Terça, 2 de junho de 2020




Jamais troquei de lado.
Por quê? Eu não tenho lado.
Ou melhor, o meu lado sou eu
...
ANDO DEVAGAR
PORQUE JÁ TIVE PRESSA





Escreva apenas para







Para guardar

Do filme Cidadão Ilustre, sobre o escritor Daniel Mantovani (interpretado por Oscar Martínez) que recebeu o Prêmio Nobel de Literatura. Durante o discurso de “agradecimento” o autor revela toda a ironia sob a qual todo o roteiro se apoia. Para Mantovani, um prêmio desse naipe significa a “canonização terminal” de um artista.

A melhor política cultural é não ter nenhuma. Defender nossa cultura? Cultura é sempre considerada como algo fraco, frágil, raquítico que precisa ser guardado, protegido, promovido e financiado. A cultura é indestrutível. É capaz de sobreviver às piores catástrofes. Houve uma tribo selvagem na África que não possuía em seu idioma a palavra liberdade. Sabem por que? Porque eram livres. Acho que a palavra cultura sempre sai da boca das pessoas mais ignorantes, estúpidas e perigosas.”







O GIGANTE ADORMECIDO TEM FÔLEGO.
MAS NÃO VEMOS O ESSENCIAL



Texto do ex-senador e ex-deputado José Fogaça.
Publicado em sua página no Facebook.




O falecido Senador Roberto Campos,  avô do atual presidente do Banco Central, foi meu colega por um longo período no Senado, entre 1987 e 1990. Sentávamos em bancadas opostas, mas não havia como não admirar sua verve e sua supina inteligência verbal. Era um exímio criador de sentenças. Certa feita, não me recordo se em alguma comissão ou no plenário, em meio a uma acalorada discussão, entremeada de previsões econômicas catastróficas, dados, números, estatísticas, acusações e gritos, Roberto Campos calou a todos com essa: "Não adianta brigar. Estatística, meus caros, é como biquíni: mostra tudo menos o essencial". Gargalhada geral. E silêncio. O velho Senador calmamente aproveitou a deixa e pôs um ponto final no bate-boca, concluindo com 10 minutos de lúcida teoria econômica.
O Brasil de hoje é mais ou menos assim: um bate-boca geral. Às vezes  se faz tanto barulho e há tanta discussão imprestável na esfera pública que a gente entontece e não consegue prestar atenção naquilo que é essencial para o país.
Um exemplo é o comunicado ao público que a Caixa Econômica Federal fez, há quase 10 dias, informando que havia completado o primeiro ciclo de pagamentos do Auxílio Emergencial de 600 reais para (notem): 58,7 milhões de brasileiros! É isso mesmo: receberam o recurso cinquenta e oito milhões e setecentas mil pessoas! Nossa Senhora. Isso equivale à população da Itália! Isso é uma Argentina e meia! Isso corresponde, em números, a 80% da força de trabalho (quantidade de pessoas ativas) do Brasil.
É importantíssimo. E inédito.
Isso não é nada mais nada menos que a maior transferência de renda extraorçamentária a fundo perdido do Estado brasileiro, em toda a nossa longa história, do Império, da República, ou do período colonial.
Não é uma questão de ser pró-governo ou contra o governo.
Esse é o debate econômico mais importante no mundo hoje. A questão monetária e a questão fiscal. É o tema mais moderno e necessário na discussão que se faz em todos os países sobre o tamanho do Estado e a função dos Bancos Centrais.
Somos um gigante adormecido que tem fôlego. Mas parece que não vemos o essencial.
Receberam o auxílio emergencial 58,7 milhões de brasileiros - e o Brasil não vai desaparecer do mapa por isso.
Só esse fato poderia desencadear um dos mais frutíferos debates econômicos no país - no Congresso, na imprensa, nas mídias sociais, nas escolas, na Universidade; com teses, publicações acadêmicas, livros, ensaios sobre a economia, o papel do Estado, a política da moeda, a saída da crise, a continuidade das reformas, as mudanças que precisamos fazer, a retomada do emprego e do desenvolvimento.
Em busca de caminhos e alternativas que poderiam nos levar a um futuro melhor.
Mas não. Ao invés de canalizar nossa energia para o essencial, gostamos de entrar todo dia em um bate-boca sobre coisas que, na maior parte das vezes, não nos levam a lugar nenhum.


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VIROU MODA - Agora, ficou fashion dizer que o Brasil caminha, a passos largos, para o nazismo e/ou fascismo. Um país que viverá nas trevas.
Neste quadro, tudo é errado.
O texto do ex-senador Fogaça, acima, é brilhante, porque vem na contramão dessa gente.
Meu Deus, receberam os 600 reais algo em torno de 60 milhões de pessoas e esses "do contra", tipo petistas só que enrustidos, ficam "indignados" porque pessoas que não tinham direito ao dinheiro constam como beneficiados. Não devem ter noção do que é 60 milhões de brasileiros!!
Claro que um programa desse tamanho tem erros e falhas, assim como todas grandes iniciativas, como o Bolsa-Família.
Fingem esquecer que até hoje continuam fraudando o INSS!!


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Este filme abaixo foi feito no domingo passado em São Paulo ou na Itália, no período em que precedeu a implantação do fascismo de Mussollini?
CAMISAS NEGRAS!!




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DUAS ÓTIMAS

Do Antenor Silva: A antropóloga Adriana Dias, "especialista em neonazismo", poderia nos fazer uma análise da cor preta nas vestimentas dos que protestavam contra o presidente. O preto é a cor preferida dos fascistas (camisas pretas de Mussolini) e dos nazistas (fardamento da SS, desenhado por Hugo Boss).

Do Sérgio Seppi: A antropóloga idiota que relacionou o copo de leite como um símbolo nazista da supremacia racial, certamente vai associar o vinho tinto ao fascismo, porque escuro como os camisas negras de Mussolini. Haja paciência!


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ESTÁ FAZENDO FALTA A GRANA DO BOLSONARO - Da isto É:
De acordo com informações publicadas pelo Notícias da TV, junho deverá ser doloroso para a Globo. A pandemia reduziu as receitas publicitárias da emissora e a obrigou a acelerar algumas mudanças que já estava previstas.
Essas mudanças fazem parte do projeto ‘Uma Só Globo’, que unificará cinco unidades de negócio da emissora. Por conta dessa aceleração, a Globo fará cortes de custo, o que incluirá demissões, mas que não chegará a ser um passaralho, segundo o CFO Manuel Belmar da Costa.
“O pós-Covid-19 traz a necessidade de aceleração das mudanças. A economia parou, o mundo parou, não só a Globo”, afirmou. “Optamos por não fazer demissões em abril e maio, no início da pandemia. Haverá corte de pessoas, haverá corte de estrutura, e a gente vai ter desligamentos em junho, sim. Mas não tem passaralho, tem um processo contínuo de transformação”, completou.
O executivo diz que alguns setores poderão ter cortes de 10%, enquanto outras de até 20%, mas também terá áreas que não haverá demissão. Manuel Belmar da Costa revela também que contratações serão efetuadas, principalmente de profissionais de tecnologia.


