Sexta 3 de julho de 2015



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ponto do dia



ATITUDE INADEQUADA


Uma amiga recebeu esta ameaça:


(clica em cima que amplia)






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ponto do dia - 2



SÓ UMA PERGUNTINHA:
O INSS NEGOCIA O ENDEREÇO DE APOSENTADOS?






Há tempos que leio ou escuto reclamações de pessoas que recebem cartinhas, telefonemas e emails com oferecimento de empréstimos. É assim: a pessoa se aposenta e no mês seguinte já começa a ser bombardeado.
Chegam a oferecer 10, 200 mil reais no sistema de "empréstimo consignado". Ou seja, o desconto é direto, a pessoa nem recebe a parcela.
E pelo que sei muita gente se enterra nessa "facilidade".
Tive um amigo, que já faleceu, que fez tantos empréstimos que ficou mais de um ano sem receber nada.
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No tempo em que os bingos estavam a mil, os velhinhos que viviam jogando, se enterraram muito.
É uma maldade o que estão fazendo com aposentados e pensionistas.
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O problema é que o INSS incentiva a prática.

INSS Empréstimo consignado
Aposentados e pensionistas tem direito a algumas facilidades na hora de realizar empréstimos. Uma delas é o empréstimo consignado do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
O empréstimo consignado é um empréstimo com pagamento indireto, cujas parcelas são deduzidas diretamente da folha de pagamento da pessoa física. Ele pode ser obtido em bancos ou financeiras.

Está na página do INSS!!
Olha lá: http://www.inssconsulta.com.br/inss-emprestimo-consignado




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ponto midiático




MUITO LEGAL!!


Luiza Zanchetta feliz:




E depois de quase uma década, o bom filho a Casa torna...Fique ligado que tem matéria no Jornal da Band!!!

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JUSTIÇA CONCEDE LIMINAR
EM FAVOR DOS ASSOCIADOS DA ACEG


A Associação dos Cronistas Esportivos Gaúchos – ACEG – tem, dentre as diversas atividades previstas no seu estatuto, a tarefa de credenciar os cronistas esportivos que cobrem os eventos nos estádios de futebol no Estado do Rio Grande do Sul.
Desde meados de setembro de 2014 a CBF vem tentando implementar um “Protocolo de Imprensa” para o campeonato brasileiro da série A e B em todo o país. Neste protocolo, por exemplo, são expostos os posicionamentos dos profissionais no campo de jogo, o número de profissionais que podem ingressar no gramado, distribuição de jalecos, e diversas orientações neste sentido, inclusive a questão do credenciamento dos profissionais.
Esta ingerência no credenciamento, implementada pela CBF, executando um credenciamento seletivo, fere frontalmente a Lei 9.615/98, denominada de Lei Pelé e que rege o esporte brasileiro, conforme o Art. 90-F.
Por esses motivos, no dia 06 de junho de 2015, a ACEG ingressou na justiça com um pedido de liminar que garantisse o seu trabalho de credenciamento em defesa dos seus associados, o que foi concedido de imediato.
A garantia desta liminar veio com a negativa da justiça, no dia 12 de junho de 2015, ao agravo impetrado pela CBF, e que foi negado pelo desembargador Otávio Augusto de Freitas Barcellos, remetendo a decisão final para análise do mérito.
Diante disto a ACEG é a única entidade autorizada a realizar o credenciamento dos profissionais de mídia nos eventos esportivos no Estado do Rio Grande do Sul.
Na noite desta quarta-feira, 01 de julho, o preposto de um terceirizado da CBF, durante a partida realizada na Arena, entre Grêmio e Cruzeiro, determinou a retirada do gramado, de forma injustificada, do repórter da rádio Independente de Lajeado, Leandro Schabbach, enquanto o mesmo realizava seu trabalho. O repórter já registrou ocorrência policial na 4ª Delegacia de Polícia Distrital, em Porto Alegre-RS.
Tratou-se de um claro desrespeito à ACEG, aos profissionais da crônica esportiva gaúcha e até mesmo à decisão judicial.
A ACEG, prestou toda a assistência ao seu associado, colocando inclusive seu departamento jurídico à disposição do profissional.

Porto Alegre, 02 de julho de 2015.

Diretoria da ACEG

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ESPERO PARA BREVE


Aos poucos, as pessoas que sabem escrever vão perdendo a timidez e publicam livros.
O último foi o advogado Léo Iolovith, com o extraordinário "Descendo da Nuvem".
Sei que o livro do jornalista Flávio Dutra está pronto e vai lançar em breve.
Fernando Albrecht, o "Senhor Página 3" dos jornais? Quase perdi a esperança.
Paulo Motta? Não sei. Incógnita.
Agora espero o do Gilberto Jasper, que edita o gilbertojasper.blogspot.com.br.
Leia a última história, "Pais, Filhos e Amigos". Confira esta, mas leia as demais. Ótimas.

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RECEITA MARAVILHOSA!
TORTA DE SUCRILHOS SOBERBA!




