Segunda, 18 de fevereiro de 2019




Jamais troquei de lado.
Por quê? Eu não tenho lado.
Ou melhor, o meu lado sou eu
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ANDO DEVAGAR
PORQUE NÃO TENHO PRESSA









HORÁRIO DE VERÃO!
Atualizado diariamente
até 10 horas





Escreva apenas para







METRO É PAUTA
PRO ZERO HORA?













ENTENDO O ALEXANDRE MOTA.
ELE PASSA POR UM MAU MOMENTO





Tentou o SBT e a Band. Recebeu negativas.
Não sabe o que fará em abril. Talvez a RDC TV


Quem lê o Blog do Prévidi, com alguma regularidade, sabe que não dou bola para xingamentos. Não me causa o menor abalo. Na real, dou risada dos brabinhos e tenho pena de quem perde tempo em me xingar, em "me ofender". E fazem isso praticamente todos os dias.
Não me irrito, mas me chateio em algumas situações.
Tenho uma antiga tese: a pessoa só se irrita/ofende quando lê ou ouve uma crítica verdadeira. As verdades são cruéis. Nada dói mais do que a verdade, por mais delicada que seja escrita ou dita. Elogios são sempre aceitos, porque não passa de uma massagem no ego. Mas a crítica bate direto.
A primeira vez que conversei como Duda Melzer, presidente da RBS, me contou uma pequena história que não esqueço. As pessoas iam até ele e diziam: "Viu o que esse Prévidi escreveu sobre o senhor?". E ele respondia sempre o mesmo: "Deixa ele escrever! Não dou bola, não me afeta".
Acontece que o Duda é uma pessoa preparada, diferente de vários.
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Na quinta-feira passada publiquei uma nota sobre o apresentador Alexandre Mota. Quem não leu, pode conferir aqui.
Escrevi só verdades, praticamente sem fazer críticas - e, sim, comentários verdadeiros.
Poderia ter sido "mais verdadeiro".
Eu poderia ter dito que a fórmula do Balanço Geral, que chamou a atenção há alguns anos, está desgastada e patina na terceira ou quarta posição do Ibope. A Band tem uma programação moderna, aposta no jornalismo e não no sensacionalismo. Está trilhando um caminho que agrada o gaúcho. E com uma estrutura menor do que a emissora do bispo. Também com menos estrutura e  repórteres, o SBT se consolida em vantagem em relação a Record, em todos os horários. O Chaves, mesmo com a imagem lavada  das priscas eras antes do HD, vence o Gordinho.
Imagina se eu lembro que a Mônica Fonseca, que ele odiava,  hoje brilha no SBT e estava linda no programa do Silvio Santos domingo retrasado. Bah!! Comentam que o Silvio está encantado com ela e acreditam que a gaúcha poderá ir em breve para São Paulo. Aí o Gordinho tenta o suicídio.
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Mesmo sem dizer todas as VERDADES que poderiam doer mais ainda ele dedicou, na última seta-feira, um bom espaço para mim. Furioso, babando de raiva! Quando escutei "Prévidi" corri para ver o motivo dos gritos. O apresentador estava com uma peruca verde e amarela (ridícula). E falava e falava e falava contra o Prévidi. Disse que estava pronto para a briga (fez gestos), e falou duas ou três vezes que eu tinha "que parar com a manguaça".
Fiquei triste pela baixaria. Não interessa a ninguém, mas para quem não sabe digo que adoro uísque. É a única bebida que gosto mesmo. Só que faz alguns meses que não posso beber. Tomo dois medicamentos para a diabetes que se tomo a santa bebida me dá, certamente, um revertério imprevisível. Mesmo com muita vontade de tomar umas doses, não posso. Mas a minha diabetes está sob controle.
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Fiz três pequenas postagens no Facebook, na sexta passada, sobre o comportamento desprezível do famoso apresentador. E começaram a chegar mensagens por vários meios.
Por exemplo, me disseram que um diretor da Record não gostou da baixaria.
Afinal, o público dele - C e D - não é o leitor do Blog do Prévidi. Quer dizer, a maioria dos telespectadores do Balanço Geral não entendeu toda a virulência do sujeito.
Me contaram algo que eu não sabia: o presidente da Record RS, Reinaldo Gilli, não suporta o apresentador Alexandre Mota.
O Gordinho perdeu um grande aliado interno - o parceiro de negócios, Carlos Augusto Gostinski, o Augustão, deixou a diretoria da TV Record RS.
Aliás, comenta-se que Augustão está com um pé na RDC TV, do empresário Márcio Irion.
Apenas me confirmaram o que já sabia: Alexandre Mota esteve visitando as extraordinárias instalações da RDC TV, em Porto Alegre.
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Agora, a informação mais importante, confirmada:
O contrato de Alexandre Mota com a TV Record termina no final de março. Por isso um emissário dele fez contatos com as direções da Band e SBT. Sem sucesso.
E a direção do Grupo no RS não está disposta a renovar.
Se isto acontecer, vai ser por uma quantia (R$) muito menor do que hoje.
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Não aposto na renovação do contrato do Mota na Record.
Assim como não aposto que ele vá sair.
As duas  opções são possíveis,
O Gordinho está numa sinuca de bico.
Por isso perdoo a sua baixaria na sexta passada.
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Ah, ia esquecendo: Não vou te processar, apesar do merecimento.


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PERDEU, TARSO FERNANDO!
(MACHADINHO DEVE ESTAR FELIZ DA VIDA!!)


Alexandre Garcia comemora com seu advogado:
"Tarso Genro usou quatro advogados"


Do https://www.conjur.com.br - matéria do Jomar Martins:

O jornalista Alexandre Garcia não terá que indenizar o ex-ministro da Justiça Tarso Genro por dizer que ele devolveu a Cuba os dois boxeadores que fugiram da delegação nos jogos Pan-Americanos. Alexandre Garcia disse que o ministro teria "pegado" e "botado" os atletas no avião.

