Segunda, 4 de outubro de 2021

 

SOU QUEM SOU.
TUA APROVAÇÃO NÃO É NECESSÁRIA.
...

ANDO DEVAGAR
PORQUE JÁ TIVE PRESSA







Escreva apenas para


COMENTÁRIOS: Todos podem fazer críticas, a mim, a qualquer pessoa ou instituição. Desde que eu tenha alguma informação do crítico - nome, telefone, cpf - ou seja, dados. Claro que existem pessoas que conheço e que não necessito dessas informações. MAS NÃO PUBLICO CRÍTICAS FEROZES. 
E não esqueça: mesmo os "comentaristas anônimos" podem ser identificados pelo IP sempre que assim for necessário. Cada um é responsável pelo que escreve.



LOGO, LOGO:
DOIS MINUTOS COM O PRÉVIDI





UM BAITA REPÓRTER:
VENENO ANTIMONOTONIA


Texto antológico do jornalista Márcio Pinheiro.



Joel Silveira era de Lagarto – cidade do interior sergipano onde, ele mesmo informava, Lampião jamais tivera coragem de entrar. Em seguida, completava: “Eis aí um homem sensato. Lagarto não é lugar para entrar, mas para sair”. E foi o que ele fez, mudando-se para o Rio, aos 26 anos, para se juntar a alguns dos mais brilhantes intelectuais, jornalistas, políticos e barões da imprensa de seu tempo e revolucionar o jornalismo feito no Brasil. Ao morrer em 2007, aos 88 anos, Joel estava com a saúde bem debilitada. Já não andava, só quando ajudado pelas duas acompanhantes, mas mantinha a mesma lucidez de quando chegou ao Rio em fevereiro de 1937, a bordo do vapor Itagiba (que cinco anos depois seria posto a pique por submarinos alemães). O primeiro emprego foi na Dom Casmurro, publicação criada por Brício de Abreu e Álvaro Moreyra que reunia entre seus colaboradores nomes como Carlos Lacerda, Oswald de Andrade, Cecília Meireles, Jorge Amado, Graciliano Ramos e Moacyr Werneck de Castro. Dom Casmurro seria o aquecimento para o primeiro bote que a víbora daria poucos anos depois.

Em março de 1938, Joel começaria a colaborar com o semanário Diretrizes e, no começo dos anos 40, publicaria a reportagem que o colocaria no primeiro time da imprensa. “Grã-finos em São Paulo” era um irônico, mordaz e agressivo texto sobre o cotidiano da alta sociedade paulistana. Ele escrevia: “Era uma festa somente para

milionários, e sobre todos aqueles sobrenomes repousava a força paulista de hoje. Por detrás dos sobrenomes, há um mundo incrível: centenas de fábricas, milhares de chaminés, milhares de motores, milhares de operários. Era um grupo terrível, avassalador. Com um gesto de mão, qualquer um deles poderia me aniquilar, me tanger longe, lá na rua. Mas os milionários apenas sorriam. Sorriam e bailavam com

as mulheres, todas muito belas”.

A ridicularização da São Paulo festiva agradou a Getúlio Vargas e fez com que Joel fosse convidado por Assis Chateaubriand para fazer parte dos Diários Associados. Surpreendentemente, Joel não ficou feliz com a proposta e recusou o emprego. Mas o mesmo Getúlio Vargas que antes o admirava passou a detestá-lo depois de uma outra reportagem em que o repórter pedia que o país voltasse à democracia, destacando a frase “o governo deve sair do povo como a fumaça da fogueira”. O resultado é

que Diretrizes acabou sendo fechada, não restando a Joel outra opção senão a de aceitar o convite de Chatô.

Foi o dono do Diários Associados o primeiro a chamar Joel de víbora e o novo emprego revelaria um Joel ainda mais venenoso. Sua primeira grande missão foi cobrir a II Guerra Mundial e o diálogo entre patrão e empregado é puro non-sense. Joel foi chamado por Chatô e recebeu a seguinte ordem: “Senhor Joel, você deve ir para a Itália. Vá cobrir esta guerra. Mas vá e não me morra!”. Anos depois, recordando essa história numa entrevista, o repórter que o questionava entrou no espírito e perguntou: “E o senhor não morreu, né Joel”. “Eu? eu não! Se eu morresse o homem me despedia!”.

Não morreu, mas deixou boa parte de sua juventude nos campos de guerra da Europa. Entrou na cobertura como o correspondente mais jovem. Saiu dez meses depois quase como um veterano. “Certo dia, o mais terrível deles, vi a morte de um sargento brasileiro, metralhado pelos alemães. Só conseguimos resgatar seu corpo quatro dias depois”, recordaria no livro O Inverno na Guerra. Voltaria ao Brasil mais maduro e mais cético e incorporaria esses sentimentos aos seus textos. O primeiro teste seria uma nova encomenda de Chatô. O barão da imprensa estava em guerra com o milionário paulista, que havia pedido de volta o prédio que os Associados ocupavam no Viaduto do Chá. A vingança veio na forma de texto com “A Milésima Segunda Noite da Avenida Paulista”, reportagem publicada em 1945 sobre o casamento do milionário João Lage com Filomena, filha do conde Francisco Matarazzo Jr. A cobertura do casamento da filha do conde vinha acompanhada do relato do enlace de um casal de operários, trabalhadores justamente das indústrias Matarazzo.

Além do poder da riqueza, Joel foi íntimo do poder político. A partir de Getúlio Vargas – com quem teve apenas um único contato ao vivo – , Joel conviveu com todos os presidentes. Não era de fazer amizades, mas conseguia manter um bom trânsito em várias esferas. E, a partir dos anos 50, trouxe para a análise política o seu faro de repórter investigativo.

O estilo inaugurado e aperfeiçoado por Joel era uma síntese das melhores vertentes de várias escolas de jornalismo. Aquilo, que a partir dos anos 60, convencionou-se chamar de Novo Jornalismo, já era exercitado pelo repórter duas décadas antes: texto direto e claro, recheado de observações sagazes e opiniões incisivas. Seu legado está presente no trabalho de dezenas de jornalistas, alguns claramente inspirados nele, como Fernando Morais e Geneton Moraes Neto.

Nos últimos anos, afastado do front jornalístico, acabou transformando-se em referência para as novas gerações. Seus textos foram reunidos em coletâneas (os ótimos livros A Milésima Segunda Noite da Avenida Paulista e A Feijoada que Derrubou o Governo) e Joel passou a ser entrevistado com maior freqüência. As grandes reportagens deram lugar às pequenas crônicas. E aí revelava-se outro Joel, o genial criador de pequenas tiradas, aforismos, desaforos, vinganças pessoais, ironias e deboches.

Sua última batalha foi em 2001. Indignado com a candidatura de Zélia Gattai ao lugar de Jorge Amado na Academia Brasileira de Letras, Joel lançou sua anticandidatura e partiu para o ataque, chamando Zélia de escritora medíocre que havia crescido à custa do marido. Perdeu a disputa em uma das mais rápidas eleições da ABL (apenas 20 minutos de duração), mas ainda assim comemorou os quatro votos que teve contra os 32 de Zélia. Novamente foi irônico e definitivo.

– Só me candidatei para isso: para tirar quatro votos dela.



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O DÉSPOTA DA RBS TV TAMBÉM FOI DEMITIDO SUMARIAMENTE - Há 10 anos o Cezar Freitas foi diretor de jornalismo da RBS TV. Era o poderoso, mais ainda porque fazia parte do grupo liderado por Marcelo Rech, o Homer Simpson dos Pampas. Acontece que o Marcelo, também todo poderoso do Jornalismo do grupo, foi defenestrado e todos os seus queridinhos também dançaram - um pouco antes ou depois, como foi o caso do Freitas.
Neste final de semana, a jornalista Rosane Marchetti, ao responder a um amigo no Facebook, foi curta na resposta:

"O Cezar Freitas, chefe na época, me chamou e disse que no dia seguinte eu não precisava mais ir porque estava demitida. Nenhum motivo deu."
Mais ou menos o que fez com outros, vários.
...
Detalhe: Todo o grupo do Marcelo Rech foi "aposentada".
Exceção da Marta Gleich, que é esposa do CF e, agora, é a 
diretora-executiva de Jornalismo e Esporte da RBS.


