Quinta, 14 de novembro de 2019





INTERNET VOLTOU.
A CEEE TROCOU OS POSTES E DETONOU A FIBRA ÓTICA.
DEU UMA TRABALHEIRA DANADA
PARA OS TÉCNICOS.
AGORA ESTÁ OK.
SÓ QUE  ESTOU DE FERIADÃO.














Quarta, 13 de novembro de 2019




Jamais troquei de lado.
Por quê? Eu não tenho lado.
Ou melhor, o meu lado sou eu
...
ANDO DEVAGAR
PORQUE JÁ TIVE PRESSA





Escreva apenas para




(clica em cima que amplia)



NÃO SEI O DIA, MAS ROGÉRIO MENDELSKI FOI CONVERSAR COM O LEONARDO MENEGHETTI NA SEDE DA BAND, EM PORTO ALEGRE.
TÔ NA TORCIDA!!






NOS 20 ANOS,  O PRÊMIO PRESS
PRECISA SER REPENSADO, NÃO?






Longe de mim debater com o Julio Ribeiro, o dono e idealizador do Prêmio Press.
Também não quero entrar em detalhes, porque conheço e considero como bons profissionais a maioria dos premiados na edição de 2019, que foram anunciados na segunda passada.
...
A primeira parte da votação é a mais democrática possível: o voto popular e o profissional, com pesos distintos. Perfeito.
Aí tem o voto do tal "juri de convidados"
Conferindo os "jurados", duvido que eles conheçam a maioria dos nomes que estavam nas listas quíntuplas. DUVIDO!! Nem aqueles das rádios, jornais e TVs.
Certamente perguntaram para alguém próximo. Ou foi chute mesmo.
Por isso alguns nomes que... não tem nada a ver, na premiação final.
...
Se eu tenho sugestão?
Não cabe a mim.
...
Mas acredito que o Troféu Imprensa é um bom modelo.
Todos votam e depois um júri de profissionais decide o vencedor. Com voto aberto, ali na hora, ao vivo. Claro que a maioria vota nos programas do SBT. Mas no caso do Press, ninguém teria motivo para puxar o saco do Julio.
Imagina que legal?
...
O Prêmio Press foi e continua sendo a única festa da Imprensa Gaúcha!!
O único que tenho prazer em participar.
...
Ideia: Imagina um juri de 9, 11 profissionais decidir na hora os vencedores? UM JÚRI PÚBLICO!!
Nada de desconfiança, nada de "desconfianças nos resultados".
Mas é apenas uma ideia.
E claro que o Julio não toparia, porque a sugestão não partiu dele. Hahahaha!!!!


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BAITA TIME NA AUDIÊNCIA DO PRÊMIO PRESS






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MEU AGRADECIMENTO - Ao Marcus Vinicius Schil levou para Canoas o troféu Jornalista Destaque do Interior, pelo seu trabalho na Ulbra TV.
Ele lembrou do absurdo processo que um jornalista entrou contra o José Luiz Prévidi.
"Jornalista processando jornalista!!", afirmou.





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O CARA FICOU BRABINHO - Pelo que não fiz ou escrevi. É uma tática surrada de petistas e de petistas disfarçados. "Afirmam" algo que não é verdade e a partir daí tecem uma tese. Assim fizeram com o Rogério Mendelski. E tentaram fazer comigo - só que eu não sou empregado deles.
No meu post de segunda falei apenas sobre o pepino da Rádio Guaíba e seu gerente. Nada mais. Como ele não tinha como contestar tentou, via WhatsApp, me "ofender", O bobinho deveria saber que babacas me xingam todos os dias e não dou bola. Alegou que falei de uma pessoa de sua família. Só que não tratei de pessoas de sua família, É um bobo de ixquerda. Miquinho amestrado. Come na mão do professor da Famecos. E. por isso, a rádio afunda - perde até para uma rádio de NH.
...
Se fosse homem, mandava um texto para que eu publicasse aqui neste espaço.
Mas é macho de WhatsApp.
...
O bobinho usa uma velha tática de centro acadêmico: partir de um fato falso para tentar agredir.
Sou vacinado contra esse tipo de gente. Levo "porrada" há mais de 16 anos.
Já escrevi que tenho pena dele.
E, pior, manobrado... um homem velho!
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Confiram o que escrevi na segunda sobre a figura.
NÃO PUBLIQUEI FOTO!!
SÓ MOSTREI A DECADÊNCIA DA RÁDIO GUAÍBA.
Beijos.


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FAZIA TEMPO QUE NÃO LIA NADA TÃO MEDÍOCRE

Na quinta passada aconteceram dois episódios. Na Jovem Pan, em São Paulo, Augusto Nunes deu um tapa na cara do canalha Glenn Greenwald, do The Intercept, depois que este o chamou de covarde várias vezes. Na Rádio Guaíba, Rogério Mendelski comentou que não gostava do cabelo, que virou moda, da vereadora do Rio de Janeiro, morta em 2018, Marielle Franco.
Aí os professores de Jornalismo da Unisinos, que não devem ter nada para fazer, emitiram uma nota de "repúdio".
POBRES ALUNOS!!

Leia na íntegra:

Considerando os lamentáveis episódios que marcaram o jornalismo nesta quinta-feira, 7 de novembro, dia do radialista, os professores do Curso de Jornalismo da Unisinos se mobilizam publicamente para repudiar toda e qualquer forma de manifestação que vá contra o Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, os valores da profissão e os princípios constitucionais.

O comentário de Rogério Mendelski em relação à vereadora Marielle Franco escancara o quanto a prática jornalística permanece impregnada por práticas racistas e sexistas, reforçando estereótipos e contribuindo para a construção de uma sociedade dividida por questões de raça e gênero.

O tapa de Augusto Nunes em Gleen Greenwald (sic), por sua vez, representa uma postura característica de pessoas incapazes de conviver com a pluralidade de ideias e, portanto, desafeitas também à própria democracia. Nesse sentido, refutamos toda e qualquer forma de violência, especialmente quando cometida contra um jornalista no exercício da sua profissão.

Trabalhamos para formar jornalistas alinhados aos princípios democráticos e comprometidos a combater a perseguição e a discriminação. Acreditamos que a liberdade de imprensa deve acompanhar a responsabilidade social inerente à prática jornalística.

Ana Paula da Rosa
Beatriz Sallet
Bruno Lima Rocha
Cybeli Moraes
Daniel Pedroso
Débora Lapa Gadret
Daniel Bittencourt
Edelberto Behs
Everton Cardoso
Felipe Boff
Flavio Dutra
Jairo Ferreira
Luciana Kraemer
Maria Clara Aquino Bittencour
Martha Dreyer de Andrade Silva
Micael Vier Behs
Pedro Osório
Porã Bernardes
Ronaldo Henn
Sabrina Franzoni
Silvio Lacerda Alves
Sonia Montano
Tais Seibt


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CÁ ENTRE NÓS - Os alunos de Jornalismo devem ter aprendido como não se posicionar. Basta conferirem os dois fatos.


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AGORA, A PROFISSÃO DE JORNALISTA
ESTÁ DEFINITIVAMENTE SEPULTADA!!

Do Correio do Povo:

O governo aproveitou a medida provisória que cria o programa Verde Amarelo para acabar com a exigência de registro profissional para jornalistas, publicitários, radialistas, químicos, arquivistas e até guardador e lavador de veículos. Em relação aos jornalistas, a MP acaba ainda com a exigência legal de diploma de jornalismo para o exercício de algumas funções.
A medida ainda revoga leis que regulamentam o exercício de profissões como corretor de seguro e guardador e lavador de carros - uma lei de 1975 exigia o registro na Delegacia Regional do Trabalho para guardar e lavar veículos automotores.

...

AOS ESTUDANTES DE JORNALISMO E PUBLICIDADE

O jornalista Caco Belmonte sintetiza:

Oficializou de vez o jornalismo sem diploma ou registro, que acontece desde sempre no interior do Estado e nos rincões do Brasil. Publicidade a mesma coisa, qualquer picareta pode abrir agências e o faz desde sempre. Antes de lamentar o fim da obrigatoriedade do registro, que é mais um prego em nosso caixão, lamento o fim dos empregos e a máquina universitária de fazer desempregados, centenas de diplomados anualmente e que não irão exercer a profissão, pois não existe trabalho, salvo para quem inventa trabalho e tem a capacidade de monetizar o seu conhecimento. Quase ninguém consegue isso. E o Uber está de braços abertos para receber aos que têm condições de comprar automóveis e virar motoristas



LULA NÃO TEM NADA DE INOCENTE,
É INCONFIÁVEL E TENTA ENGANAR O POVO

Do Uol:

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) afirmou hoje em entrevista ao Globo que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva "não aprendeu rigorosamente nada" ao se colocar como candidato após sair da prisão e que estaria tentando enganar a população "com a presunção de que o povo é ignorante, é idiota". Para o pedetista, Lula "não tem nada de inocente", já que ele que escolheu Dilma Rousseff, Michel Temer, deu poder a Eduardo Cunha, nomeou Geddel Vieira Lima e loteou a Petrobras e o Banco do Brasil.

