Terça, 5 de julho de 2022

 

ANDO DEVAGAR
PORQUE JÁ TIVE PRESSA
(ainda mais agora, cheio de pepinos!!)





Escreva apenas para


MUDANÇA NOS COMENTÁRIOS:
CHEGA DE MACHÕES ANÔNIMOS

Todos podem fazer críticas, a mim, a qualquer pessoa ou instituição. Desde que SE IDENTIFIQUE. Não apenas com o primeiro nome. Claro que existem pessoas que conheço e que não necessito dessas informações. MAS NÃO VOU PUBLICAR CR[ÍTICAS FEROZES OU BRINCADEIRAS DE PÉSSIMO GOSTO. NADA DE OFENSAS, NEM ASSINANDO!! 

E não esqueça: mesmo os "comentaristas anônimos" podem ser identificados pelo IP sempre que assim for necessário. Cada um é responsável pelo que escreve.




AGORA NÃO FALTA MAIS NADA


Indy Mellink, uma holandesa que gosta de cartas, estava explicando um jogo para seus primos quando um deles perguntou: por que um rei vale mais que uma rainha? Aí ela decidiu que era hora de romper com a tradição de desigualdade em baralhos que classificam "os homens acima das mulheres".

Depois de muitas tentativas ela desenhou um baralho sem gênero no qual as imagens de rei, rainha e valete foram substituídas por ouro, prata e bronze.

Amigos e familiares compraram os primeiros 50 baralhos de cartas Ouro, Prata e Bronze, que têm imagens de barras de ouro, moedas de prata e um escudo de bronze. Agora responda: falta alguma coisa?

...

O Paulo Cursino analisa e destroi a bobagem:

Notícia requentada merece comentário requentado. Alguém ainda dá bola para essas bobagens? 

O baralho dessa holandesa me recordou um relato do Milan Kundera sobre um amigo comunista convicto que teve a idéia de criar um baralho em que todas as damas, reis, e valetes seriam substituídos por militantes, Lenins, Trotskis, e Stálins. 

Kundera comparou a idéia do amigo com a de um romance de Anatole France que se passa durante a revolução francesa – acho que é de "Os Deuses tem Sede" – onde um dos personagens, revolucionário fanático, criava um baralho cuja nobreza era substituída por Liberdade, Igualdade, e Fraternidade. 

O escritor checo ficou surpreso do amigo ter pensado na mesma bobagem de um personagem de ficção sem nunca ter lido o livro. Já eu não me surpreendo com mais nada. Duvido que a criadora do baralho sem reis e rainhas conheça Kundera ou mesmo o romance de France. A ignorância hoje é a regra. 

O que a motivou a criá-lo, porém, eu não tenho dúvidas: o mesmo fanatismo dos monopolistas da virtude, aquela velha vontade de reformar o mundo, o velho combate ao autoritarismo propondo outro pior.

...

PENSEI QUE NADA MAIS SERIA POSSÍVEL.
ME ANGANEI. OLHA A SUGESTGÃO DO LEITOR

(clica em cima que amplia)

..

NÃO TEM FIM. QUER MAIS UMA?
(NENHUM ESTÁ GRÁVIDO)



Jornalistas da Globo, os repórteres Erick Rianelli e Pedro Figueiredo se casaram na noite deste sábado (2) em uma cerimônia luxuosa para cerca de 200 convidados no Rio de Janeiro.

Queridinhos nas redes sociais, eles oficializaram a união no Alto da Boa Vista em uma festa contou com a presença dos colegas da emissora, entre eles o jornalista Marcelo Cosme.

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NÃO COMPRE LEITE!!


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MÁ NOTÍCIA PARA O PT 


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REFLEXÃO NO TWITTER

Lula tem na palma de sua mão: Imprensa, Pesquisas, Classe artística, Banqueiros, Metacapitalistas, Bots.


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CERTÍSSIMO


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PT É FALCATRUA


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SÃO PAULO É EXEMPLO -  O Estado tem 3 milhões de estudantes nas escolas públicas. Deste total, 1 milhão e 100 mil estão em escolas de turno integral. O salário inicial do professor é de 5 mil reais.
Informação do governador Rodrigo Garcia, ontem no Canal Livre.

-                                                                                                                                    

AINDA QUEREM COMENTÁRIOS?


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É UM LIXO, MAS TEM AUDIÊNCIA.
E NA GUERRA...


