Segunda, 21 de setembro de 2020

 

Jamais troquei de lado.
Por quê? Eu não tenho lado.
Ou melhor, o meu lado sou eu
...
ANDO DEVAGAR
PORQUE JÁ TIVE PRESSA






Escreva apenas para








PREFEITOS E VEREADORES




- Mesário voluntário?
HAHAHAHAHAHA!!!!

Não vai ser fácil a eleição para vereador em Porto Alegre. A cada quatro anos fica mais difícil. O número de votos necessários é maior e o custo da campanha também, mesmo que exista o financiamento público.

- ATENÇÃO CANDIDATOS: NÃO COMETAM ESTELIONATO ELEITORAL!! ISSO NÃO CONDIZ COM A TRADIÇÃO DO POVO GAÚCHO!!
VEJAM ESTE EXEMPLO PARA NÃO CAIR NO "ERRO":

Dá página do Mateus Bandeira:

"Estelionato eleitoral deveria ser considerado crime igual a improbidade administrativa, passível de punição com impeachment.
Se tu também estás cansado de ser enganado por políticos mentirosos como o governador gaúcho, ajude a compartilhar essa mensagem ao maior número de gaúchos possível."








OLÍVIO E TARSO DERAM A DICA DE
COMO NOMEAR BULHÕES NA UFRGS



Antes, os indignados pela nomeação do professor Carlos Bulhões para reitor da UFRGS me responsam: Para que ser uma lista tríplice se É uma "norma", uma "obrigação" ser nomeado o mais votado?
Será que os raivosos, os adeptos de que tudo é "golpe", podem explicar?
Ora bolas, o mandatário recebe uma lista tríplice para escolher. Está no artigo primeiro do decreto nº 1.916, de 23 de maio de 1996.
E é justamente isso que o presidente da República está fazendo em várias universidades federais. Irá acontecer também em outras universidades, como a UFPel, onde o atual reitor, prevendo que vai dançar, já disse que é "golpe" a nomeação de Bulhões.

Quem afirma isso é um irresponsável e não merece, mesmo, assumir o cargo.
...
Mas nada como a história, não? Como é que os indignados colunistas do RBS não se valeram de dados da História do Rio Grande do Sul?
Dois exemplos:
O "mitológico" desgovernador Olívio Dutra, do PT,  escolheu Cláudio Barros Silva, o terceiro da lista tríplice para Procurador de Justiça. 
Tarso Fernando, outro governador petista, nomeou o promotor de Justiça Francesco Conti para o cargo de desembargador do Tribunal de Justiça do Estado. O integrante do MP preencheu vaga destinada ao Quinto Constitucional. 
TF fez sua opção com base na lista tríplice definida pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça. Foram escolhidos Fábio Roque Sbardellotto, 23 votos, Francesco Conti, 22 votos, e Alceu Schoeller de Moraes, 18 votos.
Entenderam?
Dois bons exemplos que Bolsonaro deve ter se inspirado! HAHAHA!!
Se estão a fim de conhecer mais um exemplo tem o da dona Yeda, do período que governou o RS. 
Em 2009, a governadora escolheu a segunda colocada da tríplice, o que causou desconforto em setores do MP por ter o apoio de menos da metade dos promotores e procuradores à época. 
...
Agora, não encham mais o saco e vamos ao trabalho e estudo! 
E LEMBREM:  eleição para presidente, governador e prefeito não têm lista tríplice. Este é um argumento completamente torto.


-


VACINAS E O FERNANDO WAGNER - Na quinta passada publiquei um texto do José Fogaça, "NA ESQUINA DA BAGÉ COM A SANTOS NETO". E comentei num post, "EU FICO INDIGNADO", sobre as vacinas e gente que não "acredita" no efeito desta importante prevenção. Me referi a casos de crianças que sofreram com a poliomielite, antes da chegada da vacina. E entre esses casos o de um primo, o Fernando Wagner. Ele sofreu a paralisia, provocada pela doença, e lamentei que não tinha uma foto dele.
...
Aí o Fernando Wagner mandou um email:

Lendo teu blog, me citastes, e o que foi dito está rigorosamente correto. Concordo com tudo e, parabéns pelo excelente texto.
Pudera eu ter tomado a vacina em 1951! Seria uma benção e como me pouparia sofrimentos!
Com relação ao futebol de" piás", eu também era o goleiro de um time de guris da Venâncio Aires e Lima e Silva, anos 1956,57,58 e 59. (É bom frisar!). Lembro muito bem, jogávamos bastante no "Campo dos Cadetes", na Redenção, e no pátio de alguns edifícios do bairro Cidade Baixa.
Bons tempos, andava-se de bondes da Carris, por toda a cidade.
A natação foi FUNDAMENTAL para minha recuperação. Mas, sempre tive de superar-me e se não fossem meus pais nunca andaria!
Mais recentemente em 2008 fui o vencedor, na minha categoria, do IX Circuito Mercosul de Travessias Aquáticas em mar aberto! 
A outra foto,  foi tirada no dia da minha aposentadoria, após 40 anos de Magistério Superior, em duas Universidades e 37 anos na UFSC dando aulas de Física, outra coisa de que sempre gostei e hoje sinto muita falta de meus alunos! Mas ajudei a formar muitos engenheiros, químicos e físicos. Fiz grandes amizades na Universidade e isto foi fantástico, para mim e minhas agradáveis recordações. 