"O Lula não saiu da cadeia inocente, nem inocentado pelos tribunais como eles estão, de novo, enganando e explorando a boa fé da população brasileira. O Lula foi devolvido às ruas porque está pendente um conjunto de recursos", disse Ciro. "Ele tem direito de aguardar em liberdade como qualquer outro cidadão. Aí o Lula sai imediatamente demonstrando que não aprendeu rigorosamente nada, sai o mesmo: candidato sem poder ser."

O ex-ministro completou: "Sempre com a presunção de que o povo é ignorante, que o povo é idiota, que cabe manipular, mentir, enganar porque o que importa é o projeto de poder. Agora, vai se repetir como tragédia, se persistir nesse caminho."


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REFLEXÃO JORNALÍSTICA

Por que os professores da Unisinos, ao invés de escreverem bobagens, não debatem o fim do Jornalismo e da Publicidade?


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BANCO DOS GAÚCHOS - O Banrisul alcançou, nos primeiros nove meses de 2019, lucro líquido de R$ 947,3 milhões, aumento de 19% em relação ao mesmo período de 2018. O lucro líquido ajustado pelos eventos extraordinários totalizou R$ 917,5 milhões nos nove meses de 2019, crescimento de 15,2% frente ao registrado no mesmo período de 2018, com retorno ajustado anualizado de 16,6% sobre o patrimônio líquido médio.
O desempenho no período reflete a relativa estabilidade da margem financeira, aumento das despesas de provisão para créditos de liquidação duvidosa, crescimento das receitas de tarifas e prestação de serviços e a relativa estabilidade das despesas administrativas.
O patrimônio líquido atingiu R$ 7,7 bilhões em setembro de 2019, 6,7% ou R$ 483 milhões acima da posição de setembro de 2018. Os ativos totais apresentaram saldo de R$ 80,6 bilhões em setembro de 2019, com ampliação de 6,3% em relação a setembro de 2018, proveniente do aumento nos depósitos e nos recursos em letras. Em setembro de 2019, o total de recursos captados e administrados foi de R$ 70,1 bilhões, com expansão de 7,3% em 12 meses.
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A carteira de crédito do Banrisul registrou saldo de R$ 34,6 bilhões em setembro de 2019, crescimento de 9,2% ou R$ 2,9 bilhões nos 12 meses. O resultado é em decorrência, especialmente, da carteira comercial, que registrou saldo de R$ 26 bilhões, aumento de R$ 3,3 bilhões ou 14,6% em um ano.
A carteira de crédito rural registrou saldo de R$ 2,5 bilhões em setembro de 2019. Nos nove meses de 2019, foram contratadas 24,7 mil operações, com volume total de R$ 1,4 bilhão, aumento de 14,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Do volume contratado, o Banrisul realizou 23,9 mil operações e R$ 1,3 bilhão com recursos próprios, e 811 operações e R$ 63,6 milhões com recursos repassados pelo BNDES.
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A rede de adquirência Vero encerrou o mês de setembro de 2019 com 142,9 mil estabelecimentos credenciados ativos em 12 meses, 4,3% superior ao apurado no final de setembro de 2018. Nos nove meses de 2019, a Vero registrou 242,7 milhões de transações com cartões de débito e crédito. Em volume financeiro, o valor transacionado totalizou R$ 21,4 bilhões, refletindo crescimento de 11,9% quando comparado ao mesmo período de 2018.
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A base de cartões de crédito do Banrisul, nas bandeiras Mastercard e Visa, alcançou 1,2 milhão de cartões no final de setembro de 2019, com aumento de 16,7% em relação ao mesmo mês de 2018. Nos nove meses de 2019, os cartões de crédito emitidos pelo Banrisul possibilitaram a movimentação financeira de R$ 4,8 bilhões em 58,5 milhões de transações, valores que representam incremento de 26,4% e 27,6%, respectivamente, em comparação ao mesmo período do ano anterior.
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O faturamento dos negócios de seguridade atingiu R$ 1,1 bilhão nos nove meses de 2019, apresentando crescimento de 30,2% em comparação ao mesmo período do ano anterior. As receitas totais atingiram R$ 234 milhões no período, com evolução de 17,8%. Em setembro de 2019, as operações ativas de seguridade alcançaram 2,4 milhões de contratos, com expansão de 6,1% em relação a setembro de 2018.
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As operações realizadas nos canais digitais do Banrisul representaram 54% do total de operações da instituição, de janeiro a setembro de 2019, frente aos 50,6% do mesmo período de 2018.
Nos nove meses de 2019, os canais de Internet Banking e Mobile Banking acessados por meio do app Banrisul Digital, tiveram 194,9 milhões de acessos, 34,5% superior ao mesmo período de 2018, equivalendo a uma média de 714 mil acessos diários. Em relação ao mesmo período de 2018, o total de operações realizadas nesses canais apresentou incremento de 15,9%, com destaque à quantidade de transações financeiras e ao valor transacionado que cresceram 27,1% e 4,5%, respectivamente.
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A Política de Responsabilidade Socioambiental do Banrisul estabelece as diretrizes de sustentabilidade para o Banco e todas as empresas controladas do Grupo Banrisul. Neste sentido, o Banrisul participa do Comitê Deliberativo do Programa Sustentare, que visa minimizar danos causados ao meio ambiente e potencializar a inclusão social. No aspecto ambiental, participa dos comitês gestores do Plano Estadual de Agroecologia e de Produção Orgânica e do Programa Estadual de Conservação de Solo e Água, que incentivam a agricultura sustentável.
Nos nove meses de 2019, por meio do Programa Sementes, o Banrisul distribuiu mais de 700 mil sementes agrícolas beneficiando grupos de agricultores, escolas, quilombolas e indígenas. O programa está em consonância com o objetivo de estimular estratégias de desenvolvimento rural sustentável nas comunidades onde o Banco está inserido.
O Projeto Pescar Banrisul, que oferece, anualmente, a 20 jovens entre 16 e 19 anos, o curso de Iniciação Profissional em Serviços Administrativos, ministrado por instrutores voluntários do Banrisul, abriu seleção para a 17ª turma que iniciará em março de 2020.


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PERFEITA!! SOBERBA! MAGNÍFICA!
tudo que é bom: doces, salgados, bolos e tortas





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É PIADINHA OU NÃO É PIADINHA?
VOCÊ DECIDE!


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NÃO É PIADINHA





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PIADINHA

Patrulheiros, é uma piadinha!




Terça, 12 de novembro de 2019




Jamais troquei de lado.
Por quê? Eu não tenho lado.
Ou melhor, o meu lado sou eu
...
ANDO DEVAGAR
PORQUE JÁ TIVE PRESSA





Escreva apenas para





especial

FOI UMA FESTA MUITO LEGAL

(clica em cima que amplia)




Numa cerimônia que misturou expectativa, alegria e emoção foram entregues na noite de ontem, os troféus do Prêmio Press 2019 aos melhores radialistas e jornalistas do ano, em 17 categorias.

Mais 500 pessoas participaram da festa que lotou o Teatro Dante Barone, da Assembleia gaúcha.

O Prêmio Press 2019 recebeu, nas duas etapas iniciais de votação (Popular e Profissional) mais de 908.000 indicações. Dessas duas etapas classificaram-se os cinco mais votados para a terceira fase de escolha, feita por um júri do qual participaram 58 convidados, entre decanos da comunicação, professores de jornalismo, assessores e consultores de comunicação e lideres de entidades.

Além dos troféus por categoria, foi entregue durante a festa o Troféu Sistema Fiergs – Homenagem Especial ao professor Carlos Alberto Carvalho, que tem uma vida de 64 anos dedicados ao jornalismo, 40 dos quais ministrando disciplinas nas faculdades de comunicação da UFRGS, PUC-RS, UCS e Feevale.

Em seu discurso, o professor Carlos Alberto lembrou, por exemplo, que ele foi o primeiro rosto a aparecer nas transmissões da TV Difusora, em 1968 e que de antes disso e até hoje dedicou sua vida ao exercício do jornalismo e à missão de ajudar a formar mais de 5.000 jornalistas nas diversas instituições em que trabalhou.

