Terça, 30, e Quarta, 1º de julho de 2026

 

Agora em e-book (Kindle - Amazon)

Alfredo Octávio: o maior jornalista do Brasil

Livro Alfredo Octávio

SEGUINTE:

- O AMOR E GILMAR  MENDES

- TEXTO DO MARCELO MADUREIRA

Se tem um negócio que eu não entendo é o amor. O amor é um sentimento sublime porém inexplicável, misterioso e cheio de veredas insondáveis. Entendo, por exemplo, o amor de Virginia Fonseca pelo Vini Jr. Vini, pode não ser exatamente um Apolo, mas é um craque da bola, é jovem, saudável, viril, charmoso, rico e tem um torso apolíneo capaz de enlouquecer até o padre Fábio de Mello. Até aqui tudo bem.
Agora, me aparece o ministro Gilmarginal MenTes de mãos dadas com uma namorada nova em folha (de São Paulo). Gilmar Mentes tem uma namorada! Existe alguém no Universo (em desencanto) capaz de chamar o Gilmarginal de “meu bem” ou “meu docinho”! É inacreditável! Como alguém nesse mundo pode acreditar que Gilmarginal é um “bem”, um “docinho”? São os caprichos do Amor! As tramas de Cupido! As emboscadas do Eros insaciável!
Gilmarginal ama a "moça” e Ivo viu a uva. O que me surpreende é que Gilmar Mentes sempre foi apaixonado por si mesmo e, o que é pior, sempre foi correspondido. Mas agora sabemos que existe alguém que chama Gilmarginal de “meu amor “ (fora o Alexandre de Imoraes e o Fodias PTofolli). Existe alguém no Brasil que ama Gilmar Mentes! E isso me comove e me sufoca de esperança. 
O que essa criatura viu no ministro é o que me intriga. Conflito de interesses é que não é! 
Gilmar é um cara pobre, de origem humilde. Miserável, aliás, mais miserável do que pobre. Mal e mal sobrevive com os vencimentos pífios de ministro decano do STF. No miserê, arrasta sua toga esfarrapada pelos corredores do tribunal cheia de penduricalhos. Vive de favores, dos amigos generosos e compadecidos com a sua situação mas, ínclito e incorruptível, é incapaz de trocar uma sentença por uma côdea de pão velho ou uma gamela de sopa fria, sobra do jantar. 
Só pode ser o sexo. Se Gilmarginal fo@#$%ˆ*&der com a namorada como fo$#@%de com a Justiça (que é cega), não tem pra ninguém. Não precisa de garrafada nem de "tadala”. Ele deve ser um sátiro na alcova e nu, totalmente pelado, sem a toga, deve ser irresistível, não tem mulher que resista a um Gilmarginal Mentes desnudo e ensandecido por uma noite de troca de fluidos corporais. 
Só tem um problema: Gilmarginal Mentes tem cara de sapo e, por mais que a namorada o beije, ele não vai virar um príncipe. Afinal, ele é republicano.


SEGURA ESSA
quem se trumbica não comunica

- DOBRADINHA ELEITA: Gugu Streit concorre a deputado federal e, ressurgindo das cinzas, Sérgio Zambiasi quer ser de novo deputado estadual.

- O MELHOR!


especial
- O DUETO QUE O 
TEMPO NÃO GRAVOU

Texto do jornalista Raul Ferreira:


Existem momentos da televisão que ficam registrados em fitas, arquivos digitais ou fotografias. Outros sobrevivem apenas na memória de quem teve o privilégio de estar presente. E, curiosamente, são justamente esses que costumam durar mais.
No começo dos anos 1990 eu dirigia o Sete no Ar, na TVE-RS. O programa começava às dez da noite e frequentemente avançava madrugada adentro. Era um projeto ousado para a época. Quebrava protocolos estéticos, misturava jornalismo, entrevistas e música, e apostava na diversidade de apresentadores. Eram três por dia, quinze por semana, uma experiência pouco comum na televisão brasileira.
Na estreia, conseguimos uma entrevista com o inesquecível Ulysses Guimarães. Era o tipo de conquista que mostrava a ambição do programa. Mas o que mais me marcou não aconteceu na política nem no jornalismo. Aconteceu na música, numa daquelas noites em que o acaso resolve escrever o roteiro.
A responsável pela área musical era minha amiga Marion Bossemeyer, profissional talentosa que usava seus contatos musicais, desde os tempos do SBT no programa do Silvio Santos agora para a emissora do estado do RS. Os dias eram divididos por estilos: samba, música clássica, regional gaúcha, internacional e MPB. Tudo organizado, tudo planejado.
Ou quase tudo.
Em uma semana de dificuldades para encontrar convidados, vimos uma pequena nota de jornal sobre um grupo de Porto Alegre que fazia apresentações em cruzeiros marítimos. Chamava-se Família Lima. Foram convidados para o programa. Chegaram cedo, carregando instrumentos modernos e uma enorme disposição para mostrar seu trabalho. Fizeram passagem de som, ajustaram equipamentos e se prepararam para mais uma apresentação.
Então surgiu uma oportunidade inesperada: entrevistar ninguém menos que Elza Soares.
Fui recebê-la na entrada da emissora. Gentil e direta, comentou que estava sofrendo com uma forte dor de cabeça, mas que cumpriria o compromisso. Durante a conversa lembrou de uma visita antiga ao prédio, nos tempos da TV Piratini, quando esteve ali ao lado de Garrincha, o Mané, após a Copa do Mundo de 1962.
A entrevista foi acontecendo e Elza foi se soltando. Para aquecer o clima, abri espaço para participações dos telespectadores. Em poucos minutos o carinho do público gaúcho tomou conta do estúdio. A cantora, acostumada aos palcos do mundo inteiro, parecia emocionada com a recepção.
Quando encerramos o bloco, acompanhei-a da bancada até o estúdio de música. Foi então que ela percebeu a movimentação dos jovens músicos.
— Quem são eles? — perguntou.
Expliquei rapidamente.
Ela observou por alguns segundos e respondeu com naturalidade:
— Então vamos cantar juntos.
E foi assim, sem ensaio, sem planejamento e sem qualquer estratégia de produção, que aconteceu o improvável.
A voz rouca e poderosa de Elza Soares encontrou os violinos, teclados e a energia da Família Lima. Uma artista consagrada dividindo espaço com um grupo que dava seus primeiros passos na televisão. O entendimento foi instantâneo. Parecia que ensaiavam juntos havia anos.
Durante cerca de vinte minutos, o tempo parou.
Quem estava no estúdio percebeu que assistia a algo raro: um encontro que não poderia ser repetido da mesma forma. Música é isso às vezes. Um momento único que nasce, brilha e desaparece.
O programa terminou. A vida seguiu. A Família Lima conquistou o Brasil. Elza continuou sendo uma das maiores vozes da nossa história.
E aquele show improvisado? Não ficou gravado.
Mas algumas apresentações não precisam de arquivo para sobreviver. Elas encontram abrigo na memória.
Por isso, tantos anos depois, ainda consigo vê-los na espetacular “jam session” , naquele estúdio.
E por isso também faço questão de agradecer à pessoa que ajudou a tornar aquela noite possível:
Obrigado, Marion Bossemeyer. Afinal, há encontros que a televisão não registra, mas a vida jamais apaga.