Jair Bolsonaro (PL) aumentou em 75% o gasto com publicidade na emissora de janeiro a junho deste ano, em comparação com o mesmo período de 2021. O presidente é pré-candidato à reeleição e tem utilizado o espaço institucional na mídia para divulgar obras e programas realizados nos últimos quatro anos. De 1º de janeiro a 21 de junho do ano passado, a Globo recebeu R$ 6,5 milhões em valores líquidos pagos por materiais publicitários de televisão veiculados em âmbito nacional e regional. Já em 2022, no mesmo período, observa-se aumento de 75% (R$ 11,4 milhões). Os dados são da Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência), órgão responsável pelas contratações na área de publicidade e propaganda do governo.

O levantamento feito pelo UOL mostra ainda uma mudança no perfil de investimento feito pela pasta. Na TV, o Palácio do Planalto deu prioridade às campanhas institucionais, isto é, que mostram os feitos da gestão e ajudam a inflar a popularidade do presidente. Em 2021, a Secom havia comprado espaço na Globo para 46 inserções publicitárias categorizadas como "utilidade pública" e apenas dez para materiais institucionais. Já de 1º de janeiro a 21 de junho deste ano, são 72 campanhas institucionais na maior emissora do país e apenas duas, , "utilidade pública".

O valor investido em publicidade na Globo (R$ 11,4 milhões) em 2022 representa 41% do montante total destinado à compra de espaço publicitário na emissora (R$ 27,5 milhões) em quatro anos de mandato — considerando o mesmo período para cada ano do governo Bolsonaro, 1º de janeiro a 21 de junho.

O ano em que o presidente tentará a reeleição é também o único no qual a Globo, que antes de Bolsonaro era a mídia preferencial da gestão federal, recebeu mais dinheiro do que a Record e o SBT, emissoras que contam com a simpatia do atual governo. Somados, os cinco maiores canais da TV aberta (Globo, SBT, Rede TV, Record e Band) receberam em 2022 montante de pouco mais de R$ 33 milhões — maior valor desde 2019, ano em que Bolsonaro assumiu o comando do Executivo federal e que foi marcado por uma campanha em massa de divulgação da reforma da Previdência. Naquele ano, o quinteto de emissoras faturou R$ 30,4 milhões em valores líquidos. 

O UOL entrou em contato com a Secom e enviou um email para averiguar se pasta iria se posicionar sobre os gastos com publicidade. Não houve resposta. O espaço na TV é comprado por meio de uma das três agências que possuem contrato com o governo e atendem às demandas da Secom. As despesas são categorizadas como "valores líquidos pagos à contratada" (agências) e "valores líquidos pagos ao fornecedor" (veículos de comunicação) — o levantamento considera o segundo critério.

O governo optou por uma redução drástica de materiais considerados como "utilidade pública" no período analisado. Em 2022, somadas as cinco empresas, a Secom comprou espaço para somente 26 campanhas — 253 a menos do que o ano passado, 54 a menos do que 2020 e 76 a menos do que 2019. Já em relação às peças institucionais, 2022 é o segundo ano com mais inserções compradas na TV aberta (196) no período entre janeiro e 21 de junho. Fica atrás apenas de 2020, quando o governo buscou defender sua imagem frente aos problemas decorrentes da pandemia da covid-19 e exibiu 347 campanhas nas cinco emissoras. Na comparação com o ano passado, o volume de materiais institucionais pulou de 10 PARA 72 apenas na Rede Globo. Já na Record, subiu de 6 para 53. Em quatro anos, no mesmo recorte temporal, a emissora que mais veiculou propagandas para o Executivo federal — tanto institucionais como de utilidade pública — foi o SBT, com 316. Record teve 288; Band, 257; Globo, 244; e Rede TV, 130.

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É PARA GUARDAR!!


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GAUCHADA, MORRA DE INVEJA - Quem enviou foi o Zurba Fagundes:

Posto Mirim, na BR 101, em Imbituba-SC: 


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UM MOMENTO DO RAFAEL BREDA

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JORNAIS AMERICANOS EM QUEDA LIVRE

Imagina hoje...

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PIADINHA


Segunda, 4 de julho de 2022

 

ANDO DEVAGAR
PORQUE JÁ TIVE PRESSA
(ainda mais agora, cheio de pepinos!!)





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MUDANÇA NOS COMENTÁRIOS:
CHEGA DE MACHÕES ANÔNIMOS

Todos podem fazer críticas, a mim, a qualquer pessoa ou instituição. Desde que SE IDENTIFIQUE. Não apenas com o primeiro nome. Claro que existem pessoas que conheço e que não necessito dessas informações. MAS NÃO VOU PUBLICAR CR[ÍTICAS FEROZES OU BRINCADEIRAS DE PÉSSIMO GOSTO. NADA DE OFENSAS, NEM ASSINANDO!! 

