Já faz alguns anos que um número incerto de leitores (ou não?) se dedicam a comentar os assuntos do dia. É um número impressionante, que me diverte, mas que me faz ler com calma, porque não quero mais processos. No início escreviam para me criticar ou criticar algumas pessoas. Tudo bem, poderiam criticar a vontade, mas nada de anônimos. Aí pararam os comentários "ofensivos" - que não magoavam ninguém - e um grande número de pessoas esclarecidas decidiram escrever. Claro que uns continuavam me "ofendendo" e outros apelavam para a total bsixaria... Com o tempo os comentários do Blog do Prévidi tornaram-se leitura obrigatória. Só espero que não abandonem a leitura do Blog, que em 13 de agosto completa 23 anos!!
ALGUNS COMENTÁRIOS:
- A Juliana sequer foi para o segundo turno em POA. De onde está saindo esse desempenho nas pesquisas? É da parte pobre do Estado? Uma coisa é certa: do seu preparo intelectual não é.
- É engraçado que sempre próximo às eleições a patota diz que não é de esquerda, vai à missa, toma banho e diz que trabalha...
- Debates eleitorais chegando e novamente devem vir as perguntas triviais do tipo "candidato, qual a sua posição sobre o problema tal?" Sobre saúde, educação, corrupção e segurança são as obviedades, ok. O que enche o saco é que se criou um ambiente em que o candidato tem que ter posição para tudo, incluindo questões absolutamente paroquiais, por exemplo, "o que o Sr vai fazer pela profissão dos guardadores de carros?". Sonho com um candidato sensato que responda: "não tenho uma posição a esse respeito, uma vez que isso não é questão de Estado. Gostaria de focar as questões mais relevantes na relação entre o Estado e o cidadão".
- Mas estamos acompanhando um fenômeno interessante. Depois de despejar bilhões em publicidade, o candidato do sistema praticamente continua com o mesmo percentual nas pesquisas. Provavelmente vão dobrar a aposta.
- A respeito de áreas invadidas, é surreal a cara de pau de alguns. Na invasão da Vila dos Marinheiros, na Assunção, tem um "imovel" à venda. Dá vontade de parar ali e perguntar: o que o senhor está vendendo? Posso dar uma olhada na matrícula do "imóvel"? Aceita casa em outra área invadida, em área menos nobre?
- A respeito de áreas invadidas, é surreal a cara de pau de alguns. Na invasão da Vila dos Marinheiros, na Assunção, tem um "imovel" à venda. Dá vontade de parar ali e perguntar: o que o senhor está vendendo? Posso dar uma olhada na matrícula do "imóvel"? Aceita casa em outra área invadida, em área menos nobre?
- O João Garcia sempre foi um cara sensacional. Merece todo apoio nesta hora difícil.
- Cada inverno com um frio de rachar eu lembro do Caso Daudt. Ainda tem material e gente viva para um bom documentário. Será que teremos que esperar o canal Discovery Investigation bater por aqui para assumir essa empreitada?
- A ressurreição do Villela se faz necessária.
- Juliana é igual à Manu IPhone. Começa liderando as pesquisas, depois a realidade se impõe.
- O interessante do Caso Daudt é que nunca pairaram dúvidas quanto à autoria. As questões que geraram grande curiosidade e interesse foram a vida paralela da vítima, as conspirações do governo da época, a mediocridade das investigações (a imprensa estava à frente da polícia), testemunhas nunca ouvidas e por fim o espetáculo teatral que a defesa fez no julgamento.
- Lula é um católico sem o sétimo mandamento...
- Juliana e Zucco são fraquissimos, sem dúvida. Já o Gabriel paga o preço do governo do Dudu Milk ter afrouxado nas reformas. Reformou no máximo 20% do que seria necessário para resgatar o Estado do atoleiro. Aí estaria a oportunidade para o Zucco. Só que em vez de radicalizar as reformas, extinguindo de fato a massaroca de órgãos públicos inúteis, acho que vai ser o clássico enrolador, que vai distribuir cargos para evangélicos. Lembrando que para enxugar o Estado exige preparo político para aprovações no covil do legislativo.
- Os administradores nomeados eram muito melhores do que os eleitos. Dissertem à vontade.
- Brigadiano gay e torcida do São José: quase não existem.
- Respondo por mim, o Neymar, nos últimos 27 anos, ou mais, é o único jogador brasileiro em que podemos colar o rótulo 'craque'. Se não o fosse, não teria amealhado o patrimônio pecuniário que possui.
Mas, negro e bilionário, inveja!
JPF
- Existem milhares de publicações na praça a respeito do Caso Daudt.
Mas nada impede que seja acionado nosso agente João Paulo da Fontoura, diretamente de seu esconderijo em Taquari para revisitar esse tema.
- Sou o autor do comentário das 10:32. Não sou petista, mas o PT ter sido decisivo para a eleição de Eduardo Leite é fato visível nos números: seus votos no 2o turno quase coincidem com a soma dos dos dois candidatos, PT e PSDB, no 1o turno. Só não vê quem não quer ou é muito desinformado. Ou saca a palavra "narrativa" apenas quando a realidade não se adequa ao seu pensamento. Como já disse alguém, as pessoas têm direito a ter suas próprias opiniões; só não podem ter direito aos próprios fatos.
- No post das 11:21 do KKKzinho, ele pediu para a IA resumir uma conversa papo cabeça entre a Dilma e o Sérgio Mallandro sobre geopolítica internacional, com o máximo rigor lógico. Saiu aquilo, quase uma letra de música do Pabblo Vitar!!!
