Quarta, 2 de setembro de 2026

 

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Alfredo Octávio: o maior jornalista do Brasil

Livro Alfredo Octávio


SEGUINTE:
especial

CAIU UM ÍDOLO DA PETEZADA!!

- MANCHETE DA PRIMEIRA PÁGINA DA
FOLHA DE S.PAULO LIQUIDA COM O CARECA!!

(CLICA EM CIMA QUE AUMENTA)

'Acha que segunda já tenho que
estar fora?', perguntou Vorcaro
a Moraes 2 dias antes de prisão


O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, perguntou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), se deveria deixar o país dois dias antes de ser preso pela Polícia Federal.

Ele também pediu encontros com o ministro do STF, justamente para tratar dos negócios que o fizeram ser investigado.

As informações constam de mensagens obtidas pela PF no celular do ex-banqueiro e que fazem parte da investigação sobre a crise do Master. Elas foram reveladas pelo jornal O Estado de S. Paulo e obtidas também pela Folha.

Vorcaro foi preso pela PF no dia 17 de novembro de 2025, quando se preparava para embarcar em um jato particular com destino a Malta. Documentos mostram que no dia 14 ele pergunta ao ministro se está "marcado amanhã lá em casa" ou se "prefere deixar para semana que vem". Minutos depois, confirma: Vou chegar 14:30 ok! La em casa marcado".

Na noite do dia 15, pelo horário brasileiro, dois dias antes da prisão, o ex-banqueiro pede um novo encontro com Moraes que "pode ser bem rápido". "As 14 então. Passo na sua casa ou na minha?", completa.

Em 15 de novembro de 2025, um sábado, Vorcaro envia a Moraes a mensagem: "Acha que segunda já tenho que estar fora?", questionando sobre a necessidade de sair do país.

No dia seguinte, 16, um domingo, avisa: "Já estou em voo, vou pousar 14:20 e irei direto praí, tudo bem?"

As trocas sobre os encontros aconteceram simultaneamente a outras mensagens, nas quais Vorcaro questionava Moraes sobre o andamento do processo contra ele e o Master.

Durante as trocas, o dono do Master questiona diversas vezes sobre as apurações contra ele, se mostra indignado e diz que está tentando resolver todas as pendências para evitar problemas.

A revelação amplia o conjunto de mensagens entre Vorcaro e um interlocutor que a Polícia Federal suspeita ser Moraes. Parte desses diálogos está em documento que foi enviado ao STF e sobre o qual o ministro André Mendonça, do STF, pediu manifestação da PGR (Procuradoria-Geral da República).

Em decisão no final de agosto, Mendonça disse que conversas que Vorcaro teve com "outra pessoa ainda não identificada" comprovam que o ex-banqueiro soube, com significativa antecedência, da decisão que determinaria a sua prisão.

De acordo com o ministro, os diálogos reforçam a hipótese investigativa segundo a qual Vorcaro "demandava intervenção junto a autoridades públicas envolvidas nos respectivos processos decisórios".

A identificação do interlocutor de Vorcaro, prossegue o relator do caso Master no STF, é fundamental para mapear "integrantes da suposta rede de influência e monitoramento" gerenciada pelo empresário.

Sem citar nomes ou suspeitas, Mendonça indica que nessa rede pode haver pessoas com foro especial e sujeitas a julgamento pelo próprio plenário do STF, como ministros da corte e o procurador-geral da República.
"Uma vez identificados os destinatários e demais mencionados nas referidas mensagens, devem ser igualmente fornecidas a íntegra de todas mensagens e interações existentes que envolvam as mesmas pessoas", determina o ministro.

Vorcaro mandou mensagens para Moraes no dia que foi preso
Um dia antes da prisão de Daniel Vorcaro, em 16 de novembro, Vorcaro também perguntou a Moraes: "Você acha que existe alguma chance disso acontecer amanhã de manhã?".