E não esqueça: mesmo os "comentaristas anônimos" podem ser identificados pelo IP sempre que assim for necessário. Cada um é responsável pelo que escreve.




NÓS, OS VELHOS!


O bonitão aí de cima é o Matusalém e consta que morreu com 969 anos. É o que está na Bíblia e eu tenho quase certeza de que se o dito viveu tudo isso teve o apoio e a "tecnologia" de extraterrestres (eu adoro ver no History o programa Alienígena do Passado).

Texto sobre o tema, assinado pelo jornalista Paulo Motta:

VELHOS

Quando eu tinha vinte anos, um cara com quarenta era um velho.
Cheguei aos quarenta e não me achei um velho.
Hoje vejo mulheres com mais de cinquenta umas verdadeiras gatas!
E homens também.
Estou com sessenta e dois anos e não me acho um velho, sério!
Claro que não ando de skate nem vomito em público, mas escuto Pink Floyd, Nazareth, Led Zeppelin, Kraftwerk e Deep Purple, coisa de velho.
Talvez eu seja velho mas ninguém me avisou, ainda. 
Talvez eu esteja velho que nem o Keith Richards, trocentos anos, e se recusa a morrer pois acha que a vida é muito melhor do que a morte, quem sabe, queridos e queridas facínoras, quem sabe?
Quando eu tinha vinte anos, os caras de sessenta eram inúteis, ultrapassados, pessoas que nada me acrescentariam.
Não são. Aprendi que nos trazem experiência, luz e coisas que perdemos nas nossas andanças rápidas, basta sentar e conversar.
Mas nessa vida meteórica metafórica nem temos tempo pra isso, não é?
Tudo é miojo, tudo deve ser em três minutos. Aprendi que não funciona assim.
Por isso é bom ser velho, hein?
Beijo no aparelho de surdez de vocês, queridos e queridas facínoras!
...

E  este aí é meu, quando a pandfmia tomou conta.

É MUITO BOM SER VELHO!

Não lembro quando (isso é normal em velho!) li um texto magnífico do Nelson Motta sobre o cara fazer 60 anos – era o caso dele. Guardei um ponto: no aeroporto tem uma fila especial, assim como no supermercado.
Logo que cheguei nesta marca estava no Aeroporto em Porto Alegre esperando o check-in para desfrutar Montevidéu. Pateta, estava ali, andando em câmera lenta na baita fila. Aí olhei para o lado e tinha um casal de velhinhos parados. E vi aquela placa com os sinais de grávida, velho, etc. Parei atrás do casal, feliz da vida. Ria sozinho!
No Zaffari só fico na fila dos velhos – apesar de demorar, porque os colegas se perdem na hora de pagar. Uns fazem o pagamento até com um prosaico cheque todo dobrado, que é guardado dentro da carteira.
O problema da idade é que a cada parágrafo que escrevo, tenho que reler o que escrevi, porque esqueço. E NÃO ME VENHA DIZER QUE ESTOU COM O ALEMÃO!!
Eu me borro de medo com esse bicho chinês. Vim para a praia, num sábado, dia 14, para um feliz final de semana, e fiquei. Só saio para ir ao supermercado. Ah, ia esquecendo, fiz uma operação bancária num banco 24 horas. Nada mais.
Durante o dia, faço três coisas: escrevo no computador, tomo rápidos banhos de sol e como muita bobagem. Não me perguntem se engordei. Mas, acreditem, estou com uma barriga de respeito! Pura História neste corpinho de quase um metro e 90.
Neste período de isolamento estou trabalhando bastante. O Blog do Prévidi (previdi.blogspot.com), dizem os leitores, está excelente, acima da média. E continuo fazendo assessoria.
Como é que pode ter, ainda, velhinho que não usa computador? Nem tablet? Nem celular? Nem tem o banco no celular porque “podem me roubar?” Tá bem que a gente seja velho, mas não precisa ser atrasado!!
Olha, tem uns velhinhos que se irritam quando o chamam de “velho”. Ué, querem que digam “um senhor da terceira idade”? Ou “um senhor da melhor idade”? Parem com essa frescura!
VELHO É VELHO!! Quer aproveitar a fila do aeroporto e do supermercado e não quer ser chamado de velho?!
Essa eu aprendi com o Silvio Santos, 89 anos: quando a gente é velho, dá para falar qualquer bobagem que as pessoas acham engraçado. Ninguém se invoca contigo.
Portanto, APROVEITEM!! E NÃO VÁ PARA A RUA PROCURAR O BICHO CHINÊS!!