Ingredientes

500g de chocolate meio amargo (pode ser metade meio amargo e metade ao leite)
1 lata de leite condensado
1 lata de creme de leite (colocar na geladeira)
1/2 pacote de Sucrilhos
1/2 tablete de manteiga sem sal
300g de coco ralado
4 gemas

Modo de Preparo

Derreta o chocolate em micro-ondas ou em banho maria junto com a manteiga. Reserve um pouco de chocolate para decorar a torta pronta
Assim que o chocolate + manteiga tiverem formado uma massa homogênea, junte com o Sucrilhos. Deixe esfriar um pouco.
Forme um forma de fundo removível com papel alumínio ou papel manteiga e espalhe essa massa de chocolate com Sucrilhos no fundo da forma e nas laterais.
Levar para a geladeira.
Em uma panela, misture o coco ralado, o leite condensado e as gemas, mexendo bem até soltar da panela
Deixe esfriar um pouco e coloque em cima da massa de Sucrilhos com chocolate. Leve para a geladeira por 12 horas.
Retire a torta da geladeira e coloque-a em um prato
A parte, bata o creme de leite sem soro com 2 colheres de açúcar e espalhe por cima da massa de coco
Rale o restante do chocolate por cima, para enfeitar
Mantenha refrigerada e desinforme na hora de servir. Coma bem geladinha.

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APENAS COINCIDÊNCIA

A esposa do ex-árbitro de futebol e, hoje, comentarista da Rede Globo Leonardo Gaciba é funcionária da Federação Gaúcha de Futebol - FGF. Ela também foi nomeada pelo magnânimo dirigente da entidade para ser a supervisora de protocolo da CBF nos jogos do Brasileirão.


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E AINDA TEM QUE PAGAR


Nicole Bahls estreia programa sobre saúde e beleza na TV paga


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TRISTE

No dia em que terminou a TV2 Guaíba:







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ponto da fotografia




RUY GESSINGER NO FOGGY DAY IN PORTO ALEGRE


Despertei, saí do quarto, entrei no gabinete de trabalho de meu apartamento e abri a janela que dá para os jardins do Palácio e da Catedral.
Logo me lembrei da canção A Foggy day in London Town ( I was a stranger in the city / Out of town where the people I knew / I had the feeling of self-pity / What to do? what to do?).
Em seguida me lembrei que os radialistas, em sua maioria, iriam dizer que isso que eu estava vendo era " tempo feio".
Ora, ora, pensei. Como alguém pode achar  a neblina feia?
A neblina nos acalma, nos faz saborear  com vagar a madrugada e a manhã.
Nem todos os dias as manhãs têm obrigação de sorrir, de mostrar as canjicas.
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A propósito.
Pergunta: por que as meninas não tiram mais fotos serenas e sérias? Que coisa linda um rosto de mulher suave, lábios  levemente entreabertos, e o sorriso brilhando nos olhos.
Só nos olhos...








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ponto do vídeo





JERRY LEE LEWIS



1958:




Trecho do filme:





2015





O filme completo: A FERA DO ROCK







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ponto g




HOLYWOOD? LÁ VOU EU!

A Oi está lançando uma promoção em suas lojas próprias de Porto Alegre, nos Shoppings Iguatemi, Praia de Belas, Total e nas duas lojas no Centro, na rua dos Andradas, nº 1432 e rua dos Andradas, nº 1273 – conj. 5 e 6, para comemorar as férias de julho, em parceria com a LG.
Com o mote “Cinema, pipoca e você em Holywood”, a promoção prevê o sorteio de uma viagem para Hollywood com direito a 2 passagens, 5 noites de hospedagem, tour, seguro viagem e um cartão de crédito com US$ 500 para ajuda de custo.
Para participar do sorteio, basta comprar um smartphone LG. A promoção prevê ainda a distribuição de ingressos de cinema para quem habilitar um plano pós-pago da Oi.

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NEM ISSO É CRISE

Do UOL:

Na quarta passada, o Plano Real completou 21 anos.
Segundo o matemático financeiro José Dutra Vieira Sobrinho, a inflação acumulada de 1/7/1994 até 1°/7/2015, medida pelo IPCA, é de 402,4% (considerando um IPCA estimado em 0,7% em junho de 2015).
Em decorrência desse fato, a cédula de R$ 100 perdeu 80,1% do seu poder de compra desde o dia em que passou a circular.
Apesar de o valor de face da cédula indicar R$ 100, o poder de compra da nota atualmente é de apenas R$ 19,90.  "O valor da moeda foi reduzido a um quinto nesses 21 anos", diz Vieira Sobrinho.


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PAPAI NOEL CHEGA ANTES!