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TRISTEZA



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"IMPRENSA BURGUESA!!"

ONTEM, DIA DOS PROTESTOS DO PT E CIA, VEJAM A MANCHETE DO GAUCHAZH.
CONCLUO QUE FOI UM FRACASSO?


HAHAHAHAHAHAHA!!!!

...

AÍ FUI VER A MANCHETE DE UM JORNAL DE IXQUERDA:
FOLHA DE S.PAULO. OLHA A MANCHETE DE ONTEM À TARDE:



HAHAHAHAHAHAHA!!!!

...

PENSEI: IMPRENSA PODRE!!
O GLOBO VAI DAR O DEVIDO DESTAQUE AS MANIFESTAÇÕES EM APOIO AO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO!! EIS A MANCHETE DE ONTEM À TARDE:


ESSA IMPRENSA É CONTRA A DEMOCRACIA!!

HAHAHAHAHA!!!!!!


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O JORNALISMO IMPECÁVEL DA GLOBO




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QUAL A VERDADEIRA? - No site do Correio do Povo:

Brasil registra 468 mortes por Covid e 13.466 novos casos em 24h

Segundo o Ministério da Saúde, mais de 20,4 milhões de pessoas já se recuperaram da doença no país

Geral

Brasil registra 506 mortes e 18.578 novos casos de coronavírus em 24h


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RETOMADA - Do deputado federal Bibo Nunes:

O Ministério da Economia vai lançar um pacote de três medidas para estimular o crédito no país. O projeto tem capacidade para impulsionar cerca de R$ 10 trilhões em crédito. A expectativa é que uma Medida Provisória seja enviada ao Congresso entre 6 e 14 de outubro.


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FLÁVIO PEREIRA ATACA DE FUTEBOL!



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DEPOIS DE REVELAR SER GAY, DUDU MILK VIRA CANTOR! - A prova estava neste endereço: 
https://www.instagram.com/tv/CUfk_7EgRH0/?utm_medium=share_sheet, mas ele tirou do ar!
Neste, ele dá uma palinha, com um timbre másculo!!



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VIAJAR, VOAR... - Escreve o jornalista Clovis Heberle:

É duro ser governador, prefeito. Todo dia, sete dias por semana, aparecem problemas, pressões, incompreensões, ameaças. 

Por isso é compreensível a vontade deles de viajar, voar para outros países, quebrar esta rotina irritante. Não importa o partido, a ideologia - de Amaral de Souza a Tarso Genro - , todos dão um jeito de espairecer por alguns dias, se possível na Europa. Melhor ainda se for na Espanha e em Portugal, onde não precisam de tradutores. 

Se as viagens tivessem os resultados buscados pelos governantes, o rio Guaíba estaria despoluído, a exemplo do Tâmisa. Investimentos jorrariam nos nossos pagos, com empresários convencidos de que aqui é tudo mais fácil e o dinheiro retornará rapidamente.

Até agora - que eu saiba - nada disso aconteceu. Mas a turma - incluindo assessores e jornalistas - se divertiu bastante, e sem pagar um tostão.


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GANHEI MAIS UMA SUSPENSÃO DO FACEBOOK!! - Casualmente, na semana passada fiz alguns posts sobre os anúncios criminosos que a rede social publica. Todos das Lojas Americanas são criminosos - oferecem, computadores, TVs, etc a preços irrisórios. SÃO GOLPISTAS, que os certinhos do Facebook tinham o dever de barrar.

Além disso, publiquei que o jornalista Alexandre Appel entrou na Justiça contra eles, mostrando todas as razões. A matéria está aqui.

Pronto, ontem, anunciaram uma suspensão de 7 dias.

Contestei e eles cancelaram a punição.


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CENSURA DAS REDES SOCIAIS- Escreve a jornalista Moema Bauer:

Em entrevista ao Cleber Benvegnú, ontem, a Janaína Pascoal contou que tem sido sistematicamente censurada nas redes sociais. Vídeos e outros posts dela vêm sendo tirados de circulação, o que a fez alertar para as censuras que poderão ocorrer em 2022, quando muitos candidatos vão fazer suas campanhas basicamente por essas redes - afinal, elas venceram a última eleição presidencial, dando um banho nas caríssimas e mentirosas propagandas produzidas por marqueteiros e transmitidas pela grande mídia, não é mesmo?

Será, indagou a deputada, que aqueles candidatos cujas posições desagradarem as tradicionais empresas de comunicação e o status quo não vão ter suas publicações simplesmente canceladas, sob o pretexto de que constituem fake news, não têm comprovação científica ou apresentam manifestação de racismo, homofobia, misoginia, etc, etc?

Uma pergunta na qual fiquei pensando, sobretudo depois que vi o vídeo que o ausente governador do RS anda espalhando por aí e que certamente custou uma fortuna. Quem está pagando essa pré-campanha do rapaz, alguém sabe?


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MERCADO PÚBLICO WALTER GALVANI - Inaugurado em 3 de outubro de 1869, o Mercado Público completa 152 anos em meio a mudanças que visam revitalizar a sua estrutura para a comemoração dos 250 anos da Capital, em 2022. O desafio da Prefeitura de Porto Alegre é preparar o espaço para a realidade pós-pandemia e preservar as principais características do mais tradicional ponto de comércio da cidade.

Ontem, bancas e restaurantes estavam em operação,  recebendo aqueles que foram comemorar a data junto aos mercadeiros. Hoje, às 9 horas, será realizada uma missa em homenagem ao aniversário do Mercado. Os dias 14, 15, 16, 21, 22 e 23 de outubro contarão com uma programação especial, a ser divulgada em breve pela Associação do Comércio do Mercado Público Central.

“Parabéns ao Mercado, um símbolo da cidade e um importante polo comercial. Uma das nossas prioridades desde o início foi reabrir suas portas e ampliar horários. Os próximos passos são a reabertura do segundo piso e, consequentemente, aumentar o número de bancas”, – Prefeito em exercício, Ricardo Gomes.


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BAND 2022 - A Band anunciou a grade de programação de 2022. Entre as novidades estão o programa de Fausto Silva, o Perrengue na Band, e o game show Mil e Uma Perguntas, comandado por Zeca Camargo.

“O mercado pode esperar uma grade muito mais interativa com o público de casa, mais participativa. Os anunciantes terão uma janela para criar e participar de tudo que está acontecendo. A Band é uma televisão que vem se transformando e se movimentando. Mostramos para o mercado que trabalhamos para sermos melhores do que nós mesmos todos os dias. A Band, a partir de agora, precisa ser olhada de um outro patamar porque o resultado que ela vai trazer é muito maior do que trouxe até hoje”, avalia Cris Moreira, diretor geral de Comercialização do Grupo Bandeirantes.

“O Faustão na Band já é uma realidade para todos nós, que estamos vivendo aqui, no dia a dia, construindo um dos maiores projetos da nossa carreira. Muitas novidades estão sendo preparadas por mais de 300 profissionais das mais diversas áreas. Vamos trazer um programa voltado para a família brasileira. Não um simples programa, mas sim uma programação com retorno da alegria aos lares brasileiros. Essa é a nossa maior missão”, garante Cris Gomes, diretor da atração. 

