Quarta, 5 de agosto de 2026

 

Agora em e-book (Kindle - Amazon)

Alfredo Octávio: o maior jornalista do Brasil

Livro Alfredo Octávio


SEGUINTE:

- O MILEI NÃO PODE FALAR NADA AQUI.
AGORA, O BANDIDO PODE IR NA ARGENTINA E MOSTRAR CARTAZ PARA SOLTAR CRIMINOSA

=

O BANDIDO BRASILEIRO VISITOU A BANDIDA ARGENTINA, PRESA POR CORRUPÇÃO, EM 3 DE JULHO DE 2025, COM AUTORIZAÇÃO DA JUSTIÇA

BANDIDO SOLIDÁRIO
Durante visita à Argentina, o presidente Lula defendeu a libertação de Cristina Kirchner, que cumpre prisão domiciliar após ser condenada por corrupção.

SEGURA ESSA
quem se trumbica não comunica

- PRA QUÊ PRÉDIO BONITINHO SE NÃO RESPEITAM OS FUNCIONÁRIOS?

- INACREDITÁVEL!! VEJA O
SALÁRIO QUE A PAMPA PAGA!!


- E COMO A REDE PAMPA TEM AQUELA BELA SEDE, SE NÃO CONSEGUE PAGAR DIGNAMENTE OS FUNCIONÁRIOS?
(abaixo o Edifício RR Soares)

 

Pelo que se sabe, a antiga sede da Pampa, na Rua Orfanotrófio,  fica ao lado da UniRitter, que sempre teve interesse na área. A universidade tinha que se expandir. E a Rede Pampa estava ali, sabe como é, só esperando uma proposta.
A mais clara hipótese é que a UniRitter comprou o prédio da avenida Ipiranga e "doou" para a Pampa, já que a Rede tem uma dívida milionária com o Governo federal, o que a impede  de qualquer negócio.

- SEM COMENTÁRIOS: O vice-presidente da Rede Pampa, Pualo Sérgio Pinto, se diz jornalista mas é engenheiro. Deve ter conseguido um registro. Toda viagem "de grátis" que um jornalista da Pampa é convidado o Pinto se apresenta no aeroporto de malinha na mão. TODA VIAGEM, para Caxias do Sul ou Pequim.
Claro, circula por Porto Alegre de Mercedes Benz.

- O CÚMULO DA(DO)...
Adjetive, por favor.
Acredite, o jornalista Rogério Böhlke levou uma JUSTA CAUSA nas fuças porque tornou público o seu salário ridículo na Rede Pampa. Dois mil quatrocentos e poucos reais por 5  horas, 6 dias na semana.
E o Paulo Sérgio não fica nem vermelho. 

- PRA  COMPLETAR,    ESSE TAL MACALOSSI FALANDO SOBRE JORNALISMO. O DITO É ADVOGADO.
NÃO SABE NADA DE JORNALISMO.
QUE FEIO, HEIN FEDERASUL??!!


- COMO ACEITARAM DEBATER COM ESSE MACALOSSI?


O QUE FAZ
o RS crescer

- O IPE DO DUDU MILK É UMA MERDA!!

Quem conta é a jornalista Carol Borne, filha da jornalista Lea Aragon:
"
quando o plano de saúde nega o homecare para um idoso pós AVC isquêmico, que precisa de fisioterapia domiciliar (prescrita pela neuro), uma vez que não tem como sair de casa para fazer o tratamento, o que acontece é rolar ladeira abaixo sem parar...

minha mãe não para mais de pé, não se equilibra... e agora começou a ter dificuldade para levar os alimentos à boca.
tudo isso poderia ser evitado com a fisioterapia que o IPERGS-RS NEGOU!!!
agora precisamos aguardar o andamento do processo judicial pra garantir que ela tenha acesso ao tratamento negado, mas que pode não chegar a tempo. obrigada, IPE, desejo do fundo do meu coração muita reciprocidade pra vocês."

- POR FALAR EM DUDU MILK, O GOVERNADOR DO RS VAI PASSAR A SEMANA EM SÃO PAULO.
TENTARÁ REATAR COM SEU AMOR, O MÉDICO BONITÃO?