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ponto da piadinha









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ponto final




BARDOT E OUTRAS







Tinha 10 anos quando fui a primeira vez ao teatro. Meus pais me levaram num sábado à tarde para ver My Fair Lady e lembro que um dos atores era o Augusto César Vanucci. Achei o palco imenso, as roupas bonitas, muita cantoria, mas nada que me impressionasse. Na saída lamentei não estar no pátio do edifício em que morava brincando com meus amigos.
Mais tarde assisti a outras produções, aquelas em que as professoras levam as turmas e, invariavelmente, são peças medíocres.
A minha relação (hoje, essa palavra é muito difícil de ser usada) com o cinema foi diferente. Vi todos os grandes filmes do final da década de 50 e início de 60, culminando com Ben-Hur. A cada final de semana azucrinava a minha mãe para que me levasse novamente. Sempre que sobrava alguém lá em casa pedia para que me levasse ao cinema. Gostava muito, também, das chanchadas.
Num final de tarde, meu irmão chegou em casa e me convidou para ir ver um filme. O Rolls Royce Amarelo. Chegamos e o filme já tinha começado e, no intervalo, esperamos para conferir o início. Passou aquele jornal e aí vieram os trailers. Estava meio distraído, quando iniciaram cenas de um filme preto-e-branco. E uma loira linda aparece nua. Meu irmão me cutucou:
- É a Brigitte Bardot.
O filme era E Deus Criou a Mulher.
Jamais tinha visto uma mulher nua e hoje concluo que foi um privilégio ela ter sido a primeira.
Quando chegou na parte que já tínhamos visto, meu irmão me puxou pelo braço. Tentei convencê-lo a ficarmos para ver aquela mulher de novo, mas não teve jeito.
Passaram-se os anos e estava em São Paulo. Umas primas me convidaram para ir ao cinema no Shopping Iguatemi. Era um filme proibido para menores de 18 anos e eu com pouco mais de 14 só poderia contar com a minha altura para entrar na sala. Na confusão, entrei.
Era um drama intimista, chatíssimo, mas no final a atriz Mia Farrow, uma pós-adolescente linda de cabelos loiros, mostra os seios. Uau!
O cinema me pegou!
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Naqueles tempos, final da década de 60, tinha uma instituição respeitada, a carteira de estudante. Pagávamos meia entrada, por exemplo, nos cinemas. O problema não era a carteirinha, porque os colégios eram obrigados a oferecer. O problema era ter 16, 17 anos e não conseguir entrar nos filmes que eram proibidos para menores de 18 anos. Uma simples cena com uma mulher de biquíni ou a sugestão de uma cena de amor eram motivo para tornar o filme “para adultos”. Coisas de militares, que comandavam a censura oficial.
Estava morando em São Paulo e no colégio em que estudava um amigo encontrou numa sala abandonada uma grande caixa com carteiras de estudante intactas. Montamos um plano e invadimos o local. Peguei cinco.
Logo depois vim de mudança para Porto Alegre. Na camufla preenchi uma e me arrisquei num cinema perto de casa, o ABC. O porteiro olhou a carteira e nem desconfiou de nada. Estava em cartaz Os Paqueras, filme de Reginaldo Faria.
Para os que torcem o nariz para o cinema que era feito naquele tempo, dou alguns nomes do elenco: além de Reginaldo, Walter Forster, Leila Diniz, Darlene Glória, Adriana Prieto, Irene Stefânia, José Lewgoy, Fregolente, Marina Montini, Maria Pompeu, Milton Gonçalves, Rita Lee, Ary Fontoura, Os Mutantes e muitos outros.
Vi Os Paqueras, por baixo, umas cinco vezes. Uma história simples, mas bem amarrada. Hoje faria sucesso também. O filme se encerra com uma música de Os Mutantes: “Hoje vou sair de casa / Vou levar uma mala cheia de ilusões”. Roberto Carlos, Caetano e Gilberto Gil estão também na trilha sonora.
Comprava o Correio do Povo de domingo, quando ainda era standard, para conferir os lançamentos de segunda – naquele tempo os lançamentos sempre eram no início da semana. P.F.Gastal, o responsável pela página, dava uma sinopse dos filmes. Toda semana tinham dois, três lançamentos que queria conferir.
E grana para isso? Tinha que enrolar alguém lá em casa para conseguir dinheiro. E, bom de desculpas, sempre conseguia.
Nos primeiros meses só queria ver sacanagem. Mas nessa fissura, comecei a ver alguns Bergmann, Scola, Fellini, Glauber, entre muitos outros. Vi, por exemplo, Brasil Ano 2000, de Walter Lima Jr., que foi premiado em Berlim e Cartagena. Uma história muito louca que tem no elenco Gal Costa e Raul Cortez.
A história é, em resumo, essa: em 2000, o Brasil está devastado pela Terceira Guerra Mundial. Uma família de imigrantes chega a uma pequena cidade. O trio é recrutado por um indigenista para fingir-se de índios durante a visita de um general. No dilema entre integrar-se ao sistema ou preservar a liberdade individual, colaborar com a farsa ou denunciá-la, a família entra em processo de desagregação enquanto a cidade se prepara para o lançamento de um foguete. Loucura!
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O regime militar, que desmandou no Brasil a partir de 1964, fez muito mal também para os adolescentes. Nunca vi um estudo a respeito, tipo “a moral da ditadura militar e os efeitos no adolescente brasileiro”. Imagine, por exemplo, que as escassas revistas de mulher pelada e os catecismos do Zéfiro eram vendidos nas bancas como, hoje, se vende um papelote de cocaína.
A polícia civil era orientada para reprimir as meninas que ofereciam seus serviços nas ruas e as boates especializadas em sexo eram sempre vítimas das batidas repressoras. Estas eram duas opções que tínhamos para iniciarmos e prosseguirmos em nossa vida sexual. Muito raramente se conquistava uma doméstica, por exemplo – não me chamem de politicamente incorreto, porque era assim mesmo. E em todo colégio e num bairro tinha sempre uma garota de “má fama”, que já tinha deitado com o fulano e quem sabia não deixava a coitada em paz.
O cinema era uma alternativa para celebrarmos Onã, o nosso anti-herói bíblico. O curioso é que as idas aos cinemas eram solitárias, evitavam-se os grupos – sei lá, por vergonha, talvez, de estar gastando dinheiro em filmes de mulher pelada.
De qualquer forma, nos filmes nacionais conferi Pepita Rodrigues, Adriana Prieto, Rosana Ghessa, Aldine Muller, Matilde Mastrangi, Claudete Joubert, entre muitas outras. Nus discretos, sem pêlos pubianos, mas os censores permitiam a visão do bumbum e dos seios. Ato sexual, não, de jeito nenhum.