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PEDIU AS CONTAS - A diretora comercial da Rede Pampa,Viviane Vasques, não está maais na Rede Pampa. "Todo o conjunto de atividades que me cabiam estarão a cargo de nosso Presidente, Alexandre Gadret", explica.
Ela fez o seguinte comunicado ao mercado:

Caros parceiros e amigos:
Comunico que, depois de um tempo de reflexão - nada de crises existenciais - decidi abrir-me para novos caminhos e, assim, decidi desligar-me do Grupo Pampa.
Nada de atritos, longe disso. Lá estava bem, cercada e prestigiada por um afinado e afiado quadro de profissionais. Devo dizer que foram 20 magníficos anos, em que sempre pude contar com o apoio do mercado, numa relação de prestígio e respeito mútuos.
Mas o fato é que essas duas décadas, em que pese gratificantes, encerraram um ciclo pessoal e profissional, o que me conduz a buscar espaço para outro; e é o que estou fazendo.
Agradeço a todos a verdadeira camaradagem, aliada a um alto grau de profissionalismo, que deu o tom de nosso relacionamento ao longo dessa jornada.
Não se trata de um adeus, mas de um até breve.  Continuo à disposição dos parceiros de tanto tempo através de meu fone 51.991379540 e e-mail vivianevasques7799@me.com.
Continuarei na Rede Pampa, nos fones e contatos de sempre, até o dia 5 de junho próximo. Não exite em contatar-me.
Darei notícias. Dêem-nas também.
Um forte e cordial abraço
Viviane Vasques


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BALANÇO GAÚCHO - Estava torcendo para que o Balanço Geral, da TV Record, tivesse um apresentador que conheça o RS - e estava apostando no Voltaire Porto. Aí optaram em trazer um apresentador que era repórter na RBS TV e já tinha trabalhado na própria emissora. Samuel Vettori foi o escolhido e Voltaire volta para o Cidade Alerta e faz o Balanço aos sábados.
Samuel, 44 anos, é de São José do Ouro, formado em jornalismo na Universidade Católica de Pelotas e o primeiro emprego foi na Rádio Guaíba.
...
Pra variar, o presidente da Record, Carlos Alves, disse que procuraram profissionais para a apresentação do programa em outros estados - como os presidentes anteriores da emissora sempre fizeram. Chegaram ao ponto de trazer estagiário e produtor de outros estados...
Bam, aí surgiu o nome do Samuel e decidiram a contratação.
Carlos Alves afirmou: "Não queríamos apenas mais um apresentador, mas alguém com a cara do Rio Grande do Sul. E o Samuel Vettori tem".
Leiam a pérola do gerente de Jornalismo, Luiz Piratininga (que veio de fora do Estado): ""Teremos um outro perfil de Balanço Geral com a cara do Samuel Vettori, ou seja, com a cara do Rio Grande do Sul", acrescentou.
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Pelo que intindi, a Record, agora, vai ter um Baçanço Geral gaúcho. Agora.
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O problema que o Samuel vai enfrentar?
A falta de repórteres. E dentre os poucos que estão trabalhando, alguns... deixa pra lá.


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POBRES JORNALISTAS QUE GASTARAM
E GASTAM MUITO TEMPO EM FACULDADES

Ontem foi o Dia da Imprensa.
Muitas notas de entidades, especialistas em emitir notas para serem lidas nos noticiários da globo e satélites, como a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, Fenaj e sindicatos em geral. Como em todos os anos falam em democracia, liberdade de expressão, censura e as lenga´lenga de sempre, como se adiantasse alguma coisa.
Num texto dedicado ao Dia da Imprensa, na Folha de S. Paulo, por incrível que possa parecer, consegui tirar algo que presta:
"... o agravamento da crise sofrida pelos veículos de mídia, cujo modelo de negócios tradicional vem fazendo água desde o surgimento da internet, na segunda metade dos anos 1990. Com a queda na receita de publicidade, os meios têm tentado diversificar as fontes de renda, como cobrar por assinaturas digitais e fazer conteúdo customizado para anunciantes. Mas não tem sido suficiente para segurar os empregos nas Redações, que têm encolhido ano a ano."
...
Ao invés de "notas oficiais", que não valem nada, podiam debater o fim da regulamentação da profissão de jornalista - hoje, qualquer analfabeto funcional se diz jornalista  ou comunicador. Para que servem ois cursos de jornalismo - poderia ser um debate muito proveitoso.
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QUEREM OUTRO ASSUNTO PARA DEBATER?

Está no https://gizmodo.uol.com.br/:

Dezenas de jornalistas terceirizados do MSN e Microsoft News estão sendo substituídos por uma inteligência artificial (IA), como apontam reportagens publicadas na semana passada.
Entre a última quarta e quinta-feira, cerca de 50 funcionários receberam a notícia de que seus contratos não seriam renovados após a data de vencimento de 30 de junho. Todos são empregados por meio de agências terceirizadas, incluindo 27 jornalistas do PA Media Group, do Reino Unido, como aponta uma reportagem do Guardian.
“Como todas as empresas, avaliamos nossos negócios regularmente”, disse um porta-voz da Microsoft em um comunicado ao Seattle Times. “Isso pode resultar em um aumento do investimento em alguns lugares e, de tempos em tempos, em uma redistribuição em outros. Essas decisões não são o resultado da atual pandemia.”
Ex-funcionários falando sob condição de anonimato disseram ao Seattle Times e ao Business Insider que, daqui pra frente, o MSN usará inteligência artificial para desempenhar suas funções. Os jornalistas empregados diretamente pela Microsoft e que desempenham funções similares permanecerão na equipe.
As organizações de notícias da Microsoft já contavam com algoritmos para encontrar as tendências mais populares entre os muitos parceiros de publicação da empresa (o MSN canalizou todo o conteúdo original anos atrás), mas ainda contavam com jornalistas de carne e osso para ajudar a empacotar esse conteúdo por meio de ajustes no texto, manchetes e fotos.
Funcionários terceirizados também eram responsáveis por algumas operações do dia-a-dia, como manter calendários editoriais para os sites de notícias parceiros do MSN ou fazer a curadoria do conteúdo programado.
“O trabalho tem sido semi-automatizado há alguns meses, mas agora está a toda velocidade”, disse ao Seattle Times um dos funcionários que teve seu contrato encerrado. “É desmoralizante pensar que as máquinas podem nos substituir, mas lá vamos nós.”
Outro funcionário expressou um sentimento semelhante para o Guardian. “Eu passo todo o meu tempo lendo sobre como a automação e a inteligência artificial vão tirar todos os nossos empregos, e cá estou eu – a inteligência artificial tirou meu emprego.”
Eles acrescentaram que a substituição de jornalistas terceirizados por um software pode ser um tiro no pé da Microsoft, dadas as “diretrizes editoriais muito rígidas” que a empresa instruía, como manter conteúdos violentos ou inapropriados fora da primeira página.
Mesmo a máquina mais sofisticada pode não ser capaz de compreender nuances importantes que poderiam ser interpretadas pelos leitores como conteúdo insensível ou ofensivo.
A Microsoft não respondeu imediatamente ao pedido do Gizmodo para detalhes adicionais sobre como a IA será incorporada ao processo de produção de conteúdo do MSN.
Muitos veículos vêm expandindo o papel da IA e do aprendizado de máquina em suas redações há anos. A Associated Press, Reuters e o Washington Post estão entre os vários que adotaram sistemas automatizados de gerenciamento de conteúdo, seja sugerindo manchetes, analisando o fluxo diário de comunicados de imprensa, publicações e comentários, ou ajudando a cobrir o que os repórteres nem sempre são capazes de fazer, como esportes locais e eleições locais.
O Google também começou a financiar projetos de notícias automatizados e a projetar recursos de treinamento para que os jornalistas incorporem a IA em suas redações.
No entanto, essa rodada de demissões da Microsoft veio em uma hora inapropriada, dado que o mercado de trabalho está estagnado e vivemos níveis recordes de desemprego em meio à crise do coronavírus, ao redor do todo o mundo. Não que exista um momento certo para ser dito que seu emprego está sendo substituído por um robô, mas há período piores.