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BANDIDO DA ERA PETISTA QUER VOLTAR

O anjinho aí, aliado ao petismo, foi ministro da Integração Nacional do governo Lula, vice-presidente de pessoa jurídica da Caixa Econômica Federal, no governo Dilma e ministro de Governo no Palácio do Planalto sob a gestão Michel Temer, tendo sido demitido aos seis meses no governo, após virem a público denúncias de corrupção feitas por outro ministro de Temer, Marcelo Calero.

Foi preso preventivamente no dia 3 de julho de 2017, na Operação Greenfield, solto no mesmo mês para cumprimento em prisão domiciliar, e preso novamente em setembro de 2017, após a apreensão de mais de 51 milhões de reais em espécie em um apartamento ligado a Geddel. É irmão do deputado federal Lúcio Vieira Lima.

Em 22 de outubro de 2019, a Segunda Turma do stf condenou o ex-ministro Geddel Vieira Lima a 14 anos e dez meses de prisão em regime fechado e seu irmão, o ex-deputado Lúcio Vieira Lima, a dez anos e seis meses também em regime fechado.

Em Fevereiro de 2022, o ministro Edson Fachin, do stf, deferiu o pedido de liberdade condicional do ex-ministro e ex-deputado federal Geddel Vieira Lima.

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BOLSONARO NA BAHIA, DIA 1º?
ISSO SÓ PODE SER FAKE, DIZ UM PETISTA



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O AMIGUINHO DO LULA 
LIQUIDOU A ARGENTINA

No El País:


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E O PREÇO DA GASOLINA?

  

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SAI A METSUL
ENTRA A PREVIDISUL!!


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ABANDONOU O JORNALISMO - Escreve o jornalista Gustavo Mota:

A Rede Globo abandonou o jornalismo. O JN só produz peças eleitorais contra o governo federal. Deveria ser penalizada por propaganda eleitoral antecipada. A crise econômica mundial provocada pela guerra na Ucrânia e pela pandemia e que gera inflação,aumento dos combustiveis e fome em todo o planeta, aqui no Brasil não é levada em conta. A culpa é do Bolsonaro. Até mesmo do ex-presidente de CEF ser assediador. Afinal "faziam lives juntos". E O presidente foi condenado por "ofensas de cunho sexual" à uma jornalista. BINGO,TUDO SE ENCAIXA...

Agora nas redes o capitão virou o genocida assediador... Bahhh!! A Globo nesta cruzada pra derrubar ou derrotar o "Bozo" resolveu o indecifràvel enigma popular brasileiro sobre  a relação entre o cool e as calças... É o Bolsonaro!!!

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PANTANAL DE BASEADOS - Basta assistir a um capítulo da novela da globo para ver que dois protagonistas gravam as cenas "nas nuvens". O Juventino, que tem o nome real de Jesuita, e a Juma, que não sei o nome da "atriz" dão sempre a impressão de fumarem um baseado antes de cada cena.
O sujeito tem sempre um olho arregalado, sempre dando a impressão de que procura onde está o sue baseado. E, é claro, vive falando de "respeito". A mocinha mora numa casa que não tem portas nem janelas e não tenho a menor ideia de como consegue dinheiro.

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NO LIMITE DOS LBTGQIA+ - Esta edição do No Limite, da globo, está incrível!! Os gays estão triunfando! O mais legal, quando alguém começa a falar e não aparece a imagem, é saber de quem é a voz gasguita. A maioria das vozes são femininas. As duas moças que restaram são... deixa pra lá.  Mas os rapazes alegres são muito engraçados. Vale a pena conferir estes últimos capítulos, às terças e quintas.

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ISSO ESTÁ VIRANDO O QUÊ MESMO? - Protesto na frente da CEF, em Brasília (parece trecho de novela mexicana):


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A VELHA IMPRECISÃO DE VOLTA AO GAUCHAZH

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QUEM VÊ PENSA QUE O RS ESTÁ TRANQUILO - Leio na coluna da excelente Taline Oppitz, no Correio do Povo, que o Governo estadual insiste em colocar 500 milhões de reais em estradas federais, como a 116 e 290.
A irresponsabilidade é tanta que Dudu Milk e seus amiguinhos esquecem que há 4 anos o Estado não paga um centavo da dívida com a União. E, mais, esses recursos deveriam ir para as escolas que estão detonadas e para os hospitais públicos.
A Taline informa que a destinação desses recursos para estradas devem ser aprovadas pelos deputados estaduais e que a maioria não quer este destino.
Pelo menos, agora, os deputados estaduais poderiam ter um pouco de responsabilidade.

