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- QUILOMBOS E OUTROS - Na semana passada, ao tratar dos quilombos em Porto Alegre, provoquei para que se pronunciasse sobre o assunto o amigão João Paulo da Fontoura, um intelectual que vive em Taquari. Ele mandou um texto, mesmo estando longe de sua biblioteca - ele passa uns dias em Tramandaí:
A questão dos Quilombos é interessante, bela, e muito importante no contexto da nossa história.
Quando se fala em Quilombo, imediatamente nos vem à mente Palmares. Palmares e Quilombos poderiam ser sinônimos.
Palmares foi uma ilha de resistência, um porto seguro aos negros que eram realmente brutalizados nos engenhos pernambucanos, um trabalho sub-humano no qual esses negros só tinham descanso com a morte. Nos engenhos era humanidade zero.
Palmares foi fundado numa região do Pernambuco da época, hoje pertencente a Alagoas, numa área enorme; foi auto suficiente, por volta de 1580, e durou, contra todas as expectativas, quase 100 anos. No seu auge tinha mais de 20 mil residentes, a grande maioria negros fugidos, mas também índios e brancos. Só caiu, com a morte do seu último líder, Zumbi, depois de umas 20 razias para destruí-la, patrocinadas pelos usineiros.
Aqui no nosso estado, não tivemos aquilo que classicamente chamamos de Quilombos.
Só como exemplo, o Quilombo Família Silva, talvez o mais importante, no Bairro Três Figueiras, só foi fundado em 1940, quando a escravidão, no papel, havia sido extinta há mais de 50 anos. O que houve foi uma apropriação de uma área devoluta por um casal de negros e que depois foi acrescida por mais moradores, todos negros.
Os remanescentes hoje importam em torno de 20 famílias, numa área de pouco mais de meio hectare, regularizada, a primeira a ser no estado como um quilombo, isso agora há pouco, em 2008.
Eu tenho um texto sobre escravidão no nosso estado em que argumento que aqui em nosso estado a escravidão foi relativamente soft, por várias razões que envolvem Júlio de Castilhos e o fato do nosso estado ser de fundação muito tardia.
Nem mesmo nas charqueadas de Pelotas usava-se mão de obra escrava.
Vou te enviar esse meu texto sobre esse assunto.
O problema dos Quilombos volta a ser assunto, pois uma nova interpretação do STF joga uma insegurança jurídica sobre o tema, a questão da temporaridade, ou seja: se um grupo de líderes negros afirmar que na área onde hoje está o estádio do meu Inter pertenceu a um 'Quilombo do Rio' , a área toda pode ser revertida para essa entidade. É absurdo, mas há o risco.
- O RIO GRANDE E O ESCRAVAGISMO
Na última reunião conjunta do CMC e do CMT, da nossa Taquari apareceu lateralmente a questão escravocrata.
Então, comentei algo sobre o assunto afirmando ter lido os três volumes de ‘Escravidão’, magnífica obra do historiador Laurentino Gomes.
Próximo a mim estava o colega conselheiro Regis Eli dos Santos, um querido amigo e ex-vereador da nossa Câmara, aliás, um dos melhores que conheci, e um eterno preocupado com os problema da nossa comuna. Aí, o Regis me pergunta, ‘João, a escravidão foi forte por aqui no estado?’
Sem tergiversar, eu sempre tive um claro posicionamento sobre o assunto e que foi, de certa forma, reforçado com a leitura da obra do Laurentino, respondi, ‘aqui, diferente do centro, do norte e nordeste, a nódoa da escravidão não foi tão forte, exceto talvez na região de Pelotas, isso em função da produção do charque’.
E assim terminamos sem estender mais o assunto, até mesmo para não atrapalharmos a reunião que seguia.
À noite, na minha biblioteca busquei o livro do historiador Sérgio da Costa Franco – Júlio de Castilhos e a sua época –, no qual lembrava-me ter lido um inserto sobre esse tema. Encontrei, página 36. Ei-lo:
‘A campanha abolicionista no Rio Grande do Sul não encontrou as resistências reveladas em outras Províncias. O sistema de produção imperante não se fundava estritamente no braço escravo. O cativeiro sempre coexistira, no âmbito das estâncias, com relações de tipo salarial, e, nas charqueadas, onde predominava, já se constituíra em fator antieconômico de elevação de custos, agravando o problema representado pela concorrência do charque do Prata nas praças nacionais. Como não se ignora, esse produto que era um dos lastros da economia rio-grandense, é fabricado em safras de duração relativamente curta, sendo mais econômico assalariar peões diaristas para períodos de atividade produtiva, do que manter, durante o ano inteiro, uma escravaria numerosa a consumir alimentos. Outrossim, nas áreas de colonização germânica e ítala, desde logo fora banida, por força de lei, a introdução de escravos, de modo que representavam faixas de exclusivo trabalho livre."
Na década de 80, as próprias classes dominantes da Província começaram a vislumbrar a necessidade da abolição da abolição.
Régis, como visto a malvada maldição da escravidão por aqui, diferente da fábula Negrinho do Pastoreio, graças a Deus, não foi tão forte.