A partir de janeiro, Faustão na Band vai ao ar de segunda a sexta-feira, em horário nobre, diferente a cada dia. “Teremos muitas histórias, brincadeiras, humor, música e diversão na tela Band, além de recursos 3D, as melhores câmeras e computação gráfica. A alegria já tem hora e dia para voltar”, conta o diretor. 
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Um dos principais pilares da Band sempre foi o Jornalismo. A emissora une credibilidade e análise dos fatos com o compromisso de levar a melhor informação, além de ser o primeiro canal a entrar ao vivo todos os dias, às 3h45, abrindo as transmissões com o 1º Jornal, comandado por João Paulo Vergueiro. Ao todo, são 12 horas de jornalismo ao vivo diariamente. Isso sem falar das emissoras espalhadas por todas as regiões do Brasil, dos correspondentes internacionais e do maior número de parcerias com agências de notícias do mundo.

No ano que vem, a Band promete chegar mais uma vez na frente com a cobertura das eleições e os debates. “O compromisso do Jornalismo da Band com as eleições cresce de dois em dois anos. A cada cobertura, novos saltos de qualidade são acrescentados para atender as expectativas do nosso telespectador, que também cresce. É uma pressão saudável. Para 2022, vamos captar com a nossa rede de emissoras próprias e afiliadas as necessidades e anseios da população durante toda a campanha e nesta perspectiva nossos debates, que também terão novidades e inovações como nas últimas eleições. Vamos expor mais completamente os candidatos e suas ideias dando melhores condições de escolha aos eleitores”, afirma Fernando Mitre, diretor nacional de Jornalismo.

O jornalismo da Band também tem seu viés social. Neste ano, a emissora fez a maior campanha do país para combater a fome, em que foram arrecadados mais de R$ 100 milhões em doações com ajuda das grandes empresas do Brasil e da audiência. Não à toa, uma pesquisa do Datafolha apontou o Grupo Bandeirantes de Comunicação como uma das marcas mais solidárias durante a pandemia.
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Um dos projetos mais inovadores da Band esse ano foi o Microfone Aberto, que teve uma entrega inédita de streaming na televisão brasileira. O reality show marcou ineditismo ao conectar a audiência da TV à chegada de uma nova plataforma de vídeos curtos no Brasil: o Kwai. A busca pelo novo comentarista do Jogo Aberto gerou mais de 1,8 milhões de views e engajou mais de 97 mil inscritos a sonhar com uma vaga na mesa redonda mais irreverente do país.

Não há dúvidas que a Band é o Canal do Esporte. São quase 40 horas semanais de programação dedicada às mais diversas coberturas do esporte mundial. Destaque para as mulheres brilhando na transmissão do futebol feminino, que gerou a melhor noite de domingo em termos de audiência no dia 26 de setembro durante a final entre Corinthians e Palmeiras. No ano que vem, tem mais campeonato feminino exclusivo na TV aberta.

A NBA estará de volta para mais uma temporada do melhor do basquete mundial já a partir de 21 de outubro. E não dá para falar de esporte sem lembrar que a Band se tornou a plataforma do automobilismo brasileiro. Tem Copa Truck, Porsche Cup, Stock Car e, é claro, a Fórmula 1, que tem sido um dos grandes trunfos com números históricos aos domingos.

Tudo o que o público via de longe na Fórmula 1, e talvez não entendesse, agora pode mergulhar com Mariana Becker por um passeio pelos bastidores e grids de largada. “A F1 está vivendo um momento histórico e aqui na Band nós trazemos quem está nos assistindo para dentro desse grande espetáculo”, explica a repórter.

“Em 2022 teremos uma Fórmula 1 totalmente nova, com muito mais competidores, novos carros e talvez até 10 equipes competindo pelas vitórias e pelo título”, completa o comentarista Reginaldo Leme que participou do evento ao lado do narrador Sergio Mauricio.

Edu Guedes, que além de pilotar as panelas, é piloto na Porsche Cup, vem com mais uma temporada de The Chef em 2022.

Ticiana Villas Boas também seguirá mostrando se as mães dos famosos realmente entendem de cozinha no Duelo de Mães. Ainda tem Catia Fonseca, no Melhor da Tarde, com muito mais novidades, e uma nova temporada do MasterChef Brasil, que já é uma marca consolidada na audiência. “Em 2021, a edição teve o maior resultado de entregas comerciais da história, sempre inovando e contando com a criatividade da equipe, como o anúncio da jurada Helena Rizzo, que foi feito em primeira mão no TikTok e repercutiu em toda a imprensa”, destaca a apresentadora Ana Paula Padrão.  

Para deixar as noites ainda mais divertidas, Zeca Camargo passa a comandar o game show Mil e Uma Perguntas. “Vai ser um programa diferente. Queremos envolver os participantes e os telespectadores de outra maneira. Serão sempre duplas competindo, com muita animação e um pouquinho de tensão. A ideia é encerrar a noite com muita alegria e cultura pop”, adianta o apresentador.

Aos domingos, o clima de descontração fica por conta de Tatola Godas, Dennys Motta, Ricardinho Mendonça e Ângelo Campos, que chegam para apresentar uma atração com muito humor. “Estamos muito felizes e emocionados de estarmos aqui porque a Band é um canal de televisão que sempre assistimos. É a realização de um sonho de quatro amigos de verdade, que se conhecem há muitos anos”, ressalta Tatola, líder da trupe.


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ASSISTA!! MAIS UMA OBRA DO PT!!
NÃO TEM EXPLICAÇÃO!!


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NAS BANCAS - A tradicional publicação esportiva do Rio Grande do Sul, revista GOOOL, 38 anos, traz na edição de outubro duas matérias especiais com dois jogadores da dupla Grenal, respectivamente do Inter e Grêmio, Bruno Mendez e Miguel Borja que estão estampados na capa dessa  publicação. Os gaúchos que trouxeram medalhas na Olimpíada e na Paraolimpíada, e o sucesso dos mesmos nas suas modalidades.



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VERDAD!!



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INTERVALO


EXEMPLO

A CNN divulgou o trabalho do fotógrafo Anil Prabhakar numa floresta na Indonésia. A imagem mostra um orangotango, ameaçado de extinção, estendendo a mão para ajudar um geólogo que caiu na lama durante a sua busca. Quando o fotógrafo publicou a foto, escreveu: "Numa época em que o conceito de humanidade morre, os animais nos levam aos princípios da humanidade." 

(clica em cima que amplia)



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PIADINHA

Sexta, 1º de outubro de 2021 - parte 2

 



SOU QUEM SOU.
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COMENTÁRIOS: Todos podem fazer críticas, a mim, a qualquer pessoa ou instituição. Desde que eu tenha alguma informação do crítico - nome, telefone, cpf - ou seja, dados. Claro que existem pessoas que conheço e que não necessito dessas informações. MAS NÃO PUBLICO CRÍTICAS FEROZES. 
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especial

Nesta sexta, uma cesta 
de Albert Camus
!


Lutou contra o
existencialismo e
contra o marxismo






O que finalmente eu mais sei sobre a moral e as obrigações do homem devo ao futebol...

A estupidez insiste sempre.



O best-sellers do século 21 em função da pandemia



Sem a cultura, e a liberdade relativa que ela pressupõe, a sociedade, por mais perfeita que seja, não passa de uma selva. É por isso que toda a criação autêntica é um dom para o futuro.




Albert Camus nasceu em Mondovi, na Argélia, em 7 de novembro de 1913. Sua produção intelectual foi intensa -  peças de teatro, novelas, notícias, filmes, poemas e ensaios, onde ele desenvolveu um humanismo baseado na consciência do absurdo da condição humana e na revolta como uma resposta a esse absurdo.  Recebeu o Prémio Nobel de Literatura em 1957.


Lutou contra todas as ideologias e abstrações que mudavam a natureza humana. Foi contra o existencialismo e marxismo, discordando de Jean-Paul Sartre e de seus amigos. 