Julio Ribeiro, que além de presidente do Clube de Opinião é idealizador e coordenador do movimento GenteAjudandoGente, aproveitou a ocasião para destacar o trabalho de diversas entidades, órgãos públicos e veículos de comunicação que participam da campanha de valorização da vida e prevenção ao suicídio “Não ignore os avisos”, criada pela agência Moove e lançada em setembro e que se estende até janeiro de 2020.

A festa teve, também, bolo e “Parabéns a você” para comemorar os 20 anos do Prêmio Press. Em seu discurso, o jornalista Julio Ribeiro, diretor Geral da revista Press, fez questão de ressaltar o slogan desta edição do prêmio: 20 anos reverenciando o passado e apostando no futuro. E para personificar esse conceito convidou o professor homenageado, com seus 82 anos de vida, e o estudante Luka Pumes, de apenas 21 anos, vencedor na categoria Estagiário de Jornalismo do Ano para juntos assoprarem as velinhas.

Magda Beatriz, apresentadora da TV Pampa, vencedora do principal prêmio da noite, o Troféu Badesul Jornalista do Ano, agradeceu emocionada ao publico telespectador, que a levou a essa conquista importante em sua carreira e disse sentir o peso da responsabilidade de passar a representar toda a classe jornalística do Rio Grande do Sul . “Não sei se sou merecedora, mas vou fazer de tudo para não decepcioná-los”, disse ela.

A festa contou com a presença de centenas de radialistas e jornalistas de todo o Estado e de autoridades como o ministro da Cidadania, Osmar Terra; o presidente da Assembleia, deputado Luis Augusto Lara; e da secretária de Comunicação, Tânia Moreira, representando o governador Eduardo Leite.

O Prêmio Press 2019 teve o patrocínio do Sistema FIERGS, CIEE-RS, CMPC, CORSAN, BADESUL e o apoio da RDC TV, Vinícola Aurora, Krim Bureau e Assembleia Legislativa.

RELAÇÃO DOS VENCEDORES DO PRÊMIO PRESS 2019

ESTAGIÁRIO DO ANO – Troféu CIEE-RS
Luka Pumes – Jornal do Comércio

REPÓRTER DE RÁDIO DO ANO
Rodrigo Oliveira – Rádio Gaúcha

REPÓRTER DE TELEVISÃO DO ANO
Luciane Kohlmann - SBT

REPÓRTER DE JORNAL/REVISTA DO ANO
Leandro Behs – Zero Hora

COLUNISTA DE JORNAL/REVISTA DO ANO – Troféu Fernando Albrecht
Paulo Germano – Zero Hora

COMENTARISTA DE TELEVISÃO DO ANO
Nessa categoria houve um empate, com dois finalistas recebendo o mesmo número de votos do Júri de Convidados. Foram entregues dois troféus:
Guilherme Baumhardt – Band TV (não está mais na empresa)
Gustavo Victorino – TV Pampa

COMENTARISTA DE RÁDIO DO ANO – Troféu Ruy Carlos Ostermann
Diogo Olivier – Rádio Gaúcha

APRESENTADOR DE TELEVISÃO DO ANO
Felipe Vieira - SBT

APRESENTADOR DE RÁDIO DO ANO
Milton Cardoso – Rádio Band

JORNALISTA DO WEB DO ANO
Carla Santos – www.vozdavizinhanca.com.br

REPÓRTER FOTOGRÁFICO DO ANO
Mauro Schaefer – Correio do Povo

REPÓRTER CINEMATOGRÁFICO DO ANO
Vitor Ochôa  - RDC TV

LOCUTOR/APRESENTADOR DE NOTÍCIAS – Troféu Milton Ferrreti Jung
Sergio Stock – Band TV

JORNALISTA DESTAQUE DO INTERIOR
Marcos Vinicius Schil – Ulbra TV/Canoas

MELHOR PROGRAMA DE RÁDIO DO ANO – TROFÉU CORSAN
Dupla em Debate – Rádio Grenal

MELHOR PROGRAMA DE TELEVISÃO DO ANO
SBT Rio Grande – SBT

JORNALISTA DO ANO – TROFÉU BADESUL
Magda Beatriz – TV Pampa


Segunda, 11 de novembro de 2019





Jamais troquei de lado.
Por quê? Eu não tenho lado.
Ou melhor, o meu lado sou eu
...
ANDO DEVAGAR
PORQUE JÁ TIVE PRESSA





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É HOJE A GRANDE FESTA
DA IMPRENSA GAÚCHA!!



Será hoje a entrega dos troféus aos melhores do ano do Prêmio Press 2019.

A cerimônia ocorre no Teatro Dante Barone, da Assembleia Legislativa, às 20h15min, precedida de um coquetel para convidados, às 19 horas.

A festa vai marcar os 20 anos do Prêmio Press, que chega a essa marca consolidado como o maior e mais disputado prêmio do jornalismo brasileiro. Nesta edição, foram registradas mais de 908.000 indicações nas etapas de Voto Popular e Voto Profissional, realizadas através do site da revista Press.

A lista quíntupla de finalistas, formada pelos mais votados nessas duas etapas, foi submetida a um Júri de Convidados, formado por decanos da imprensa gaúcha, professores de comunicação, assessores de imprensa e lideranças de entidades ligadas à comunicação. O finalista mais votado nesta terceira etapa, em cada uma das 17 categorias, é quem receberá o troféu na noite desta segunda-feira. A relação de finalistas pode ser conferida no www.revistapress.com.br/premiopress

Além disso, será entregue o Troféu Sistema Fiergs – Homenagem Especial ao professor Carlos Alberto Carvalho, que ministrou disciplinas de jornalismo, por quatro décadas, na UFRGS, PUC-RS, UCS e FEEVALE.

O Prêmio Press 2019 tem o patrocínio do Sistema FIERGS, CIEE-RS, CMPC, CORSAN, BADESUL e o apoio da RDC TV, Vinícola Aurora, Krim Bureau e Assembleia Legislativa.

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ATÉ PODERIA ENTENDER
O DESCONTROLE DO NANDO GROSS


(IRIA PUBLICAR AQUI UMA FOTO DO NANDO GROSS
COM UMA GURIA AO SEU LADO. ELA ESTÁ COM UMA
CAMISETA "LUTE COMO MARIELLE FRANCO".
DECIDI NÃO EXPOR A MENOR)


Neste final de semana conferi rapidamente o IBOPE das rádios de Porto Alegre.
Nem vou dizer qual a situação da Rádio Guaíba, com detalhes, porque é vergonhosa. Inclusive durante as transmissões de futebol. Para terem uma ideia, a Grenal dá de goleada. No jornalismo, as rádios do Gadret tripudiam da tradicional emissora.
Há tempos que deve ter batido o desespero no gerente da Rádio Guaíba.
Só o Bom Dia, com o Rogério Mendelski, se destaca, não apenas pela audiência como pelos patrocínios.
...
A impressão que tenho é que o Nando caiu na conversinha mole de seus contratados de ixquerda. Como? Simples: "VAMOS FAZER UMA RÁDIO DE RESISTÊNCIA DA ESQUERDA!".
Uauuu!
Alguém duvida?
Basta ter muita paciência e conferir a programação. Os caras falam de "política" até mesmo em programas de futebol. São geniais! Acham que estão doutrinando alguém.
A impressão que dá é que o Nando Gross come na mão do Juremir Machado, que apresenta o Esfera Pública, o programa predileto da ixquerda gaúcha. É tão absurda a atração, que outro dia ele entrevistou um técnico renomado sobre defensivos agrícolas. E o genial apresentador não tinha argumentos para contestá-lo. Depois de encerrar, ele comentou: "Não acredito em nada do que esse cara falou!". Imagino os orgasmos da audiência "classe média consciente".
...
Nando e Juremir estão na bronca com Mendelski desde o dia em que o candidato Bolsonaro pediu para ser entrevistado apenas pelo apresentador do Bom Dia. Juremir, num ataque histérico, deixou o programa e, nas internas, Nando apoiou o porta-voz da ixquerda.
Surgiu a oportunidade, agora, com um comentário bobo do Rogério sobre o penteado horroroso da tal Marielle. Ele disse que não gostava de coque (mas gosta de cabelo crespo).
Foi a chance que queriam para taxar o Rogério de tudo, como preconceituoso e racista. O Nando até assinou uma nota  contra o Rogério, esperando que ele se demitisse (eu gostaria de saber quem redigiu a nota).
HAHAHAHA!!!!
Num primeiro momento acreditei que a melhor saída era a demissão.
Mas  não podia perder para essa gente, né?
Reuniu-se com a direção da Rádio e tudo ficou como antes.
Ou melhor, não: a audiência do Bom Dia aumentou.
...
O negócio por lá é tão grotesco, que uma protegida do Nando Gross, que apresenta o programa da manhã com ele, foi no outro dia desta maneira:



Será que conseguiria ser mais ridícula?
...
Se o Nando Gross está lutando como a Marielle, bah!!, sai da frente!! Uiii!!!
...
Pra encerrar.
O melhor que li sobre o "episódio":

Nando, quando tu publicas um Esclarecimento pedindo desculpas à família da Marielle por supostos comentários preconceituosos feitos pelo Rogério Mendelski sobre ela, chego à conclusão de que tu não ouviste o comentário dele e nem procurou ouvir. Vá em busca da gravação e depois me diga o que tem de preconceituoso no comentário dele. Acho que quem deve desculpas ao Mendelski e aos ouvintes da Guaíba é você!


