COMENTÁRIOS: Todos podem fazer críticas, a mim, a qualquer pessoa ou instituição. Desde que eu tenha alguma informação do crítico - nome, telefone, cpf - ou seja, dados. Claro que existem pessoas que conheço e que não necessito dessas informações. MAS NÃO PUBLICO CRÍTICAS FEROZES. E não esqueça: mesmo os "comentaristas anônimos" podem ser identificados pelo IP sempre que assim for necessário. Cada um é responsável pelo que escreve.
LOGO, LOGO: DOIS MINUTOS COM O PRÉVIDI
SÃO 600 MIL OU 240 MIL MORTOS PELO BICHO CHINÊS?
O texto é do jornalista Flávio Pereira, de O Sul.
Representantes da esquerda, da oposição ao governo, e grande parte da mídia engajada no projeto de derrubar o presidente Jair Bolsonaro, praticamente comemoraram nesta sexta-feira a marca de 600 mil óbitos atribuídos à Covid-19. Mas os números podem não ser estes. Desde que os senadores da CPI do Circo instalada no Senado se recusaram a apurar a fundo a pesquisa elaborada pelo auditor do Tribunal de Contas da União Alexandre Figueiredo Costa Silva Marques, apontando que, se fossem considerados todos os óbitos atribuídos por governadores e prefeitos à Covid, não sobrariam mortes por outras causas, ficamos com a frase do filósofo Sócrates: "Só sei que nada sei".
O Brasil recorda que o auditor revelou em um estudo de 125 páginas, fortes indícios de uma suposta supernotificação do número de mortes por Covid-19 no Brasil. Convocado para prestar depoimento à CPI do Senado, os senadores preferiram desqualificá-lo, ao inves de fazer uma apuração dos estudos por ele produzidos indicando a suspeita de supernotificação de óbitos por Covid. No seu trabalho, baseado em dados oficiais dos cartórios de registro civil de todo o país, o auditor estimou em 41% o número real de óbitos ocorridos no país em 2020 em decorrência do Covid.
Mantido esse indicativo da supernotificação apontada no relatório, estipulando em 41% os óbitos decorrentes da Covid, e seriam 80 mil, ao invés dos 194 mil lançados nas planilhas de faturamento por governadores e prefeitos em 2020. Por essa mesma linha de raciocínio, os 600 mil óbitos comemorados pela oposição, seriam 240 mil, ainda assim, um número elevado. Mas não seriam 600 mil. Esse número exagerado de óbitos por Covid, explica o famoso relatório, foi “um expediente de governadores para obterem mais recursos do Executivo Federal”, já que um dos quesitos utilizados para o repasse de recursos, regulamento criado pelo saudoso ministro Mandetta, do "fique em casa até sentir falta de ar", foi o apontamento de óbitos causados pelo vírus. Como o Tribunal de Contas não aprovou o relatório, ele deixou de existir. E ficamos sem saber se os 600 mil óbitos agora anunciados, não seriam algo em torno dos 240 mil. ... Conheço várias pessoas que encararam o bicho chinês e venceram. Uns tomaram o kit-covid e outros ficaram apenas isolados.
Conheci apenas uma pessoa que morreu, depois de infectada. No atestado de óbito consta como causa o Covid, mas quando foi internada constataram aquela doença que não escrevo o nome, em estado avançado, no pulmão.
Já escutei o depoimento de várias pessoas que não concordam o que colocaram no atestado de óbito. Na real, acredito que as administrações municipais e até os governos estaduais manipularam os atestados para receberem mais recursos do Governo federal. Isso é indiscutível.
BANDIDOS AGEM LIVREMENTE NO FACEBOOK - Escreve o Jorge Luiz Lohmann:
Meus amigos, me dei ao trabalho de durante uma semana analisar os anúncios do Facebook. É uma coisa bizarra, mais de 90% são golpes, estelionatos e coisas piores. Denunciei todos que confirmei serem falcatruas, nenhum foi excluído. Há pouco fui advertido por ter denunciado um link sem dúvida promotor destes descalabros. Vou continuar denunciando e dando nome aos bois. Não se assustem se eu sumir por algum tempo. Na volta vou continuar. Já passou do momento de algum advogado corajoso processar o Facebook por ser conivente com estes anúncios fraudulentos.
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ESTREIA SECRETA - Como noticiei em junho passado, Alexandre Gordinho Mota estreou na segunda, 12h40min, na Ulbra TV. O novo programa chama-se Fala Rio Grande. Assim como a maior parte dos gaúchos, não fiquei sabendo da estreia. A Ulbra se esforçou para esconder o retorno do apresentador. No mínimo teriam que ter tapado Porto Alegre e as cidades da região metropolitana com outdoors. No mínimo. Assisti partes no Youtube. Pouco mais de duas mil pessoas acompanharam o programa. E só 13 comentários. ... Não sei qual o alcance da Ulbra TV, mas o programa pode ser assistido no site da emissora - www.ulbratv.com.br ... Ah, se um amigo não tivesse comentado não saberia da estreia...
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ESTREIA - A jornalista ieda Risco está agora na RDC TV. Diariamente, às 9h30min, no Manhã RDC.
