Terça, 11 de março de 2025

 



FALE COM O EDITOR:
jlprevidi@gmail.com





ACREDITO NOS ANIMAIS
(DE OLHOS FECHADOS)






DOIS MINUTOS
COM  PRÉVIDI

- AVISO AOS NAVEGANTES!!
ESTOU ÓTIMO E 
DISPENSO INVEJOSOS


 
OLÁ!
 
 NANANINANAÃO!!
 
- Pra mim não mudou nada. Tudo continua como sempre foi.
Vocês não vão me encontrar no vídeo aí de baixo.
Não estarei em nada parecido.
É assim que penso. E sou.
...
Veja se descobre algum conhecido aí:

 
 
- RÁDIO LIVRE BRASIL -
95.5 FM
OUÇA E ASSISTA AGORA!!

E

COMUNICAÇÃO
 
 ARENA SBT

 
- A emissora oficializou as mudanças no Arena, com apresentação de Benjamin Back, que, após um longo tempo nas noites de segunda, agora será apresentado às quartas.
A estreia no novo dia se dará imediatamente após Corinthians e Barcelona, de Guayaquil, jogo que vai decidir a sorte do time brasileiro na Libertadores.
A nova fase do programa marca as chegadas de Kleber Gladiador e Carlos Alberto em seu elenco. Eles se juntam a Benja, Mano e Mauro Beting.
Amanhã, a edição será especial, marcando a troca de cadeirfas entre Cicinho e Emerson Sheik para os novos reforços.
Cicinho deixa o SBT para trabalhar na Band. Sheik não participa mais.

- MILTON CARDOSO - O comunicador está diariamente a partir das 21     horas na 95.5 FM, a Rádio Livre Brasil.
Também das 12h às 14h Milton apresenta o Fora das Quatro Linhas.

- ELA SEMPRE FOI UMA IMBECIL


- LUÍS CRUZ - Responsável pelo sucesso do SBT-RS, o executivo vai encarar mais uma bronca: a direção comercial da Band RS.

- GALVÃO BUENO - Não vai narrar Fórmla 1 na Band.

- UMA VERGONHA EM PLENO SÉCULO 21 - Um agroindustrial do Centro Oeste brasileiro resolve vir ao RS conhecer um evento, a Expodireto Cotrijal, na cidade de Não-Me-Toque. De 10 a 14 de março. O executivo fica indignado quando toma conhecimento que seu avião não pode operar na cidade. Mais indignado ainda quando sabe que na cidade não tem hotel. "É um fim de mundo", concluiu o ex-visitante.
Aliás, os organizadores não devem priorizar os negócios, porque compram espaços em programas de variedades das TVs e rádios.
 
 
POLÍTICA
 
 PÉRIPLOS
 
- É POSSÍVEL ISSO?


  
- O DEPUTADO FEDERAL BIBO NUNES
E O JULGAMENTO DE BOLSONARO



- ISSO É INACREDITÁVEL



- O PROBLEMA DO BRASIL? OS BRASILEIROS




APOLOGIA AO CRIME - O deputado Gustavo Victorino protocolou, na Assembleia Legislativa, Projeto de Lei nº 36/2025 que proíbe o uso de recursos públicos para financiamento de shows, eventos culturais ou artísticos que promovam apologia ao crime, ao uso de drogas ilícitas, à violência, ao sexo explícito, ao desrespeito religioso e à dignidade humana. 
Conforme o parlamentar, a medida busca evitar que o dinheiro público seja destinado a atividades que possam contribuir para a normalização da violência, do crime e da degradação social.  
“O objetivo é reforçar o compromisso do Estado com a promoção da paz e da ordem pública, garantindo que a cultura e a arte, financiadas com recursos públicos, estejam alinhadas aos valores de respeito à dignidade e à liberdade de expressão, sem ferir direitos e garantias coletivas”, afirma Victorino. 
A proposta prevê também que os organizadores de eventos financiados com recursos públicos deverão apresentar, no ato da solicitação do financiamento, uma declaração de conformidade com esta Lei, responsabilizando-se civil e criminalmente por qualquer infração, sob pena de devolução dos recursos e pagamento de multa.
 