A ordem de prisão preventiva de Vorcaro foi assinada pelo juiz Ricardo Augusto Soares Leite, da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, às 15h29 de 17 de novembro. Horas depois, Vorcaro foi detido no Aeroporto Internacional de São Paulo.

No dia 15, Vorcaro perguntou a Moraes: "Aquele mesmo juiz Ricardo? E o [oresidente do banco Central Gabriel] Galípolo tá sabendo? Conseguimos fazer algo?". Já às 17h26 do dia em que acabou preso, teria enviado: "Conseguiu ter notícia ou bloquear?".

Entenda a relação Moraes-Vorcaro, segundo a PF

Prisão
Vorcaro perguntou a Moraes, duas vezes, se tinha chance de ser preso. Dois dias antes da prisão, que aconteceu em 17 de novembro de 2025, ele pergunta: "Acha que segunda já tenho que estar fora?" No dia anterior, já tinha perguntado: "Você acha que existe alguma chance disso acontecer amanhã de manhã?"

Contrato
Moraes editou o contrato de R$ 131 milhões de Vorcaro com o escritório de sua esposa, Viviane Barci de Moraes

Avião
Vorcaro negociou a transferência de cotas de um jatinho e de um helicóptero como pagamento por um segundo contrato, no valor de R$ 50 milhões, com o escritório de Viviane Barci de Moraes

Encontros
Moraes e Vorcaro teriam se encontrado pelo menos seis vezes

Pressão
Vorcaro afirmou ao ex-diretor de Fiscalização do BC Paulo Sérgio Neves de Souza que o ministro Moraes "vai chamar o Paulo para dar um aperto". Em outros diálogos, o banqueiro pede a um interlocutor a atuação de "Andrei e Paulo" a seu favor. As referências seriam a Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, e Paulo Gonet, procurador-geral da República

Eventos
Moraes deu palpites e vetou convidados de duas edições de um Fórum Jurídico em Londres que tiveram entre os organizadores o ex-banqueiro.

As mensagens extraídas do celular de Vorcaro não permitem saber o conteúdo de eventuais respostas de Moraes. Os dois usariam imagens de visualização única com capturas de textos escritos no aplicativo de notas, e a extração teria recuperado apenas conteúdos enviados pelo banqueiro.

A investigação da PF apresenta uma série de mensagens enviadas por Vorcaro a partir de 30 de outubro de 2025, quando a crise do Master entra em fase aguda.

Os documentos da Polícia Federal não deixam claro se os encontros de fato se concretizaram, mas apontam que Vorcaro enviou a Moraes 12 prints tratando de encontros nos dias que antecederam sua prisão.

A primeira mensagem foi dia 10, quando o ex-banqueiro questiona se o ministro estará livre no dia seguinte para se encontrarem em Brasília. No dia 11 de manhã, pergunta a mesma coisa.

Já no dia 12, pondera que não quer "atrapalhar programa de família" e diz que a agenda pode acontecer em outro momento.

"Eu iria para Brasília somente pra te ver e atualizar de tudo. Muita coisa acontecendo", completa. Depois, acrescenta que os dois também podem se encontrar em São Paulo, e, enfim, confirma o encontro.

No dia 14 de manhã, Vorcaro confirma novamente a agenda com o ministro para o dia seguinte, e mais tarde diz: "estamos juntos sempre."

Na noite do dia 15, o ex-banqueiro pede para ver Moraes rapidamente em um horário que não vá "atrapalhar muito" o ministro e minutos depois, diz que o encontro está marcado.

Como mostrou a Folha, no dia 16, um domingo, o avião do ex-banqueiro —um jatinho que está em nome de sua holding patrimonial, Viking— partiu de Belo Horizonte rumo a Brasília, aonde chegou às 17h30. A aeronave deixou o Distrito Federal três horas depois, às 20h30, rumo a São Paulo.