-

TÁ ALTO O PREÇO DO ARROZ? - Vejam a explicação do Luiz Simião Loureiro:

Mato Grosso era o maior produtor de arroz do Brasil até 2004/05, quando em 2005 o Governo LULA do PT, desclassificou o arroz CIRAD-141 das condições de Longo fino para comercial, derrubando o preço mínimo de R$ 20,70, para R$ 13,90, sendo que o custo de produção é de cerca de R$ 16,30, mas em 2006, o CIRAD-141 passou a ser comercializado até a R$ 7,80. 55% do arroz produzido em Mato Grosso era CIRAD-141.
Um cultivare resistente a pragas e a chuvas com vento, o único arroz que não dobra com os ventos e de uma excelente qualidade.
Com a sua desclassificação, o Mato Grosso perdeu a condição de maior produtor de arroz do Brasil e as sementes já eram vendidas em quase todos os países das Américas, na África e em alguns Países da Ásia.
Perdemos tudo isso por conta de uma política agrícola nefasta do Governo LULA.
De lá para cá, a produção de arroz do Brasil só foi caindo e a população aumentando; o estoque regulador chegando hoje na casa dos 30 dias. Antes do PT chegar no poder, o estoque regulador nunca caiu de 3 anos, que é normal para o arroz e anormal para o feijão.
Eu era criança quando ouvia meu pai dizer "arroz tem de ser velho e feijão tem de ser novo", isso vale até hoje.
Portanto não podemos, por ideologia política, condenar o atual Governo pelo fracasso de 16 anos de desgoverno.
O outro porque do arroz estar caro!!

-

RESCALDO DO 20 DE SETEMBRO



...
Não gosto das músicas gaúchas, de modo geral.
Mas claro que há exceções, como Querência Amada, do Teixeirinha.
Ficou ainda mais inesquecível quando estava no Palácio Piratini esperando a chegada do corpo de Leonel Brizola para o velório. No momento em que o caixão entrou, um grupo cantou Querência Amada. Na capela. Olhei para os lados e não havia uma pessoa que não estava com lágrima no rosto.



 

-

O QUE É ISTO?

NÃO VÃO ENQUADRAR A LUIZA?


CADÊ O MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO?
...

No Pequenas Empresas Novos Negócios:

No ano em que os movimentos por inclusão e diversidade ganharam importância inédita, o Magazine Luiza abriu as inscrições para seu programa de trainees de 2021 - e vai aceitar apenas candidatos negros. "O objetivo é trazer mais diversidade racial para os cargos de liderança da companhia, recrutando universitários e recém-formados de todo Brasil, no início da vida profissional", diz a empresa.

Atualmente, a varejista tem em seu quadro de funcionários 53% de pretos e pardos. Mas apenas 16% deles ocupam cargos de liderança. "O alerta despertado por essa baixa participação fez com que o Magalu decidisse atuar, oferecendo oportunidades para quem ainda está começando a carreira", reforça a companhia.
(...)
Vários estudos acadêmicos comprovam os ganhos financeiros quando o quadro de empregados é mais diverso. Além disso, para ela, o desenvolvimento econômico do País só virá quando a população negra for incluída economicamente. "Estamos falando de cerca de 57% da população."
(...)
O programa de trainees 2021 foi desenvolvido em parceria com as consultorias Indique Uma Preta e Goldenberg, Instituto Identidades do Brasil (ID_BR), Faculdade Zumbi dos Palmares e Comitê de Igualdade Racial do Mulheres do Brasil
...

"Magazine Luiza terá que instituir Tribunal Racial no seu RH para evitar que pardos e brancos consigam fraudar o processo seletivo que é exclusivo para pretos. Portanto, terá que fazer a análise do fenótipo dos candidatos, prática identificada com o nazismo."


-


A ADESSO TV ESTÁ NO AR - Foi inaugurada na sexta passada. O Adriano Mazzarino foi a Garibaldi bater um papo com o idealizador da TV, Daniel Carniel:




-



JORNALISMO E FUTEBOL - Aprenda estilo, argumento e elegância com o jornalista Marco Antonio Schuster:

Numa mistura intuitiva entre esfera pública (o conceito, não o programa) e agenda setting, concluo que a crise do Grêmio neste 17 de setembro de 2020 expõe a perda de espaço da imprensa como mediadora das opiniões generalizadas.
Porque a esfera pública, pelo que me lembro de ter entendido do Habermas, debate o governo, a música, o filme, o livro, o crime, o time. A imprensa, via jornalismo, ouvia os debates, selecionava por ordem de relevância (conforme seus critérios) quais seriam informados. E governos, partidos,artistas, empresas, clubes agiam para responder - e propor - via imprensa, as demandas da esfera pública.
Assim, um “fora, Renato” da esfera pública, por exemplo, era informado, mas medido seu tamanho, em relação a um “fica, Renato”, antes de ser noticiado e repercutido.
Só que agora temos redes sociais. Com elas, as opiniões individuais se generalizam com mais rapidez e vão direto dos seus emissores aos seus alvos (a palavra é essa, pois a intenção é atingir mesmo governantes, artistas, empresários, jogadores, dirigentes). Ninguém mais precisa da imprensa para ter sua opinião ouvida pelo governador ou pelo presidente do clube.
Basta um twitte, whatsApp, facebook (como estou fazendo), youtube. Todos sabem que os alvos ficarão sabendo na hora. E como em grupos humanos sempre têm disputa por importância, a pressão é usada conforme a preocupação e interesse de cada um. Aí, a batalha fica restrita - porque a maioria fica fora das decisões relevantes - mas o resultado é anunciado como um desejo da maioria.
Assim, a imprensa, que agora prefere denominar-se de mídia, perde a incidência aceleradamente, e anda desorientada à procura da antiga importância. Uma das estratégias é seguir os comentários das redes sociais e repercuti-los, na esperança voltar a ser mediadora, voltar a fazer agendamento. Mas está difícil.
Não é invenção do Grêmio, nem dos jornalistas. Eles são apenas exemplos - e, quem sabe?, vítimas.


-


NÃO INTINDI - Algumas matérias do site de notícias da RBS não vem assinadas.
Apenas no final, este registro:
Produção: e o nome do "autor".
...
Certamente deve ser "obra" de um estagiário, não?


-


MAIS UMA DE LASCAR

ECOCÍDIO


-


BOA!! - O Correio do Povo  contratou o Rodrigo Constantino.
Daria um bom debate com o Juremir Machado da Silva, não?
Estreia foi no sábado passado.

-


NA CARA DO GOL 106



-


QUEM É PAULO LUZ?
QUEM É CRIVELLA?




-

SÓ UM PALPITE - Se eu fosse repórter de rádio e me chamasse Aristóteles Júnior abreviaria.
Assinaria apenas Ari Júnior.
Aristóteles? É um nome tão sonoro quanto Anfilófio.
Imagina: Repórter Anfilófio Júnior!
...
O Ari Júnior está na Rádio Guaíba.