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HONESTIDADE - Escreve o jornalista Gustavo Mota:

O STF deve ser fechado pra que ministros não interferiram na vontade do povo - do ex-deputado petista Wuadih Damous. Zé Dirceu disse a mesma coisa e falou em revisão de mandatos. Lula disse que o STF se acovardou.
Quero dizer, bobagens anti-democráticas todos dizem. Até o Flávio Bolsonaro e o pai dele. Mas, nunca pediram investigação no passado ... É a isso que me refiro. A dissimulação . Bolsonarei?? Não, só não mudo de opinião de forma oportunista e hipócrita.


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TÁ COM SAUDADE?





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QUE BAITA FOTO! - Ele mesmo, Albert Einstein, no verão de Nassau Point, Long Island, em 1939.





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POR ONDE ANDA? - O jornalista Amaro Dornelles? Na última vez que soube dele, morava em São Paulo. O pai dele foi chefe da Fotografia do Diário de Notícias.


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OLHA ELA AÍ!!! - A Mariuza Vaz trabalhou no Jornal do Senado.
Olha ela aí com o neto, em 2016:


O filho, Amaro Vaz, é músico. Vive em Brasília.
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No Google:
No site Viva São Gabriel:
De 13 de fevereiro de 2017
Visita a São Gabriel
Recentemente os irmãos jornalistas Lúcio e Mariúza Vaz estiveram em visita a São Gabriel. Mariuza foi a localidade de Passo do Ivo, onde nasceu, depois de 50 anos. Visitaram parentes e amigos e Lúcio matou a saudade de um bom churrasco de ovelha. Já Mariuza abandonou o hábito de comer carne já há algum tempo. (Fotos: Júlia Vaz)




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NINGUÉM SABE O MOTIVO DE EXISTIREM






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APROVEITEM!!!
É MUITA GENTE COMPRANDO!!!



ALFAJORES COMBINAM
COM TRANSPLANTE?


Me chamo Rochelle Benites (foto), moro em Porto Alegre e estou na espera para transplante pulmonar, na Santa Casa. Aguardo dois pulmões. 

Não tenho condições físicas para trabalhar e encontrei nos deliciosos Alfajores de Gramado uma maneira de ajudar no sustento de minha família - sou a chefe do lar.

A caixa com 6 unidades (2 chocolate branco e 4 chocolate preto) custa R$ 20,00.
Tenho Tele Entrega e máquina.

Os Alfajores são uma ótima maneira de presentear quem você ama e para chocólatras!
  
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Combinamos entrega ❤️ 51 9996-3361 ❤




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PIADINHA OU NÃO É PIADINHA?

Na semana passada, antes de dormir, passei pela globo e esta figura estava sendo entrevistada pelo Pedro Bial.
Não consegui saber quem era.
Mas ela deu uma pista: falou em Isabela - ou ela é a própria ou é uma filha, sei lá.

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A única Isabela que conheço é a Fogaça.
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Cabeleira deve ser por causa da quarentena.




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Aí me lembrei de duas figuras, do século passado:

Caetano Veloso



Chico Anysio no personagem Baiano e os Novos Caetanos





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NÃO É PIADINHA


Qual o ovo podre?





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PIADINHA




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BRINCADEIRINHA DA QUARENTENA

Alguém conhece esta árvore?




Segunda, 1º de junho de 2020




Jamais troquei de lado.
Por quê? Eu não tenho lado.
Ou melhor, o meu lado sou eu
...
ANDO DEVAGAR
PORQUE JÁ TIVE PRESSA





Escreva apenas para







Dá para levar a sério essas figuras do STF
terem um funcionário para colocar a capa?

Sempre é bom lembrar:
Entre as funções dos "capinhas", como são chamados, estão ajudar os ministros a vestirem as togas, servir café e transportar processos. Também entregar bilhetes e puxar as poltronas de couro amarelo para os magistrados sentarem.
Os rapazes dos "ministros" vestem terno, gravata, uma capa de cetim preto que cobre metade das costas.




Fux se acha um deus
(bem como os seus coleguinhas)

Da https://revistaoeste.com/fux-brinca-de-prefeito-e-governador-e-impede-reabertura-de-academias/

Um integrante do poder Judiciário que age como membro do Executivo.

Assim é Luiz Fux, ministro do Supremo Tribunal Federal. Em decisão divulgada na sexta-feira, 29, ele passou por cima de definições de um prefeito e de um governador que, aos poucos, tentam fazer com que a vida volte ao normal, apesar do vírus chinês. Dessa forma, academias não poderão ser reabertas em Osasco, município da Região Metropolitana de São Paulo, e nem em Goiás.

As decisões de Fux foram divulgadas pela assessoria do STF, segundo registra a Agência Brasil. Para impedir academias de reabrirem em todo o Estado de Goiás e na cidade de Osasco, o ministro do Supremo foi contra pareceres de prefeito, governador e das justiças locais. Demonstrou, contudo, sintonia com integrantes do Ministério Público. Nesse sentido, procuradores falaram que as reaberturas se dariam sem base científica.

Ainda que o presidente Jair Bolsonaro tenha inserido academias na lista de serviços essenciais, o que poderia permitir suas reaberturas em todo o país, Fux registrou seu entendimento contrário a esse ponto. Para ele, não seria correto permitir a reativação do setor “em tempos de pandemia e de grave crise sanitária como ora vivenciamos”. Por fim, o vice-presidente do STF ainda chancelou que decisões de autoridades locais devem se sobrepor a pareceres do governo federal em ações de combate ao novo coronavírus.

Órgão do Judiciário?
A decisão de Fux, sobreponde-se a decisões do âmbito do poder Executivo nos níveis municipais e estaduais, ocorre na semana em que o STF se vê em meio a críticas por atuar em ações que, na teoria, deveriam fugir de suas atribuições. No inquérito das fake news, por exemplo, Oeste destacou que juristas avisaram: não deveria ser papel da Corte realizar investigações criminais.







JAMAIS LI UM EDITORIAL
TÃO GOLPISTA E ORDINÁRIO





Acredito que coisas desse tipo os jornalões brasileiros, quando do golpe de 1964, tenham produzido textos parecidos, porque os donos dos veículos de comunicação sempre estiveram ao lado de quem saiu vitorioso - ou melhor, dos golpistas.
Leia:
"Aos olhos de hoje, apoiar a ditadura militar foi um erro, mas as opções de então se deram em condições bem mais adversas que as atuais", diz editorial de página inteira publicado num domingo, 30 de março de 2014, quando se completaram 50 anos do golpe que culminou em uma ditadura militar; "Este jornal deveria ter rechaçado toda violência, de ambos os lados, mantendo-se um defensor intransigente da democracia e das liberdades individuais", afirma ainda o jornal de Otavio Frias Filho; o texto defende que repúdio ao regime é merecido, mas que nem todas as críticas têm fundamento.
Assim foi com a Folha, Estadão e o Globo - só para citar os que estão ainda circulando.
Os três foram defensores intransigentes do regime militar - ah, claro, Roberto Marinho fez a Rede Globo justamente neste período.
De qualquer forma, eles sempre tiveram todas as benesses dos militares - por exemplo, empréstimos vultosos, a juros baixíssimos.
Mas leia mais essa:
A Folha é acusada de ter colaborado com a ditadura militar emprestando carros da empresa para que policiais do DOI-Codi, órgão de repressão da ditadura, fizessem campana e prendessem militantes de esquerda. Dois deles afirmam, em depoimento, ter visto caminhonetes do jornal no prédio do DOI-Codi na rua Tutoia, no bairro da Vila Mariana, zona sul de São Paulo, onde ficaram presos.
...
Aí abaixo, o editorial golpista de sábado, 30 de maio.