ACREDITE SE QUISER
 
 NOTÍCIAS RELEVANTES!!




REGISTRO

 O QUE É ISSO?
 
- SIM, A PIADA DE 2025!!
A MÚMIA AZUL!!



PERGUNTINHA

 MANDA?
 
- Os caras acreditam que ainda dão a última palavra?



PENSANDO BEM

É CRIME FAZER ISSO COM CRIANÇAS
 
- COMO É QUE DEIXAM ISSO ACONTECER?



RECORDAR É VIVER

cont. FRADIM
 
- E se eu dizer que tenho toda a coleção do Fradim?
(não vendo/não empresto)



ARMANDO
MANZANERO






DEUSAS



PIADINHA
Do Leo Iolovich
no Instagran
 

Segunda, 10 de março de 2025

 



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ACREDITO NOS ANIMAIS
(DE OLHOS FECHADOS)






DOIS MINUTOS
COM  PRÉVIDI

- AVISO AOS NAVEGANTES!!
ESTOU ÓTIMO E 
DISPENSO INVEJOSOS
 
 
OLÁ!
 
 O DETRAN E O
PLANETA ATLÂNTIDA:
A "VERGONHA" DE 2025 
 
- Num comercial, veiculado na RBS TV depois do Planeta Atlântida, a própria empresa destaca os 33 "parceiros" que estiveram no evento no final de janeiro. Mostram os patrocinadores master, mas não tocam no Detran RS.
Para quem não sabe do escândalo, no dia 30 de janeiro é publicado no Diário Oficial do RS a destinação de R$ 1.600.000,00, do cofre do Detran, para o Planeta Atlântida, que começaria um dia depois. Acreditem, nos dois dias do evento, em nenhum  momento a RBS veiculou o excelente patrocínio.
Quer ver a primeira publicação do escândalo?
A partir daí, 10 de fevereiro, várias publicações que valem a pena conferir.
...
A RBS chegou a divulgar a maioria dos "parceiros", fora os master: Banrisul, KTO, Budweiser, Coca-Cola e Renner.
Além dessas, o grupo de patrocinadores se completou com a Absolut Sprite, Açaí Polpa Norte, Aperol, Closeup, Corsan, Da Colonia, Docile, GM, Governo do Estado, Mastercard, Melnick, Red Bull, Takis, Vinícola Aurora, Ouro e Prata, Olla e Unimed.
As Farmácias São João, a Fatal Model e a Vanish atuaram como parceiros da transmissão do Planeta Atlântida.
..
Notem que o Governo gaúcho entrou com dinheiro do Banrisul, da rubrica Governo do Estado e Corsan.  E MAIS R$ 1.600.000,00 DO DETRAN QUE FICOU DIRETO NO BOLSO DE ALGUÉM.
...
DE ACORDO COM AS NORMAS ÉTICAS DO GRUPO RBS FICA CLARO QUE ESTE DINHEIRO DO DETRAN TEM QUE SER DEVOLVIDO. AINDA MAIS CONSIDERANDO QUE EXISTEM CENTENAS DE FAMÍLIAS NO E STADO QUE SOFREM COM AS CONSEQUÊNCIAS DA ENCHENTE DE MAIO PASSADO.
---
O QUE DIZEMOS DIRETORES DA RBS?


- RÁDIO LIVRE BRASIL -
95.5 FM
OUÇA E ASSISTA AGORA!!

E



COMUNICAÇÃO
 
 CARLA FACHIM


- Cada evento que ela participa recebe mais do que qualquer repórter da RBS TV. Como ela não tem descanso, sua conta bancária aumenta muito mais do que as de suas colegas apresentadoras. C'est la vie.


