Terça, 23 de abril de 2019




Jamais troquei de lado.
Por quê? Eu não tenho lado.
Ou melhor, o meu lado sou eu
...
ANDO DEVAGAR
PORQUE NÃO TENHO PRESSA







Escreva apenas para





FAZER O QUÊ?
A LUTA CONTINUA!




Não tem jeito. Reciclar, redimensionar, reinventar.
Sei lá o termo certo para uma "nova fase". Mas tenho alguns princípios que não abro mão.
Não perco a piada, não deixo de me indignar, vou sempre registar o que está errado, especialmente quando os meios tradicionais de comunicação não tem uma reação a altura.
No entanto, me redimo.
Sei que o meu nível de indignação, nos últimos anos, estava - e está - muito grande. É muito assunto sério e não dá para ser assim. O brasileiro em geral já vive cercado de assuntos sérios e, por isso, tenho que dar uma aliviada.
Também vou levar mais a sério o "...eu não tenho lado". É difícil, mas tentarei.
Pra resumir, vou apostar mais no "bom humor".
E, quando der, vamos rir mais, mesmo em meio a um drama.
Enquanto isso continuo com o pepino me cutucando. Por isso peço a contribuição de todos.
Segue a vaquinha. Tenho que tentar chegar perto do necessário para atender a determinação judicial.
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O FIM MELANCÓLICO DO STF


Texto do jornalista Gilnei Lima.

Não restam muitas dúvidas sobre o caráter duvidoso do presidente do Supremo tribunal Federal, Dias Toffoli, após a exposição de provas de corrupção e sua ligação criminosa com a Odebrecht. Afinal, ele é o "amigo do amigo de meu pai", segundo afirmações de Marcelo Bahia Odebrecht, filho do maior "amigo dos amigos", aos quais presenteava com farta distribuição de brindes na forma E-milhões de reais.

O mais novo dos ordinários* ministros da suprema corte é Alexandre de Morais, que escancarou de vez o covil que se disfarça como sede máxima do poder judiciário. Sobre a pele indisfarçável de lobos, repousam sóbrias e sombrias togas pretas com a indefectível cor da escuridão - ausência completa de luz. Diante da escandalosa ditadura togada, tal e qual a tão alardeada "ditadura fardada", instalou -se o estado pútrido da censura, envergonhando até os mais desavergonhados defensores da regulação da mídia e da imprensa.

Ecoou pelo planeta o compadrio dos sumaríssimos e superiores supremos, inflados em sua sórdida supremacia. Resultou no inevitável recuo; peça obrigatória para arrefecer ânimos de seus pares. Porém, nada do que façam ou venham a fazer, restaurará aquilo para o qual não há resgate: a credibilidade e a fé em uma corte honrada e, ainda que no mínimo, honesta. Por óbvio que não deixaremos de ter a instituição a qual chamamos de STF, o terceiro poder, guardião-mor da constituição e regulador necessário dos poderes da República.

Mas é fato que "este" STF chegou ao fim.

Se caírem naturalmente - algo que estou longe de crer -, porque seus integrantes apodreceram, presos aos próprios galhos, totalmente emaranhados com a sujeira, a corrupção e toda a sorte de mal feitos; certamente cairão pela desgraça, talvez pela imposição da força bruta.

Foram tantos os mandos, mandatos e desmandos, privilegiando criminosos contumazes, reincidentes renitentes ávidos por voltar ao folgado mundo do crime do colarinho branco, sempre com a celeridade da cobertura luxuosa de super juízes sempre disponíveis para acobertar seus comparsas. Não bastasse isso, a corte suprema autorizou, com direito a carimbo, assinaturas e chancelas, autorizou que um criminoso condenado e que adora publicidade, a conceder entrevistas direcionadas e pré-ensaiadas para canoniza-lo definitivamente.

O golpe derradeiro para decretação do fim do STF como conhecemos atualmente, foi a determinação para buscas e apreensões na residência do General Augusto Heleno, integrante do alto comando do país. Os supremos ministros acionaram o detonador da bomba-relógio que sempre esteve na eminência de explodir. Tic-tac.

Somos todos testemunhas oculares do fim do enredo que se aproxima rapidamente. As trevas se acercam para cobrar o alto preço daqueles que venderam suas almas ao diabo.

 creiam todos os crentes e incrédulos: o diabo está preso!

* Está no dicionário: Ordinário é um adjetivo, que dependendo do contexto, pode ter diversos significados. Na maior parte dos casos, ordinário qualifica aquilo que é habitual, comum, corriqueiro, aquilo que está na ordem usual das coisas. Pessoa ou coisa comum sem nada de excepcional.


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CONTESTAÇÃO AO ARTIGO DO MELVIS BARRIOS JÚNIOR - Publicado nesta segunda:

Sou leitor do blog há vários anos e não concordo em estragar o último rio do Bioma Pampa com investimento em mineração, quando há outras alternativas sustentáveis para região, sito o turismo rural por exemplo.
O exemplo e EUA e Canada não serve para nós, leis ambientais serviram muito para Vale do Rio Doce. No Camaquã já tivemos minas o que sobrou foi destruição e pouco ou quase nada de retorno econômico.
No papel parece bons projetos mas a que custo, muito dano ambiental e grande parte dos lucros indo para os investidores e o estado fica com passivo ambiental. Não queremos uma nova Brumadinho no rio Camaquã deixe o nosso último rio limpo assim
André Santos - Consultor de credito e ambiental
Crea RS 182854
CRC 095894/0-5


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ESSE É BOM! - Me agrada o senador Kajuru!



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REFLEXÃO

Meu próximo animal de estimação será um petista!
Pensa num bicho que defende o dono a qualquer custo.

Rui Strelow


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UM BRASILEIRO NÃO PODE SER TRATADO ASSIM!! COITADINHOS!! QUE VIDA SOFRIDA!!

(clica em cima que amplia)



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ELEIÇÃO NO PDT - Para presidir a Famurs. O diretório estadual do PDT acertou que sete prefeitos do partido irão concorrer à presidência da Federação da Associações do Municípios do RS. Também confirmada a data da eleição: 13 de maio.
Cabe aos trabalhistas a presidência da entidade neste ano.