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ALGUNS CABELOS QUE CONSIDERO HORROROSOS.
SEREI EU CABELOFÓBICO?













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A MELHOR DO ANO É DO GRUPO SINOS!!






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QUEM DEFENDE BANDIDO
NÃO PODE VER ESTE VÍDEO





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ALUGUE NA CIDADE BAIXA

Casa com 8 peças, 2 banheiros
120 metros quadrados
Rua da República, 153 - parte de cima da casa
Aluguel: R$ 3.000,00
Contato pelo jlprevidi@gmail.com


-----&-----



NÃO ADIANTA BRIGAR COMIGO.
A NOTÍCIA É DE O ANTAGONISTA

STF mantém prisão de homem que furtou
rádio de 70 reais


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ANDRÉ MACHADO BRILHANDO NO CANAL LIVRE





REFLEXÃO POLÍTICA

É mais fácil mudar a lei do que provar a inocência. 

Bibo Nunes, deputado federal


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A PROPÓSITO - Bibo Nunes informa que irá obstruir todas a pauta da Câmara federal até que seja votado o projeto que prev^de a prisão de condenados em segunda instância.


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VEJA COMO PENSAVA
GILMAR MENDES EM SETEMBRO DE 2015.
O TEMPO PASSA E...





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ATENÇÃO!!





UMA DISPUTA MUITO ESTRANHA - No ano que vem o PP estará na Presidência da Assembleia gaúcha e terá direito a nomear os principais cargos.
Um deles é o de supervisor de Comunicação.
Acreditem, três candidatos estão na disputa.
A "briga" é tão grande que existe grande chance do atual superintendente Tiago Dimer continuar.


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BOM EXEMPLO DE FAKE NEWS DOS IMPARCIAIS ZH

Recebo:

Eu estava lá. Se havia "centenas", então eram no mínimo 200 centenas. Fake news? Não precisa mais procurar: Ipiranga com Erico.



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A foto acima:

(clica em cima que amplia)


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Acredito que ficaram com vergonha do "centenas":


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VAGABUNDAGEM COM PRESTÍGIO - Foram instalados três lounges, nove bancos e 16 floreiras na rua João Alfredo, onde acontecem, nos finais de semana, embates entre a Brigada Militar e bandidagem de Porto Alegre e arredores.


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IMAGINA! O SUJEITO NAUFRAGOU!!

(clica em cima que amplia)



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TODOS POR UM NA FEIRA DO LIVRO:
BATEMOS UM BOM PAPO E EM BREVE
VAMOS NOS REUNIR NO CHALÉ DA PRAÇA XV.
AVISAREI!!!







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PERFEITA!! SOBERBA! MAGNÍFICA!
tudo que é bom: doces, salgados, bolos e tortas





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SÓ CABE UM SINÔNIMO: DEFECAR

(clica em cima que amplia)


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SÓ CABE UM SINÔNIMO: DEFECAR


Será que repetir insanamente pegadinhas sem graça é melhor do que a programação da Rede TV!?


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SOBRE ISSO:



O Cristiano de Souza Duarte conta:

O comentário no twitter sobre o que o Bolsonaro iria fazer com as pobres pessoas que moram em cidades com menos de 5 mil habitantes deve ser pura verdade. O Carpinejar fez uma coluna dizendo que querem acabar com o interior, como se os locais fossem deixar de ser interior e sossegados só porque vão deixar de ser municípios.



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OI FIBRA - A Oi Fibra, serviço de internet por fibra ótica da Oi lançado há cerca de um ano, bate a marca de 500 mil clientes e expande sua oferta para 80 cidades, em todas as regiões do país. A partir de agora, a Oi Fibra está disponível também em Belford Roxo (RJ), Lauro de Freitas (BA), Mesquita (RJ) e Queimados (RJ). No Rio Grande do Sul o serviço está disponível nas cidades de Porto Alegre, Alvorada, Canoas, Caxias do Sul, Novo Hamburgo, São Leopoldo e Viamão. O bom desempenho se deve aos diferenciais da Oi de oferecer um serviço utilizando fibra ótica até dentro da casa do cliente, o que garante mais velocidade e estabilidade na conexão.
A Oi Fibra é a principal estratégia de negócios da companhia e a meta é encerrar o ano de 2019 superando as marcas de  600 mil clientes e de 4,6 milhões de casas com fibra passada. Para isso, a Oi conta com vantagens competitivas como a expansão do serviço pela maior rede de transporte de dados já instalada do país, com mais de 360 mil quilômetros de fibra em todo o Brasil, e o reuso da infraestrutura existente, o que garante mais agilidade na expansão e redução de custos.
...
A Oi Fibra oferece internet de 200 Mega a partir de R$ 99,90/mês e inclui o Oi Play, a plataforma digital exclusiva da operadora para assistir vídeo por streaming com os melhores conteúdos de filmes, séries, desenhos e esporte para assistir quando quiser, no celular, tablet, computador ou TV. A plataforma reúne conteúdos de diversos programadores em um só lugar. Ela tem interface intuitiva, de fácil usabilidade e permite que o cliente conheça os conteúdos a que é elegível dependendo do plano contratado. Entre as opções de conteúdo, temos: Coleção Oi (biblioteca exclusiva para clientes Oi), Fox +, HBO GO, Watch ESPN, Discovery Kids Plus entre outros. Além disso, o usuário pode ainda alugar os filmes recém saídos do cinema através do “Pra Alugar” e assistir a programação "ao vivo" mesmo sem possuir uma TV por assinatura.
...
O cliente da Oi Fibra pode contratar também a Oi TV (IPTV) a partir de R$189,90. A TV de fibra da Oi tem interface moderna, navegação intuitiva, permite alugar filmes recém saídos do cinema e assistir mais de 10 mil títulos sem custo adicional. Além disso, tem alta qualidade de som e imagem e ainda disponibiliza diversas funcionalidades que aprimoram a experiência do cliente, como:

- Assinatura de Conteúdos (Pacotes e Compras) - assinatura de Add Ons (HBO, Telecine, Combate, Adulto, etc...) através do controle remoto;

- Gravação remota – agendar à distância a gravação de conteúdo da programação regular de TV através do Oi Play;

- Multiroom - gravar e assistir conteúdo em qualquer ponto da casa;

- Outra Vez - assistir conteúdo até 8h para trás na programação regular de TV.


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NÃO É PIADINHA




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171 SEMPRE

O criminoso petista foi preso em 7 de Abril de 2018.
Foi solto em 8 de Novembro de 2019.
Quanto tempo?
1 Ano, 7 meses e 1 dia.
Até nisso é 171.



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PIADINHA




Fim de semana, 9-10 novembro 2019




Jamais troquei de lado.
Por quê? Eu não tenho lado.
Ou melhor, o meu lado sou eu
...
ANDO DEVAGAR
PORQUE JÁ TIVE PRESSA





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Basta entrar em contato, no Facebook, com Paulo Palombo Pruss. ou pelo editoraescuna@gmail.com ou paulopruss@hotmail.com




OLHA AÍ EM CIMA E VAI LÁ!!





especial


30 ANOS QUE O MURO CAIU


Texto do João Paulo da Fontoura:





Assim como a Queda da Bastilha simbolizou a Revolução Francesa, a Queda do Muro de Berlim, que neste sábado, 9 de novembro, completa justos 30 anos, simboliza o colapso do socialismo/comunismo, o laboratório de 70 anos da República Soviética.

O Muro de Berlim havia sido construído em 1961, por ordem do líder da União Soviética Nikita Kruschev e do líder da Alemanha Oriental Walter Ulbricht, com o sentido de evitar a fuga dos orientais em direção à Alemanha acidental. Berlim, desde sua divisão, foi o epicentro da ‘guerra fria’ que permeava as relações entre os Estados Unidos e o bloco soviético liderado pela Rússia.

