SEGUINTE:
SEMPRE É BOM OUVIR..
SEGURA ESSA
quem se trumbica não comunica
(especial)
- MAIS UMA DA JUJU DO VOVÔ
Fora os vários pepinos que enfrenta, inclusive
familiares, a neta de Brizola apronta mais uma
Quem conta é o amigo Sérgio Cunha:
LIVRO COM GRAVAÇÃO DE BRIZOLA
“Então, eu me criei sob o signo desse fato, da morte do velho (meu pai). Eu tinha 1 de idade, quando o camponês maragato José Brizola foi assassinado num embate entre chimangos na Revolução de 1923, no Rio Grande do Sul. Minha mãe, Onívia, alfabetizou os filhos. Até 6 anos de idade, eu não tinha sapatos e desconhecia escova de dentes. Aos 9 anos, tive de estudar e trabalhar”.Os depoimentos do ex-governador do RGS e do Rio foram gravados e guardados em 4 fitas cassetes, com duração de 4 horas e 20 minutos. A entrevista foi feita, produzida e gravada por Silvana Moura, historiadora, em Carazinho, em 1996, mas por uma estranha e nebulosa finalização, seu nome desaparece do livro que está sendo lançado e está saindo com o crédito, na capa, para a neta de Brizola, a ex-deputada Juliana Brizola e a jornalista Rejane Guerra.O que se espera é que até o dia 23 de março, quando será lançado em Porto Alegre, este assunto seja esclarecido. A infância de Brizola, sua juventude, sua entrada na política, sua ação nos governos e educação, narrados no livro, merecem que sejam revelados sem manipulação, respeitando a história, a ética e os fatos.
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NO GZH DE 11 DE MARÇO DE 2026,COLUNA DE ROSANE DE OLIVEIRA
Antes de chegar às livrarias, o livro Leonel Brizola por ele mesmo, da Editora Insular, de Santa Catarina, já está envolvido em uma polêmica de direito autoral. As autoras são a ex-deputada Juliana Brizola e a jornalista Rejane Guerra, amiga e assessora de imprensa da neta de Leonel Brizola. Do outro lado está a historiadora Silvana Moura, que fez a entrevista de 4 horas e 20 minutos com o ex-governador em 1996 ao lado de Ney Eduardo Possapp d’Ávila, para o projeto de História Oral.
A transcrição da entrevista na qual Brizola fala de seu passado e de suas ideias é a base do livro, ilustrado com fotos históricas. A professora Silvana aparece nos créditos como responsável pela “transcrição da entrevista”. Ela procurou a coluna para reclamar do que chama de “apropriação indébita por Juliana Brizola”. Contou que por 30 anos guardou as fitas da entrevista e sempre buscou uma editora que se interessasse por publicar a história.
— Ano passado, finalmente consegui que a Editora Insular publicasse a entrevista. Ato contínuo, Juliana Brizola e Rejane Guerra exigiram do editor que seus nomes constassem na capa, alegando que as fitas pertencem à Juliana, e ele cedeu — relatou a historiadora.
Procurada pela coluna, Juliana repassou para Rejane a tarefa de responder à professora Silvana. A versão da jornalista é de que, há mais de 10 anos, Juliana entregou a ela “um caderno amarelado com a transcrição da entrevista”, que recebera do ex-deputado Romeu Scaglia Barleze (1929-2015).
Rejane, que já assinara com Juliana outro livro sobre Brizola (com frases do ex-governador e depoimentos sobre ele), decidiu transformar o relato em livro. A ideia era editar para o centenário do nascimento de Brizola, em 2022, mas as duas não conseguiram financiamento.
Rejane diz que conversou com Silvana e sugeriu que trabalhassem juntas, mas a historiadora não aceitou a sugestão de um livro ilustrado. O editor, então, teria proposto “juntar os projetos”. Silvana escreveu a orelha, mas diz que nunca autorizou que o livro saísse com Juliana e Rejane no papel de organizadoras.
— Estamos diante de um caso de impostura intelectual — reclama a historiadora, que se considera “apagada da história”.