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JORNALISMO DE ALTO NÍVEL NO ZH
O nome da música é "O bêbado e o equilibrista" e os autores são João Bosco e Aldir Blanc.
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O QUE É ISSO??? É A VEREADORA DE PORTO ALEGRE??
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O QUE VIROU A PLAYBOY - Desde o ano passado não existe mais a revista impressa. É uma tendência mundial o fim das publicações impressas. Pois bem veja a capa da última Playboy norte-americana:
Simplesmente um gay!!
É o fim!! ... Para recordar, a primeira capa da Playboy:
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PRISÃO IMEDIATA
ESTÁ DEVENDO IPTU? -Os contribuintes que estão com dívidas do IPTU e de TCL podem realizar a adesão ao Programa de Recuperação Fiscal - RecuperaPOA pelo cartão de crédito, aproveitando o maior desconto do programa, que é de 90% sobre multa e juros, e ainda parcelando o saldo em até 12 vezes diretamente junto ao cartão.
De acordo com o secretário da Fazenda, Rodrigo Fantinel, essa é uma ótima opção para o contribuinte que quer aderir ao RecuperaPOA aproveitando o maior desconto, mas que não possui todo o valor para pagar à vista.
"A Prefeitura de Porto Alegre está olhando para o momento de dificuldade enfrentado pela economia e, por isso, criou o RecuperaPOA, um programa para ajudar quem precisa ficar em dia com os seus tributos", enfatiza.
A adesão poderá será feita até 30 de novembro, através deste link https://siat-web.procempa.com.br/recuperapoa
O mesmo vale para o pagamento de débitos de ISS, ITBI, TFLF e Dívida Não Tributária, que podem ser feitos até 29 de outubro de 2021.
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O Programa de Recuperação Fiscal - RecuperaPOA possibilita aos contribuintes regularizarem seus tributos com descontos de até 90% sobre multas e juros.
90% de desconto para pagamento à vista;
75% de desconto para pagamentos entre 2 e 12 parcelas;
60% de desconto para pagamentos entre 13 e 24 parcelas;
50% de desconto para pagamentos entre 25 e 60 parcelas;
50% de desconto para pagamentos entre 61 e 84 parcelas, sendo que as primeiras quatro parcelas somadas devem representar 10% do saldo a ser parcelado, na proporção de pelo menos 2,5% cada.
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SILÊNCIO É OMISSÃO - O empresário gaúcho Paulo Vellinho lamenta que Luciano Hang não tenha recebido da classe empresarial nenhuma manifestação de solidariedade após ser submetido a uma vexatória tentativa de desmoralização em seu depoimento na CPI da Covid do Senado. Para Vellinho, tal silêncio representou uma “omissão vergonhosa e covarde” das entidades empresariais ao abandonar à exposição pública um dos maiores empreendedores do País que construiu com trabalho sério e honesto um dos principais complexos comerciais brasileiros.
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especial
Nesta sexta, uma cesta deJosé Cândido de Carvalho!
O criador de linguagens
Só de uma regalia não abri mão nesses anos todos de pasto e vento: a de falar alto, sem freio nos dentes, sem medir consideração, seja em compartimento do governo, seja em sala de desembargador.
Meus dias no Sossego findaram quando fui pegado em delito de sem-vergonhismo em campo de pitangueiras.
Esse menino tem todo o sintoma do povo de política. É invencioneiro e linguarudo.
José Cândido de Carvalho nasceu em Campos dos Goytacazes, no Estado do Rio, em 5 de agosto de 1914. Filho de lavradores de Trás-os-Montes, norte de Portugal, o pequeno comerciante Bonifácio de Carvalho e Maria Cândido de Carvalho. Aos oito anos, por doença do pai, veio morar algum tempo no Rio de Janeiro, quando trabalhou, como boy, na Exposição Internacional de 1922.
A mãe Maria e dois bisnetos, Maria Eugênia e Maria Eduarda
Desses tempos fabulosos da história do mundo, o menino guardou lembranças inesquecíveis. Logo voltou a Campos, onde continuou os estudos em escolas públicas. Nas férias trabalhava como ajudante de farmacêutico, cobrador de uma firma de aguardente e trabalhador de uma refinação de açúcar.
Na Revolução de 30, José Cândido trocou o comércio pelo jornal. Iniciou a atividade de jornalista na revisão de O Liberal. Entre 1930 e 1939, exerceu funções de redator e colaborador em diversos periódicos de Campos, como a Folha do Comércio; O Dia, onde passou a comentar a política internacional, e ainda a Gazeta do Povo e o Monitor Campista.
Admirador de Raquel de Queirós e José Lins do Rego, começou a escrever, em 1936, o romance Olha Para o Céu, Frederico!, publicado em 1939, pela Vecchi, na coleção “Novos Autores Brasileiros”. Concluiu seus preparatórios no Liceu de Humanidades de Campos e formou-se bacharel de Direito, em 1937, pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro.