PRÊMIO PRESS - Até 1º de novembro o amigo leitor pode participar do Prêmio Press, indicando os seus preferidos a melhores do ano na imprensa gaúcha em 2020.
Estão abertas as participações no Voto Popular, em que qualquer pessoa pode dar um voto completo por dia nas 17 categorias de premiação, e no Voto Profissional, em que somente jornalistas e radialistas, devidamente identificados, podem participar, uma única vez em todo o período de indicações.
Entre no www.revistapress.com.br/premiopress e participe.
Faça campanha para os seus profissionais de comunicação preferidos.
O 21º Prêmio Press tem o patrocínio e o apoio CIEE-RS, Corsan, Fecomercio-RS, Construtora Wolens, CMPC e RDC TV, além do Sistema Fiergs, que patrocina o Troféu Homenagem Especial.



-


VOU DEIXAR BEM CLARO - Não adianta me pedirem votos no Prêmio Press. SÓ voto em quem é JORNALISTA OU RADIALISTA. Não voto em "comunicadores", que infestam jornais, rádios e TVs.
ADVOGADOS? QUE CONCORRAM AO PRÊMIO OAB!!

...

Já defini alguns votos
Repórter de TV: Evandro Hazzy
Repórter de Rádio - Jairo Kuba
Comentarista de TV: Gustavo Victorino
Comentarista de Rádio: Fábio Marçal
Apresentador de TV: Rogério Forcolen / Alejandro Malo
Colunista de Jornal/Revista: Flávio Pereira / Vitor Bley de Moraes.
Apresentador de Rádio: Rogério Mendelski / Guilherme Baumhardt 
Melhor Programa de TV: Posso Entrar?
Repórter Cinematográfico: Gerson Paz

Apresentador de Notícias: Josmar Leite
Repórter Fotográfico: Jefferson Bernardes
Programa de Rádio: Primeira Hora (Rogério Mendelski) / Repórter Bandeirantes (Milton Cardoso)
Jornalista do Interior: Daniel Carniel
Internet: a modéstia me impede de indicar.
Jornalista do Ano: Idem

-

1ª PARCIAL DO PRESS:

ESTAGIÁRIO DO ANO – Troféu CIEE-RS

Bárbara Assmann – TV Pampa

Camila Bengo – Diario Gaúcho

Matheus Ramos – Record TV

Nicolas Wagner – Rádio Grenal
Pedro Alt – Rádio Guaíba

 

REPÓRTER DE RÁDIO DO ANO

Camila Diesel – Rádio Guaíba

Cristiano Silva – Rádio Guaíba

Eduardo Gabardo  - Rádio Gaúcha

Jairo Kuba – Rádio Galera

Saimon Bianchini – Rádio Gaúcha

 

REPÓRTER DE TELEVISÃO DO ANO

Evandro Hazzy – Band TV

Gabi Lerina – SBT

Jonas Campos – RBS TV

Rafael Cavalheiro  - SBT

Vanessa Pires – Record TV

 

REPÓRTER DE JORNAL/REVISTA DO ANO

Fabrício Falkowski – Correio do Povo

Filipe Duarte – Zero Hora

Humberto Trezzi – Zero Hora

Jefferson Klein – Jornal do Comércio

Mauren Xavier – Correio do Povo

 

COLUNISTA DE JORNAL/REVISTA DO ANO – Troféu Fernando Albrecht

Afonso Ritter – Jornal do Comércio

Flávio Pereira – O Sul

Giane Guerra – Zero Hora

Taline Opptiz – Correio do Povo

Vitor Bley de Moraes – Revista Expansão

 

COMENTARISTA DE TELEVISÃO DO ANO

Cesar Cidade Dias – Band TV

Gustavo Victorino – TV Pampa

Nando Gross – Record TV

Paulo Germano – RBS TV

Rafael Marconi – TV Pampa

 

COMENTARISTA DE RÁDIO DO ANO – Troféu Ruy Carlos Ostermann

Alex Bagé – Rádio Band

Carlos Guimarães – Rádio Guaíba

Flávio Pereira – Rádio Pampa

Kalwyn Correa – Rádio Grenal

Maurício Saraiva – Rádio Gaúcha

 

APRESENTADOR DE TELEVISÃO DO ANO

Andre Haar – SBT

Bruna Colossi - SBT

Cláudio Andrade – RDC TV

Lucia Mattos – Band TV

Simone Santos – TV Record

 

APRESENTADOR DE RÁDIO DO ANO

Arlindo Sassi – Rádio Continental

Fabiano Brasil – Rádio Guaíba

Guilherme Baumhardt – Rádio Guaíba

Rafael Marconi – Rádio Pampa

Rogerio Mendelski – Rádio Band

 

JORNALISTA DE INTERNET

Flávio Pereira – www.flaviopereiranews.com

Jairo Kuba – www.rdgalera.com.br

José Luiz Prévidi - previdi.blogspot.com

Políbio Braga - polibiobraga.blogspot.com

Ricardo Wortmann – cornetadorw.blogspot.com 

 

 

REPÓRTER FOTOGRÁFICO DO ANO

Alina Souza – Correio do Povo

Daniel Boucinha – Revista Foco Poa

Jefferson Botega – Zero Hora

Luiz Prado – Jornal do Comercio

Rodrigo Ziebel – Agências Frame Photo

 

REPÓRTER CINEMATOGRÁFICO DO ANO

Gerson Paz – TV Record

Rogério Aguiar – Band TV

Marcelo Campedelli – Band TV

Glaucius Oliveira – RBS TV

Vitor Ochôa – RDC TV

 

LOCUTOR/APRESENTADOR DE NOTÍCIAS – Troféu Milton Ferrreti Jung

Alexandre Gamon – Record TV

Eloi Zorzetto – RBS TV

Helen Dornelles – Rádio Pampa

Maria Luiza Benitez – Rádio Guaíba

Sergio Stock – Band TV

 