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IMPRESSIONANTE - Encontrei na página do jornalista Raul Ferreira, no Facebook:

Increíble!!! Curiosa pintura de Gustave Freipont de 1924 y se llama "Premonición"


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VIROU MODA. DÁ RESULTADOS? - Só ontem, CINCO "frentes parlamentares" foram criadas na Assembleia gaúcha.
Em ato realizado no salão Júlio de Castilhos da Assembleia Legislativa, na manhã desta segunda-feira (22), foi instalada a Frente Parlamentar em Apoio à Evolução do Status Sanitário Animal do Rio Grande do Sul. A Frente é uma proposição do deputado Ernani Polo (PP), com apoio do diversas entidades representativas do setor.
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Em ato no Plenarinho da Assembleia Legislativa, na manhã desta segunda-feira (22), foi instalada a Frente Parlamentar em Apoio à Construção de Usina Termoquímica no Rio Grande do Sul, que será presidida pelo deputado Vilmar Lourenço (PSL). O parlamentar explicou os objetivos da iniciativa e defendeu a necessidade de modernização dos processos de destinação dos resíduos sólidos urbanos. “O lixo é um problema sério a cada dia que passa, primeiro pela carência dos municípios, aos quais compete oferecer a solução adequada”, disse Lourenço. “Mas os municípios estão falidos, e aqueles que ainda têm condições de dar destino ao lixo, estão utilizando tecnologia ultrapassada”, acrescentou.
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Em solenidade, na tarde desta segunda-feira (22), a Assembleia Legislativa instalou a Frente Parlamentar em Defesa da Nefrologia Gaúcha, sob a presidência da deputada Franciane Bayer (PSB). A parlamentar explicou que, ao candidatar-se a uma vaga no Parlamento, logo concluiu que sua maior e mais importante missão seria a de defesa da vida e que a frente parlamentar representava mais um passo nessa caminhada, dando continuidade a trabalho iniciado por sua irmã, Liziane Bayer (PSB/RS), hoje deputada federal.
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Com a participação de representantes de entidades civis de várias regiões do Estado e do secretário de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Catarina Paladini, a Assembleia Legislativa instituiu, no final da tarde desta segunda-feira (22), a Frente Parlamentar em Defesa da Pessoa com Deficiência. A iniciativa, que é do deputado Eduardo Loureiro (PDT), tem como objetivo reafirmar os direitos das pessoas com deficiência, buscando garantir acessibilidade, inclusão e informação para os milhões de gaúchos que possuem algum grau de deficiência.
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A  Assembleia Legislativa instalou nesta segunda-feira (22) a Frente Parlamentar em Defesa da Criança e do Adolescente, que será presidida pelo deputado Elizandro Sabino (PTB). A iniciativa tem como objetivo promover a interlocução entre os atores que atuam na área e contribuir para qualificar a rede de proteção.


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VÁRZEA NEWS - Jornal virtual do Paulo Pruss, para "meter o pau no governo".
Confira: https://www.facebook.com/jornalvarzeanews/


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RESCALDO DA PÁSCOA - Do jornalista Caco Belmonte:

PERGUNTO AO COELHINHO
Coelhinho, querido, como é possível que existam estudantes universitários de direita? Na PUCRS e na UFRGS eles existem. Como explicar isso, se a universidade é uma lavagem cerebral para construir militantes abobados de esquerda, anticristãos e maconheiros?

E COELHINHO RESPONDE
Decerto, todos os universitários são de esquerda, menos os que estudam medicina, odontologia e direito. Esses, são capitalistas mesmo e estudam para fazer dinheiro adulto.


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SERÁ QUE É VERDADE? O CHARLIE HEBDO??




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E ESSA?




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SERÁ QUE A MOÇA GOSTOU DE LEVAR PORRADA? - O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) manteve o uso de tornozeleira eletrônica de homem preso em flagrante por agredir companheira a bordo de um avião da Azul com destino a Porto Alegre (RS). Em julgamento ocorrido em 9 de abril, a 7ª Turma decidiu, por unanimidade, pela aplicação da Lei Maria da Penha mesmo com a vítima voltando a morar com o agressor. Conforme os desembargadores, o fato de voltar a conviver não é garantia de que a violência doméstica irá cessar.

No início do ano, o casal e a mãe do comerciante, que moram em Pelotas (RS), passaram quatro dias no Rio de Janeiro. De acordo com a vítima e a sogra dela, as agressões começaram no segundo dia de passeio, por conta de fotos na praia que teriam irritado o homem. No decorrer da viagem, a violência chegou a lesões no rosto da moça e ameaças constantes que seguiram até o voo de volta para o Rio Grande do Sul.

Quando retornaram à capital gaúcha, policiais da Delegacia de Polícia para Turistas prenderam o agressor em flagrante durante o desembarque da aeronave. A prisão preventiva foi possível a partir da denúncia por telefonema da irmã da vítima, que informou o horário de chegada do voo.

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação contra o passageiro, alegando que além da situação ocorrida, o homem já seria recorrente, tendo agredido outras mulheres no passado.

Após um mês, a mulher agredida rez seu depoimento e negou as ameaças, apontando interesse em voltar a conviver com o réu. Com a mudança da posição da vítima, o homem teve a prisão preventiva substituída por monitoramento eletrônico, restringido inicialmente a prisão domiciliar e, mais tarde, ao perímetro do município onde moram.

O comerciante requereu a revogação da medida cautelar, alegando que já haviam voltado a morar juntos. A 22ª Vara Federal de Porto Alegre negou o pedido de liberdade sem restrições. A defesa recorreu pela reforma da decisão.

A relatora do processo, desembargadora federal Claudia Cristina Cristofani, julgou adequado o uso de tornozeleira eletrônica, considerando que a medida deve servir como desestímulo à prática de violência doméstica.

A magistrada ainda destacou que a união do casal não muda o entendimento de perigo apresentado, “o fato de voltar a residir com o paciente não indica que a periculosidade cessou, diante da possibilidade concreta de que volte a agredir física e psicologicamente sua companheira, inclusive em lugares públicos, considerando o histórico de violência doméstica e familiar contra a mulher”.

O processo segue tramitando em 1ª instância.


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NÃO É PIADINHA

Solenemente




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Piadinha






Segunda, 22 de abril de 2019




Jamais troquei de lado.
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FUNDAMENTALISMO AMBIENTAL
E ATRASO


Texto do engenheiro civil Melvis Barrios Júnior.


Neste momento o estado do RS enfrenta o ápice da sua maior crise financeira e econômica, com um déficit anual que se aproxima de dez bilhões de reais, praticamente inviabilizando qualquer gestão pública.
Somente existe uma solução de curto prazo para aumentar a geração de empregos e gerar novas matrizes produtivas, propiciando aumento da arrecadação de impostos.

Atualmente existem quatro grandes projetos de mineração que estão em processo de licenciamento final para sua implantação no RS, com capacidade de gerar quatro mil empregos diretos e aproximadamente quarenta mil indiretos, totalizando investimentos  privados superiores a dois bilhões de reais.