Por fim, um dos benefícios quando um povoado era elevado à Vila era que além de poder cobrar impostos, ter Câmara de vereadores, criar leis, podiam ter "pelourinho'!!!
COMUNICAÇÃO
- RUMO A AUDIÊNCIA TRAÇO - Quando um meio de comunicação demite um jornalista ou radialista conhecido e/ou tarimbado e coloca em seu lugar dois ou três estagiários, tem consciência de que terá problemas. Vão ter que "dar aulas" para o estagiário e, acreditem, de 10 sobra 1. E olhe lá!!
A RBS sabe muito bem disso. Estagiário não é para cumprir tarefas do profissional - e eu lembro que o Caverna, presidente do Sindicato dos Radialistas, não dava moleza, ia pra cima das emissoras que infringiam a legislação.
A direção atual da Band está fazendo exatamente o que a RBS fez em passado recente e se deu mal. Só um exemplo: demitiu o Milton Cardoso, que tinha vários patrocinadores, vai colocar o quê em seu lugar? Aliás, já deve ter colocado alguém, mas eu não escuto, para dar traço, mesmo.
SÃO SENSACIONAIS - Sabe quem entrou no lugar do Milton? Atração da Band São Paulo. HAHAHAHAHAHA!! Audiência zero consolidada!!
- JUSTAS HOMENAGENS - No sábado, dia 5, a Associação Riograndense de Imprensa (ARI) vai inaugurar a "Galeria Destaques da Imprensa Gaúcha", com as fotos dos jornalistas Claudio Dienstmann, Luciamem Winck, Mario Marcos, SamPaulo, Santiago e Valdir Friolin. A homenagem a seis grandes ganhadores do Prêmio ARI de Jornalismo será o primeiro ato da diretoria para o triênio 2023/2026, liderada pelo presidente reeleito José Nunes. A nova gestão também é composta pelos vices Claudia Coutinho e Leandro Olegário. A posse será na mesma ocasião na sede.
O Salão Nobre da ARI exibe fotos de grandes empresários da Comunicação como Breno Caldas, Maurício Sirotsky, Mario Gusmão, Otávio Gadret, entre outros. “Sempre houve o desejo da diretoria da ARI de contemplar também os profissionais do jornalismo no mesmo local”, revelou Nunes. Segundo ele, a nova galeria abre distinguindo os jornalistas que mais receberam o prêmio ARI ao longo das quase sete décadas de existência da premiação. “Outros nomes que contribuem ou contribuíram para a prática do bom jornalismo serão acrescentados daqui para frente”, anunciou o presidente da ARI.
Neste ano, o Prêmio ARI/Banrisul chega a 65º edição com muitas novidades. As inscrições devem abrir em setembro próximo.
- BAIXOU O LEÃO LOBO - Dudu Camargo, ex-apresentador do SBT, um guri muito chato, vai participar da Fazenda (Record). Aliás, essa Fazenda só tem mala.
- ESSE É O CARA! - Paulo Guerra é o seu nome. Não conhece o Paulo? Então o siga em suas redes sociais. O cara é fera!! E meu bródi há anos.
Pra terem uma ideia, as fotos do Blog e da abertura do canal do Youtube são do PG. Aí está o cidadão (na festa da RDCTV, no Theatro São Pedro:
POLÍTICA
- LAURA SITO - Deputada estadual do PT e da bancada negra seria uma das homenageadas na festa de cinco anos da RDC TV. Não apareceu. Os que não compareceram, enviaram vídeos, como Dudu Milk e o senador Mourão. A senhora Sito deve ter considerado a festa "coisa de burguês".
- INJUSTIÇA - O deputado federal Bibo Nunes, do PL, lembrou que apresentou projeto que corrige injustiça contra Bolsonaro:
- Luto pela justiça, pela liberdade e contra a opressão. O PLP 141/2023, de minha autoria e que conta com o apoio de mais de 70 deputados, tem como objetivo corrigir a injustiça cometida contra Bolsonaro, quando o tornaram inelegível por 8 anos por defender eleições justas. Reafirmo que este projeto não visa proteger políticos criminosos, pois para isso existe a justiça comum e a lei da ficha limpa. Nosso objetivo é garantir o respeito ao devido processo legal e assegurar que todos os cidadãos tenham direitos políticos preservados.
- GOD!! ESTOU SONHANDO!!
ELE NÃO QUER O CONGRESSO FISCALIZANDO
AS BOBAGENS QUJE O DILMO FAZ!!
PERGUNTINHA
- CADÊ OS VÍDEOS DA "AGRESSÃO" AO URUBU PAI E URUBU FILHO NA ITÁLIA?
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- SIMPLESMENTE SENSACIONAL!!
cONFRARIA DO
CACHORRO QUENTE
- VAMOS LÁ, SUGESTÕES DE LOCAL PARA FAZERMOS A FESTA DE 10 ANOS DA PRIMEIRA REUNIÃO DA CONFRARIA DO CACHORRO QUENTE.
IDEIAS PARA JLPREVIDI@GMAIL.COM
ESPECIAL
futebol E OUTROS
- NOVO PREPARADOR FÍSICO DO FLAMENGO
piadinha






