O comentário foi feito durante um programa na rádio CBN, em 2007, e se referia ao episódio envolvendo dois cubanos que fugiram da delegação durante os jogos que aconteciam no Rio de Janeiro. Os boxeadores foram encontrados pela polícia brasileira e acabaram deportados, o que gerou diversas críticas.

Em primeira instância, a sentença negou o pedido de indenização apontando que, embora o comentário como um todo possa ser ser considerado como forte, não configura abuso do direito.

‘‘Assim, eventual ofensa se resumiria à circunstância de que o réu afirmou que o autor teria ‘pegado’ os boxeadores e ‘botado’ em um avião venezuelano. Ora, tal menção, embora haja, no mínimo, fundadas dúvidas acerca da sua estrita veracidade, é insuficiente para ensejar o reconhecimento de ofensa à honra subjetiva do requerente’’, afirmou o juiz Leandro Raul Klippel, da 12ª Vara Cível do Foro Central de Porto Alegre.

Tarso Genro ainda recorreu, mas a 10ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul confirmou a sentença. O relator, desembargador Paulo Roberto Lessa Franz, disse que o comentário ‘‘não exacerbou o exercício regular do direito da livre manifestação do pensamento’’, constitucionalmente garantido.

Além disso, destacou que Tarso Genro, por ser pessoa pública, está sujeito às críticas e comentários acerca da sua atuação, desde que sem abuso de direito, como ocorreu no caso.

Além de não conseguir a indenização de R$ 50 mil, Tarso Genro terá que pagar os honorários dos advogados do jornalista. O valor havia sido fixado em 10% do valor da causa. Porém, como houve recurso, o TJ-RS decidiu aumentar para 15%.


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UM CARA DE PAU QUE NÃO TEM NOÇÃO!



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DUAS MARAVILHOSAS SOBRE GASOLINA!

Em O Pioneiro, de Caxias do Sul (enviado pelo André Corrêa Rollo):



Do  João Alberto Müller:
DEUS BAIXOU A GASOLINA?
O radialista Jocimar Farina acabou de dizer na Rádio Gaúcha que o preço da gasolina baixou "graças a Deus"!
Qual é a dificuldade de reconhecer que a redução ocorre por conta da nova situação econômica que o país vive após a Era do 13?
Pode isso, José Luiz Prévidi e Gustavo Mota?


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MAIS DUAS

E essa, também da "líder" (enviado pela Patrícia):

No seriíssimo Gaucha ZH



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PRAIAS DO RS SEM POLUIÇÃO, COMO TRAMANDAÍ...

O último relatório da FEPAM aponta que todos os balneários de Tramandaí estão próprios para o banho. Oeisis International estátinindo!
Em todos os relatórios anteriores os pontos de balneabilidade de Tramandaí foram classificados como próprios para o banho.
...
O monitoramento ocorre em 44 cidade do Litoral Norte, Médio e Sul, Lagoa dos Patos e das Regiões Hidrográficas do Guaíba e do Uruguai. As coletas e análises são feitas pela Fepam, Corsan e Sanep. Os resultados das análises são divulgados nas sextas-feiras, até 1º de março.


... MAS EM SANTA CATARINA A COISA TÁ FEIA!

Recebo:
Dos 229 pontos do litoral de Santa Catarina analisados semanalmente pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), 26,2% (60) estão inapropriados para banho.
Na Capital, 21 dos 85 pontos estão impróprios para banhistas. Dos novos locais analisados, apenas um foi considerado inapropriado – na Praia da Daniela, em frente à Rua das Hortênsias.
No início das análises semanais feitas pelo IMA, em 7 de dezembro de 2018, eram 49 pontos impróprios – durante a temporada, portanto o aumento de locais poluídos foi de 22,45%.


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O QUE TEM A VER O FIOFÓ COM A CALÇA? - Enviado pelo Dalvim Guindani da Silva:

Clima

Horário de verão acaba neste domingo e traz muita chuva em Curitiba

Chuva em Curitiba
Chuva em Curitiba (Foto: Franklin de Freitas)

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CONSULTE O QUE O CACO PODE 
FAZER POR VOCÊ E/OU SUA EMPRESA





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TEM GENTE QUE PREFERE O INVERNO


Tem que proteger a cabeça do sol





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NÃO É PIADINHA


O jornalista da Globo, Pedro Figueiredo, se declarou para o marido, Erick Rianelli, o qual também é jornalista da emissora. Cabe lembrar que hoje é “Valentine’s Day”, Dia dos Namorados Internacional.
“Não sou americano, mas qualquer data serve para repetir o quanto sou apaixonado por esse carinha aí. Happy Valentine´s Day!“, disse o rapaz por meio do Instagram. Os rapazes se conheceram na faculdade e estão juntos há cerca de seis anos. Eles se casaram em maio do ano passado.
Pedro Figueiredo se destacou na emissora dos Marinhos em 2017, quando ele cobriu os atentados que aconteceram em Barcelona, na Espanha, em agosto daquele ano. Na ocasião o rapaz estava de férias junto com o então namorado na época Rianelli. Pedro interrompeu as férias para entrar nos telejornais da Globo News e da Rede Globo.
Os dois até assinaram juntos a reportagem principal que foi a ar no Jornal Nacional.




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PIADINHA



Sexta, 15 de fevereiro de 2019




Jamais troquei de lado.
Por quê? Eu não tenho lado.
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especial

Nesta sexta, uma cesta de
JANER CRISTALDO



Que os jornalistas criem mitos não é de surpreender. O pior é que passam a neles acreditar. Guernica, por exemplo, este braguetaço dos mais bem-sucedidos. Picasso havia pintado uma tela intitulada La Muerte del Torero Joselito, plena de cores fúnebres, em homenagem a um amigo seu, o toureiro Joselito, morto em uma lídia. Ao receber uma encomenda para o pavilhão republicano da Exposição Universal de Paris de 1937, Picasso lembrou do quadro, esquecido em algum canto de seu ateliê. Foi quando, para sua fortuna, a cidade de Guernica foi bombardeada pela aviação alemã. Ali estava o título e a glória, urbi et orbi. Picasso deu nova função ao quadro e hoje multidões hipnotizadas vêem, em uma cena de arena, com cavalo, touro e picador, uma homenagem aos mortos da Guerra Civil.