Interessante que poucas pessoas sabiam que Berlim ficava dentro do território da Alemanha Oriental, tanto que, em 1948, Kruschev, tentando vergar os ocidentais, provocou um grave incidente ‘fechando as fronteiras’ e não permitindo que o berlinenses ocidentais recebessem provisões (carvão, alimentos, roupas, etc.). Então os americanos provaram sua determinação e, juntamente com demais países do bloco livre ocidental, passaram a abastecer Berlim via ‘ponte aérea’ durante um ano, até que Kruschev desistiu e reabriu fronteiras - rodoviárias e ferroviárias.

O bloco comunista existia desde 1920 quando da vitória dos bolchevistas na Rússia sobre o regime tirano dos Romanovs do Kzar Nicolau II. Com todas as dificuldades de gerir-se uma economia estatizada, a União Soviética (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas), até meados da década de 1980, era o grande - militar e economicamente - rival do ‘império’ americano.

Mas a pressão americana (Guerra nas Estrelas), o ativismo do Papa João Paulo II, e a explosão da economia da China, que mesmo comunista era rival dos soviéticos, começou por desmoronar o sistema. As desesperadas reformas impostas pelo líder Mikkail Gorbachev, a Perestroika e a Glasnost, não alcançaram o êxito esperado, pois não fizeram como a China que ‘segurou’ a política, mas liberou a economia atingindo com isso uma explosão no desenvolvimento econômico.

Com o fracasso, houve o início da fragmentação do bloco. Tentou-se manter uma certa união com a CEI – Comunidade dos Estados Independentes, mas também não deu certo. O muro caiu, os americanos venceram a ‘guerra fria’ (venceram??), as duas Alemanhas uniram-se no ano seguinte tornando-se uma nação rica e pujante; os sub-blocos comunistas fracionaram-se (Iugoslávia, Checoslováquia) gerando novas e modernas nações, houve lamentáveis guerras intestinas, a Rússia reergueu-se e – importante – todas adotaram economias abertas e hoje vivem uma esplendorosa primavera política e econômica.




Sexta, 8 de novembro de 2019




Jamais troquei de lado.
Por quê? Eu não tenho lado.
Ou melhor, o meu lado sou eu
...
ANDO DEVAGAR
PORQUE JÁ TIVE PRESSA PRESSA





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especial

Nesta sexta, uma cesta
de Millôr Fernandes!



Aos 17 anos descobriu seu verdadeiro nome. Millôr, ao invés de Milton









Como são admiráveis as pessoas que nós não conhecemos bem"









"O cara só é sinceramente ateu quando está muito bem de saúde"

(clica em cima que amplia)





Millôr Viola Fernandes nasceu no Rio de Janeiro, em 16 de agosto de 1923. Faleceu também no Rio em 27 de março de 2012. Brilhante jornalista, humorista, escritor, poeta, tradutor e dramaturgo.
Começou a trabalhar ainda jovem na redação da revista O Cruzeiro. Em seus mais de 70 anos de carreira produziu de forma prolífica e diversificada, ganhando fama por suas colunas de humor gráfico em publicações como Veja, O Pasquim e Jornal do Brasil. Em seus trabalhos  a ironia e a sátira dominavam para criticar o poder e as forças dominantes, sendo em consequência confrontado constantemente pela censura.
Dono de um estilo singular, era visto como figura desbravadora no panorama cultural brasileiro, como no teatro, onde destacou-se tanto pela autoria quanto pela tradução de um grande número de peças.
Orgulhava-se de ter nascido no Méier, subúrbio carioca.
Millôr considerava o dia 15 de março de 1938 como o início de sua profissão de jornalista; foi quando passou a trabalhar na revista O Cruzeiro. Atribuiu o mérito a seu tio Armando Viola, então chefe da seção de gravura da publicação.
Na função de faz-tudo Millôr se metia nas oficinas, laboratórios, diagramação e onde mais pudesse, inteirando-se de todos os processos de produção e eventualmente se tornando um engraçado "guia turístico" para quem quisesse conhecer as instalações de O Cruzeiro – ocasiões em que aproveitava para exercitar a imaginação, inventando importâncias históricas para objetos aparentemente mundanos (um espanador por exemplo era tornado em cetro do Papa ou raridade comprada pessoalmente pelo dr. Assis Chateaubriand, entre outros).
Nesse meio tempo passa a trabalhar em outra publicação dos Diários Associados, O Guri, traduzindo para o português histórias em quadrinhos originalmente em inglês – idioma que aprendeu sozinho em meio a livros e dicionários, numa das primeiras manifestações práticas do autodidatismo que exerceria por toda sua carreira. Apesar da facilidade em aprender por conta própria, Millôr estava ciente da necessidade de se aprimorar profissionalmente, matriculando-se no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde estudou entre 1938 e 1942.

Aprendeu inglês sozinho

Nessa mesma época passou a complementar o baixo salário com traduções de livros para Accioly (que assinava a autoria do trabalho e pagava ao funcionário metade do que recebia), e com a composição de quadras para a seção "As garotas", de Alceu Penna. O trabalho atrai a atenção de Frederico Chateaubriand, que o chama para ajudar na revista A Cigarra.
Certo dia, precisando fechar o último caderno, Freddy desespera-se com uma página ainda em branco de um colaborador que se atrasara, e manda Millôr ocupar o espaço com aquilo que vivia fazendo – frases, versos, tiradas inteligentes e engraçadas. O sucesso foi tanto que a coluna virou fixa, marcando o surgimento de Vão Gogo e da seção "Poste escrito". Ele logo exige seu primeiro aumento, ameaçando "ir para o Exército" caso não o recebesse. Com o ordenado triplicado, pôde passar a morar numa pensão no Centro e a pagar com mais tranquilidade o curso no Liceu.
Então com 17 anos, calhou a Millôr descobrir seu nome "verdadeiro": ao solicitar uma cópia da certidão de nascimento, constatou que a grafia duvidosa do escrivão tornava o nome Milton em Millôr – o traço incompleto do "t" formava uma espécie de acento circunflexo sobre o "o", enquanto o "n" tinha a aparência de "r". Sem hesitar, abandonou o prosaico Milton e se tornou Millôr, denominação tranquilamente aceita e prontamente adotada pela família e amigos.
No começo da década de 1940, O Cruzeiro, implementando uma reforma editorial, começa a trilhar o caminho de sucesso que resultaria numa das maiores tiragens da história editorial brasileira. Millôr continuava fazendo seus versos, e logo voltaria à carga sob o pseudônimo Vão Gogo, estreando em 1945 a seção "O Pif-Paf" em parceria com o cartunista Péricles. No ano seguinte lança Eva sem costela — Um livro em defesa do homem, assinando como Adão Júnior. No começo de 1948 viaja aos Estados Unidos como correspondente, encontrando-se com Walt Disney, Carmen Miranda, César Lattes e Vinicius de Moraes. De volta ao Brasil, casa-se com Wanda Rubino.[1] Ainda em 1948, roteiriza a tira de jornal Ignorabus, o contador de histórias, ilustrada por Carlos Estêvão e publicada no Diário da Noite.