A população já sabe que não deve levar a sério o que diz o presidente Jair Bolsonaro. Ainda assim, é forçoso anotar, até como registro para a posteridade, que, no dia 28 de maio de 2020, o chefe de Estado do Brasil afirmou, referindo-se a decisões do Poder Judiciário: “Ordens absurdas não se cumprem”.

O mandatário, que jurou submissão à Carta democrática de 1988, atravessava mais um surto autoritário. Crivado de derrotas nos tribunais, com um inquérito do Supremo tendo na véspera fechado o cerco sobre a máquina de difamações e ameaças alimentada por familiares e assessores próximos, Bolsonaro voltou a cevar a franja de lunáticos golpistas que o apoia.

“Mais um dia triste na nossa história. Mas o povo tenha certeza, foi o último. Acabou,...” e proferiu mais um de seus palavrões habituais. Pouco antes, o deputado federal Eduardo Bolsonaro declarara, num encontro de carnívoros da truculência, que a ruptura era questão de quando, não mais de se.

Os rugidos são inversamente proporcionais ao dano que essas figuras liliputianas da política brasileira podem causar à institucionalidade. Configuram-se, na verdade, sintomas do enfraquecimento e do isolamento progressivos de Jair Bolsonaro e seu círculo de fanáticos.

Em pleno século 21, decorridos 35 anos de enraizamento da democracia na sociedade e na máquina administrativa, não há hipótese de retrocesso às quarteladas do passado. Elas eram compatíveis com um país muito mais simples, quase simplório, e com um contexto global maniqueísta. Isso, sim, acabou.

O presidente da República que decida afrontar uma ordem do Poder Judiciário não disporá de tanques como salvaguarda. Enfrentará as consequências criminais e políticas que o ato estúpido implica. O parlamentar que, como Eduardo, reincide ao invocar rupturas autoritárias tem encontro marcado com o Conselho de Ética da sua Casa.

O presidente que rosnou perante a turma de agitadores violentos que o bajula no famigerado cercadinho do Alvorada foi o mesmo que, ordeiramente, ingressou com recurso no Supremo para tentar evitar o depoimento do ministro da Educação que havia insultado a corte.

O ensaio de rebeldia de Abraham Weintraub — que faria mais jus a ser titular de uma pasta da Ignorância — tampouco se materializou. Nesta sexta (29), bovinamente, cumpriu seu dever de comparecer ao depoimento no inquérito que apura ameaças a membros do STF e exerceu o direito de ficar em silêncio. Calado, aliás, é um poeta.

Nada garante que não haverá novas operações como a que alvejou bolsonaristas na quinta (27). Mas, se o presidente quiser reduzir sua probabilidade, basta andar entre as linhas traçadas pela Constituição.


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NADA A VER, MAS VAMOS RECORDAR

Na década de 50 Getúlio Vargas estava no auge da popularidade. A imensa maioria dos brasileiros o adorava - O Pai dos Pobres.
Quando foi anunciado o seu suicídio, em 24 de agosto de 1954, as manifestações populares eclodiram em todo país.
Em Porto Alegre, no mesmo dia, o povo destruiu as Rádios Farroupilha (foto) e Difusora, além da redação do Diário de Notícias, considerados os responsáveis pela campanha da mídia para desestabilizar o governo trabalhista.


No Rio, a população percorreu o centro da cidade destruindo material de propaganda da oposição. Só o jornal Ultima Hora circulou. Os manifestantes incendiaram carros (foto) e exemplares de O Globo e da Tribuna de Imprensa.
Mesmo com a polícia e o Exército nas ruas, não pouparam os prédios da embaixada dos Estados Unidos e de empresas norte-americanas.


A multidão que foi ao Aeroporto Santos Dumont, no dia do embarque do corpo de Getúlio para São Borja:



Em outubro do ano passado, uma multidão de chilenos, contrários ao Governo, atearam fogo no prédio do El Mercurio, o mais antigo jornal do Chile,




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CÁ ENTRE NÓS - As vezes chego a pensar que esses jornalões, completamente falidos, querem que aconteça, novamente, esses absurdos.
Sabe como é, está tudo no seguro...

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POR FALAR EM GOLPISTA

O "ministro" do stf Celso de Melo comparou o Brasil à Alemanha de Hitler e, em mensagem enviada a amigos no WhatsApp, disse que bolsonaristas "odeiam a democracia" e pretendem instaurar uma "desprezível e abjeta ditadura". 

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DOMINGO JÁ É TRADIÇÃO;
MANIFESTAÇÃO NO PARCÃO EM PORTO ALEGRE



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RECEBI ESSAS FOTOS. ME DISSERAM QUE FOI NUMA MANIFESTAÇÃO PRÓ-DEMOCRACIA EM SÃO PAULO
(CONTRA BOLSONARO)




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AÍ LEMBREI DOS CAMISAS NEGRAS E O INÍCIO DO FASCISMO NA ITÁLIA

(clica em cima que amplia)



Sói para lembrar:
Em novembro de 1921, Mussolini transformou o movimento fascista no Partido Nacional Fascista, quando sua doutrina começou a ser mais bem elaborada. O fascismo propunha o fim do liberalismo, pois pregava que o Estado estava acima de qualquer indivíduo. O Estado fascista seria responsável pela eliminação da luta de classes, suprimindo as organizações trabalhistas por meio do corporativismo. Portanto, o fascismo também pregava o anticomunismo e o anti-sindicalismo.



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ZH, CADA VEZ MAIS, UM SATÉLITE DA FOLHA - Neste domingo, à tarde, vejam as manchetes dos sites do Zero Hora e da Folha de S.Paulo.
Aí tem gente que fica brabinha quando digo que o ZH virou satélite da Folha:

(clica em cima que amplia)
(clica em cima que amplia)




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NA PLEURA

Huuum, descobri o novo apelido de Bolsonaro no RS:
Fluxo de caixa...

Gustavo Mota, jornalista


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QUE BAITA FOTO! - O primeiro traje de banho, em 1907,de Annette Kellerman. Ela foi presa por indecência.

(clica em cima que amplia)




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POR ONDE ANDA? - A jornalista Mariúza Vaz. Lembro que ela veio do interior do RS (Pelotas?) para trabalhar na Zero Hora. Em 1985 ela estava em Porto Alegre. Depois a perdi de vista. Parece que tinha ido para Brasília.