Jornalista, escritor e ensaista, Janer Cristaldo Ferreira Moreira nasceu em Santana dio Livramento - dois de abril de 1947. Faleceu em São Paulo - 27 de outubro de 2014. Estava com apenas 67 anos. E continuava escrevendo na mesma velocidade dos tempos da Folha da Manhã, de Porto Alegre.
Formou-se em Direito e Filosofia, e depois se exilou voluntariamente em Estocolmo, 71 e 72, onde estudou cinema e língua e literatura suecas.
De volta ao Brasil, publicou suas primeiras traduções: Kalocaína, de Karin Boye (do sueco), e Crônicas de Bustos Domecq, de Jorge Luís Borges e Adolfo Bioy Casares (do espanhol). Em 1973, publicou O Paraíso Sexual Democrata, que teve quatro edições no Brasil e uma em espanhol, em Buenos Aires.
Em 1975, passa a assinar coluna diária para a Folha da Manhã, Porto Alegre. Em 77, recebe bolsa do governo francês para um doutorado em Letras Francesas e Comparadas. De Paris, mantém correspondência diária para a Folha da Manhã. Em 1981, doutorou-se pela Université de la Sorbonne Nouvelle (Paris III), com a tese La Révolte chez Ernesto Sábato et Albert Camus, traduzida ao brasileiro sob o título de Mensageiros das Fúrias. Ainda em Paris, iniciou a tradução da obra ficcional e ensaística de Ernesto Sábato, a pedido do próprio autor.
No Brasil, foi professor visitante de Literatura Brasileira e Comparada, na Universidade Federal de Santa Catarina, em Florianópolis, de 1982 a 1986. Neste período, traduziu vários outros romances, introduzindo no universo literário brasileiro autores como Roberto Arlt, Camilo José Cela, José Donoso, Michel Déon e Michel Tournier. Em 86, publica seu primeiro romance, Ponche Verde, que tem como fulcro a peregrinação dos exilados brasileiros por Estocolmo, Berlim, Paris e Lisboa.
Em São Paulo, onde morava quando faleceu, foi redator de Política Internacional da Folha de São Paulo e do Estado de São Paulo.
Quando faleceu, Janer Cristaldo escrevia no http://cristaldo.blogspot.com.
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Eu comprava a Folha da Manhã todos os dias. Lia rigorosamente o LFVerissimo e o Janer. E o Rogério Mendelski, o professor Ruy Ostermann e todos os colunistas. E as reportagens. Os quadrinhos. Tudo.
Conheci pessoalmente o Janer quando ele organizou Assim Escrevem os Gaúchos - Inéditos. Fui falar com ele sobre a seleção e me disse que tinha gostado dos meus escritos e que estava selecionado. Mas o livro não foi publicado e valeu, porque o conheci.
Sempre o acompanhava, apesar de vez que outra o perdia de vista.
No segundo semestre de 2011 comecei a pesquisar para o livro “Apaixonados por Porto Alegre – Personagens do Centro”. Um dos retratados seria um cara literalmente fantástico, Carlos Ducatti. Lembrei do tempo da Folha da Manhã, que o Janer e o Rogério sempre escreviam sobre ele. Liguei para o Rogério, que me contou uma série de histórias. E me deu o telefone do Janer. "Ele vai adorar conversar contigo sobre o Ducatti", disse. Realmente, batemos muitos papos e ele me mandou textos que tinha escrito sobre o personagem. Um cara agradável e gentil.
Em2012 publiquei o livro e mandei para ele. Janer me ligou agradecido e que tinha lido numa tarde, matando a saudade de Porto Alegre.
Dois anos depois recebo a notícia da sua morte.
Janer deixou uma filha, Isadora Pamplona.




O SNI, ÓVNIS E O HOMEM DE ORION




Porto-alegrenses de minha idade certamente lembrarão de Carlos Ducatti, o cientista, filósofo e poeta orionino. Ou orionano, não lembro agora. Ele não era terráqueo. Viera da nebulosa de Orion e tinha uma missão na Terra. Seguidamente eu o encontrava no Chalé da Praça XV e certa vez tivemos uma longa discussão sobre o que era ser orionino ou orianano. Não lembro agora como ele se definia. Mas havia uma substancial diferença entre um e outro conceito.

Ora, vivíamos em uma cultura na qual milhões de pessoas acreditam na existência de uma mãe virgem. Por que eu não aceitaria então que ele viera de Orion? Nunca pus em dúvida suas origens e, a cada vez que o encontrava, perguntava como estava a temperatura em Orion.

Ducatti fundou o Clube dos Sábios, que congregava sete pessoas, sendo uma delas sua mãe. Considerava que a mulher é prejudicial ao gênio. Só não seria prejudicial em uma circunstância: durante a relação, o homem deveria liberar um só espermatozóide. Interrogado por uma jornalista como isto seria possível, respondeu com um piscar de olhos:

- Questão de prática.

Pasmem! Foi de Ducatti que ouvi falar pela primeira vez a teoria dos buracos negros. Ele os conhecia muito antes de Stephen Hawking. Andava em busca de Galactus, ser galático que odiava a vida e se alimentava de planetas. Galactus fora, inicialmente, uma ilação teórica. Com o correr do tempo, sua existência passou a ser um imperativo de ordem conceitual, única explicação plausível para o desaparecimento de civilizações cósmicas multimilenares.