- Vejam como triângulo amoroso do KKKzinho é ecumênico: ele é xiita, Lula católico e Almirante judeu. Também dá para inferir que ele curte homem barbudo.
- - Só a Rede Bobo e a Chulé TV gostam do Neymarketing, mesmo.kkkkkkkk
- Painho interpelando o seu líder Senador por explicações sobre acusação de corrupção é a verdadeira piada pronta!
SEGURA ESSA quem se trumbica não comunica
RECEBO: O SBT está próximo de concluir a transferência do controle de sua operação no Rio Grande do Sul para o SCC, grupo responsável pela afiliada da emissora em Santa Catarina.
A movimentação acontece após resultados considerados abaixo das expectativas em Porto Alegre. A avaliação interna é de que a mudança pode ajudar a recuperar desempenho comercial e operacional da praça.
O processo lembra o que ocorreu anteriormente em Belém, onde a gestão local também passou por alterações após resultados insatisfatórios.
O QUE É SCC?
"O Sistema Catarinense de Comunicação é referência na comunicação do Sul do país, constituído pelo SCC SBT, DITEC, Rádio Clube de Lages, Massa FM Lages, Massa FM Serra RS, Gralha FM, Nevasca FM, SCC10 e Fundação Carlos Joffre do Amaral.
Com uma gestão moderna e fundamentada por valores que constituem os pilares da nossa sociedade, o SCC é composto por empresas competitivas que disputam a liderança em seus segmentos, oferecendo soluções tecnológicas, entretenimento e informação às famílias e instituições."
"Fundado por Carlos Joffre Amaral, o SCC se tornou uma referência na comunicação. Um grupo moderno, formado por empresas que atuam exclusivamente no ramo da comunicação e que contribuiu diariamente para integrar o Estado de Santa Catarina e construir a identidade catarinense."
- A BABÁ DO PEDRO - Por Evaristo Villalobos Nobrinho:
A Kelly Matos foi para a Copa do Mundo.
Todas as vezes que a vi na tv está ao lado do Pedro Ernesto Denardin.
A Kelly é a babá do Pedro na Copa!!!
E o experiente José Alberto Andrade ficou fora da Copa!!!!
Perde a RBS!!!
Sem dúvidas.
Critérios. Errados...
Ponto
- É MUITO DEBOCHE, GURIZADA!!
- SEMPRE FOI ASSIM: por uns pilas a mais, se tira uma jornalista onde está se destacando numa editoria, por exemplo, para "promovê-la". Mais uma vez esta situação se repetiu na Rádio Gaúcha. Yasmin Luz está agora na chefia de reportagem da Rádio após dois anos e 4 meses trabalhando na edição dos noticiários. Diz a moça: "Sou grata pelo aprendizado, pelas experiências e por todas as pessoas que fizeram parte dessa caminhada até aqui. Agora é hora de encarar uma nova missão, com a mesma disposição para evoluir e fazer jornalismo de qualidade."
- O URUBU NÃO TEM JEITO - Aquele ser, que é correspodente da Globo na Itália, sempre foi "a urubu", porque está sempre de preto com cara de choro. Agora, fazendo matéria sobre o calorão na Europa, aparece no vídeo de blusa de manga cumprida!! E cara de choro. Essa tem um padrinho muito bom na emissora.
- ME EXPLIQUE: a Globo levou dezenas de jornalistas e ex-jogadores de futebol para os três países da Copa. Por que o Richarlisson foi o comentarista de praticamente todos os jogos?
- A INUTILIDADE da RBS é de dar pena. A Globo esgota o assunto a respeito do jogo do Brasil com o Japão. Aí entra um sujeito falando que o Brasil vai jogar contra o Japão. Tóing!!! E o mesmo VT é repetido mais duas vezes!! TÓING!!!!
- NESTA terça, dia 30, às 20 horas, no Canal Brasil, um programa obrigatório: o longa "Luis Fernando Verissimo - O Filme", produção da Luzimar Stricher.
- CAZÉ TV deixou Globo e SBT sem Copa do Mundo no domingo. HAHAHAHAHAHA!!!
- O HELP DO JOÃO GARCIA
Em 2023, em um dos momentos mais difíceis da minha vida, recebi uma corrente de apoio que jamais vou esquecer. Muitas pessoas contribuíram, compartilharam minha história e me ajudaram a enfrentar uma longa recuperação com mais dignidade. Graças a Deus e à ajuda de vocês, consegui seguir em frente.
Hoje, infelizmente, me vejo diante de mais um grande desafio.
No último mês fui diagnosticado com uma grave doença vascular, chamada aterosclerose, que comprometeu a circulação das minhas pernas. Mesmo com todos os esforços da equipe médica, precisei passar por duas amputações nos dedos do pé para impedir o avanço da infecção.
Também realizei um cateterismo e recebi dois stents para restabelecer a circulação sanguínea.
Agora estou voltando para casa para iniciar mais uma etapa da recuperação. Porém, minhas limitações aumentaram e os custos com cuidados, medicamentos, fraldas, curativos, fisioterapia, alimentação adequada e adaptações em casa também cresceram. Por isso, com humildade, venho novamente pedir ajuda. Se você contribuiu comigo em 2023, saiba que sua ajuda fez toda a diferença e sou eternamente grato. Se puder me ajudar mais uma vez, ficarei muito agradecido. E se está conhecendo minha história agora, qualquer contribuição ou compartilhamento será muito importante.
Cada valor faz diferença.
Cada compartilhamento ajuda a alcançar mais pessoas.
Cada oração também é uma forma de apoio.
Obrigado por continuarem caminhando comigo nessa luta.
Link da vakinha na bio
Dados para contribuição
Banco ITAÚ
Agência 4269
Conta Corrente: 48389-9
PIX CPF - 202.436.690-20
O QUE FAZ o RS crescer
- Gostaria de publicar um vídeo de um gaúcho com tanto orgulho de sua terra como o dessa catarinense:
PRA VARIAR, LULA FALA BOBAGEM
Ao defender o combate ao racismo, o presidente afirmou em Itajaí, na última sexta, 26, que Santa Catarina não pode permitir que prevaleçam ideias de superioridade racial e citou Adolf Hitler como exemplo das consequências da "hegemonia branca". Também criticou o governador Jorginho Mello (PL) pela oposição às cotas raciais e pela ausência em eventos do governo federal.
A declaração provocou forte repercussão política e nas redes sociais. Enquanto aliados ressaltam que a referência a Hitler foi feita para condenar o racismo, opositores criticam o tom adotado pelo presidente e afirmam que o discurso amplia a polarização.
Informação do jornalista Felipe Vieira
- AGORA ASSISTA ISSO:
DE TUDO muito
- JUIZES E PROCURADORES QUEREM PARA SI ESCALA 1X1
Editorial da Folha de S.Paulo, 27 junho 2026
Diversas seleções ainda batalham pelo posto de grande favorita na Copa do Mundo de futebol, mas, no campeonato de desfaçatez e corporativismo, esse lugar já foi ocupado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pelo Conselho da Justiça Federal (CJF).
No ano passado, os dois órgãos resolveram modificar o regime de férias de 60 dias a que têm direito magistrados e procuradores. Não, contudo, para eliminar essa regalia injustificável prevista em lei, e sim para aprofundá-la.
Agora, essas categorias podem fracionar o descanso remunerado em 12 períodos de cinco dias cada um, o que permite evitar a sobreposição com sábados e domingos. Antes da mudança, os procuradores tinham de parcelar as férias em, no máximo, seis períodos de dez dias, e os juízes federais, em dois de 30 dias.
Como se o espírito oportunista não estivesse claro, os órgãos ainda deixaram uma brecha para permitir que as férias sejam usadas em períodos de cinco dias em semanas consecutivas, apenas pulando o fim de semana.
Feitas as contas, são 60 dias úteis de férias, 104 sábados e domingos e 18 dias de recesso forense (dos quais 4 a 6 dias coincidem com fins de semana, a depender do ano), chegando-se a cerca de 178 dias de descanso por ano, contra 187 dias de trabalho.
Ou seja, enquanto o Congresso Nacional discute a escala 5x2 para o grosso da população, o sistema de Justiça quer para si a escala 1x1.
Para ampliar essa comparação, o trabalhador em regime CLT tem 30 dias de férias e pode parcelá-las em até três vezes, desde que um dos períodos tenha no mínimo 14 dias corridos. Os outros períodos não podem ter menos de cinco dias cada um.
Isso sem mencionar que juízes e procuradores podem vender vários desses dias de férias para anabolizar a remuneração e, ainda assim, folgar muito mais do que os demais trabalhadores. Já houve casos em que o acúmulo de férias vencidas resultou em pagamentos acima de R$ 1 milhão.
A despeito desses números, a juíza Cyntia Cordeiro Santos, presidente do inexpressivo Sindicato de Magistrados do Brasil (Sindmagis), não vê privilégios. Por meio de raciocínios tortuosos, ela sustenta que são direitos.
Mas que direito é esse de desfrutar muito mais folgas do que o restante da população? Que direito é esse de receber fortunas muito além do limite de R$ 46.366, fixado pela Constituição?
Em um país tão desigual e repleto de carências, passou da hora de discutir a sério uma organização mais republicana e eficiente dos recursos que o contribuinte transfere ao Estado.
Nada mais ilustrativo sobre a premência da discussão do que o grupo de trabalho criado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para fazer um pente-fino nos penduricalhos do Judiciário: os cinco juízes que integram o grupo receberam acima do teto em 2025. Que sejam todos abnegados, pois, do contrário, estaremos diante de mais um escárnio.
-SOBRE AS URNAS ELETRÔNICAS E CARLOS ROCHA
A expressão "um dos pais da urna eletrônica" é frequentemente usada pela defesa do engenheiro Carlos Rocha e por seus apoiadores, mas ela não é formalmente reconhecida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Oficialmente, o projeto de engenharia, o hardware e o software do equipamento pertencem à Justiça Eleitoral brasileira. Atuação técnica e disputa pela patente • Desenvolvimento inicial: Carlos Rocha é engenheiro eletrônico formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Em 1995, ele dirigia a empresa Omnitech, subcontratada pela multinacional Unisys (vencedora da licitação do TSE) para atuar no desenvolvimento e montagem física da primeira versão da urna eletrônica utilizada nas eleições de 1996. Briga judicial: Em 2002, o engenheiro iniciou uma disputa judicial contra o TSE reivindicando a autoria do invento, alegando possuir o registro do projeto industrial do equipamento. O TSE rebate, reforçando que o projeto e os requisitos técnicos fundamentais foram criados por uma comissão técnica de especialistas da própria Justiça Eleitoral. Instituto Voto Legal e condenação criminal • O relatório de 2022: Como presidente do Instituto Voto Legal (IVL), Carlos Rocha foi contratado pelo Partido Liberal (PL) para auditar as eleições presidenciais de 2022. O instituto produziu um relatório que apontava supostas anomalias no funcionamento de modelos antigos de urnas eletrônicas. • Ação do STF: O relatório foi classificado pelo Judiciário como fraudulento e de cunho golpista, destinado unicamente a desacreditar o sistema eleitoral. No final de 2025, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) o condenou a 7 anos e 6 meses de prisão pelos crimes de organização criminosa armada e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Carlos Rocha passou a ser considerado foragido pela Polícia Federal após não ser localizado para cumprir as ordens restritivas. FONTES: https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/656336/noticia.html?sequence=1&isAllowed=y https://www.cnnbrasil.com.br/politica/engenheiro-que-reivindicou-patente-da-urna-eletronica-esta-entre-indiciados-da-pf/
DOIS MINUTOS com o PRÉVIDI
- Até mesmo o nosso presidente idiota é contra o Neymar, porque o craque não é petista. Aí toda a petezada é contra a Seleção e o Neymar. Então tá. Agora, sou o maior torcedor da Seleção e do Neymar. E aposto que Neymar vai fazer o gol do hexa!!!!
PORTO ALEGRE é assim!
- CONFEITARIA ROCCO (parte 1)
RECREIO
- ASSISTA:
- AGORA, CONCLUA:
OLIMPO a morada das deusas do século 21
VERANICO
PIADINHA sem nome feio, sem política e sem futebol
JJOÃO PAULO DA FONTOURA é de Taquari-RS. É escritor e historiador diletante, membro da ALIVAT – Academia Literária do Vale do Taquari, titular da cadeira nº 26. Autor do livro biográfico "Costa e Silva", edição 2025
- Guerra dos Canudos -
Os Sertões
"Os Sertões representou o mea culpa da geração de Euclides que, como membro da consciência letrada do país, não compreendera aquele Brasil profundo ..."
Este é um outro tema histórico nos solicitado por um dileto leitor deste Blog, tema este qual, sinceramente, deixa-nos (ou ao menos a mim) uma sempre grande dúvida: o que foi foi mais importante, a guerra em si, ou a sua descrição feita magnificamente pelo jornalista e escritor Euclides da Cunha, em seu livro Os Sertões, de 1902?
Esta obra maior do grande autor traz uma enorme dificuldade aos críticos literários brasileiros quando tentam classificá-la a partir dos cânones tradicionais: é um livro-reportagem? Sim, ele o é, mas é muito mais. Então é um livro pré-modernismo? Ou seria então um clássico ensaio histórico e sociológico de um evento da aurora da nossa república, ainda imberbe, ainda imatura, que confundia um evento social, localizado, com ‘sebastianismo puro’? Pode ser, mas certamente é ainda mais.
Então, caro amigo leitor, usemos a senda dos imprecisos: é um escrito inclassificável, uma mistura esparsa de ótima literatura com o uso abundante e rico (que eu adorei) de figuras de linguagem como, por exemplo, o pleonasmo ‘sol quente’; mais outras, como: ‘(...) o andar sem firmeza, sem aprumo, quase gingante e sinuoso, aparenta a translação de membros desarticulados...’. Das suas frases, lindas, sintéticas, a que mais me marcou é ‘o sertanejo é antes de tudo um forte!’
Não vou aqui fazer uma análise crítica da obra em si, pois li Os Sertões há bem mais de 40 anos, então me faltaria elementos para fazê-lo, e teria que o reler adrede.
Mas aviso aos amigos, ler Os Sertões é ler algo profundo, extenso, o leitor tem que estar preparado para uma imersão louca (o livro da Companhia das Letras dá em torno de 550 páginas). Esqueçam por completo a rapidez, a fluidez, e a inocuidade do Tic-Toc!
Os Sertões é porrada!
O que lembro, e bem, é que o livro contém uma divisão em três partes: A Terra, O Homem e A Luta.
Em A Terra, ele extravasa seu conhecimento técnico de engenheiro e descreve a geografia, a topologia da região, a vegetação do local, etc.;
Em O Homem, Euclides da Cunha descreve o sertanejo como uma figura marcada por fortes contrastes, forjada pela miséria e pela aridez da caatinga. A visão (do autor) é profundamente ambivalente, misturando o fascínio pela resistência física com o preconceito das teorias científicas e raciais da sua época; daí vem a frase, (...) antes de tudo, um forte;
Em A Luta, ele descreve a guerra de Canudos não apenas como um conflito militar, mas como um violento choque cultural e geográfico. Ele retrata os jagunços como sertanejos resistentes, perfeitamente adaptados ao meio, e o Exército como uma força despreparada, lutando tanto contra os rebeldes quanto contra a hostilidade da caatinga.
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Caro leitor, vou abaixo colocar uma pequena bio do Euclides da Cunhas, e depois, em rápidas palavras, descrever a guerra em si.
Euclides da Cunha,
Escritor, jornalista e professor, autor de uma das maiores obras da literatura brasileira, Os Sertões, Euclides Rodrigues Pimenta da Cunha nasceu em Cantagalo, no Rio de Janeiro, no dia 20 de janeiro de 1866, filho de Manuel Rodrigues da Cunha Pimenta e Eudósia Alves Moreira da Cunha.
A partir de 3 anos, viveu entre fazendas na Bahia e o Rio de Janeiro, com tias que o criaram depois que ficou órfão de mãe.
Devido à morte precoce de sua mãe e às constantes mudanças de seus tios e avós na infância, Euclides da Cunha estudou em diversas instituições.
Ele passou pelo Colégio Caldeira, de Cantagalo, Rio de Janeiro, e pelo Colégio Ribeiro, na Bahia. Também frequentou colégios como o Anglo-Americano e o Vitório da Costa, ambos no Rio.
Concluiu seus estudos secundários e preparatórios no tradicional Externato Aquino, onde foi aluno do célebre professor e militar Benjamin Constant.
Essa formação o preparou para ingressar no ensino superior na Escola em 1885, com 19 anos, na Escola Politécnica, mas, por falta de recursos, transferiu-se para a Escola Militar da Praia Vermelha.
(Nessa época, escrevia para a revista da escola ‘A Família Acadêmica’, artigos inflamados, nos quais defendia ideais republicanos.)
Em 1888, quando o seu batalhão era passado em revista pelo Ministro da Guerra do Império Tomás Coelho, saiu ‘fora de forma’ e jogou sua espada aos pés do ministro, gritando – bem alto – ‘viva à República’!
Em consequência da insubordinação, o jovem cadete foi desligado da carreira militar.
Já em São Paulo, onde passou a viver no interior, passou a colaborar assiduamente nas páginas do jornal ‘Província de São Paulo’, defendendo os ideais republicanos, que era a linha ideológica do jornal.
Proclamada a República em 1889, Euclides da Cunha voltou para o Rio de Janeiro e retornou ao Exército. Na Escola Superior de Guerra, fez os cursos de artilharia, de engenharia militar e bacharelou-se em Matemática e Ciências Físicas e Naturais. Nesse período, casou-se com Ana Sólon Ribeiro. Foi promovido a primeiro tenente e passou a lecionar na Escola Militar. Dedicou-se a escrever artigos sobre problemas políticos e sociais.
Desiludido com a República (basicamente em função das punições aos envolvidos na Revolta da Armada), nosso biografado desligou-se do Exército e dedicou a maior parte do seu tempo ao estudo dos problemas brasileiros.
Em agosto de 1897, foi convidado pelo jornal para ir à Bahia, onde presenciou os últimos momentos do conflito que serviu de matéria para sua obra prima, Os Sertões. Por este livro, foi eleito, em 21 de setembro de 1903, para a cadeira nº 7 da ABL.
Morreu relativamente jovem, assassinado, em 15 de agosto de 1909, com meros 43 anos, em função do escândalo pelo adultério de sua esposa, em consequência de sua permanente ausência familiar. Foi morto a tiros quando foi tirar satisfação do amante da esposa, o jovem oficial militar Dilermando de Assis. E o mais trágico ainda, foi que seu filho, anos depois, foi tirar satisfação do assassino e teve o mesmo fim de seu pai. (Esta história é bem conhecida, pois foi minissérie da Globo , com o nome Desejo, de 1990).
Os restos mortais de Euclides da Cunha repousam no Mausoléu do Recanto Euclidiano, localizado na cidade de São José do Rio Pardo, São Paulo.
Apenas como curiosidade, há uma cidade na Bahia com o nome Euclides da Cunha, justa homenagem do povo baiano ao grande e imortal escritor.
-
A Guerra,
Essa guerra se insere no contexto de três guerras ocorridas logo após a Proclamação da República em 1889, ou seja: a Revolução Federalista (1893-1895), a Guerra de Canudos (1896-1897), e a Guerra do Contestado (1912-1916).
Mesmo que em Canudos tenha havido mais de 25 mil mortos (entre os quais cinco mil soldados), contra 10 mil da nossa Revolução Federalista, do ponto de vista de importância histórica, a ‘nossa’ foi muito superior, durou bem mais, e colocou a imberbe República em real perigo de queda.
(A queda de Canudos foi muito mais um genocídio que uma luta justa. Na quarta arremetida do Exército, a população do arraial foi praticamente dizimada em virtude dos tiros de canhão, da fome, de doenças e de execuções sumárias cometidas pelas tropas republicanas.)
Esta guerra é aquilo que classicamente podemos chamar ‘a guerra dos mal-entendidos’.
A história de que foi uma guerra contra a novel república é uma bobagem singular. Mas, sinceramente, não acho que houve ‘mal entendidos’, e sim que foi algo premeditado, intencional, interesseiro.
Os ‘coronéis’ locais, que representavam a elite agrária da região, na defesa dos seus interesses, usando o mote da ‘defesa da República que estava sendo vilipendiada por Antônio Conselheiro e seu séquito de (fanáticos) seguidores’, clamou para que o exército de Prudente de Morais, dando seguimento às ações do Marechal de Ferro Floriano Peixoto, reprimisse o movimento a ferro e fogo. E isso foi feito, mesmo que a custo de muitas mortes e de quatro expedições.
-
Finalizo dizendo que essa guerra ao menos uma coisa fez de bem à humanidade: acabou com a vida do coronel Antônio Moreira César, cruél responsável pela brutal repressão (mais de 150 federalistas mortos sumariamente por fuzilamento entre abril e julho de 1894) ao vencidos maragatos no Forte da Fortaleza de Santa Cruz, em Santa Catarina, quando da retomada da ilha pelo Republicanos na Guerra Federalista de 1893.
O tirano morreu atingido por um tiro no abdômen, durante a fracassada 3ª expedição militar, em março de 1897.
Conheci o jornalista Eugenio Esber na Comunicação da Assembleia Legislativa RS. Trabalhamos lá no mesmo período - se não me engano, nos anos 1990. O que me chamava a atenção era a seriedade com que editava uma coluna diária dos discursos parlamentares. Os espaços de cada bancada eram definidos pelo número de deputados. Imagine os malabarismos matemáticos!
Aí acompanhei de longe a carreita vitoriosa do EUGENIO CARLOS na revista Amanhã. Só acumulou vitórias, até que se consagrou como o melhor colunista de jornal do Estado, escrevendo todas as sextas na Zero Hora.
A última coluna do EE no Zero Hora é um primor:
"A seita do voto sem rastro"
Quando a contagem de votos no Peru mostrou Keiko Fujimori à frente de Roberto Sánchez por míseros 561 votos (50,002% ante 49,998%), um pensamento perturbador passou pela cabeça dos brasileiros: e se algo assim acontecer no segundo turno de nossa eleição presidencial?
O desconforto é mais do que justificado. No Peru, é possível fazer a recontagem manual das cédulas, um recurso fundamental no caso de um pleito decidido por um punhado de votos. Já o Brasil adota um sistema puramente eletrônico de votação, modelo que o mundo inteiro rejeita por estabelecer uma cortina de ferro que impede a necessária transparência do processo de apuração. O eleitor aperta uma tecla e confia. Seu voto, no mundo físico, não existirá, e, portanto, não poderá ser recontado, em caso de necessidade. Não de um jeito que o povo entenda e possa acompanhar.
Na Alemanha, o Tribunal Constitucional vetou a adoção de um sistema idêntico ao do Brasil. A razão se chama “Offentlichkeitsgrundsatz” – o princípio de que todas as fases de uma disputa eleitoral devem estar sujeitas à verificação pública, de tal modo que o cidadão comum, que não tenha conhecimento de tecnologia, possa entender por que o candidato dele ganhou e, principalmente, por que perdeu. Tudo aberto, às claras, de forma legítima.
Até recentemente, o opaco sistema eleitoral brasileiro tinha a companhia de dois países. Butão e Bangladesh formavam com o Brasil o BBB das maquininhas que não oferecem um comprovante impresso do voto para conferência do eleitor. Agora, o trio se desfez. No ano passado, Bangladesh decidiu cair fora do sistema, diante da torrente de críticas e suspeitas sobre as “Electronic Voting Machines”.
Vários países flertaram com o modelo brasileiro – México, Paraguai, Namíbia, Equador, Costa Rica – mas prevaleceu o imperativo da transparência e segurança do processo em que o voto, mesmo eletrônico, deixa um rastro em papel, a bem da verificabilidade pública.
No Brasil do regime STF-PT, ainda reina a seita que impõe o voto sem rastro, e cala a boca de quem, como o mundo inteiro, exerce o direito de questionar. Alexandre de Moraes, o homem de R$ 129 milhões, pediu e obteve a condenação, pelo STF, de um dos pais da urna eletrônica brasileira, o respeitado engenheiro Carlos Rocha, presidente do Instituto Voto Legal. O crime de Rocha? Apontar anomalias no funcionamento da maioria das urnas eletrônicas usadas pelo TSE no segundo turno da eleição de 2022. Acredite se quiser: ele pegou pena de 7 anos e meio de prisão por “tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito” e “organização criminosa armada”.
Moraes pediu ao Reino Unido a extradição de Rocha. Não vai levar. O mundo já sabe quem é e como age o carrasco da liberdade de expressão no Brasil.
SEGURA ESSA quem se trumbica não comunica
=
- RECEBI isso aí acima de uma amiga e não intindi. O que será um repórter massivo? Vou direto no Gogle: "Esse profissional trabalha no ritmo de breaking news (notícias de última hora), com foco em produção ágil e multiplataforma (internet, rádio, vídeo e redes sociais). A expressão é muito usada em grandes redações, como no Grupo RBS (no Rio Grande do Sul), para definir o jornalista que produz conteúdo diário, traduzindo tendências e assuntos do momento em informação acessível e de rápida absorção para o grande público." Ou seja, é o conhecido "courinho de piça", aquele que faz tudo numa redação "muderna", vai pra lá e vem pra cá, e ganha uma mixaria. Nos passaralhos é sempre o cabeça de lista.
- NOS TEMPOS em que existia um jornalismo mais honesto por parte dos patrões, o jornalista quando era chamado para atuar por outro veículo do mesmo grupo recebia uma boa grana extra, além do seu salário.
- HOJE, o tal jornalista muderno faz jornal, rádio, TV e internet e ganha uma mixaria. Claro que quando surge uma oportunidade de ocupar uma assessoria de imprensa o coleguinha não pensa duas vezes. É o caso recente do repórter da RBSTV, Jeferson Ageitos, que já está no MP, depois de 7 anos na emissora. Advinha qual o salário do cara?
- ALGUÉM AINDA TEM PENA DO FARID?
- O HELP DO JOÃO GARCIA
Em 2023, em um dos momentos mais difíceis da minha vida, recebi uma corrente de apoio que jamais vou esquecer. Muitas pessoas contribuíram, compartilharam minha história e me ajudaram a enfrentar uma longa recuperação com mais dignidade. Graças a Deus e à ajuda de vocês, consegui seguir em frente.
Hoje, infelizmente, me vejo diante de mais um grande desafio.
No último mês fui diagnosticado com uma grave doença vascular, chamada aterosclerose, que comprometeu a circulação das minhas pernas. Mesmo com todos os esforços da equipe médica, precisei passar por duas amputações nos dedos do pé para impedir o avanço da infecção.
Também realizei um cateterismo e recebi dois stents para restabelecer a circulação sanguínea.
Agora estou voltando para casa para iniciar mais uma etapa da recuperação. Porém, minhas limitações aumentaram e os custos com cuidados, medicamentos, fraldas, curativos, fisioterapia, alimentação adequada e adaptações em casa também cresceram. Por isso, com humildade, venho novamente pedir ajuda. Se você contribuiu comigo em 2023, saiba que sua ajuda fez toda a diferença e sou eternamente grato. Se puder me ajudar mais uma vez, ficarei muito agradecido. E se está conhecendo minha história agora, qualquer contribuição ou compartilhamento será muito importante.
Cada valor faz diferença.
Cada compartilhamento ajuda a alcançar mais pessoas.
Cada oração também é uma forma de apoio.
Obrigado por continuarem caminhando comigo nessa luta.
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O QUE FAZ o RS crescer
- DUDU MILK VOLTOU A BANCAR "EVENTOS"COM GRANA FARTA!
Depois de algaumas semanas sem "patrocínios robustos",o Governo Dudu Milk, através da Scretaria de Comunicação abriu os cofres do povo gaúchopara mais um evento que deverá salvaro Rio Grande!!
SÚMULA DE INEXIGIBILIDADE DE LICITAÇÃO
O ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, por intermédio da SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO, em cumprimento do disposto noartigo 72, parágrafo único, da Lei federal n.º 14.133/21, e no artigo 3º, §1º, do Decreto estadual nº 57.034/23, torna pública a INEXIGIBILIDADE DE LICITAÇÃO para a concessão de patrocínio à
ICLEI A MÉRICA DO SUL, CNPJ nº 03.898.408/0001-10,representada por Rodrigo de Oliveira Perpétuo, inscrito no CPF sob o nº 003.744.806-48, nos termos do artigo 74, caput, da Lei federal nº 14.133/21, e do artigo 7º, caput, do Decreto estadual n.º 57.034/23, para realização do evento
“Congresso Internacionalde Proteção e Defesa Civil – CIPDC - 2026”,
que ocorrerá entre os dias 23 e 25 de junho de 2026, no montante estimado de R$ 400.000,00 (quatrocentos mil reais)
e tendo o início de sua vigência na data da publicação no Diário Oficial do Estado, conforme consta no Processo Administrativo n.º 26/0811-0000713-7.
DE TUDO muito
- PELA PRIMEIRA VEZ leio num jornal, o ZH, a escolha de um pré-suplente de uma pré-candidatura a senador. Acreditem, é isso mesmo. O ex-deputado federal (alguém lembra?) Henrique Fontana di Trevi é o "indicado".
- COISAS DA TV
- COISAS DE LADRÃO: OLHA SÓ O QUE O BANDIDO QUER
- O PETISMO NÃO SURPREENDE MAIS
DOIS MINUTOS com o PRÉVIDI
- Até mesmoo nosso presidente idiota é contra o Neymar, porque o craque não é petista. Aí toda a petezada é contra a Seleção e o Neymar. Então tá. Agora, sou o maior torcedor da Seleção e do Neymar. E aposto que Neymar vai fazer o gol do hexa!!!!
PORTO ALEGRE é assim!
- ACERVOS INÉDITOS
A Cinemateca Capitólio (rua Demétrio Ribeiro, 1085 – Centro Histórico) encerrou a Campanha de Prospecção de Filmes, realizada entre 12 de maio e 12 de junho de 2026, com resultado acima das expectativas. A iniciativa, promovida pelo Centro de Documentação e Memória da instituição, resultou na doação de centenas de filmes em diferentes formatos, registros históricos que vão das décadas de 1920 às primeiras décadas do século 21, além de materiais inéditos sobre o folclore e a cultura gaúcha. A campanha recebeu a doação de um conjunto expressivo e historicamente valioso de materiais fílmicos — filmes em 8mm, super 8, 16mm e 35mm, além de registros em VHS —, reunindo décadas de memória audiovisual do Rio Grande do Sul e do Brasil.
Entre os materiais recebidos destacam-se acervos de rara relevância etnográfica e histórica, filmes premiados em festivais nacionais, produções em 35mm e registros que remontam ao início do século 20. A campanha confirmou o que a Cinemateca já suspeitava: havia, espalhados por armários, porões e gavetas das famílias gaúchas, tesouros audiovisuais à beira do esquecimento definitivo.
Além dos acervos individuais, a campanha resultou no recebimento de centenas de DVDs com filmes gaúchos, nacionais e estrangeiros, ampliando de forma significativa o catálogo da Cinemateca Capitólio.
A secretária municipal da Cultura, Liliana Cardoso Duarte, destacou a importância da preservação audiovisual. “Os materiais recebidos compõem um panorama singular da memória visual do Rio Grande do Sul e do Brasil. Das imagens folclóricas das décadas de 1970 e 1980 de Carlos Galvão Krebs aos registros familiares em VHS do Acervo Paulo Costa; dos rolos em 16mm dos anos 1920 do Acervo Myrian do Nascimento Borba aos filmes premiados de Eduardo Tessler — cada doação carrega em si uma narrativa insubstituível”, disse Liliana.
A coordenadora de Cinema e Audiovisual da SMC, Daniela Mazzilli, agradeceu as doações. “A Cinemateca Capitólio agradece profundamente a todos os doadores pela confiança depositada na instituição e reafirma seu compromisso com a preservação, catalogação e futura disponibilização desses materiais para pesquisadores, educadores e o público em geral”, destacou a gestora.
Acervos e doações recebidas:
Carlos Galvão Krebs — 77 filmes em super 8 sonoro
Doado por Cristina Osório Krebs, este acervo reúne 77 filmes em super 8 sonoro produzidos por Carlos Galvão Krebs nas décadas de 1970 e 1980. As imagens percorrem o Rio Grande do Sul, a Bahia e outros estados brasileiros, além de Portugal e Espanha, com especial atenção ao folclore e à cultura popular em suas múltiplas manifestações.