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FESTA POPULAR


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LUCAS LEIVA ENTUSIASMADO!

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60 ANOS DOS RADIALISTAS

O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão do Rio Grande do Sul, no dia 14 de Julho, irá completar 60 anos. Para comemorar esta data vai acontecer o “SEMINÁRIO DE ANIVERSÁRIO DE 60 ANOS DOS RADIALISTAS – O FUTURO DA PROFISSÃO DE RADIALISTAS NOS PRÓXIMOS 60 ANOS“.

A programação:

8h30m – CREDENCIAMENTO E RETIRADA DE MATERIAL

9h30m – 1º Mesa – O FUTURO DAS RELAÇÕES DE TRABALHO DOS PROFISSIONAIS DE COMUNICAÇÃO

Palestrantes:

Presidente do Sindicato dos Radialistas RS – RICARDO MALHEIROS

Presidente da CUT RS – AMARILDO PEDRO CENCI

Departamento Jurídico – DR. ANTÔNIO ESCOSTEGUY CASTRO

Presidente Sindicato dos Jornalistas RS – VERA DAISY BARCELLOS COSTA

Presidente do Sindicato dos Gráficos POA – FRANCISCO LÁZARO PEIXOTO DA SILVA

10h30m – 2º Mesa – AS NOVAS TECNOLOGIA PARA OS RADIALISTAS

Mediador: DR PEDRO LUIZ CORRÊA OSORIO – COP ADOGADOS

HELIO SANTOS ALVAREZ – REDE GLOBO

CAIO KLEIN – TVE FM CULTURA

14h45m – 3º Mesa – RADIALISTAS NOS PRÓXIMOS 60 ANOS

Mediador: RICARDO MALHEIROS – PRESIDENTE SINDICATO DOS RADIALISTAS/RS

CLÁUDIO BRITO – RÁDIO ABC FM

LUCIANO POTTER – GRUPO RBS

ROBERTO CERVO (MELÃO) – PRESIDENTE SINDIRÁDIO / AGERT

CRIS SILVA – GRUPO RBS

DATA: 15 DE JULHO – SEXTA-FEIRA

VAGAS LIMITADAS

CERTIFICADO DE PARTICIPAÇÃO NO FINAL DO SEMINÁRIO

Local: Auditório do Sindicato dos Bancários – R: General Câmara, 424 Centro Porto Alegre – RS

Informações/Inscrições:  https://radialistas-rs.org.br/seminario/

WhatsApp: 55 51 32333500

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PIADINHA

MARCITO CASTRO: quando o consagrado tá que nem sacolé que a mãe a recém colocou na geladeira


Sexta, 1º de julho de 2022


SOU QUEM SOU.
TUA APROVAÇÃO NÃO É NECESSÁRIA.
...

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especial

Nesta sexta, uma cesta
de Alceu Wamosy! 


25 anos de vida
e uma obra que perpassa o tempo

Prefácio de Mansueto Bernardi,
ilustrações de Lucilio de Albuquerque
Livraria do Globo, Porto Alegre, 1925.



As violetas, na sombra, iam-se lentamente
esvaindo-se em perfume – ametistas de aroma
que vestiram de luto a alma viúva do poente.


A ventura completa é céu que não se alcança


Com 18 anoos
Alceu Maya  (Alceu de Freitas Wamosy)  nasceu em em Uruguaiana, 14 de fevereiro de 1895. Foi um jornalista e poeta.

Filho de José Afonso Wamosy, de origem húngara, e de Maria de Freitas, foi poeta simbolista. Publica seu primeiro livro Flâmulas, em 1913, quando já escreve para o jornal A Cidade, fundado por seu pai em Alegrete.

Adquire em 1917 o jornal O Republicano, no qual permanece até a morte. No ano de publicação do seu Coroa de Sonhos, no qual enfeixa um dos mais belos sonetos da língua pirtuguesa - Duas Almas -, envolve-se ardentemente na Revolução de 1923, sendo ferido a bala e vindo a falecer em um "hospital de sangue" na companhia da mãe e da esposa, com a qual casa-se pouco antes de falecer, em Santana do Livramento, 13 de setembro de 1923.

É Patrono da Cadeira nº 40 da Academia Rio-Grandense de Letras e aclamado patrono da Feira do Livro de Porto Alegre de 1967.