Até hoje, guardo em meus arquivos os panfletos nos quais Ducatti explicava seus projetos. Um deles era o esquema de uma complexa máquina matapardais. O Homem de Orion julgava que os ditos predadores tinham qualquer ligação com os poderes do mal, sem falar que não lhes suportava o chilreado. E os bichinhos eram legião em torno ao Chalé, particularmente na primavera. A máquina consistia basicamente em uma metralhadora giratória acoplada a quatro canhões sonoros e a um computador com gravação dos sons de pardais em sua memória. Ao ouvi-los, os canhões direcionais apontavam a arma para a fonte de emissão de ruídos e a metralhadora era acionada automaticamente. Havia pensado em uma arma à base de raios laser, mas sua filosofia ecológica não permitia sacrificar árvores.

Um outro projeto era uma proposição para viver com menos de um salário mínimo, com 33 itens, entre os quais se destacavam: não ter carro, televisão, aspirador, batedeira, etc., coisas perfeitamente dispensáveis; ser autodidata, evitar pagar cursos; acostumar o estômago a exigir pouco alimento; botar pouco açúcar no chá; fritar ovos com água; não seguir a moda, coisa irracional que nos impele a fazer compras; não fazer seguros, confiar no cósmico e na fraternidade; ir de preferência a espetáculos grátis; em caso de esgotamento nervoso, ir ao campo (as clínicas são caríssimas); não fumar; não comprar boné contra o sol: andar pela sombra ou proteger-se com um jornal; não estragar os tênis ou sapatos jogando futebol; não comprar quadros, pintá-los; ter letra pequena, afim de economizar papel. Etc.

Em um outro prospecto, fazia uma crítica ao filme Guerra nas Estrelas, a partir de suas experiências astrais. Vinte seriam as falhas do filme, entre elas o fato de todas as estrelas aparecerem iguais, desprezando-se as diferenças de tamanho, distância e cor; mesmo em satélites, a gravitação é igual à da Terra; entre os extra-terrestres há muitos tipos monstruosos, cerca de oitenta por cento, quando o normal seria quinze; a invisibilidade de naves e pessoas, recurso muito usado por seres evoluídos, jamais ocorre; pessoas supostamente evoluídas alimentando-se com pratos e talheres, quando seres adiantados ingerem só líquidos ou prana.

Alimentava o projeto UNAT - União das Nações da Terra - com sede em Brasília, para substituir a ineficiente ONU. Seu principal objetivo, a busca inteligente e objetiva das soluções para os problemas humanos, sendo uma das primeiras tarefas resolver a questão palestino-israelita. E planejava a construção de um espaçoporto em Porto Alegre, para receber os óvnis de galáxias distantes. Egresso do curso de Física da UFRGS, era tido como um louco manso. Creio que só eu acreditava piamente em suas viagens astrais.

Certo dia, quase tive uma eclampsia. Eu voltava das Ilhas Canárias. Na Gran Canária, estive no povoado de Arucas. Percorrendo sua geografia, encontrei uma espécie de oásis, algo como um mar sereno de areia em meio a montanhas pontiagudas. Lembrei do Homem de Orion e disse à minha Baixinha: “se os extras chegam à Terra, só pode ser aqui que eles aterrissam. Preciso comunicar ao Ducatti.” Encontrei-o no Chalé, como sempre.

- Ducatti, estive em Arucas, na Gran Canária. Acho que é lá que os extras aportam.
- Sei disso – respondeu o Homem de Orion -. Já escrevi ao prefeito de Arucas.
E puxou do bolso uma carta, a resposta do prefeito de Arucas. É nestes momentos em que minha descrença vacila. Profundo mistério!

Dito isto, leio hoje na Folha de São Paulo que o extinto SNI (Serviço Nacional de Informações) durante muito tempo pôs seus agentes à espreita dos óvnis, segundo documento de 86 páginas, obtido pelo jornal e classificado como confidencial.

Um objeto luminoso, que fazia evoluções em alta velocidade sobre a parte frontal da cidade de Colares [no Pará]" foi visto pelo menos duas vezes, há pouco mais de 30 anos, nos dias 16 e 22 de outubro de 1977. "A forma do objeto era cilíndrica, quase cônica", diz um relato pormenorizado. Um desenho rudimentar dessa suposta espaçonave interestelar completa a descrição do episódio.
(...)
Em meados de 1977, os jornais do Pará e do Maranhão traziam insistentes relatos sobre "luzes misteriosas, causadoras de mortes e alucinações". Pessoas em contato com o fenômeno apresentavam sintomas de "paresia [paralisia incompleta] generalizada, hipetermia, cefaleia, queimaduras superficiais, calor intenso, náuseas, tremores do corpo, tontura, astenia [fraqueza] e minúsculos orifícios na pele". A Aeronáutica não titubeou. Mobilizou homens e recursos para uma missão. Num ato de humor involuntário, batizou a empreitada para buscar discos voadores com o nome autoexplicativo de Operação Prato, segundo relato do SNI.
(...)
Os agentes se dividiam em turnos. Faziam vigílias noturnas até o dia amanhecer em lugarejos pouco povoados. O documento do SNI é apenas um extrato do que está na Aeronáutica e permanece em segredo. O esforço dos "observadores" militares às vezes resultava em nada. Por exemplo, no dia 27 de outubro de 1977:
"1h15 - Observadores instalados no alto da caixa d'água";
"4h05 - Populares observam o deslocamento de uma intensa "luz" ao nível das árvores (Roberto), informam aos observadores postados na caixa d'água (30 a 40 m de altura) ao nível do topo das árvores, nada observado. Restante do período, nada a relatar".
Quando raiava o dia, descanso. Sucessivos relatos dos militares da Operação Prato começam assim: "6h30 - descanso até as 14h".
Eles dormiam de dia e trabalhavam à noite. Algumas vezes, a intensa atividade celeste no turno da noite levava o descanso a se estender até as 15h.

E por aí vai. Segundo a Folha, o documento do SNI sobre a missão da Aeronáutica interessada nas coisas do espaço sideral só se tornou público graças a um pedido da CBU (Comissão Brasileira de Ufólogos). Com base em direito garantido pela Constituição do Brasil, os ufólogos pediram acesso a documentos sobre óvnis guardados pelas Forças Armadas e outros órgãos oficiais do governo federal. O requerimento foi protocolado na Casa Civil da Presidência em 26 de dezembro de 2007.