- O HELP DO JOÃO GARCIA


Em 2023, em um dos momentos mais difíceis da minha vida, recebi uma corrente de apoio que jamais vou esquecer. Muitas pessoas contribuíram, compartilharam minha história e me ajudaram a enfrentar uma longa recuperação com mais dignidade. Graças a Deus e à ajuda de vocês, consegui seguir em frente.
Hoje, infelizmente, me vejo diante de mais um grande desafio.
No último mês fui diagnosticado com uma grave doença vascular, chamada aterosclerose, que comprometeu a circulação das minhas pernas. Mesmo com todos os esforços da equipe médica, precisei passar por duas amputações nos dedos do pé para impedir o avanço da infecção.
Também realizei um cateterismo e recebi dois stents para restabelecer a circulação sanguínea.
Agora estou voltando para casa para iniciar mais uma etapa da recuperação. Porém, minhas limitações aumentaram e os custos com cuidados, medicamentos, fraldas, curativos, fisioterapia, alimentação adequada e adaptações em casa também cresceram. Por isso, com humildade, venho novamente pedir ajuda. Se você contribuiu comigo em 2023, saiba que sua ajuda fez toda a diferença e sou eternamente grato. Se puder me ajudar mais uma vez, ficarei muito agradecido. E se está conhecendo minha história agora, qualquer contribuição ou compartilhamento será muito importante.
Cada valor faz diferença.
Cada compartilhamento ajuda a alcançar mais pessoas.
Cada oração também é uma forma de apoio.
Obrigado por continuarem caminhando comigo nessa luta.
Link da vakinha na bio
Dados para contribuição 
Banco ITAÚ 
Agência 4269
Conta Corrente: 48389-9
PIX CPF - 202.436.690-20


O QUE FAZ
o RS crescer

DUDU MILK ABRE O COFRE
PRA GAUCHADA DA SERRA!

Partes:  Estado  do  Rio  Grande  do  Sul,  por  meio  da  Secretaria  de  Estado  da  Cultura,  e  município  de  Caxias  do  Sul. 
OBJETO: execução  do  projeto  "PROGRAMA  DE  APOIO  A  TORNEIOS  DE  LAÇO,  FESTAS  CAMPEIRAS  E  RODEIOS  EM  CAXIAS  DO SUL".
Valor  do  repasse:  R$  100.000,00  (cem  mil  reais).
Vigência:12  (doze)  meses.  Unidade  Orçamentária:  11.01,
Recurso:  0001,Projeto/Atividade:  1062,  Natureza  da  Despesa:  3.3.40.41.  Fundamento  Legal:  Lei  nº  14.133/2021,  Lei  Complementar  nº  101/2000,Lei de Diretrizes Orçamentárias e na Instrução Normativa CAGE nº 04, de 16 de outubro de 2024


Partes: Estado do Rio Grande do Sul, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, e município de Nova Prata.
OBJETO: execução do projeto "6º Festival de Música de Nova Prata". 
Valor  do  repasse:  R$  100.000,00  (cem  mil  reais). 
Vigência:  12  (doze)  meses.Unidade Orçamentária: 11.01, Recurso: 0001, Projeto/Atividade: 1062, Natureza da Despesa: 3.3.40.41. Fundamento Legal: Lei nº14.133/2021,  Lei  Complementar  nº  101/2000,  Lei  de  Diretrizes  Orçamentárias  e  na  Instrução  Normativa  CAGE  nº  04,  de  16  deoutubro de 2024.


Partes: Estado do Rio Grande do Sul, por intermédio da Secretaria de Estado da Cultura e Movimento Tradiciolista Gaúcho. CNPJnº  87.923.587/0001-99. 
Objeto:  realização  do  projeto  “Fomento  à  realização  de  eventos  do  Movimento  Tradicionalista  Gaúcho  -2026". 
Valor:  R$  200.000,00  (duzentos  mil  reais). 
Vigência:  18  (dezoito)  meses. 
Recurso  Financeiro:  Atividade/Projeto:  1062Natureza  da  Despesa:  3.3.50.43.  Recurso:  0001  -  Unidade  Orçamentária:  11.01.  Fundamento  Legal: Art.  31,  Lei  13.019/2014, Art.28, II do Decreto Estadual nº 53.175/2016, bem como Art. 22, II, da Instrução Normativa n.º 05/2016 CAGE.