Passou a morar no Rio, em Santa Teresa, entrando para a redação de A Noite, um jornal de quatro edições diárias. Como funcionário público, conseguiu um cargo de redator no Departamento Nacional do Café, mas ali ficou por pouco tempo. Em 1942, Amaral Peixoto, então interventor no Estado do Rio, convidou-o para trabalhar em Niterói, onde dirigiu O Estado, um dos grandes diários fluminenses, e onde passa a residir. Com o desaparecimento de A Noite, em 1957, vai chefiar o copidesque de O Cruzeiro e dirigir, substituindo Odilo Costa, filho, a edição internacional da revista.
Somente 25 anos depois de ter publicado o primeiro romance, José Cândido publica, em 1964, pela Empresa Editora de O Cruzeiro, o romance O Coronel e o Lobisomem, uma das obras-primas da ficção brasileira, que teve imediata grande sucesso. A segunda edição saiu também pela empresa de O Cruzeiro. A partir de 1970, a Editora José Olímpio passou a reeditar o romance, que em 1996 atingiu a 41ª edição. Não demorou a ser publicado também em Portugal e ser traduzido para o francês e o espanhol. Obteve o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, o Prêmio Coelho Neto, da Academia Brasileira, e o Prêmio Luísa Cláudio de Sousa, do PEN Clube do Brasil.
Em 1970, José Cândido de Carvalho foi diretor da Rádio Roquette-Pinto, onde se manteve até 1974, quando assumiu a direção do Serviço de Radiodifusão Educativa do MEC. Em 75, foi eleito presidente do Conselho Estadual de Cultura do Estado do Rio de Janeiro. De 1976 a 1981, foi presidente da Funarte, cargo para o qual foi convidado por uma de suas maiores admirações políticas, o ministro Nei Braga. De 1982 a 1983 foi presidente do Instituto Municipal de Cultura do Rio de Janeiro (Rioarte).
Além do grande romance que o inscreveu na literatura brasileira como um autor singular, José Cândido publicou dois livros de “contados, astuciados, sucedidos e acontecidos do povinho do Brasil” e reuniu, em Ninguém Mata o Arco-Íris, uma série de retratos jornalísticos. Sua obra de ficcionista é das mais originais, graças à linguagem pitoresca e aos personagens, picarescos ou populares extraídos do “povinho do Brasil”.
Quinto ocupante da Cadeira 31, eleito em 23 de maio de 1974, na sucessão de Cassiano Ricardo e recebido pelo Acadêmico Herberto Sales em 1º de outubro de 1974.
Continuou colaborando em diversos jornais até poucos dias antes de sua morte, quatro dias antes de completar 75 anos. Quando morreu trabalhava em seu terceiro romance, O Rei Baltazar, que deixou inconcluso. Faleceu em Niterói, em 1º de agosto de 1989.
Com Amélia, sua esposa
Obras
1939 - Olha para o céu, Frederico! (romance)
1964 - O coronel e o lobisomem (romance)
1970 - Porque Lulu Bergantim não atravessou o Rubicon (contos)
1972 - Um ninho de mafagafos cheio de mafagafinhos (contos)
1972 - Ninguém mata o arco-íris (crônicas)
1974 - Manequinho e o anjo de procissão
1983 - Notas de viagem ao Rio Negro
1979 - Se eu morrer, telefone para o céu (contos)
1984 - Os mágicos municipais
O Coronel e o Lobisomem (filme completo)
DISCURSO DE POSSE NA ABL:
ANTOLÓGICO!!
Senhores acadêmicos,
Afinal, nesta hora e nesta noite, chego a esta Casa com meus escreveres e meus sonhares. A Casa é acolhedora como a boa casa brasileira. Pego Cadeira ao lado de velhos e novos amigos, todos ilustres pelos seus feitos e obras memoráveis. Haverá tempo para as boas e largas conversas à sombra do chá das quintas-feiras em flor. Mas a conversa de hoje é toda especial, porque nesta noite, tão em alto-relevo para mim, é chegado o tempo de relembrar. Relembrar a Cadeira 31 e seus donatários, maravilhosos brasileiros que venceram a morte a bordo de uma simples folha de papel porque foram criaturas sem compromisso com as coisas passáveis e matáveis deste mundo.
ETERNIDADE VEM DE SONETO
O fundador da Cadeira 31 levava nome comprido: Luís Caetano Pereira Guimarães Júnior. Seus livros arrastavam títulos também compridos: Histórias para Gente Alegre, Uma Cena Contemporânea, Os Amores que Passaram, As Quedas Fatais e O Caminho Mais Curto. Viveu embarcado num passaporte diplomático. Viu terras de Espanha e areias de Portugal. Durante muitos anos foi intermediário entre o Brasil e o mundo. Fazia versos, bons e lindos versos que ainda hoje, bem feitos de cara e corpo, circulam em quase todas as antologias brasileiras, como “Visita à Casa Paterna”, soneto que termina assim:
Uma ilusão gemia em cada canto,
chorava em cada canto uma saudade.