Em 31 de outubro passado, dez meses depois, chegaram as primeiras 213 páginas de papéis antigos e confidenciais da Aeronáutica. São datados de 1952 a 1969. Na última quinzena do mês passado apareceu o relatório de 86 páginas do SNI, relativo à Operação Prato, de 1977 e 1978.

Ora, o SNI perdeu tempo e dinheiro em suas pesquisas. Tivesse consultado o Homem de Orion, teria informações detalhadas sobre a atividade dos extras. Eu, por exemplo, graças a minha convivência com Ducatti, estava muito melhor informado que o SNI.


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AS TRÊS VIAS DE ACESSO



Após ler minha crônica sobre os cavacos do ofício do jornalismo, uma amiga me pergunta porque não estou lecionando numa universidade. Coincidentemente, a resposta está no artigo de Cláudio de Moura Castro, na Veja da semana passada:

“Na UFRJ, um aluno brilhante de física foi mandado para o MIT antes de completar sua graduação. Lá chegando, foi guindado diretamente ao doutorado. Com seu reluzente Ph.D., ele voltou ao Brasil. Mas sua candidatura a professor foi recusada pela UFRJ, pois ele não tinha diploma de graduação. Luiz Laboriou foi um eminente botânico brasileiro, com Ph.D. pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) e membro da Academia Brasileira de Ciências. Mas não pôde ensinar na USP, pois não tinha graduação”.

Estas peripécias, eu as conheço de perto. Começo pelo início. Nunca me ocorreu lecionar na universidade. Eu voltara da Suécia, cronicava em Porto Alegre e fui tomado pela resfeber, doença nórdica que contraí na Escandinávia. Traduzindo: febre de viagens. Li nos jornais que estavam abertas inscrições para bolsas na França e me ocorreu passar alguns anos em Paris. A condição era desenvolver uma tese? Tudo bem. Paris vale bem uma tese. Tese em que área? Busquei algo que me agradasse. Na época, me fascinava a literatura de Ernesto Sábato. Vamos então a Paris estudar Sábato.

Mas eu não tinha o curso de Letras. O cônsul francês, ao me encontrar na rua, perguntou-me se eu não podia postular algo em outra área. Em Direito havia mais oferta de bolsas. Poder, podia. Eu cursara Direito. Mas do Direito só queria distância. Mantive minha postulação em Letras. Para minha surpresa, recebi a bolsa. A França me aceitava, em função de meu currículo, para um mestrado em Letras, curso que eu jamais havia feito. Nenhuma universidade brasileira teria essa abertura. Aliás, os componentes brasileiros da comissão franco-brasileira que examinava as candidaturas, tentaram barrar a minha. Fui salvo pelos franceses.

Fui, vi e fiz. Em função de meu currículo, aceito para mestrado, fui guindado diretamente ao doutorado. Tive o mesmo reconhecimento que o aluno do MIT. Acabei defendendo tese em Letras Francesas e Comparadas. Menção: Très bien. Não me movera nenhuma pretensão acadêmica, apenas o desejo de curtir Paris, suas ruelas, vinhos, queijos e mulheres. A tese não passou de diletantismo. De Paris, eu escrevia diariamente uma crônica para a Folha da Manhã, de Porto Alegre. Salário mais bolsa me propiciaram belos dias na França. Foi quando minha empresa faliu. Conversando com colegas, fiquei sabendo que um doutorado servia para lecionar. Voltei e enviei meu currículo para três universidades. Sei lá que loucura me havia acometido na época: um dos currículos enviei para o curso de Letras da Universidade de Brasília.

Fui a Brasília acompanhar meu currículo. Procurei o chefe do Departamento de Letras. Ele me cobriu de elogios, o que só ativou meu sistema de alarme. Que minha tese era brilhante, que meu currículo era excelente, que era um jovem doutor com um futuro pela frente. Etc. Mas... eu tinha apenas os cursos de Direito e Filosofia, não tinha o de Letras. Me sugeria enviar meu currículo ao Departamento de Filosofia, já que a tese tinha alguns componentes filosóficos.

Ingênuo, fui até o Departamento de Filosofia. O coordenador me recebeu muito bem, analisou minha tese, cobriu-a de elogios. Mas... eu não tinha o Doutorado em Filosofia. Apenas o curso. Considerando o grande número de artigos publicados em jornal, sugeria que eu fosse ao Departamento de Comunicações. Besta atroz, fui até lá. O coordenador considerou que meu currículo como jornalista era excelente. Mas... eu não tinha o Curso de Jornalismo.

Na Universidade Federal de Santa Catarina abriu um concurso para professor de Francês. Já que eu era Doutor em Letras Francesas, me pareceu que a ocasião era aquela. Duas vagas, dois candidatos. Fui solenemente reprovado. Uma das alegações foi que eu falava francês como um parisiense, e a universidade não precisava disso. A outra, e decisiva, era a de que eu tinha doutorado em Letras Francesas, mas não tinha curso de Letras.

Já estava desistindo de procurar emprego na área, quando fui convidado para lecionar Literatura Brasileira, na mesma UFSC que me recusara como professor de francês. Convidado como professor visitante, o que dispensa concurso. Mas o contrato é por prazo determinado, dois anos. O curso precisava de doutores para orientar teses e eu estava ali por perto, doutor fresquinho, recém-titulado e livre de laços com outra universidade. Fui contratado.

Acabei lecionando quatro anos, na graduação e pós-graduação. Findo meu contrato, foi aberto um concurso para professor de Literatura Brasileira. Me inscrevi imediatamente. Uma vaga, um candidato. Me pareceram favas contadas. Ledo engano. Eu não tinha o curso de Letras. Fui de novo solenemente reprovado. Não tinha graduação em Letras.