Esses investimentos enfrentam uma hostil oposição de segmentos fundamentalistas da causa ambiental, que não estão preocupados com o futuro do nosso estado.

Exploração mineral é realizada em grande escala nos EUA, Canadá, Austrália e diversos outros países.
É necessário um rigoroso sistema de proteção ambiental, amparado nas melhores práticas de Engenharia de Minas, geológica e ambiental, mas jamais inviabilizar as operações sem as devidas justificativas técnicas.

Esses empreendimentos situam-em Eldorado do Sul para extração de carvão mineral, configurando-se numa das maiores operações do Brasil.
Extração de titânio em São José do Norte com um horizonte de até cinquenta anos de produção ativa.
Também em fase final de aprovação está a extração de fosfato em Lavras do Sul, uma das regiões mais pobres do RS.

Coroando todos esses investimentos temos a extração de cobre, chumbo, zinco e prata no município de Caçapava do Sul.

É necessário uma mobilização das forças progressistas para atenuar e neutralizar  o ativismo de ONGs e entidades que defendem o atraso e tentam sepultar esses importantes investimentos em solo gaúcho.
A pior poluição é a fome e a miséria.

...

Alguém contesta?
Envie para jlprevidi@gmail.com


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TAMBÉM! - Escreve o Paulo Palombo Pruss:
Imagine se o incêndio da Catedral de Notre-Dame de Paris acontecesse em alguma Igreja no Brasil, “só podia ser coisa de Brasil” seria o mínimo que ouviríamos, as primeiras teses, de brasileiros, davam conta que seria um atentado, evidente fica mais fácil, a culpa não seria dos franceses raízes, a negligência não seria de um dos nossos.
Depois o deslumbramento veio pelas doações de milionários franceses a boa causa.
Recentemente em Porto Alegre,  o casal Alexandre Grendene e Nora Teixeira, doaram  R$ 40 milhões para a Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre para a construção de uma nova emergência para o complexo, dedicado somente ao SUS, e sabe-se o que mais de ouviu, “Também..”, esse também se encerra por si só, não tem continuidade, o interlocutor covardemente não tem coragem de expressar o que pensa ou não tem condições mesmo de concluir em uma frase, simplifica sua ignorância na acusação.


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ISSO NÃO É UM ESCÂNDALO? - E tem gente na Rádio Guaíba que ainda fala mal do Messias...

(clica em cima que aumenta)

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CADÊ A FÓRMULA? - Escreve o Luiz Henrique Benfica:
O rádio tradicional, em busca de um novo público, propõe uma mudança radical em sua fórmula.
O problema é que o novo público, por não gostar da velha fórmula, a rejeita.
Resultado: o rádio tradicional perde seu público antigo e não conquista o novo.
O sono dos gestores não tem sido tranquilo ...


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ESSA ERA A VERDADEIRA RÁDIO GAÚCHA.
HOJE É A RÁDIO DE ESTAGIÁRIOS DE UATISAPI

Queria ver o atual chefete - o pior apresentador de rádio do RS - juntar os seus estagiários e publicar a fotinho de todas as "estrelas" do uatisapi.
..
E a cada semana demitem jornalistas experientes. Tirando o Mazedão e o Pedro Ernesto...



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SABE DE ONDE TIREI O ANÚNCIO ACIMA? - Da página no Facebook  de uma grande jornalista, Otília Souza. Ela sempre foi ligada às rádios.
Olha ela aí!!




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INTOLERÂNCIA DE TODOS OS LADOS! - Texto do vereador André Carús, de Porto Alegre:

Quando chegamos ao ponto de um parlamentar circular no supermercado ou em espaços públicos e ser ofendido na sua honra ou moral, por posições ou votos que possuo na Câmara Municipal, esta é a expressão da anti-democracia.

Foi isso que infelizmente ocorreu na última quinta-feira no Supermercado Zaffari da Av. Ipiranga, quando chegávamos para fazer compras eu e minha esposa. Dois indivíduos, ditos servidores públicos municipais, nos encheram de desaforos sem qualquer justificativa. Conheço e convivo com diversos funcionários municipais e posso atestar sua capacidade de diálogo e dedicação permanente em servir à população. Não será "meia dúzia" (massa de manobra) que irá desfazer esse conceito positivo.

No início da noite deste sábado, foi ainda pior, saindo de um passeio também com minha esposa na Orla do Guaíba, em frente ao número 340 da Rua Gen. Salustiano (Praça Júlio Mesquita), um grupo na maioria de mulheres e cerca de quatro homens utilizaram adjetivos como "vagabunda" à minha mulher, "trouxa", "pau no c...", "filho da p..." "fudeu minha vida", entre outras barbaridades.

Por muito pouco não tive que acionar a Brigada Militar para conter a ira de talvez, militantes xiitas e intolerantes que vivem às custas de privilégios aprovados a portas fechadas num passado recente e não toleram mudanças para o coletivo, portanto, incapazes de conviver com as diferenças. Chegamos a ouvir o absurdo, "vai curtir em outro lugar", como se aquela região fosse ocupada exclusivamente por pessoas deste nível tão baixo.

A era dos extremos está cada vez mais intensa. Não vou me calar para esse reacionarismo de esquerda, uma pena, pois a fraternidade e justiça social, princípios desta corrente ideológica estão esquecidas em nome do ódio que permeia atitudes como as de hoje. Não sou de direita, tampouco de esquerda, sou sim posicionado em um Centro Democrático que busca mudanças com equilíbrio, responsabilidade e uma cidade para todas as pessoas e não, para este ou aquele grupo.

Seguirei reagindo de forma enérgica, defendendo a minha conduta, a integridade da minha família e a seriedade do meu mandato que foi conferido legitimamente pelo povo de Porto Alegre.

Seguimos em frente.


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PERGUNTINHA TELEVISIVA

Não é paranoia nem teoria da conspiração. Mas por que uma entrevista ao vivo com Paulo Guedes na Globonews no mesmo horário em que a TV aberta transmitia a final dos campeonatos regionais?

Claudio Moretto, jornalista


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QUEM VENCE ESSA DISPUTA?
CP OU ZH?






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EU NÃO SABIA -  A avenida Farrapos, em Porto Alegre - por muitos anos a via mais importante da cidade - chamava-se Rua Minas Gerais.