DE TUDO
muito

- E TEM GENTE QUE ACREDITA
NESTA PÚSTULA VIRULENTA!!


- TRILIONÁRIO

A chegada da empresa aeroespacial SpaceX à Bolsa de Valores alçou seu CEO, Elon Musk, à posição de homem mais rico da história recente. O marco considera o período iniciado no fim do século 19, com a consolidação da economia de mercado, época a partir da qual economistas conseguem traçar comparações financeiras padronizadas.
Logo após a oferta inicial de ações da SpaceX (IPO, na sigla em inglês), o patrimônio de Musk ultrapassou o patamar de US$ 1,2 trilhão (R$ 6,2 trilhões), fazendo dele o primeiro trilionário do mundo. A fortuna do fundador da SpaceX equivale a cerca de 3,1% do PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA, superando figuras históricas como o magnata do petróleo John D. Rockefeller e o industrial Andrew Carnegie, que vendeu sua siderúrgica ao banco J.P. Morgan por US$ 480 milhões (R$ 2,5 trilhões) —valor que hoje corrigido equivaleria a US$ 375 bilhões (R$ 1,9 trilhão).
A cifra de US$ 1 trilhão (R$ 5,2 trilhões) —o algarismo 1 seguido de 12 zeros— representa um volume de recursos que desafia a percepção humana. A Folha fez algumas comparações para tornar o número mais palpável.
A dificuldade humana para compreender grandes números foi objeto de estudo do psicólogo americano Paul Slovic, professor emérito da Universidade de Oregon. Segundo suas pesquisas, a partir de um certo limite, normalmente na casa dos milhares, o cérebro armazena os valores em um mesmo patamar de percepção. Contudo, as diferenças reais entre 1 bilhão e 1 trilhão são abissais.
Em uma linha reta na qual cada centímetro correspondesse a US$ 1 bilhão, uma pessoa comum estaria colada ao ponto zero. O apresentador Luciano Huck, com patrimônio estimado em R$ 1 bilhão, não passaria do primeiro centímetro, e o investidor Jorge Paulo Lemann, um dos homens mais ricos do Brasil, chegaria a menos de 20 centímetros. Já Elon Musk estaria na marca dos dez metros.
Outra comparação ilustra o abismo: se Jesus Cristo tivesse ganhado US$ 1 milhão por dia desde o seu nascimento, ainda teria hoje, 2.026 anos depois, cerca de US$ 260 bilhões a menos do que o dono da Tesla e da SpaceX.
No cenário nacional, toda a indústria da construção civil do Brasil levaria 17 anos de lançamentos para igualar o patrimônio de Musk, considerado o preço médio de um imóvel lançado no país em 2025 (R$ 645 mil). O país colocou 400 mil unidades no mercado naquele ano, mas seriam necessários 6,8 milhões de casas e apartamentos para atingir o valor.

ORIGEM DO PATRIMÔNIO
Musk, que já liderava o ranking de pessoas mais ricas do mundo, consolidou-se como o primeiro trilionário do planeta após uma nova rodada de negócios envolvendo a SpaceX, sua empresa de foguetes e inteligência artificial.
Depois do IPO, a companhia passou a ser avaliada pelo mercado em patamares que levaram o patrimônio líquido do empresário a US$ 1,2 trilhão. O cálculo também considera a participação de cerca de 20% do sul-africano na fabricante de carros elétricos Tesla, cujo valor de mercado orbita os US$ 1,4 trilhão.

PAPEL OU DINHEIRO NO BOLSO?
Embora a fortuna impressione, ela não significa dinheiro em espécie à disposição. A maioria da riqueza de Musk é contábil, baseada na flutuação das ações das empresas comandadas pelo empresário.
"Se Musk abandonasse o negócio, o que ele não fará, as ações da Tesla explodiriam como uma bateria de lítio incendiada", diz Eric Schiffer, gestor da Reputation Management Consultants. "É o mesmo que extirpar o cérebro e o coração e esperar que o paciente ainda funcione."
Para o economista e ex-ministro da Fazenda da Grécia Yanis Varoufakis, o valor das companhias de Musk está superestimado e remete à bolha das empresas de tecnologia ("pontocom") do final dos anos 1990. "É um cenário familiar para quem guarda as cicatrizes do que testemunhou há cerca de 25 anos, quando a arte das fusões corporativas por Wall Street enviou avaliações falsas para a estratosfera, antes do colapso", afirma.
Varoufakis alerta que os preços das ações frequentemente não refletem a performance real de uma companhia. A SpaceX, por exemplo, opera com forte dependência de aportes e expectativas futuras. Em termos de comparação, a Petrobras, que registrou receita robusta no ano passado, tem valor de mercado estimado em US$ 100 bilhões —o equivalente a menos de 10% da fortuna total calculada para Musk.
Para o economista grego, o mercado financeiro planeja grandes lançamentos e fusões para inflar comissões. "Os investidores fecham os olhos para a matemática fantasiosa não por acreditarem nela, mas por confiarem que o restante do mercado continuará alimentando a mesma ilusão coletiva."

DESIGUALDADE RECORDE
Os dados do ranking global de bilionários da Bloomberg expõem uma disparidade inédita. Segundo a organização de direitos humanos Oxfam, o patrimônio de Musk supera a riqueza acumulada pela metade mais pobre da população mundial, cerca de 4 bilhões de pessoas.
"Ascender ao status de trilionário coloca Musk em um novo patamar de oligarquia e marca um momento sombrio para a democracia", afirma Nabil Ahmed, diretor sênior de Justiça Econômica da Oxfam América. "Trata-se de uma fortuna impulsionada por uma era de políticas públicas regressivas, cujas decisões foram moldadas para ampliar a concentração de recursos."