JORNALISTA DESTAQUE DO INTERIOR

Bernardo Guedes – TV Cultura do Vale/São Francisco

Bruna Taschetto – SBT/Santa Maria

Daniel Carniel – Portal Adesso /Garibaldi

Igor Garcia – Rádio A Hora/Vale do Taquari

Pedro Molnar – Reporter Guaibense/Guaíba

 

MELHOR PROGRAMA DE RÁDIO DO ANO – TROFÉU CORSAN

Bom Dia – Rádio Guaíba

Contraponto – Rádio Guaíba

Dupla em Debate – Rádio Grenal

Primeira Hora – Rádio Band

Sala de Redação – Rádio Gaúcha

 

MELHOR PROGRAMA DE TELEVISÃO DO ANO

Atualidades Pampa – TV Pampa

Brasil Urgente – Band TV

Masbah! – SBT

RBS Noticias – RBS TV

Rio Grande no AR – Record TV

 

JORNALISTA DO ANO – TROFÉU SISTEMA FECOMÉRCIO-RS

Evandro Hazzy – Band TV

Gustavo Victorino – TV Pampa

Jonas Campos – RBS TV

Marco Antonio Birnfeld – Jornal do Comercio

Milton Cardoso – Rádio Band

X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-XX-X-X-X-X-X-X-X-X




As entregas são realizadas nas quintas, sextas e sábados das 11 às 18 horas, em todos os bairros de Porto Alegre. 

Pedidos podem ser feitos pelo fone/whatsapp: (51) 99913.8545

Taxa de Entrega: R$ 10,00



X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-XX-X-X-X-X-X-X-X-X


QUEM VÊ ESTE TRECHO DO DEBATE, 
HOJE, MUDARIA SEU VOTO?



-


INTERVALO

Isso não aconteceu




X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-XX-X-X-X-X-X-X-X-X

O SUCESSO
DA ROCHELLE!!



ALFAJORES COMBINAM
COM TRANSPLANTE?


  




Me chamo Rochelle Benites (foto), moro em Porto Alegre e estou na espera para transplante pulmonar, na Santa Casa. Aguardo dois pulmões. 

Não tenho condições físicas para trabalhar e encontrei nos deliciosos Alfajores de Gramado uma maneira de ajudar no sustento de minha família - sou a chefe do lar.

A caixa com 6 unidades (2 chocolate branco e 4 chocolate preto) custa R$ 20,00.
Tenho Tele Entrega e máquina.

Os Alfajores são uma ótima maneira de presentear quem você ama e para chocólatras!

  
      Chama  no Watts e faz teu pedido
Combinamos entrega ❤️ 51 9996-3361 ❤

MAIS INFORMAÇÕES NO INSTAGRAM @vidaemjogoo





-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-XX-X-X-X-X-X-X-X-X



PIADINHA OU NÃO É PIADINHA?


Preparem-se!! Eles vêm aí!!



-


NÃO É PIADINHA

Os donos da razão


-


PIADINHA

Já gastei 7 milhões com a RBS!!
Tem que aumentar impostos!!



É INACREDITÁVEL!!

O consultor de empresas Mateus Bandeira, como dezenas de outras pessoas, publicou o vídeo acima - uma paródia, sem dúvida, engraçada.
Aí a Rosane de Oliveira não gostou de ver o vídeo publicado e enviou mensagem contestando a publicação no espaço do MB.
Estou com a impressão de que a jornalista, uma das mais importantes cronistas políticas do RS, está completamente perdida.
Leia o que escreveu o Mateus Bandeira.
E a Rosane poderia ter ficado quieta e não alertado os gansos:

Há dois dias eu postei aqui na minha página uma montagem que viralizou nas redes sociais: um vídeo, cuja autoria desconheço, que é apenas uma paródia fazendo humor com várias situações da política gaúcha, mais especificamente com o atual pacotão de aumento de impostos do governo gaúcho, que tramita na Assembleia Legislativa. 

A jornalista Rosane Oliveira me enviou uma mensagem ontem a noite para manifestar sua indignação com uma referência ao seu nome, que seria difamatória, em uma das cenas do vídeo. 

Eu tenho feito críticas duras - mas honestas e responsáveis - ao governo estadual e suas propostas que penalizam os gaúchos e configuram, em minha opinião, um estelionato eleitoral. Mas faço críticas com argumentos, com base em fatos e dados, com base em promessas de campanha não cumpridas. 

Mas eu jogo é na bola, e não na canela! E, neste episódio específico do vídeo de humor (eu achei de um humor espetacular, outros consideram tosco, mas tudo bem, cada um com sua opinião) eu não tive a menor intenção de ofender a jornalista, com quem sempre tive uma relação de respeito nos anos em que me relacionei por conta das minhas passagens por funções públicas que ocupei no governo estadual. 

Por essa razão, replico aqui na página, onde o vídeo foi compartilhado, minha resposta à Rosane. 

“Prezada Rosane, 

Em primeiro lugar, o fato de eu replicar um vídeo longo não significa que eu concorde com TODAS as falas, cenas ou situações ali presentes. 

Assim como quando replicamos um artigo, não significa que concordamos com todas as palavras nele presente.

Realmente eu não havia sequer reparado nessa cena que faz alusão ao teu nome. Nem vejo nada de injurioso ou difamador ali, já que é uma peça humorística. 

Mas se tu te sentistes ofendida pela replicação do referido video na minha pagina, peço-lhe desculpas. Claro que não acredito que recebas qualquer benefício pela tua opinião, sei que o fazes por convicção. 

O vídeo é uma metáfora extensa  de várias situações, fazendo humor sobre a política gaúcha - em especial sobre o famigerado pacote de aumento de impostos que tramita na Assembleia Legislativa. 

Se tu não compreendes essa dimensão, fazendo uma leitura literal de uma peça humorística, nada posso fazer. Mas fica novamente o registro: apesar das discordâncias com muitas opiniões da jornalista, neste caso,  jamais desejei ofendê-la.

Cordiais saudações,

Mateus”


Sexta, 18 de setembro de 2020


Jamais troquei de lado.
Por quê? Eu não tenho lado.
Ou melhor, o meu lado sou eu
...
ANDO DEVAGAR
PORQUE JÁ TIVE PRESSA





Escreva apenas para





especial

Nesta sexta, uma cesta 
de Flávio Dutra! 