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NO GESSINGER ADVOGADOS - Escreve o Ruy Gessinger:
Após concluir com muito aproveitamento seu curso de Direito na PUC de Porto Alegre e, mesmo antes de formado , ter  sido aprovado nas provas da OAB, Rudolf Genro Gessinger, meu filho, está apto a advogar.
Vêm se unir ao meu sobrinho Cristiano Gessinger Paul, também formado pelaPUC, mestre  e professor universitário.


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INÉDITO!! AUTO VACINAÇÃO NO RS!!



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COITADO DO ATOR!

Nasce Amazonie, terceira folha do ator francês Vincent Cassel


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Com o prefeito de Tramandaí
PREFEITOS RECEBEM OBRA SOBRE ELÉTRICA -  O jornalista Gilmar Eitelwein apresentou o livro “A Electrica e os Discos Gaúcho” ao prefeito de Imbé, Pierre Emerim, e ao prefeito de Tramandaí, Luiz Carlos Gauto.. A publicação aborda o pioneirismo da gravadora e fábrica de discos A Eléctrica, que funcionou em Porto Alegre no início do século 20. O jornalista atuou na redação, edição e revisão final do material que reúne pesquisa e textos de Hardy Vedana.

A Eléctrica registrou pelo menos 4.500 gravações, em que as estrelas da época interpretavam valsas, habaneras, polcas, modinhas, fados, tangos – além de hinos nacionais e, singularidades únicas, também ficaram gravados alguns discursos de grandes políticos daqueles tempos.
Com o prefeito do Imbé

Acompanham o livro três CDs com registros raros e únicos que carregam a história dos fundadores, de pioneiros e da memória da música.

Com passagens por grandes veículos de comunicação como Grupo RBS (Zero Hora) e Rádio Guaíba, Eitelwein explicou que na fábrica muitos discos foram criados e exportados para diversos países como Argentina e Uruguai, entre eles o primeiro disco de tango na América Latina. “O material conta também com históricos de áudios que registram as primeiras gravações executadas por emissoras de rádio”, complementou o jornalista.

Gilmar Eitelwein, que é natural de Tenente Portela, já realizou inúmeros trabalhos no estado e atuou durante anos também na TVE. Atualmente ele mora em Tramandaí e integra o Coral Municipal.



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NÃO É PIADINHA


Isso só pode ser gozação levada a sério!




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Piadinha





Quarta-Quinta, 17-18 de abril de 2019




Jamais troquei de lado.
Por quê? Eu não tenho lado.
Ou melhor, o meu lado sou eu
...
ANDO DEVAGAR
PORQUE NÃO TENHO PRESSA







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ESPECIAL FERIADÃO
NÃO É PARA FRACOS!




Não me canso de agradecer a todos os que contribuíram ou que irão contribuir com a vaquinha do Blog do Prévidi. É muito legal! Também é muito bom o conforto que me transmitem amigos queridos, amigos que não vejo há muito tempo ou que ainda nem conheço. Afinal, através do Blog nos tornamos todos "conhecidos há muito tempo".
Levar uma traulitada e aguentar no osso do peito não é para fracos.
Agora, se tem apoios, os mais diversos, fica mais fácil.
Olha, estou tranquilo, porque fui condenado por falar a verdade. Rigorosamente a verdade. Transmiti apenas fatos. E isso é "imperdoável"!! Para muita gente, especialmente da classe média consciente, a verdade tem que ser sempre mascarada. Jamais pode ser como um impulso.
Tudo bem, só digo uma coisinha que acredito: AQUI SE FAZ, AQUI SE PAGA.
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Terça, 16 de abril de 2019




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especial

GRENAL NA MÍDIA


ALFREDO SILVA, um fã (nostálgico) do futebol e da imprensa esportiva  

No RS, a tradição de se acompanhar o clássico  Gre-Nal para quem não foi para o estádio sempre foi pelo rádio. Grandes narradores, comentaristas e repórteres traziam as imagens do jogo para os ouvintes pela emoção e pelo estilo de descrever o que estavam vendo em campo.
Jogos pela televisão ficavam reduzidos às imagens por que o bordão “olho na tevê e ouvido na... (qualquer uma das rádios)” sempre esteve na preferência dos torcedores. Sem desmerecer qualquer profissional de todas as épocas, Armindo Ranzolin foi e continua sendo uma referência desse período. E o que dizer dos comentaristas? Ninguém ainda consegue superar os dois ícones que já se aposentaram: Ruy Carlos Ostermann e Lauro Quadros.
Apesar de todas as imitações (quase caricaturais) faltam conhecimento específico, vocabulário e, sobretudo, cultura geral. Dificilmente, o rádio poderá apresentar novos e atuais comentaristas que se aproximem do Lauro e do Ruy. Foi um tempo glorioso do rádio esportivo, diferente das transmissões pela televisão que nos deixa apenas uma lembrança de Milton Jung que criou uma forma de narrar imbatível. Milton sabia que o veículo televisão exigia uma forma especial de narrar o que os telespectadores assistiam. Ontem fiz uma varredura pelas rádios com a imagem da tevê. Orestes de Andrade, na Guaíba, narrando o Gre-Nal, me lembrou as transmissões clássicas dos clássicos narradores que já deixaram o microfone. 
Na tevê, nos raros momentos em que aumentei o volume, ouvi uma voz incompatível com a arrogância da emissora e, num outro momento, o comentarista saiu-se com essa acaciana definição do primeiro tempo: “O resultado  é o reflexo do que se viu em campo”.  Cá comigo: o resultado sempre será o reflexo do que se vê campo, independentemente de “azar”, de lances duvidosos, de bola no travessão, de juiz equivocado e de dez chutes a gol sem sucesso contra apenas um que atinge as redes.  Para encerrar: o futebol, que não está dissociado da vida cotidiana do país, também passa por uma crise de gestão e de gastança com salários incompatíveis para jogadores e treinadores, como na função pública nacional.
E a crise atingiu a “inteligência” de todos. Sou ouvinte de rádio dos tempos em que estagiário não pegava microfone.