- EMPREENDENDORAS - Adoro estas  mulheres que largam empregos "de sucesso" para empreenderem. São poucas? HAHAHA!!
Beti Sefrin, Vera e Bianca Carneiro, Karim Miskulin, Carla Fachim, Ana Cassia Henrich, Cátia Bandeira, Eliana Camejo, Soraia Hanna, Clarice Ledur e muitas outras também maravilhosas.

- RESPONDAM, PLEASE! -  O magistrado carnavalesco insiste na cobertura de carnaval pelo rádio???

- MILTON CARDOSO - O comunicador está diariamente a partir das 21     horas na 95.5 FM, a Rádio Livre Brasil.
Também das 12h às 14h Milton apresenta o Fora das Quatro Linhas.

- O  GALÃ É CANTOR!! - Felipe Vieira, jornalista-galã, é múltiplo: apresentador, blogueiro, dançarino, modelo e - eu não sabia - puxador de samba!!
Vejam o flagrante!! É de 1998, desfile dos 70 anos da Rádio Gaúcha (o cantor mesmo é o Claudio Barulho...)



- BAITA SÁBADO - O sol e o mar de Oeisis International me fizeram não assistir, mais uma vez, a atração de sábado da RBS TV.


- OS ENTENDIDOS DA RBS TV - Não falaram nada da falta batida pelo Valencia aos 20 minutos e foi a única chance de gol até então. Aos 22 o gol e logo depois mais um. E os entendidos em futebol entram com voz triste. Me pareceu que o narrador estava quase chorando.



- INSUPOTÁVEL- Uma semi-gasguita interrompe a "narração": "Lucianho!!"  "Lucianinho!!!"   "Lucianinho!!!"

- POR QUE NÃO ASSISTI AO AINDA ESTOU AQUI?


 
POLÍTICA
 
 DETALHE VERGONHOSO
 
- BIBO NUNES, DEPUTADO FEDERAL PL - O índice de desemprego de janeiro ficou em 6,5%, segundo o IBGE, mas há um detalhe vergonhoso: beneficiários do Bolsa Família são considerados ocupados, e não desempregados, distorcendo os números! Se esse índice fosse realmente correto, o DESCONDENADO Lula não estaria despencando em popularidade e amargando míseros 24% de aprovação em todas as pesquisas! 


- JANONES BANDIDÃO!!



- COMO É BOM LEMBRAR O QUE ELES FALAVAM DO LULA



- AINDA ESTOU AQUI... PRESA


- ESSA ORDINÁRIA FOI ANISTIADA



ACREDITE SE QUISER
 
OS GURIS NO MARINHA
 
- Mas tem que estar chovendo



REGISTRO

 BREVE EM TODO O BRASIL
 
- Comando vermelho retira todos os cabos de fibra ótica de todos os bairros de Fortaleza, Ceará, para que apenas a CVNET seja utilizada.
VIVA O BRASIL DO PT!!


- NO RIO DE JANEIRO:
A TIM comunica oficialmente que não está conseguindo operar em diversas áreas do Rio e poderá colocar a venda estrutura de rede e/ou abandonar os serviços prestados.
Os bairros de Madureira, Marechal Hermes, Manguinhos, Benfica, Cavalcanti, Cascadura, Tijuca, Grajau, Vila Isabel, Andaraí, São Cristóvão, Centro, Gamboa, Campo Grande, Santa Cruz, Guaratiba, Pedra de Guaratiba, Sepetiba, Penha, Vila da Penha, Penha Circular, Brás de Pina, Vicente de Carvalho, Tomás Coelho, Piedade, Abolição, Pilares, Recreio dos Bandeirantes, Toda Jacarepaguá e Vargens, Usina, Alto da Boa Vista,* *Bonsucesso, Bangu, Senador Camará e Vila Militar. Nesses bairros, documentos da empresa relatam vandalizaçôes diárias, por ordens do tráfico ou milícia.
A empresa também confirmou que mandou diversos ofícios a ANATEL e sequer obteve suporte ou apoio.
A TIM informa com isso que não tem outra alternativa, que não seja, abandonar as áreas dominadas pelo tráfico. 
A empresa também divulgou que cerca de 80 antenas compartilhadas, foram sequestradas por traficantes, prejudicando o sinal de telefonia móvel em bairros como Tijuca, Vila Isabel e Alto da Boa Vista.
A empresa deu um prazo de 90 dias para que ações sejam tomadas pelo governo federal e caso contrário não irá mais operar em aéreas dominadas.
A Vivo também enfrenta problemas semelhantes na cidade do Rio.