Modovi (hoje chama-se Dréan) fica na costa da Argélia. Lá ele nasceu durante a ocupação francesa. O seu pai, Lucien Auguste Camus era francês nascido na Argélia e a sua mãe, Catherine Hélène Sintès também nascida na Argélia, era de origem minorquina. O seu pai morreu em 1914, na batalha do Marne, durante a Primeira Guerra Mundial. A sua mãe então foi obrigada a mudar-se para Argel, para a casa de sua avó materna, no bairro operário  onde, anos mais tarde, durante a guerra de descolonização da Argélia, houve um massacre de muçulmanos.


O período de sua infância, apesar de extremamente pobre, é marcado por uma felicidade ligada à natureza, que ele volta a narrar em O Avesso e o Direito, mas também em toda a sua obra. Na casa, moravam, além do próprio , o seu irmão que era um pouco mais velho, a sua mãe, a sua avó e um tio um pouco surdo, que era tanoeiro (fazia tonéis e pipas), profissão que Camus teria seguido se não fosse pelo apoio de um professor da escola primária Louis Germain, que viu nele um futuro promissor. Ao princípio, a sua família não via com bons olhos o fato de Albert seguir para a escola secundária, sendo pobre. Ele dizia que tomar essa decisão foi difícil para ele, pois sabia que a família precisava da renda do seu trabalho. Portanto, ele deveria ter uma profissão que logo trouxesse frutos - como a profissão do seu tio. No fundo, também gostava do ambiente da oficina, onde o tio trabalhava. Há um conto escrito por ele que tem como cenário a oficina e no qual a camaradagem entre os trabalhadores é exaltada.


Sua mãe lavava roupa para fora, a fim de ajudar no sustento da casa. Durante o segundo grau, ele quase abandonou os estudos devido aos problemas financeiros da família. Neste ponto, um outro professor foi fundamental para que seguisse estudando e se graduasse em filosofia: Jean Grenier. Tanto Grenier quanto o velho mestre Guerin serão lembrados posteriormente pelo escritor.


O Homem Revoltado (1951) é dedicado a Grenier, e Discursos da Suécia (que inclui o discurso pronunciado por Camus, ao receber o Nobel), a Germain. Após completar o doutoramento e estar apto a lecionar, a sua saúde impediu-o de se tornar um professor: uma forte crise de tuberculose.Esta doença deu-lhe a real dimensão da possibilidade quotidiana de morrer, o que foi fundamental no desenvolvimento de sua obra filosófica /literária. A tuberculose também o impediu de continuar a praticar um desporto que amava e lhe ensinou tanto: Era o goleiro da seleção universitária


O seu amor pelo futebol seguiu-o durante toda a vida. Uma das coisas que mais o impressionou quando da sua visita ao Brasil em 1949 foi o amor dos brasileiros pelo futebol. Uma das primeiras coisas que fez ao chegar ao Brasil foi pedir para que o levassem a um jogo de futebol.

A sua dissertação de mestrado foi sobre neoplatonismo e a sua tese de doutorado, assim como a de Hannah Arendt, foi sobre Santo Agostinho.


Em 1938, Camus ajudou a fundar o jornal Alger Républicain e durante a Segunda Guerra Mundial, até 1947, colaborou no jornal Combat, além de ter colaborado no jornal Paris-Soir.


Entre os dias 5 e 7 de agosto de 1949, em visita ao Brasil, Camus foi até Iguape conhecer a festa em louvor do Senhor Bom Jesus de Iguape, acompanhado de Oswald de Andrade, Paul Silvestre, um adido cultural francês, e Rudá de Andrade, filho de Oswald, além do motorista.


O grupo ficou hospedado num quarto do hospital "Feliz Lembrança", porque todos os hotéis estavam esgotados. Dessa visita surgiu o conto intitulado La Pierre qui pousse (A Pedra que brota), em seu livro O Exílio e o Reino, sobre um engenheiro francês d'Arrast em passagem por Iguape. A santa imagem, após ser encontrada na praia do Una, na Jureia, em 1647, foi levada à principal fonte do município, onde deveria ser lavada para remoção da areia e do sal. No local onde está a pedra que cresce foi construída uma pequena capela abobadada, popularmente chamada de Gruta do Senhor. Os romeiros, acreditando nos poderes milagrosos da pedra sobre a qual havia sido colocada a imagem para ser lavada, começaram a retirar-lhe lascas. Após séculos tendo lascas removidas, porém, a pedra continuava com o mesmo tamanho, dando origem à lenda da pedra que cresce.

Mudou-se para a França, em 1939, pouco antes da invasão alemã, porque fomentou polêmicas com as autoridades francesas na Argélia. O autor havia publicado uma série de ensaios sobre o tratamento que os árabes recebiam por parte dos franceses na Argélia, pois os árabes não eram considerados cidadãos franceses e portanto eram subjugados por um governo no qual nem ao menos podiam votar. Crianças árabes morriam de fome, não tinham atendimento médico. Camus, nessa época, também fazia parte do Partido Comunista, do qual se desvinculou pouco tempo depois. A sua esposa e os seus filhos permaneceram na Argélia. Devido à guerra nem Camus pôde voltar à Argélia, nem sua esposa e filhos puderam ir para a França. Ele ficou em Paris durante o começo da ocupação nazista, trabalhando num jornal. Devido à censura e à vigilância constante dos nazistas, a maior parte dos jornalistas franceses muda-se para a região da França de Vichy. Começa a participar nas ações do Núcleo de Resistência à ocupação, chamado Combat, tornando-se um dos editores do jornal com o mesmo nome.


Os seus primeiros livros  O Avesso e o Direito e Bodas em Tipasa foram publicados quando ele ainda residia na Argélia. Mas, durante o tempo da ocupação, além de trabalhar em jornais e editar o jornal clandestino, Camus dedicou-se a outra de suas paixões: o teatro. Ele já havia participado em um grupo de teatro ligado ao partido comunista, quando ainda morava na Argélia e, ao sair do partido comunista, havia montado um outro grupo que apresentava peças clássicas de teatro aos trabalhadores.


Conheceu Jean-Paul Sartre em 1942 e tornaram-se bons amigos, no tempo de pós-guerra. Conheceram-se devido ao livro O Estrangeiro, que Sartre elogiou, dizendo que o autor seria uma pessoa que ele gostaria de conhecer. Um dia, numa festa em que os dois estavam, Camus apresentou-se a Sartre. A amizade durou até 1952, quando a publicação de O Homem Revoltado provocou um desentendimento público entre os dois filósofos, devido aos comentários que Camus fez em relação ao comunismo soviético, do qual Sartre era partidário.


Camus morreu em janeiro de 1960, vítima de um acidente de carro. Na sua maleta estava o manuscrito de O Primeiro Homem, um romance autobiográfico. Por ironia, nas notas ao texto, ele escreveu que aquele romance deveria ficar inacabado. A sua mãe, Catherine, morreu em setembro do mesmo ano.

Camus não pretendia ter feito a viagem a Paris de carro, com seu editor Michel Gallimard, a mulher deste, Janine, e a filha Anne. Pretendia ir de trem, com o poeta René Char. Já haviam até comprado as passagens. Mas, por insistência de Michel, ele aceitou a carona. Char também foi convidado, mas não quis lotar o carro. No acidente, o Facel-Véga de Michel espatifou-se contra uma árvore. Apenas Camus morreu na hora. Michel morreu no hospital, cinco dias depois. 

Albert Camus encontra-se sepultado no cemitério de Lourmarin, Provença-Alpes-Costa Azul, em França.

Cinquenta anos depois, revelações do escritor e tradutor checo Jan Zabrana, contidas em seu diário publicado postumamente, sugerem a possibilidade de que Camus tenha sido, de fato, assassinado, por ordem do ministro das Relações Exteriores da URSS, Dmitri Shepilov, em retaliação à oposição aberta que o escritor vinha fazendo a Moscou - particularmente no artigo publicado na revista Franc-Tireur de março de 1957, em que atacava pessoalmente o ministro, responsabilizando-o pelo que chamou de "massacre", durante a repressão soviética à Revolução Húngara de 1956.