Quando ia de férias a Montevidéu lavava a alma. Lá, filmes de sacanagem completamente liberados. Filmes suecos, dinamarqueses e mesmo americanos. Dizia na casa de meus tios, que moravam no centro da cidade, que iria dar uma volta e procurava, ansioso, um bom filme de sacanagem. Além de prestar muita atenção no filme, lia as legendas em espanhol.
Entendia tudo, só uma palavrinha me pegava: aunque. Que raio era isso? Jamais perguntei a alguém que falasse espanhol, de birra. Teria que descobrir vendo outros filmes. E cada vez me confundia mais.
Para quem não sabe, aunque é “ainda que”. Pensando bem, é muita sofisticação para um filme de sacanagem, não?
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No final da década de 60 e por todos os anos 70 assisti a muitos filmes de sacanagem, de todas as nacionalidades. Lembro até de um filme grego, preto-e-branco, com cenas de nu acima da média e que deve ter passado pela severa censura por um descuido. Além dos brasileiros, os melhores eram os italianos e franceses – estes, mais chatos, sempre tinham uma “mensagem” entre uma mulher pelada e outra.
Claro que a minha vida sexual na pós-adolescência não se restringia ao que via nos cinemas e, depois, na lembrança das cenas mais tórridas. Creiam, aprendi alguma coisa nas telas. Não me tornei um amante irrepreensível, mas aprendi “carinhos na amada”, vamos dizer assim, que não imaginava.
Quando entrei na Faculdade de Filosofia, lá por 1974, estava completamente louco por cinema. Tanto que fiz até um curso de direção com o Jefferson Barros, um dos mais respeitados críticos de cinema de Porto Alegre.
Já tinha uma filmadora Super 8 e produzia curtas tendo os amigos como atores. Fiz vários e tenho ainda guardadas três “jóias”, em VT. Por incrível que pareça, nenhum com cenas de sacanagem – todos com um certo humor.
Os atores? Lembro de dois: Jaime Cimenti, hoje advogado e jornalista, e  o Homero, que estudava no Colégio Militar, e hoje é oficial do Exército.
A fissura era tanta que o Jaime Cimenti e eu fomos a um dos primeiros festivais de Gramado. Dormíamos no carro e a fome, quando não filávamos uma boca-livre, era liquidada com um prosaico sanduíche de mortadela. Imagine, conversamos com Roberto Faria, Stephan Nercessian, Rose Di Primio entre muitos outros.
Vi todos os ciclos de filmes russos, italianos, franceses. Sim, vi todos os ciclos históricos. Às vezes dormia, porque só podia conferi-los à noite e uma poltrona confortável era mortal para quem acordava pouco depois das seis horas da manhã.
A fissura pelo cinema foi diminuindo quando surgiram outras responsabilidades e que também mexiam comigo. O jornalismo, a política, os livros de filosofia e a literatura, de um modo geral, me fascinavam. Fora as revistas e jornais. De qualquer forma, pelo menos uma vez por semana conferia um filme.
Fugia, como o diabo da cruz, de filmes intimistas, por exemplo. Não tinha mais paciência. Vez que outra, para não perder o hábito, um de sacanagem. Lembro da série Emanuelle. Fazia parte de uma turma, uma meia dúzia de grandes amigos, que durante a semana eram profissionais seriíssimos e nas tardes de sábado se transformavam: procurávamos avidamente uma sacanagem para assistir. Na mesma noite, um “filme sério” com a namorada.
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Outro dia não conseguia dormir e fui para a frente da TV. Fiquei passando canal por canal e até que parei num filme no Canal Brasil. A cena mostrava uma lourinha e levantei o som para conferir a voz da gracinha. Era ela: Carla Camurati. Nova cena e ela está numa praia, pelada. Aí me veio a imagem dela dando entrevistas, hoje, sobre os filmes que dirige, com um aspecto meio sujo, de “intelectual do cinema brasileiro”.
Os Bons Tempos Voltaram: Vamos Gozar Outra Vez, uma comédia brasileira de 1984. São dois episódios dirigidos por Ivan Cardoso e John Herbert. Os roteiros de Daniel Mas e Miguel Paiva. Fotografia de Carlos Reichenbach e Carlos Egberto Silveira.
É uma abobrinha com toques de sacanagem – mulher pelada, simulação de sexo, essas coisas – financiada pela falecida Embrafilme.
Chama a atenção o elenco de “atores-cabeça” assim como estão aí acima os dirigentes e autores, hoje, famosos e de grande reputação profissional, que devem ter ganho uma grana muito boa nos estertores da ditadura militar. A Embrafilme liberava o que pediam.
Confiram os atores: Carla Camurati, Paulo César Grande, Pedro Cardoso, Alexandre Frota, Leiloca, Zezé Macedo, Andréa Beltrão, Wilson Grey, José Lewgoy, Consuelo Leandro, Tania Boscoli, John Herbert e Carlos Imperial.
E mais: Marcos Frota, Kátia Lopes, Vanessa Alves, Maria Luíza Castelli, Kátia Spencer, Lídia Bizzochi, Taumaturgo Ferreira, Marcos Favoretto, Vera Zimmerman e Dionísio Azevedo.
É mole? É um elenco imenso, tem muito mais gente e o pessoal da produção ocuparia laudas e mais laudas.
Fiquei vendo a obra até o final, mais de duas da manhã, quase sem som. Uma sacanagem sadia, umas piadas bobas, e uma história simplória. Tudo para mostrar as atrizes peladas, nada mais.
Comecei a viajar e lembrei da época.
Rolava uma sacanagem muito sadia, que começou no final dos anos 60, passou pelos 70 e encerrou-se nos anos 80. Ninguém tinha vergonha ou medo de namorar, de transar e como diria mais tarde o Tim Maia, só não valia homem com homem e mulher com mulher. Claro que existia, mas muito pouca gente levava livre viadagens e sapatices.
Era mesmo homem com mulher e mulher com homem.
E esse sentimento geral, de que sexo e amor se confundia, passou para toda a sociedade. Só para lembrar, as TVs podiam mostrar mulheres e até mesmo homens praticamente pelados e não havia “repressão”, não havia ridículas campanhas contra a “baixaria na TV”. O símbolo, me desculpem, são as chacretes, criadas pelo Abelardo Chacrinha Barbosa.
Não havia este moralismo ridículo e decadente, que condena os peitinhos da Arósio na novela das oito. A família brasileira não ficava indignada com uma mulher seminua.
Tenho muita pena porque esses tempos liberais não voltarão e as novas gerações não terão a oportunidade de viver tempos de amor e sexo, sem preocupações.
A Aids pôs fim à troca de parceiros, nos anos 80.
Os bons tempos não voltam mais.
Infelizmente para quem não os viveu.
Eu vivi.