Nesse mesmo dia, Vorcaro manda o print a Moraes no qual diz que vai pousar por volta de 14h30 e ir direto encontrar o ministro —nos documentos, a PF não comenta o horário do desembarque do ex-banqueiro, nem o voo.

Na tarde daquele mesmo domingo, Vorcaro também decidiu antecipar o dia em que faria o anúncio público de que a Fictor Holding Financeira iria comprar o Master em parceria com investidores internacionais, de acordo com inúmeras pessoas que acompanharam os preparativos.

Até então, tudo estava organizado para o anúncio ocorrer na sexta-feira seguinte, dia 21, após o feriado da Consciência Negra. A notícia foi divulgada aos jornalistas na tarde de segunda-feira (17).

Nas trocas com Moraes nos dias que antecederam sua prisão, Vorcaro explica justamente que estava trabalhando para antecipar esse anúncio e tentar evitar que o Master quebrasse.

Nesses trechos dos diálogos, o banqueiro pede a um interlocutor a atuação de "Andrei e Paulo" a seu favor. As referências seriam a Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, e Paulo Gonet, procurador-geral da República.

A pessoa para quem a mensagem foi enviada não havia sido identificada inicialmente, mas a PF aponta suspeita de que o interlocutor seja Moraes. A informação foi divulgada inicialmente pelo site Metrópoles e confirmada pela Folha.

Em uma das mensagens, Vorcaro afirma que era "importante reforçar com Andrei e Paulo pra não deixar ninguém de baixo fazer uma sacanagem que aí vai tudo pro saco". Em outra, pede que o interlocutor tente adiar uma ação da PF: "Se o Andrei conseguir atrasar pra outra semana, pois tem feriado, o banco não quebra. Tenta chamar ele e sensibilizar isso se achar possível".
   
Ministro não se manifestou sobre o caso
Mendonça deu prazo de cinco dias para que a PGR se manifeste sobre o documento da PF. A Folha procurou nesta terça-feira (1º) Andrei, Gonet e Moraes, que ainda não se manifestaram.

Informações obtidas pela PF também apontam que Moraes fez edições em uma minuta do contrato entre o Banco Master e o escritório de sua mulher, Viviane Barci de Moraes.

Em nota, o escritório afirmou que seu setor de compliance solicitou informações ao ministro, "na condição de marido da sócia diretora", sobre eventuais impedimentos legais para a contratação.

Segundo o escritório, não havia impedimento porque não estava prevista atuação perante o STF e Moraes não havia julgado causas envolvendo o Master. O contrato previa pagamentos de R$ 129 milhões ao longo de três anos, a R$ 3,6 milhões por mês.

Em março, o jornal O Globo revelou que Vorcaro trocou mensagens de WhatsApp com Moraes ao longo do dia de sua primeira prisão. A informação foi confirmada pela Folha.

À época, Moraes afirmou que "não recebeu essas mensagens" citadas em reportagens e classificou como "ilação mentirosa" a afirmação de que elas teriam sido enviadas a ele.

No dia 17 de novembro, mesmo dia em que Vorcaro se preparava para embarcar para o exterior, o Banco Central decidiu pela liquidação do Master, o que seria anunciado no dia seguinte pela manhã, dia 18.

Moraes e Vorcaro se encontraram
pelo menos seis vezes, indicam mensagens

As mensagens obtidas pela PF (Polícia Federal) no celular de Daniel Vorcaro apontam que ele se encontrou com o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes ao menos seis vezes.

Os primeiros encontros foram articulados por Fábio Faria, ex-ministro das Comunicações de Jair Bolsonaro.

O primeiro deles teria sido no dia 2 de fevereiro de 2024, na casa de Faria, a pedido do próprio ministro do Supremo. Segundo as mensagens obtidas pela PF, o jantar contaria com a presença das mulheres dos três.

No dia 17 de julho de 2024, Faria envia uma mensagem ao ex-banqueiro em que diz "Careca 19:30". Em 5 de novembro do mesmo ano, Vorcaro envia uma mensagem à filha informando que está com Alexandre de Moraes.