Como bom capricorniano, não acredito em horóscopo.

Insensível é o sujeito que não chora nem com gás lacrimogênio.

Sou do tempo em que calça rasgada era sinal de pobreza, hoje é moda!




Flávio Dutra é porto-alegrense há 70 anos,  casado há mais de 40 anos com santa Helena, pai da Flávia, do Rafael e da Mariana e vô da Maria Clara, Rafaela, Augusto e Livia. Não tem filho nem neto feio e muito menos burro.

É formado em Comunicação Social pela UFRGS, com especialização em Jornalismo Empresarial e em Comunicação Digital, este sem diploma porque não concluiu o TCC. 

Em mais de 40 anos de carreira, atuou nos principais veículos do Rio Grande do Sul, como os jornais Folha da Tarde e Zero Hora. Estagiou no Diário de Notícias, fez frees para a sucursal de O Globo, colaborou para o Pasquim regional e editou o Jornal do Inter, pela Coojornal, entre outras ocupações. Dirigiu equipes esportivas nas rádios Difusora/Band, Guaíba e Gaúcha, coordenando grandes eventos como Copa Libertadores, Copa do Mundo e Fórmula 1.


Atuou ainda na área esportiva das TVs Difusora/Band e RBS/TVCOM. Presidiu a Fundação Cultural Piratini (TVE e FM Cultura), foi secretário de Comunicação do Governo do Estado, da Prefeitura de Porto Alegre, superintendente de Comunicação e Cultura da Assembleia Legislativa do RS e assessor no Senado Federal.



Participou de campanhas eleitorais para a prefeitura de Porto Alegre e governo do RS.

Ideologicamente, considera-se um radical de centro. um isentão raiz. Atualmente é colunista do portal Coletiva.net. Assíduo nas redes sociais, mantém desde 2009 o blog ViaDutra.


Autor dos livros Crônicas da Mesa ao Lado, A Maldição de Eros e Quando Eu Fiz 69, co-autor, com Indaiá Dillenburg, de Dueto – A Dois é Sempre Melhor, participou das coletâneas DezMiolados 1 e 3 e Todos Por Um.

Espera do fim da pandemia para lançar Confraria 1523 – Uma história de parceria e bom humor, escrito com mais nove parceiros de uma confraria longeva de 20 anos. Os textos aqui apresentados foram publicados originalmente no blog ViaDutra e reeditados para o livro Quando Eu Fiz 69.


 Da série Grandes Mentiras da Humanidade:
"Segunda-feira fecho e boca e começo o regime!"


Nos tempos  do Maipu



¨Na mocidade, frequentava todas as noites o Maipu¨.

Foi assim que o Neni abriu a conversa na mesa ao lado. Embora a presença feminina fosse maioria naquele fórum etílico e gastronômico, a sentença do Neni foi a deixa para que os talheres e as taças de espumante ficassem de lado e toda a atenção concentrada no que seria relatado depois. Aqui convém esclarecer que o Maipu era um afamado cabaret que marcou época nos anos 40 e 50 do século passado, com diversificado e qualificado elenco de moças. Ficava no Centro de Porto Alegre e tocava tangos e boleros.  Exceto pelo cardápio musical, seria um Carmen´s Clube de hoje.

O fato de recordar o Maipu e de usar o termo mocidade são reveladores da veteranice do Neni, ele que já foi um guerreiro pegador dos mais bem-sucedidos.

Pois na mocidade o nosso amigo batia ponto todas as noites e arrastava uma asa para uma das moças mais bonitas da casa, mas não era correspondido.

- Eu era um pelado, vivia de mesada e ela dizia que de graça nem pensar.

O tempo foi passando e o Neni curtindo aquele desejo reprimido e rejeitado, até que um dia a sorte lhe sorriu.

- A moça aquela me procurou e disse que queria passar uma noite comigo.

Parece que ouvi um ohh de aprovação das colegas de mesa, enquanto o Neni continuava sua narrativa:

- Eu ainda expliquei para a moça que não tinha dinheiro para ela, nem para o quarto e o táxi, que era o mínimo que a gente oferecia nessas circunstâncias...

De novo parece que ouvi um outro ohh, mas em tom de frustração, até que Neni retomou o assunto em tom triunfal.

- Aí ela disse que eu não me preocupasse porque naquela noite era tudo com ela.

E lá se foram para um hotelzinho de encontros que existia no Menino Deus.  Era o clímax da história e dava para sentir uma tensão quase física no ar, ao redor da mesa ao lado. O clímax virou anticlímax diante da revelação de Neni:

- Na hora H, tudo pronto para uma grande noitada, eu vacilei...

O tal vacilo foi a forma atenuada de dizer que havia broxado, o que arrancou ohhs solidários de um lado e decepcionados de outro. Pior foi enfrentar a ira da parceira, como contou.

- Eu banquei tudo, motel, táxi e nem estou cobrando a minha grana e a única coisa que não podia acontecer era tua  broxada. Que papelão, não me procura mais. Aliás, nem me olha mais, - teria dito a moça, diante de um Neni envergonhado e à beira de uma depressão.

Ficou tão abatido e de tal forma preocupado com o episódio que decidiu consultar um psicólogo, pai de um amigo também frequentador do Maipu.

- Olha, acho que a não ereção se deveu a tua ansiedade, meu rapaz, - ensinou o especialista. E sugeriu:

- Faz o seguinte: consegue dinheiro com teu pai e parentes e tenta de novo com outra moça. Se não funcionar, volta aqui.

Neni seguiu à risca a receita e garante que dessa vez funcionou, sem dar maiores detalhes, obtendo mesmo assim ohhs vitoriosos das senhoras e senhoritas da mesa.

Foi então que me dei conta que tinha começado lá atrás, com um enorme fracasso, a trajetória de grandes e variadas conquistas amorosas do querido Neni. As derrotas, como se sabe, podem ser pedagógicas para os que sabem tirar delas lições para outros enfrentamentos. E foi assim que Neni havia se transformado num mestre e alvo de minha confessada inveja, eu que nunca mereci ohhs da mesa ao lado.