Quinta, 2 de julho de 2015




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ponto do dia




O  FUTURO DAS CIDADES








A cidade do futuro deve aliar os conceitos de mobilidade urbana, sustentabilidade e sociodiversidade, com espaços vivos e preparados para a população usufruir de forma aprazível.  Agregar aos grandes centros esses conceitos não parece ser uma tarefa difícil para o arquiteto e urbanista Jaime Lerner, que participou do “Tá na Mesa”, promovido ontem pela Federasul.. Autor de projetos ambiciosos que tornaram Curitiba referência internacional, ele critica a forma burocratizada que estão sendo desenvolvidos os planejamentos, impedindo que soluções viáveis sejam colocadas em prática em curto prazo.
Ao comparar a estrutura das cidades ao casco de uma tartaruga, Lerner garantiu que todas as cidades possuem potencial para absorver a visão de futuro sustentável. Com intervenções pontuais, batizadas pelo arquiteto como “acupuntura urbana” é possível recuperar espaços e proporcionar trabalho, moradia e lazer de forma integrada.
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Na visão do urbanista, Porto Alegre em especial, a transformação passa prioritariamente pela mobilidade urbana. “É preciso estimular, cada vez mais, o uso do transporte público ao avançar os investimentos na integração dos modais e em infraestruturas de qualidade”, apontou Lerner ao pregar a convivência e a tolerância e destacar que vida, moradia e trabalho devem caminhar no mesmo sentido.
Envolvido no projeto de recuperação do Cais Mauá, Lerner afirmou que “a revitalização do espaço deve ser um dos mais importantes projetos do país”, adiantando que a obra vai proporcionar um lugar de animação cultural e comercial. “Além de ser complexo, o plano envolve diversas entidades, situação que impede um ágil andamento”, explicou.
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Outro projeto que ganhou o destaque do arquiteto é a recuperação da Orla do Guaíba que tem a ambição de entregar à população uma grande “arquibancada” ao ar livre, ilustrou Lerner. Ele aproveitou o momento para fazer um apelo ao empresariado. “Temos que ter a confiança e contar com investidores desde o período da concepção até a entrega destas grandes obras”, finalizou.




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ponto da fotografia




Da página Antiga TV2 Guaíba por Fabiano Golgo:


(clica em cima que amplia)


Programa Guaíba ao Vivo, 1981



Samuel De Souza Santos identifica:

Atrás, da esquerda para a direita: Rogério Mendelski, figurinista César, do X & C, Gustavo Mota, Sérgio Schueler, Clóvis Rezende, Samuel De Souza Santos, colega que não lembro o nome e Carlos Alberto Bencke; à frente; Paulo Verri e me parece o colega que informava sobre o tempo, cujo nome não lembro, Suzana Saldanha e o Lauro Quadros.
O certo é que fazíamos jornalismo da melhor qualidade na TV2 Guaiba.




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ponto midiático




AMANHÃ É FINALISTA


A Revista AMANHÃ está entre o seleto grupo de finalistas do Prêmio CNI de Jornalismo 2015 na categoria Destaque Regional Sul. Indicada com as reportagens “O que está por trás do sucesso” e “A vida depois da crise”, o veículo concorre com o jornal catarinense A Notícia, do Grupo RBS. Foram selecionados três trabalhos para cada uma das 12 categorias, que serão avaliados pela comissão julgadora. Os vencedores serão divulgados no dia 30 de julho no evento de premiação que acontece em Brasília.
A matéria “O que está por trás do sucesso”, assinada pelos jornalistas Ricardo Lacerda e Robson Pandolfi, apresenta as receitas e os segredos de empresas que despontaram no rol das 100 melhores emergentes do sul do país em 2013, de acordo com levantamento de AMANHÃ e PwC. A reportagem, publicada em outubro do ano passado, apresenta dados completos do ranking das companhias que buscam um lugar entre as 500 maiores do Sul. A partir de entrevistas com líderes da Xalingo, BR Fértil e Wanke, as 14 páginas de conteúdo abordam elementos importantes para o processo de ascensão, como o planejamento estratégico, a profissionalização da gestão, as reviravoltas do mercado e a arte de se reinventar.
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Publicada em novembro do mesmo ano, a reportagem “A vida depois da crise”, dos jornalistas Emanuel Neves, Ricardo Lacerda e Andreas Müller, resgata histórias de companhias que sobreviveram à crise financeira, apresentando lições para enfrentar os tempos difíceis. A matéria conta a trajetória e os ensinamentos de grandes empresas que quase quebraram, mas encontraram formas de se reerguer, como o Grupo Randon – um dos maiores do mundo em implementos rodoviários –, Agrimec e Ulbra.
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Para o presidente do Grupo AMANHÃ, Jorge Polydoro, a indicação é um reconhecimento do jornalismo qualificado exercido pela revista que completa 30 anos em 2015. “Essa indicação reforça o compromisso de AMANHÃ com a discussão de temas importantes como os tratados pelas duas reportagens”, celebrou.
Os finalistas do Prêmio CNI foram escolhidos com base nos critérios de adequação ao regulamento, ineditismo, relevância, criatividade, qualidade editorial (argumento, abordagem, desenvolvimento e texto), edição (equilíbrio entre texto e ilustrações), além de qualidade de áudio, vídeo e locução para TV e rádio.