- DUVIDO QUE CONSIGAM EXPLICAR
PARA ONDE VÃO ESSES MILHÕES

Súmula do Contrato SEDAC nº 66/2026 - FPE nº 021549/2026PARTES: 
O  Estado  do  Rio  Grande  do  Sul,  através  da  Secretaria  de  Estado  da  Cultura,  e ASSOCIAÇÃO ANTÔNIO  VIEIRA(ASAV),  CNPJ  nº  92.959.006/0008-85.
OBJETO:  execução  do  projeto  “Missões  Jesuítico-Guaranis:  História,  Memória  e Patrimônio”,  que  compreenderá  a  prestação  dos  serviços  integrados  de  pesquisa,  educação  patrimonial,  formação,  expografia, difusão e valorização do patrimônio material e imaterial da cultura missioneira.
VALOR: R$ 4.100.000,00 (quatro milhões e cem milreais).
RECURSO FINANCEIRO: Unidade Orçamentária: 19.01; Recurso: 0002; Projeto: 3124; Subprojeto: 00012; Programa: 5867;Natureza da Despesa: 3.3.90.39; Empenho nº: 26005227209 de 28/07/2026.
FUNDAMENTO LEGAL: art. 75, XV, da Lei Federal nº14.133/2021 e suas alterações.


COMPETIR COM O TURISMO BAIANO?

Declaro  inexigível  de  licitação  a  efetivação  do  Contrato  de  Participação,  a  ser  celebrado  entre  a  SECRETARIA  DE  TURISMO  –SETUR/RS  e  a  ABREU  ONLINE  TURISMO  BRASIL  LTDA,  inscrita  no  CNPJ  sob  o  nº  17.217.813/0001-30,
referente  à Contratação de Cota Ouro de participação no evento Arena Abreu 2026, promovido pela Abreu Operadora Brasil no município de Mata  de  São  João,  Bahia,  para  qualificação  da  força  de  vendas  e  divulgação  do  destino  Rio  Grande  do  Sul,  bem  como  ações cooperadas  de  reforço  da  promoção  do  destino  turístico 
no  valor  de  R$  120.000,00  (cento  e  vinte  mil  reais),
no evento Arena Abreu 2026.
A participação se dará entre 03 e 06 de agosto de 2026 (ações de qualificação com participação presencial) e de 01ºde  novembro  a  30  de  dezembro  de  2026  (ação  cooperada  de  reforço  da  promoção  do  destino), de  acordo  com  o  Termo  de Referência  constante  às  fls.  125/129  do  PROA  nº 26/2301-0000717-8;  cujas  despesas  correrão  por  conta  da  UO:  23.01;Projeto:2041; Sub Projeto: 204101; Recurso: 1190; NAD: 3.3.90.39; SRO n.º 064450, com fulcro no art. 74, caput, da Lei nº 14.133/2021.

(os dois eventos assinados pelo secretpario de Estado do Turismo, Raphael Machado Ayub)


ACREDITO
neles

- LIGANDO AS TURBINAS

O deputado Gustavo Victorino (Republicanos) fará o lançamento da Campanha para Deputado Federal no dia 18 de agosto, às 19h30min no Sgt. Pepper’s Pub - Rua Quintino Bocaiúva, 256 – Moinhos de Vento – Porto Alegre.
*Ingresso por adesão

- A PERSEGUIÇÃO COVARDE!!


- RIGOTTO JÁ ESTÁ A MIL

- BIBIO NUNES E O "GOLPE"


DE TUDO
muito

- JÁ são mais de seis mil o número de mortos pore causa do terremoto na Venezuela.

- PERGUNTINHA: Quem matou mais, a dupla Chavez/Maduro ou o terrível terremoto?

- POBRE  NOIVA


- O CHIPP'S FOI REINAUGURADO!!
(o Renato Annes, que batia ponto todos os dias no bar, deve estar tentando "voltar" de qualquer maneira)


DOIS MINUTOS
com o PRÉVIDI

- O Reni, o Barbudo, o Alemão.
50 anos de amizade.


PORTO ALEGRE
é assim!

TEREI PRAZER EM CONHECER
Heloisa Pires Lima é a patrona da 72ª edição da Feira do Livro de Porto Alegre.


- O NOVOI VIADUTO OTÁVIO ROCHA,
SEM MENDIGOS, SEM TRAFICANTES
Mais uma obra Sebastião Nelo:



RECREIO

- ESPETÁCULO!!


OLIMPO
a morada das deusas do século 21

ESPELHO MEU...