DOIS MINUTOS
com o PRÉVIDI

- Até mesmo o nosso presidente idiota é contra o Neymar, porque o craque não é petista. Aí toda a petezada é contra a Seleção e o Neymar.
Então tá.
Agora, sou o maior torcedor da Seleção e do Neymar.
E aposto  que Neymar vai fazer o gol do hexa!!!!


PORTO ALEGRE
é assim!

- DO PREFITO SEBASTIÃO MELO:


EPIDEMIA DE FURTO DE FIOS

Infelizmente, começamos a semana com uma série de furtos de fios que prejudicaram a vida de todos. Consultas, distribuição de medicamentos, atendimento à população em situação de rua e outros serviços públicos foram impactados.
Mas não vamos desistir. Recentemente, aprofundamos esse debate em um seminário e seguimos trabalhando diariamente para proteger a infraestrutura da cidade, com ações firmes e integradas de prevenção e combate ao furto de fios.
Só há um caminho: combater os barões do crime.
É preciso enfrentar a receptação, responsabilizar quem compra material furtado, chegar aos grandes financiadores e garantir que todos respondam pelos danos causados à sociedade.
Esse é um desafio que exige o compromisso de todos.



RECREIO

- PRIMOR


OLIMPO
a morada das deusas do século 21

SORRISO LINDO


PIADINHA
sem nome feio, sem política e sem futebol



Segunda, 29 de junho de 2026

 

Agora em e-book (Kindle - Amazon)

Alfredo Octávio: o maior jornalista do Brasil

Livro Alfredo Octávio

SEGUINTE:

- PARA TEREM IDEIA, 
OPINIÕES DE LEITORES

Já faz alguns anos que um número incerto de leitores (ou não?) se dedicam a comentar os assuntos do dia. É um número impressionante, que me diverte, mas que me faz ler com calma, porque não quero mais processos.
No início escreviam para me criticar ou criticar algumas pessoas. Tudo bem, poderiam criticar a vontade, mas nada de anônimos.  Aí pararam  os comentários "ofensivos" - que não magoavam ninguém - e um grande número de pessoas esclarecidas decidiram escrever. Claro que uns continuavam me "ofendendo" e outros apelavam para a total bsixaria...
Com o tempo os comentários do Blog do Prévidi tornaram-se leitura obrigatória.
Só espero que não abandonem a leitura do Blog, que em 13 de agosto completa 23 anos!!

ALGUNS COMENTÁRIOS:

- A Juliana sequer foi para o segundo turno em POA. De onde está saindo esse desempenho nas pesquisas? É da parte pobre do Estado? Uma coisa é certa: do seu preparo intelectual não é.

- É engraçado que sempre próximo às eleições a patota diz que não é de esquerda, vai à missa, toma banho e diz que trabalha...

- Debates eleitorais chegando e novamente devem vir as perguntas triviais do tipo "candidato, qual a sua posição sobre o problema tal?" Sobre saúde, educação, corrupção e segurança são as obviedades, ok. O que enche o saco é que se criou um ambiente em que o candidato tem que ter posição para tudo, incluindo questões absolutamente paroquiais, por exemplo, "o que o Sr vai fazer pela profissão dos guardadores de carros?". Sonho com um candidato sensato que responda: "não tenho uma posição a esse respeito, uma vez que isso não é questão de Estado. Gostaria de focar as questões mais relevantes na relação entre o Estado e o cidadão".

- Mas estamos acompanhando um fenômeno interessante. Depois de despejar bilhões em publicidade, o candidato do sistema praticamente continua com o mesmo percentual nas pesquisas. Provavelmente vão dobrar a aposta.

- A respeito de áreas invadidas, é surreal a cara de pau de alguns. Na invasão da Vila dos Marinheiros, na Assunção, tem um "imovel" à venda. Dá vontade de parar ali e perguntar: o que o senhor está vendendo? Posso dar uma olhada na matrícula do "imóvel"? Aceita casa em outra área invadida, em área menos nobre?

- A respeito de áreas invadidas, é surreal a cara de pau de alguns. Na invasão da Vila dos Marinheiros, na Assunção, tem um "imovel" à venda. Dá vontade de parar ali e perguntar: o que o senhor está vendendo? Posso dar uma olhada na matrícula do "imóvel"? Aceita casa em outra área invadida, em área menos nobre?

- O João Garcia sempre foi um cara sensacional. Merece todo apoio nesta hora difícil.

- Cada inverno com um frio de rachar eu lembro do Caso Daudt. Ainda tem material e gente viva para um bom documentário. Será que teremos que esperar o canal Discovery Investigation bater por aqui para assumir essa empreitada?

- A ressurreição do Villela se faz necessária.

- Juliana é igual à Manu IPhone. Começa liderando as pesquisas, depois a realidade se impõe.

- O interessante do Caso Daudt é que nunca pairaram dúvidas quanto à autoria. As questões que geraram grande curiosidade e interesse foram a vida paralela da vítima, as conspirações do governo da época, a mediocridade das investigações (a imprensa estava à frente da polícia), testemunhas nunca ouvidas e por fim o espetáculo teatral que a defesa fez no julgamento.

- Lula é um católico sem o sétimo mandamento...

- Juliana e Zucco são fraquissimos, sem dúvida. Já o Gabriel paga o preço do governo do Dudu Milk ter afrouxado nas reformas. Reformou no máximo 20% do que seria necessário para resgatar o Estado do atoleiro. Aí estaria a oportunidade para o Zucco. Só que em vez de radicalizar as reformas, extinguindo de fato a massaroca de órgãos públicos inúteis, acho que vai ser o clássico enrolador, que vai distribuir cargos para evangélicos. Lembrando que para enxugar o Estado exige preparo político para aprovações no covil do legislativo.

- Os administradores nomeados eram muito melhores do que os eleitos. Dissertem à vontade.