Segunda, 15 de abril de 2019

=

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especial

PAULO MOTTA, O MESTRE


FANTASMAS

Nos anos 80 morei num quarto-e-sala ali na Duque com a Jerônimo Coelho que, às vezes, resmungava.
Pelo menos era o que me parecia quando esse pequeno apartamento fazia barulhos estranhos ao ponto de não me deixar dormir: resmungava!
Não raro, panelas e tampas despertavam em bêbadas madrugadas e me faziam tirar tudo de dentro do pequeno armário da cozinha, atrás de ratos fantasmagóricos que nunca encontrei.
Passei a conviver com meus espíritos rabugentos barulhentos como inquilinos indesejados mas, de certa forma, queridos. Passei a chamá-los de pressentimentos.
Percebi que, quando se manifestavam, algo acontecia; algumas coisas boas, outras nem tanto.
Nunca comentei com meus amigos facínoras pois viraria gozação o assunto nas mãos daqueles bandidos.
Ou montariam acampamento no meu apê-ovo numa força-tarefa de borrachos caça-fantasmas; melhor não.
Mudei, me fui ao mundo e pensei tê-los perdido por aí, mas não: de vez em quando dão o ar da graça e me cutucam como em mensagens virtuais selenitas, me avisando que o leite vai derramar ou a consultora da Jequiti vai me pedir em noivado, uma loucura!
Dia desses, sozinho em casa, ouvi um copo quebrar-se, na área de serviço. Fui conferir e nada havia lá, às duas e meia da manhã. Parecia alguém resmungando: "Olha o que tu tá fazendo, menino!".
Espero que não seja o Grilo Falante, amiguinhos e amiguinhas.
Boa tarde pra vocês e um ótimo dia pra todos.

...


MÃES

Sempre imagino as mães como diretoras e produtoras dos filmes das nossas vidas.
Trabalham sempre num quase anonimato, nos fazendo seguir o roteiro e exigindo mais envolvimento na trama, seja ela boa ou ruim.
Se o resultado é bom, os méritos ficam com os atores e a diretora sorri, tímida, observando de longe os aplausos. Se for ruim, a responsabilidade será dela.
Podem ser, também, dedicadas operárias que dobram nossos paraquedas emocionais e comportamentais, que usaremos ao saltar das asas protetoras de nossas casas para o azul infinito da vida.
Só saberemos se foram bem dobrados e envelopados quando puxarmos a cordinha na hora certa. Geralmente o são.
Elas trabalham sem espalhafatos nem pirotecnias; trabalham por amor, para que sejamos melhores e repetirão, sempre, as mesmas coisas. Quem nunca ouviu a célebre frase: "Leva um casaquinho que vai esfriar!" ou "Não corre, meu filho!", quem nunca?
Mães, avós, tias são nossa equipe de retaguarda, muitas vezes de resgate que raramente valorizamos por nos acharmos os donos do mundo.
Por ser filho da Dona Norma Motta, sou um filho normal e lembro dos aniversários com bolos decorados pela doceira mais querida de São Borja: Dona Glaci Sarmanho e o nome dela já lembrava glacê e seus derivados inigualáveis.
Quando fiz sete anos o bolo era um navio com marinheiros de cera e bandeirinhas coloridas, estendidas no convés, uma obra prima e eu incendiei as bandeirinhas ao brincar de bombardeio com o barco de merengue. Adivinhem quem salvou o belo bolo do pequeno incendiário?
Dona Norma, claro. Se perguntassem a ela por que estava com os dedos chamuscados, responderia: "Nada, apenas apagando um incêndio num navio".
Quando ela descobriu que eu tinha comido os marinheiros de cera teve outro incêndio na minha casa!
Sei que não é Dia das Mães, mas acho que todos os dias deveriam ser.
Beijão a todas vocês, minhas queridas mães, vocês são tudo nesse mundo.


-

NÃO É PIADINHA

POLITICAMENTE CORRETO 

Proibido usar a palavra denegrir. Ofende afrodescendentes. 
Nem se pode usar a palavra degringolar. Ofende os italo-descendentes, os gringos!


-


PIADINHA



Sexta, 12 de abril de 2019





Jamais troquei de lado.
Por quê? Eu não tenho lado.
Ou melhor, o meu lado sou eu
...
ANDO DEVAGAR
PORQUE NÃO TENHO PRESSA







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NÃO É PARA FRACOS!

Não me canso de agradecer a todos os que contribuíram ou que irão contribuir com a vaquinha do Blog do Prévidi. É muito legal! Também é muito bom o conforto que me transmitem amigos queridos, amigos que não vejo há muito tempo ou que ainda nem conheço. Afinal, através do Blog nos tornamos todos "conhecidos há muito tempo".
Levar uma traulitada e aguentar no osso do peito não é para fracos.
Agora, se tem apoios, os mais diversos, fica mais fácil.
Olha, estou tranquilo, porque fui condenado por falar a verdade. Rigorosamente a verdade. Transmiti apenas fatos. E isso é "imperdoável"!! Para muita gente, especialmente da classe média consciente, a verdade tem que ser sempre mascarada. Jamais pode ser como um impulso.
Tudo bem, só digo uma coisinha que acredito: AQUI SE FAZ, AQUI SE PAGA.
...
Continuo com a vaquinha. Tenho que tentar chegar perto do necessário.
Além de contribuir pelo https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajuda-ao-blog-do-previdi
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especial

Nesta sexta, uma cesta de
ERICO VERISSIMO





Érico Lopes Veríssimo, o mais importante escritor gaúcho, nasceu em Cruz Alta, 17 de dezembro de 1905 e faleceu em Porto Alegre, 28 de novembro de 1975.
Não vou ocupar o tempo de vocês escrevendo sobre ele.
Só publico os livros (li todos):

Fantoche, contos, 1932
Clarissa, ficção, 1933
Caminhos Cruzados, ficção, 1935
Música ao Longe, ficção, 1935
A Vida de Joana D’Arc, biografia, 1935
Um Lugar ao Sol, ficção, 1936
As Aventuras do Avião Vermelho, literatura infantil, 1936
Rosa Maria no Castelo Encantado, literatura infantil, 1936
Os Três Porquinhos, literatura infantil, 1936
Meu ABC, literatura infantil, 1936
As Aventuras de Tibicuera, romance didático, 1937
O Urso com Música na Barriga, 1938
Olhai os Lírios do Campo, ficção, 1938
A Vida do Elefante Basílio, 1939
Outra Vez os Três Porquinhos, 1939
Viagem à Aurora do Mundo, 1939
Aventuras no Mundo da Higiene, 1939
Saga, ficção, 1940
Gato Preto em Campo de Neve, impressões de viagem, 1941
As Mãos de Meu Filho, contos, 1942
O Resto é Silencio, ficção, 1942
A Volta do Gato Preto, impressões de viagem, 1946
O Tempo e o Vento I, O Continente, 1948
O Tempo e o Vento II, O Retrato, 1951
Noite, novela, 1954
Gente e Bichos, 1956
O Ataque, novelas, 1959
O Tempo e o Vento III, O Arquipélago, 1961
O Senhor Embaixador, 1965
O Prisioneiro, 1967
Israel em Abril, 1969
Incidente em Antares, 1971
Solo de Clarineta, memórias, vol.I, 1973; Vol.II, 1975





As Mãos de Meu Filho

Todos aqueles homens e mulheres ali na platéia sombria parecem apagados habitantes dum submundo, criaturas sem voz nem movimento, prisioneiros de algum perverso sortilégio. Centenas de olhos estão fitos na zona luminosa do palco. A luz circular do refletor envolve o pianista e o piano, que neste instante formam um só corpo, um monstro todo feito de nervos sonoros.nBeethoven.