Em 2025, no dia 26 de fevereiro, um motorista envia mensagem ao ex-banqueiro e informa que o "ministro Alexandre chegou".

As mensagens indicam proximidade entre os dois.

Em alguns encontros, Vorcaro fez questão de contar a conhecidos que estaria ao lado do ministro. Em 19 de março de 2025, avisou a namorada, Martha Graeff e o então diretor do Banco Central, Paulo Sérgio, que estava com Moraes. "Tô com Moraes aqui rsrs", diz a mensagem.

Segundo relatório da PF, o contexto das mensagens sugere que o encontro entrou na madrugada do dia seguinte.

No mês seguinte, Vorcaro avisa a namorada que está indo encontrar Alexandre "perto de casa". Pela troca de mensagens, dá a entender que os dois estão em Campos do Jordão. Ao que o ex-banqueiro diz: "Ele tá passando feriado".


Moraes editou contrato de
R$ 131 milhões de Vorcaro
com escritório de esposa


O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), fez edições em contrato de R$ 131 milhões entre o escritório de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, e o Banco Master, de Daniel Vorcaro, antes de o documento ser assinado.
As informações constam em análise da Polícia Federal sobre metadados de documento do contrato que estava no celular do ex-banqueiro. A investigação foi divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pela Folha.
Em nota, o escritório Barci de Moraes diz que, "em virtude da abrangência do pedido de contratação de prestação de serviços advocatícios pelo Banco Master ao [escritório] Barci de Moraes, o setor de compliance do escritório, como faz em outros casos semelhantes, solicitou informações ao ministro Alexandre de Moraes, na condição de marido da sócia diretora do referido escritório".
Essas informações, diz a nota, tratavam de "eventual existência de impedimentos legais para a contratação nos termos propostos na minuta contratual, tais como ações no STF sobre sua relatoria ou mesmo participação em julgamentos de interesse do possív
"Diante da inexistência de previsão de atuação no STF ou de qualquer impedimento legal, uma vez que o ministro Alexandre de Moraes jamais julgou qualquer causa envolvendo o Banco Master, o contrato foi assinado e os serviços advocatícios devidamente prestados", diz o escritório.
O escritório de Viviane já tinha admitido ter mantido um contrato com o Master entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, mês em que houve a liquidação do banco —o que equivale a 11 meses de serviços prestados em cada um dos anos.
No começo desta semana, o ministro André Mendonça, relator do inquérito do Master no Supremo, pediu que a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestasse sobre um documento da Polícia Federal no qual há mensagens em que Vorcaro pede a um interlocutor a atuação de "Andrei e Paulo" a seu favor.
A pessoa para quem tinha sido enviada essa mensagem não havia sido identificada inicialmente, mas a PF aponta suspeita de que o interlocutor seja Moraes.
As referências seriam a Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, e Paulo Gonet, o procurador-geral da República.
A reportagem procurou nesta terça-feira (1º) as assessorias de Andrei, Gonet e Moraes, mas eles não se manifestaram.
Mendonça deu um prazo de cinco dias para que a PGR se manifeste a respeito do documento da PF.
O relatório policial também mostra mensagem em que Vorcaro diz a uma funcionária que o pagamento para o escritório Barci de Moraes não poderia atrasar um dia, pois "É o pgto [pagamento] mais importante que temos", a ponto, segundo afirmou o ex-banqueiro, de o valor ser quitado sem a emissão de nota fiscal. "Do jeito que for", afirmou ele em mensagem.
Em março, o jornal O Globo revelou que Vorcaro trocou mensagens de WhatsApp com Moraes ao longo do dia em que foi preso pela primeira vez. A informação foi confirmada pela Folha.
Nas conversas, reveladas a partir de dados obtidos do celular de Vorcaro, o então banqueiro narra negociações para tentar salvar o Master. Ele faz referência a trativas com a financeira Fictor, cujo acordo seria anunciado na tarde daquele dia. "Estou tentando antecipar os investidores e tenho chances de conseguir assinar e anunciar ainda hoje uma parte", disse Vorcaro em um dos textos enviados.
Depois, durante a tarde, Vorcaro confirmou o suposto acordo com a Fictor, às 17h22. "Fiz uma correria aqui pra tentar salvar. Fiz o que deu, vou anunciar parte da transação", disse. Naquele momento, um comunicado sobre a transação foi à imprensa.
À época, Moraes disse que ele "não recebeu essas mensagens" que foram citadas em reportagens. "Trata-se de ilação mentirosa no sentido, novamente, de atacar o Supremo Tribunal Federal", completa.

Mendonça pede a Fachin
sessão do STF para discutir
mensagens entre Vorcaro e
Moraes apontadas pela PF


O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), pediu o agendamento de uma sessão presencial do plenário para debater as mensagens que apontam para uma interlocução entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Mendonça disse que o plenário da corte é "o caminho inevitável" e a "instância soberana para analisar, de modo técnico e estritamente jurídico" as evidências trazidas pela PF (Polícia Federal). A definição de uma data cabe ao presidente do STF, ministro Edson Fachin.
Sem citar nomes ou suspeitas, Mendonça indica que na rede de influência de Vorcaro pode haver pessoas com foro especial e sujeitas a julgamento por crime comum no âmbito do próprio plenário do STF, como ministros da corte.
O relator do caso Master diz que o plenário deve discutir o caso independentemente de qual venha a ser a posição da PGR (Procuradoria-Geral da República). O órgão pediu também nesta terça a anulação do relatório da PF.
A investigação aponta para mensagens em que Vorcaro pede a um interlocutor a atuação de "Andrei e Paulo" a seu favor. As referências seriam a Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, e Paulo Gonet, procurador-geral da República.
A pessoa para quem a mensagem foi enviada não havia sido identificada inicialmente, mas a PF aponta suspeita de que o interlocutor seja Moraes. A informação foi divulgada  inicialmente pelo site Metrópoles e confirmada pela Folha.
Mendonça diz que a deliberação pelo plenário "deverá ocorrer e forma pública e transparente", em sessão presencial, "como não poderia deixar de ser, por imperativo constitucional e decorrência insofismável do modelo democrático e republicano".
Segundo as mensagens detectadas pela PF, dois dias antes de Vorcaro ser preso pela Operação Compliance Zero, em 17 de novembro do ano passado, ele perguntou a Moraes se deveria deixar o país. O conteúdo do celular do ex-banqueiro não permite saber o que o ministro respondeu.
Às vésperas de ser preso, Vorcaro também pediu encontros com Moraes para tratar dos negócios que o fizeram ser investigado. Em 14 de novembro, por exemplo, ele pergunta se está "marcado amanhã lá em casa" ou se "prefere deixar para semana que vem". Minutos depois, confirma: "Vou chegar 14:30 ok!"
Na noite do dia 15, pelo horário brasileiro, dois dias antes da prisão, o ex-banqueiro pede um novo encontro com Moraes que "pode ser bem rápido". "As 14 então. Passo na sua casa ou na minha?", completa.
A análise da PF no celular de Vorcaro também constatou que Moraes fez edições no contrato de R$ 131 milhões firmado entre o escritório de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, e o Banco Master, antes de o documento ser assinado.
Em nota, o escritório diz que o setor de compliance solicitou informações ao ministro, na condição de marido da sócia diretora, para verificar a "eventual existência de impedimentos legais para a contratação nos termos propostos na minuta, tais como ações no STF sobre sua relatoria".
A Folha procurou Andrei, Gonet e Moraes por meio de mensagem encaminhadas às suas respectivas assessorias, mas eles ainda não se manifestaram.


