Quarta, 16 de outubro de 2019




Jamais troquei de lado.
Por quê? Eu não tenho lado.
Ou melhor, o meu lado sou eu
...
ANDO DEVAGAR
PORQUE NÃO TENHO PRESSA





Escreva apenas para







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Basta entrar em contato, no Facebook, com Paulo Palombo Pruss. ou pelo editoraescuna@gmail.com ou paulopruss@hotmail.com







FALAR DE RACISMO SEM TRANÇAS
POSTIÇAS E ROUPAS COLORIDAS?




Li uma excelente matéria sobre racismo. Acredito que são raras as matérias sobre o assunto que não descambam para um lado que, no final, se conclui que também é racista.
Dou o meu braço a torcer.
A matéria do El País, foi assinada por Breiller Pires. De 13 der outubro de 2019.

Dois únicos técnicos negros do Brasileirão escancaram
o racismo: “Negar e silenciar é confirmá-lo”

Roger Machado, treinador do Bahia, proferiu discurso antológico no Maracanã por igualdade de oportunidades para profissionais negros ascenderem na carreira e refuta a ideia de democracia racial



Uma cena histórica no estádio mais icônico do Brasil. Na noite deste sábado, os técnicos Marcão, do Fluminense, e Roger Machado, do Bahia, deram as mãos antes do início da partida e comandaram suas equipes vestindo uma camisa estampada com a frase “Chega de preconceito”. Eles são os dois únicos treinadores negros da primeira divisão do Campeonato Brasileiro. O encontro foi proposto pelo Observatório da Discriminação Racial no Futebol, que monitora casos de ofensas raciais no ambiente esportivo, prontamente acatado pelos clubes e, sobretudo, pelos técnicos, com discursos combativos contra o racismo.

“Eu sei o que estou representando, como técnico do Fluminense, para as pessoas da nossa cor”, afirmou Marcão às vésperas do jogo no Maracanã. “Temos outros negros com capacidade para trabalhar no futebol, mas, muitas vezes, o que falta é oportunidade. Estou aqui porque eu me preparei e quero contribuir para que mais profissionais capacitados recebam essa chance de mostrar seu potencial.”

Enquanto Marcão, 47, ex-auxiliar, foi efetivado no comando do Fluminense após a demissão de Oswaldo de Oliveira, Roger Machado, 44, já havia tido experiências como treinador de clube grande no Grêmio, Atlético Mineiro e Palmeiras antes de chegar ao Bahia, em abril. Apesar do prestígio no mercado, ele faz questão de se posicionar sobre a discriminação racial em postos privilegiados de trabalho.

“Negar e silenciar é confirmar o racismo”, disse o técnico durante uma contundente entrevista coletiva depois da derrota de seu time para o Fluminense. “Minha posição como negro na elite do futebol condiz com isso. O maior preconceito que eu senti não foi de injúria. Eu sinto que há racismo quando eu vou ao restaurante e só tem eu de negro. Na faculdade que eu fiz, só tinha eu de negro. Isso é a prova para mim. Mas, mesmo assim, rapidamente, quando a gente fala isso, ainda tentam dizer: ‘Não há racismo, está vendo? Vocês está aqui’. Não, eu sou a prova de que há racismo porque eu estou aqui.”

Para Roger, a escassez de técnicos negros no futebol reflete o racismo estrutural da sociedade. Além dele e Marcão, apenas Hemerson Maria, do Botafogo-SP, figura como negro em função de comando entre 40 clubes das séries A e B do Campeonato Brasileiro. “A gente tem mais de 50% da população negra e a proporcionalidade [entre treinadores] não é igual. Temos de refletir e questionar. Se não há preconceito no Brasil, por que os negros têm o nível de escolaridade menor que o dos brancos? Por que 70% da população carcerária é negra? Por que quem morre são os jovens negros no Brasil? Por que os menores salários, entre negros e brancos, são para os negros? Entre as mulheres negras e brancas, são para as negras? Por que, entre as mulheres, quem mais morre são as mulheres negras? Há diversos tipos de preconceito. Se não há preconceito, qual a resposta? Para mim, nós vivemos um preconceito estrutural, institucionalizado.”

Desde que pendurou as chuteiras e começou a se preparar para virar técnico, Roger Machado nunca se omitiu de falar sobre racismo. No entanto, seus posicionamentos mais marcantes, como o discurso no Maracanã, coincidem com a chegada ao Bahia, clube pioneiro no país ao criar um núcleo de ações afirmativas e que levanta a bandeira, em diversas campanhas de responsabilidade social, contra a discriminação étnica, de raça e de gênero.

“Acreditamos por muito tempo no mito da democracia racial. Quando eu respondo para as pessoas dizendo que eu não sofri preconceito diretamente, a ofensa, a injúria, é só o sintoma dessa grande causa social que nós temos”, contou, cobrando do Governo para que as políticas de reparação em favor dos negros não amarguem retrocessos. “A responsabilidade é de todos nós, mas a culpa desse atraso, depois de 388 anos de escravidão, é do Estado, porque é através dele que as políticas públicas, que nos últimos 15 anos foram instituídas, que resgataram a autoestima dessas populações que ao longo de muitos anos tiveram negadas assistências básicas, estão sendo retiradas neste momento.”

Roger Machado ainda contextualizou a falta de negros no alto escalão do futebol com a história mal resolvida do país diante das consequências da escravatura e da colonização. “A bem da verdade é que 10 milhões de indivíduos foram escravizados. Mais de 25 gerações. Passou pelo Brasil Colônia, pelo Império e só mascarou no Brasil República. Esses casos que vêm aumentado agora, de feminicídio, homofobia e preconceito racial, mostram que a estrutura social é racista. Ela sempre foi racista.”

No desfecho de seu tocante relato, Roger criticou correntes que apontam para uma ideia de racismo às avessas, como se os negros fossem culpados por questionar os padrões racistas que os afligem. “Nós temos um sistema de crenças e regras que é estabelecido pelo poder: o poder do Estado, o poder da Igreja, o poder das comunicações. Quando esses poderes não enxergam ou não querem assumir que o racismo existiu e não querem fazer uma correção nesse curso, muitas vezes dizem que estamos nos vitimizando, ou que há um racismo reverso. É por isso que o futebol, diferentemente de outras áreas da nossa sociedade, nos torna um pouco mais brancos. E faz com que sejamos bem aceitos.”

Marcelo Carvalho, pesquisador e mentor do Observatório da Discriminação Racial no Futebol, se emocionou ao comentar a satisfação de ver o encontro entre os dois treinadores, vestindo a camisa da única organização que se dedica a estudar o preconceito no ambiente do esporte. “Não tenho palavras pelo que aconteceu. E a emoção foi completa pela entrevista coletiva do Roger. Que sigamos na luta e que outras vozes se levantem.”


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BOLA DE CRISTAL - Não conheço quase nada da vida desse Luciano Bivar, deputado federal por Pernambuco e presidente nacional do PSL. Sei apenas que é um sujeito rico. Não é um bilionário, como alguns dizem. É apenas mais um coronel nordestino que se deu bem na vida.
Cada vez que leio ou ouço algo sobre PSL/Bivar lembro do PRN/PCFarias.
Na primeira eleição presidencial, depois que os milicos deixaram o poder, Collor de Mello se abrigou num partido pré-nanico. Ao seu lado, Paulo Cesar Farias, um picareta que sabia arrecadar dinheiro pra campanha. Foi tão eficiente que, encerrada a campanha, havia de "sobra" o equivalente a um milhão de dólares.
O PSL foi o PRN de Bolsonaro.
Bivar não tem nada de PC Farias. Pelo contrário. A Polícia Federal investiga o uso de grana do fundo partidário para bancar candidaturas laranja. Não é bem isso, mas que seja. Na real, os chefões do PSL repassavam dinheiro para candidatas e gráficas e tomavam de volta.
Entendeu?
Dava oficialmente pra candidata Maria 400 mil reais, deixava uma beira pra ela e a maior parte voltava para os chefões.
O pior para o Bivar é que isso esta comprovado!
Portanto, posso apostar: ESSE BIVAR VAI SER CASSADO.
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Bolsonaro e uma boa bancada de parlamentares vai para uma nova sigla.
Aguardem.
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Aliás, quem ficar com o Bivar pode ser chamado de mutreteiro?


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ISSO É COISA DE SITE DE HUMOR?



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IÇO É COISA DE SITE DE HUMOR? - 2



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UMA GRANDE FOTO!



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COMEÇOU O PESADELO DOS JORNALÕES




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GILBERTO PERIN EM CENA - Uma produção fotográfica, técnica e esteticamente específica para estar no palco é o mais recente trabalho do fotógrafo, roteirista e diretor Gilberto Perin. O convite para registrar o processo criativo da peça Um dia Sodoma, no outro Gomorra partiu do diretor e autor Júlio Zanotta, que ofereceu a Perin a oportunidade de captar sensações e provocações em carne e osso, presentes em todos os espetáculos do diretor.
“Mas o visionário Júlio propôs algo além do registro de imagens, decidiu colocar minhas fotografias no ambiente cênico do espetáculo. Ou seja, as fotos fazem parte do contexto e se integram a tudo, personagens, luz, atmosfera e conceito do diretor”, destaca Perin.
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O espetáculo estreia na próxima sexta, dia 18, às 20 horas, no Teatro do Museu do Trabalho (Rua dos Andradas, 230 – Centro Histórico). A concepção do trabalho, diferente daquele realizado para ser exposto em uma galeria de arte, partiu da ideia de que as fotos em cena deveriam contribuir para o clima denso do espetáculo, mas não poderiam se sobressair ao todo.
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Graduado em Comunicação Social (PUCRS), entre as recentes exposições individuais do fotógrafo estão Linha d’Água/Sem Identificação (Porto Alegre/Lisboa), Fake Photos, (Genebra), e nas coletivas recentes, Queer Museu (Porto Alegre/Rio de Janeiro), Street Expo Photo (Porto Alegre), Infoto Itu-SP. Suas imagens  estão presentes na edição bilingue Camisa Brasileira, com textos de Aldyr Garcia Schlee e de João Gilberto Noll (Editora Ardotempo)  e Fotografias para Imaginar, com a participação de 16 escritores e 16 artistas (financiamento do Fumproarte). Coleções particulares no Brasil e Exterior também abrigam suas fotografias.


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BOM DEBATE

Só uma perguntinha: Por que não convidaram a Débora de Oliveira, do SBT-RS?