PERGUNTINHA



PENSANDO BEM

sinto-me uma sobrevivente de Pompéia
com esse clima de vulcão 
 
CAROL BORNE, jornalista

RECORDAR É VIVER

 FRADIM
 
- Alguém tem o primeiro número da revista do Henfil,
que não é nº1 e sim nº 2?
(não empresto/não  vendo)



ARMANDO
MANZANERO





DEUSAS



PIADINHA



Quinta/Sexta, 6 e 7 de março de 2025

 



FALE COM O EDITOR:
jlprevidi@gmail.com





ACREDITO NOS ANIMAIS
(DE OLHOS FECHADOS)






DOIS MINUTOS
COM  PRÉVIDI

BARBADINHA!!
TODOS DEVEM BUSCAR
PATROCÍNIO NO DETRAN!!
 




nesta sexta,
a cesta do
j.p. da fontoura

TEXTOS DE
JOÃO PAULO
DA FONTOURA*






MAIS UM CARNAVAL
QUE PASSOU...


Nasceu Maria quando a folia
Perdia a noite, ganhava o dia
Foi fantasia seu enxoval
Nasceu Maria no carnaval...

 Inserto da letra da (lindíssima) música ‘Maria, Carnaval e Cinzas’, de 1968, composição de Luiz Carlos Paraná.






Caras e caros leitores desta cesta cultural, literária e histórica: hoje, depois de discorrermos nas últimas semanas sobre os eventos e personagens, os principais,  da Segunda Guerra Mundial, um pouco de amenidade, carnaval.

 

Nesta quarta-feira de cinzas, acabou mais um carnaval, a festa máxima da nossa brasilidade, uma forte marca da multifacetada diversidade cultural e étnica brasileira, exagerando, como diria um desses sociólogos e antropólogos  engajados – a essência da identidade do Brasil.

Quando se diz acabou, na realidade esse ‘acabou’é apenas uma expressão stricto sensus, pois, todos sabemos, da metade do Brasil pra cima, a festa continua avançando o resto da semana, e, às vezes, por inércia, alcança até mesmo a(s) semana(s) próxima(s).

 

O que exatamente seria o carnaval, ou qual o espírito que moveu a cristandade nesse sentido, por que a data é móvel?

Uma das coisas que mais desagradam os brasileiros é a questão da data do carnaval, a qual, a cada ano – que coisa chata!,  é mobile.

Acontece que esse evento está diretamente ligado à páscoa que varia entre 22 de março e 25 de abril. A páscoa (e o carnaval por gravidade), é um evento móvel, uma combinação do calendário solar e lunar. Na realidade o carnaval ocorre sempre 47 dias antes da páscoa. Esta, neste 2025 deverá ocorrer no dia 20 de abril, num domingo (não fiz as continhas, mas deve bater).

Vamos fixar: a páscoa é o primeiro domingo após a primeira lua cheia que ocorre após o equinócio de março. Equinócio de março é um fenômeno que ocorre quando a Terra fica perpendicular ao Sol, marcando o início do outono no Hemisfério Sul (Brasil dentro) e da primavera no hemisfério Norte.