Camus, em sua crítica, citara o poeta americano Walt Whitman - "sem liberdade, nada pode existir". Ganhou assim, a inimizade de stalinistas e de simpatizantes dos comunistas. Olivier Todd, no livro Albert Camus — Uma Vida, relata o acidente: “A vinte e quatro quilômetros de Sens, na Rodovia 5, entre Champigny-sur-Yonne e Villeneuve-la-Guyard, o Facel-Véga, depois de uma guinada, sai da estrada em linha reta, se arrebenta contra um plátano, ricocheteia para cima de uma outra árvore, se desmantela. Michel Gallimard sai gravemente ferido - morreu cinco dias depois, Janine ilesa, Anne também. O cachorro desaparece, Albert Camus morreu na hora. O relógio do painel é encontrado bloqueado às 13h55. A seus amigos, Camus dizia com frequência que "nada era mais escandaloso do que a morte de uma criança e nada mais absurdo do que morrer num acidente de automóvel”.


Em Tipasa (Argélia), foi erigida em 1961 um monumento em homenagem a Albert Camus, dentro das ruínas romanas, de frente para o mar e para o monte Chenoua, com esta frase em francês extraída de sua obra Noces à Tipasa : “Entendo aqui o que se chama glória: o direito de amar desmedidamente" («Je comprends ici ce qu'on appelle gloire: le droit d'aimer sans mesure"). 



Albert e famílias


Com Maria Casarès...


... sua maior paixão

Francine Saure, a segunda esposa

Com Francine e os gêmeos

Catherine, a filha


Amo ou venero poucas pessoas. Por todo o resto, tenho vergonha de minha indiferença. Mas aqueles que amo, nada jamais conseguirá fazer com que eu deixe de amá-los, nem eu próprio e principalmente nem eles mesmos.


Obras:

Révolte dans les Asturies (Revolta nas Astúrias), 1936, Ensaio de criação coletiva

L'Envers et l'Endroit (O Avesso e o Direito), 1937, Ensaio

Noces (Núpcias), 1939 antologia de ensaios e impressões

Réflexions sur la Guillotine (Reflexões sobre a Guilhotina), 1947

L'Étranger (O estrangeiro), 1942, romance

Le Mythe de Sisyphe (O mito de Sísifo), 1942, ensaio sobre o absurdo

Les justes (Os justos), Peça em 5 atos, Editor Gallimard, Folio teatro, 2008

Le Malentendu (O malentendido), 1944, Peça em três atos.

Lettres à un ami allemand (Cartas a um amigo alemão), publicadas com o pseudônimo de Louis Neuville

Caligula (primeira versão em 1941), Peça em 4 atos.

La peste (A peste), Editor Gallimard, 

L'État de siège (Estado de sítio), (1948), Espetáculo em três partes.

L'Artiste en prison (O Artista na prisão), 1952 prefácio sobre Oscar Wilde.

"Actuelles (Atuais) I, Crônicas, 1944-1948", 1950

"Actuelles (Atuais) II, Crônicas, 1948-1953

L’homme révolté (O homem revoltado)

L'Été (O Verão), 1954, Ensaio.

Requiem pour une nonne (Réquiem para uma freira)

La chute (A queda), Editor Gallimard, Coleção Folio, 1972

L'Exil et le Royaume (O exílio e o reino), Gallimard, 1957 contos (La Femme adultère (A mulher adúltera), Le Renégat (O Renegado), Les Muets (Os Mudos), L'Hôte (O Hóspede), Jonas.

La Pierre qui pousse (A Pedra que brota).

Os discursos da Suécia (publicado juntamente com O avesso e o direito)

Carnets I (Cadernetas I), maio 1935-fevereiro 1942, 1962

Carnets II (Cadernetas II), janeiro 1942-março 1951, 1964

Carnets III (Cadernetas III), março 1951-dezembro 1959

La Postérité du soleil, photographies de Henriette Grindat. Itinéraire par René Char (A posteridade do Sol, fotografias de Henriette Grindat. Itinerário por René Char, edições E. Engelberts, 1965, ASIN B0014Y17RG - nova edição Gallimard, 2009

Les possédés (Os possessos), 1959, adaptação ao teatro do romance de Fiódor Dostoiévski

Résistance, Rebellion, and Death (Resistência, Rebelião e Morte)

Le Premier Homme (O primeiro homem), Gallimard, 1994, publicado por sua filha, romance inacabado

La mort heureuse (A morte feliz)

Albert Camus, Maria Casarès. Correspondance inédite (1944-1959). Avant-propos de Catherine Camus, Gallimard, Collection Blanche, 2017, ISBN 9782072746161




Não há que ter vergonha de preferir a felicidade.


Discurso de Albert Camus quando recebeu o Nobel (legendado)



Não é nenhuma vergonha ser-se feliz; vergonhoso é ser feliz sozinho.


A grande novela de amor de Camus foram suas cartas

Em El Pais, 10 de novembro de 2017

Parece um velho filme em preto e branco. Humphrey Bogart e Ingrid Bergman em uma sacada na Paris ocupada em 6 de junho de 1944, data do desembarque aliado na Normandia. A primeira noite de dois amantes que só a morte dele separaria, 15 anos depois.

Também poderia ser o começo de um romance romântico, mas é o ponto de partida de uma história real, contada em detalhes minuciosos na correspondência entre seus protagonistas: Albert Camus e María Casares, o francês da Argélia e a galega exilada, o escritor e a atriz. Ambos - o autor de A Peste e O Mito de Sísifo, figura intelectual central do século XX; a atriz da Comédie-Française e do Teatro Nacional Popular, grande dama do palco - trocaram 865 cartas durante anos, que a editora Gallimard publica agora pela primeira vez em um volume de 1.297 páginas.

Ele tinha 30 anos quando se conheceram; ela, 21. Ele já tinha publicado O Estrangeiro, o romance que o lançaria à fama, e vivia sozinho em Paris, onde pertencia a uma rede da Resistência. Sua esposa, Francine Faure, tinha ficado em Orã, na Argélia francesa. Ela, nascida em Coruña, filha de Santiago Casares Quiroga - ministro e primeiro-ministro da Segunda República - tinha chegado a Paris após o golpe franquista de 1936. Conheceram-se em 19 de março de 1944 na casa do escritor Michel Leiris, e na madrugada de 6 de junho, o Dia D, se tornaram amantes.

Após um ataque dos alemães, Camus abandonou Paris. Escondeu-se em um sítio no campo. “Esta noite tenho vontade de me aproximar de ti porque estou triste e tudo me parece difícil de viver”, escreve em uma de suas primeiras cartas. A libertação da capital francesa em agosto dá início a uma crise. Francine logo volta para ficar ao lado de Albert. “Meu desejo mais verdadeiro e instintivo seria que nenhum homem, depois de mim, pusesse as mãos em você. Sei que não é possível. Tudo o que posso desejar é que não desperdice esta coisa maravilhosa que você é”.

A relação entre Albert e María se interrompeu no final de 1944. Em 1945, Francine deu à luz os gêmeos Catherine e Jean. Quatro anos mais tarde, em outro 6 de junho, Albert e María se cruzam no boulevard Saint-Germain. Não voltaram a se separar.

“Você apareceu para mim como um último colete salva-vidas lançado no meio de uma vida que até então estava vazia. Agarrei-me a ele com todas as minhas forças e voluntariamente fechei os olhos a tudo o que podia por em perigo esta última esperança”, escreve-lhe Casares. A atriz detalha o dia a dia de sua vida profissional e expressa dúvidas sobre seu próprio talento. Descreve seu mundo de exilados espanhóis: a doença e a morte de seu pai, o papel tutelar do primeiro-ministro republicano no exílio, Juan Negrín, e sua parceira, Feliciana López de San Pablo. “Don Juan foi para mim um irmão mais velho maravilhoso”, escreve ela quando seu pai morreu, em fevereiro de 1950. A Espanha está sempre presente na vida de Camus – sua família materna era de Menorca - e Casares encarna uma das causas de sua vida, a da República.