O PRONOME NÃO FOI FEITO PARA
HUMILHAR NINGUÉM
Depois de Luís Guimarães, que foi embora em tarde portuguesa de 1890, veio João Ribeiro, inteligência de tempo integral, o mais amável e risonho dos mestres brasileiros. Viveu numa época em que a boa colocação dos pronomes era apaixonante. Por causa de um deles, nascido de cara amarrada e fora de prumo, certo professor de São Sebastião do Alto convidou outro professor de São Sebastião do Alto para um duelo a baioneta. Muita bengalada foi expedida por questões gramaticais. Tempo fantástico esse! Cândido de Figueiredo era o governador-geral dos pronomes daquém e dalém mar, com enorme prestígio no Brasil e regiões ribeirinhas. Rui Barbosa, de tão lindoso escrever, tinha mais prestígio pelo bom estado dos seus pronomes do que pelo estilo denso e forte. O que fazia um de seus fantásticos admiradores, baixo funcionário da Caixa de Amortização, dizer com baba de barbante:
– Não tem como o Rui para encastoar um pronome. Nem o Presidente da República encaixilha as crases melhor do que ele. Nem o Presidente da República!
As vírgulas também navegavam nas mesmas águas. Certo diretor de jornal fluminense contratou o mestre Cambará de Melo para organizar as vírgulas do seu conceituado diário. E era de velas soltas, soberbão e orgulhosão, que esse industrial da notícia declarava mascando o charuto:
– Contratei o maior virgulista do Brasil. O maior virgulista!
Nas escolas, com mestres movidos a pincenê, a paixão do pronome não era menor. O professor Porciúncula de Araújo, espécie de Cândido de Figueiredo em papel de embrulho, escrevia neste estilo de renda de bilro ao Inspetor de Ensino de Niterói: “Comunico a Vossa Senhoria, com o devido respeito, que os alunos do Educandário Fagundes Varela colocam muito bem os pronomes e vão melhormente nas crases. Pelo que troquei a antiquada palmatória pelo pescoção educativo e medicamentoso.”
Foi quando apareceu João Ribeiro, risonho e amigo. Veio de manso como de manso era o seu trabalhar. E soltou abelhas de inteligência, que picavam de leve, em cima dos pronomes bem situados deste País. Durante anos, num serviço de jardineiro, o bom João plantou sua lavoura muito nacional, muito flor de resedá. Deu uma de D. Pedro:
ajudou a libertar o escrever brasileiro dos Cândidos de Figueiredo e tornou a gramática um assunto leve, quase uma conversa de esquina entre amigos. E encontrou tempo para inventar páginas que ainda hoje, tantos anos rolados e desenrolados, podem ser lidas ao natural, sem cansaço e sem esforço, como O Fabordão, A Língua Nacional, Curiosidades Verbais e História do Brasil. Era um João Sabe-Tudo, que tudo entendia e tudo explicava. Nele a erudição foi transformada em alegre licor de jenipapo. Com paciência e bom humor ensinou o nacional a desatarraxar os pronomes, a escrever em brasileiro, ao jeito nosso, ao modo da Rua do Ouvidor e não de Coimbra. E fez tudo isso com açúcar e com afeto.
PASSADO MANDA LEMBRANÇA
Já Paulo Setúbal, outro donatário marcante da Cadeira 31, não teve questões pronominais a zelar. Sua lavoura era outra, o baú de guardados do Brasil. Visto assim sem cartão de visita, Setúbal lembra um Alexandre Dumas em lundu. Como era um escritor de porte, mestre de comunicação como ele só, seu escrever não desbotou nem caiu em exercícios findos. É tão bom hoje como ontem. Porque esse paulista do tempo das melindrosas canetou simples – fez prosa como quem conversa sem saber que estava construindo a mais duradoura das prosas. Não foi um relatorista do passado nem um embalsamador de coisas findas. Foi um criador de vida. D. Pedro I sai de sua pena vivinho em folha, pronto para fazer novas Independências e amar novas marquesas. Como vivinho em folha aparece Fernão Dias, que só teve um desejo na vida: transformar o Brasil em grande esmeralda e andar com ela no dedo. Setúbal, melhor do que um balaio de técnicos e professores, foi um grande mestre do passado brasileiro. E agora mesmo, ao viajar, para alegria minha, por terras de suas sesmarias, tive a impressão de ouvir, dentro da noite, o ranger das botas de Borba Gato pisando o Brasil ainda molhadas pelas águas do Dilúvio.
CASSIANO ENTRE A PRIMEIRA MISSA
E O COMPUTADOR
E, agora, a estrela desta noite, o paulista Cassiano Ricardo, doutor em leis por obrigação e poeta por bem-querer. Foi inaugurado, por obra e graça de Manuel Francisco Leite Machado, seu pai lavrador, em 1895. Quando o menino Cassiano, com metro e meio de idade, tomou conhecimento do mundo, a vida era um bazar de novidades. Parecia coisa extraída da cartola do mais imaginoso dos mágicos. A cada hora chegava uma invenção: o cinema, a vacina contra a raiva, os aparelhos falantes e cantantes. Paris subia nas pernas da Torre Eiffel e Santos Dumont arranhava o céu com suas maravilhosas máquinas voadoras. Senhores de fraque e cartola andavam de balão! E apareceu o automóvel, uma peça estrondosa que caminhava com pés de alucinação: 20 quilômetros por hora! Certo comerciante de secos e molhados de São José dos Campos, ao dar com essa máquina tão movediça e espalhafativa, governada por senhores de óculos e boné, balançou a cabeça para dizer:
– Isto é um despautério! Já inventaram a tal da injeção, já inventaram a máquina de forjar luz. Agora vem esta desgraça de quatro rodas. Ninguém aguenta uma velocidade desse calibre. Vai morrer todo mundo do coração. Que ninguém é passarinho.