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TÁ COM SAUDADE?



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CAMPO E BATOM - A Rádio PRESS estreia HOJE o programa CAMPO e BATOM, o primeiro programa de áudio para a mulher do campo.
O programa, que vai ao ar das 16 às 16h30min, será apresentado pela jornalista Alessandra Bergmann, que acumula duas décadas de experiência jornalística no setor rural. O programa trará entrevistas com as mais diversas mulheres que compõe o universo feminino rural, como empreendedoras, agricultoras, veterinárias e agrônomas. Elas contarão suas histórias, exemplos e experiências, que serão compartilhadas como mulheres de todo o Brasil, que vivem a realidade diária do campo.
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O programa trará, também, profissionais e técnicos das mais diversas áreas da pecuária e agricultura, para darem dicas, orientações e informações aos ouvintes sobre temas específicos do meio rural.
“Queremos somar as experiências dessas mulheres com o conhecimento dos técnicos e especialistas convidados para darmos aos nossos ouvintes — na sua maioria mulheres do campo — um conteúdo que possa ser aplicado no seu trabalho e em suas vidas”, salienta Alessandra.
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Na primeira edição participa a engenheira agrônoma gaúcha Iara Suñe, que fala sobre o desafio de assumir a propriedade rural da família com pouco mais de 20 anos, depois da perda dos pais. Além dela, participa também o veterinário Leonardo Canellas.
Como o nome do programa sugere, os temas abordados não se restringirão à lida diária das mulheres nas propriedades rurais de todo o Brasil, mas também se deterão sobre suas aspirações como mulheres e aí envolve questões como educação, saúde, economia e, é claro, seus cuidados pessoais.
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Para acessar o programa, basta entrar na página  da Rádio Press no Facebook (Facebook.com/radiopressportoalegre) ou no canal da Rádio Press no Youtube (youtube.com/radiopress). Entre lá e se cadastre no canal para receber notificações das próximas edições.
Todas as edições do programa estarão disponíveis nesses canais, além do portal www.revistapress.com.br e do Sportify, onde podem ser ouvidos na forma de podcasts.
Perguntas e participações para as futuras edições do programa podem ser feitas nos canais ou pelo whatsapp (51) 99368.5150.


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AINDA DÁ PARA VOTAR NO PRÊMIO PRESS

Comentarista de Rádio do Ano - Flávio Pereira, Rádio Pampa
Apresentador de TV do Ano - Felipe Vieira, SBT RS
Colunista de Jornal/Revista do Ano - Vitor Bley de Moraes, revista Expansão
Apresentador de Rádio do Ano - Rafael Marconi, 104 FM (O Rogério Mendelski não é hors-concours?)
Repórter de TV - Evandro Hazzy, Band TV (Gosto também do Josmar Leite, Wilson Rosa, Ricardo Azeredo e Jonas Campos. Escolham!!)
Locutor/Apresentador de Notícias - Maria Luiza Benitez, Rádio Guaíba
Repórter Fotográfico do Ano - Jefferson Bernardes, Agência Preview
Comentarista de TV do Ano - divido entre Nando Gross (TV  Record) e André Machado (Band TV)
Repórter de Jornal do Ano - Os repórteres que eu votaria do ZH foram demitidos. Ah, sobrou o Humberto Trezzi.

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E CONTINUEM VOTANDO NIMIM!

Jornalista de Web do Ano - Prévidi
(Ah, não quer votar nimim? Então vai de Jairo Kuba -  www.rdgalera.com)

Jornalista do Ano - Prévidi

Lá no topo tem um banner do Prêmio Press. Clica e vota!!


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BOA IDEIA - Em São Paulo foi lançado um aplicativo para a velharada: EU VÔ.
O aplicativo foi desenvolvido na cidade de São Carlos, e em São Paulo conseguiram a aprovação da Prefeitura para atuar. Para utilizar o aplicativo, pedem para marcar a viagem três horas antes. Possui um treinamento especial que é concedido pela própria empresa. O treinamento consiste em socializar com os passageiros mais velhos e também do modo em que o transporta. O pagamento pode ser feito por cartão de crédito ou por pacotes oferecidos no próprio app.
O novo aplicativo já trabalha com cerca de 43 motoristas que já estão cadastrados, e 1500 que se encontram na fila de espera para que possam trabalhar no Eu Vô. Pretendem dobrar suas metas que já foram alcançadas. Os motorista são remunerados, e eles recebem mesmo enquanto não estão trabalhando. Podendo proporcionar um ótimo trabalho aos motoristas e um ótimo cuidado para os passageiros.



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APRENDA COM OS MESTRES - A Associação Riograndense de Imprensa e a  Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do RS promovem o primeiro Curso Intensivo de Cultura Fotográfica, com início dia 19 de outubro.

A iniciativa, inédita, inova também na abordagem do conteúdo: na contramão da enorme oferta de cursos na área da fotografia, em sua grande maioria orientados para as questões técnicas, o programa foca nos aspectos subjetivos da captação da imagem, enfatizando a sensibilidade na observação, o processo criativo e o contexto estético e documental do ato de fotografar.

O objetivo é difundir a compreensão da fotografia como expressão cultural, a partir da percepção de sua evolução histórica e de suas relações orgânicas com os campos das artes e da comunicação, para fomentar a autonomia dos participantes em seu exercício concreto, por meio do estímulo à investigação e ao desenvolvimento de suas próprias narrativas visuais.

A primeira edição ocorrerá entre os dias 19 e 26 de outubro, compreendendo cinco aulas teóricas interativas, no auditório da ARI, e duas atividades de campo no Centro Histórico de Porto Alegre.

Serviço:

Inscrições:

https://www.ari.org.br/cursos/curso-cultura-fotografica/

Associação Riograndense de Imprensa
Av. Borges de Medeiros, 915
(51) 3211 1555

Data: 19 a 26 de outubro

Local: Auditório da Associação Riograndense de Imprensa
Av. Borges de Medeiros, 915

Programa:
Sábado, 19 - 15h a 17h: atividade de campo no Centro Histórico;
Segunda, 21 - 19h a 21h30: primeira aula - O Olhar;
Terça, 22 - 19h a 21h30: segunda aula - Os Fotógrafos;
Quarta, 23 - 19h a 21h30: terceira aula - Luz e espaço-tempo;
Quinta, 24 - 19h a 21h30: quarta aula - Fotografia analógica;
Sexta, 25 - 19h a 21h30: Oficina de composição e criação;
Sábado, 26 - 15h a 17h: atividade de campo no Centro Histórico;

Investimento: R$ 350,00

Professores:

Alfonso Abraham
Fotojornalista radicado no Brasil, nasceu em Barcelona há 66 anos e por mais de 35 anos trabalhou na imprensa. Bacharel em Tecnologia do Meio Ambiente. Fotografou para os jornais Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo, Correio do Povo e Zero Hora, entre outros; fundou a Diafragma, primeira agência fotográfica do sul do país; fotografou também para a agência inglesa Keystone. Foi chefe do Departamento de Fotografia do Palácio Piratini e da Assembleia Legislativa do RS. Iniciou sua trajetória profissional com o pai, José Abraham, detentor de mais de 20 prêmios de jornalismo. Nos últimos 20 anos dedica-se a ensaios fotográficos e à formação de um banco de imagens do Rio Grande do Sul, com acervo de mais de 10.000 imagens. Realizou várias exposições, entre elas no Memorial do Rio Grande do Sul, no Museu de Arte de Santa Maria e no Instituto Histórico e Geográfico do RS. Vencedor de três prêmios ARI de fotojornalismo. Pesquisador em História da Arte, acadêmico em Escrita Criativa pela PUCRS.

Claudio Santana
Fotógrafo, artista visual e produtor cultural. Bacharel em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da UFRGS. Coordenou o Inventário dos Personagens do Centro de Porto Alegre, projeto premiado pela UNESCO/IPHAN. Coordenou o projeto de implantação da Cinemateca Capitólio. Coordenou ainda o Seminário Internacional La Machinerie de l’Art – Escola de Artes França-Brasil, promovido pela Embaixada da França. Foi artista convidado para a exposição fotográfica internacional Le Lieu, Le sujet – O Lugar, O Sujeito.  Atuou como produtor executivo da Fundacine – Fundação Cinema RS. Coordenou e produziu o documentário Terra dos Gaúchos, em parceria com a EMBRATUR e Secretaria de Turismo do RS. Foi fundador e diretor do Núcleo de Economia Criativa de Porto Alegre. Dirigiu e produziu o documentário curta-metragem Parte de Mim, sobre a artista visual Maria Inês Rodrigues. Membro associado da instituição cultural Latitudes Contemporaines, França.


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NÃO É PIADINHA

Uma das melhores histórias que conheço




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PIADINHA

Exame de urina

Saia pra mijar em jejum no jardim:
Se as formigas se juntam, diabetes.
Se mija a ponta dos pés, próstata.
Se com o frio a fumacinha da urina tem cheiro a churrasco, colesterol.
Se ao balançar dói a munheca, artrose.
Se  voltar para o quarto com o pinto de fora, Alzheimer.


Terça, 15 de outubro de 2019



Jamais troquei de lado.
Por quê? Eu não tenho lado.
Ou melhor, o meu lado sou eu
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PORQUE NÃO TENHO PRESSA





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A CLASSE MÉDIA "CONSCIENTE"
SEMPRE SELECIONA A INDIGNAÇÃO 





Para quem quer saber, realmente, o que é a "classe média consciente" basta dar um rolé pelo Facebook. Só tem sabichão, opinam sobre tudo.
Mas o "classe média consciente" se destaca. Exemplo: As pessoas "normais" sabem que acontecem no Brasil milhares de estupros por ano. Mas aí, uma guria "irmã de classe", sofre uma tentativa (tênue) de estupro num parque de uma grande cidade e a indignação aflora!! Passeatas, discursos, matérias na Globo, bah!!, dá a impressão de que o cometa está chegando.
O mesmo fenômeno é visto quando algum "irmão de classe" é brutalmente assassinato. Realmente é um horror, mas no país são 150 mortos por dia em situação trágica. Passeatas, discursos, matérias na Globo e protestos de "artistas". E quando é uma bala perdida em  uma pessoa da favela? A família percorre o mundo protestando contra a violência no Brasil, tudo financiado por um bilionário americano ou europeu.
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No último final de semana vi algumas coisas na TV aberta. Muita criança, em todos os canais - só faltou filme pornô. Numa dessas bobagens infantis, o entrevistador perguntava qual era a preocupação das crianças. Vários falaram da Amazônia, como se isso fosse uma preocupação normal para guris de 8, 10 anos.
No Facebook foi um assunto abordado por semanas. Como se todos fossem estudiosos - na real, o control C control V imperou. Davam a impressão de que jamais aconteceram queimadas na região.
O ídolo atual deles? Macron (arghh!!).
Bah, torraram o saco! Eu até publiquei a opinião de um cara que tinha sido exportador legal de madeira no Norte do país, mostrando como a coisa funciona, mas não adiantou. Os "entendidos" sabem tudo.
A "classe média consciente" estava em delírio!!
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Aí começou a história do óleo nas praias nordestinas.
Como se comportaram os "consciente"? Não deram bola, porque o maior líder deles, o Macron (arghhh!!!) não deu bola.
E não se flagraram que o único interesse dos países do primeiro mundo é a AMAZÔNIA!! O resto do Brasil é lixo para eles!!
Ah, sim, os petistas "descobriram" um culpado pela poluição nas praias: o Bolsonaro.
São geniais os petistas!!
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Isso aqui não tem mais jeito!!