PIADINHA
sem nome feio, sem política e sem futebol


Segunda, 3 de agosto de 2026


SEGUINTE:
especial

DOIS CAROS AMIGOS QUE NOS DEIXAM
POR CAUSA DESSA DOENÇA HORROROSA

- É uma regra - ou quase isso: pessoas importantes, amigos, morrem nos finais de semana.
E mais uma vez essa tese se confirmou no final de semana passado.
Perdemos nesta guerra diária dois amigos queridos:
LUIZ RENI MARQUES e ALEXANDRE APPEL.

(clica em cima que amplia)

Tive que assinalar o Reni e eu na foto porque poderia ser difícil o reconhecimento. O registro é do pessoal do Banco do Brasil de Palmeira das Missões, de 1977. Nos foi enviada pelo colega Eden Cunha Lima, que hoje vive em Natal-RN.

O jornalista Luiz Reni Marques estava há alguns meses sofrendo muito, pelo que me disse, não aguentava mais a vida que levava, mesmo estando numa confortável casa, com cuidadoras experientes, médicos e enfermeiros. Mas, imagina, não suportava mais ter um aparelho para respirar.
Quando fui visitá-lo, me disse que um AVC poderia resolver logo o seu sofrimento. Triste, aquela doença horrorosa tinha tomado o seu corpo.
O Reni, o Barbudo, o Alemão não combinava com aquela figura páilda sentada numa poltrona. Sempre irei lembrar-me dele como um cara que adorava viver.
O conhecia muito bem - década de 1970 em Palmeira das Missões, quando passamos no concurso do Banco do Brasil. 
Conto mais sobre isso nos DOIS MINUTOS aí abaixo.


O jornalista Alexandre Appel. O conheci no início deste século e a foto aí de cima foi feita numa entrevista coletiva no Palácio do Comércio. 
Nos falávamos quase todos os dias, pelo WhatsApp. Muitas vezes mais de uma vez. 
Apenas uma ou duas vezes ele reclamou da falta  de grana. Mas continuava vivendo  em Águas Claras, pelo que sei, com seus cães e a namorada. Fernanda, a filha, era uma paixão.
Eu não sabia de sua doença, a mesma do Reni, aquela que não escrevo o nome. Já estava por todo corpo. 
Appel não viu outra saida.
Ele mesmo deu fim a seu sofrimento.



DOIS MINUTOS
com o PRÉVIDI

- O Reni, o Barbudo, o Alemão.
50 anos de amizade.



Sexta, 31 de julho de 2026

 

Agora em e-book (Kindle - Amazon)

Alfredo Octávio: o maior jornalista do Brasil

Livro Alfredo Octávio

NESSA SEXTA
a cesta do João Paulo





JOÃO PAULO DA FONTOURA é de Taquari-RS. É escritor e historiador diletante, membro da ALIVAT – Academia Literária do Vale do Taquari, titular da cadeira nº 26. Autor do livro biográfico "Costa e Silva", edição 2025





- Charles De Gaulle - 


 Ele, um grande Homem? Ora, ele é arrogante, egoísta, pensa que é o centro do universo... Ele... Sim, ele é um grande Homem!

 Winston Churchill, referindo-se a De Gaulle



Nunca, a França é minha!

Corria o ano de 1900...

Em uma fazenda, na próspera região nordeste da França, vários meninos brincavam de organizar exércitos. Um dos garotos destacava-se do grupo – era  muito mais alto do que seus companheiros e, embora mesmo à primeira vista ficasse evidente que era também o mais jovem de todos; os outros meninos o seguiam na marcha pelo campo, aceitando tranquilamente a sua liderança. Chegados ao local escolhido para ser o ‘campo de batalha’, os garotos pararam.
Então o menino alto, cujo nome era Charles-André-Joseph-Marie de Gaulle, pôs-se a explicar as regras do jogo. Em poucas palavras, definiu quem seria quem e as posições que cada ‘exército’ deveria ocupar. Jean, da fazenda vizinha, faria o papel de rei da Inglaterra e comandaria as tropas acantonadas junto ao grande álamo. Xavier, como o imperador da Áustria, deveria estacionar a ‘cavalaria austríaca’ junto à cerca que se via ao longe. E ele próprio seria o rei da França. Xavier protestou: você é sempre a França..., desta vez eu quero ser a França, já estou cansado de ser a Áustria! 