Rejane rebate dizendo que tanto ela e Juliana reconhecem o papel de Silvana que o livro sairá com um QR Code e que quem quiser poderá ouvir a entrevista. Silvana publicou um texto em seu perfil no Facebook com o título “Como nascem as falsificações históricas” e diz que, na versão distribuída à imprensa por Rejane, “as fitas originais foram encontradas em Florianópolis com o editor Nelson Rolim de Moura, como se tivessem ido passear em Floripa”.
“As fitas originais sempre estiveram comigo, são únicas e foram levadas para Florianópolis pelo professor Nildo Ouriques, a meu pedido, e entregues ao editor em fevereiro de 2024”, escreve a historiadora, que publicou um livro sobre a história da Câmara de Carazinho e mencionou a entrevista tratada como “inédita” por Juliana e Rejane.
Fora os vários pepinos que enfrenta, inclusive
familiares, a neta de Brizola apronta mais uma
O QUE FAZ
o RS crescer
- CENSO INÉDITO
O Governo do Estado lançou nesta quarta, dia 11, o Diagnóstico Socioeconômico do Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf). O estudo reunirá informações de mais de 4 mil famílias em temas como gestão das agroindústrias, sucessão familiar, qualidade de vida das famílias, nível de inovação e perspectivas futuras dos empreendimentos. O lançamento ocorreu na Casa da Emater-RS/Ascar e reuniu autoridades, representantes de entidades e imprensa, além dos extensionistas que conduzirão o trabalho de investigação e sistematização dados.
Batizado como Censo da Agroindústria Familiar, o diagnóstico será elaborado a partir de um questionário aplicado a todas as agroindústrias participantes do Peaf. A iniciativa é resultado de uma parceria entre a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), a Emater-RS/Ascar e o Departamento de Economia e Estatística da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão.
De acordo com titular da SDR, Gustavo Paim, a meta é obter informações precisas das mais de 4 mil agroindústrias. “A iniciativa do censo busca produzir um retrato detalhado e atualizado da realidade do setor no Rio Grande do Sul. Queremos saber quais os gargalos, o que vem dando certo e como o Estado pode contribuir através de políticas públicas efetivas e quais os incentivos necessários para o desenvolvimento do setor”, descreveu Paim.
Cronograma
O cronograma do censo prevê, ao longo de março, a capacitação de técnicos e o aperfeiçoamento do questionário. A aplicação dos formulários ocorrerá em abril, enquanto a análise dos dados está prevista para junho. A divulgação dos resultados deve ocorrer em agosto, durante a Expointer.
Formulação de políticas públicas
O presidente da Emater-RS/Ascar, Claudinei Baldissera, destacou o compromisso da entidade em realizar o levantamento. “Nossos extensionistas sabem da importância em abraçar esse desafio de levar o censo às agroindústrias, uma vez que os dados irão subsidiar a formulação de políticas públicas voltadas ao fortalecimento do segmento e contribuir para a modernização do programa”, apontou Baldissera.
O diagnóstico representa mais um passo no fortalecimento da agroindústria familiar gaúcha, ampliando o conhecimento sobre o setor e contribuindo para o desenvolvimento de ações estratégicas voltadas aos produtores familiares.
Programa Estadual de Agroindústria Familiar
O Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf) foi criado por decreto em julho de 2012. A iniciativa tem como objetivo apoiar a formalização e o desenvolvimento das agroindústrias familiares, oferecendo acesso a crédito, assistência técnica e mercados. Entre as ações previstas estão o apoio à regularização sanitária e ambiental das agroindústrias, a participação em feiras — a exemplo da Expodireto Cotrijal — e o acesso a programas institucionais de compra de alimentos, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).
As agroindústrias que pertencem ao Peaf podem participar das feiras da Agricultura Familiar promovidas pela SDR. Em 2025 o Peaf alcançou um Marco com a certificação de inclusão da agroindústria de número 2.000, o que reforça o compromisso do governo com a valorização das famílias rurais, impulsionando o avanço econômico e social em todas as regiões do Estado.
DE TUDO
muito
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