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O ex-governador Alceu Collares é fã do poeta e declama vários poemas de Wamosy


Essa foi em dezembro de 2019, contada na página da UVB Brasil:


O ex-governador do Rio Grande do Sul, Alceu de Deus Collares, emocionou a todos na tarde da sexta-feira (6 de dezembro) ao recitar um poema durante a solenidade de entrega do reconhecimento “Top Legislativo”, da União dos Vereadores do Brasil (UVB). Com um caminhar lento, mas a voz ainda forte para quem está com 92 anos, Collares fez questão de usar a palavra no grandioso evento da UVB. Em pouco mais de um minuto, concentrado e de pé, ele encarou dezenas de vereadores todas as regiões do Brasil e recitou o poema Duas Almas.

A lucidez deste que é um dos políticos mais atuantes do Brasil desde o processo da redemocratização surpreendeu e emocionou os participantes do evento. Antes de falar, Collares gentilmente ofereceu a palavra ao também ex-governador e octogenário Pedro Simon, que agradeceu e disse que falaria logo em seguida. Collares foi direto ao poema de Alceu Wamosy.

...

Obras:






Flâmulas, 1913

Terra Virgem, 1914

Coroa de Sonhos, 1923

Poesias Completas, 1925

Poesia Completa, 1994

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O Simbolismo Invulgare
de Alceu Wamosy

Da malharmargem.com

Considerado muitas vezes como autor de somente uma obra relevante para a poesia brasileira, o gaúcho Alceu Wamosy (1895-1923) foi um poeta dos mais sensíveis de nosso Simbolismo. Muitas vezes assemelhando-se às influências francesas de seu conterrâneo Eduardo Guimaraens, foi Wamosy detentor de uma poesia crepuscular, sereno em seus mais belos cantos, e outoniço por essência: o calor não lhe atingia em beleza, mas somente o frio, com a sua atmosfera brumosa, de mistério, que evocava em suas fibras as mais belas canções. Não obstante a sua preferência ao Simbolismo, como bem definiu Massaud Moisés, em sua História da Literatura Brasileira, a poesia de Alceu Wamosy passava longe da metafísica de muitos do movimento. Em fato, a sua poesia cinge o sonho, a perscrutação do Eu, o descortinar das coisas mundanas em clara relação ao ser, quase nunca à busca do infinito e do absoluto, característica quase inevitável em uma poesia simbolista.

O seu primeiro livro, Flâmulas, publicado em 1913, é claramente influenciado por Cruz e Sousa, mas sem atingir a qualidade poética do último, apesar de certas características já começarem a se mostrar evidentes, como a preferência ao soneto. Somente em Terra Virgem, de 1914, é que o real valor da obra de Wamosy começa a se demonstrar. Sonetos como “Desiludido”, “Cítara” e “O Meu Anjo” já demonstram o grande poeta que estava se desenvolvendo. Em “Desiludo”, a poesia filosófica – não atingindo a mesma profundidade das de Augusto dos Anjos e Raul de Leoni -, segue um pouco do estoicismo muito buscado à época de Alceu:


DESILUDIDO (em Terra Virgem)

Por que te hás de aquecer ao sol dessa esperança

Nova, que despontou na tua alma ingênua e crente?

Se ela é como sorriso em lábio de criança,

Que se há de transformar em pranto, de repente...


A ventura completa é céu que não se alcança,

Mas que a gente vislumbra, além, perpetuamente:

Esse céu mentiroso é um céu que foge e avança

Se é maior ou menor a aspiração da gente.


Sê simples e sê bom, mas não julgues que um dia

Hás de o teu coração, repleto de alegria,

Para sempre fechar como quem fecha um cofre!


Crê que a desilusão é o sonho pelo avesso,

E que só se é feliz dando-se o mesmo apreço

Ao gozo que se goza e à mágoa que se sofre!

Em “Cítara”, a sua poesia simbolista atinge uma percepção temporal sensibilíssima, mas o próprio jogo de sensações, que não chega a ser uma clássica sinestesia, afasta-se da descrição simples do Parnasianismo, mas também daquele imaginismo sensorial transcendente do Simbolismo:


CÍTARA (em Terra Virgem)

Firo-te as cortas, cítara dormente,

Velha cítara poenta, abandonada,

Que um régio artista fez vibrar, pulsada

Pela divina mão, antigamente.


E, assim, por um instante despertada,

Na mesma vibração profunda e ardente

De outrora freme, cítara dolente,

Toda a tua alma, trêmula, acordada.


Nessa maviosa música embebido,

Escuto as notas, múrmuras, chegando

Como um coro celeste ao meu ouvido.


E eu julgo, então, sentir, no derradeiro,

No último som que morre, a alma chorando

Desse que as cordas te tangeu primeiro...