Na mesma época, abriu um concurso na mesma universidade para professor de espanhol. Ora, eu já havia traduzido doze obras dos melhores autores da América Latina e Espanha (Borges, Sábato, Bioy Casares, Robert Arlt, José Donoso, Camilo José Cela). Vou tentar, pensei. Tentei. Na banca, não havia um só professor que tivesse doutorado. Pelo que me consta, jamais haviam traduzido nem mesmo bula de remédio. Mais ainda: não tinham uma linha sequer publicada. Novamente reprovado. Minhas traduções poderiam ser brilhantes. Mas eu jamais havia feito um curso de espanhol.

Melhor voltar ao jornalismo. Foi o que fiz. Anos mais tarde, já em São Paulo, por duas vezes fui convidado para participar de uma banca na Universidade Federal de São Carlos, pelo professor Deonísio da Silva, então chefe de Departamento do Curso de Letras. Uma das bancas era para escolher uma professora de Literatura Espanhola, outra uma professora de Literatura Brasileira. Deonísio sugeriu-me participar, como candidato, de um futuro concurso. Impossível, eu não tinha o curso de Letras. Quanto a julgar a candidatura de um professor de Letras, isto me era plenamente permissível.

Por estas e por outras – e as outras são também importantes, mas agora não interessam – não estou lecionando. Diz a lenda que na universidade da Basiléia havia um dístico no pórtico, indicando as três vias de acesso à universidade: per bucam, per anum, per vaginam. Lenda ou não, o dístico é emblemático. A universidade brasileira, particularmente, é visceralmente endogâmica. Professores se acasalam com professoras e geram professorinhos e para estes sempre se encontra um jeito de integrá-los a universidade. A maior parte dos concursos são farsas com cartas marcadas.

Pelo menos na área humanística. As exceções ocorrem na área tecnológica, onde muitas vezes a guilda não tem um membro com capacitação mínima para proteger. Contou-me uma professora da Universidade de Brasília: “eu tive muita sorte, os dez pontos da prova oral coincidiam com os dez capítulos de minha tese”. O marido dela era um dos componentes da banca. A ingênua atroz – ou talvez cínica – falava de coincidência.

Na universidade brasileira, nem um Cervantes seria aceito como professor de Letras, afinal só teria em seu currículo o ofício de soldado e coletor de impostos. Um Platão seria barrado no magistério de Filosofia e um Albert Camus jamais teria acesso a um curso de Jornalismo. No fundo, a universidade ainda vive no tempo das guildas medievais, que cercavam as profissões como quem cerca um couto de caça privado. Na Espanha e na França, desde há muito se discute publicamente a endogamia universitária. Aqui, nem um pio sobre o assunto. E ainda há quem se queixe quando os melhores cérebros nacionais buscam reconhecimento no Exterior.


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INTIFADA EM PARIS





Paris, outubro, outono. Os franceses exibem com orgulho sua última trouvaille tecnológica, o Météore, linha 14 do metrô, que vai da Grande Bibliothéque, monumento mastodôntico erigido por François Mitterrand, até a Madeleine, no centro da cidade, proximidades de Chez Fauchon, o mais sofisticado endereço gastronômico parisiense. Mitterrand, dado seu ar bonachão, era também conhecido como Tonton (titio), e a nova linha foi logo chamada de Tonton-Fauchon. Não tem condutor e é à prova de suicídios. Comandada por computadores, a composição fica separada do cais por uma parede de vidro. Ao chegar na estação, cada porta dos vagões coincide com uma porta da parede de vidro. Ambas se abrem na chegada do trem e fecham-se com sua partida. Para desespero de suicidas potenciais, na linha 14 não mais é possível jogar-se nos trilhos.

Estamos em 98, bem entendido. Três décadas após a “revolução” de Maio — trop de sperme, pas de sang —, nove anos depois da queda do Muro de Berlim, sete após o desmoronamento da URSS. Palavras como marxismo e luta de classes viraram verbetes de enciclopédias. Se o Météore fosse inaugurado dez anos atrás, os sindicatos teriam paralisado a cidade, acusando o novo transporte de roubar empregos da classe operária. E intelectual não faltaria para acusar o neoliberalismo de privar o proletariado do sagrado direito ao suicídio.

Em São Paulo estamos também em 98. A Prefeitura está modernizando algumas linhas de ônibus. Não eliminando o condutor, seria esperar demais do engenho tupiniquim. Mas pelo menos sem cobradores, estes trombolhos inúteis hoje só concebíveis em museus. Grita geral dos sindicatos e paralisação dos transportes: a globalização, o neoliberalismo — ou sei lá que neologismo — está roubando empregos dos trabalhadores. No Brasil, podemos estar em 98. Mas aqui o Muro ainda não caiu. A propósito, faça um teste: pergunte a um vestibulando ou universitário, qual fato determinante da história deste século ocorreu a 9 de novembro de 1989. Dezenove entre dez provavelmente não saberão do que você está falando.

Quanto a mim, falava de Paris. Na primeira quarta-feira de cada mês, talvez passe despercebido ao turista, ou se confunda com os ruídos da cidade, o reboar intenso de uma sirene ao meio-dia. A Segunda Guerra pode estar quase esquecida pelos contemporâneos, mas as Forças Armadas continuam testando o sistema de alarme antiaéreo da cidade. Aliás, comenta-se que o melhor dia para bombardear Paris seria precisamente a primeira quarta-feira do mês. O parisiense contemporâneo talvez já nem saiba por quem ou porque reboam as sirenes. E talvez nem tenha mesmo notado que o fim da Guerra Fria tornou a cidade mais limpa. Mortas as ideologias, a militância deixou de pichar muros e colar cartazes.

Mas nem tudo foi charme e beleza neste outono na sedizente Cidade Luz. Paris está hoje cercada por um cinturão de ressentimento, alimentado por imigrantes e filhos de imigrantes, que aproveitaram a última tentativa de um revival de 68 para invadir a Paris intra muros e saquear, depredar e incendiar lojas e carros. O que pretendia ser uma reivindicação de universitários saudosos da “revolução” de Maio, logo transformou-se em caos sem palavra de ordem alguma. O vandalismo imperou também em Marseille, foco de intensa imigração árabe, onde hoje existem bairros em que nem a polícia ousa entrar sem reforços.