Charles permaneceu em silêncio por um instante, encarando, sério, o irmão mais velho e falou: ‘... Nunca, a França é minha!

 

A descrição acima, retirada da introdução do livro ‘Grandes Líderes, De Gaulle’, da Editora Nova Cultural, editado em 1987, nos mostra que a determinação daquele que, adulto, vem a ser a maior figura política francesa do século XX, é adrede ao adulto, vem quase que de berço! 

(Eu notei, e marquei na biografia que escrevi, a semelhança entre o grande líder francês e o presidente Costa e Silva. O nosso, quando jovem, também curtia brincar de soldado e de fazer guerra, sempre na posição de ‘chefe’.) 

 

Uma pequena bio, 



De Gaulle nasceu em 22 de novembro de 1890 em Lille, na França,



3º dos 5 filhos do casal Henri de Gaulle e J. Maillet, em uma família tradicional, devota, religiosa, de classe média. Seus avós paternos, assim como seu pai, eram historiadores e profundamente apaixonados pela história da França. Já aos 5 anos, o menino Charles lia sobre a história francesa e, no início de sua adolescência, entrou em contato com os clássicos livros e textos dos grandes filósofos, como Kant, Goethe, Nietzsche e outros.




Estudou na Academia Militar de Saint-Cyr, formando-se, com destaque, em 1912. Logo em seguida engajou-se ao 33º Regimento de Infantaria do Exército francês. 

Foi como capitão deste 33º Regimento que, aos 24 anos, em agosto de 1914, ele entra na 1ª Guerra Mundial. Em março de 1916, De Gaulle é feito prisioneiro pelos alemães durante a famosa e terrível Batalha de Verdun, na qual em 10 meses, morrem mais de 300 mil soldados entre franceses e alemães. Podemos dizer que ‘teve a sorte de ser aprisionado’, pois com a mortandade nas trincheiras desta guerra, ele muito provavelmente teria sido morto




Em 1921, casa-se com a jovem Yvonne Ventroux, tendo o casal três filhos. 

 

Aqui damos uma pausa na história de vida do grande líder francês para falarmos do contexto da década de 1930, com a ascensão de Hitler e do nazismo na Alemanha, a grande derrotada da 1ª Guerra Mundial, e da passividade da França e da Inglaterra em relação aos avanços belicosos, revanchistas, sedentos de ‘poder e lebensraum’ por parte da maior nação da Europa, mesmo em crise. 




Em 31 de janeiro de 1931, Adolf Hitler e seu partido assumem o poder na Alemanha, com um desenho político muito claro, pois estava quase tudo escrito no livro ‘Mein Kampf’, escrito e lançado por Hitler em 1926, e tornado a bíblia nazista. 

A Alemanha vivia desde o fim da guerra sob o império das punições e reparações do Tratado de Versalhes, de 1919, que fazia com que a nação vivesse em permanente caos político, agravado pela queda da bolsa de Nova Iorque de 1929, produzindo um ambiente propício para o aparecimento de salvadores da pátria, no caso Hitler, seus asseclas, e o partido Nazista. 

Hitler desvencilha-se da Constituição e assume como ditador com poderes e apoio totais. 

Começa então a dispensar os limites do Tratado: a) para de pagar as indenizações; b) retira-se da Liga das Nações; c) retoma o serviço militar obrigatório; d) inicia organizar e armar seus exércitos. 

 

Passos militares,

• 1936: remilitarização da Renânia, uma área perto da fronteira francesa e na qual o tratado proibia o estacionamento de tropas alemãs. Franceses, ingleses, Liga das Nações, protestaram e só;

• 1938: anexação da Áustria, protestos, não pode, é um absurdo, mas só;

• 1938: crise dos Sudetos, Hitler exigiu o controle de um espaço onde havia muitos alemães. Depois disso, o tirano tomou conta do resto da Tchecoslováquia e de seus modernos armamentos. Franceses e ingleses, novamente, só protestaram;

• 1939: a gota d'água que transbordou o copo da crise; ambos países tinham assinado acordo militar de proteção à Polônia, e não mais puderam passar ‘paninhos’. Cheios de dedos, declaram Guerra à Alemanha, ou seja, declaram guerra, mas sem querer a guerra, entonce...