 (Alguém, ingênuo como eu, que nada entendo da exegese cristã, poderá perguntar: ‘Por que eles não fixam uma data  - 20 de abril por exemplo -, e param com este absurdo que faz com que o nosso carnaval varie tanto?’

Bem, aviso-vos: não há a menor chance. A Igreja jamais cederá numa questão que para ela é dogmática, pronto! Hoje, ufa!, até podemos questionar e nada nos acontecerá, mas,  no passado, vide o incauto astrônomo Giordano Bruno, fogueira para os perguntadores importunadores hereges.)


Carnaval é um período de festas, bailes e desfiles em salões ou em vias públicas que acontece antes da quarta-feira de cinzas.

O termo, etimologicamente, pode ter vindo da expressão latina carne vale (adeus à carne) ou mesmo do italiano carne levare (remover a carne). Ambos dizem quase a mesma coisa, ou seja: a carne está proibida – jejum – visto a chegada da Quaresma.

 

Há várias explicações para definirmos o carnaval e sua origem ou origens, desde as festas de Isis e Ápis no Egito Antigo, passando por festejos dos hebreus (festa das sortes), dos bacanais dos gregos antigos, das saturnais dos antigos romanos, chegando aos gauleses (franceses), venezianos e outros povos europeus, e até mesmo ao mítico Mardi Gras (terça-feira gorda), o carnaval americano do norte, basicamente em Nova Orleans, que (falem mal dos baianos...) dura mais de mês.



 

No nosso caso particular, o ‘Carnaval Brasileiro’, o carnaval das antigas marchinhas, dos pierrôs, dos arlequins, das colombinas, serpentinas, confetes, máscaras, dos salões lotados, das avenidas transbordando de foliões, das sempre presentes transmissões dos desfiles nas avenidas via redes de TVs, tem origem lá atrás, trazido pelos portugueses como um movimento chamado entrudo, uma espécie de brincadeira popular, que foi se modificando e adquirindo algumas das características das festas européias.

Iniciou, essencialmente popular, com as pessoas mais humildes, principalmente negros escravos. Com o tempo, passou aos salões das elites (bailes de máscaras), mas nunca deixou os espaços e suas práticas eminentemente populares.

Com o tempo, início do século XX, miscigenou-se ao emergente samba. Durante muito tempo as marchinhas e os sambas imperavam nos salões, nas ruas e nas rádios.

Hoje, lamentavelmente, as marchinhas definharam para praticamente não mais existirem. Uma pena! Que saudade das ‘Abra Alas’, da Chiquinha Gonzaga; ‘Mamãe eu quero’, do Jararaca, da dupla com o Ratinho, que alguns dizem ser a música brasileira mais conhecida no mundo; ‘Cachaça não é água’, do Trigueiros Filho; ‘Cabeleira do Zezé’, do João Roberto Kelly (hoje, chance zero de o autor não ser cancelado ad aeternum); Sassaricando, do Candeias Júnior; Me dá um dinheiro aí, do grande Moacir Franco; e tantas ouras...



 

Não há como negar-se: carnaval, como evento popular, pra valer mesmo, é Brasil puro.

Levas e levas de turistas do mundo todo chegam aos aeroportos do Rio, Bahia, Pernambuco, já embalados por várias doses de uísques servidas à bordo, descem ofegantes, saracoteando seus corpos com olhares cupidos às nossas mulheres e...  não entendem nada: como?, cadê as mulheres peladas?, todos de ternos, vestidos, opa, venderam-nos o quê.

 

Eu não tenho dúvida de que carnaval e futebol são as duas – disparadas – mais importantes festas populares do Brasil.

Mas não são unanimidades e nem mesmo chegam perto disso.

Eu adoro futebol de, às vezes, iniciar vendo um jogo da Liga Inglesa às 15 horas e só sair da frente da tela lá pela meia-noite quando acaba a transmissão do jogo do meu Inter no brasileirão.