Se os antigos imigrantes chegavam na Europa preocupados com emprego e com os deveres ante a nova sociedade, o imigrante atual chega exigindo direitos, logo em um Estado em que a previdência social já não dá segurança nem mesmo aos nacionais. Os integrantes das chamadas segunda e terceira geração de imigrantes, detentores de cidadania francesa mas discriminados e desempregados, encontram no quebra-quebra sua forma de expressão. Como boa parte deste contigente é composta de árabes, em sua maioria argelinos, o adormecido ódio ao colonizador põe mais lenha na fogueira.

Isso sem falar na ameaça constante de bombas. As grandes lojas e centrais de metrô são locais de sonho para um fanático com projetos de produzir uma carnificina das boas. Um pacote ou mala esquecida em uma estação de metrô talvez não diga nada para um turista desinformado. Para o parisiense pode ser prenúncio de cadáveres e corpos dilacerados. Os cestos de lixo, por razões de segurança, foram lacrados e constituem um lembrete silencioso de que Paris não é mais aquela. Militares em uniforme de campanha e equipados com fuzis-metralhadoras dão um toque sinistro aos grands magasins e subterrâneos da cidade. A intifada transportou-se do Oriente Médio para o centro da Europa e veio para ficar. Franceses e árabes estão irremediavelmente entrelaçados por um passado comum e continuarão a olhar-se diariamente, olhos nos olhos, pelo futuro fora. Se um dia os fundamentalistas argelinos transferirem seus carros-bomba e degolas para as margens do Sena — o que não seria de espantar, pois boa parte da Argélia vive lá —, adeus Paris que tanto amamos.

Ela continua linda, é claro. Nem de longe lembra esta São Paulo, com sua arquitetura horrenda e uma média constante de meia centena de cadáveres a cada fim-de-semana. Mas a comparação não procede. São Paulo, antes de ser urbe, é metástase que não pára de expandir-se. E Paris sempre foi a cidade buscada por todo homem culto em busca do que de mais requintado o Ocidente oferece.

Ou era.


Quinta, 14 de fevereiro de 2019




Jamais troquei de lado.
Por quê? Eu não tenho lado.
Ou melhor, o meu lado sou eu
...
ANDO DEVAGAR
PORQUE NÃO TENHO PRESSA









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RESPEITEM OS DEFICIENTES!











POR QUE O BRASILEIRO DEVERIA
RESPEITAR O CONGRESSO NACIONAL?





Assistam este vídeo.
Não é uma "produção de um canal de humor". Nada disso.
É real. É do último dia de janeiro, antes da posse dos novos deputados federais.
Assistam que depois conto quem é a moça:



Tabata Amaral, 25 anos, é um fenômeno. Deputada federal eleita por São Paulo, é mais uma que chega naquilo que chamam de congresso nacional com a esperança de implantar uma "nova política".
 Filiada ao PDT, foi a sexta candidata mais votada no Estado, com impressionantes 264 450 votos.
Em outubro de 2017, foi uma das onze lideranças a participar de um encontro com o ex-presidente Barack Obama, quando esteve em São Paulo. Em julho de 2018, foi a mais jovem liderança a participar de um debate com a ativista paquistanesa e Nobel da Paz Malala Yousafzai, em sua primeira visita ao Brasil.
Formada em ciências políticas e astrofísica pela Universidade de Harvard, representou o Brasil em cinco competições internacionais de ciências, tendo sido também colunista da rádio CBN em São Paulo e da revista Glamour.

Não é mole a guria.
...
O amigo Naian Meneghetti, repórter fotográfico, mandou um link, do IG - Último Segundo, que tem detalhadamente toda a triste história.
Vale a pena ler a matéria:

Um dia antes de tomar posse em seu primeiro mandato como deputada federal, Tabata Amaral (PDT) – uma jovem de 25 anos, vinda da periferia de São Paulo e formada em Harvard – enfrentou o seu primeiro atrito com um colega parlamentar. Isso porque, ao chegar em Brasília para ocupar o imóvel funcional para o qual foi sorteada, Tabata foi surpreendida pelo filho do deputado Hildo Rocha (MDB-MA), que ocupava o apartamento irregularmente.

De acordo com Tabata Amaral , Hildo Rocha estaria, ilegalmente, ocupando dois imóveis. Um dos apartamentos funcionais oferecidos pela Câmara aos parlamentares estaria sendo ocupado pelo deputado e outro pelo seu filho. Por sua vez, o deputado negou as acusações e disse que está de mudança de um imóvel para o outro.

"Hoje fui ao apartamento funcional para o qual fui sorteada, junto com um fiscal da Câmara, para receber a chave e não pude entrar, porque um deputado deixou seu filho morando nesse apartamento e foi morar em outro", disse a deputada, em vídeo publicado em suas redes sociais.

"Ou seja, ele estava ilegalmente, irregularmente, ocupando dois imóveis. Liguei para a Câmara, expliquei a situação, tentei resolver, e o próprio deputado falou que eu podia fazer o barulho que fosse, que o filho dele não ia sair", afirmou Tabata.

A deputada federal ainda disse que, quando saiu do prédio, ouviu do porteiro que é “assim que Brasília funciona”. Por fim, na descrição da sua publicação, Tabata conta que, em apenas um dia em Brasília, havia sido barrada cinco vezes no Congresso, por não "parecer" uma deputada federal.

Jovem, ela é uma das 243 novas parlamentares dos 513 que ocupam a Câmara dos Deputados desde a última sexta-feira (1º). Tabata foi a sexta mais votada em São Paulo, acumulando 264.450 votos.

Depois da confusão plantada entre Rocha e Amaral, a Câmara dos Deputados se pronunciou. Segundo o Twitter da Casa, o parlamentar do MDB fez uma troca de apartamentos e tinha um prazo para a sua mudança – período que não havia vencido até a chegada de Tabata ao imóvel.