Em verdade, o mundo começava a arquivar, como lataria imprestável, as mais quentes aventuras das Mil e Uma Noites: o século dava um pontapé no tílburi e embarcava no automóvel. Trocava a lâmpada de Aladim, o mágico, pela lâmpada de Edison, o cientista. Anos depois, Cassiano Ricardo, em versos exatos, falaria dos dias novos neste seu jeito também novo de dizer as coisas, quando a notícia é feita antes do fato e a chuva antes da nuvem:
Tudo tão na hora
que te antecipo, já,
um peixe
que ainda irei buscar
no mar.
Ou dou-te, já, uma flor
que ainda me virá
do Japão.
Como se a tivesse, já,
na mão.
Tudo tão já
sem onde, nem quando,
que o caçador me vende
um pássaro ainda voando.
Adianta-se o ponteiro
da hora exata
para a hora imediata.
A vida, um jornal de hoje,
mas sem data.
E louvaria, com leve desencanto, a era da máquina que tem no computador a Mona Lisa dos dias novos, inventoria que tudo sabe e tudo explica
Por que o raciocínio,
os músculos, os ossos?
A automação, ócio dourado.
O cérebro eletrônico, o músculo
mecânico
mais fáceis que um sorriso.
Por que o coração?
O de metal não tornará o homem
mais cordial,
dando-lhe um ritmo extra-corporal?
Por que levantar o braço
para colher o fruto?
A máquina o fará por nós.
Por que labutar no campo, na cidade?
A máquina o fará por nós.
Por que pensar, imaginar?
A máquina o fará por nós.
Por que fazer um poema?
A máquina o fará por nós.
Por que subir a escada de Jacó?
A máquina o fará por nós.
Ó máquina, orai por nós.
PALAVRA: UMA INVENÇÃO ASTUCIOSA
Vejam como a palavra em Cassiano é exata, precisa, luminosa. Lidava com essas invenções ao jeito dos jardineiros velhos com as rosas. Porque sabia, por muito trabalhar com elas, que as palavras têm espinhos. São ariscas, irônicas. Notem o jeitão do adjetivo – parece uma raposona velha. É serviçal mais que um criado de hotel de luxo e perigoso como assaltante de estrada. Mal o cavalheiro extrai a caneta do bolso ou coloca o papel na máquina de escrever, já o adjetivo está às ordens, de cabeça baixa, pronto a entrar em ação. Conheci um amanuense, responsável pelos ofícios do Fomento Agrícola, que tinha pelo adjetivo respeito sagrado. Segundo esse literato de repartição, o adjetivo era tão importante que devia, nos despachos burocráticos, ficar a cargo dos senhores diretores gerais com mais de dez anos de serviço público.
Com o mestre Cassiano Ricardo o adjetivo não brincou nem bordou, como tem brincado e bordado com tanta gente neste País. Foi trancafiado e posto em sossego, só aparecendo quando era de aparecer e assim mesmo nas ocasiões certas e nos lugares certos. As palavras sempre serviram a Cassiano e nunca se serviram de Cassiano, que fazia delas o que muito bem entendia. Daí poder, a exemplo de Guimarães Rosa, fazer dessas enguias feitas de letras e letrinhas um instrumento de nova e rara beleza.
Suas artimanhas linguísticas, notadamente em Jeremias sem Chorar e Os Sobreviventes, vão ficar como obras-primas da astúcia dos homens. E observem que para realizar essas inovações, esse sabá de mil feitiçarias, com montanhas que andam e árvores falantes, não precisou o mestre de São José dos Campos de estilhaçar as regras do jogo nem dar bofetões na língua deste País. Mobilizou, com inigualável engenho e arte, a boa moeda corrente da praça, os termos comuns dos usos e costumes do falar do povo. Com esta vantagem que só os mágicos, os gênios e os grandes mestres têm sobre nós, pobres tabeliães do dizer e do escrever: as palavras mais desimportantes, mais gastas e desmoralizadas, uma vez tocadas pelas suas divinas mãos ganhavam brilho de estrela nova. Cintilavam. O latão virava ouro. Os gordos vocábulos, banhudos e roliços, pegavam ligeireza de figurinha de balé. E não era qualquer palavra que tinha a honra de ser convocada por Cassiano Ricardo, cuidadoso da sua escolha
Daí a preferência pelas doces, as meigas, as verdes, as róseas, as amarelas dos girassóis e as azuis das violetas. Nele, em cinquenta anos de papel e caneta, nunca houve uma palavra áspera, ouriçada, que espumasse ódio ou ressentimento. Em verdade, todas eram anjos, anjos novos, mal saídos das formas de Deus.