Mas carnaval – puxa vida, tenho até pudor em afirmar, mas, por favor, não de cancelem, ODEIO, não suporto! Se me obrigam a ficar cinco minutos em frente da TV vendo um desfile, entrego até a minha mãe!

O que eu curto no carnaval é a sua história, é a antropologia que há por trás, é o fenômeno popular.

Por que fenômeno? Simples: o carnaval divide meio a meio a população brasileira, entre amor absoluto e incondicional e ódio absoluto e incondicional.

Um exemplo de amor incondicional: há um padre de uma das paróquias de São Leopoldo (o sacro) que cancelou toda sua agenda de compromissos, marcou voo, e está indo ao Rio curtir os desfiles das Escolas de Samba (o profano).

 

Do ponto de vista sociológico e antropológico, entendo que a festa ‘carnaval’ é uma espécie de catarse humana, um ritual de reversão, tanto que são inúmeros os brasileiros, de intelectuais às pessoas mais simples, que afirmam com senso de humor que o Brasil só começa depois do carnaval.



 

É aí, nos salões, nas avenidas que o pedreiro negro se fantasia de feitor, que a moça pobre veste-se à madame; que ricaço da cidade sai de mendigo, que um homem comum sai travestido de mulher!

 

Também temos a questão das normas de comportamento – que em regra são afrouxadas quando não suspensas totalmente.

Há um livro que li, uns 30 anos atrás, o Perfume, do escritor alemão Patrick Süskind (também saiu filme no cinema e no Netflix) em que o personagem é um perfumista que busca o sumo perfume extraído do corpo de meninas que são mortas por ele. Lá pelo final, este perfumista é preso, julgado e condenado à morte com todo o ritual de maldades das execuções do século XIX. Quando vai sendo conduzido à praça da execução, o assassino consegue retirar de suas vestimentas um vidrinho com gotas do ‘perfume’. Ele esparge à multidão que o rodeia e as pessoas entram num tresloucado delírio, é a bestialidade humana: o juiz pega a filha do carteiro, arranca suas roupas e ... É pai com filha, irmão com irmã, mãe com... Orgia geral. Ao limite, exagerando, não se assemelha a algo que conhecemos?

 

Na antiguidade, as pessoas mais místicas consideravam o inverno (estamos falando do hemisfério norte) como um reino de espíritos maus que precisavam ser expulsos para que o verão dos bons espíritos voltasse. Então, antropologicamente, podemos dizer que o carnaval é uma espécie de rito de passagem, um festerê, um vale tudo festivo, o celebrar a fertilidade, a festa primeira do ano entrante.

  

Finalizando, só como curiosidade, pois há um evidente exagero na pregação, abaixo vou colocar a fala da Joana Prado, a ex-feiticeira, 47 anos, agora uma casta senhora evangélica convicta – ou seja, tem partido – extraído da web:



 

O Carnaval não é apenas uma festa inofensiva. Ele carrega consigo uma cultura que, muitas vezes, promove tudo o que é contrário à vontade de Deus — imoralidade, excessos, idolatria e um afastamento dos princípios bíblicos. Como cristãos, somos chamados a viver de maneira santa e separada do mundo. Paulo nos adverte: 'Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma'. O Carnaval pode até parecer só uma festa, mas será que convém para alguém que foi comprado pelo sangue de Cristo?

Nosso chamado é para sermos luz do mundo e sal da terra, não para participarmos das trevas. Isso não significa que devemos ser legalistas ou viver apontando o dedo, mas sim que devemos ter discernimento espiritual e buscar agradar a Deus em tudo. Que possamos usar esse tempo para nos aproximar mais do Senhor, fortalecer nossa fé e, quem sabe, até evangelizar aqueles que estão presos nesse ciclo de engano. Afinal, a verdadeira alegria não está em festas passageiras, mas na presença de Deus".

É isso aí, pessoal!

 *joão paulo da fontoura é escritor e historiador diletante, membro da ALIVAT – Academia Literária do Vale do Taquari, titular da cadeira nº 26.