O homem mais importante de Petrópolis


Minha avó paterna, dona Tarsila, também conhecida na família como Boneca, era  fã de Erico Verissimo, vizinho dos Dutra na parte alta da rua Felipe de Oliveira, no bairro  Petrópolis.  Ela já tinha lido todos os livros do escritor até  então publicados, na década de 40 do século passado, e alardeava para a  filharada e a  vizinhança:

- O Erico é o homem mais importante de  Petrópolis.

O  que ela não contava era com a forte oposição da filha mais  nova, minha tia  Vanda, que tinha oito ou nove anos e contestava a afirmativa materna:

- O homem mais importante do bairro  é o papai -  dizia  a  guria, hoje uma lúcida senhora octogenária, a  recordar a história  num encontro do clã.

- Mas por que tu achas que teu pai é mais  importante que o  Erico? – insistiu vó Tarsila.

- Porque papai tem curso superior o seu Erico não, nossa casa é maior que a dele, o papai tem carro oficial  na garagem e é amigo do presidente Getúlio Vargas - argumentou tia Vanda.

Vicente Dutra, o pai da Vanda e meu avô, era formado em Medicina, mas já não exercia a profissão; fora prefeito de Iraí, construíra o balneário de termas que acabou virando cidade e ganhou seu nome no Norte do estado;  o carro preto na garagem era a mordomia  a que tinha direito  como diretor regional da Caixa Econômica Federal, nomeação direta  de seu amigo Getúlio Vargas.  E Erico Verissimo, como se sabe, era filho de um boticário e ele mesmo um dono de  farmácia falido em Cruz Alta, que só conseguiu a estabilidade financeira  como diretor da Revista do Globo quando se transferiu para Porto  Alegre.  Ou seja, na visão da pequena vizinha, não fazia frente ao status e a situação financeira do seu amado pai. 

Eis que a polêmica na morada dos Dutra chegou aos  ouvidos  de Erico por meio de uma amiga comum. Coube ao próprio escritor dirimir a dúvida no dia em  que bateu à  porta dos vizinhos e foi atendido por uma surpresa Vanda:

- Minha criança, tens toda  a razão:  teu pai é o homem mais importante de Petrópolis -  reconheceu o  generoso  Erico.

Em seguida presenteou dona Tarsila com um livro autografado, provavelmente "Olhai os Lírios  do Campo", obra que jamais foi localizada na morada da  Felipe de Oliveira -  uma construção à antiga,  que ainda hoje existe em frente à  caixa d´água da pracinha na esquina com a rua Borges do Canto.( detalhe: a pracinha recebeu o nome de Mafalda Verissimo, companheira de Erico por toda  a  vida).

O gesto de Erico, mais do que generosidade com uma criança, pode estar relacionado  com as diferenças  entre o seu  comportamento reservado, mais as dificuldades financeiras que a família  enfrentou,  e as atitudes de  seu pai  Sebastião, homem gastador e  mulherengo,  conforme relata no autobiográfico "Solo de Clarineta". Como não prestigiar a menina que, diferente dele, idolatrava o pai,  considerando-o tão maior que o já consagrado escritor?

Apesar disso, alguns anos após, Erico passou a se queixar das moças Dutra, que não o cumprimentavam mais. “Essas Dutras estão muito exibidas”, teria dito o escritor e o reclamo foi levado à dona Tarsila, que questionou as filhas:

-  Nós estudávamos  no Colégio Sévigné e as freiras  nos disseram para ficar longe do Erico, que teria escrito livros obscenos - explica hoje, entre risos, a tia Vanda.

- Aí a mamãe disse que não era para dar atenção às freiras e que devíamos  cumprimentar, sim, o vizinho nas caminhadas dele pelo bairro, junto com dona Mafalda -  acrescentou.

E assim a cordialidade e a civilidade voltaram a reinar na Felipe de Oliveira.

A crescente devoção das pessoas pelos animais é diretamente proporcional ao desencanto com a raça humana.

O mantra do patrono e a nova Playboy


O queridíssimo Evaldo Gonçalves, além de competente editor dos chamados esportes amadores da Zero Hora na década de 80/90 do século passado, era o patrono da Confraria da Caveira Preta, que reunia um bando de jornalistas bandalhos em festins gastronômicos,  etílicos e difamatórios.  Incapaz de compartilhar as maldades dos confrades, Evaldo a tudo ouvia,  mantendo aquele seu jeito generoso e o máximo que pronunciava, mesmo diante do mais escabroso dos assuntos, era uma frase que acabou virando um mantra:

- Que fim de século!

Se ainda estivesse entre nós, o bom Evaldo certamente teria alterado sua frase diante deste desconcertante século 21:

- Que início de século!

Não há mais dúvida de que o ano  de 2015 marcou definitivamente o término de uma era e o início de outra. O marco simbólico desta nova era é o fim da revista Playboy como a conhecemos: sem mulher pelada.  A onda, motivada pela perda de leitores e faturamento,  começou na edição americana e depois chegou ao Brasil. Na nova Playboy só aparecem os chamados ensaios sensuais.

As peladonas gráficas foram derrotadas pela internet com seus portais para adultos  e a profusão  de vídeos  eróticos e pornográficos em todas as plataformas.  Hugh Hefner, fundador da Playboy (NE: falecido em 2017 aos 91 anos) nem teria porque se queixar, uma vez que seu canal na Tv por assinatura é muito assistido nos motéis. É o que me contam porque já não frequento mais esses estabelecimentos.

A Playboy revista formou gerações inteiras, cumprindo um papel  relevante  na iniciação sexual artesanal, por assim dizer,  entre os rapazes.  Só por isso mereceria teses e teses de mestrado, se é que isso já não aconteceu.  Parece que estou vendo os falsamente intelectuais  elogiando as entrevistas de abertura e os artigos avançadinhos, quando, na verdade, se deleitavam com as histórias picantes do Fórum e as peladonas em geral, com direito à exibição daquela página central dupla.