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QUE MAJU QUE NADA!!













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ponto g





ROSQUINHAS DE COCO





Enviada por Derli Baltasar Castagna Paim, de São Leopoldo - RS

Para colaborar com sua nova especialidade, estou enviando-lhe, abaixo, uma receita, muito gostosa. Trata-se de rosquinhas saborosas, que são feitas em poucos minutos e que após guardadas, podem durar em um pote fechado, por até 3 meses, sem problemas.

13              ovos
9       colheres (de sopa) de açúcar
9       colheres (de sopa) de manteiga ou margarina
9       colheres (de sopa) de coco (coco fresco ralado)
9       colherinhas (de chá) de Royal
Farinha de trigo, até o ponto.

Modo de fazer, do tipo “rosquinhas”.

Para cobrir: Fazer  uma pasta com os seguintes ingredientes:

        5 claras
        3 copos de açúcar
        Meio copo de água

As  rosquinhas, depois de assadas, deverão ser “pintadas” ou “lambuzadas”, usando-se um pincel ou as mãos. Após, colocar no forno, apenas por uns momentos, só para secar.




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ponto da piadinha









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ponto final




É AMANHÃ! EU VOU!!



Um dos lugares mais folclóricos do bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre, vai ressurgir, ao menos por uma noite, no Bom Fim. O Fofa fechou as portas em 2014, deixando saudade em seus frequentadores, acostumados ao tango, às conversas sobre futebol e política com os proprietários e ao sistema de atendimento baseado na avaliação criteriosa (e rabugenta) do Costa.
Tudo fazia parte da alma do Fofa, somado aos pratos saborosos feitos no capricho pelo Dario. Agora, será possível reviver todo esse clima. “Uma Noite de Fofa” será realizada no restaurante Buona Tavola (Rua Fernandes Vieira, 466), AMANHÃ, DIA 3, com entrada das 19h às 23h - quem quiser entrar depois desse horário, terá de se entender com o Costa.   
O evento será fechado com número limitado de 56 lugares. Para participar, é preciso pagar o valor dos pratos antecipadamente, no restaurante ou por depósito bancário.
No restaurantebuonatavola@gmail.com é possível obter mais detalhes sobre o pagamento. O cardápio da noite foi escolhido a dedo por Costa e Dario, após longas conversas com os donos do Buona Tavola. O consenso foi de bifes à Francesa, à Parmegiana e à Portuguesa (por R$ 70,00) e tagliatelles à Carbonara e à Bolonhesa (por R$ 50,00). As refeições são para duas pessoas. 
A ideia é um projeto piloto para eventos periódicos do Fofa no Buona Tavola, restaurante que abriu em novembro de 2014 no Bom Fim e virou referência no bairro na hora do almoço, oferecendo buffet de comida caseira.
Em julho, o restaurante passará a abrir também à noite, em sistema à la carte. 

O Fofa  
O Restaurante Fofa abriu em 1982, na Cidade Baixa. Os uruguaios Costa e Dario se conheceram quando os dois eram marinheiros em um transatlântico grego, que foi onde Dario aprendeu a cozinhar e desenvolveu suas famosas - e secretas - receitas.  
Nos mais de 30 anos de funcionamento, os dois torcedores do Penharol e do Internacional, juntamente com o cachorrinho Garufa, recepcionaram um público formado principalmente por jornalistas, músicos, políticos e boêmios. Foram escolhidos pelo Guia Veja Porto Alegre como uma das melhores comidas no quesito boteco.






Quarta, 1º de julho de 2015



Atualizado diariamente ao meio dia.
Eventualmente, a tarde, notícias urgentes.




Escreva apenas para  jlprevidi@gmail.com






ponto do dia





OITO ANOS NO RS



Recebo:

São 8 anos investindo em infraestrutura, expansão do sinal pelo estado e contratação de profissionais para se consolidar como uma das emissoras preferidas dos gaúchos.
O Grupo Record RS, além da TV, é composto também por dois dos mais importantes e tradicionais veículos do estado - o jornal Correio do Povo e a Rádio Guaíba.
Na TV, oferecemos a maior programação local do mercado. São 5 horas diárias de jornalismo, distribuídas no programa Balanço Geral, nos telejornais Rio Grande no Ar e Rio Grande Record e ao longo dos intervalos comercias, com o Direto da Redação.
A programação local estreou novos quadros e apostou em novos formatos, sempre com a finalidade de oferecer informação segura e entretenimento de qualidade para o público do Rio Grande do Sul. No jornalismo, a proposta de estar ao lado do povo e das comunidades teve resultados espetaculares desde que a Record desembarcou por aqui. O segundo lugar consolidado na audiência é a resposta do povo gaúcho à dedicação da emissora.
Este ano a TV Record RS iniciou a execução do projeto de implantação de toda estrutura para captação e transmissão em HD (alta definição) da programação local. Com investimentos pesados nos mais modernos equipamentos, em breve todo nosso conteúdo chegará à família rio-grandense com qualidade de som e imagem incomparável.  Hoje podemos dizer com orgulho que somos 100% Rio Grande. 