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A COLUNISTA - Recebo do Sandro Kluge:

Lindo de ver a coluna da “altruísta, engajada, pluralista” Kelly Mattos na ZH, da semana passada, sobre o Governo do RS estar recebendo, de forma atrasada, os recursos do Governo Federal para pagar a folha, etc, etc...
Porque ela não fala que o Governo do RS não tem “pila”:

- Nos anos 70 derrubou $ para grupos empresariais no RS fazer o desenvolvimento do RS a fundo perdido (não falo o nome do presidente do BRDE que deu estes pila na época)

- Chegou a ter mais de 10 mil funcionários no DAER;

- Mantém mais de 300 coronéis da PM aposentados, sendo que deve ter uma “1/2 dúzia” ativa;

- Temos membros do TCE recebendo uma “Scania” – em tamanho, de $;

- Ter gráfica , ter TV, ter empresa para fabricação de fertilizante (década de 70/80), fábrica de cachaça (alguém se lembra da AGASA), lacticínio (Corlac), pólo petroquímico, etc, etc, etc

- Ter tido 4 – quatro, bancos ao mesmo tempo;

- Possuir hoje (se não é tá perto) menos de 1 ativo para 1 aposentado;

E ficar imaginando que iria receber os “Milhonentos Trilhões” de R$ da Lei Kandir.
Tem jeito mais fácil da Kelly seguir as orientações da REBS no ataque ao “Mito” – só não fala de algo que, neste caso, não é culpa dele – que é o RS tá quebrado mais porque foi na festa de roupa emprestada, pendurou conta, e não consegui pagar no final.


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CANCELA A PALESTRA!! - Sérgio Moro teve uma palestra cancelada na Faculdade de Direito na Universidade de Buenos Aires. Quem organizou foi o  Centro de Estudos sobre Transparência e Luta contra a Corrupção. No entanto, personalidades identificados com o kirchnerismo condenaram a palestra até ser cancelada.
Ficou brabinho o ex-ministro: "Houve um misto de intolerância e de pressão política num cenário de polarização que afeta tanto o Brasil quanto a Argentina. Não levo isso para o lado pessoal. Essa polarização política dificulta o diálogo e o debate". Ah, tá.


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PASSARALHO - Escreve o Gabriel Renner:

Muita gente me perguntando por que não tem mais charge e tirinha no Diário Gaúcho.
Então farei esse post formal: Diante do cenário de pandemia, acontece uma reestruturação na logística funcional da firma. Cerca de 30 profissionais foram desligados de suas funções, dentre elas, eu. Encerro um ciclo de 12 anos onde cresci muito profissionalmente e fiz grandes amigos que adoro. Parece muito tempo, mas a dinâmica que o jornalismo exige faz parecer que trabalhei em várias empresas ao longo dos anos. Troca de colegas, de chefes, de lugar, de plataforma, off, on, impresso, rádio, video, web... Minha carteira assinada deveria ser uma bíblia (rs). Encerro esses 12 anos de RBS como encerrei os 6 de Grupo Editorial Sinos, satisfeito com o que aprendi e vivi em cada volta que dei. Que venha a próxima rodada!

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ANTI-PASSARALHO - Marcelo Figurelli, operador de áudio da Rádio Gaúcha, pediu demissão! Isso mesmo, saiu por livre e espontânea vontade!!!
Foi um anti-passaralho!!


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GOSTEI - De assistir ontem a final da Copa Toyota, em que o Grêmio ganhou, se não me engano, um carro!
Sério: Mário Sérgio jogava muito. Nada igual hoje em dia.


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É PIADINHA, NÃO É PIADINHA OU IMBECILIDADE?





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PIADINHA OU NÃO É PIADINHA?


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NÃO É PIADINHA

Ou é?




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PIADINHA




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BRINCADEIRINHA DA QUARENTENA

Qual o tipo de tecido deste traje de banho?





Sexta, 29 de maio de 2020




Jamais troquei de lado.
Por quê? Eu não tenho lado.
Ou melhor, o meu lado sou eu
...
ANDO DEVAGAR
PORQUE JÁ TIVE PRESSA 









Escreva apenas para




especial

Nesta sexta, uma cesta
de
 Isaac Asimov!


Foi um dos três mais importantes escritores de ficção científica de todos os tempos






O maior bem do homem é uma mente inquieta.

A violência é o último refúgio do incompetente.

A maneira mais fácil de resolver um problema é negar a sua existência.






Eu não temo morrer e ir pro Inferno ou (o que seria consideravelmente pior) ir para a versão popularizada do Paraíso. Eu espero que a morte seja um nada e, por me remover todos os medos possíveis da morte, eu sou muito agradecido ao ateísmo






Isaac Asimov (Isaak Yudavich Azimov) nasceu em Petrovichi, Rússia Soviética, atual Rússia, em 2 de janeiro de 1920. Faleceu em Nova York,no Brooklyn, em 6 de abril de 1992. Escritor e bioquímico, tornou-se conhecido mundialmente pela ficção científica e divulgação científica.

Asimov é considerado um dos mestres da ficção científica, junto com Robert A. Heinlein e Arthur C. Clarke.

A obra mais famosa de Asimov é a Série da Fundação, também conhecida como Trilogia da Fundação, que faz parte da série do Império Galáctico e que logo combinou com a Série Robôs.

Também escreveu obras de mistério e fantasia, assim como uma grande quantidade de não-ficção. No total, escreveu ou editou mais de 500 volumes, aproximadamente 90 000 cartas ou postais, e tem obras em todas as categorias, exceto em filosofia.



A maioria de seus livros mais populares sobre ciência, explicam conceitos científicos de uma forma histórica, voltando no tempo o mais longe possível, quando a ciência em questão estava nos primeiros estágios. Ele providencia, muitas vezes, datas de nascimento e falecimento dos cientistas que menciona, também etimologias e guias de pronunciação para termos técnicos. Alguns exemplos incluem, "Guide to Science", os três volumes de "Understanding Physics" e a "Chronology of Science and Discovery", e trabalhos sobre Astronomia, Matemática, a Bíblia, escritos de William Shakespeare e Química.

Em 1981, um asteroide recebeu seu nome em sua homenagem, o 5020 Asimov. O robô humanóide "ASIMO" da Honda, também pode ser considerada uma homenagem indireta a Asimov, pois o nome do robô significa, em inglês, Advanced Step in Innovative Mobility, além de também significar, em japonês, "também com pernas" (ashi mo), em um trocadilho linguístico em relação à propriedade inovadora de movimentação deste robô.

Sua família emigrou para os Estados Unidos quando ele tinha três anos de idade, se estabelecendo em Nova York. Como seus pais falavam sempre iídiche e inglês com ele, nunca aprendeu russo. Enquanto crescia no Brooklyn (onde morou por toda vida e faleceu em 1992), Asimov aprendeu a ler, por si próprio, quando tinha cinco anos e permaneceu fluente em iídiche, bem como em inglês.



Seus pais tinham uma loja de doces. Revistas baratas de papel de polpa, chamadas pulp sobre ficção científica eram vendidas em lojas, e ele começou a lê-las. Por volta dos onze anos, começou a escrever histórias próprias e aos 19 anos, fã de ficção científica, começou a vender suas histórias a revistas. John W. Campbell, o editor de Astounding Science Fiction, para quem ele vendeu suas primeiras histórias, foi uma forte influência e amiogo.

Asimov foi aluno das New York City Public Schools (escolas públicas de Nova Iorque), inclusive a Boys' High School, de Brooklyn. A partir daí, ele foi para a Universidade de Columbia, onde se graduou em 1939, depois tirando um Ph.D. em bioquímica, em 1948. Entretanto, passou três anos, durante a Segunda Guerra Mundial, trabalhando como civil na Naval Air Experimental Station, do porto da Marinha em Filadélfia. Quando a guerra acabou, ele foi destacado para o Exército Americano, tendo só servido nove meses antes de ser honrosamente reformado. Durante sua breve carreira militar, ele ascendeu ao posto de cabo, baseado na sua habilidade para escrever à máquina, e escapou por pouco de participar nos testes da bomba atômica em 1946 no atol de Bikini.