Vale lembrar que houve um tempo em a informação de quem seria a garota da capa era tão esperada como o anúncio dos planos econômicos para conter  inflação. Talvez houvesse relação de causa e efeito entre as duas situações, uma impactando fortemente nosso bolso e a outra compensando com verdadeiros colírios para os nossos olhos e provocações para nossa libido.

Mais tarde,  a notícia da mudança na publicação provocou uma onda saudosista e só eu,  um respeitável avô,  havia recebido duas remessas digitais de fotos de ensaios pra lá de sensuais, verdadeiras relíquias do acervo da revista. No primeiro, um lote bem mais retrô, com Cláudia Raia, Sônia Braga, Sandra Bréa, Vera Fischer, Monique Evans, a eterna Luiza Brunet, a Xuxa da era Pelé e Cláudia Ohana com aquela antológica floresta amazônica de pelos pubianos.  O outro lote, mais contemporâneo, contempla caras, bocas e poses de um time de respeito, entre outras,  Grazi Massafera, Cléo Pires, uma tal de Amanda ex-BBB, Aline Prado, Carol Dias e Sabrina Sato que não, não tem aquilo atravessado, diferente do que imaginávamos quando começamos a nos interessar pelo tema e discutíamos sobre o formato das japas.  Isso em passado distante.

Com essas máquinas, antigas e  modernas, com ou sem photoshop, a Playboy deixou de ser exclusividade das paredes de borracharia e ganhou espaço nas boas casas de família. Saudosista que sou, ainda deploro a mudança mais pela estética do que pelo erotismo, apelando par o mantra que o nosso patrono Evaldo Gonçalves usaria:

- Se é assim, que lamentável  início de milênio!  


Erotismo é a sacanagem bem embalada!    


Erotismo cósmico e abordagem tântrica


Meu bom  amigo Ira (pronuncia-se Áira)  é chegado a uma travessura com gostosuras e, mais do que isso, adora um frase de efeito, ligeiramente épica, para justificar seu modo de vida;

- Pra mim, todo o dia é Halloween, com travessuras gostosas  e gostosuras travessas -, dispara o pândego.

O jogo de palavras é de qualidade duvidosa e o  linguajar é um tanto enviesado, mas quem conhece a história pregressa desse nosso amigo sabe que as frases encerram grande dose de sabedoria e uma carga de experiências vividas de dar inveja a muito jovem metido a conquistador, ele que já é um senhor de meia idade e um pouco mais.

Outro dia ele saiu-se com uma que morri de inveja por não ter sido eu o criador.  Pressionado para que revelasse os detalhes de suas travessuras apelou para a falsa modéstia:

- Sou poeira cósmica no universo da safadeza.

Fiquei tão embasbacado com a tirada que saí a repetir mentalmente, esperando um dia poder usar a frase para impressionar alguém:  “Sou poeira cósmica no universo da safadeza, sou poeira cósmica no universo da safadeza, sou...”

Bem sei que não alcançarei o mesmo efeito, até porque o atilado Ira sempre tem um complemento e o faz com pompa e circunstância, de modo a arrasar a periferia.

- Senhores e senhoras, chamamos a isso de erotismo cósmico. Sabemos que é importante, mas temos dificuldade para dimensionar sua extensão e o quanto pode nos proporcionar de retribuição prazerosa, filosofa ele.

Ira se supera a cada dia, como no recado que mandou a uma amada, poético e erudito:

- Beijar é Química pura, minha Deusa.  É mistura homogênea de sais.  Eriça, tira um corpo da inércia. Aí já é Física, Deusa minha.

Me dá vontade de pedir bis, mas me contenho, porque em seguida ele começou a explanar sobre um novo tema, que prendeu a atenção de todos nós,  seus  invejosos fãs:

- A primeira vez que usei a abordagem tântrica...

Neste ponto só posso lhes dizer o seguinte:  reina grande expectativa.  O homem é fera, bom de verbo e atitude! 


Parece incrível, mas cada vez que vejo as chamadas para a programação de TV no domingo fico torcendo para que a segunda-feira chegue logo...



Nos tempos do telex


Outro dia levei um susto aqui em casa quando assistia às emoções da novela  das nove. Ouvi um som intermitente que me recordou vagamente uma emissão já conhecida. O som insistiu em atrapalhar a atenção que dedico a trama da novela, até que me dei conta do que se tratava: era o telefone fixo da casa chamando.  Já havia esquecido da existência do aparelho que, em tempos idos, prestou grandes serviços à família, mas hoje está relegado a receber incômodas ligações de telemarketing ou servir de brinquedo para os netos. 

E dizer que precisei usar de um pistolão na Companhia Riograndense de Telecomunicações (CRT, lembram?) para a instalação da linha, quando me transferi em 1983 para a morada da Osmar Meletti, na Aberta dos Morros (o bairro existe, sim, mas também pode ser Espírito Santo, Hípica ou Guarujá). Saibam os mais jovens que o chamado telefone convencional já foi sinal de status e era obrigatório declarar ao Imposto de Renda a posse da linha entre os bens patrimoniais.

Não me tomem por saudosista, apenas registro uma dramática mudança de comportamento provocada pelo avanço tecnológico da telefonia móvel - os celulares e toda a parafernália de equipamentos e serviços que nos encantam e assustam. 

Nos tempos em que era um esforçado repórter esportivo na extinta Folha da Tarde e na Zero Hora toda a tecnologia que tínhamos disponível para transmitir nossas matérias ou fotos em viagem era o telex e o aparelho de telefoto. A discagem direta a distância (DDD) recém estava se expandindo e não eram todas as cidades que tinham acesso ao sistema. Era um suplício, nas coberturas do campeonato nacional de então, enviar fotos das capitais nordestinas, por exemplo. A ligação para a redação precisava ser pedida com boa antecedência para possibilitar a transmissão a tempo, antes do fechamento da edição. Os banheiros dos nossos quartos nos hotéis se transformavam em câmaras escuras e infectas pelos produtos químicos que revelariam os filmes fotográficos. Reveladas, ampliadas e secadas, as fotos – cinco ou seis no máximo – eram instaladas na máquina de telefoto e aí começava outro suplício – o bip-bip da transmissão, linha a linha, da imagem. Qualquer interferência na linha telefônica, e isso era frequente deixava marcas na foto transmitida e aí era preciso começar tudo de novo. Um estresse.