Há momentos em que o som do instrumento ganha uma qualidade profundamente humana. O artista está pálido à luz de cálcio. Parece um cadáver. Mas mesmo assim é uma fonte de vida, de melodias, de sugestões — a origem dum mundo misterioso e rico. Fora do círculo luminoso pesa um silêncio grave e parado.

Beethoven lamenta-se. É feio, surdo, e vive em conflito com os homens. A música parece escrever no ar estas palavras em doloroso desenho. Tua carta me lançou das mais altas regiões da felicidade ao mais profundo abismo da desolação e da dor. Não serei, pois, para ti e para os demais, senão um músico? Será então preciso que busque em mim mesmo o necessário ponto de apoio, porque fora de mim não encontro em quem me amparar. A amizade e os outros sentimentos dessa espécie não serviram senão para deixar malferido o meu coração. Pois que assim seja, então! Para ti, pobre Beethoven, não há felicidade no exterior; tudo terás que buscar dentro de ti mesmo. Tão-somente no mundo ideal é que poderás achar a alegria.

Adágio. O pianista sofre com Beethoven, o piano estremece, a luz mesma que os envolve parece participar daquela mágoa profunda.

Num dado momento as mãos do artista se imobilizam. Depois caem como duas asas cansadas. Mas de súbito, ágeis e fúteis, começam a brincar no teclado. Um scherzo. A vida é alegre. Vamos sair para o campo, dar a mão às raparigas em flor e dançar com elas ao sol… A melodia, no entanto, é uma superfície leve, que não consegue esconder o desespero que tumultua nas profundezas. Não obstante, o claro jogo continua. A música saltitante se esforça por ser despreocupada e ter alma leve. É uma dança pueril em cima duma sepultura. Mas de repente, as águas represadas rompem todas as barreiras, levam por diante a cortina vaporosa e ilusória, e num estrondo se espraiam numa melodia agitada de desespero. O pianista se transfigura. As suas mãos galopam agitadamente sobre o teclado como brancos cavalos selvagens. Os sons sobem no ar, enchem o teatro, e para cada uma daquelas pessoas do submundo eles têm uma significação especial, contam uma história diferente.

Quando o artista arranca o último acorde, as luzes se acendem. Por alguns rápidos segundos há como que um hiato, e dir-se-ia que os corações param de bater. Silêncio. Os sub-homens sobem à tona da vida. Desapareceu o mundo mágico e circular formado pela luz do refletor. O pianista está agora voltado para a platéia, sorrindo lividamente, como um ressuscitado. O fantasma de Beethoven foi exorcizado. Rompem os aplausos.

Dentro de alguns momentos torna a apagar-se a luz. Brota de novo o círculo mágico.

Suggestion Diabolique.

D. Margarida tira os sapatos que lhe apertam os pés, machucando os calos.

Não faz mal. Estou no camarote. Ninguém vê.

Mexe os dedos do pé com delícia. Agora sim, pode ouvir melhor o que ele está tocando, ele, o seu Gilberto. Parece um sonho… Um teatro deste tamanho. Centenas de pessoas finas, bem vestidas, perfumadas, os homens de preto, as mulheres com vestidos decotados — todos parados, mal respirando, dominados pelo seu filho, pelo Betinho!

D. Margarida olha com o rabo dos olhos para o marido. Ali está ele a seu lado, pequeno, encurvado, a calva a reluzir foscamente na sombra, a boca entreaberta, o ar pateta. Como fica ridículo nesse smoking! O pescoço descarnado, dançando dentro do colarinho alto e duro, lembra um palhaço de circo.

D. Margarida esquece o marido e torna a olhar para o filho. Admira-lhe as mãos, aquelas mãos brancas, esguias e ágeis. E como a música que o seu Gilberto toca é difícil demais para ela compreender, sua atenção borboleteia, pousa no teto do teatro, nos camarotes, na cabeça duma senhora lá embaixo (aquele diadema será de brilhantes legítimos?) e depois torna a deter-se no filho. E nos seus pensamentos as mãos compridas do rapaz diminuem, encolhem, e de novo Betinho é um bebê de quatro meses que acaba de fazer uma descoberta maravilhosa: as suas mãos… Deitado no berço, com os dedinhos meio murchos diante dos olhos parados, ele contempla aquela coisa misteriosa, solta gluglus de espanto, mexe os dedos dos pés, com os olhos sempre fitos nas mãos…

De novo D. Margarida volta ao triste passado. Lembra-se daquele horrível quarto que ocupavam no inverno de 1915. Foi naquele ano que o Inocêncio começou a beber. O frio foi a desculpa. Depois, o coitado estava desempregado… Tinha perdido o lugar na fábrica. Andava caminhando à toa o dia inteiro. Más companhias. “Ó Inocêncio, vamos tomar um traguinho?” Lá se iam, entravam no primeiro boteco. E vá cachaça! Ele voltava para casa fazendo um esforço desesperado para não cambalear. Mas mal abria a boca, a gente sentia logo o cheiro de caninha. “Com efeito, Inocêncio! Você andou bebendo outra vez!” Ah, mas ela não se abatia. Tratava o marido como se ele tivesse dez anos e não trinta. Metia-o na cama. Dava-lhe café bem forte sem açúcar, voltava apara a Singer, e ficava pedalando horas e horas. Os galos já estavam cantando quando ela ia deitar, com os rins doloridos, os olhos ardendo. Um dia…

De súbito os sons do piano morrem. A luz se acende. Aplausos. D. Margarida volta ao presente. Ao seu lado Inocêncio bate palmas, sempre de boca aberta, os olhos cheios de lágrimas, pescoço vermelho e pregueado, o ar humilde… Gilberto faz curvaturas para o público, sorri, alisa os cabelos. (“Que lindos cabelos tem o meu filho, queria que a senhora visse, comadre, crespinhos, vai ser um rapagão bonito.)

A escuridão torna a submergir a platéia. A luz fantástica envolve pianista e piano. Algumas notas saltam, como projéteis sonoros.
Navarra.