Asimov casou-se com a canadense Gertrude Blugerman, em 26 de julho de 1942. Tiveram duas crianças, David (1951) e Robyn Joan (1955). Depois da separação, em 1970, ele e Gertrude divorciaram-se em 1973, e Asimov casou-se com Janet Jeppson mais tarde, no mesmo ano.

Asimov era um claustrofilo - gostava de espaços pequenos fechados. No primeiro volume da sua autobiografia, ele conta um desejo infantil de possuir uma banca de jornais numa estação de metrô de Nova York, dentro da qual ele se fecharia e escutaria o ruído dos carros enquanto lia.

Asimov tinha medo de voar, só o tendo feito duas vezes na vida - uma vez, durante seu trabalho na Naval Air Experimental Station, e outra, na volta para casa da base militar de Oahu, em 1946. Esta fobia influenciou várias das suas obras de ficção, como as histórias de mistério de Wendell Urth e as novelas sobre robôs de Elijah Baley. Nos seus últimos anos, ele gostava de viajar em navios de cruzeiro e, em várias ocasiões, ele fez parte do "entretenimento" no cruzeiro, dando palestras baseadas em ciência.

Asimov era um participante habitual em convenções de ficção científica. Respondia pacientemente a dezenas de milhares de perguntas e outro tipo de correio com postais, e gostava de dar autógrafos. Embora gostasse de mostrar seu talento, raramente parecia levar-se a si próprio demasiadamente a sério.

Dez anos depois da sua morte, a edição da autobiografia de Asimov, It's Been a Good Life, revelou que sua morte foi causada por AIDS - contraiu o vírus HIV através de uma transfusão de sangue recebida durante a operação de bypass em dezembro de 1983. A causa específica da morte foi falha cardíaca e renal, como complicações da infecção com o vírus.

No livro Escolha a Catástrofe, Asimov disserta sobre os futuros problemas que poderiam levar a humanidade à extinção e como a tecnologia poderia salvá-la. Em certa parte do livro, ele fala sobre a educação e como ela poderia funcionar no futuro.

"Haverá uma tendência para centralizar informações, de modo que uma requisição de determinados itens pode usufruir dos recursos de todas as bibliotecas de uma região, ou de uma nação e, quem sabe, do mundo. Finalmente, haverá o equivalente de uma Biblioteca Computada Global, na qual todo o conhecimento da humanidade será armazenado e de onde qualquer item desse total poderá ser retirado por requisição.”
“Certamente, cada vez mais pessoas seguiriam esse caminho fácil e natural de satisfazer suas curiosidades e necessidades de saber. E cada pessoa, à medida que fosse educada segundo seus próprios interesses, poderia então começar a fazer suas contribuições. Aquele que tivesse um novo pensamento ou observação de qualquer tipo sobre qualquer campo, poderia apresentá-lo, e se ele ainda não constasse na biblioteca, seria mantido à espera de confirmação e, possivelmente, acabaria sendo incorporado. Cada pessoa seria, simultaneamente, um professor e um aprendiz."




Apresentadas no livro Eu, Robô, as três Leis da Robótica foram criadas, como condição de coexistência dos robôs com os seres humanos, como prevenção de qualquer perigo que a inteligência artificial pudesse representar à humanidade. São elas:
1ª lei: Um robô não pode ferir um ser humano ou, por inacção, permitir que um ser humano sofra algum mal.
2ª lei: Um robô deve obedecer às ordens que lhe sejam dadas por seres humanos, exceto nos casos em que tais ordens contrariem a Primeira Lei.
3ª lei: Um robô deve proteger sua própria existência, desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira e Segunda Leis.

Mais tarde, no livro Os Robôs do Amanhecer, o robô Daneel viria a instituir uma quarta lei: a 'Lei Zero':
Lei Zero: Um robô não pode fazer mal à humanidade e nem, por inacção, permitir que ela sofra algum mal.


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Lida propriamente, a Bíblia é a força mais potente para o ateísmo jamais concebida.


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IMPRESSIONANTE!!
Há 35 anos Asimov fez previsões para 2019




O nome de Isaac Asimov ficou marcado na história por obras icônicas de ficção científica, como Eu, Robô, a série Fundação, O Homem Bicentenário, e tantos outros clássicos deste gênero. É de Asimov, inclusive, a frase que diz "a ficção científica de hoje é o fato científico de amanhã" — frase que, em muitos casos, se mostra verdadeira ao observar os avanços da tecnologia e da exploração espacial.

Asimov, nascido na Rússia, é um dos três grandes maiores nomes da ficção científica, ao lado de Robert A. Heinlein e Arthur C. Clarke. No total, escreveu mais de 500 obras entre livros, cartas e ensaios. Uma de suas características marcantes era o fato de explicar conceitos científicos reais em suas histórias, mesclando fato e ficção. E justamente por ter sido uma figura tão importante, em 1981 um asteroide foi nomeado em sua homenagem: o 5020 Asimov.

E o autor não era um visionário apenas em relação às histórias que saíram de sua mente criativa: em 1964, Asimov conversou com o jornal The New York Times e, naquela entrevista, proferiu uma série de previsões sobre o mundo do futuro, projetando o que ele acreditava que aconteceria em 50 anos (ou seja, em 2014). E, ainda que muitos termos usados por ele não fossem os que se mostraram acertados, ele previu com maestria a existência de fornos de micro-ondas, da fibra óptica, da internet, dos microchips e das TVs de tela plana. Contudo, foi otimista ao vislumbrar para 2014 a existência de carros voadores.

Já em outra entrevista, concedida em 1983, o Toronto Star publicou previsões de Asimov para 2019, justamente o ano que acabou de começar em nossa linha do tempo. A escolha da data, por sinal, foi pensando em um mundo 35 anos depois da história de 1984, de George Orwell.

Entre o que Asimov previu para este ano que acaba de começar, estão coisas como "o objeto computadorizado móvel penetrando as casas", o que pode ser entendido como a evolução dos gadgets mobile e também tem relação com a internet das coisas. O autor, nesse sentido, também previu que em 2019 já seria impossível viver sem essas tecnologias na sociedade — o que não deixa de ser uma verdade.

Além disso, ele previu que computadores transformariam os hábitos de trabalho, e que a robótica extinguiria "tarefas rotineiras e de linha de montagem", coisa que também vem acontecendo. Asimov disse também que neste ano a sociedade precisaria de uma "vasta mudança na natureza da educação, e populações inteiras precisarão ser alfabetizadas em computadores, e ensinadas a lidar com um mundo de alta tecnologia".

Tudo isso vem se mostrando verdadeiro, mas Asimov também fez previsões um pouco equivocadas, no entanto. Um exemplo é que, de maneira correta, ele previu que a tecnologia revolucionaria a educação, mas ele disse, de maneira incorreta, que a escolaridade tradicional já se tornaria desatualizada em um cenário em que as crianças pudessem aprender tudo o que precisassem em casa, em seus computadores. Isso é tecnicamente possível, mas não é uma previsão acertada pelo fato de que as escolas ainda existem em moldes tradicionais, com alunos aprendendo em sala de aula e sendo guiados por professores.