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ponto midiático




PORTO ALEGRE É ASSIM!

A Original

Raras são as cidades com nomes bonitos. Pouquíssimas transmitem algum sentimento. Podemos contar nos dedos de uma mão as que reúnem sonoridade, beleza e felicidade.
Pense. O nosso país está repleto de cidades que homenageiam santos, heróis discutíveis, acidentes geográficos, povos e expressões indígenas e até mesmo animais e tipos de vegetação.
Não se pode dizer que Porto Alegre é única. Muita pretensão, é verdade. Mas, cá entre nós, é um dedo daquela mão – sonoridade, beleza e felicidade acrescidas de simpatia.
Presunção? Pode ser.
Porto Alegre vive o século XXI com peculiaridades interioranas – até em função de um saudável encontro de tipos de todo o Rio Grande, de outras regiões e do mundo – e com particularidades de metrópole. É interessante.
Ao mesmo tempo em que somos a capital dos shopping centers, temos ainda o costume de levar cadeiras para as calçadas para jogar conversa fora e chimarrear com os vizinhos.
Glênio Peres, o nosso saudoso vice-prefeito e vereador, dizia que Porto Alegre é a única cidade do mundo onde as pessoas se chamam de “vizinho”.
Um povo cioso de sua terra admite “modernismos”, mas não permite que se toque em seus orgulhos. Até hoje se lamenta o fim dos bondes, em um tempo em que não se debatia nada, os administradores decidiam e ponto. Em compensação, o porto-alegrense está torcendo por um metrô.
Não, não vamos nem falar do pôr-do-sol mais bonito do universo, porque a partir desta assertiva não há a menor chance de diálogo.
O jornalista Juremir Machado da Silva define a capital dos gaúchos: “É mais que demais, é hiper-real”. Perfeito para todos os egos!
Não duvide de ouvir a frase em qualquer parte do mundo: “Porto Alegre? Bah, Porto Alegre é hiper-real! Tri!”.
O porto-alegrense, que não aceitou a rebeldia dos Farrapos, hoje recebe com satisfação gaúchos de todos os cantos para o Acampamento Farroupilha. O porto-alegrense também é definitivo. A jornalista Vera Spolidoro jura que ir ao Mercado Público basta para conhecer Porto Alegre. Ali está toda a cidade.
Outros podem dizer que a capital gaúcha é o Parque e o Brique da Redenção; o Theatro São Pedro; a usina do Gasômetro; a orla do Guaíba... o Guaíba. Este é um capítulo à parte. Muitos não aceitam o malfadado Muro da Mauá e se envergonham de não poder aproveitar, como todo cidadão de Primeiro Mundo, a razão da existência de sua designação: o Porto.
Mas, bons otimistas, os porto-alegrenses sabem que logo poderão apresentá-la, com inúmeras atrações aos visitantes, e dizer, de boca cheia:
- Porto Alegre é a cidade.
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As outras

Sul-Maravilha, para quem vive no Norte e Nordeste do Brasil, é Rio ou São Paulo. Nós, que estamos no calcanhar do país, não somos considerados. Isso aqui para nortistas e nordestinas é outro país. Sabem apenas que tem frio e o Rio Grande do Sul tem dois campeões mundiais de futebol.
Falo de um modo geral, é claro. Pessoas esclarecidas existem em todas as partes.
A capital deste país – não que considere o Estado dessa maneira – tem um nome muito bonito. Simples e bonito como poucos. Nos povos de língua espanhola são vários pontos turísticos, restaurantes, além de bairros e vias. Tem de tudo. Puerto Alegre, Puerto Alegro são algumas das variações.
Por todo o Brasil a capital é lembrada – praças, avenidas, ruas, vielas, prédios, uma infinidade de homenagens.
O povoado que hoje se chama Porto Alegre, a capital gaúcha, foi formado lá por 1.700 e poucos. Hoje, o aniversário de fundação da cidade é lembrado em 26 de março. Oficialmente começou a contar em 1772. Detalhe: a capital da província de São Pedro do Rio Grande do Sul foi criada em l773.
O gaúcho é tão cioso das suas coisas que não imagina, porque não aceitaria que existisse, uma outra cidade ou mesmo vilarejo com um nome igual. Admite, apenas, a mineira Pouso Alegre. Sem sorrisos e muito menos reverências. Tolera, apenas.
Mas vou decepcionar a gauchada.
Existem, pelo menos, mais três cidades chamadas Porto Alegre. No Brasil. Municípios, mesmo, com prefeito e tudo de direito.
Prepare-se.

Porto Alegre do Piauí foi criada a 420 quilômetros de Teresina. Numa região danada de braba, o “Polígono das Secas”. É minúscula – pouco mais de 2.500 viventes. Grande parte da população se dedica à produção de alevinos. Também trabalham na mina de calcário, que é para uso agrícola. Divertem-se no Lago de Boa Esperança, onde há um “complexo turístico” com quadra de esportes, campo de futebol, playground e churrasqueiras, numa área de 35 mil metros quadrados.

Porto Alegre do Tocantins é, como a do Piauí, minúscula: 2.500 moradores que se dedicam a plantar maracujá e mamão. Circulam pelo município com exatos 81 veículos. Foi criado em 1988.
Dizem por lá que o nome não tem nada a ver com a capital do RS.
Contam que a denominação surgiu porque lá há um rio (Manoel Alves) e nele um porto no qual tinha uma velha canoa para a travessia das boiadas. Este porto era bom para os viajantes banharem-se e daí originou-se o nome Porto Alegre.
Vivem com toda segurança. Só o nome do comandante da Polícia Militar assusta qualquer projeto criminoso: capitão Dosautomista Honorato de Melo. Te mete!