O belíssimo “O Meu Anjo” já nos soa mais clássico, principalmente no que se refere ao sentido que o soneto toma em sua finalização: é o amor que obtém as direções redentoras, em imagens luzentes, evocadoras, e não obstante, de certa inocência. É mais um soneto que mostra o berço Neo-Romântico em que se desenvolveu a poesia simbolista:

O MEU ANJO (em Terra Virgem)

Estende as asas pálpites e mansas,

Brandas, aéreas, tépidas, serenas,

Como um pálio de amor e de esperanças,

Sobre os meus males, sobre as minhas penas!


Desçam eflúvios mágicos, bonanças

Infinitas, etéreas cantilenas,

Num chuveiro de risos de crianças,

E de perfumes castos de açucenas!


Tudo desça, cantando, das tuas asas,

Sobre minha alma cheia de abandono,

Que a orfandade do amor de mágoas junca...


Para eu sonhar na luz em que me abrasas...

Para eu poder dormir um grande sono,

Um sono bom... que não se acabe nunca...

Em Coroa de Sonho, publicado em 1923, ano da morte do autor, é que vemos, enfim, surgir uma precoce maturidade literária em sua poesia. Contando com três partes, o clima penumbrista à Maeterlinck e à Rodenbach (entre outros europeus que acabaram, no Brasil, perdendo espaço para Verlaine, Rimbaud, Mallarmé e Baudelaire, prógono do movimento) revela-se em composições como no soneto “No Parque de Gabriel Volland”, em referência a esse quase agora desconhecido poeta francês. Vejamo-lo:


NO PARQUE DE GABRIEL VOLLAND (no “Jardim Noturno”, de Coroa de Sonho)

A César de Castro


Neste enterro do sol, dolente e mesto,

os olhos tristes volvo a ti, que trazes

nas harmonias clássicas do gesto

um perfume cinzento de lilases.


Pelo estranho prestígio que te empresto,

para que assim, de longe, inda me abrases,

vens num resto da tarde, como um resto

de sonho, envolta em música e gazes.


O teu vulto de brumas e de sedas

o coração da tarde todo ensalma,

num simples gesto que tu lhe concedas.


E eu te assisto passar, gloriosa e calma,

na sombra de ouro e azul das alamedas

que os loureiros do sonho me abrem na alma.


A poesia outoniça, saudosa de um cromatismo vivaz, mas por certo crepuscular, vagaroso, fazia-se mais evidente:


EM LILÁS E CINZA (no “Jardim Noturno”, de Coroa de Sonho)


O' mon âme, le soir est grave sur soi-même.

Henry de Régnier


Minha alma, agora, é como uma janela aberta

para o infinito azul de uma hora de saudade:

Todo o langor da tarde em sombra a invade,

enchendo-a de uma luz dúbia, esmaiada, incerta.


Não sei que estranhas mãos erguem véus de abandono,

num divino silêncio, entre minha alma e a vida,

para ela adormecer de distância, esquecida,

como uma flor serrôdia, às carícias do outono.

Para Massaud Moisés, as tentativas de versos polimétricos ou que fugissem de um aspecto mais rígido do engenho de Alceu Wamosy configuraram-se em “imprudências” de “resultados duvidosos”. É evidente que o domínio do soneto pelo autor fazia-o deslizar as suas palavras todo à vontade na formalidade da estrutura, porém, a avaliação de Moisés parece injusta em casos como “Eu e o Outono” e até em “Ofélia”. A estruturação rígida não se fazia necessária nesses casos, pois a criação imagética e musical do poeta acabou se tornando o princípio de sua poesia:


OFÉLIA (no “Jardim Noturno”, de Coroa de Sonho)

A lua,

- a saudade que o sol deixa na alma do espaço, -

pelas águas do lago

vai levando a doidice errante de seu passo,

como uma virgem nua,

delirante, em um sonho arcangélico e vago.

Há camélias de luz florindo entre a água verde-escura.

E como um triste cisne preto,

pela bruma,

passa a visão sonâmbula de Hamleto,

despetalando, uma por uma,

todas as rosas de um jardim de sonho e de loucura...


E em “Eu e o Outono”, o intimismo das paisagens decadentes e tão simbolistas do Rio Grande do Sul surgem-nos, talvez, da mais bela forma que o autor cantou. São versos alexandrinos de uma rara musicalidade, mas com uma quebra deveras curiosa na última estrofe. Note-se a genial sinestesia do sexto terceto:


EU E O OUTONO (em “Sonho de Estação Morta”, na Coroa de Sonho)

Quando, a primeira vez, eu encontrei o outono,

num fim de tarde triste, em um parque fanado,

o céu resplandecia em ouro, como um trono.