Quanto à exploração espacial, Asimov previu que em 2019 já estaríamos no espaço "para ficar", o que é uma previsão acertada se considerar nossa presença fixa na Estação Espacial Internacional, que vem sendo ocupada de maneira ininterrupta há quase vinte anos. Contudo, o autor imaginou que em 2019 a humanidade já estaria de volta à Lua, o que ainda não aconteceu, mas acontecerá nos próximos anos, então essa previsão também pode ser colocada na lista de acertos com um pouquinho de atraso. O que Asimov errou quanto à presença na Lua, no entanto, é que ele imaginou que em 2019 já teríamos operações de mineração, fábricas e até uma estação de energia solar em nosso satélite natural — o que ainda está longe de acontecer.

Outra previsão de Asimov para 2019 que ainda não se mostrou verdadeira, mas acontecerá no futuro, é que teríamos assentamentos fixos na Lua. Ele previu que "até 2019, o primeiro assentamento espacial deve estar em planejamento e talvez em construção, e este seria o primeiro de muitos em que os humanos poderiam viver às dezenas de milhares, e em que poderiam construir pequenas sociedades de todos os tipos, dando à humanidade um novo impulso".

É verdade que a NASA enviará astronautas à Lua novamente em breve, mas ainda não há uma data concreta para tal. Também é verdade que a agência espacial chinesa vem planejando a construção de uma base fixa na Lua, mirando em explorações futuras, mas isso também ainda está somente no papel, por enquanto, com a agência, no momento, focando seu trabalho na missão Chang'e 4, a primeira a pousar um rover no lado afastado de nosso satélite natural.


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A Internet que Isaac sonhou

Texto de Víctor Martín-Pozuelo

Isaac é famoso pela publicação de sua saga Fundação, foi membro da Associação Internacional de superdotados Mensa e um divulgador científico de renome.

Em 1988, deu uma entrevista na televisão em que imaginava como a Internet afetaria nossas vidas, especialmente no campo da educação. Bill Moyers faz ao escritor uma série de perguntas que Asimov responde diretamente dando uma visão da Rede muitos anos antes que seu uso pudesse se estender aos níveis atuais. Ele acertou em suas previsões? Vamos ver.

Aprender desde casa
Asimov sabia que os computadores pessoais se tornariam uma realidade nas casas de milhões de pessoas e adiantava que, graças a isto e à possibilidade de ter “bibliotecas” enormes a nossa disposição, a maneira de aprender mudaria. Ainda era impossível imaginar a Wikipedia, mas já se aproximava do conceito de banco de dados na Internet.

De acordo com ele, ao ter Internet, qualquer pessoa poderia fazer perguntas e obter respostas bem como materiais de referência, sobre qualquer assunto, mesmo no início de nosso aprendizado. Assim, se complementaria a atividade das escolas; possuindo uma tecnologia que nos permite consultar dados e livros, cada um pode aprender a seu próprio ritmo e, entretanto, escolas e institutos continuariam ensinando conhecimentos comuns a todos.

Mas a aprendizagem é também para os adultos. Asimov diz que o conceito do estudo está errado e que tanto em 1988 como hoje é uma etapa a superar, que deveria evoluir. De acordo com o que ele pensava, os computadores ajudariam a mudar esta dinâmica e fariam que, inclusive tendo superado a idade escolar, recuperássemos o interesse nos estudos.

Será que ele teria imaginado o surgimento da gamificação ou dos aplicações para melhorar nossa produtividade? Era muito cedo, mas o resto das previsões se tornaram realidade e podemos vê-las todos os dias em nossos telefones celulares.

Aprender matemática… através do esporte
O que acontece se não estivermos interessados em aprender ciência ou línguas? E se do que gostamos, na verdade, são dos esportes? Futebol, beisebol, tênis… Acabaríamos deixando de lado a aprendizagem? Asimov tinha uma visão clara: se você gosta de esportes, lerá sobre as estatísticas dos jogos, as chances de que seu time enfrente outro na final de um campeonato e uma grande quantidade de dados sobre matemática.

Talvez seja declaração mais arriscada do autor, porque quem consulta a imprensa esportiva às vezes só está interessado nisso. Mas também vira o jogo: alguém interessado em física e matemática pode acabar perguntando-se sobre esporte. Coloca como exemplo o caso de uma pessoa interessada em ciência, que pode acabar interessada em saber como age a física para bater uma bola.

A brecha digital e econômica
O entrevistador levanta então a questão da impossibilidade de que todos tenham acesso a um computador conectado à Internet. Asimov lhe dá a razão, mas se mostra otimista: é difícil que todo o planeta tenha acesso a um computador desde o princípio, mas foi o que aconteceu com todas as tecnologias em todas as épocas. Ele estava certo de novo: ainda estamos em um mundo em que, sendo comum encontrar dispositivos eletrônicos em qualquer lugar do planeta, falta ainda viver uma penetração global do mundo digital em todo o mundo.

Isaac Asimov era uma mente avançada para tempo, isso está claro. Ele estava 20 anos à frente da realidade, e quem sabe se outros estão a caminho. Se estiver interessado, pode vê-lo defender suas teorias sobre Internet antes que ela existisse como a conhecemos neste vídeo:





Na vida, ao contrário do xadrez, o jogo continua após o xeque-mate.


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A Última Pergunta

Assista:




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100 anos de Asimov e seu legado

Texto de Daniele Cavalcante

Em 2 de janeiro de 1920 nascia em Petrovich, na Rússia, o escritor e bioquímico Isaac Asimov. Autor com mais de 500 obras, incluindo romances, contos, ensaios e histórias de divulgação científica, ele foi um dos grandes nomes da chamada era de ouro da ficção científica nos anos 1950.

Seu trabalho ainda hoje ganha diversas reedições e adaptações para TV e cinema. É uma vasta bibliografia que soma 463 livros e 46 obras editadas - um total de 509. Nessas páginas, Asimov explorou diversos campos do conhecimento, e acabou se tornando amplamente conhecido pelas obras de ficção científica, principalmente por seus robôs.

Foi em uma dessas histórias que Asimov criou as famosas Leis da Robótica, até hoje estudadas por engenheiros e por legisladores do mundo todo. Também é famoso por prever e debater abertamente alguns dos temas mais delicados da nossa atual sociedade tecnológica.

Asimov e a robótica
Embora o conceito de seres autômatos já existissem na literatura, através de contos como O homem de areia (1816), de E.T.A Hoffman, e O feitiço e o feiticeiro (1899), de Ambrose Bierce, o termo robô tem origem na palavra tcheca “robota”, que pode ser traduzida como “trabalho forçado”. Essa ideia de que robôs são uma espécie de escravos da humanidade, que então se revoltam, foi bastante abordada antes de Asimov - ele próprio aproveitou o conceito, mas foi muito além disso.

A palavra “robota” foi usada primeiro para descrever os autômatos de uma peça de teatro do autor tcheco de ficção científica Karel Capek (1890-1938). Sua obra de 1920 contava uma história sobre autômatos de aparência humana criados por um cientista genial chamado Rossum. Em um artigo escrito para o dicionário Oxford, Čapek explicou que a princípio pensou em chamar suas criaturas de labori (do latim labor, “trabalho”), e que seu irmão Joseph, também escritor, propor roboti, que acabou sendo uma opção mais sonora.

Na peça de Čapek, os robôs fogem do controle humano, desenvolvem sentimentos próprios e terminam por destruir a espécie que os criou. Este é basicamente o enredo que inspirou uma infinidade de histórias de ficção científica na época - até a estreia de Asimov na literatura.