Hildo Rocha declarou que estava de mudança de um imóvel para o outro e, por isso, as chaves ainda não haviam sido entregues no dia anterior à posse dos novos deputados na Câmara.

Por sua vez, Tabata divulgou uma nota em que afirma que foi "orientada a fazer um requerimento de representação de quebra de decoro parlamentar", em decorrência da "lamentável situação de ver ocupado o apartamento funcional" a ela destinado.

Disse também que deveria ter sido previamente informada a respeito da mudança de Hildo Rocha e que lhe causou surpresa um funcionário ter sido designado a acompanhá-la na posse do imóvel, já que ele não estaria disponível para ela.


"Como a própria Câmara designou um funcionário para me acompanhar no ato de entrada? Burocracia? Descortesia? Ou abuso?", escreveu Tabata Amaral . "Como deputada, encaminharei o requerimento à Secretaria Geral da Mesa para ser avaliado e direcionado ao Conselho de Ética". Ontem (4), a deputada publicou foto assinando o requerimento. 



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REFLEXÃO

Tá ligado que o Uber é basicamente desobedecer as duas coisas que a mãe da gente mais pediu na vida?
Pegar carona com estranho e aceitar balinha...
Se minha mãe sabe, me mata!

Rafael Marconi


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Jéssica Weber: além de
competente, é bonita

ALEXANDRE MOTA, POR FAVOR! - Pelo que sei, a Hora da Venenosa tem uma tremenda audiência, dentro do Balanço Geral da TV Record. Desde o tempo da Mônica Fonseca, que o apresentador Gordinho odiava.
Pois bem, entrou a Jéssica Weber no lugar da Mônica, que foi para o SBT.
Não tem como não gostar da nova apresentadora. E certamente, o Ibope da Venenosa continua maior do que todo o tempo comandado pelio Mota.
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Pois bem, o que ele faz? Enche linguiça, fala um monte de abobrinha, repete assunto, tudo para reduzir o tempo da Venenosa. E,pior, se mete nos assuntos dela.
Ah, a Jéssica já tem dois co-apresentadores - o excelente Voltaire Porto é um deles e um repórter.
Dá a nítida impressão de que Mota faz tudo para a Jéssica não falar!
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Ninguém me contou, eu assisti várias vezes - é bem a hora que estou terminando de almoçar.
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O Gordo é insaciável!. O programa tem três horas e mais uma outra "atração" de madrugada, também com ele.
Tiene que tener!
A direção do programa deveria apenas sugerir a ele que descansasse na Hora da Venenosa, que poderia começar àss 14h30min.
SEM AS GRACINHAS DELE!!


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CUMÃ?




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FLAGRANTE - Do Alfonso Abraham, repórter fotográfico:
Mamãe precavida no centro de Porto Alegre amarra o bracinho do filhote para evitar o que muito acontece, principalmente nas praias a perda temporária dos filhos, o que leva o desespero dos país. O que dizem as mães: "eles nos cegam" - são instantes de descuido e deu!





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FIQUEI MUITO FELIZ COM ESSA DOAÇÃO! - Por duas vezes fiquei "hospedado" na Emergência da Santa Casa de Misericórdia. É um atendimento perfeito, mas a procura é uimensa e se torna pequena. Eu sabia que o Alexandre Grendene era um milionário do bem, mas mais uma vez ele surpreendeu. Muito legal!
A matéria do Jornal do Comércio resume bem:
O casal bilionário Nora Teixeira e Alexandre Grendene, um dos empresários mais bem-sucedidos do Brasil com negócios na indústria calçadista, oficializou a doação de R$ 40 milhões para que o Complexo Hospitalar da Santa Casa de Porto Alegre construa uma nova emergência do SUS. A unidade fará parte do novo hospital do complexo, localizado no Centro Histórico. Para retribuir o gesto dos doadores, a Santa Casa anunciou que o empreendimento de saúde se chamará Hospital Nora Teixeira.   Com o aporte, a emergência passará dos atuais 600 metros quadrados para 2,325 mil metros quadrados. "Este ato de doação contribui com o acesso à saúde da população que mais necessita", afirmou Nora, ao lado do marido, ao oficializar a doação ao provedor da Santa Casa, Alfredo Englert, na tarde desta quarta-feira (13). O hospital terá 13 andares e prevê investimento total de R$ 177 milhões, com previsão de ficar pronto em março de 2022. A pedra fundamental do projeto será lançado nas próximas semanas, quando já começam as obras.


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NOVA DIRETORIA DO SIMERS - A cerimônia de posse da Gestão 2019-2021 do Simers – Sindicato Médico do Rio Grande do Sul - será realizada na próxima sexta, às 20 horas, no Hotel Laghetto (Rua Dr. Valle, 579 - Porto Alegre). A nova diretoria, que tem Marcelo Matias como presidente, assumiu no dia 1º de janeiro deste ano, na sede da entidade médica.
Com foco na transparência, na gestão compartilhada e na ampliação das ações sindicais em defesa da categoria médica, a diretoria teve como primeira ação a assinatura de um contrato de programa de integridade corporativa (compliance), que visa a anticorrupção.





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FIZERAM UM DRAMALHÃO! - O Ministério da Saúde informou ontem que todas as vagas deixadas pelos cubanos saídos do programa Mais Médicos foram preenchidas por profissionais brasileiros. Os 8.517 postos de trabalho do último edital do programa tiveram ocupação total.
Os médicos vão ocupar as vagas deixadas pelos cubanos em 667 dos mais de 4 mil municípios onde o programa funciona. A lista completa indicando onde cada um deles ficará será publicada no próximo dia 19.


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FSP: QUANDO NÃO É ERRO
É "EXCESSO DE INTELIGÊNCIA"



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TODOS PRECISAM DO CACO!!





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TEM GENTE QUE PREFERE O INVERNO


Verde ou vermelho?







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NÃO É PIADINHA

Finalmente!!



O problema?
Pra onde vai aquela maloqueragem?

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PIADINHA