 

A Inglaterra era relativamente organizada politicamente, não havia crises neste sentido. O problema dos premieres ingleses (vide o episódio amplamente registrado do premier britânico Neville Chamberlain, em 1938, mostrando aos fotógrafos, ao descer da escada do avião, uma declaração do Acordo de Munique, apaziguando o Hitler e permitindo a tomada dos Sudetos da república Tcheca) não era os políticos em si, mas o povo que não queria guerra de jeito algum! 

Com a França ocorria o mesmo (e convenhamos, a França havia perdido a nata de seus homens na faixa de 20 a 30 anos, e tinha todos os motivos para se desesperar com a possibilidade de uma nova guerra. ‘O quê, guerrear com os boches por causa dos poloneses, não!), seus cidadãos, em sua ampla maioria, não queriam guerra. 

A França, além de tudo, tinha graves problemas políticos. Nos últimos 10 anos haviam sidos criados e caídos mais de 20 gabinetes. Era a crise da Terceira República, um sistema político que dava muito poder ao parlamento. Quando os deputados não concordavam com as ideias do governo, eles votavam para derrubá-lo. Era crise em cima de crise! 





A guerra de fato, pra valer, ocorre em 10 de maio de 1940, quando os exércitos alemães invadem a França, desviando a Linha Maginot, e entrando pelas florestas das Ardenas, na Bélgica, com seus soldados e tanques. 

Igual aos argentinos na Guerra das Malvinas em 1982, o movimento mais rápido que os franceses cometeram foi o de elevar os braços em rendição! Praticamente, em 40 dias de guerra, os nazistas tinham derrotado os exércitos franceses e ingleses (na verdade, a Inglaterra enviou poucos recursos, tanto material quanto de pessoal. Escapou de uma tragédia maior, com a retirada 

De acordo com William Shirer, em seu livro A Queda Da França, os exércitos (potencial militar) entre os franceses e os alemães eram muito parecidos – no papel – em 1940. Além disso, os ingleses mandaram alguns batalhões e aviões, e também havia o exército da Bélgica. 

Então, por que a derrota humilhante da França? 

Listo três razões: 1) os 42 milhões de franceses não queriam lutar de jeito algum; 2) Seus generais usaram técnicas/táticas nesta guerra muito próximas às utilizadas em 1914. Eram avessos ao uso de tanques, que para esses ‘velhos militares’ só funcionariam com o acompanhamento de uma forte artilharia, etc. Os aliados ingleses, que tinham uma aviação bem moderna que poderia ter bombardeado os nazistas na floresta das Ardenas, claramente pouparam seus ‘preciosos’ aviões para defender à ilha; 3) Os generais franceses, principalmente o generalíssimo Gamelin (68 anos), eram extremamente ‘cautelosos’, para não usarmos outro termo.

 

Mesmo o primeiro-ministro Reynaud sendo contra (queria transferir o governo para o norte da África) prevaleceu a vontade dos demais membros do gabinete, liderados pelo marechal Pétain, herói da Guerra de 1914, de solicitar à Alemanha um armistício/rendição.

Reynaud resigna, 16 de junho, Pétain assume, é assinado o armistício em 22 de junho, e, logo após, instalado o governo de Vichy, o opróbrio maior da França em toda sua história! 

 

Charles De Gaulle, já general, e que lutou com bravura comandando esquadrão de tanques, discorda do marechal e escapa (com toda a sua família) para a Inglaterra para, de lá, comandar a reação. 

Com esta decisão, este simples general, já com 50 anos, sai do ostracismo e entra para a história da França como o Herói da Resistência.

 

Finalizando, 




1940 – Em 17 de junho, em Londres, com em torno de seis mil comandados, cria o movimento França Livre;

1943 – É reconhecido como chefe único do Governo Provisório Francês em Argel;

1944 – Após 6 de julho, Dia D, com o desembarque dos aliados na Normandia, em 25 de agosto lidera o desfile triunfal pela avenida dos Campos Elísios, quando Paris é libertada, para uma assistência de um milhão de parisienses;

1959 – É eleito primeiro presidente da recém-formada V República;

1969 – Renuncia pela segunda vez à presidência da República;

1970 – Em 9 de novembro, Charles de Gaulle morre. Seus restos mortais estão depositados no cemitério da pequena comuna de Colombey-les-Deux-Églises, na região de Champanha-Ardenas, no leste da França.

 

Vida eterna ao resgatador da Honra Francesa!