Porto Alegre do Norte, fundada em 1986, está encravada na Amazônia Legal, no Vale do Araguaia. Mato Grosso. É longe de Cuiabá – 1.125 quilômetros. Atrativos? Faz parte da rota do Rali dos Sertões e os dois rios, Tapiraré e Xavantinho, são fartos em piaus, pacus, pintados, pirarucus e tucunarés.
A economia da coirmã é baseada na pecuária, mas o cultivo do algodão e, principalmente, do girassol tem um bom espaço.
Pouca informação da cidade. E quando se encontra são conflitantes. Mas fazendo uma média pode-se afirmar que são 10 mil norte-porto-alegrenses – 51 por cento na área rural.
O primeiro nome da localidade foi Cedrolândia, devido à grande quantidade de cedro, planta típica da Amazônia usada na construção de móveis. Com o passar do tempo a povoação se concentrou às margens do rio Tapirapé, passando a ser chamada de Beira Rio.
Os comerciantes chegavam em canoas, depois de cinco dias de viagem rio acima. Comemoravam a venda de suas mercadorias com festas no povoado. Para eles era um “porto bastante alegre”, passando a ser assim conhecida.

Deram uma mancada: a Lei 5.306, de 11 de junho de 1981, criou o distrito com nome de Porto Alegre. O município mesmo foi criado pela Lei 5.010, de 13 de maio de 1986, com o nome de Porto Alegre do Norte. O “do Norte” foi acrescido por motivos óbvios.



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ponto g





A PORTA DO OUTRO LADO



Numa entrevista na TV,  um conhecido médico disse  que muita gente tem um nível de exigência absurdo em relação à vida, querendo que absolutamente tudo dê certo, e que, às vezes, por aborrecimentos mínimos, é capaz de passar um dia inteiro de cara amarrada.
E aí ele deu um exemplo trivial, que acontece todo dia na vida da gente…
É quando um vizinho estaciona o carro muito encostado ao seu na garagem (ou pode ser na vaga do estacionamento do shopping). Em vez de simplesmente entrar pela outra porta, sair com o carro e tratar da sua vida, você bufa, pragueja, esperneia e estraga o que resta do seu dia.
Eu acho que esta história de dois carros alinhados, impedindo a abertura da porta do motorista, é um bom exemplo do que torna a vida de algumas pessoas melhor, e de outras, pior.
Tem gente que tem a vida muito parecida com a de seus amigos, mas não entende por que eles parecem ser tão mais felizes.
Será que nada dá errado para eles? Dá aos montes. Só que, para eles, entrar pela porta do lado, uma vez ou outra, não faz a menor diferença.
O que não falta neste mundo é gente que se acha o último biscoito do pacote. Que “audácia” contrariá-los!
São aqueles que nunca ouviram falar em saídas de emergência: fincam o pé, compram briga e não deixam barato.
Alguém aí falou em complexo de perseguição? Justamente. O mundo versus eles.
Eu entro muito pela outra porta, e às vezes saio por ela também. É incômodo, tem um freio de mão no meio do caminho, mas é um problema solúvel. E como esse, a maioria dos nossos problemões podem ser resolvidos assim, rapidinho. Basta um telefonema, um e-mail, um pedido de desculpas, um deixar barato.
Eu ando deixando de graça… Para ser sincero, vinte e quatro horas têm sido pouco para tudo o que eu tenho que fazer, então não vou perder ainda mais tempo ficando mal-humorado.
Se eu procurar, vou encontrar dezenas de situações irritantes e gente idem; pilhas de pessoas que vão atrasar meu dia. Então eu uso a “porta do lado” e vou tratar do que é importante de fato.
Eis a chave do mistério, a fórmula da felicidade, o elixir do bom humor, a razão por que parece que tão pouca coisa na vida dos outros dá errado. ”
Quando os desacertos da vida ameaçarem o seu bom humor, não estrague o seu dia… Use a porta do lado e mantenha a sua harmonia.
Lembre-se, o humor é contagiante – para o bem e para o mal – portanto, sorria, e contagie todos ao seu redor com a sua alegria.
A “Porta do lado” pode ser uma boa entrada ou uma boa saída… Experimente!




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ponto da piadinha









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ponto final



NEGA MALUCA



INGREDIENTES

Tempo de preparo: 40min
Rendimento: 12 porções

3 ovos
1 e 1/2 xícara ( chá ) de açúcar
2 xícaras ( chá ) farinha de trigo
1 xícara ( chá ) de chocolate em pó ou achocolatado
1/2 xícara ( chá ) de óleo
1 colher ( sopa ) de fermento em pó
1 pitada de sal
1 xícara ( chá ) de água quente

Cobertura:
4 colheres ( sopa ) de leite
1/2 xícara ( chá ) de chocolate em pó
1 colher ( sopa ) de manteiga
1 xícara ( chá ) de açúcar

MODO DE PREPARO
Bata os ovos com o açúcar, óleo, achocolatado e farinha, depois adicione a água quente e por último o fermento em pó
Asse em forno com temperatura média por 40 minutos, desenforme quente
Cobertura:
coloque todos os ingredientes em uma panela e leve ao fogo até que levante fervura, despeje ainda quente em cima do bolo
Informações Adicionais
A receita pode ser preparada também no microondas em forma própria para esse forno. O tempo de espera é de 7 a 9 minutos na potência alta. Aguarde 20 minutos e desenforme Uma cobertura de brigadeiro também fica divina.