Embalada pela música (esta sim, a gente entende um pouco), D. Margarida volta ao passado.

Como foram longos e duros aqueles anos de luta! Inocêncio sempre no mau caminho. Gilberto crescendo. E ela pedalando, pedalando, cansando os olhos; a dor nas costas aumentando, Inocêncio arranjava empreguinhos de ordenado pequeno. Mas não tinha constância, não tomava interesse. O diabo do homem era mesmo preguiçoso. O que queria era andar na calaçaria, conversando pelos cafés, contando histórias, mentindo…

— Inocêncio, quando é que tu crias juízo?

O pior era que ela não sabia fazer cenas. Achava até graça naquele homenzinho encurvado, magro, desanimado, que tinha crescido sem jamais deixar de ser criança. No fundo o que ela tinha era pena do marido. Aceitava a sua sina. Trabalhava para sustentar a casa, pensando sempre no futuro de Gilberto. Era por isso que a Singer funcionava dia e noite. Graças a Deus nunca lhe faltava trabalho.
Um dia Inocêncio fez uma proposta:

— Escuta aqui, Margarida. Eu podia te ajudar nas costuras…

— Minha Nossa! Será que tu queres fazer casas ou pregar botões?

— Olha, mulher. (Como ele estava engraçado, com sua cara de fuinha, procurando falar a sério!) Eu podia cobrar as contas e fazer a tua escrita.

Ela desatou a rir. Mas a verdade é que Inocêncio passou a ser o seu cobrador. No primeiro mês a cobrança saiu direitinho. No segundo mês o homem relaxou… No terceiro, bebeu o dinheiro da única conta que conseguira cobrar.

Mas D. Margarida esquece o passado. Tão bonita a música que Gilberto está tocando agora… E como ele se entusiasma! O cabelo lhe cai sobre a testa, os ombros dançam, as mãos dançam… Quem diria que aquele moço ali, pianista famoso, que recebe os aplausos de toda esta gente, doutores, oficiais, capitalistas, políticos… o diabo! — é o mesmo menino da rua da Olaria que andava descalço brincando na água da sarjeta, correndo atrás da banda de música da Brigada Militar…

De novo a luz. As palmas. Gilberto levanta os olhos para o camarote da mãe e lhe faz um sinal breve com a mão, ao passo que seu sorriso se alarga, ganhando um brilho particular. D. Margarida sente-se sufocada de felicidade. Mexe alvoroçadamente com os dedos do pé, puro contentamento. Tem ímpetos de erguer-se no camarote e gritar para o povo: “Vejam, é o meu filho! O Gilberto. O Betinho! Fui eu que lhe dei de mamar! Fui eu que trabalhei na Singer para sustentar a casa, pagar o colégio para ele! Com estas mãos, minha gente. Vejam! Vejam!”

A luz se apaga. E Gilberto passa a contar em terna surdina as mágoas de Chopin.

No fundo do camarote Inocêncio medita. O filho sorriu para a mãe. Só para a mãe. Ele viu… Mas não tem direito de se queixar… O rapaz não lhe deve nada. Como pai ele nada fez. Quando o público aplaude Gilberto, sem saber está aplaudindo também Margarida. Cinqüenta por cento das palmas devem vir para ela. Cinqüenta ou sessenta? Talvez sessenta. Se não fosse ela, era possível que o rapaz não desse para nada. Foi o pulso de Margarida, a energia de Margarida, a fé de Margarida que fizeram dele um grande pianista.

Na sombra do camarote, Inocêncio sente que ele não pode, não deve participar daquela glória. Foi um mau marido. Um péssimo pai. Viveu na vagabundagem, enquanto a mulher se matava no trabalho. Ah! Mas como ele queria bem ao rapaz, como ele respeitava a mulher! Às vezes, quando voltava para casa, via o filho dormindo. Tinha um ar tão confiado, tão tranqüilo, tão puro, que lhe vinha vontade de chorar. Jurava que nunca mais tornaria a beber, prometia a si mesmo emendar-se. Mas qual! Lá vinha um outro dia e ele começava a sentir aquela sede danada, aquela espécie de cócegas na garganta. Ficava com a impressão de que se não tomasse um traguinho era capaz de estourar. E depois havia também os maus companheiros. O Maneca. O José Pinto. O Bebe-Fogo. Convidavam, insistiam… No fim de contas ele não era nenhum santo.

Inocêncio contempla o filho. Gilberto não puxou por ele. A cara do rapaz é bonita, franca, aberta. Puxou pela Margarida. Graças a Deus. Que belas coisas lhe reservará o futuro? Daqui para diante é só subir. A porta da fama é tão difícil, mas uma vez que a gente consegue abri-la… adeus! Amanhã decerto o rapaz vai aos Estados Unidos… É capaz até de ficar por lá… esquecer os pais. Não. Gilberto nunca esquecerá a mãe. O pai, sim… E é bem-feito. O pai nunca teve vergonha. Foi um patife. Um vadio. Um bêbedo.

Lágrimas brotam nos olhos de Inocêncio. Diabo de música triste! O Betinho devia escolher um repertório mais alegre.

No atarantamento da comoção, Inocêncio sente necessidade de dizer alguma coisa. Inclina o corpo para a frente e murmura:

— Margarida…

A mulher volta para ele uma cara séria, de testa enrugada.

— Chit!

Inocêncio recua para a sua sombra. Volta aos seus pensamentos amargos. E torna a chorar de vergonha, lembrando-se do dia em que, já mocinho Gilberto lhe disse aquilo. Ele quer esquecer aquelas palavras, quer afugenta-las, mas elas lhe soam na memória, queimando como fogo, fazendo suas faces e suas orelhas arderem.

Ele tinha chegado bêbedo em casa. Gilberto olhou-o bem nos olhos e disse sem nenhuma piedade:

— Tenho vergonha de ser filho dum bêbedo!

Aquilo lhe doeu. Foi como uma facada, dessas que não só cortam as carnes como também rasgam a alma. Desde esse dia ele nunca mais bebeu.

No saguão do teatro, terminado o concerto, Gilberto recebe cumprimentos dos admiradores. Algumas moças o contemplam deslumbradas. Um senhor gordo e alto, muito bem vestido, diz-lhe com voz profunda:

— Estou impressionado, impressionadíssimo. Sim senhor! Gilberto enlaça a cintura da mãe:

— Reparto com minha mãe os aplausos que eu recebi esta noite… Tudo que sou, devo a ela.

— Não diga isso, Betinho!