Estrelas em Paris

Mas as cartas são, antes de tudo, de amor. Ela escreve: “Te desejo, meu amor, da manhã até a noite. Não sei o que me acontece. Nunca me senti assim, e até me dá um pouco de vergonha”. E ele: “É falso que o amor nos deixe cegos, sei por minha própria experiência. Pelo contrário: torna perceptível aquilo que, sem ele, não chegaria a existir e que, no entanto, é o mais real neste mundo: a dor da pessoa que amamos”.

Os dois são estrelas na Paris dos anos cinquenta. Ele, o grande sedutor, gosta que comparem sua aparência com a de Bogart. “Recebi a foto do jornal americano que você me mandou”, escreve a atriz. “Na verdade, o parecido está se tornando prodigioso e perigoso para mim nas tuas ausências”.

Na grande história de amor que é esta correspondência, Francine Faure é um personagem coadjuvante essencial. “Ela nunca é chata; não a escutamos e sabe viver sozinha”, explica Camus a sua amante. “[Fui] Desagradável com F., tola e injustamente”, conta-lhe ele em outro momento. “Acabei tendo que pedir desculpas”.

Em 17 de outubro de 1957, foi anunciado o Nobel de Literatura para Camus. “Que festa, jovem vencedor, que festa. María”, escreve Casares em um telegrama. “Nunca senti tantas saudades de você. Teu Alonso”, responde o escritor, conhecedor do teatro clássico castelhano. Aos 44 anos, era o mais jovem escritor agraciado com o prêmio desde Kipling.

Dois anos depois, passa a noite de Ano-Novo com Francine, os filhos e a família Gallimard no sul da França. Em 30 de dezembro de 1959, escreve para María: “Estou tão contente com a ideia de voltar a te ver que, ao escrever isto, começo a rir”.

Casares não foi a única destinatária das cartas de amor de Camus. Houve outras mulheres naqueles anos e até o final de sua vida. Oliver Todd cita, em sua biografia canônica do autor, uma carta enviada no dia anterior a outra mulher, a pintora e modelo identificada como Mi: “Pelo menos esta horrível separação nos terá feito sentir como nunca antes a necessidade incessante que temos um do outro”. E no dia 31 escreve à atriz Catherine Sellers: “Até terça-feira, minha querida, te beijo e te abençoo, do fundo do meu coração”. Foi sua última carta de amor, segundo revelou o Le Monde há alguns meses.

Em 4 de janeiro de 1960, o carro no qual voltava a Paris junto com os Gallimard bateu contra uma árvore. Francine e os gêmeos tinham voltado de trem. Camus morreu na hora.




Vou-lhe dizer um grande segredo, meu caro.
Não espere o juízo final.
Ele realiza-se todos os dias.



A PESTE:
Camus e o coronavirus

Revista IHU, 16 de março de 2020

“Camus nos cede a palavra, convidando-nos ao recolhimento. Quem não sabe ficar sozinho desconhece o que é a verdadeira liberdade. Devemos buscar o outro por anseio de fraternidade, não para fugir de nossos medos. Não se deve lamentar o isolamento imposto pelas autoridades. É uma boa oportunidade para explorar nossa intimidade e buscar um sentido à vida”, escreve Rafael Narbona, escritor e crítico literário, em artigo publicado por El Cultural, 17-03-2020. A tradução é do Cepat.

Eis o artigo.

O que ‘A Peste’, de Albert Camus, nos ensinou? Que as piores epidemias não são biológicas, mas morais. Em situações de crise, vem à luz o pior da sociedade: falta de solidariedade, egoísmo, imaturidade, irracionalidade. Mas também emerge o melhor. Sempre existem pessoas justas que sacrificam seu bem-estar para cuidar dos outros.

Publicado em 1947, ‘A Peste’ tenta ser uma resposta à dor desatada pela Segunda Guerra Mundial. Ambientada em Oran, narra os estragos de uma epidemia que causa centenas de mortes diariamente. A propagação incontrolável da doença levará as autoridades a impor um severo isolamento.

Tudo começa em 16 de abril. Naquele momento, Oran é uma cidade com uma vida frenética. Quase ninguém nota as existências alheias. Seus habitantes carecem de um sentido de comunidade. Não são cidadãos, mas indivíduos que poupam horas de sono para acumular bens. A prosperidade material sempre parece uma meta mais razoável do que a busca pela excelência moral.

A Covid-19 ou coronavírus levou muitos leitores a reler ou ler pela primeira vez ‘A Peste’, buscando recursos para lidar com o longo exílio em casa imposto pelas autoridades de saúde. A doença sempre está aí, mas pensamos que só diz respeito aos outros. Agora é assunto de todos. Nosso sino de vidro quebrou. Não somos invulneráveis.

Oriundo da Argélia francesa, em ‘A Peste’, Camus descreve seu tempo e sua terra natal, mas seu romance transcende seu marco temporal e geográfico, adquirindo a categoria de metáfora universal. Suas reflexões resultam particularmente esclarecedoras nesses dias.

Camus destaca que a irrupção de uma epidemia letal nos faz meditar sobre o tempo. Normalmente, não percebemos sua profundidade, o leque de possibilidades que cada minuto contém. Só há uma maneira de compreender sua carga frutífera: “senti-lo em toda a sua lentidão”. Essa experiência se tornará acessível a todos com a peste, mas a incerteza e o medo transformarão a lentidão em paralisia, estagnação.

O tempo não se adapta a nós. Somos nós que devemos aprender a experimentá-lo em toda a sua plenitude. O tempo é a argila da qual somos feitos. Não podemos permitir que passe em vão, sem produzir frutos. Não é possível voltar atrás. O tempo perdido é irrecuperável. A expectativa da doença e a morte nos coloca diante das questões fundamentais que costumamos evitar ou postergar. Camus pensa que Deus não existe, que a fé é uma expressão de impotência, mas avalia que o ceticismo não nos tornou mais livres. Só nos deixou mais desamparados.

A capacidade de sacrifício do doutor Rieux, protagonista em ‘A Peste’, manifesta que atribuímos uma importância excessiva a nosso eu. A grandeza do ser humano reside em sua capacidade de amar, não em sua ambição pessoal. Não há nada bonito na dor, mas indubitavelmente nos abre os olhos e nos obriga a pensar. Rieux não se acostuma a ver seus pacientes morrerem. Pensa que a respiração de um moribundo é uma objeção irrefutável contra a suposta bondade da vida. A vida é absurda, ilógica. A inteligência do homem apenas o faz mais infeliz, pois mostra que o universo é governado pelo acaso.

Camus admite que, sem a perspectiva do sobrenatural, todas as vitórias do homem são provisórias. A vitória definitiva e total corresponde à morte. Para Rieux, a existência é apenas “uma interminável derrota”. Sua filosofia se reduz a isso. Não é muito, mas é uma convicção vigorosamente respaldada pela miséria física e moral que aflige - em maior ou menor grau - a humanidade.

Camus pensa que o mal e a indiferença são mais abundantes que as boas ações. O homem não é ruim por natureza, mas seu conhecimento das coisas é deficiente. Seus atos mais nefastos vêm da ignorância. É a tese do intelectualismo socrático, que Camus ratifica com uma frase feliz: “não há verdadeira bondade, nem amor verdadeiro, sem toda a clarividência possível”.