Transmitir as matérias não era menos complicado. Poucas cidades possuíam telex público, normalmente instalados nos serviços do Correio, então era preciso molhar a mão do telexista para que ele comparecesse no domingo ou fizesse plantão à noite para atender a reportalhada. Ainda bem que os operadores eram rápidos e eficientes, rapidez e eficiência que aumentava na mesma proporção da gorjeta. Primeiro a gente redigia a matéria na máquina de escrever (o Google explica do que se trata) e depois o texto era teclado para uma fita picotada em que cada tipo de picote representava uma letra. Os repórteres mais habilidosos e talentosos, que não era o meu caso, redigiam os textos diretamente no telex. Completada a transposição para a fita picotada, a serpentina era transmitida igualmente por linha telefônica, ponta a ponta. Na redação, o material era reproduzido em papel especial que, rabiscado e emendado pelos editores, era” baixado” direto.

Era um jornalismo mais artesanal. Estão aí, bem vivinhos, inúmeros companheiros de então que não me deixam mentir. Hoje até eu, um semi incluído digital, consigo enviar fotos do outro lado do mundo e texto nem se fala. Santa Internet! 

Por isso não sinto saudade daqueles tempos heroicos. Agora, com todo o avanço tecnológico, tudo ficou mais fácil, mais ágil, mais eficaz. E uma vez que a tecnologia está ao alcance da maioria, igualando as ferramentas e o processo produtivo, o que continua estabelecendo o diferencial é o conteúdo. Que, como antigamente, deve ser “denso, forte e consistente”, que era a senha para começarmos nossas matérias nos confins do Brasil.

  

Março é a segunda-feira dos meses.


50 anos de TV, meninos eu vi


Sou provavelmente o recordista de entradas e saídas na RBS. Foram cinco oportunidades e mais de 15 anos atuando no grupo, incluindo três vezes na Zero Hora, duas vez na Rádio Gaúcha e outra na RBS TV/TVCom. É importante esclarecer que todas as saídas foram por minha iniciativa, o que me fez perder generosas parcelas do Fundo de Garantia. Não é arrependimento, mas um lamento pelo fato de nunca ter sido jubilado, pois o máximo que permaneci numa das empresas do grupo  foram sete anos, na Rádio Gaúcha, ou seja, faltaram três anos para eu receber o troféu e o relógio (ainda dão relógios?).  Também tive direito a poucos PPRs (programa de participação nos resultados) e fiquei de fora do início do RBS Previ, que incorporava ao fundo previdenciário todos os anos anteriores na empresa.  Com isso, mereceria  o título de homem certo, no lugar certo, na hora errada.

Esse passado me vem a lembrança agora que o grupo comemora os 50 anos da RBS TV, da minha última passagem pela RBS, isso de 1999 a 2002.  Volto no tempo e vejo o menino de 12 anos fascinado com a inauguração de mais uma emissora de TV em Porto Alegre:  a TV Gaúcha, Canal 12, que veio inovar o meio televisivo local dominado até então pela pioneira TV Piratini, implantada em 1959.  As duas emissoras se instalaram no Morro de Santa Tereza, a menos de um quilômetro uma da outra.  Só que, já a partir do prédio e das identidades visuais, a TV Gaúcha já estabelecia diferencias em relação à envelhecida Piratini, atrelada à confusão que era os Diários Emissoras Associados, de Assis Chateaubriand.  Mas foi uma luta bonita pela audiência, de um lado as modernidades do Canal 12 e do outro a tradição do Canal 5. 

Com o passar dos anos, errando e acertando, investindo em bons profissionais, em conteúdos que reforçassem os valores regionais e, sobretudo, com a afiliação à Rede Globo, que começava a tomar conta do Brasil no inicio dos anos 70 do século passado, a TV Gaúcha/RBS TV assumiu a liderança inconteste entre os gaúchos.  Já a Piratini foi definhando junto com os Associados e teve a concessão cassada e entregue a Silvio Santos – hoje é o SBT de Porto Alegre, enquanto as instalações acabaram ocupadas pela minha amada TVE.

Houve ainda um período de liderança da TV Difusora, (hoje TV Band) no início da década de 70, quando estava associada à Record de Paulo Machado de Carvalho e ousou bancar a primeira transmissão a cores, na Festa da Uva de 1972.  O investimento malogrado dos padres Capuchinhos, que tinham a concessão, na TV Rio e na TV Record levou a Difusora quase a insolvência até ser negociada à Rede Bandeirantes. Trabalhei nessa época lá nas instalações da Delfino Riet, no Partenon, e acompanhei  o esforço dos padres e dos operadores da TV , Walmor Bergesch e Salimem Junior, para manter os salários em dia.

Certa vez, frei Osébio Borghetti, um dos cabeças dos religiosos, pediu ao locutor Flávio Martins que lesse uma mensagem na Rádio Difusora pedindo o retorno de outro dirigente da ordem, que viajava pelo interior, e sem a assinatura do qual o pagamento não sairia.  Flávio, devidamente motivado pelos companheiros, leu a mensagem em tom dramático, durante o programa de esportes do meio dia: “...por favor, retorne o quanto antes a Porto Alegre.”  O tom era tão dramático que depois da segunda irradiação, a nota já foi retirada. O certo é que no dia seguinte o pagamento foi honrado e essa historinha entra no texto como Pilatos no Credo...

Citei Walmor Bergesch e Salimem Junior porque é aos pioneiros da TV no Rio Grande do Sul,  dos tempos heroicos de poucos recursos técnicos e muita determinação, período e nomes  que o próprio Bergesch  tão bem registra no livro Os Televisionários, que rendo minha humilde homenagem agora que a mais antiga das nossas emissoras em operação completa seu cinquentenário.  E vai também meu reconhecimento, igual que fui, aos profissionais que fazem o dia a dia da RBS TV.  Eu sei o que custa se renovar todos os dias, por isso festejo os inúmeros amigos que fiz nas minhas andanças televisivas. A festa mesmo é quando a gente se vê por aí.