Gonet pede anulação de
relatório da PF sobre
Moraes e Vorcaro



O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu nesta terça-feira (1º) a anulação do relatório da Polícia Federal que traz conversas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e um interlocutor apontado como sendo o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.
Gonet, que também é citado no relatório, diz que o ministro André Mendonça, relator do caso na corte, "impôs a investigação" do colega
"Ao juiz não cabe acusar, menos ainda ao juiz cabe realizar investigações pré-processuais", disse. Segundo ele, o relator "se valeu da polícia" para exercer "atividades que não lhe foram assinaladas".
"A ordem dada à autoridade policial para investigar pessoas específicas, sem pedido do Ministério Público e sem iniciativa da autoridade policial, é nula, por exceder os limites de competência do magistrado na fase pré-processual", afirma.
Uma série de mensagens, minutas de contratos e metadados obtidos pela PF no celular de Vorcaro ampliou as informações conhecidas sobre a relação do ex-dono do Master com autoridades.
Vorcaro procurou Moraes enquanto tentava salvar o banco e acompanhar as investigações que levariam à prisão do ex-banqueiro. O material também registra pedidos para que fossem acionados o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e Gonet.
Outros documentos tratam de um contrato de cerca de R$ 131 milhões entre o Master e o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, e de uma segunda proposta, de R$ 50 milhões, que previa o pagamento com cotas de um jatinho e de um helicóptero.


28 comentários:

  1. Quanto custou o golpe no Bolsonaro?

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    1. Traduz para o português.

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    2. Se não entendeu a pergunta, ela não é para você?

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  2. ô meu! não te facereia, naum vai dá nada! o máximo que pode acontecer é cair o avião do Mendonça.

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  3. "Gonet pede anulação de relatório da PF sobre Moraes e Vorcaro". Ele está advogando em causa própria porque está implicadíssimo com o Vorcaro. Verdadeiro escândalo a relação desta gente com o mafioso.

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    1. Ato nulo é ele se manifestar num inquérito em que ele próprio agora aparece como suspeito.

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  4. Como sempre o sistema vai se proteger, os outros patifes vão blindar o canalha-mor e o Mendonça vai acabar sendo fritado. Brasília/Brasil funcionam assim.

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  5. Mesmo que todos saibamos do nível de envolvimento e corporativismo do STF, acho, creio, tenho quase certeza, que dessa o Moraes não escapa. O problema ultrapassou as fronteiras brasileiras, e envolve o mundo todo, o moderno mundo do 'corporativismo bancário e mercantil'. Nem é uma questão de 'pudor', que, todos sabemos, grande parte dos ministros do STF não o tem, e sim a questão da 'permanência do Brasil como um player razoavelmente confiável, em que um contrato assinado é cumprido à risca!
    No mundo civilizado os tribunais constitucionais são bastiões da probidade, templos da sacralidade, redutos litúrgicos, garantidores das modernas democracias e dos avanços civilizatórios dos tempos atuais!
    Nunca uma casa da mãe Joana,
    Nunca um balcão de negócios.
    Tristeza!

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    1. Se isso fosse verdade, não estaríamos penando há mais de sete anos nessa situação.

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  6. Jumento não tem jeito, sempre coloca o Bozo nas conversas, mesmo a matéria não tendo nada a ver com ele. Tô prevendo que vai faltar alfafa prá esse povo...