- Brigadiano gay e torcida do São José: quase não existem.

- Respondo por mim, o Neymar, nos últimos 27 anos, ou mais, é o único jogador brasileiro em que podemos colar o rótulo 'craque'. Se não o fosse, não teria amealhado o patrimônio pecuniário que possui.
Mas, negro e bilionário, inveja!
JPF  

- Existem milhares de publicações na praça a respeito do Caso Daudt.
Mas nada impede que seja acionado nosso agente João Paulo da Fontoura, diretamente de seu esconderijo em Taquari para revisitar esse tema.

- Sou o autor do comentário das 10:32. Não sou petista, mas o PT ter sido decisivo para a eleição de Eduardo Leite é fato visível nos números: seus votos no 2o turno quase coincidem com a soma dos dos dois candidatos, PT e PSDB, no 1o turno. Só não vê quem não quer ou é muito desinformado. Ou saca a palavra "narrativa" apenas quando a realidade não se adequa ao seu pensamento. Como já disse alguém, as pessoas têm direito a ter suas próprias opiniões; só não podem ter direito aos próprios fatos.

- No post das 11:21 do KKKzinho, ele pediu para a IA resumir uma conversa papo cabeça entre a Dilma e o Sérgio Mallandro sobre geopolítica internacional, com o máximo rigor lógico. Saiu aquilo, quase uma letra de música do Pabblo Vitar!!!

- Vejam como triângulo amoroso do KKKzinho é ecumênico: ele é xiita, Lula católico e Almirante judeu. Também dá para inferir que ele curte homem barbudo.

- Só a Rede Bobo e a Chulé TV gostam do Neymarketing, mesmo.kkkkkkkk

- Painho interpelando o seu líder Senador por explicações sobre acusação de corrupção é a verdadeira piada pronta!

SEGURA ESSA
quem se trumbica não comunica

RECEBO: O SBT está próximo de concluir a transferência do controle de sua operação no Rio Grande do Sul para o SCC, grupo responsável pela afiliada da emissora em Santa Catarina.
A movimentação acontece após resultados considerados abaixo das expectativas em Porto Alegre. A avaliação interna é de que a mudança pode ajudar a recuperar desempenho comercial e operacional da praça.
O processo lembra o que ocorreu anteriormente em Belém, onde a gestão local também passou por alterações após resultados insatisfatórios.

O QUE É SCC?
"O Sistema Catarinense de Comunicação é referência na comunicação do Sul do país, constituído pelo SCC SBT, DITEC, Rádio Clube de Lages, Massa FM Lages, Massa FM Serra RS, Gralha FM, Nevasca FM,  SCC10 e Fundação Carlos Joffre do Amaral.
Com uma gestão moderna e fundamentada por valores que constituem os pilares da nossa sociedade, o SCC é composto por empresas competitivas que disputam a liderança em seus segmentos, oferecendo soluções tecnológicas, entretenimento e informação às famílias e instituições."
"Fundado por Carlos Joffre Amaral, o SCC se tornou uma referência na comunicação. Um grupo moderno, formado por empresas que atuam exclusivamente no ramo da comunicação e que contribuiu diariamente para integrar o Estado de Santa Catarina e construir a identidade catarinense."



A BABÁ DO PEDRO - Por Evaristo Villalobos Nobrinho:
A Kelly Matos foi para a Copa do Mundo.
Todas as vezes que a vi na tv está ao lado do Pedro Ernesto Denardin.  
A Kelly é a babá do Pedro na Copa!!!
E o  experiente José Alberto Andrade ficou fora da Copa!!!!
Perde a RBS!!!
Sem dúvidas.
Critérios. Errados...
Ponto

- É MUITO DEBOCHE, GURIZADA!!


- SEMPRE FOI ASSIM: por uns pilas a mais, se tira uma jornalista onde está se destacando numa editoria, por exemplo, para "promovê-la".
Mais uma vez esta situação se repetiu na Rádio Gaúcha.
Yasmin Luz está agora na
 chefia de reportagem da Rádio após dois anos e 4 meses trabalhando na edição dos noticiários.
Diz a moça: "Sou grata pelo aprendizado, pelas experiências e por todas as pessoas que fizeram parte dessa caminhada até aqui. Agora é hora de encarar uma nova missão, com a mesma disposição para evoluir e fazer jornalismo de qualidade."

- O URUBU NÃO TEM JEITO - Aquele ser, que é correspodente da Globo na Itália, sempre foi "a urubu", porque está sempre de preto com cara de choro. Agora, fazendo matéria sobre o calorão na Europa, aparece no vídeo de blusa de manga cumprida!! E cara de choro.
Essa tem um padrinho muito bom na emissora.

- ME EXPLIQUE: a Globo levou dezenas de jornalistas e ex-jogadores de futebol para os três países da Copa. Por que  o Richarlisson foi o comentarista de praticamente todos os jogos?

- A INUTILIDADE da RBS é de dar pena. A Globo esgota o assunto a respeito do jogo do Brasil com o Japão. Aí entra um sujeito falando que o Brasil vai jogar contra o Japão. Tóing!!! E o mesmo VT é repetido mais duas vezes!! TÓING!!!!

- NESTA terça, dia 30, às 20 horas, no Canal Brasil, um programa obrigatório: o longa "Luis Fernando Verissimo - O Filme", produção da Luzimar Stricher.

- CAZÉ TV deixou Globo e SBT sem Copa do Mundo no domingo. HAHAHAHAHAHA!!!