O que é ético em meio a uma epidemia? Lutar com “honestidade”. Lutar pelo homem, apesar de todas as suas imperfeições. Nessa batalha, o fanatismo ideológico só atrapalha. É preciso olhar além, pensando apenas no humano. Como a peste será lembrada quando passar? Talvez como uma fogueira brutal e interminável? Não, muito mais como “um ininterrupto pisoteamento que esmaga tudo em seu caminho”. O ser humano evocará esses dias com tremor, recordando a fragilidade da vida. A peste produz horror, mas também tédio.

Após os sentimentos iniciais de terror ou coragem, de indignidade ou heroísmo, uma emoção unânime de monotonia se espalha. “Ao grande e furioso impulso das primeiras semanas, havia ocorrido um declínio que seria errôneo tomar como resignação, mas que não deixava de ser uma espécie de consentimento provisório”.

A sensação de fatalidade, de estar nas mãos de uma calamidade sem fim, ofusca a sensibilidade. O humano retrocede, o espírito adormece, o biológico usurpa o lugar do racional. A monotonia se apodera de tudo, achatando os afetos e a capacidade de raciocinar: “A cidade estava cheia de adormecidos despertos que não escapavam realmente de seu destino, a não ser nessas poucas vezes em que, à noite, sua ferida, aparentemente fechada, se abria”.

A peste acaba aniquilando os valores. A humanidade se desliza em direção ao nível de consciência de um gado no matadouro, que intui o seu fim sem reagir. As epidemias matam o corpo e a alma. O coronavírus está nos recordando a importância do contato físico. O ser humano precisa tocar seus semelhantes, sentir sua proximidade. “Os homens não podem ficar sem os homens”, escreve Camus. Curiosamente, essa necessidade às vezes só se torna visível quando uma catástrofe se propaga. “O único meio de fazer com que as pessoas estejam umas com as outras é lhes enviar a peste”.

No Ocidente, a crise da família fez com que cada vez existam mais pessoas isoladas. Nos grandes espaços urbanos, os indivíduos se isolam em apartamentos minúsculos e só se cumprimentam nas áreas comuns. As cidades crescem no mesmo ritmo que a solidão.

Para Camus, o sofrimento das crianças é particularmente insuportável. Quando o doutor Rieux e seu amigo Tarrou acompanham uma criança em sua agonia, sua tolerância à frustração transborda, transformando-se em protesto furioso: “Já tinham visto outras crianças morrerem, uma vez que os horrores daqueles meses não tinham sido detidos de forma alguma, mas nunca tinham acompanhado seus sofrimentos, minuto após minuto, como estavam fazendo desde o amanhecer. E, sem dúvida, a dor infligida àquele inocente nunca deixou de lhes parecer o que realmente era: um escândalo”.

O padre Paneloux se mostra compreensivo: “Isso revolta porque ultrapassa a nossa medida. Mas é possível que devamos amar o que não podemos compreender”. O doutor Rieux não aceita esse raciocínio: “Eu tenho outra ideia de amor e estou disposto a me recusar a amar, até a morte, esta criação onde as crianças são torturadas”. Admite que não conhece a graça divina e quando o sacerdote lhe diz que luta pelo homem, responde que só luta pela saúde.

Assim como Dostoievski, Camus avalia que “não há nada sobre a terra mais importante que o sofrimento de uma criança” e “uma eternidade de bem-aventurança” não pode compensar essa dor. O padre Paneloux objeta que “o sofrimento das crianças é nosso pão amargo, mas sem esse pão nossas almas pereceriam de fome espiritual”. Tarrou aponta que a dor dos inocentes nos apresenta um desafio: a possibilidade de alcançar a santidade. Amando, acompanhando, cuidando, sacrificando o nosso bem-estar para que outros vivam. Rieux responde que não está interessado em ser um santo, nem herói. Só quer ser homem e ser solidário com os vencidos. Pela peste ou pela história.

A peste avança e ninguém mais se atreve a falar de Deus. Permanece uma esperança tíbia e insuficiente que é apenas obstinação por viver. Camus conclui que “tudo o que o homem pode ganhar no jogo da peste e da vida é o conhecimento e a memória”. No entanto, não se pode viver só do que se sabe e se recorda. Se não esperamos nada, se percebemos a morte como um limite intransponível, existir se torna uma fadigosa corrida em direção a nada. Todos somos Sísifo, subindo uma penosa ladeira para nos precipitar no vazio.

Só a ternura, o afeto que surge entre os humanos, tristes criaturas que aprendem a contar as horas, sabendo que cada minuto é um passo em direção ao abismo, pode nos aliviar. Todos os homens são irmãos no sofrimento, em uma desventura que não pode ser aplacada. Camus, um humanista sem um pingo de cinismo, não condena seus semelhantes: “há nos homens mais coisas dignas de admiração do que de desprezo”.

Os espíritos verdadeiramente grandes nos colocam no limiar das interrogações. Não nos oferecem respostas. Estimulam-nos a que - a partir de nossa solidão - pensemos e recorramos nosso próprio caminho. Camus nos cede a palavra, convidando-nos ao recolhimento. Quem não sabe ficar sozinho desconhece o que é a verdadeira liberdade. Devemos buscar o outro por anseio de fraternidade, não para fugir de nossos medos. Não se deve lamentar o isolamento imposto pelas autoridades. É uma boa oportunidade para explorar nossa intimidade e buscar um sentido à vida.


Não desejo mais ser feliz, e sim apenas estar consciente



Envelhecer

Envelhecer é o único meio de viver muito tempo.
A idade madura é aquela na qual ainda se é jovem, porém com muito mais esforço.
O que mais me atormenta em relação às tolices de minha juventude não é havê-las cometido... e sim não poder voltar a cometê-las.
Envelhecer é passar da paixão para a compaixão.
Muitas pessoas não chegam aos oitenta porque perdem muito tempo tentando ficar nos quarenta.
Aos vinte anos reina o desejo, aos trinta reina a razão, aos quarenta o juízo.
O que não é belo aos vinte, forte aos trinta, rico aos quarenta, nem sábio aos cinquenta, nunca será nem belo, nem forte, nem rico, nem sábio...
Quando se passa dos sessenta, são poucas as coisas que nos parecem absurdas.
Os jovens pensam que os velhos são bobos; os velhos sabem que os jovens o são.
A maturidade do homem é voltar a encontrar a serenidade como aquela que se usufruía quando se era menino.
Nada passa mais depressa que os anos.
Quando era jovem dizia:
“Verás quando tiver cinquenta anos”.
Tenho cinquenta anos e não estou vendo nada.
Nos olhos dos jovens arde a chama, nos olhos dos velhos brilha a luz.
A iniciativa da juventude vale tanto a experiência dos velhos.
Sempre há um menino em todos os homens.
A cada idade lhe cai bem uma conduta diferente.
Os jovens andam em grupo, os adultos em pares e os velhos andam sós.
Feliz é quem foi jovem em sua juventude e feliz é quem foi sábio em sua velhice.
Todos desejamos chegar à velhice e todos negamos que tenhamos chegado.
Não entendo isso dos anos: que, todavia, é bom vivê-los, mas não tê-los.


Sexta, 1º de outubro de 2021

 

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...

ANDO DEVAGAR
PORQUE JÁ TIVE PRESSA







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COMENTÁRIOS: Todos podem fazer críticas, a mim, a qualquer pessoa ou instituição. Desde que eu tenha alguma informação do crítico - nome, telefone, cpf - ou seja, dados. Claro que existem pessoas que conheço e que não necessito dessas informações. MAS NÃO PUBLICO CRÍTICAS FEROZES. 
E não esqueça: mesmo os "comentaristas anônimos" podem ser identificados pelo IP sempre que assim for necessário. Cada um é responsável pelo que escreve.