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  7. Prévidi, amigos:
    Hoje, no programa AGORA BRASIL, da rádio Mais Brasil, O Guilherme entrevistou o governador Rigotto. Claro que não foi uma ‘conversa de compadres’, houve, da parte do entrevistador, um propósito, saber enfim o que ele pensa das coisas atuais e importantes do Brasil. Vou comentar uma só, o 8 de janeiro. E aí o governador – já votei nele, acho-o um bom político – tergiversou e foi muito mal, pois mesmo com respostas transversas, ele apoiou a ação do STF, o que, eu, considero uma absurdo, pois entendo claramente que o que houve foi a expressão máxima daquilo que é mais legítimo numa democracia, UM MOVIMENTO SOCIAL.
    Os exageros deveriam, sim ser punidos, mas nada além de penas aducativas, pois crime, ‘crime’, não houve.
    O Governado Tarso Genro, tá aí vivo para confiormar, sempre afirmava, mesmo quando Ministro de Justiça do governo Lula, que ‘jamais' aceitaria criminalizar movimentos sociais.
    Movimento Social está para a uma democracia, assim como o oxigênio está para um ser humano, essencial!
    Nação sem 'Movimentos Sociais' é uma Nação exangue, anêmica, fadada ao absolutismo dos nefastos ditadores!
    Governador, revise seu ponto de vista. Sua mãe, sua irmã, poderiam lá estar clamando por uma Brasil melhor – mesmo que erradas. Por favor, bíblia e rosário não são fuzis!
    Pela baderna, meio ano de trabalho comunitário já é uma boa pena!
    Abraços, governador.

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    1. Essa citação do Tarso Genro é totalmente fora de propósito, pois ele nunca classificaria a manifestação do 8 de janeiro como um movimento social.

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    2. Admira que o JPF ainda envie abraços ao Rigotinho, essa pústula na política.

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    3. Do Tarso você não pode esperar coerência, mas sim muito oportunismo político. Vale o mesmo para a herdeira, multiplicado por 100.

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    4. O primeiro passo é sacralizar os movimentos sociais. O segundo, é considerar o banditismo como movimento social.

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  8. Na Rússia o pessoal costuma muito cair da sacada de prédios altos...

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  9. OPERAÇÃO ABAFA VAI SER NOVAMENTE ACIONADA:

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli admitiu publicamente ser sócio da Maridt Participações, uma empresa familiar que teve participação societária nos resorts da rede Tayayá (como o Tayayá Aqua Resort, no Paraná).

    Setembro de 2021: Venda de metade da participação ao Fundo Arleen, administrado por Fabiano Zettel (cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master).

    Uso de Aeronaves: Documentos revelaram ainda que o ministro utilizou jatinhos particulares vinculados a empresários e sócios do banco para viajar até a região do resort.

    Em novembro de 2025, Toffoli foi sorteado relator de um processo envolvendo as fraudes na tentativa de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB).

    Devido a potenciais conflitos de interesse, Toffoli acabou deixando a relatoria do caso

    NINGUÉM MAIS TOCOU NO ASSUNTO...

    O MINISTRO MANDA LEMBRANÇAS...

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  10. LARGARAM UM BOI DE PIRANHA BEM GORDINHO!

    Será que os bolsonaristas vão morder a isca?

    E eis que ninguém mais fala do Lulinha....

    Os holofotes saem do Palácio do Planalto e vão lá para o prédio do STF...

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    1. O Lulinha é um figurante no teatro no poder. Apareceu coisa muitíssimo mais importante para ser tratada. Chegamos numa encruzilhada.

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  11. Antônio Galponeiro assustando que vem muito frio. Será que a prefeitura de Gramado meteu uns pila?

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    1. Admiro a coragem de quem enfrenta o programa do galponeiro. Tem que ter um estômago de aço.

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    2. Galponeiro mente mais que respira, 07:29.

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  12. Rosane Mentireira Boules Dopetê está na Expointer destilando sua peçonha. Agora ela resolveu dar uns tapinhas no Xandão et caterva (tapinhas de tirar a poeira), mas não esquece a família Bolsonaro.

    Chulezenta!!!!!!

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    1. Quem paga o salário desta mulher é a RBS ou é o PT? Lembrando que o marido já foi CC do PT e deve estar louquinho para voltar à mamar.

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    2. Eu não identifiquei quem é, vocês estão deduzindo, o que não é correto.

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    3. A RBS não tem pauta própria. Ela segue as ordens da matriz, que resolveu expor alguns dos malfeitos do ditador careca.

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