- O HELP DO JOÃO GARCIA


Em 2023, em um dos momentos mais difíceis da minha vida, recebi uma corrente de apoio que jamais vou esquecer. Muitas pessoas contribuíram, compartilharam minha história e me ajudaram a enfrentar uma longa recuperação com mais dignidade. Graças a Deus e à ajuda de vocês, consegui seguir em frente.
Hoje, infelizmente, me vejo diante de mais um grande desafio.
No último mês fui diagnosticado com uma grave doença vascular, chamada aterosclerose, que comprometeu a circulação das minhas pernas. Mesmo com todos os esforços da equipe médica, precisei passar por duas amputações nos dedos do pé para impedir o avanço da infecção.
Também realizei um cateterismo e recebi dois stents para restabelecer a circulação sanguínea.
Agora estou voltando para casa para iniciar mais uma etapa da recuperação. Porém, minhas limitações aumentaram e os custos com cuidados, medicamentos, fraldas, curativos, fisioterapia, alimentação adequada e adaptações em casa também cresceram. Por isso, com humildade, venho novamente pedir ajuda. Se você contribuiu comigo em 2023, saiba que sua ajuda fez toda a diferença e sou eternamente grato. Se puder me ajudar mais uma vez, ficarei muito agradecido. E se está conhecendo minha história agora, qualquer contribuição ou compartilhamento será muito importante.
Cada valor faz diferença.
Cada compartilhamento ajuda a alcançar mais pessoas.
Cada oração também é uma forma de apoio.
Obrigado por continuarem caminhando comigo nessa luta.
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Dados para contribuição 
Banco ITAÚ 
Agência 4269
Conta Corrente: 48389-9
PIX CPF - 202.436.690-20

O QUE FAZ
o RS crescer

- Gostaria de publicar um vídeo de um gaúcho com tanto orgulho de sua terra como o dessa catarinense:


PRA VARIAR, LULA FALA BOBAGEM

Ao defender o combate ao racismo, o presidente afirmou em Itajaí, na última sexta, 26, que Santa Catarina não pode permitir que prevaleçam ideias de superioridade racial e citou Adolf Hitler como exemplo das consequências da "hegemonia branca". Também criticou o governador Jorginho Mello (PL) pela oposição às cotas raciais e pela ausência em eventos do governo federal.

A declaração provocou forte repercussão política e nas redes sociais. Enquanto aliados ressaltam que a referência a Hitler foi feita para condenar o racismo, opositores criticam o tom adotado pelo presidente e afirmam que o discurso amplia a polarização.

Informação do jornalista Felipe Vieira

- AGORA ASSISTA ISSO:


DE TUDO
muito

- JUIZES E PROCURADORES 
QUEREM PARA SI ESCALA 1X1

Editorial da Folha de S.Paulo, 27 junho 2026

Diversas seleções ainda batalham pelo posto de grande favorita na Copa do Mundo de futebol, mas, no campeonato de desfaçatez e corporativismo, esse lugar já foi ocupado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pelo Conselho da Justiça Federal (CJF).
No ano passado, os dois órgãos resolveram modificar o regime de férias de 60 dias a que têm direito magistrados e procuradores. Não, contudo, para eliminar essa regalia injustificável prevista em lei, e sim para aprofundá-la.
Agora, essas categorias podem fracionar o descanso remunerado em 12 períodos de cinco dias cada um, o que permite evitar a sobreposição com sábados e domingos. Antes da mudança, os procuradores tinham de parcelar as férias em, no máximo, seis períodos de dez dias, e os juízes federais, em dois de 30 dias.
Como se o espírito oportunista não estivesse claro, os órgãos ainda deixaram uma brecha para permitir que as férias sejam usadas em períodos de cinco dias em semanas consecutivas, apenas pulando o fim de semana.
Feitas as contas, são 60 dias úteis de férias, 104 sábados e domingos e 18 dias de recesso forense (dos quais 4 a 6 dias coincidem com fins de semana, a depender do ano), chegando-se a cerca de 178 dias de descanso por ano, contra 187 dias de trabalho.

Ou seja, enquanto o Congresso Nacional discute a escala 5x2 para o grosso da população, o sistema de Justiça quer para si a escala 1x1.

Para ampliar essa comparação, o trabalhador em regime CLT tem 30 dias de férias e pode parcelá-las em até três vezes, desde que um dos períodos tenha no mínimo 14 dias corridos. Os outros períodos não podem ter menos de cinco dias cada um.
Isso sem mencionar que juízes e procuradores podem vender vários desses dias de férias para anabolizar a remuneração e, ainda assim, folgar muito mais do que os demais trabalhadores. Já houve casos em que o acúmulo de férias vencidas resultou em pagamentos acima de R$ 1 milhão.
A despeito desses números, a juíza Cyntia Cordeiro Santos, presidente do inexpressivo Sindicato de Magistrados do Brasil (Sindmagis), não vê privilégios. Por meio de raciocínios tortuosos, ela sustenta que são direitos.
Mas que direito é esse de desfrutar muito mais folgas do que o restante da população? Que direito é esse de receber fortunas muito além do limite de R$ 46.366, fixado pela Constituição?
Em um país tão desigual e repleto de carências, passou da hora de discutir a sério uma organização mais republicana e eficiente dos recursos que o contribuinte transfere ao Estado.
Nada mais ilustrativo sobre a premência da discussão do que o grupo de trabalho criado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para fazer um pente-fino nos penduricalhos do Judiciário: os cinco juízes que integram o grupo receberam acima do teto em 2025. Que sejam todos abnegados, pois, do contrário, estaremos diante de mais um escárnio.