Andava pelo espaço um silêncio encantado,

magnífico, oriental, mágico, deslumbrante,

como se fosse a voz calada do passado.


A velha fonte, outrora alva Ninfa cantante,

que um lírio de cristal perenemente erguia

para despetalar em música um instante,


tinha os lábios sem som, de mármore, esse dia.

Tombavam, como pranto, as folhas mortas. Era

um imenso soluço verde de agonia


o parque, na atitude exul de quem espera

um mistério qualquer... Errava em todo o ambiente

a saudade da derradeira primavera.


As violetas, na sombra, iam-se lentamente

esvaindo-se em perfume – ametistas de aroma

que vestiram de luto a alma viúva do poente.


Nessa divina tarde

o outono me cobriu todo de uma redoma...

E eu, desde aí, reflito o outono, eternamente,

como um espelho ideal que um sonho guarde.


Inegavelmente, a obra-prima de Alceu Wamosy é o soneto “Duas Almas”, presente na última parte de Coroa de Sonho. O poeta, quando fora baleado durante a Revolução de 1923, na batalha do Ponche Verde, já era celebre no país por conta dessa obra. O Simbolismo, que se diga, conseguiu compor algumas obras que obtiveram sucesso no país. Por exemplo, “Saudade”, de Da Costa e Silva, foi um dos poemas mais famosos da época; o soneto “Minha Senhora, o Amor...”, de Azevedo Cruz também conseguiu vasta recepção popular, também obtida por Orlando Teixeira, com a fábula “O Sapo e a Estrela”; Edgar Mata e sua “Estalactite” só sobreviveram graças à popularidade que o poemeto atingiu em Minas Gerais. Hermes-Fontes e Gilka Machado, por outro lado, obtiveram fama para além de um poema, sendo realmente considerados os melhores poetas de suas épocas por muitos críticos e leitores (perdurando tal avaliação até os efeitos mais concretos da Semana de 1922, que fizeram com que esses poetas perdessem em popularidade e em hegemonia crítica). E o caso mais evidente: o “Eu”, de Augusto dos Anjos, livro repleto de poemas simbolistas e de um pessimismo voraz, é até hoje um dos mais vendidos do gênero no país.

“Duas Almas” é uma obra-prima porque todas as palavras nele se encaixam perfeitamente, contribuindo para a musicalidade doce, para a visualização clara e para a inquietação magnífica do último terceto. Ei-lo:


DUAS ALMAS (em Coroa de Sonho)

A Coelho da Costa

Ó tu, que vens de longe, ó tu, que vens cansada,

entra, e sob este teto encontrarás carinho:

Eu nunca fui amado, e vivo tão sozinho,

vives sozinha sempre, e nunca foste amada..


A neve anda a branquear, lividamente, a estrada,

e a minha alcova tem a tepidez de um ninho.

Entra, ao menos até que as curvas do caminho

se banhem no esplendor nascente da alvorada.


E amanhã, quando a luz do sol dourar, radiosa,

essa estrada sem fim, deserta, imensa e nua,

podes partir de novo, ó nômade formosa!


Já não serei tão só, nem irás tão sozinha:

Há de ficar comigo uma saudade tua...

Hás de levar contigo uma saudade minha...


A grande injustiça que se faz acerca do nome de Alceu Wamosy, porém, é acerca de “Duas Almas”. O fato dele ter escrito uma obra-prima superior ao resto de sua obra relativamente pequena – afinal, morreu precocemente, em batalha -, não o torna um poeta menor do Simbolismo, muito menos da Literatura brasileira. Ao menos o seu Coroa de Sonho tem de ser colocado como um dos mais belos livros da segunda geração simbolista brasileira (se há alguma referência de data, fico com a de Andrade Muricy, que defende que essa geração é a de poetas nascidos a partir de 1893), inclusive por diferenciar-se de muitos aspectos que se tornaram praticamente tiques dos nefelibatas, mas ainda mantendo-se fiel à estética do mistério. No Rio Grande do Sul, Alceu Wamosy foi evidentemente menor que Eduardo Guimaraens – este, possivelmente, foi o terceiro melhor poeta de nosso Simbolismo -, mas produziu uma poesia simbolista muitas vezes superior àquela belíssima de Filipe d'Oliveira, e inegavelmente superior às de Marcelo Gama, Homero Prates, Zeferino Brasil, entre outros. Portanto, classificá-lo como “poeta de um poema só”, como ainda se faz, não somente é uma injustiça, mas uma avaliação evidentemente errada e diminuta de uma obra de profundas belezas sentimentais, cromáticas e musicais.