OS BEMÓIS DO FUTURO
E como amou o Brasil! Talvez tenha sido o poeta que mais perto esteve da terra brasileira, de seus sonhos e mistérios. Navegou a vida inteira em verde-amarelo. A obra ricardina é toda uma festa nacional, com fogueiras e rojões. Tem de tudo: frutas do mato, penas de tucano, urucum, dendê de candomblé, luar de serenata, manacá, resmas de onças e samburás de diamantes. Às vezes Cassiano é valsa de esquina, extraída por dedos imemoriais. As vezes Cassiano é música dos astros, com bemóis que ainda estão para nascer. Sempre esteve entre o passado e o futuro. Entre a Primeira Missa e o computador. Andou por ontem e viajou para o amanhã. Não é novo nem velho. É eterno, além do tempo e da moda. E não foi à toa, por um desses acasos vagabundos que Cassiano nasceu em São José dos Campos, ninho de experiências espaciais, a cidade mais século XXI do Brasil. São José podia ter parado o relógio em 1900. Mas não parou. Fugiu para o futuro, como Cassiano Ricardo. E os dois, Cassiano e a cidade, foram crescendo juntos, como amigos, como irmãos. Estivesse onde estivesse, em Paris ou Porto Alegre, sempre voltava a São José dos Campos. No voo de um pássaro ou num correr de um regato. E parava para dizer de Cassiano para Cassiano: “– Deve ser o rio de minha infância que está cantando.”
Era sentimental como um adeus. Mas gostava de parecer de ferro, de aço. Se caía em relembranças de amores antigos, logo pedia desculpas nesse seu jeito de marca registrada:
Mas eu não tenho tempo pra pensar nessas coisas!
Estou com pressa. Muita pressa.
A manhã já desceu do trigésimo andar
daquele arranha-céu colorido onde moro.
Ouço a vida gritando lá fora!
Duzentos réis, e saio. A rua é um vozerio.
Sobe e desce de gente que vai pras fábricas.
Pralapracá de automóveis. Buzinas. Letreiros.
Compro um jornal. O Estado! O Diário Nacional!
Levanto a gola ao sobretudo por causa do frio.
E lá me vou pro trabalho pensando...
Ó meu São Paulo!
Ó minha uiara de cabelo vermelho!
Ó cidade dos homens que acordam mais cedo no mundo!
ETERNIDADE EMBARCA NO VERÃO
Nascendo em 1895, em tempo de maravilhas, foi embora 79 anos depois também em tempo de maravilhas. Esperou o verão, que tanto amava, para fazer ponto final na sua doce lavoura. Partiu em janeiro. Cantavam as cigarras nos pés de pau, as últimas da safra brasileira de 74. Mas, em verdade,
[...] quem morreu, não foi ele.
Foram as coisas, que deixaram
de ser vistas pelos seus olhos.
Foram os objetos que a sua
mão deixou de tocar.
Os seus livros, o seu pequeno
cão, estão defuntos.
Não foi o sangue que lhe parou
de fluir, nas veias:
foi, antes, o vinho quem ficou imóvel,
na garrafa.
Não é ele o defunto, é o mundo
que morreu nos seus cinco sentidos.
De minha parte, como sucessor de Cassiano Ricardo, tenho a meu favor o fato de ter nascido à beira do mesmo rio, o Paraíba. Bebemos da mesma água e ouvimos o cantar dos mesmos pássaros, porque o bem-te-vi que atua nos palcos de Piratininga é o mesmo que trabalha nas planícies de minha terra. Somos piraquaras, eu do Estado do Rio e Cassiano de São Paulo. Ele de São José dos Campos e eu também de Campos, de Campos dos Goitacazes. A cidade de Ricardo estende os braços para o céu. A minha sobe na fumaça das suas usinas. Por ambas corre o Paraíba, o rio que mudou de cara. Não é mais o corgão que encantou os olhos do menino Cassiano. Porque em verdade vos digo, com certa mágoa e melancolia, que o rio de nossa infância, que era livre como um gato, não corre mais pelas campinas de camisa aberta ao peito atrás das borboletas azuis de Casimiro de Abreu. É um rio circunspecto: para dar a impressão que é profundo turvou as águas, depois de mandar embora os peixes e expulsar os passarinhos. É hoje um próspero negociante de quilowatts. Não perde tempo com o cair das tardes nem com o brotar das madrugadas. É todo trabalho – um livro de vendas à vista não ganha do Paraíba em cifras e cifrões. Perdeu o gosto antigo de parar junto de uma ninhada de lírios para ouvir a conversa miúda dos grilos. Não é um rio propriamente dito, é um funcionário público regido pelo Código de Águas e seus avassaladores parágrafos. Pobre dele que perdeu a alma e pobre de nós que perdemos o rio.
O ENCANTAMENTO ACABOU:
ONDE ESTÁ MEU GUARDA-CHUVA?