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PEPINO GROSSO - O presidente do PSL gaúcho e deputado federal Nereu Crispim poderá ter o mandato cassado hoje pelo TRE..
Corre uma ação de impugnação, por ter usado meios indevidos para se eleger.
Crispim é de Canoas.
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Pra completar, Crispim está queimadíssimo com o presidente Messias.


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ANTIPATIA - Não tem quem consiga suportar todos os dias uma mistura de antipatia com soberba. Só quem tem um estômago privilegiado para não vomitar ao assistir 15 minutos da GloboNews. Todos os comentaristas são metidos, a começar pela sabichona Miriam Leitão.
Consequência dessa postura?
Desde janeiro, a audiência vem caindo assustadoramente.
Se continuar neste ritmo, chega no meio do ano que vem com traço.


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DUAS RADIOFÔNICAS - Do André Corrêa Rollo:

Na semana passada ocorreram dois fatos marcantes na história da radiodifusão gaúcha: um positivo, outro negativo.
O fato positivo foram as comemorações de três décadas de funcionamento da Imperial FM (104,5), de Nova Petrópolis. No dia exato da efeméride - no domingo 6 de outubro - a emissora do seu Eugênio Spier realizou mais uma festa no Parque Histórico Jorge Kuhn , em Picada Café.
Além do evento público, que contou com a presença de importantes artistas dos  ritmos de bailão como Wilceu Pause, Os Atuais e Musical JM, as comemorações incluíram homenagens na Câmara Municipal de Nova Petrópolis e na Assembleia Legislativa.
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A tristeza radiofônica da semana foi a extinção da UNISINOS FM, anunciada há quatro meses. Dia 9 de outubro foi o último dia de transmissão da emissora do Vale do Sinos. No mês de novembro a rádio completaria 24 anos de funcionamento.
Destacada, entre outras coisas, pela diferenciada programação musical, a UNISINOS FM trazia semelhantes às extintas antecessoras IPANEMA FM (especialmente nos anos 1980) e FELUSP FM (rádio da ULBRA, inicialmente 88,9 e depois 107,1) a espontaneidade e a liberdade de quebrar estereótipos como o da parada de sucessos e o locutor histriônico.
A emissora era um oásis entre a pletora de música sertaneja e futebol que domina o dial na Região Metropolitana, oferecendo o indie rock contemporâneo, rock clássico, pop rock, soul music, MPB dos anos 1960 até hoje.
Por ali passaram nomes como José Fernando, Paulo Moreira, Isaías Porto, Kátia Suman, Tomás Bello, Luis Henrique Porsche, Diana Haas, Felipe Nabinger, Leandro Vignoli, Caubi Scarpato, Vanessa Ioris, Jimi Joe, Ericks Pinto e os carregadores de piano Rodrigo de Oliveira (desde 2006) e Camila Kehl (desde 2007). Em período de crise econômica, baixo índice de matrículas universitárias e audição de música em streaming fica apenas a saudade de quem acompanhou a excelente rádio acadêmica e alternativa.


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AMENIDADES - Um produto "made RS": Miura Saga, lançado em 1989, com compartimento para arma de fogo na porta do motorista.
A entrevista é maravilhosa!



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VEJA O MICO DO ANO DO SABICHÃO!





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CAMPO E BATOM - A rádio PRESS estreia nesta quarta o programa CAMPO e BATOM, o primeiro programa de áudio para a mulher do campo.
O programa, que vai ao ar das 16 às 16h30min, será apresentado pela jornalista Alessandra Bergmann, que acumula duas décadas de experiência jornalística no setor rural. O programa trará entrevistas com as mais diversas mulheres que compõe o universo feminino rural, como empreendedoras, agricultoras, veterinárias e agrônomas. Elas contarão suas histórias, exemplos e experiências, que serão compartilhadas como mulheres de todo o Brasil, que vivem a realidade diária do campo.
...
O programa trará, também, profissionais e técnicos das mais diversas áreas da pecuária e agricultura, para darem dicas, orientações e informações aos ouvintes sobre temas específicos do meio rural.
“Queremos somar as experiências dessas mulheres com o conhecimento dos técnicos e especialistas convidados para darmos aos nossos ouvintes — na sua maioria mulheres do campo — um conteúdo que possa ser aplicado no seu trabalho e em suas vidas”, salienta Alessandra.
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Na primeira edição participa a engenheira agrônoma gaúcha Iara Suñe, que fala sobre o desafio de assumir a propriedade rural da família com pouco mais de 20 anos, depois da perda dos pais. Além dela, participa também o veterinário Leonardo Canellas.
Como o nome do programa sugere, os temas abordados não se restringirão à lida diária das mulheres nas propriedades rurais de todo o Brasil, mas também se deterão sobre suas aspirações como mulheres e aí envolve questões como educação, saúde, economia e, é claro, seus cuidados pessoais.
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Para acessar o programa, basta entrar na página  da Rádio Press no Facebook (Facebook.com/radiopressportoalegre) ou no canal da Rádio Press no Youtube (youtube.com/radiopress). Entre lá e se cadastre no canal para receber notificações das próximas edições.
Todas as edições do programa estarão disponíveis nesses canais, além do portal www.revistapress.com.br e do Sportify, onde podem ser ouvidos na forma de podcasts.
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MEUS VOTOS NO PRÊMIO PRESS

Comentarista de Rádio do Ano - Flávio Pereira, Rádio Pampa
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Repórter de TV - Evandro Hazzy, Band TV (Gosto também do Josmar Leite, Wilson Rosa, Ricardo Azeredo e Jonas Campos. Escolham!!)
Locutor/Apresentador de Notícias - Maria Luiza Benitez, Rádio Guaíba
Repórter Fotográfico do Ano - Jefferson Bernardes, Agência Preview
Comentarista de TV do Ano - divido entre Nando Gross (TV  Record) e André Machado (Band TV)
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APRENDA COM OS MESTRES - A Associação Riograndense de Imprensa e a  Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do RS promovem o primeiro Curso Intensivo de Cultura Fotográfica, com início dia 19 de outubro.

A iniciativa, inédita, inova também na abordagem do conteúdo: na contramão da enorme oferta de cursos na área da fotografia, em sua grande maioria orientados para as questões técnicas, o programa foca nos aspectos subjetivos da captação da imagem, enfatizando a sensibilidade na observação, o processo criativo e o contexto estético e documental do ato de fotografar.

O objetivo é difundir a compreensão da fotografia como expressão cultural, a partir da percepção de sua evolução histórica e de suas relações orgânicas com os campos das artes e da comunicação, para fomentar a autonomia dos participantes em seu exercício concreto, por meio do estímulo à investigação e ao desenvolvimento de suas próprias narrativas visuais.

A primeira edição ocorrerá entre os dias 19 e 26 de outubro, compreendendo cinco aulas teóricas interativas, no auditório da ARI, e duas atividades de campo no Centro Histórico de Porto Alegre.

Serviço:

Inscrições:

https://www.ari.org.br/cursos/curso-cultura-fotografica/

Associação Riograndense de Imprensa
Av. Borges de Medeiros, 915
(51) 3211 1555

Data: 19 a 26 de outubro

Local: Auditório da Associação Riograndense de Imprensa
Av. Borges de Medeiros, 915

Programa:
Sábado, 19 - 15h a 17h: atividade de campo no Centro Histórico;
Segunda, 21 - 19h a 21h30: primeira aula - O Olhar;
Terça, 22 - 19h a 21h30: segunda aula - Os Fotógrafos;
Quarta, 23 - 19h a 21h30: terceira aula - Luz e espaço-tempo;
Quinta, 24 - 19h a 21h30: quarta aula - Fotografia analógica;
Sexta, 25 - 19h a 21h30: Oficina de composição e criação;
Sábado, 26 - 15h a 17h: atividade de campo no Centro Histórico;

Investimento: R$ 350,00

Professores:

Alfonso Abraham
Fotojornalista radicado no Brasil, nasceu em Barcelona há 66 anos e por mais de 35 anos trabalhou na imprensa. Bacharel em Tecnologia do Meio Ambiente. Fotografou para os jornais Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo, Correio do Povo e Zero Hora, entre outros; fundou a Diafragma, primeira agência fotográfica do sul do país; fotografou também para a agência inglesa Keystone. Foi chefe do Departamento de Fotografia do Palácio Piratini e da Assembleia Legislativa do RS. Iniciou sua trajetória profissional com o pai, José Abraham, detentor de mais de 20 prêmios de jornalismo. Nos últimos 20 anos dedica-se a ensaios fotográficos e à formação de um banco de imagens do Rio Grande do Sul, com acervo de mais de 10.000 imagens. Realizou várias exposições, entre elas no Memorial do Rio Grande do Sul, no Museu de Arte de Santa Maria e no Instituto Histórico e Geográfico do RS. Vencedor de três prêmios ARI de fotojornalismo. Pesquisador em História da Arte, acadêmico em Escrita Criativa pela PUCRS.