D. Margarida cora. Há no grupo um silêncio comovido. Depois rompe de novo a conversa. Novos admiradores chegam.

Inocêncio, de longe, olha as pessoas que cercam o filho e a mulher. Um sentimento aniquilador de inferioridade o esmaga, toma-lhe conta do corpo e do espírito, dando-lhe uma vergonha tão grande como a que sentiria se estivesse nu, completamente nu ali no saguão.

Afasta-se na direção da porta, num desejo de fuga. Sai. Olha a noite, as estrelas, as luzes da praça, a grande estátua, as árvores paradas… Sente uma enorme tristeza. A tristeza desalentada de não poder voltar ao passado… Voltar para se corrigir, para passar a vida a limpo, evitando todos os erros, todas as misérias…

O porteiro do teatro, um mulato de uniforme cáqui, caminha dum lado para outro, sob a marquise.

— Linda noite! — diz Inocêncio, procurando puxar conversa. O outro olha o céu e sacode a cabeça, concordando.

— Linda mesmo.

Pausa curta.

— Não vê que sou o pai do moço do concerto…

— Pai? Do pianista?

O porteiro pára, contempla Inocêncio com um ar incrédulo e diz:

— O menino tem os pulsos no lugar. É um bicharedo.

Inocêncio sorri. Sua sensação de inferioridade vai-se evaporando aos poucos.

— Pois imagine como são as coisas — diz ele. — Não sei se o senhor sabe que nós fomos muito pobres… Pois é. Fomos. Roemos um osso duro. A vida tem coisas engraçadas. Um dia… o Betinho tinha seis meses… umas mãozinhas assim deste tamanho… nós botamos ele na nossa cama. Minha mulher dum lado, eu do outro, ele no meio. Fazia um frio de rachar. Pois o senhor sabe o que aconteceu? Eu senti nas minhas costas as mãozinhas do menino e passei a noite impressionado, com medo de quebrar aqueles dedinhos, de esmagar aquelas carninhas. O senhor sabe, quando a gente está nesse dorme-não-dorme, fica o mesmo que tonto, não pensa direito. Eu podia me levantar e ir dormir no sofá. Mas não. Fiquei ali no duro, de olho mal e mal aberto, preocupado com o menino. Passei a noite inteira em claro, com a metade do corpo para fora da cama. Amanheci todo dolorido, cansado, com a cabeça pesada. Veja como são as coisas… Se eu tivesse esmagado as mãos do Betinho hoje ele não estava aí tocando essas músicas difíceis… Não podia ser o artista que é.

Cala-se. Sente agora que pode reclamar para si uma partícula da glória do seu Gilberto. Satisfeito consigo mesmo e com o mundo, começa a assobiar baixinho. O porteiro contempla-o em silêncio. Arrebatado de repente por uma onda de ternura, Inocêncio tira do bolso das calças uma nota amarrotada de cinqüenta mil-réis e mete-a na mão do mulato.

— Para tomar um traguinho — cochicha.

E fica, todo excitado, a olhar para as estrelas.


--


Definição sobre "boato"

Ora, um boato é uma espécie de enjeitadinho que aparece à soleira duma porta, num canto de muro ou mesmo no meio duma rua ou duma calçada, ali abandonado não se sabe por quem; em suma, um recém-nascido de genitores ignorados. Um popular acha-o engraçadinho ou monstruoso, toma-o nos braços, nina-o, passa-o depois ao primeiro conhecido que encontra, o qual por sua vez entrega o inocente ao cuidado de outro ou de outros, e assim o bastardinho vai sendo amamentado de seio em seio ou, melhor, de imaginação em imaginação, e em poucos minutos cresce, fica adulto - tão substancial e dramático é o leite da fantasia popular - começa a caminhar pelas próprias pernas, a falar com a própria voz e, perdida a inocência, a pensar com a própria cabeça desvairada, e há um momento em que se transforma num gigante, maior que os mais altos edifícios da cidade, causando temores e às vezes até pânico entre a população, apavorando até mesmo aquele que inadvertidamente o gerou.


-


CHICO

Chamava-se Chico. De quê? Ele mesmo não sabia…
– Gente pobre não tem nome… – costumava dizer.
Tinha sete anos. De dia vendia jornais, de noite apanhava bordoada do irmão mais velho, o Zico, que vivia embriagado.

A mãe havia muitos anos que estava atirada sobre um colchão velho, paralítica, cadavérica, tendo a todas as horas do dia, diante dos olhos baços e sem expressão, o mesmo quadro de misé-ria e desalento: as paredes sórdidas do quarto, donde pendiam molambos, o teto carcomido e cheio de teias de aranha, a janela sem batentes, eterna-mente escancarada, mostrando uma nesga de céu em que nas noites claras se vislumbrava, como uma esmola luminosa, a claridade fugidia de estrelas…

O pai – Chico mal se lembrava disto – morrera por um dia triste de inverno, de peste, e se fora, quase nu, dentro duma carroça velha que ia fazendo tóc-tóc-tóc-tóc. . ., aos solavancos, pela estrada barrenta e sinuosa que ia dar no cemitério.

Chico ouvia sempre dizer que havia lá em cima, no céu, um Deus muito bom e muito severo. que não queria que as crianças dissessem nomes feios nem desobedecessem aos mais velhos. Era um homem muito poderoso, que punha empenho em que todas as cousas na terra andassem direitas e bem feitas.
Surgia, então, na cabecinha do garoto um pro-blema intrincado e insolúvel.

Chico via no mundo (mundo era a cidade em que ele, Chico, morava) gente feliz, rica, alegre; crianças que andavam bem vestidas, que tinham brinquedos surpreendentes e que comiam os doces mais saborosos desta vida. Via, ao mesmo tempo, de Outro lado, os infelizes, os desprotegidos da fortuna, os que rolam pão duro e andavam a ferir os pés descalços no pedregulho das ruas. E o pequeno não podia compreender a razão de tanta desigualdade de sorte no mundo. Como era que Deus, tão bom e tão justo, consentia em que exis-tissem crianças felizes e protegidas, ao mesmo passo que existiam outras, desgraçadas e sós, que, pra ganhar alguns tostões, – magríssimos tostões –, tinham de andar vendendo jornais pelas ruas, à luz adustiva do sol?…

E Chico não compreendia… Não compreendia e ficava pensando, pensando…

Mas não se detinha por muito tempo em tais cogitações, que adivinhava inúteis. A vida ensinara-o a ser prático. Bem sabia que com sonhos e lucubrações não ganharia o seu salário. Por isso se atirava ao trabalho.
– O’ia o Correio da Manhã! O Correeeeio! E assim ia vivendo…