E para concluir a conversa desta noite, tão memorável para mim, devo confessar que saio do mundo ricardino como figura de uma fotografia fora de foco, meio fantasmado. Estou na situação daqueles navegantes portugueses que inauguraram mundos, lidaram com gigantes e ouviram, nas noites do mar tenebroso, o canto nunca ouvido das sereias. E quando voltaram ao viver antigo, de pastores de Trás-os-Montes ou lavradores de Freixo de Espada à Cinta, depois da estupenda aventura das Índias do cravo e canela, murcharam e morreram. De fato, quem lidou com sereias e foi personagem de Camões, não podia mais apascentar ovelhas. Estou no mesmo caso. Venho do país das esmeraldas de Cassiano Ricardo, onde vi onças de olho de fogo e gigantes de barba de cipó. Calcei as botas de Borba Gato e viajei para o sertão das pedras de cor. E retorno agora, nesta hora e nesta noite, aos meus borzeguins de sujeito comum, às minhas rotinas do dia a dia. Troquei o bacamarte de boca de sino pelo guarda-chuva de cabo de prata. Não sou mais íntimo dos sonhos nem contemporâneo dos dias que ainda virão. Volto a ser simplesmente José Cândido de Carvalho, funcionário público, temente do imposto de renda, apavorado de mordida de surucucu e de vento encanado. A todos que assistem a este meu regresso, muito obrigado.
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NOTÍCIAS DO FLÁVIO PORCELLO
Ontem no final do dia conversei com a Paula, filha do Flávio:
Infelizmente as notícias não são tão boas. O pai segue intubado, o quadro dele é muito grave e não temos respostas no momento. Os médicos dizem que agora é um dia após o outro. A doença do covid é muito traiçoeira e ataca por todos os lados. O pulmão está se recuperando, porém agora ele está combatendo uma pneumonia bacteriana.
Vamos ter fé!
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TELEVISIVAS - Tadeu Schmidt vai apresentar o BBB 22. Ainda não tem substituto para o Fantástico. Continuam as demissões na globo: desta vez dançou o jornalista Alberto Gaspar, 64 anos e 39 de emissora. A diretora de novelas, Denise Saraceni, com 43 anos de globo, também foi demitida.
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UMA DECISÃO ARBITRÁRIA - O deputado federal Bibo Nunes está indignado: - Juíza manda retirar placa de Bolsonaro, em Lajeado. Para mim, não é foro dela e foi decisão arbitrária. Tem placas em todo o Brasil e não é campanha antecipada.
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NOME POMPOSO - Adivinhe quem é: Eduardo Figueiredo Cavalheiro Leite. Claro, o nosso Dudu Milk!
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MAIS UMA DO BANDIDO RENAN CALHEIROS
A subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o “arcabouço probatório” reunido em uma investigação decorrente da Operação Postalis indica que o senador Renan Calheiros (MDB-AL) “recebeu vantagem indevida” para beneficiar empresários na tramitação da Medida Provisória (MP) dos Portos. Segundo ela, o responsável pelo “esquema criminoso” foi o contador Milton Lyra, apontado como operador do MDB.
A avaliação sobre os indícios contra Renan – que atualmente é o relator da CPI da Covid – faz parte de um pedido enviado à Corte para que a investigação seja prorrogada por mais dois meses. Lindôra pretende colher os depoimentos do senador, de Lyra e de outros empresários e operadores investigados. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também deve fazer uma devassa nas contas das empresas usadas pelo contador para suposta lavagem de dinheiro de propinas.
No pedido, Lindôra ressaltou que é necessário dar andamento às apurações diante de “circunstâncias ainda não completamente esclarecidas”, a fim de obter a “completa elucidação dos fatos e a obtenção de evidências suficientes acerca da materialidade e da autoria”.
De acordo com a Procuradoria, há indícios de que Renan teria atuado para beneficiar o empresário Richard Klien, então CEO da Multiterminais, em 2014, durante a tramitação da MP dos Portos. A firma de Klien, segundo a investigação, efetuou pagamentos de R$ 700 mil a empresas de Lyra que seriam de fachada para a lavagem de dinheiro. Para os investigadores, a suspeita é de que esse montante seria destinado a Renan. Outro empresário do setor, Alexandre Santoro, também faria parte do esquema.
Lyra, também citado como lobista, discutia possíveis alterações na MP dos Portos e projetos de interesse do setor com os empresários por e-mail. Há registros de deslocamentos do contador em voos de helicóptero bancados por Klien. Na quebra de sigilo telefônico, também foram identificadas dezenas de ligações entre ele e os empresários. Uma delas foi feita de dentro do Senado.
A investigação teve início na Operação Postalis, que teve Lyra como alvo por suspeita de fraudes no fundo de pensão dos Correios. Um delator, cujo nome é mantido sob sigilo, relatou aos investigadores ter presenciado, na cadeia de Benfica (RJ), em 2018, uma discussão entre Lyra e Arthur Pinheiro Machado, também investigado na operação, sobre um jantar em que teria sido citado o favorecimento de Klien em concessões portuárias – à época, eles estavam presos pela Lava Jato do Rio. A partir desse relato, investigadores avançaram na apuração e chegaram ao possível envolvimento do senador. Como Renan tem foro privilegiado, e os fatos em questão não têm relação com o fundo de pensão, o Ministério Público Federal enviou o caso à Procuradoria-Geral da República no ano passado. O inquérito foi aberto em outubro de 2020. ... Em julho, a Polícia Federal concluiu uma outra investigação que também apura a atuação de Renan no setor portuário. Ao Supremo, a PF afirmou que o emedebista recebeu R$ 1 milhão em propinas da Odebrecht como uma “contrapartida” pelo apoio político à aprovação de uma resolução do Senado que restringiu incentivos fiscais de produtos importados concedidos por Estados, beneficiando a Braskem. Nesse caso, o contador Milton Lyra também foi apontado como operador do parlamentar no suposto recebimento de propinas e nas tratativas com empresários.