Claudio Santana
Fotógrafo, artista visual e produtor cultural. Bacharel em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da UFRGS. Coordenou o Inventário dos Personagens do Centro de Porto Alegre, projeto premiado pela UNESCO/IPHAN. Coordenou o projeto de implantação da Cinemateca Capitólio. Coordenou ainda o Seminário Internacional La Machinerie de l’Art – Escola de Artes França-Brasil, promovido pela Embaixada da França. Foi artista convidado para a exposição fotográfica internacional Le Lieu, Le sujet – O Lugar, O Sujeito.  Atuou como produtor executivo da Fundacine – Fundação Cinema RS. Coordenou e produziu o documentário Terra dos Gaúchos, em parceria com a EMBRATUR e Secretaria de Turismo do RS. Foi fundador e diretor do Núcleo de Economia Criativa de Porto Alegre. Dirigiu e produziu o documentário curta-metragem Parte de Mim, sobre a artista visual Maria Inês Rodrigues. Membro associado da instituição cultural Latitudes Contemporaines, França.


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NÃO É PIADINHA

Atenção milionários gaúchos que adoram ser explorados no paraíso catarina! Barbada! Nada igual, nem em Punta!!




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PIADINHA

Não sei quem é, mas a camiseta é ótima!




Segunda, 14 de outubro de 2019




Jamais troquei de lado.
Por quê? Eu não tenho lado.
Ou melhor, o meu lado sou eu
...
ANDO DEVAGAR
PORQUE NÃO TENHO PRESSA





Escreva apenas para







O livro TODOS POR UM? COMO COMPRAR?
Basta entrar em contato, no Facebook, com Paulo Palombo Pruss. ou pelo editoraescuna@gmail.com ou paulopruss@hotmail.com






O TOQUE

O texto abaixo, do jornalista Paulo Motta, é precioso porque retrata um dos maiores temores dos heterossexuais convictos: o exame de próstata. Se eu fosse fazer um texto sobre este drama não conseguiria "ter ou fazer" humor, como o PM. Ele consegue nos fazer rir até numa situação dessas.
Eu, que não tenho histórico familiar de problemas na próstata, fiz o meu primeiro há mais ou menos dois anos, porque os exames de sangue mostravam que não havia necessidade. Fiz o maldito exame na Emergência da Santa Casa de Porto Alegre, antes de receber alta. O jovemmédico, delicadíssimo, me disse:
- Vais ser liberado hoje, mas antes temos que fazer o exame que homens detestam.
Antes de piadinhas, revelo que fiz - foram longos segundos - e não tive nenhuma sensação de prazer.

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Não, não me refiro ao toque de recolher e nem a algum filme do Godard. Falo sobre o exame de toque, aquele, sabem?
Aos 49 anos resolvi que era a hora de me submeter ao famigerado exame de toque, prevenção do câncer da próstata.
Tenho histórico familiar, por isso mais cuidado ainda. Minha bisavó Etelvina, morreu de câncer na próstata, naqueles tempos algumas mulheres nasciam com próstata e bigode.
Procura daqui, escolhe dali, finalmente achei uma urologista feminina, mulher, uma dama.
No dia agendado lá estava eu, na sala de espera do consultório, escutando Paul Mauriat e folheando uma Fatos & Fotos amarelada pelo tempo e a capa era a Brigitte Bardot, juro!
Confesso que estava nervoso como anão em comício, mas tentando fingir naturalidade, apesar de ser o centro das atenções por estar roendo as unhas do velhote que sentava ao meu lado.
Minha vez; coração batendo mais forte como se fosse o primeiro encontro com a namoradinha adolescente, com a terrível diferença que a minha primeira namorada nem me beijou, imagina uma coisa mais ousada.
Sentei-me e a médica conversou calmamente, perguntou-me sobre amenidades, se eu gostava de ornitorrincos, qual a minha bebida predileta e se eu bebia. Quando eu respondi que sim, que bebia, ela perguntou-me desde quando, e respondi: desde que acordo.
Ela achou uma gracinha a minha resposta e eu resolvi não dizer que estava falando sério.
Minha atenção prendia-se nos dedos da doutora médica, que iria me invadir com um daqueles dez dedos finos e pontiagudos, em seguidinha.
Vesti o avental de bunda de fora e deitei-me de lado para a incômoda invasão. Mas não foi tão horripilante, não. Me vesti, cumprimentei a senhora médica e saí exultante, feliz, convicto!
Quase gritei quando cheguei na rua: Fiz e não gostei, ouviram seus bostas!
Achei uma coisa muito ruim, só faço de novo por obrigação! E me fui contar a boa nova a todos.
 Liguei pro meu filho, o Lobo, que o exame estava consumado e eu não tinha nada na próstata além da própria próstata! E que nem passava pela minha cabecinha oca pedir uma segunda ou terceira opinião médica!
Beijinhos nos intestinos de todos e todas!


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GENTE FINA - É sempre bom lembrar que temos mais um gaúcho no Governo federal. O ex-deputado estadual e federal Cezar Schirmer, que sempre foi do MDB autêntico,  já está trabalhando para o presidente Bolsonaro.
É o secretário nacional da Economia Criativa, cargo do ministro da Cidadania Osmar Terra.


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ACEITO APOSTAS - Macri bate o candidato da velha bandida.


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LEIAM COMO AGE A CANALHADA PETISTA! - Está em https://www.boatos.org/politica/capa-veja-moro-enganou-brasileiros.html:

Capa da Veja disse que Sérgio Moro
enganou milhões de brasileiros?

(clica em cima que amplia)




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POR FALAR EM CANALHADA - O sujeito que, hoje, por ser muito rico, acha que pode tudo está enganado. Prisões como a do Marcelo Odebrecht comprovam isso.
Luciano Bivar, o presidente do PSL e coronel Nordestino, acha que pode tudo. Tipo "tenho o que quero".
|Aí a gente pensa que ele vai ficar muito triste se o presidente e um monte de deputados saírem do partido. Nananinanão!
Sabe quanto ele vai receber para a eleição do ano que vem?
Na eleição do ano passado, o PSL recebeu 17,5 milhões de reais. Para 2020, o partideco receberá algo em torno de 200 milhões de reais.
Que festão!!

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JUSTA CAUSA - Do G1:

O deputado federal Bibo Nunes (PSL-RS) informou que alegará justa causa para deixar o partido. Bibo está no grupo de 21 parlamentares que pediu, em conjunto com o presidente Jair Bolsonaro, para acessar as contas do PSL e fazer uma auditoria.
"O partido está totalmente irregular, não tem prestação de contas e ainda há perseguição. Fui retirado de tudo. Estão levando o partido de maneira incorreta. Vamos pedir justa causa para sair", afirmou o deputado.
A declaração ocorre em meio ao embate entre Bolsonaro e o comando do PSL, que decidiu pedir uma auditoria nas contas da campanha presidencial do ano passado.
...
De acordo com a Resolução 22.610 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o partido pode pedir à Justiça Eleitoral a decretação da perda de cargo eletivo quando o deputado se desfiliar sem justa causa.
Ainda conforme a resolução, configuram justa causa: incorporação ou fusão do partido; criação de novo partido; mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário; grave discriminação pessoal.


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CÁ ENTRE NÓS - As massas equatorianas não são artesanais como as brasileiras.
Se assim fossem, Lula não terminaria o segundo mandato.
E Dilma bailaria nos primeiros meses do primeiro governo.


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DESPACITO, O ADMINISTRADOR - Moro há 30 anos na Rua da República e jamais vi as calçadas tão imundas como hoje de manhã. Dá a impressão de que estamos em pleno Carnaval...


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ISSO É UM ESCÂNDALO!! - Recebo:

Em anexo dois prints da tela do GauchaZH no celular.
Mostra propaganda de aparelho de gatonet (TV pirata pela internet).
Achei interessante te mandar.
.
Empresa de comunicação, inclusive TV, permitindo propaganda de serviços ilícitos nos seus veículos.
Por essa eu não esperava.





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NOTÍCIA SERIA SE FOSSE A SEGURANÇA
PÚBLICA, A EDUCAÇÃO OU A CULTURA...

Saúde acompanha atendimento no Hospital da Criança Conceição


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NÃO DÁ! - Escutei em um desses noticiários de minuto em uma TV (não precisda dizer o canal, porque todas são iguais): "Motoristas que trafegam pela BR-116 precisam ter atenção...". Ora, vão chupar um carpim!!
...

Aliás o jornalista Caco Belmonte fez uma observação de um noticioso de rádio, que me nego a ouvir:

Que me perdoem os colegas pela critica, mas a redação do Correspondente Ipiranga está muito ruim, cada vez pior. Texto pobre.


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CONVITE DO MARCELO VILLAS-BÔAS

(clica em cima que amplia)




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LEIAM OBRIGATORIAMENTE!
MENOS UM: FOLHA DE CAXIAS - De 11 de outubro de 2019:

"Esta é a última edição impressa do Jornal Folha de Caxias. Desde 13 de abril de 2012 foram 1886 edições. Não faltamos com nenhuma que estivesse prevista. Agora é rumo ao novo, ao futuro, do qual não nos livraremos, ninguém. Quem ainda não conhece venha ver o portal www.leiafacil.com.br e baixe o APP Leia Fácil, que seguirão sendo atualizados diariamente com as principais informações da região, com ênfase para a economia e política.

Não temos nada a lamentar, pelo contrário, foram anos felizes de muitas conquistas e ajuda mútua com a sociedade caxiense e da região. E fundamentalmente porque fizemos o que gostamos e pudemos de fato melhorar a vida de muita gente. Não nos furtamos de nenhuma das nossas obrigações e sempre estivemos prontos para fazer mais do que a nossa obrigação.

O que contratamos pagamos e o que prometemos entregamos. Trouxemos outro patamar de negociação no setor colocando as coisas nos seus devidos lugares no que tange a isso. Cito dois exemplos para os estimados leitores. Em 18 de julho de 2012, a Câmara de Vereadores de Caxias do Sul fez nova licitação para as publicações dos seus editais. Foi nossa primeira participação. O Jornal Pioneiro iniciou com o valor de R$ 67,63 e no leilão chegou a 0,75 centavos de real por centímetro coluna. Vencemos por 0,74, não que fosse lucrativo, mas ali era o nosso primeiro passo para que o mercado soubesse da nossa legalidade e capacidade.  Após, vencemos as licitações no IPAM (Instituto de Previdência e Assistência Municipal), na FAS (Fundação de Assistência Social) e Prefeitura.                                                                           

Em 2013, a superintendência da Caixa Federal oficiou ao 1º Registro de Imóveis de Caxias do Sul, ao saudoso Olyntho Mendes de Castilhos, solicitando que seus editais de intimação fossem publicados conosco em razão do custo, aproximadamente um terço do que vinha sendo pago ao Pioneiro, o que onerava sobremaneira os custos para com os fiduciantes, muitas vezes dobrando o valor em aberto e inviabilizando o acordo. Para se ter uma ideia, alguns anos depois, o Pioneiro ficou tão barato que a Folha não conseguia bater seus orçamentos.

Aos poucos fomos conquistando a confiança do mercado, ao ponto de que atualmente a maior parte da demanda de publicações legais e obrigatórias, de grandes companhias, como Randon, Marcopolo, Grendene, Pettenati, entre outras, era atendida pela Folha, com custos bem inferiores aos praticados anteriormente. Desta forma, também estas publicações acabaram se tornando um importante incremento no faturamento da Folha de Caxias. Com a entrada em vigor, nesta segunda-feira, dia 14 de outubro, da MP 892, que desobriga estas publicações por parte das empresas de capital aberto, entendemos oportuno investir no digital e encerrar as impressões em meio papel. Assim, convidamos a todos a seguir conosco e, se a MP em questão cair, seguiremos ao lado de nossos parceiros.

Estamos sempre em pé e às ordens! Muito obrigado a todos até aqui!

Cláudio Scherer Fundador


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MEUS VOTOS NO PRÊMIO PRESS

Comentarista de Rádio do Ano - Flávio Pereira, Rádio Pampa
Apresentador de TV do Ano - Felipe Vieira, SBT RS
Colunista de Jornal/Revista do Ano - Vitor Bley de Moraes, revista Expansão
Apresentador de Rádio do Ano - Rafael Marconi, 104 FM (O Rogério Mendelski não é hors-concours?)
Repórter de TV - Evandro Hazzy, Band TV (Gosto também do Josmar Leite, Wilson Rosa, Ricardo Azeredo e Jonas Campos. Escolham!!)
Locutor/Apresentador de Notícias - Maria Luiza Benitez, Rádio Guaíba
Repórter Fotográfico do Ano - Jefferson Bernardes, Agência Preview
Comentarista de TV do Ano - divido entre Nando Gross (TV  Record) e André Machado (Band TV)
Repórter de Jornal do Ano - Os repórteres que eu votaria do ZH foram demitidos. Ah, sobrou o Humberto Trezzi.

...

E CONTINUEM VOTANDO NIMIM!

Jornalista de Web do Ano - Prévidi
(Ah, não quer votar nimim? Então vai de Jairo Kuba -  www.rdgalera.com)

Jornalista do Ano - Prévidi

Lá no topo tem um banner do Prêmio Press. Clica e vota!!


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PARECE SACANAGEM - "O Equador vive uma situação de convulsão social que foi detonada pelo anuncio feito, há onze dias, pelo presidente Lenin Moreno, de um pac...(...) ...diz Paola Pabón, governadora da província de Pichincha, localizada no norte do país. ".

Juro que quando li esta notícia no Sul 21 pensei que fosse gozação do Imperador de Bulhufas, Paulo Motta.
Presidente Lenin? Província de Pichincha?


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PARA QUEM QUER APRENDER A FOTOGRAFAR - A Associação Riograndense de Imprensa e a  Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Rio Grande do Sul promovem o primeiro Curso Intensivo de Cultura Fotográfica, com início dia 19 de outubro.

A iniciativa, inédita, inova também na abordagem do conteúdo: na contramão da enorme oferta de cursos na área da fotografia, em sua grande maioria orientados para as questões técnicas, o programa foca nos aspectos subjetivos da captação da imagem, enfatizando a sensibilidade na observação, o processo criativo e o contexto estético e documental do ato de fotografar.

O objetivo é difundir a compreensão da fotografia como expressão cultural, a partir da percepção de sua evolução histórica e de suas relações orgânicas com os campos das artes e da comunicação, para fomentar a autonomia dos participantes em seu exercício concreto, por meio do estímulo à investigação e ao desenvolvimento de suas próprias narrativas visuais.

A primeira edição ocorrerá entre os dias 19 e 26 de outubro, compreendendo cinco aulas teóricas interativas, no auditório da ARI, e duas atividades de campo no Centro Histórico de Porto Alegre.

Serviço:

Inscrições:

https://www.ari.org.br/cursos/curso-cultura-fotografica/

Associação Riograndense de Imprensa
Av. Borges de Medeiros, 915
(51) 3211 1555

Data: 19 a 26 de outubro

Local: Auditório da Associação Riograndense de Imprensa
Av. Borges de Medeiros, 915

Programa:
Sábado, 19 - 15h a 17h: atividade de campo no Centro Histórico;
Segunda, 21 - 19h a 21h30: primeira aula - O Olhar;
Terça, 22 - 19h a 21h30: segunda aula - Os Fotógrafos;
Quarta, 23 - 19h a 21h30: terceira aula - Luz e espaço-tempo;
Quinta, 24 - 19h a 21h30: quarta aula - Fotografia analógica;
Sexta, 25 - 19h a 21h30: Oficina de composição e criação;
Sábado, 26 - 15h a 17h: atividade de campo no Centro Histórico;

Investimento: R$ 350,00

Professores:

Alfonso Abraham
Fotojornalista radicado no Brasil, nasceu em Barcelona há 66 anos e por mais de 35 anos trabalhou na imprensa. Bacharel em Tecnologia do Meio Ambiente. Fotografou para os jornais Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo, Correio do Povo e Zero Hora, entre outros; fundou a Diafragma, primeira agência fotográfica do sul do país; fotografou também para a agência inglesa Keystone. Foi chefe do Departamento de Fotografia do Palácio Piratini e da Assembleia Legislativa do RS. Iniciou sua trajetória profissional com o pai, José Abraham, detentor de mais de 20 prêmios de jornalismo. Nos últimos 20 anos dedica-se a ensaios fotográficos e à formação de um banco de imagens do Rio Grande do Sul, com acervo de mais de 10.000 imagens. Realizou várias exposições, entre elas no Memorial do Rio Grande do Sul, no Museu de Arte de Santa Maria e no Instituto Histórico e Geográfico do RS. Vencedor de três prêmios ARI de fotojornalismo. Pesquisador em História da Arte, acadêmico em Escrita Criativa pela PUCRS.

Claudio Santana
Fotógrafo, artista visual e produtor cultural. Bacharel em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da UFRGS. Coordenou o Inventário dos Personagens do Centro de Porto Alegre, projeto premiado pela UNESCO/IPHAN. Coordenou o projeto de implantação da Cinemateca Capitólio. Coordenou ainda o Seminário Internacional La Machinerie de l’Art – Escola de Artes França-Brasil, promovido pela Embaixada da França. Foi artista convidado para a exposição fotográfica internacional Le Lieu, Le sujet – O Lugar, O Sujeito.  Atuou como produtor executivo da Fundacine – Fundação Cinema RS. Coordenou e produziu o documentário Terra dos Gaúchos, em parceria com a EMBRATUR e Secretaria de Turismo do RS. Foi fundador e diretor do Núcleo de Economia Criativa de Porto Alegre. Dirigiu e produziu o documentário curta-metragem Parte de Mim, sobre a artista visual Maria Inês Rodrigues. Membro associado da instituição cultural Latitudes Contemporaines, França.


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NÃO É PIADINHA

Amigos de Oeisis International 
mandaram de presente no sábado




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PIADINHA


Aliás, Oeisis estava um lixo, moralistas de ixquerda!
Faltou o óleo venezuelano!!



Sexta, 11 de outubro de 2019




amais troquei de lado.
Por quê? Eu não tenho lado.
Ou melhor, o meu lado sou eu
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ANDO DEVAGAR
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especial

Nesta sexta, uma cesta
de Paulo Francis!





O mais elegante e genial jornalista brasileiro



"Talvez o Brasil já tenha acabado e a gente não se dê conta disso."



Franz Paul Trannin da Matta Heilborn, a lenda chamada Paulo Francis, nasceu no Rio de Janeiro, em 2 de setembro de 1930 e faleceu em Nova York - 4 de fevereiro de 1997.


Foi jornalista, crítico de teatro, diretor e escritor. Trabalhou em vários jornais, entre eles, Última Hora, O Pasquim, O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo. Seus textos eram publicados em jornais de todo o país. E, quando faleceu, trabalhava na TV Globo.

Francis foi também centro de diversas polêmicas e desavenças. Dizia que a ferocidade que seria a marca registrada de seus textos nasceu na infância. "Aos 7 anos fui arrancado dos braços da minha mãe e atirado às feras de um internato na ilha de Paquetá. Atribuo todo meu sarcasmo e agressividade a essa brutal separação", contou ao jornalista José Castello.

Ficou famoso o ataque – que ele mesmo classificaria mais tarde de "mesquinho, deliberadamente cruel" – à atriz Tônia Carrero – que, por havê-lo acusado de "sofrer do fígado" e ser "sexy" – na gíria da época, homossexual – foi por ele acusada de haver-se prostituído e de mercadejar fotos de si mesma despida. Foi por isso agredido fisicamente duas vezes – pelo então marido da atriz, Adolfo Celi, e pelo colega de Tônia no Teatro Brasileiro de Comédia, Paulo Autran.

Em 1963, Francis foi convidado por Samuel Wainer a assumir uma coluna política na Última Hora. Como comentarista, apoiou Leonel Brizola, a ponto de anunciar publicamente que estava incorporado a um dos "grupos de onze" de luta armada antigolpista, que Brizola organizava na época.

Levou a tal ponto este radicalismo que chegou a ser demitido por Wainer, que no entanto recontratou-o, paradoxalmente, após protestos de um grupo de membros da burguesia carioca que tinham em Francis uma espécie de "guru" (como disse Wainer em suas memórias: "vou te recontratar, Francis, porque faço tudo o que meu banqueiro mandar").

Tomou posição contra a intervenção americana no Vietnã e contra a ocupação israelense de territórios disputados na Palestina que afrontaram o consenso pró-americano e israelense da grande imprensa brasileira da época. A presença norte-americana no Vietnã era, por si só, um massacre, diria Francis, que dedicou várias páginas de revistas sobre o tema.

Em 1983, a sexualidade de Francis foi, mais uma vez, alvo de ataques e de insinuações. Francis criticou a entrevista que Caetano Veloso fizera com Mick Jagger, alegando que o roqueiro inglês zombou do entrevistador. Caetano respondeu, dizendo que Francis era uma “bicha amarga” e uma “boneca travada”.

Francis afirmou que o Brasil é impermeável à grandeza. Por isso rejeitou-se Mauricio de Nassau, Domingos Fernandes Calabar e Duguay-Trouin. No Brasil simplesmente não se tem conhecimento do empirismo. Os brasileiros pensam de acordo com a Escolástica. Ou seja, se pensa com valores prefixados e imutáveis. Francis assegurou de que se fossem liberadas as forças produtivas, como diziam os marxistas, a miséria desapareceria ou ficaria em níveis toleráveis numa geração.

No início dos anos 90, Francis argumentou que "os efeitos sobre a educação universitária americana têm sido tétricos. A Universidade Stanford aboliu, ou tornou optativo, o curso da civilização ocidental, porque seria uma questão de machos, brancos e mortos (dead white males). Nada antes de 1900 tem a menor importância, reza a cartilha dos politicamente corretos. Gerações ignorantes da glória da cultura ocidental, de Homero, Virgílio, Dante Alighieri, Shakespeare, Voltaire, Molière,Jean Racine, Leonardo da Vinci, Michelangelo, Benvenuto Cellini, se formaram nesses vinte anos sem conhecimento dessa gente".

Nesta época, Francis afirmou que Huckleberry Finn, o romance clássico supremo da literatura norte- americano, foi praticamente banido do currículo universitário dos Estados Unidos. O motivo é simples, Jim, o negro, escravo, amigo do Huck, com quem foge pelo Rio Mississipi, é referido o tempo todo, com a maior naturalidade, como nigger, uma forma derrogatória de dizer negro, em inglês, mas que no sul dos EUA daquele tempo era rotina.


Outro livro banido é Moby Dick, de Herman Melville, que é uma das experiências extraordinárias em literatura. Sabem quais são as demonstrações politicamente incorretas de Moby Dick? No navio baleeiro, o Pequod, só há homens, nenhuma mulher que arpoasse as baleias. E Moby Dick narra uma caça de baleias, caçá-las é um crime contra o meio ambiente. Ser a favor do meio ambiente é politicamente correto.

"Marx escrevendo sobre dinheiro é como padre falando sobre sexo."

Para marcar a virada de Francis, a melhor referência é o economista Roberto Campos, seu alvo por dez anos, não faltando sequer insultos. Até que, em fevereiro de 1985, tudo mudou, na coluna “O guerreiro Roberto Campos”. Dizendo que o economista “melhorara horrores, em pessoa”, ele se desculpou: “Escrevi coisas brutais sobre Campos. São erradas. Retiro-as”. E acrescentou: “Cheguei à conclusão de que capitalismo num país rico é opcional. Num país pobre, no tipo de economia inter-relacionada de hoje, a suposta saída que se propõe no Brasil de o Estado assumir e administrar leva à perpetuação do atraso”.

Francis era ainda um ferrenho crítico do que chamava de marxismo cultural bem como do gramscismo. Francis achava estupidificante as comparações com o que chamava de “a turma do samba-e-pandeiro” com Wolfgang Amadeus Mozart. Definia a motivação da esquerda como uma “masturbação ideológica” do populismo para lisonjear as massas, elevando-a à posição de prestígio da chamada alta cultura. Chamava essa nova elite cultural de adeptos ao “comunismo fantasia”, dizendo que para a esquerda brasileira, tudo é sempre relativo.

Como trotskista, não havia sido jamais um admirador do regime político então vigente na União Soviética e nos seus satélites do Leste Europeu, e a queda do Muro de Berlim não o afetava diretamente em suas ideias políticas (Trótski havia previsto a queda do stalinismo em seu A Revolução Traída). No entanto, no mundo da década de 1960 e no Brasil da ditadura militar, uma postura esquerdista puramente literária e verbal – do tipo que o jornalista americano Tom Wolfe apelidaria radical chic – era muito bem vista em meios literários e jornalísticos.

O fim do regime militar, em 1985, colocou Paulo Francis numa situação similar a outros membros da elite intelectual brasileira que haviam militado na "resistência" à ditadura: se o fim do regime ditatorial atendia às suas aspirações políticas e intelectuais, ao mesmo tempo sentiam-se dominados por um desencanto com o um crescente plebeísmo dos costumes políticos brasileiros, combinado a uma consciência cada vez mais clara da incompetência e a corrupção dos governantes na Nova República. Tal desencanto tomaria a forma de rejeição especialmente com o PT.

 "Hitler nos provou que política dá sempre errado. Tudo o que ele mais queria era acabar com o comunismo e com os judeus. No final da Guerra a União Soviética virou superpotência e os judeus conseguiram fundar Israel."

Em outubro de 1996, durante o programa Manhattan Connection, Francis propôs a privatização da Petrobras - então presidida por Joel Rennó, e acusou os diretores da estatal de possuírem US$50 milhões em contas na Suíça – acusação pela qual foi processado na justiça norte-americana, sob alegação da Petrobras de que o programa seria transmitido nos Estados Unidos para assinantes brasileiros de TV por assinatura.

Amigos fizeram o possível para livrar o jornalista da guerra judicial. Chegaram a apelar ao então presidente Fernando Henrique Cardoso, que tentou, em vão, convencer os diretores da Petrobras a desistir da ação.

Na época, o comentarista da Globo estaria abalado emocionalmente por ser réu do processo judicial cuja indenização exigida era de 110 milhões de dólares. Segundo seu amigo pessoal, o escritor Elio Gaspari, o processo ocupou um espaço surpreendente na alma de Francis. Tomou o lugar não apenas do sono, mas também dos seus prazeres da música e da leitura. Diogo Mainardi, pupilo de Francis, foi mais enfático: sugeriu que a pressão psicológica do processo pode ter contribuído para o futuro infarto fulminante do jornalista.

"Dizem que ofendo as pessoas. É um erro. Trato as pessoas como adultas. Critico-as. É tão incomum isso na nossa imprensa que as pessoas acham que é ofensa. Crítica não é raiva. É crítica."


Lucas Mendes, que dividia bancada com ele na TV foi um dos primeiros a chegar a seu apartamento e encontrá-lo morto. Francis morreu de um ataque cardíaco, diagnosticado, em seus primeiros sintomas como uma simples bursite. Era casado com a jornalista e escritora Sonia Nolasco, com quem viveu por mais de 20 anos. Seu corpo embalsamado foi trasladado de Nova York para o Rio de Janeiro e enterrado no jazigo familiar no Cemitério de São João Batista.

Obras:

Opinião Pessoal (Cultura e Política) (artigos, 1966)
Certezas da Dúvida (artigos, 1970)
Nixon × McGovern – As Duas Américas (artigos, 1972)
Heilborn, Franz Paul ‘Paulo Francis’ Trannin da Mata (1976), Nu e Cru (artigos).
 Cabeça de Papel (romance) 1977
[Uma Coletânea de Seus Melhores Textos Já Publicados 1978
Cabeça de Negro (romance) 1979
O Afeto Que Se Encerra (memórias). 1980
Filhas do Segundo Sexo (novelas). 1982
O Brasil no Mundo (ensaio). 1985
Trinta Anos Esta Noite – 1964: O Que Vi e Vivi (ensaio). 1994
Waaal – O Dicionário da Corte de Paulo Francis (artigos). 1996
Carne Viva (romance). 2008





Francis e o Petrolinho

O jornalista Lucas Mendes conta a derradeira bronca de Francis (texto publicado no site da BBC Brasil, em 29 de novembro de 2014)

Caio Blinder, Francis, Lucas e Nelson Motta


A Operação Lava-Jato deveria se chamar Operação Paulo Francis


Naquele outubro de 1996, no café da manhã antes da gravação, Francis estava de mau humor. Era normal. Acabava de sair da cama.

Meia hora depois ele estava de bom humor. Era normal. Nossa conversa na copa antes de gravar era fiada. Francis não falou em Petrobras. No meio do programa, ele jorrou denúncia e transcrevo a gravação:

Francis: "Os diretores da Petrobras todos põem o dinheiro lá...(Suíça) tem conta de 60 milhões de dólares..."

Lucas: "Olha que isso vai dar processo..."

Francis: "É...um amigo meu advogado almoçou com um banqueiro suíço e eles falaram que bom mesmo é brasileiro (…) que coloca 50 milhões de dólares e deixa lá".

Lucas: "Os diretores da Petrobras tem 50 milhões de dólares?"

Francis: "Ahh é claro... imaginem... roubam... superfaturamento...é a maior quadrilha que já existiu no Brasil".

Foi além, mas não deu nomes dos diretores. Nem citou fontes. No próprio programa, o número variou de US$ 50 milhões para 60 milhões. Preocupado, perguntei se queria que cortasse a denúncia, embora o programa, depois de gravado, só sofra cortes por tempo. Francis disse que não.

Na imprensa, numa escala de 1 a 10 em repercussão, a denúncia do Francis mal registrou uns 2 pontinhos. Saíram notas em colunas. Ninguém cobrou da Petrobras. Não sei por que o Francis nunca levou a denúncia para os poderosos Globo, Estadão e Jornal da Globo, onde trabalhava, além do Manhattan Connection, e tinham calibre muito mais grosso do que o GNT.

Seria o poder da Petrobras de silenciar a mídia com sua publicidade? Ou sua reputação na época estava acima de qualquer suspeita? A limitada audiência do canal?

Em novembro, Francis anunciou no programa, também sem aviso prévio, que estava sendo processado pelos diretores da Petrobras, que "queriam US$ 100 milhões de indenização". Na primeira página da carta de intimação dos advogados dos diretores aparecem sete nomes, mas não há este número.

Ainda não descobri de onde saiu. Estes valores quase nunca constam da primeira comunicação entre o processador e o processado.

E pagou sete mil...
Francis entrou num inferno legal. Por sugestão do amigo Ronald Levinsohn, contratou uma advogada e pagou US$ 7 mil. Quando comentei que não era muito, o Francis ficou furioso. Disse que eu não sabia das finanças dele. Até que sabia, porque ele me contava, mas uma só defesa num processo grande poderia destruir a poupança dele. Se perdesse, ficaria arruinado por muito menos do que US$ 100 milhões.

Repercussão na imprensa sobre o processo? Mínima. Saíram notas sobre os assombrosos US$ 100 milhões.

'Arrasado'
Em dezembro, Francis foi passar o Ano Novo em Paris com Sonia Nolasco, Diogo e Anna Mainardi. Diogo disse que ele parecia arrasado. Poucas semanas depois, em janeiro, ligou para o Diogo animadíssimo. Tudo estava sob controle. Diogo comentou com a mulher que o Francis devia ter tomado a bolinha certa naquele dia.

É possível que Paulo Mercadante, seu advogado no Brasil e amigo desde os tempos de Pasquim, tenha informado a ele que o processo não poderia correr na Justiça americana, porque o programa não ia ao ar nos Estados Unidos. Este tipo de processo no Brasil está mais para um punhado de reais do que para os absurdos US$ 100 milhões que assombravam o Francis.

Dia 31 de janeiro, Francis apareceu na gravação passando a mão no ombro esquerdo e se queixando de dor. Saiu direto para o médico, Jesus Cheda, tomar uma injeção de cortisona, como sempre fazia quando estas dores apareciam. Bursite, dizia.

Quatro dias depois, terça-feira, por volta de 5 da manhã, Francis sofreu um fulminante ataque cardíaco e caiu morto no meio da sala, onde ainda estava quando cheguei. O telefone não parava, Sonia não atendia. Atendeu um deles, do presidente Fernando Henrique Cardoso, que deu uma bronca póstuma no Francis pela irresponsabilidade com a própria saúde.

Francis, havia muitos anos, tinha parado de tomar porres, de fumar e de comer bifões crus. O controle da Sonia deu resultado, mas o controle não resolveu o problema da saúde preventiva nem o sedentarismo. Ela não conseguia levá-lo a médicos sérios para fazer check-ups regulares.

Cheesebúrgueres
Melhorou a dieta, mas continuou chegado nos cheesebúrgeres do PJ Clarke's na frente da Globo na hora do almoço e comida chinesa perto da casa dele, onde fez sua última ceia, no Chiam. Parecia um touro de forte. Teve tumores benignos no pescoço, mas não adoecia e nunca deixava de trabalhar. Nem fazia exercício, Nunca. O máximo era uma caminhada semanal com Elio Gaspari do restaurante Bravo Gianni ao museu Metropolitan, para queimar calorias.

Era o dia favorito dele. As noites favoritas eram no balé, com Sonia, ou assistindo óperas e filmes antigos em casa. O último na noite da morte, foi Notorious (Interlúdio no Brasil), de Hitchcock, com Cary Grant e Ingrid Bergman. Da denúncia à morte de Francis foram quatro meses.

Os diretores da Petrobras foram atrás do espólio e da viúva Sonia Nolasco, mas, em parte, por intervenção do presidente Fernando Henrique Cardoso e do próprio advogado, Paulo Mercadante, desistiram do processo. Felizmente o Brasil não desistiu. O petrolinho do profético Francis gerou o Petrolão. A operação Lava Jato deveria ser rebatizada Operação Paulo Francis.


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"Intelectual não vai a praia. Intelectual bebe."

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Um guia para ter cultura




O texto abaixo foi publicado em 30 de maio de 1991 no Jornal O Estado de S. Paulo, pelo jornalista Paulo Francis, onde ele indica, para todos aqueles que desejam “compreender a aventura da humanidade“, a sua bibliografia básica.

Pedem minha ficha acadêmica para jovens vestibulandos… Não tenho. Tentei um mestrado na Universidade Columbia em Nova York 1954, mas desisti, aconselhado pelo professor-catedrático Eric Bentley. Achou que eu perdia o meu tempo. Li toda a literatura relevante, de Ésquilo a Beckett, e sabia praticamente de cor a Poética de Aristóteles. Em alguns meses se lê tudo que há de importante em teatro. Li e reli anos a fio.

Mas, sem o doutorado ou nem sequer mestrado, me proponho fazer algumas indicações aos jovens, que, no meu tempo, seriam supérfluas, mas que, hoje, talvez tenham o sabor de novidade. Falo de se obter cultura geral. É fácil.

Educação era a transmissão de um acúmulo de conhecimentos. Hoje, é uma adulação da juventude, que supostamente deve fazer o que bem entende, estar na sua, como dizem, e o resultado é que os reitores de universidades sugerem que não haja mais nota mínima de admissão, que se deixe entrar quem tiver nota menos baixa. Deve haver exceções, caso contrário o mundo civilizado acabaria, mas a crise é real, denunciada por gente como o príncipe Charles, herdeiro do trono inglês, e por intelectuais como Alan Bloom, que consideram a universidade perdida nos EUA. No Brasil, houve a Reforma Passarinho nos anos 80. A ditadura militar tinha o mesmo vício da esquerda. Queria ser popular. Era populista. Quis facilitar o acesso universitário ao povo, como reza o catecismo populista. Ameaça generalizar o analfabetismo.

Não há alternativa à leitura. Me proponho apontar alguns livros essenciais ao jovem, um programa mínimo mesmo, mas que, se cumprido, aumentará dramaticamente a compreensão do estudante do mundo em que está vivendo.

Começando pelo Brasil, é indispensável a leitura de Os Sertões, de Euclides da Cunha. É curto e não é modelo de estilo. Euclides escreve como Jânio Quadros fala. É cara do far-te-ei, a forma oblíqua de que Jânio se gaba. Mas o livro é de gênio. Nos dá a realidade do sertão, que é, para efeitos práticos, o Brasil quase todo, tirando o Sul; a realidade do sertanejo, e do nosso atraso como civilização, como cultura, como organização do Estado. Euclides mostra o choque central entre o Brasil que descende da Europa e o Brasil tropicalista, nativo, selvagem. Euclides apresenta argumentos hoje superados sobre a superioridade da Europa, mas nem por isso deixa de estar certo. Tudo bem ter simpatia pelo índio e o sertanejo, o matuto, mas nosso destino é ser, à brasileira, à nossa moda, um país moderno nos moldes da civilização européia. Euclides começou o livro para destruir Antônio Conselheiro e a Revolta de Canudos, mas se deixou emocionar pela coragem e persistência dos revoltosos e terminou escrevendo um grande épico, em prosa, que o poeta americano Robert Lowell, que só leu a tradução, considera superior a Guerra e Paz, de Tolstoi.

Mas o importante para o jovem é essa escolha entre o primitivo irredentista dos Canudos e a civilização moderna, porque é o que terá de enfrentar no cotidiano brasileiro. É o nosso drama irresolvido.

Leia algum dos grandes romances de Machado de Assis. O mais brilhante é Memórias Póstumas de Brás Cubas. Para estilo, é o que se deve emular. O coloquialismo melodioso e fluente de Machado. É um grande divertimento esse livro. Eu recomendaria ainda para os que tem dificuldade de manejar a língua O Memorial de Aires. É o livro mais bem escrito em português que há.

Os gregos são um dos nossos berços. Representam a luz e a doçura, na frase de um educador inglês, Mathew Arnold (também poeta e crítico). Arnold falava contra a tradição judaico-cristã, dominante na nossa cultura, na nossa vida, a da Bíblia e do Novo Testamento, que predominaram no mundo ocidental desde o Século V da Era Cristã, quando o imperador romano Constantino se converteu ao cristianismo. Estudos gregos sérios só começaram no Século XIX, quando se tornaram currículo universitário, porque antes os padres e pastores não deixavam.

Mas leia originais. Escolhi quatro. Depois de se informar sobre Platão na enciclopédia do seu gosto, se deve ler A Apologia, que é a explicação de Sócrates a seus críticos, quando foi condenado à morte, e Simpósio, um diálogo de Platão. Platão não confiava na palavra escrita. Dizia que era morta. Preferia a forma de diálogo.

Na A Apologia se discute o que é mais importante na vida intelectual. A liberdade de ter opiniões contra as ortodoxias do dia. Ajudará o estudante a pensar por si próprio e ter a coragem de suas convicções.

Depois, o delicioso Simpósio. É uma discussão sobre o amor, tudo que você precisa saber sobre o amor sensual, o altruístico, o que chamam de platônico, é o amor centrado na sabedoria.

Platão colocou, à parte Sócrates, seu ídolo, no Diálogo, Aristófanes, o grande gozador de Sócrates. Na boca de Aristófanes põe uma de suas idéias mais originais. Que o ser humano era hermafrodita, parte homem parte mulher, e que cada pessoa, depois da separação, procura recuperar sua parte perdida, e daí a predestinação da mulher certa para um homem e do homem certo para uma mulher.

Imprescindível também ler As Vidas, de Plutarco, o grande biógrafo da Antiguidade. Ficamos sabendo como eram os grandes nomes em carne e osso, de Alexandre, paranóico, a Júlio César, contido, a Antônio e Cleópatra. Shakespeare baseou grande parte de suas peças em Plutarco e leu em tradução inglesa, porque Shakespeare, como nós, não sabia latim ou grego. E, finalmente, como história, leia A Guerra do Peloponeso, de Tucídides. É sobre a guerra entre Atenas, Esparta, Corinto e outras, durante 27 anos, no Século V antes de Cristo. Lendo sobre Péricles, o líder ateniense, Cleon, o führer espartano, e Alcebíades, o belo, jovem e traiçoeiro Alcebiades, nunca mais nos surpreenderemos com qualquer ato de político em nossos dias. É o maior livro de história já escrito. Sempre atual.

Da Roma original basta ler Os Doze Césares, de Suetônio, e Declínio e Queda do Império Romano, de Gibbon. Mais um banho de natureza humana.

Meu conhecimento científico é quase nenhum. Mas li, claro, a Lógica da Pesquisa Científica, de Karl Popper, quando entendi o que esses cabras querem. Para quem quer um começo apenas, recomendo o prefácio do Novum Organum, de Francis Bacon, que quer dizer, o título, novo instrumento, e Bacon explica o método científico e o que objetiva a ciência. E para complementá-lo leia o prefácio dos Os Princípios Matemáticos da Filosofia Natural de Isaac Newton, e o prefácio de Bertrand Russell e Alfred North Whitehead de seus Principios da Matemática. Também vale a pena ler a História da Filosofia Ocidental de Bertrand Russell, e o capítulo sobre Positivismo Lógico que é a filosofia calcada no conhecimento científico. Em resumo, tudo que pode ser provado lógica e matematicamente, é filosofia.O resto não é. Acho isso perfeitamente aceitável. Dispenso o resto.

É nas artes que está a sabedoria. Como viver bem sem ler Hamlet, de Shakespeare? Está tudo lá em linguagem incomparável, é de uma clareza exemplar, tudo que nós já sentimos, viremos a sentir, ou possamos sentir.

Preferi citar junto com Shakespeare uma peça grega, que considero vital: Antígona, de Sófocles. Há uma tradução de Antígona, em verso, por Guilherme de Almeida, que Cacilda Becker representou no Teatro Brasileiro de Comédia.

Antígona é o que há de melhor na mulher. É a jovem princesa cujos irmãos morreram em rebelião contra o tio, o rei Creon, e ela quer enterrá-los, porque na religião grega espíritos não descansam enquanto os corpos não são enterrados. Creon não quer que sejam enterrados, como advertência pública a subversivos. Antígona desafia Creon. Ele manda matá-la. Ela morre. Seu noivo se suicida. É o filho de Creon, que enlouquece. Parece um dramalhão, mas não é. É a alma feminina devassada em toda sua possibilidade fraterna. Hegel achava que Antígona era o choque de dois direitos, o direito individual e o direito do Estado. E assim definiu a tragédia.

A melhor história de Roma é a de Theodore Mommsem. A melhor história da Renascença é a de Jacob Buckhardt. Tudo que você precisa saber.

E aprenda com um dos mais famosos autodidatas, Bernard Shaw (o outro é Trotski). Leia todos os prefácios das peças dele. São uma história universal. Um estalo de Vieira na nossa cabeça. Em um dia você lê todos. Anotando, uma semana. Também vale a pena ler a Pequena História do Mundo, de H.G.Wells, superada em muitos sentidos, mas insuperável como literatura.

Passo tranqüilo pelo Iluminismo. Foi tão incorporado a nossa vida, que não é necessário ler Voltaire ou Diderot. Os livros de Peter Gay sobre o Iluminismo são excelentes. Dizem tudo que se precisa saber. Se se quer saber mesmo o que foi o cristianismo, a obra insuperada e As Confissões de Santo Agostinho, uma das grandes autobiografias, à parte a questão religiosa.

Não é preciso ler A Origem das Espécies, de Darwin, mas é um prazer ler Viagens de um Naturalista ao redor do Mundo, as aventuras de Darwin como botânico e zoólogo, a bordo do navio inglês Beagle, nos anos 1830, pela América do Sul, com páginas inesquecíveis sobre Argentina, Brasil e Galápagos, que está até hoje como Darwin encontrou (e o Brasil e Argentina, na sua alma?)

Houve três grandes revoluções no mundo, a americana, a francesa e a russa. A literatura não poderia ser mais copiosa. Mas basta ler, por exemplo, Cidadãos, de Simon Schama, para se ter um relato esplêndido da revolução interrompida, 1789-1794, na França, e concluir com o livro de Edmund Wilson, Rumo à Estação Finlândia. Schama é conservador, Wilson não era, quando escreveu, fazia fé, ainda na década de 30, como tanta gente, na Revolução Russa. Mas a esta altura, e mesmo antes de ele morrer, em 1972, é fácil notar que a Revolução Russa não teve o Terror interrompido, como a Francesa, mas continuou até Gorbachev revelar o seu imenso fracasso.

O melhor livro sobre a Revolução Francesa é História da Revolução em França, de Edmund Burke, de 1790, que previu o Terror de Robespierre e Saint-Just. Se o estudante quer um livro a favor da Revolução Francesa, leia, o título é o de sempre, o de Gaetano Salvemini. A favor da russa a de Sukhanov, que a Oxford University Press resumiu num volume, ou A Revolução Russa, de Trotski, um clássico revolucionário. Mas os fatos falam mais alto que o brilho literário de Trotski.

Sobre a Revolução Americana não conheço livro bom algum traduzido, mas por tamanho e qualidade, um volume só, sugiro a da editora Longman, A History of the United States of America, do jovem historiador inglês Hugh Brogan, 749 págs, apenas, quando comprei custava US$ 25. Tem tudo que é importante.

Em economia, a Abril publicou 50 volumes dos principais economistas. Eu não perderia tempo. Têm tanta relação com a nossa vida como tiveram Zélia e a criançada assessora. Mas há o Dicionário de Economia, também da Abril. Quando tascarem o jargão, você consulta para saber, ao menos, o que significa a embromação. Economia se resume na frase do português: quem não tem competência não se estabelece.

Dos romances do Século XIX, Guerra e Paz, de Tolstoi, e Crime e Castigo, de Dostoiévski, me parecem absolutamente indispensáveis. Guerra e Paz porque é o retrato completo de uma sociedade como uma grande família, porque rimos e choramos sem parar, porque contém um mundo e as inquietações do protagonista, Pierre Bezhukov, que até hoje não foram respondidas. Crime e Castigo, porque exemplifica toda a filosofia de Nietzsche de uma maneira acessível e profundamente dramática, de como o cérebro humano é capaz de racionalizar qualquer crime, que tudo é relativo, em suma, a pessoa que pensa e age, como Raskólnikov, o protagonista. Vale tudo. Dostoiévski, para nos impedir de aniquilar uns aos outros, acrescenta que não se pode viver sem piedade.

Dos modernos, Proust é maravilhoso, mas penoso, Joyce é desnecessário, mas vale a pena ler as obras-primas de Thomas Mann, A Montanha Mágica, para saber o que foi discutido filosoficamente neste século, e Dr. Fausto, que leva o relativismo niilista que domina a cultura moderna e de que precisamos nos livrar, se vamos sobreviver culturalmente, como civilização, e não como meros consumidores, num nível abjeto de satisfação animal.

Há muitas obras que me encantaram e não estou, de forma alguma, excluindo autores ou quaisquer livros. A lista que fiz me parece o básico. Em algumas semanas, duas horas por dia, se lê tudo. Duvido que se ensine qualquer coisa de semelhante nas nossas universidades. Se eu estiver enganado, dou com muito prazer a mão à palmatória.


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"O PT diz ter um programa operário. Mas é um programa de radicais de classe média que imaginam representar a classe operária, e não os operários, porque estes querem mesmo é se integrar à sociedade de consumo, ter empregos, boa vida. Não lhes passa pela cabeça coisas como socialismo."

"A melhor propaganda anticomunista é deixar um comunista falar."


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No avião, com Mick Jagger




(texto publicado na Folha de S. Paulo em 4 de maio de 1979)

No avião para Londres, achei que as aeromoças (agora chamadas feministicamente de assessoras de voo, sendo que "assessor" em inglês não tem feminino), apesar do título feminista, estavam galinhando comigo. Em seguida, que meus dentes tinham caído, ou o cabelo. Depois que a calça rasgara no, digo, na minha "Maggie Trudeau".

Depois, notei um rapaz ao meu lado, na janela. Parecia uma senhora de cinquenta anos, pele cansada, minha filha. Cabelos escorrendo pelo ombro. Calças de veludo verde, camisa de delinquente estilizada, gravata de Fu Manchu, roupa cortada mui estranhamente. Tirou as botas de caubói e ficou descalço. Uma caixa de bolinhas na mão, rotativa. Cara familiar. Não olhava ninguém, o que é marca de celebridade, não agradeceu as três taças de champagne, eu agradeci as minhas duas.

Era, descobri, Mick Jagger. Todas as moças em chamas, ele nunca me olhou ou me falou. É um bom companheiro de assento. Não pede licença. Ou melhor, pede, mas não incomoda. Pula por cima da gente, como um chimpanzé craque.

Pensando em você, que não vive a "emoção" do correspondente estrangeiro (que troco por uma choça em Petrópolis, pelo mesmo salário), meu caro leitor (todos os sexos), comecei a anotar mentalmente a "vida" de Mick.

Papamos a mesma salada. Ai, ai, ai. Tracei um consommé, ele não. Mas, Mick, sopa se toma à noite. Pediu uma lasanha. Eu, um bife malpassado. Era, infelizmente, carne inglesa, não americana (nos eua se pode e deve comer carne malpassada. Na maioria dos outros países, ao ponto, se bem que, na França, ao ponto é malpassado).

Menino pobre nunca se cansa de massas italianas. Comecei a fantasiar a gloriosa ascensão de Mick da sarjeta, muito contrarrevolucionária, porque enquanto existirem Cinderelas, fantasiaremos que somos a dita. E, no entanto, Mick, ao contrário dos Beatles, assustou a burguesia (ver, entre muitos exemplos, Citadel, que alguns acham baseada na batalha de Khe Sahn). Havia algo nele de genuinamente subversivo. Isso no tempo em que rock era importante para os garotos, que ainda não se haviam rendido aos confortos da música disco. Hoje rock morreu, disco infesta.

O certo é que Mick não dorme como você e eu. Ele tomou uma bola e começou a ler uma revista. Aí, no meio, segurando a revista, terminávamos de jantar, fechou os olhos e nessa posição permaneceu horas. Ao acordar, sacou nova bola, sacudiu a cabeça depois de tomá-la e era "um novo homem". Mick não é o único que vive assim, com uppers and downers, de pílula em pílula...

Londres continua minha cidade quase favorita, apesar de eu vir aqui ver a fauna que mais abomino, os políticos. Agora, os preços são suficientes para que os eleitores enxotem os trabalhistas do poder. Não interessa que os conservadores sejam piores. São. O fato é que os trabalhistas não devem ser recompensados com reeleição pelas desgraças que baixaram sobre sua formosa ilha.

Há um mito de que Mick não lê nada. Papo. Flagrei-o lendo o colunista político do Village Voice, Alex Cockburn, a seção de artes e, vexame para o ídolo supremo do inconformismo, "palpites para o consumidor".

Onde está o famoso entourage que percorria o mundo num jato, carregando moças para todas as ocasiões e drogas, sendo recebidos todos em cada porto por massas histéricas? Estará Mick reduzido à vulgaridade de um jato comercial? Ou quer impressionar o imposto de renda inglês (83% são cobrados de gente na faixa de Mick) ou a Justiça, contra sua ex-mulher Bianca Macías, vulgo Jagger, que para se divorciar oficialmente dele quer 10 milhões de dólares à vista e 9 mil dólares por semana, valorizando assim seus "7 centímetros" e vagabundagem como se fossem um diamante raro?

Em Londres, Mick e eu fomos recebidos por uma massa incalculável no aeroporto de Heathrow. Não eram nossos fãs, não. É o resultado da era do charter, do pacote que permite a todo mundo viajar, ou seja, a que os pobres nos inflijam sua incômoda e desagradável presença (há sempre comida pelo chão e crianças berrando). Me senti o "filho de Pinochet" lutando quase uma hora para arranjar carro e chofer que me levassem a Londres.

Às vezes me pergunto se não me tornei um extremista político por motivos estéticos, porque me ofendia a pobreza coletiva. Hoje, que voltei ao natural, não acreditando em mais nada, resta o desgosto. Sou um infeliz.