Por 2.700 cruzeiros comprou uma cobertura em Ipanema


Ainda em 1949 lança o livro Tempo e Contratempo sob o pseudônimo Emmanuel Vão Gogo. Produz seu primeiro roteiro cinematográfico, "Modelo 19", e o filme, lançado como O amanhã será melhor, vence cinco prêmios Governador do Estado de São Paulo, sendo Millôr agraciado com o de "melhores diálogos". Na companhia de Fernando Sabino, passa quarenta e cinco dias do ano de 1951 viajando de carro pelo Brasil. No mesmo ano lança o semanário Voga, que dura apenas cinco edições. Durante 1952, passa quatro meses fazendo turismo pela Europa. No ano seguinte vê a estréia de sua primeira peça teatral, Uma mulher em três atos, encenada no Teatro Brasileiro de Comédia, em São Paulo.
Em 1954, Millôr adquire por 2.700 cruzeiros a famosa cobertura na Avenida Vieira Souto, em Ipanema, que seria imortalizada em seus escritos e onde passaria o resto da vida. No mesmo ano, nasce seu primogênito Ivan. Um ano depois, divide com Saul Steinberg o primeiro lugar da Exposição Internacional do Museu da Caricatura de Buenos Aires, Argentina. Diversifica a produção, escrevendo as peças Do tamanho de um defunto (encenada no Teatro de Bolso, no Rio, e posteriormente adaptada pelo próprio autor para o cinema como Ladrão em noite de chuva), Bonito como um deus (encenada no Teatro Maria Della Costa, em São Paulo) e também Um elefante no caos e Pigmaleoa.
Em 1957, Millôr expõe seus desenhos e pinturas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. A partir de 1958, passa a manter sozinho a coluna "O pif-paf", cuja página dupla semanal é sempre assinada com o pseudônimo Vão Gogo e suas variações. Isso só deixaria de acontecer em 1962, quando ele assume definitivamente o próprio nome, reservando o fictício apenas para eventuais textos de apoio n'O Cruzeiro.[5] Ainda em 58, conclui sua primeira tradução teatral, Good people, intitulada então A fábula do Brooklin — Gente como nós.[1]
Em 1959, a convite de Freddy Chateubriand, apresenta na TV Itacolomi uma série de programas intitulada Universidade do Méier, onde desenhava enquanto fazia comentários. A idéia é levada para a TV Tupi do Rio sob o título de Treze lições de um ignorante. Pouco depois, o programa é censurado pelo governo federal e tirado do ar em consequência de uma crítica feita à primeira-dama; disse Millôr que Sarah Kubitschek mal chegou ao Brasil depois de cinco meses de viagem à Europa e já foi "condecorada com a Ordem do Mérito do Trabalho". No mesmo ano, nasce sua filha Paula.


Trabalha uma semana na Tribuna da Imprensa, sendo precocemente demitido por ter escrito um artigo sobre a corrupção nos meios de comunicação


Em 1960, estréia no Teatro da Praça, no Rio, a peça Um elefante no caos, que rende a Millôr o prêmio de "melhor autor" da Comissão Municipal de Teatro. Na mesma época dá início a uma colaboração com o cineasta Carlos Hugo Christensen que resultaria nos roteiros dos filmes Amor para Três (1960), Esse Rio que Eu Amo (1962), Crônica da Cidade Amada (1965) e O Menino e o Vento (1967). Em 1961, abre uma exposição com seus desenhos na Petit Galerie, no Rio. Viaja para o Egito mas, com a renúncia de Jânio Quadros à presidência do Brasil, resolve voltar antes do previsto. Trabalha uma semana na Tribuna da Imprensa, sendo precocemente demitido por ter escrito um artigo sobre a corrupção nos meios de comunicação. Em solidariedade, também se demitem os editores Mário Faustino e Paulo Francis.
A preocupação de Millôr em prezar a liberdade em seus trabalhos o leva a vários conflitos na redação de O Cruzeiro. Em um deles, pede demissão após ter o termo "amante" sumariamente cortado de um texto, mas o pedido de dispensa é recusado. Em outra ocasião, durante a reforma editorial implementada por Odilo Costa Filho no começo da década de 1960, ouve deste que lhe seria dada toda a liberdade, no que responde, "Odilo, você vai me perdoar, mas ninguém pode me dar liberdade. Pode tirar, mas dar, não pode". A defesa ferrenha da integridade de seu espaço criativo acabaria culminando, no final do mesmo ano, na saída de Millôr da revista.[5]
A polêmica que resultou na exoneração de Millôr dos Diários Associados deu-se em decorrência dos desenhos de A verdadeira história do paraíso. Considerado posteriormente uma obra-prima da iconoclastia, o trabalho já havia sido apresentado na TV quando da passagem de seu autor pelas TVs de Belo Horizonte e do Rio de Janeiro, sendo inclusive encenado no teatro. Finalmente vendido como matéria especial para O Cruzeiro em maio de 1963, foi publicado em outubro, cobrindo dez páginas impressas em quatro cores. A edição provocou de imediato uma maré de indignação católica que não tardou a alcançar a direção da revista, fazendo com que o número seguinte trouxesse uma tentativa de retratação, acusando Millôr de quebra de confiança ao compromisso de criar "um humor inteligente e sadio", misturada a desculpas aos leitores e promessas de "vigilância sobre a seção 'O pif-paf'".[5]
Millôr, então em Portugal e alheio a todo o incidente, acaba sabendo de tudo pelo músico Juca Chaves, que em uma festa se aproxima dele "com aquele ar satânico de quem vai anunciar o terremoto de 1755" e pergunta: "Você viu o que O Cruzeiro escreveu contra você?".


Dom Pedro I: Eu quero mocotó!


De volta ao Brasil, é recebido por uma carta de demissão e a acusação de fazer "matéria insultuosa às convicções religiosas do povo brasileiro". O caso gera uma reação de setores da imprensa, que se posicionam contra a publicação e oferecem um jantar de desagravo ao demitido, evento que é prestigiado por diretores e presidentes de vários veículos jornalísticos, além de centenas de artistas, escritores e jornalistas, como Paulo Francis, Rubem Braga e Fernanda Montenegro, entre outros. Durante seu discurso Millôr declara se sentir "como o navio abandonando os ratos". Processa então a revista por seus direitos trabalhistas, e acaba ganhando a causa.
Chegamos ao período da Veja e O Pasquim.
 em 1968, Millôr passa a colaborar com a revista Veja, marcando o começo de uma duradoura relação profissional com a Editora Abril que em longevidade só seria superada por seu trabalho nos Diários Associados. Nesse mesmo ano morre seu amigo Sérgio Porto, tendo início uma movimentação entre alguns jornalistas e cartunistas para a substituição de seu jornal Carapuça.
Apesar de não integrar aquela equipe que seria por fim a fundadora de O Pasquim, a influência exercida pela experiência de Millôr com o Pif-Paf foi definitiva no surgimento do novo jornal.
De uma forma ou de outra, ele esteve sempre presente nos primórdios do semanário. Já na primeira edição, em junho de 1969, profetizava que "se esta revista for mesmo independente não dura três meses. Se durar três meses não é independente". Retrataria-se três edições depois, e de fiel colaborador passou a uma das principais forças do Pasquim, como na ocasião em que grande parte da "patota", como se autodenominavam os colaboradores, foram presos pela ditadura.
O fato se deu após o jornal publicar uma paródia do quadro Independência ou Morte de Pedro Américo, onde D. Pedro I foi posto dizendo a frase "Eu quero é mocotó". A resposta dos militares não tardou: em 1 de novembro de 1970, os responsáveis pela editoria e fechamento do Pasquim foram presos um a um. Sérgio Cabral, Tarso de Castro, Ziraldo, Fortuna, Paulo Francis, Luiz Carlos Maciel e Flávio Rangel acabariam detidos por dois meses, sem saber sequer do que foram acusados. Com a redação do semanário desfalcada de alguns de seus principais nomes, Millôr e Henfil, com a ajuda de colaboradores de última hora como Chico Buarque, Glauber Rocha e Odete Lara, entre outros, fizeram o possível para manter o jornal em funcionamento, que não deixou de circular uma só vez. Millôr inclusive tentou emular o estilo de alguns dos colegas, enquanto a ausência de outros era justificada aos leitores como em decorrência de uma "gripe".


Deixa a Veja em 1982 ao se recusar a atender o pedido da revista de retirar o apoio público que mantinha a Leonel Brizola, então candidato ao governo do Rio pelo PDT em oposição a Moreira Franco, do PDS