Procurada, a defesa de Renan não havia se manifestado até a publicação desta matéria. Os advogados do emedebista têm negado que ele tenha recebido propinas de empresários. O Estadão não localizou as defesas de Richard Klien e Alexandre Santoro. Procurado, Lyra não quis se manifestar.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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E ESTA DO MINISTRO PROBO?
(clicas em cima que amplia)
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SALA DO EMPREENDEDOR DE CANOAS GANHA DESTAQUE - A Sala do Empreendedor da Prefeitura de Canoas (Escritório do Empreendedor) foi premiada com o selo Diamante de qualidade, por seus esforços na melhoria dos serviços e por oferecer um atendimento qualificado aos empreendedores do município. O evento de certificação ocorreu nesta quarta-feira (6) durante a 30ª Mercopar, a maior feira de tecnologia, inovação e negócios da América Latina, que segue até 7 de outubro, em Caxias do Sul. Resultado de uma parceria entre a Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) e o Sebrae RS, o reconhecimento é o maior concedido pelas instituições. Quanto mais serviços forem oferecidos, melhor será a pontuação para a certificação nas diferentes categorias: Bronze, Prata, Ouro e agora também Diamante.
A secretária de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Inovação, Simone Sabin, recebeu o prêmio e destacou o esforço desenvolvido durante quatro meses para qualificar os serviços ofertados pela Sala. “Essa premiação é muito importante para a Prefeitura, para mostrarmos que, em quatro meses, nós conseguimos revolucionar todos os serviços oferecidos, desburocratizando e entregando com mais rapidez os alvarás aos canoenses. Além disso, nós ampliamos o nosso Escritório do Empreendedor, com uma sala de network com atendimento específico”, destacou.
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Neste ano, 122 Salas foram inscritas, das quais 99 foram certificadas, sendo 22 são na categoria Diamante, 25 na categoria Ouro, 5 na categoria Prata e 47 na categoria Bronze. Para conquistar a nova categoria Diamante, foi preciso alcançar o Atendimento Avançado +, atendendo os 24 requisitos solicitados no processo de certificação das Salas e com todos os atendentes terem concluído o Curso Online – Capacitação dos Atendentes da Sala do Empreendedor – disponível no site do Sebrae RS. O responsável pela Sala do Empreendedor também precisa ser de carreira, nomeado e já ter concluído algum curso de capacitação que aborde a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa.
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O Escritório do Empreendedor é um importante espaço físico da Prefeitura de Canoas para a simplificação e a desburocratização do processo de registro e licenciamento de empresas. O local serve como canal de interação da prefeitura com os empresários da cidade. Atualmente, há no Rio Grande do Sul 128 Salas do Empreendedor em funcionamento. Em 2020, foram certificadas 38 com o selo Bronze, 6 com Prata e 35 com Ouro.
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ESTÁTUA DO TEIXEIRINHA - Nesta quarta-feira, 6, ao som de Querência Amada interpretado pelo neto do cantor Teixeirinha, o prefeito em exercício Marcio Bins Ely sancionou o projeto de lei que destina espaço em área da avenida Padre Cacique para a instalação de estátua em homenagem a Vitor Mateus Teixeira, o Teixeirinha. Além de Victor Mateus Teixeira Neto, participaram do ato as filhas do cantor Teixeirinha, Márcia e Elizabete.
A estátua será construída em frente ao Museu Iberê Camargo na Orla do Guaíba. Para a viabilizar a construção, há uma emenda de R$ 120 mil do deputado federal Pompeo de Mattos aprovada para este fim.
Segundo o prefeito em exercício e autor do projeto, a homenagem se dá devido ao legado deixado pelo músico. “Tal ação servirá para que as atuais e as futuras gerações conheçam e mantenham viva a história de um gaúcho que levou o nome e a cultura de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul para os mais variados lugares do Brasil e do mundo”, destaca.
Durante evento realizado no Salão Nobre do Paço Municipal, Márcia Teixeira dos Santos, filha do cantor, falou em nome da família e da fundação que leva o nome do músico. “Essa é uma vontade que partiu dos fãs. Sempre ouvimos o pai dizer que os fãs também eram filhos e agradecemos, porque é uma homenagem muito linda. Fazem 36 anos da morte dele e ele ainda é o Teixeirinha desses fãs”, afirma.
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DECADENCE DA ABL - Fernanda Montenegro, a amiguinha do Sérgio Cabral e demais probos do Rio de Janeiro, vai ocupar uma cadeira da Academia Brasileira de Letras. A dita "escreveu" dois livros: