FERNANDO ALBRECHT: Desde o início da semana, todo Largo Glênio Peres, no Centro de Porto Alegre, foi cercado por grades metálicas em preparação para o comício de Lula, no final da tarde de hoje. O PT espera 30 mil pessoas que ficarão contidas no cercado.


- TODA ESSA CHINFRA PRA ISSO?


ACREDITO
neles

- NÃO É ISSO?



- MAIS UMA RELAÇÃO DE CORRUPTOS


- COM A PALAVRA PEDRO SIMON


- MILTON E OS SUICÍDIOS DO AGRO

    0

- VICTORINO FAZ PASSEATA EM CANOAS


- LULA VISITA  AQUELES QUE
ELE TIROU DA POBREZA


DE TUDO
muito

- QUE TRISTE FIM DE CARREIRA
José Fortunati pé candidato novamente a deoputado federal.
Agora pelo PT.
Veja por quantos partidos esta figura já passou:

PT (1980-2002)
PDT (2002-2017)
PSB (2018-2019)
PTB (2020-2021)
PROS (2021-2022)
UNIÃO (2022-2024)
PV (2024-2025)
Se não me engano ele passou pelo PSD para pegar uma boquinha na Prefeitura de Canoas.
Com todo o respeito, que ele não merece, pergunto:
POR QUE O FORTUNATI NÃO PROCURA UM EMPREGO DECENTE?

- TRISTES IMAGENS
  

- NA PLEURA


- ESSE TEM QUE LEVAR UMA RASTEIRA




DOIS MINUTOS
com...

- LUIZ CARLOS PRATES


PORTO ALEGRE
é assim!

- MELO PEDE RECURSOS A LULA

O prefeito Sebastião Melo entregou ofício ao presidente Lula da Silva solicitando a inclusão da obra de proteção dos bairros Guarujá e Serraria no Fundo de Apoio à Infraestrutura para Recuperação e Adaptação a Eventos Climáticos Extremos (Firece). A entrega ocorreu na Base Aérea de Canoas, durante encontro de prefeitos da Região Metropolitana com Lula para tratar sobre recursos do Firece.

O sistema de proteção contra cheias da Capital foi construído na década de 1960 e se estende desde o bairro Sarandi até o Cristal, com o restante da zona sul desprotegida. Em outubro de 2024, o Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) contratou a empresa de consultoria Rhama Analysis, que apresentou três alternativas tecnicamente viáveis para a região: a construção de um muro, a elevação da avenida Guaíba ou da Praça Zeno Simon. 

“A obra dos pôlderes 7 e 8 foi um ótimo exemplo de cooperação federativa entre União, Estado e município. Com recursos e empenho de todos, erguemos em tempo recorde uma grande obra de proteção na zona norte. Agora, queremos que essa parceria siga para a construção de uma solução definitiva para o Guarujá e Serraria, onde temos o desafio de criar um sistema do zero, mas sem impedir a relação que hoje existe dos moradores com o Guaíba” - Prefeito Sebastião Melo.

Nos três cenários propostos, além das obras, serão necessários recursos para o acolhimento de famílias, desapropriações e o pagamento de indenizações. A estimativa preliminar indica que os recursos podem chegar a cerca de R$ 350 milhões. 

"Estamos avaliando com rigor técnico qual das alternativas melhor equilibra proteção, custo e menor impacto para os moradores. Até que a obra definitiva seja viabilizada, seguimos reforçando as medidas de contingência na região”, ressalta o diretor-executivo do Dmae, Alex Souza.

Plano de contingência - Enquanto não há execução das obras definitivas, o Dmae atua com ações de contingência para proteção do bairro. Em agosto, foram instaladas barreiras móveis que permitem a construção rápida de diques provisórios para conter a entrada da água em áreas suscetíveis a inundações. 

O Dmae também adota como medida o bloqueio físico de parte das redes e canais de drenagem que se conectam ao Guaíba. Neste caso, bombas móveis são instaladas na região para permitir a retirada da água da chuva que cai nas vias.

RECREIO

- A NOSSA FADINHA


OLIMPO
a morada das deusas do século 21

MIGNON




PIADINHA
sem nome feio, sem política e sem futebol


Sexta, 11 de setembro de 2026

 



Em e-book (Kindle - Amazon)

Alfredo Octávio: o maior jornalista do Brasil

Livro Alfredo Octávio

NESSA SEXTA
a cesta do João Paulo





JOÃO PAULO DA FONTOURA é de Taquari-RS. É escritor e historiador diletante, membro da ALIVAT – Academia Literária do Vale do Taquari, titular da cadeira nº 26. Autor do livro biográfico "Costa e Silva", edição 2025






A Revolução Farroupilha

e o (polêmico)

morticínio de Porongos





 Hoje as mídias refletem o embate entre o tradicionalismo gaúcho, que tenta preservar a imagem intocada de Canabarro, pois conservadora, e o movimento negro que midiaticamente utiliza-se de todos os meios disponíveis para exigir justiça histórica e o reconhecimento do massacre como o maior opróbrio da história do Rio Grande do Sul, pois incendiário/contestador. 

          + Opinião do autor sobre a polêmica. 





Neste próximo 20 de setembro, tão decantado em prosa e verso pelos amantes do tradicionalismo gaúcho, comemoramos exatos 191 anos do início da Revolução Farroupilha; dois meses mais, e teremos 182 anos do polêmico episódio do morticínio dos Lanceiros Negros em Porongos, episódio este, nódoa em nossa história, que nossos tradicionalistas preferem, pela polêmica, deixar de lado ou imputar ao acaso.

 

A Revolução de 1835 é a mais importante da nossa história, pois foi a que mais próximo chegou a uma secessão no sólido império brasileiro, à que se espraiou até a vizinha Santa Catarina – gerando a efêmera e inditosa República Juliana. Há também a questão da duração, 10 anos de briga intestina, não é fácil! Temos ainda o fato (por muitos do resto do país escamoteado) de que o ditador argentino Rosas estava pronto para liderar, junto com o Uruguai e a nossa República Rio-grandense, a construção de um novo gigante meridional. Portanto, mesmo que no resto do Brasil brinque-se de que a Revolução Farroupilha foi uma guerra que perdemos, negociamos por empate e festejamos como vitoriosos, nossos líderes mantiveram-se firmes e acabaram negociando uma paz JUSTA!

Pra mim, somos vencedores e carece festejar, muito!



 

A Corte Imperial tinha medo de que os rio-grandenses se unissem aos platinos e formassem um estado forte e ameaçador ao domínio do império no Sul da América. Portanto, mesmo à véspera de uma muito provável derrota, negociamos e, entre outros benefícios de somenos, ganhamos:

1)    Anistia a todos os revoltosos;

2)    Integração dos oficiais rebeldes ao Exército Imperial com as suas respectivas patentes;

3)    Liberdade para os escravos que haviam participado da guerra (cabe aqui ressaltar o triste episódio de Porongos – que detalharei abaixo);

4)    Devolução aos seus donos de todas as propriedades ocupadas ou confiscadas durante a guerra;

5)    Pagamento pelo Império das dívidas;

6)    E, por fim, a indicação do presidente da Província pelos Farrapos. Alguém quereria mais?

 

Mesmo que não tenhamos sido vencedores na questão das ideias, ou seja, no ideal de um mundo novo por aqui, com a não intervenção do estado na economia; com o controle do poder executivo pelo legislativo para se evitar o estado absoluto; com a federação das províncias; com uma nova e moderna Constituição; pela solução da questão econômica do charque e também do imposto sobre o sal importado, para quem – o Império Brasileiro – tinha como hábito esmigalhar qual vil inseto quaisquer atos revolucionários (forca para os líderes, desterro para os participantes menores), não podemos reclamar, pois foi uma boa negociação, não concordam?

 

Outra questão

Caros leitores, foi uma revolução democrática, do povo? Obviamente que não. Não havia como. Numa província com uma população de 180 mil rio-grandenses (não gaúchos, gaúcho por essa época era um termo altamente pejorativo que nominava uma massa de analfabetos boçais e selvagens, uma bugrada de bêbedos livres, nunca assalariados, de saqueadores, homicidas e estupradores) com apenas 5% de alfabetizados, uma revolução somente poderia ser feita por uma elite abonada e intelectualizada de estancieiros.

Assim mesmo, os críticos, grande parte, concordam que os “os ideais liberais e republicanos dos farroupilhas eram progressistas em relação à monarquia brasileira”.



 

Como o Império, que era impermeável a qualquer mudança, mínima que fosse, e além de tudo tinha o fato de estar sendo governado por regentes, não atendia aos apelos dos sulistas, foi declarada a guerra. Da guerra advieram: a gloriosa República de Piratini; as gestas épicas; a prisão e a fuga do general Bento; a dilatação do movimento com a formação da República Juliana na vizinha Santa Catarina; o início – a partir de 1840 – das perdas de territórios conquistados, sendo a batalha de Ponche Verde, em 1843, o último sucesso bélico farrapo; as inevitáveis desinteligências entre os bravos líderes; das desinteligências, os ódios, rancores como, por exemplo, o lamentável episódio do duelo entre o Bento e o Onofre Pires que acaba na morte do Onofre; os anos derradeiros com a busca da paz, via negociação, com os imperiais; e, por fim, dez anos depois, exauridos, em 25 de fevereiro de 1845, nos campos de Ponche Verde, com a leitura dos termos por parte de Fontoura e a necessária anuência da maioria dos oficiais farrapos presentes, a lavratura da Paz!

 

Em epílogo ao texto (talvez, pela importância do tema, um epílogo por demais longo) o polêmico episódio de Porongos ou – houve ou não traição?

 

Quantas e quantas vezes nas quentes tardes dos desfiles farroupilha, tenho visto negros e negras, altivos, orgulhosamente trajados à tradição, desfilarem sobre seus belos cavalos pelas enfeitadas ruas da minha querida Taquari! Será, questiono-me vezes e vezes, será que eles sabem do episódio de Porongos?

 

Li, reli, tresli inúmeros livros, jornais, documentos, teses... e, mesmo assim, não tenho opinião formada. Existem argumentos muito bons para ambas as teses. Vou de uma maneira rápida listá-los para o discernimento dos caros leitores. Cada um que faça a sua convicção.

A favor da traição

A questão dos negros que lutaram pelos farroupilhas era um óbice à paz.

Os republicanos exigiam alforria para todos e com isso criavam um brete às negociações com os imperiais.

Para os líderes da corte, mesmo querendo resolver logo a questão sulina, a instituição do escravagismo continuava sendo um forte instrumento de unificação nacional, algo imexível; mesmo injusto, mesmo moralmente errado, era a forma de manter os ‘poderosos donos de terras’ em paz e em sintonia com o Império. É cínico, mas era assim que funcionava. Então, com o intuito de finalizar a guerra, o taquariense David Canabarro, mancomunado com Caxias, teria mandado, na madrugada de 14 de novembro, desarmar todos os escravos. Afirmam alguns a existência de uma carta/bilhete de Caxias mandando o coronel Francisco Pedro de Abreu, o Pedro Moringue, atacar o acampamento e matar os desarmados lanceiros negros e poupar somente os brancos e índios. E assim foi feito.

O Corpo de Lanceiros Negros, uns 100 valentes guerreiros, desarmados, desprotegidos, foi dizimado!

Convenientemente, Canabarro e alguns altos oficiais tinham se retirado do acampamento para resolver problemas ‘prementes’.

O óbice às negociações não existia mais.

Três meses após – a paz foi assinada. Como prova da traição, Canabarro foi processado pelos republicanos. Não deu em nada, até porque o julgamento foi na corte.

 

Contra, não houve traição, só uma fatalidade de guerra

Houve, isso sim, um ato isolado do louco Moringue que atacou o acampamento por moto próprio, na tentativa de se promover junto a Caxias.

Jamais Caxias daria tal ordem.

Na condição de governador da Província, era o maior interessado na paz imediata.

Havia um decreto de suspensão das armas, o armistício.

As negociações pela paz estavam muito adiantadas.

O desarmamento dos Lanceiros Negros inseria-se nesse contexto.

Outras duas provas irrefutáveis:

 

Uma) O próprio Canabarro foi pego de surpresa e teve de fugir com suas roupas de baixo da tenda da sua amante, a ‘papagaia’ (casada com um boticário/médico taquariense de nome João Duarte, das tropas farrapas, e conhecido por ‘papagaio’). Ora, se soubesse do ataque, jamais seria pego com as calças na mão!

 

Outra) O negociante republicano pela paz junto à Corte, o plenipotenciário Antônio Vicente da Fontoura, estava de viagem marcada para o Rio de Janeiro e havia dormido no acampamento, tendo, na fuga, extraviado documentos importantes. Não faz senso! No seu diário, escreve Fontoura: ‘Bagé, 18 de novembro de 1844. Como são falíveis os juízos dos mortais! Minha carta de 13, e esta, bem o provam. Não quero fazer, porém, a descrição do revés que tivemos a 14, porque o Gabriel vai e ele que o conte. Fui feliz e tudo quanto nos pertence. Os meus possuelos foram-se. Ficou a Lindoca sem a sua caixa de tintas e a Bindunga sem o lenço!’

 

Cada um julgue conforme sua consciência.



 

Como algures afirmo (neste texto), ainda não tenho, e talvez nunca o tenha, um juízo formado. Agora eu, "se negro fosse", jamais festejaria o 20 de setembro sem que a questão fosse plenamente aclarada.

Julgo fundamental que uma comissão de notáveis historiadores, gente com alto saber, com um mínimo de 50% de negros, estudasse ao limite o polêmico episódio  e emitisse um parecer final.

A verdade absoluta, até mesmo pela distância temporal do evento, dificilmente será alcançada. Mas, com critério, objetividade e isenção, é sim possível trazê-la a uma distância mais próxima à realidade.

E isso importa muito!

Usar o episódio, que é polêmico (e muito!), como bandeira política para um lado ou outro, é errado!

 

PS: Se a carta/bilhete de Caxias autorizando o morticínio (parece que existe uma cópia, e aí me pergunto, por que não existe o original?) é real, bastaria confrontar a escrita do bilhete com os escritos do Caxias. Um bom especialista de renome, perito grafotécnico, creio, resolveria a questão, ou jogaria mais luz sobre ela. 

O sistema de cópia de documento por ‘heliografia’ só aparece em nosso estado por volta de 1888 (Google).

 

That’s All, Folks!