Entre os temas documentados estão:
- Cuias de chimarrão; voo de planador em Osório; o Kerb de Taquara;
- Prataria gaúcha em Cachoeirinha; imagens de Porto Alegre; touros e galos em Lagoa Vermelha;
- Trajes gaúchos; Festival de Pandorgas em Santana do Livramento; XXII Semana do Folclore;
- Cutelaria gaúcha em Iraí; Escola e Folclore em Viamão; Oktoberfest; Terno de Reis em Porto Alegre;
- Tecelagem folclórica em Osório; Estância de Santa Fé em São Gabriel; A erva-mate;
- Artesanato da bota em Passo Fundo; pesca artesanal em Torres; Campeonato da Canção Nativa em Campo Bom;
- Os carreteiros do Extremo Sul em São Gabriel; Tesouros e Subterrâneos Jesuíticos nas Missões;
- Rodeio de Vacaria; O Truco em Porto Alegre; Tradições Italianas no RS; Lapidação de Pedras em Iraí;
- Artesanato regional em Torres; Bumba Meu Boi em São Luís do Maranhão; Boi de Mamão em Sombrio (SC);
- Churrasco gaúcho na Bahia; A pesca no Espírito Santo; O gado no Mato Grosso e no Pantanal;
- A pesca do camarão em Florianópolis; Danças folclóricas de São Paulo; Pesca na Guanabara (RJ), entre outros.
Trata-se de um dos acervos mais completos já recebidos pela Cinemateca sobre a cultura popular gaúcha e brasileira, com especial valor para pesquisadores de folclore, etnografia e história regional.
Paulo Costa — 73 latas de filmes e 31 fitas VHS
Doado por Virginia Costa, este acervo abrange décadas de 1950 a 1990 e reúne 73 latas de filmes em 8mm e super 8, além de 31 fitas VHS e VHS-C. O material contém registros familiares — aniversários, natais, churrascos — ao lado de eventos esportivos, com destaque para partidas de tênis e futebol. Um retrato íntimo e afetivo da vida cotidiana gaúcha ao longo de quatro décadas.
Myrian do Nascimento Borba — 62 rolos em 16mm (décadas de 1920 a 1950)
Apresentado por Gina Donnell, acervo da Família Borba, este acervo de 62 rolos em 16mm é um dos mais antigos recebidos na campanha, cobrindo o período de 1920 a 1950. As imagens incluem registros de Mariscala (cidade uruguaia), Porto Alegre, carros de época, desfile de cavalos no Taim, a Praça do Rio Grande, banhistas no Cassino, Rio Grande — Praça Telles, Getúlio Vargas em 1930, desfile de cavalos em Passo Novo, Rio de Janeiro em 1931, Porto Alegre — Belém Velho, o Cassino nos anos 1920, e a cidade de Montevidéu, entre outros.
O acervo apresenta danos significativos e está em fase de avaliação técnica para verificar a viabilidade de preservação das imagens. A Cinemateca já iniciou os procedimentos de análise e identificação do material.
Omar Barros — Curta-metragem em 35mm e materiais da V Mostra Internacional de Cinema
Omar Barros doou o curta-metragem Viva a Morte em 35mm, além do roteiro do filme Adyós General, catálogos e relatórios de imprensa da V Mostra Internacional de Cinema de 1987. A presença de material em 35mm confere especial relevância histórica a esta doação.
Eduardo Tessler — Filmes vencedores no Festival de Gramado 1986
Eduardo Tessler doou dois filmes em super 8 premiados no Festival de Gramado em 1986: Lar Desfeito (1985) e Sem Perdão (1985). Os filmes integram a memória do cinema gaúcho independente e do importante palco que o Festival de Gramado representou para a produção regional nas décadas de 1980.
Douglas Ostruca — Espetáculo remasterizado em vídeo
Douglas Ostruca doou o registro em vídeo do espetáculo Mulheres do Pau Brasil (ou Quando Eles Viram Elas), inspirado no teatro de revista. O material conta com remasterização e legendagem, garantindo condições adequadas de preservação e acesso.
Sissi Betina Venturin — Curta-metragem de 2026
Sissi Betina Venturin contribuiu com o curta-metragem Enquanto Falávamos de Borboletas (2026), incorporando ao acervo da Cinemateca uma produção recente que documenta o cinema gaúcho contemporâneo.
RECREIO
- DO JORNALISTA CLOVIS HEBERLE:
Fim de uma tarde de sábado, julho de 2003, em Paraty. Escolho uma mesa de calçada no tradicionalíssimo bar Coupê, no centro da cidade, e peço uma pinga da terra. Antes de beber o primeiro gole, ouço o som de um piano e uma voz conhecida, vindos da praça em frente. Parecia Guilherme Arantes.
Levantei para conferir e vi Guilherme, num pequeno palco, cantando acompanhado apenas de seu teclado. Me juntei aos turistas e moradores para assistir, de surpresa e de graça, a um show lindo, emocionante.
Confesso que nunca havia prestado muita atenção na obra do compositor, cantor e instrumentista, autor, entre outros sucessos, de Meu Mundo e Nada Mais ( seu primeiro sucesso), Lindo Balão Azul ( do programa Balão Mágico, da Rede Globo) e Aprendendo a Jogar (imortalizado por Ellis Regina). Compôs os temas de várias novelas da Globo, o que para alguns críticos com viés político, diminuiu o seu valor.
Mas desde então me convenci que só por duas músicas - Planeta Água e Amanhã -, Guilherme Arantes merece estar entre os melhores músicos brasileiros. Fiquei fã.
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OLIMPO a morada das deusas do século 21
CANSADA
PIADINHA sem nome feio, sem política e sem futebol