Em 1972, Millôr assume a presidência do Pasquim, então envolto em várias dívidas e problemas administrativos relacionados a gestões anteriores. O jornal permanece sob censura prévia até 1975, quando é dispensado de submeter seu material à "apreciação" dos censores. A liberação coincidiu com a edição de n° 300 do semanário, que apesar da dispensa da censura acaba mesmo assim apreendido por ordem de Armando Falcão. Millôr defende então que a edição seguinte fosse inteiramente dedicada a satirizar o ministro da Justiça, mas sem apoio da equipe decide deixar o jornal, tendo cumprido o propósito de reorganizar as finanças e salvá-lo da falência.[10][12] No mesmo ano, faz exposição de 25 quadros “em branco, mas com significado”, na Galeria Grafitti, no Rio. Em 1976, escreve para Fernanda Montenegro a peça É..., que, encenada no Teatro Maison de France, no Rio, acabaria por se tornar seu maior sucesso teatral.
Em 1977, Millôr volta a expor seus trabalhos no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Sempre avesso a cerimônias e premiações, em 1978 aceita a homenagem do quinto Salão Internacional de Humor de Piracicaba, mas com uma condição: a de que a inscrição da placa, com apenas seu nome, fosse mudada para "Aos humoristas do Brasil na pessoa de Millôr Fernandes".
Deixa a Veja em 1982 ao se recusar a atender o pedido da revista de retirar o apoio público que mantinha a Leonel Brizola, então candidato ao governo do Rio pelo PDT em oposição a Moreira Franco, do PDS (que se tornou o DEM mas que na época era a nova sigla da Arena, o partido situacionista criado pelo regime
Ainda em 1963, Millôr passa a colaborar com o jornal Correio da Manhã, onde permanece durante um ano. Dá início em seguida a um projeto próprio: passado um mês do golpe militar que tomou o poder no Brasil, lança a revista Pif Paf. Com a redação sediada em seu próprio estúdio e edição quinzenal, a publicação reuniu alguns dos maiores nomes do humor de então, como Stanislaw Ponte Preta, Ziraldo, Jaguar e Claudius, entre outros.
Sem propostas políticas ou ideológicas, o conceito da revista era liberdade e humor. Ainda assim foi perseguida; considerada pelo serviço de informações do exército como o início da imprensa alternativa no Brasil, Pif-Paf teve vida curta, durando apenas oito números.
Em 1964, Millôr dá início à publicação de uma coluna semanal no Diário Popular, de Portugal, numa parceria que perduraria por dez anos. Na ocasião da estréia da página, inclusive, seu texto teria provocado o comentário de um ministro de Salazar de que "este tem piada, pena que escreva tão mal o português". Volta à televisão em 1965 como apresentador da TV Record, ao lado de Sérgio Porto e Luis Jatobá. Em parceria com Flávio Rangel escreve o musical Liberdade liberdade, que estréia naquele ano no Teatro Opinião, no Rio. A incursão na música prossegue no ano seguinte com a composição da canção "O homem", interpretada por Nara Leão no II Festival de Música Popular Brasileira. Em 1968, atua em seu espetáculo musical Do fundo do azul do mundo ao lado de Elizeth Cardoso e do Zimbo Trio.
Em 1980, Millôr conhece a jornalista Cora Rónai, com quem manteria um relacionamento pelo resto de sua vida.[15] Três anos depois, é homenageado no samba-enredo da Escola de Samba Acadêmicos do Sossego, de Niterói. Não comparece ao desfile. Passa a colaborar para a revista Istoé e, em 1984, para o Jornal do Brasil. Em 1986, abandona a máquina de escrever e começa a usar um computador para redigir seus textos, fazendo também experimentações artísticas com a nova ferramenta. Em 1988, comemora 50 anos de jornalismo com uma festa para os amigos, e dois anos depois nasce o neto Gabriel, filho de Ivan.


Se eu soubesse o que atrai tanta gente, nunca mais faria de novo


Em 1992, Millôr vê novamente sua liberdade criativa cerceada, dessa vez no Jornal do Brasil e sob a figura do editor Dácio Malta. Sua coluna no periódico alternava artigos, desenhos ou pequenos tópicos. Numa determinada ocasião, sem comunicar o autor, o editor corta um desses tópicos. No dia seguinte Millôr submete o mesmo trecho censurado, mas apenas ele, em letras grandes, acompanhado de um desenho. Dessa vez Malta foi incapaz de cortar, sob pena de comprometer toda a seção. A partir de então, ele passa a selecionar para publicar na seção de cartas do jornal apenas textos com críticas negativas a Millôr, que acaba por se demitir.[16] Na mesma época, deixa também a Istoé. Passa os anos seguintes alternando colaborações em várias publicações da imprensa brasileira: em 1996, começa a publicar nos jornais O Dia, O Estado de S. Paulo e Correio Braziliense (nesse último, permaneceria somente até o fim do ano). Deixa O Estado e O Dia em 2000, e vai para a Folha de S. Paulo, de onde sai no ano seguinte para voltar ao Jornal do Brasil.[1]
Ainda em 2000 lança O Saite Millôr Online, no qual passa a publicar novos textos e desenhos e a resgatar antigos trabalhos. A iniciativa, considerada pioneira na internet brasileira, acaba sendo um grande sucesso, o que leva seu criador a comentar: "Se eu soubesse o que atrai tanta gente, nunca mais faria de novo".
Retorna à Veja em 2004, mas desentende-se novamente com a revista quando esta decide disponibilizar todas as suas edições na internet, incluindo aí os quatorze anos de trabalho que ele produziu entre 1968 e 1982. Millôr ainda tenta negociar um acordo, mas em setembro de 2009 a revista comunica-lhe que não só seu contrato não seria renovado, como o material online seria mantido como estava. Ele move então um processo contra a Editora Abril e o banco Bradesco (patrocinador da digitalização do acervo da Veja) pedindo uma indenização de 500 mil reais e justificando que "se eles podem publicar tudo isso em um site, amanhã eles podem fazer um livro. Eles não podem usar esse material, muito menos o Bradesco. Eu virei realmente um garoto-propaganda. Até me senti honrado, mas mal pago". O resultado da ação legal só sairia em setembro de 2013, quando a Editora Abril foi condenada a pagar cerca de 800 mil reais pela publicação do material sem autorização de seu autor.
Com a saúde fragilizada após sofrer um acidente vascular cerebral no começo de 2011, morreu aos 88 anos.

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Livros:

Tempo e Contratempo, 1954 – Editora O Cruzeiro
Teatro de Millôr Fernandes, 1957 – Editora Civilização Brasileira
Um Elefante no Caos, 1962 – Editora de Autor, 1978 – L&PM Editores, 1998 – L&PM POCKET
Lições De Um Ignorante, 1963 – J. Álvaro Editora
Fábulas Fabulosas, 1963 – J. Álvaro Editora
Liberdade, Liberdade, 1965 – Teatro (com Flávio Rangel) – 1998, L&PM POCKET
Papáverum Millôr, 1967 – Editora Prelo, 1967 – Editora Prelo
Hai-Kais, 1968 – Editora Senzala, 1997 – L&PM POCKET
Computa, Computador, Computa, 1972 – Editorial Nórdica
Esta é a Verdadeira História do Paraíso, 1972 – Livraria Francisco Alves
Trinta Anos de Mim Mesmo, 1972 – Editorial Nórdica
O Livro Vermelho dos Pensamentos de Millôr, 1973 – L&PM Editores, 1998 – L&PM POCKET
Fábulas Fabulosas,1973
Papaverum Millôr, 1974
Conpozissõis Imfãtis, 1975
Livro Branco de Humor, 1976
Devora-me ou te decifro, 1976 – L&PM Editores
Millôr No Pasquim, 1977
Reflexões Sem Dor, 1977 – Editora Edibolso S.A.
É..., 1977 – L&PM Editores
Que País é Este?, 1978
O Homem do Princípio ao Fim, 1978 – L&PM Editores, 2001 – L&PM POCKET
Novas Fábulas Fabulosas,1978
Todo Homem é Minha Caça,1981
Vidigal: memórias de um Sargento de Milícias, 1981 – L&PM Editores
Desenhos,1981 – Editora Raízes Artes Gráficas Ltda. (prefácio de Pietro Maria Bardi e apresentação de Antônio Houaiss)
Duas Tábuas e uma Paixão, 1982 – L&PM Editores
Poemas, 1984 - L& PM Editores, 2001 – L&PM POCKET
Diário da Nova República, 1985 – LPM Editores
Diário da Nova República Vol. 2, 1988 – LPM Editores
Diário da Nova República Vol. 3, 1988 – LPM Editores
Millôr Definitivo - A Bíblia do Caos, 1994 – L&PM Editores, 2002 – L&PM POCKET
Tempo e Contratempo, 1998 – Editora Beça – Millôr revisita Vão Gôgo. O autor, em 1998, analisa o autor de 1954
Kaos, 2008 – L&PM POCKET
Crítica da razão impura ou O primado da ignorância, 2002 – L&PM Editores
A entrevista: Millôr Fernandes fala à Revista Oitenta, 2011 – L&PM Editores







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Imprensa canalha

A imprensa brasileira sempre foi canalha. Eu acredito que se a imprensa brasileira fosse um pouco melhor poderia ter uma influência realmente maravilhosa sobre o País. Acho que uma das grandes culpadas das condições do País, mais do que as forças que o dominam politicamente, é nossa imprensa. Repito, apesar de toda a evolução, nossa imprensa é lamentavelmente ruim. E não quero falar da televisão, que já nasceu pusilânime.


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A Viúva

Quando a amiga lhe apresentou o garotinho lindo dizendo que era seu filho mais novo, ela não pôde resistir e exclamou:
– Mas como, seu marido não morreu há cinco anos?
– Sim, é verdade – respondeu então a outra, cheia daquela compreensão, sabedoria e calor que fazem os seres humanos – mas eu não.

Moral: Não morre a passarada quando morre um pássaro.


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O Rei dos Animais

Saiu o leão a fazer sua pesquisa estatística, para verificar se ainda era o Rei das Selvas. Os tempos tinham mudado muito, as condições do progresso alterado a psicologia e os métodos de combate das feras, as relações de respeito entre os animais já não eram as mesmas, de modo que seria bom indagar. Não que restasse ao Leão qualquer dúvida quanto à sua realeza. Mas assegurar-se é uma das constantes do espírito humano, e, por extensão, do espírito animal. Ouvir da boca dos outros a consagração do nosso valor, saber o sabido, quando ele nos é favorável, eis um prazer dos deuses. Assim o Leão encontrou o Macaco e perguntou: "Hei, você aí, macaco - quem é o rei dos animais?" O Macaco, surpreendido pelo rugir indagatório, deu um salto de pavor e, quando respondeu, já estava no mais alto galho da mais alta árvore da floresta: "Claro que é você, Leão, claro que é você!".
Satisfeito, o Leão continuou pela floresta e perguntou ao papagaio: "Currupaco, papagaio. Quem é, segundo seu conceito, o Senhor da Floresta, não é o Leão?" E como aos papagaios não é dado o dom de improvisar, mas apenas o de repetir, lá repetiu o papagaio: "Currupaco... não é o Leão? Não é o Leão? Currupaco, não é o Leão?".
Cheio de si, prosseguiu o Leão pela floresta em busca de novas afirmações de sua personalidade. Encontrou a coruja e perguntou: "Coruja, não sou eu o maioral da mata?" "Sim, és tu", disse a coruja. Mas disse de sábia, não de crente. E lá se foi o Leão, mais firme no passo, mais alto de cabeça. Encontrou o tigre. "Tigre, - disse em voz de estentor -eu sou o rei da floresta. Certo?" O tigre rugiu, hesitou, tentou não responder, mas sentiu o barulho do olhar do Leão fixo em si, e disse, rugindo contrafeito: "Sim". E rugiu ainda mais mal humorado e já arrependido, quando o leão se afastou.
Três quilômetros adiante, numa grande clareira, o Leão encontrou o elefante. Perguntou: "Elefante, quem manda na floresta, quem é Rei, Imperador, Presidente da República, dono e senhor de árvores e de seres, dentro da mata?" O elefante pegou-o pela tromba, deu três voltas com ele pelo ar, atirou-o contra o tronco de uma árvore e desapareceu floresta adentro. O Leão caiu no chão, tonto e ensanguentado, levantou-se lambendo uma das patas, e murmurou: "Que diabo, só porque não sabia a resposta não era preciso ficar tão zangado".

Moral: Cada um tira dos acontecimentos a conclusão que bem entende.


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O direito ao foda-se

O nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de ''foda-se!'' que ela fala.

Existe algo mais libertário do que o conceito do ''foda-se''?

O ''foda-se'' aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta.

''Não quer sair comigo? Não? Então foda-se!''

''Vai decidir esssa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!''

O direito ao foda-se deveria estar assegurado na Constituição Federal.

Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos.

É o povo fazendo sua língua.

Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia.

''Pra caralho'', por exemplo. Qual expressão traduz a idéia de muita quantidade do que ''pra caralho''?

''Pra caralho'' tende ao infinito, é quase uma expressão matemática.

A Via-Lactea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o Universo é antigo pra caralho, eu gosto de cerveja pra caralho, entende?

No gênero do ''pra caralho'', mas no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso ''nem fodendo!''.

O "Não, não e não!'' é tampouco nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade. ''Não, absolutamente não!" o substituem.

O '' nem fodendo!'' é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciencia tranquila, para outras atividades de maior interesse em sua vida.

Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo '' Danielzinho, presta atenção, filho querido... NEM FODENDO!''. O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicínio.

Por sua vez, o ''porra nenhuma!'' atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totelmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional.

Como comentar a bravata daquele chefe idiota senão com um ''é PHD porra nenhuma!'' ou '''ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!''

O ''porra nenhuma'', como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem-estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha.

São dessa mesma gênese os clássicos ''aspone'', ''chepone'' e mais recentemente o ''prepone'' - presidente de porra nenhuma.

Há outros palavrões igualmente clássicos.

pense na sonoridade de um ''puta que pariu'', ou seu correlato ''pu-ta-que-o-pa-riu!!!'' falados assim, cadenciamente, sílaba por sílaba.

Diante de uma notícia irritante qualquer um ''puta-que-o-pariu!'' dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios tem o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.

E o que dizer de nosso famoso ''vai tomar no cú!'' e sua maravilhosa e refroçadora derivação ''vai tomar no olho do se cú!''?

Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: ''Chega! vai tomar no olho do seu cú!''. Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoe a camisa e saia na rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor íntimo nos lábios.

E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: ''fodeu!''. E sua derivação mais avassaladora ainda: ''fodeu de vez!''.

Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? ''Fodeu de vez!''.

Liberdade, igualdade, fraternidade e FODA-SE!


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Chapeuzinho Vermelho

Era uma vez (admitindo-se aqui o tempo como uma realidade palpável, estranho, portanto, à fantasia da história) uma menina, linda e um pouco tola, que se chamava Chapeuzinho Vermelho. (Esses nomes que se usam em substituição do nome próprio chamam-se alcunha ou vulgo). Chapeuzinho Vermelho costumava passear no bosque, colhendo Sinantias, monstruosidade botânica que consiste na soldadura anômala de duas flores vizinhas pelos invólucros ou pelos pecíolos, Mucambés ou Muçambas, planta medicinal da família das Caparidáceas, e brincando aqui e ali com uma Jurueba, da família dos Psitacídeos, que vivem em regiões justafluviais, ou seja, à margem dos rios. Chapeuzinho Vermelho andava, pois, na Floresta, quando lhe aparece um lobo, animal selvagem carnívoro do gênero cão e... (Um parêntesis para os nossos pequenos leitores — o lobo era, presumivelmente, uma figura inexistente criada pelo cérebro superexcitado de Chapeuzinho Vermelho. Tendo que andar na floresta sozinha, - natural seria que, volta e meia, sentindo-se indefesa, tivesse alucinações semelhantes.).
Chapeuzinho Vermelho foi detida pelo lobo que lhe disse: (Outro parêntesis; os animais jamais falaram. Fica explicado aqui que isso é um recurso de fantasia do autor e que o Lobo encarna os sentimentos cruéis do Homem. Esse princípio animista é ascentralíssimo e está em todo o folclore universal.) Disse o Lobo: "Onde vais, linda menina?" Respondeu Chapeuzinho Vermelho: "Vou levar estes doces à minha avozinha que está doente. Atravessarei dunas, montes, cabos, istmos e outros acidentes geográficos e deverei chegar lá às treze e trinta e cinco, ou seja, a uma hora e trinta e cinco minutos da tarde".
Ouvindo isso o Lobo saiu correndo, estimulado por desejos reprimidos (Freud: "Psychopathology Of Everiday Life", The Modern Library Inc. N.Y.). Chegando na casa da avozinha ele engoliu-a de uma vez — o que, segundo o conceito materialista de Marx indica uma intenção crítica do autor, estando oculta aí a idéia do capitalismo devorando o proletariado — e ficou esperando, deitado na cama, fantasiado com a roupa da avó.
Passaram-se quinze minutos (diagrama explicando o funcionamento do relógio e seu processo evolutivo através da História). Chapeuzinho Vermelho chegou e não percebeu que o lobo não era sua avó, porque sofria de astigmatismo convergente, que é uma perturbação visual oriunda da curvatura da córnea. Nem percebeu que a voz não era a da avó, porque sofria de Otite, inflamação do ouvido, nem reconheceu nas suas palavras, palavras cheias de má-fé masculina, porque afinal, eis o que ela era mesmo: esquizofrênica, débil mental e paranoica pequenas doenças que dão no cérebro, parte-súpero-anterior do encéfalo. (A tentativa muito comum da mulher ignorar a transformação do Homem é profusamente estudada por Kinsey em "Sexual Behavior in the Human Female". W. B. Saunders Company, Publishers.) Mas, para salvação de Chapeuzinho Vermelho, apareceram os lenhadores, mataram cuidadosamente o Lobo, depois de verificar a localização da avó através da Roentgenfotografia. E Chapeuzinho Vermelho viveu tranqüila 57 anos, que é a média da vida humana segundo Maltus, Thomas Robert, economista inglês nascido em 1766, em Rookew, pequena propriedade de seu pai, que foi grande amigo de Rousseau.

Extraído do livro "Lições de Um Ignorante",