APPEL CONTRA FACEBOOK

O jornalista Alexandre Appel está indignado com o Facebook, depois de mais uma suspensão arbitrária de 30 dias. Ele entrou na Comarca de Porto Alegre contra a rede social e está disposto a apelar a todas as instâncias contra o que considera uma arbitrariedade.
O que ele solicita à Justiça, destacando que 
a rede social notificada violou os direitos à liberdade de expressão e de defesa prévia em caso de imputação de conduta ilícita:

- NOTIFICAR a empresa para que reabilite/desbloqueie IMEDIATAMENTE o perfil do notificante e de todos os demais perfis por ele administrados;

- NOTIFICAR a empresa para que indique qual seria o termo de conduta violado, justificando a punição de suspensão por 30 dias, sob pena de responder por danos patrimoniais e morais;

- NOTIFICAR a empresa para que conceda ao notificante direito de defesa antes de aplicar quaisquer penalidades.
...
O que é pior: o Appel tem um serviço de utilidade pública. Ele, como trabalha há anos com defesa do consumidor, atende diariamente pessoas que estão com problemas na área. Para isso ele tem quatro perfis e quando um é bloqueado os demais também sofrem a suspensão.
São eles:

"Como resta claro pelos perfis acima, os mesmos são utilizados tanto para comunicação de caráter pessoal, quanto para exercício da profissão do notificante, na medida em que o mesmo é jornalista, possui um programa de TV que trata sobre Direitos do Consumidor e exerce atividade como conselheiro junto à ANATEL.

"Grife-se que o notificante é pessoa pública com reconhecido saber na área do Direito do Consumidor, já tenho exercido cargos de secretário de Estado e de Diretor Executivo do Procon RS, motivo pelo qual está credenciado para fazer postagens acerca do assunto, cujas quais, aliás, caracterizam o exercício de sua profissão e representam o sustento de sua empresa.
Ocorre que na data de 29/9/2021 a empresa NOTIFICADA suspendeu (inabilitou) a conta pessoal do NOTIFICANTE por 30 dias, inviabilizando que o mesmo possa continuar movimentando qualquer uma das outras contas que estão sob sua administração..."

"Obviamente, tal suspensão arbitrária, imotivada e não justificada ou esclarecida representa não só censura, mas notadamente abuso de direito na medida em que impede o exercício prévio de defesa do internauta, ora notificante.

É óbvio que nenhuma exclusão/suspensão ou inabilitação pode se dar de forma arbitrária e imotivada, mormente considerando o caráter totalmente genérico da “correspondência eletrônica” enviada ao usuário notificante, sem qualquer informação e fundamentação detalhada sobre tal suspensão da sua conta que, aliás, atinge as demais contas profissionais do notificante que igualmente ficam inacessíveis para publicação.

Note-se que a suspensão/inabilitação da conta pessoal do notificante atinge não somente suas postagens de cunho pessoal, mas notadamente os anúncios de seus patrocinadores, respostas enviadas à consumidores que pedem informações, interação entre usuários e demais conselheiros da ANATEL, tudo isto porque “supostamente” algo irregular aconteceu.

A conduta da notificada, ora descrita é, sem dúvida nenhuma, uma conduta autoritária e desproporcional, mormente considerando a inexistência de esclarecimentos e/ou notificação prévia acerca da suspensão da conta ou qualquer possibilidade de defesa ou manifestação do usuário bloqueado/suspenso.

O ora notificante assegura que sempre trabalhou em conformidade as regras da rede social notificada e pretende continuar utilizando-a para fins de exercer suas atividades profissionais e, por isso, não pode ser penalizado com a inabilitação de seu acesso sem motivação específica, não esclarecida e sem a possibilidade de defesa e/ou correção de eventuais equívocos.

Nestes termos, a suspensão/bloqueio de acesso aos seus perfis na página da empresa notificada viola frontalmente os direitos da ora notificante e não se coaduna com o princípio da boa-fé.

Imperativo destacar, Exa., que o uso das redes sociais como Instagram, Facebook, Twitter e Youtube estão inseridas no rol de direitos fundamentais do indivíduo, porque essas plataformas, atualmente, são os principais meios de comunicação da sociedade. É no seio digital que se desenvolve o fórum de ideias, formam-se opiniões e se possibilita o exercício do direito à liberdade de expressão, direito garantido constitucionalmente (art. 5º, inciso IV, da CF).

Ademais, além deste caráter pessoal relativo à liberdade de expressão, há que se reconhecer que é também nestas redes sociais que se desenvolvem negócios, faz-se bussiness, ganha-se dinheiro, principalmente para profissionais da área da comunicação, como ora notificante, que as utilizam como verdadeiras ferramentas de trabalho.

Portanto, a inabilitação/suspensão, ainda que temporária, das contas administradas pelo notificante acaba gerando perda de receita para sua empresa e, quiçá, rescisão de contratos da sua empresa com patrocinadores do programa Consumidor RS, cuja página é utilizada também com este fim."
(...)
"O devido processo legal deve ser respeitado, com garantia ao contraditório e da ampla defesa.  Não existe penalidade sem observância dessas garantias e a total indiferença da plataforma notificada (que não interagiu com o notificante de forma clara, mas apenas com uma mensagem padrão) denota o total descomprometimento da notificada com a justiça na rede e se constitui uma inaceitável “demonstração de poder” alheia as garantias legais brasileiras.

Tal posição encontra eco no Marco Civil da Internet que estabelece que somente excepcionalmente um conteúdo da internet possa restar indisponível sem prévia determinação judicial, como, por exemplo, nos casos de imagens, de vídeos ou de outros materiais contendo cenas de nudez ou de atos sexuais de caráter privado, na forma do art. 21 da mencionada Lei. Nenhum dos casos se aplica ao notificante.

Na verdade, como visto, o controle jurisdicional daquilo que pode ou não pode ser excluído da internet é uma forma de garantir o efetivo exercício do direito fundamental da liberdade de expressão. Da mesma forma, a necessidade de indicação clara e específica do localizador URL do conteúdo infringente, o que não foi sequer informado pela notificada."



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PREFEITOS COM A ONU - O prefeito de Canoas, Jairo Jorge, na condição de vice-presidente de Relações Internacionais da Frente Nacional de Prefeitos, participou da reunião da entidade com a representante da Organização das Nações Unidas no Brasil, Sra. Silvia Rucks. O encontro online aconteceu na tarde desta quinta, dia 30, com a condução do prefeito de Aracaju Edvaldo Nogueira, que é o presidente da FNP.

O ato marca a assinatura do Memorando de Entendimento entre a FNP e a ONU, com o objetivo de selar um acordo de cooperação para fortalecer o desenvolvimento sustentável nos municípios brasileiros, considerando os desafios regionais.

Entre os termos de colaboração estão a troca de informações sobre habitação, mobilidade, serviços urbanos, redução de desastres, planejamento metropolitano, entre outros.  A iniciativa vai ao encontro do compromisso de governos locais, como Canoas, em reduzir a emissão de carbono e buscar alternativas para a sustentabilidade e preservação ambiental.

“Nós temos hoje um quadro muito complexo de desequilíbrio climático e, por isso, precisamos trabalhar em ações que busquem a resiliência e a equidade. A nossa geração de prefeitos tem a responsabilidade de trabalhar para, juntos, colocarmos as nossas cidades no rumo do desenvolvimento sustentável, que é o que todos nós desejamos”, comentou em seu discurso o prefeito Jairo Jorge.



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TÁ COM SAUDADE DELA?



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SÉRIO, COMO UMA MULHER FAZ ISSO COM O CORPO?



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COISAS DO ZERO HORA - Leitor chama a atenção para mais uma novidade do jornal gaudério: Cheeseburger é "tipicamente gaúcho".
Claro, eles referem-se ao Xis, que vem com um monte de coisas dentro, até batata frita colocam.


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AVISO AO PESSOAL DA RDC TV - Setembro termina no dia 30.
Não me peçam para mostrar a imagem da "previsão do tempo".


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SENSACIONAL!!