- SOBRE AS URNAS ELETRÔNICAS
E CARLOS ROCHA

A expressão "um dos pais da urna eletrônica" é frequentemente usada pela defesa do engenheiro Carlos Rocha e por seus apoiadores, mas ela não é formalmente reconhecida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Oficialmente, o projeto de engenharia, o hardware e o software do equipamento pertencem à Justiça Eleitoral brasileira.
Atuação técnica e disputa pela patente
• Desenvolvimento inicial: Carlos Rocha é engenheiro eletrônico formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Em 1995, ele dirigia a empresa Omnitech, subcontratada pela multinacional Unisys (vencedora da licitação do TSE) para atuar no desenvolvimento e montagem física da primeira versão da urna eletrônica utilizada nas eleições de 1996.
Briga judicial: Em 2002, o engenheiro iniciou uma disputa judicial contra o TSE reivindicando a autoria do invento, alegando possuir o registro do projeto industrial do equipamento. O TSE rebate, reforçando que o projeto e os requisitos técnicos fundamentais foram criados por uma comissão técnica de especialistas da própria Justiça Eleitoral.
Instituto Voto Legal e condenação criminal
• O relatório de 2022: Como presidente do Instituto Voto Legal (IVL), Carlos Rocha foi contratado pelo Partido Liberal (PL) para auditar as eleições presidenciais de 2022. O instituto produziu um relatório que apontava supostas anomalias no funcionamento de modelos antigos de urnas eletrônicas.
• Ação do STF: O relatório foi classificado pelo Judiciário como fraudulento e de cunho golpista, destinado unicamente a desacreditar o sistema eleitoral. No final de 2025, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) o condenou a 7 anos e 6 meses de prisão pelos crimes de organização criminosa armada e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Carlos Rocha passou a ser considerado foragido pela Polícia Federal após não ser localizado para cumprir as ordens restritivas.
FONTES:
https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/656336/noticia.html?sequence=1&isAllowed=y
https://www.cnnbrasil.com.br/politica/engenheiro-que-reivindicou-patente-da-urna-eletronica-esta-entre-indiciados-da-pf/



DOIS MINUTOS
com o PRÉVIDI

- Até mesmo o nosso presidente idiota é contra o Neymar, porque o craque não é petista. Aí toda a petezada é contra a Seleção e o Neymar.
Então tá.
Agora, sou o maior torcedor da Seleção e do Neymar.
E aposto  que Neymar vai fazer o gol do hexa!!!!


PORTO ALEGRE
é assim!

- CONFEITARIA ROCCO (parte 1)


RECREIO

- ASSISTA:


- AGORA, CONCLUA:


OLIMPO
a morada das deusas do século 21

VERANICO



PIADINHA
sem nome feio, sem política e sem futebol



Sexta, 26 de junho de 2026

 





JJOÃO PAULO DA FONTOURA é de Taquari-RS. É escritor e historiador diletante, membro da ALIVAT – Academia Literária do Vale do Taquari, titular da cadeira nº 26. Autor do livro biográfico "Costa e Silva", edição 2025






- Guerra dos Canudos -  

Os Sertões


   "Os Sertões representou o mea culpa da geração de Euclides que,
como membro da consciência letrada do país,
não compreendera aquele Brasil profundo ..."



 

Este é um outro tema histórico nos solicitado por um dileto leitor deste Blog, tema este qual, sinceramente, deixa-nos (ou ao menos a mim)  uma sempre grande dúvida: o que foi foi mais importante, a guerra em si, ou a sua descrição feita magnificamente pelo jornalista e escritor Euclides da Cunha, em seu livro Os Sertões, de 1902?


Esta obra maior do grande autor traz uma enorme dificuldade aos críticos literários brasileiros quando tentam classificá-la a partir dos cânones tradicionais: é um livro-reportagem? Sim, ele o é, mas é muito mais. Então é um livro pré-modernismo? Ou seria então um clássico ensaio histórico e sociológico de um evento da aurora da nossa república, ainda imberbe, ainda imatura, que confundia um evento social, localizado, com ‘sebastianismo puro’? Pode ser, mas certamente é ainda mais.

Então, caro amigo leitor, usemos a senda dos imprecisos: é um escrito  inclassificável, uma mistura esparsa de ótima literatura com o uso abundante e rico (que eu adorei) de figuras de linguagem como, por exemplo, o pleonasmo   ‘sol quente’; mais outras, como: ‘(...) o andar sem firmeza, sem aprumo, quase gingante e sinuoso, aparenta a translação de membros desarticulados...’.  Das suas frases, lindas, sintéticas, a que mais me marcou é ‘o sertanejo é antes de tudo um forte!’

Não vou aqui fazer uma análise crítica da obra em si, pois li Os Sertões há bem mais de 40 anos, então me faltaria elementos para fazê-lo, e  teria que o reler adrede.

Mas aviso aos amigos, ler Os Sertões é ler algo profundo, extenso, o leitor tem que estar preparado para uma imersão louca (o livro da Companhia das Letras dá em torno de 550 páginas). Esqueçam por completo a rapidez, a fluidez, e a inocuidade do Tic-Toc!

Os Sertões é porrada!

O que lembro, e bem, é que o livro contém uma divisão em três partes: A Terra, O Homem e A Luta.

Em A Terra, ele extravasa seu conhecimento técnico de engenheiro e descreve a geografia, a topologia da região, a vegetação do local, etc.;

Em O Homem, Euclides da Cunha descreve o sertanejo como uma figura marcada por fortes contrastes, forjada pela miséria e pela aridez da caatinga. A visão (do autor) é profundamente ambivalente, misturando o fascínio pela resistência física com o preconceito das teorias científicas e raciais da sua época; daí vem a frase, (...) antes de tudo, um forte;

Em A Luta, ele descreve a guerra de Canudos não apenas como um conflito militar, mas como um violento choque cultural e geográfico. Ele retrata os jagunços como sertanejos resistentes, perfeitamente adaptados ao meio, e o Exército como uma força despreparada, lutando tanto contra os rebeldes quanto contra a hostilidade da caatinga.

-
Caro leitor, vou abaixo colocar uma pequena bio do Euclides da Cunhas, e depois, em rápidas palavras, descrever a guerra em si.