Em sua obra, Asimov preferiu abandonar a abordagem tradicional e se aprofundar no tema. É importante lembrar que, além de autor de ficção científica, Asimov era bioquímico, escrevia livros sobre ciência que explicam conceitos científicos, inclusive com cronologia histórica, além de trabalhos sobre astronomia e matemática. Por isso, sempre houve uma preocupação em lidar com a ciência com uma visão menos pessimista - e, certamente, mais realista, ponderando todos os prós e contras da evolução tecnológica à qual a humanidade se dirigia.

Ele deixou sua visão bem clara ao escrever: “Tornou-se muito comum, nas décadas de 1920 e 1930, retratar os robôs como inventos perigosos que invariavelmente destruiriam seus criadores. A moral dessas histórias apontava, repetidas vezes, que há coisas que o homem não deve saber. No entanto, mesmo quando era jovem, não conseguia acreditar que se o conhecimento oferecesse perigo, a solução seria a ignorância”. Percebe-se aí a constante preocupação em defender a ciência, mesmo sem fechar os olhos para os problemas sociais que ela pode nos trazer.

A ficção científica e as previsões do futuro incerto da humanidade - Parte 1
A ficção científica e as previsões do futuro incerto da humanidade - Parte 2
A ficção científica e as previsões do futuro incerto da humanidade - Parte 3

Assim, suas obras se tornaram um diferencial das demais histórias de ficção da época porque seus robôs ganharam nova complexidade e seus universos tinham as nuances importantes para uma discussão saudável sobre o avanço da tecnologia. Em seu primeiro conto sobre robôs, Robbie (1940), podemos ver grupos antirrobôs que protestam contra as máquinas, e uma criança que não consegue superar a perda de seu robô cuidador. O leitor se depara com dois lados da mesma moeda - o robô carinhoso com a criança e a realidade dos trabalhadores que perdem seus empregos.

Em um de seus livros mais emblemáticos, Eu, Robô, Asimov nos apresenta um mundo em que humanos e robôs convivem em sociedade, explorando possíveis relações que dali poderiam surgir, assim como o desenvolvimento de “sentimentos” nas máquinas criadas pelos humanos. O filme homônimo estrelado por Will Smith é inspirado na obra.

É nesta história que o autor introduz as famosas três leis da robótica. Mesmo sendo oriundas de um livro de ficção, elas são ótimas diretivas para robôs caso nossa ciência consiga desenvolvê-los de forma semelhante à dos livros de Asimov.

As três leis são:

1.Um robô não pode ferir um ser humano ou, por ócio, permitir que um ser humano sofra algum mal.
2.Um robô deve obedecer às ordens que lhe sejam dadas por seres humanos, exceto nos casos em que tais ordens contrariem a Primeira Lei.
3.Um robô deve proteger sua própria existência, desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira e Segunda Leis.
Mais tarde Asimov acrescentou a “Lei Zero” acima de todas as outras: um robô não pode causar mal à humanidade ou, por omissão, permitir que a humanidade sofra algum mal. Alexey Dodsworth, autor brasileiro de ficção científica, afirma que a primeira lei deveria receber maior atenção, haja vista que alguns robôs virtuais atualmente podem induzir humanos a cometer erros, promovendo até linchamentos em massa nas redes sociais. Também afirma que as leis devem ser seguidas, sob risco de a humanidade ser destruída caso o contrário. “Os robôs não terão culpa, já que os programamos sem os imperativos éticos propostos pelo escritor”, afirma Dodsworth.

Outra obra de ficção de renome do autor é a Trilogia da Fundação, que inclusive ganhará uma adaptação no serviço de streaming da Apple. Posteriormente veio a se tornar Série Fundação, composta por um total de sete livros. A série conta, com riqueza de detalhes, as influências que o conhecimento científico pode ter em uma sociedade de proporções galáticas. Um conceito apresentado na obra é o da psicohistória, termo cunhado pelo próprio autor, que utiliza metodologias matemáticas e das ciências sócias para prever o futuro de sociedades.

Há ainda uma série de contos que têm os robôs como tema central os robôs positrônico - um conceito criado por ele próprio; são robôs com cérebros que possuem inteligência artificial, constituído de platina-irídio, cujos circuitos produzem e eliminam pósitrons, partícula recém-descoberta na época em que o autor criava suas primeiras histórias.

Inicialmente, os contos não foram concebidas como uma série, mas todas as história possuem o tema de interação de humanos, robôs e moralidade. Por isso, embora exista um punhado de inconsistência entre contos e romances, toda essa obra acabou sendo considerada como parte de um único universo. Muitos desses contos são de grande importância, como é o caso de O Homem Bicentenário, que recebeu o Prêmio Hugo e o Prêmio Nebula de melhor novela de ficção científica de 1976 e ganhou uma adaptação para o cinema estrelado por Robin Williams.

No campo da não ficção, um dos livros de Asimov foi o Cronologia das Ciências e das Descobertas, um compilado de descobertas realizadas pela humanidade, datando desde a pré história até o ano de 1988. A edição em inglês do livro conta com 791 páginas, e dentre as descobertas listadas, estão a dominação do fogo, a invenção do microscópio e a descoberta do DNA.

As previsões de Asimov
É interessante observar que, mesmo a psico-história sendo um conceito fictício, o próprio Asimov foi capaz de fazer “previsões” para muito além de seu tempo para as sociedades humanas, que ainda hoje vemos se concretizando. Essas previsões foram realizadas em entrevistas, primeiro em 1964 para o The New York Times, e depois em 1983, para o Toronto Star.

Entre essas previsões, ele falou sobre existência de aparelhos corriqueiros no nosso dia a dia, mas inexistentes na época: fornos de micro-ondas, televisores de tela plana e a própria internet, por exemplo. Outras previsões acertadas foram o ensino à distância (EAD), mesmo que não nas mesmas proporções que Asimov imaginava. Também previu a substituição do trabalho humano pelo robótico, além da inserção de aparelhos tecnológicos na vida cotidiana, que se tornariam essenciais (celulares que o digam).

O mais importante na declaração sobre a internet e o EAD não é a previsão da tecnologia em si, mas as possibilidades que ela traz para melhorar a vida das pessoas. Quando o entrevistador Bill Moyers questiona se as máquinas poderiam “desumanizar a aprendizagem”, o escritor oferece, mais uma vez, sua visão - a de que a internet, na verdade, seria benéfica por oferecer uma relação direta entre aluno e a fonte da informação. Essa reflexão servia para, já naquela época, ajudar a moldar a sociedade da melhor maneira quando essa tecnologia surgisse.

Muitas das contribuições de Asimov para os dias de hoje vieram de livros de ficção. Isto pode ser um grande exemplo de como a arte pode ser um meio de transmitir conhecimento, e não está distante do conhecimento científico: muito pelo contrário, tais obras foram profundamente embasadas nas descobertas e previsões científicas que existiam na época.

Podemos falar muito sobre como o impacto que as obras de Asimov, e de outros autores, podem influenciar a forma como lidamos com nossa realidade e como a imaginamos no futuro. Esse é um dos principais legados de Asimov - aprendemos com ele a antever não apenas os problemas que a tecnologia pode nos trazer, mas também seus potenciais benefícios. Assim, podemos preparar a sociedade para lidar com ambos os lados da moeda. Afinal, essa responsabilidade é nossa, que construímos hoje o mundo de amanhã.