Euclides da Cunha,


Escritor, jornalista e professor,  autor de uma das maiores obras da literatura brasileira, Os Sertões, Euclides Rodrigues Pimenta da Cunha nasceu em Cantagalo, no Rio de Janeiro, no dia 20 de janeiro de 1866, filho de Manuel Rodrigues da Cunha Pimenta e Eudósia Alves Moreira da Cunha.

A partir de 3 anos, viveu entre fazendas na Bahia e o Rio de Janeiro, com tias que o criaram depois que ficou órfão de mãe.

Devido à morte precoce de sua mãe e às constantes mudanças de seus tios e avós na infância, Euclides da Cunha estudou em diversas instituições.

Ele passou pelo Colégio Caldeira, de Cantagalo, Rio de Janeiro, e pelo Colégio Ribeiro, na Bahia. Também frequentou colégios como o Anglo-Americano e o Vitório da Costa, ambos no Rio.

Concluiu seus estudos secundários e preparatórios no tradicional Externato Aquino, onde foi aluno do célebre professor e militar Benjamin Constant.

Essa formação o preparou para ingressar no ensino superior na Escola em 1885, com 19 anos, na Escola Politécnica, mas, por falta de recursos, transferiu-se para a Escola Militar da Praia Vermelha.

(Nessa época, escrevia para a revista da escola ‘A Família Acadêmica’, artigos inflamados, nos quais defendia ideais republicanos.)

Em 1888, quando o seu batalhão era passado em revista pelo Ministro da Guerra do Império Tomás Coelho, saiu ‘fora de forma’ e jogou sua espada aos pés do ministro, gritando  – bem alto – ‘viva à República’!

Em consequência da insubordinação, o jovem cadete foi desligado da carreira militar.

Já em São Paulo, onde passou a viver no interior, passou a colaborar assiduamente nas páginas do jornal ‘Província de São Paulo’, defendendo os ideais republicanos, que era a linha ideológica do jornal.

Proclamada a República em 1889, Euclides da Cunha voltou para o Rio de Janeiro e retornou ao Exército. Na Escola Superior de Guerra, fez os cursos de artilharia, de engenharia militar e bacharelou-se em Matemática e Ciências Físicas e Naturais. Nesse período, casou-se com Ana Sólon Ribeiro. Foi promovido a primeiro tenente e passou a lecionar na Escola Militar. Dedicou-se a escrever artigos sobre problemas políticos e sociais.

Desiludido com a República (basicamente em função das punições aos envolvidos na Revolta da Armada), nosso biografado desligou-se do Exército e dedicou a maior parte do seu tempo ao estudo dos problemas brasileiros. 

Em agosto de 1897, foi convidado pelo jornal para ir à Bahia, onde presenciou os últimos momentos do conflito que serviu de matéria para sua obra prima, Os Sertões. Por este livro, foi eleito, em 21 de setembro de 1903, para a cadeira nº 7 da ABL.


Morreu relativamente jovem, assassinado, em 15 de agosto de 1909, com meros 43 anos, em função do escândalo pelo adultério de sua esposa, em consequência de sua permanente ausência familiar. Foi morto a tiros quando foi tirar satisfação do amante da esposa, o jovem oficial militar Dilermando de Assis. E o mais trágico ainda, foi que seu filho, anos depois, foi tirar satisfação do assassino e teve o mesmo fim de seu pai. (Esta história é bem conhecida, pois foi minissérie da Globo , com o nome Desejo, de 1990).

Os restos mortais de Euclides da Cunha repousam no Mausoléu do Recanto Euclidiano, localizado na cidade de São José do Rio Pardo, São Paulo.

Apenas como curiosidade, há uma cidade na Bahia com o nome Euclides da Cunha, justa homenagem do povo baiano ao grande e imortal escritor.

-
A Guerra,

Essa guerra se insere no contexto de três guerras ocorridas logo após a Proclamação da República em 1889, ou seja: a Revolução Federalista (1893-1895), a Guerra de Canudos (1896-1897), e a Guerra do Contestado (1912-1916).

Mesmo que em Canudos tenha havido mais de 25 mil mortos (entre os quais cinco mil soldados), contra 10 mil da nossa Revolução Federalista, do ponto de vista de importância histórica, a ‘nossa’ foi muito superior, durou bem mais, e colocou a imberbe República em real perigo de queda.

(A queda de Canudos foi muito mais um genocídio que uma luta justa. Na quarta arremetida do Exército, a população do arraial foi praticamente dizimada em virtude dos tiros de canhão, da fome, de doenças e de execuções sumárias cometidas pelas tropas republicanas.)

Esta guerra é aquilo que classicamente podemos chamar ‘a guerra dos mal-entendidos’.

A história de que foi uma guerra contra a novel república é uma bobagem singular. Mas, sinceramente, não acho que houve ‘mal entendidos’, e sim que foi algo premeditado, intencional, interesseiro.

Os ‘coronéis’ locais, que representavam a elite agrária da região, na defesa dos seus interesses, usando o mote da ‘defesa da República que estava sendo vilipendiada por Antônio Conselheiro e seu séquito de (fanáticos) seguidores’, clamou para que o exército de Prudente de Morais, dando seguimento às ações do  Marechal de Ferro Floriano Peixoto,  reprimisse o movimento a ferro e fogo. E isso foi feito, mesmo que a custo de muitas mortes e de quatro expedições.



-
Finalizo dizendo que essa guerra ao menos uma coisa fez de bem à humanidade: acabou com a vida do  coronel Antônio Moreira César, cruél responsável pela brutal repressão (mais de 150 federalistas mortos sumariamente por fuzilamento entre abril e julho de 1894) ao vencidos maragatos no Forte da Fortaleza de Santa Cruz, em Santa Catarina, quando da retomada da ilha pelo Republicanos na Guerra Federalista de 1893.

O tirano morreu atingido por um tiro no abdômen, durante a fracassada 3ª expedição militar, em março de 1897.

É isso, pessoal!