Sexta, 4 de setembro de 2026

 


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Alfredo Octávio: o maior jornalista do Brasil

Livro Alfredo Octávio

NESSA SEXTA
a cesta do João Paulo





JOÃO PAULO DA FONTOURA é de Taquari-RS. É escritor e historiador diletante, membro da ALIVAT – Academia Literária do Vale do Taquari, titular da cadeira nº 26. Autor do livro biográfico "Costa e Silva", edição 2025






David Canabarro



Epitáfio: ‘Aqui jaz o general de duas eras. Espada brava da República Rio-Grandense, liderou com  audácia o sonho  da liberdade farrapa. Homem de seu tempo, carregou o peso das armas e o fardo da paz. Entre a glória dos campos de batalha e as sombras da história, combateu pelo solo gaúcho e selou a reconciliação de sua pátria. A terra que defendeu guarda o seu descanso; a história que viveu julga o seu legado.’

Retirado da web 



Amigos,

Dias atrás, recebi do colega historiador João D’ávila, aqui mesmo de Taquari, a imagem via whatsApp de uma foto do general David Canabarro que ele havia recebido do um seu conhecido de Santo Amaro/General Câmara, o historiador Gisnei.

Disse-me o João, que era a ‘única' foto existente do herói farroupilha’ e que pertencia à coleção de um mineiro que a havia comprado em um leilão, etc.

Eu nunca havia visto uma foto do general, só a famosa pintura dele feita por volta de 1865, dois anos antes de sua morte, pelo pintor italiano Bernardo Grasselli, a óleo sobre tela, retratando-o de meio corpo, vestindo o clássico uniforme oficial, ornado com dragonas e medalhas, além de sua espada.




Esse quadro, até então o único retrato do nosso herói farroupilha, hoje faz parte do acervo do Museu Júlio de Castilho – em Porto Alegre.

Surpreso e curioso, cheguei mesmo a dar uma ‘checada’ na IA do Google que confirmou a informação: ‘não há nos arquivos públicos fotos do general David Canabarro, só há uma pintura de seu meio corpo....’

Mas podia haver fotos, sim!

Em nosso estado, a partir de 1850, já tinha aportado a francesa daguerreotipia, Então, ao Canabarro, 54 anos e abonado estancieiro, bastaria só querer ser fotografado. 

A foto em si é de muito má qualidade, pouco definida, mas o IA faz milagres. Mandei-a para a Joyce, minha filha, que usando um aplicativo moderno coloriu e lhe deu suaves movimentos.

Ficaram lindas como poderemos ver abaixo.

Com isso, às vésperas dos 191 anos da grande gesta gaúcha, ‘revivemos’ um dos seus grandes líderes, o taquariense/açoriano David Canabarro – nosso sempre herói farroupilha.

 

Uma pequena bio,

O grande general farroupilha nasceu, filho de pais descendentes de ilhéus açorianos, em 22 de agosto de 1796, aqui na nossa Taquari, a uns 6 quilômetros da sede da antiga freguesia, na localidade de Pinheiros.

A casa na estância natal existia até há pouco tempo.




(Li, no róseo Correio do Povo, há uns 40 anos, que a casa, abandonada, descuidada, servia até como criatório de porcos. É nesta casa que a jovem senhora Anita Garibaldi, entre os dias 29 de abril e 03 de maio de 1840, grávida de quatro meses do seu primeiro filho, o Menotti, acompanhando o  general Garibaldi, seu marido, albergou-se durante os intensos dias da Batalha de Taquari, um importante evento da gesta farroupilha. Quem a cuidou foi uma antiga escrava e ex-ama de leite do general taquariense)

 

Seus avós paternos, naturais da Ilha Terceira dos Açores, eram José Martins Faleiros e Jacinta Rosa. Um filho deste casal, José Martins Coelho, casa-se com uma moça nascida em Triunfo, Mariana Inácia de Jesus, filha de Manuel Teodósio Ferreira e Perpétua de Jesus. Este casal José e Mariana muda-se então para uma estância em Taquari onde nosso herói nasce e vive até seus 15 anos.



 

David inicia sua longa e vitoriosa vida militar na campanha Cisplatina de 1811/1812, substituindo o irmão mais velho, Silvério, que era mais necessário nas lides campeiras da estância da família.

Inicia de reles soldado, com então 15 anos, e atinge  ápice da carreira como general.

Lutou nessa guerra, depois lutou contra Artigas de 1816 a 1820, mais tarde, já como tenente, luta nas forças do futuro Presidente da República Farroupilha, Bento Gonçalves da Silva, na guerra de 1825 a 1828, à que culminou com a independência do Uruguai.

Com pouco mais de 30 anos, volta, temporariamente, à vida civil. Mas agora ao lado do tio Antônio Ferreira Canabarro, numa estância em Santana do Livramento.

É este tio o responsável pela assunção do nome Canabarro: o tio morre,  David assume a tia, a estância, e o sobrenome.

Com a Revolução Farroupilha, ele volta ao palco bélico como tenente.

Como todos sabemos, atinge aí o generalato e o comando geral de todas as forças da nossa frágil, mas determinada República.

 

Feita a paz de Poncho Verde, sina guerreira, vai agora guerrear nas campanhas contra Rosas e Aguirre, sendo seu canto de cisne a guerra do Paraguai.

Acaba ‘general honorário do Exército Brasileiro’.

Morre o nosso herói, miseravelmente caluniado pelo episódio de Porongos, na estância de São Gregório, a 12 de abril de 1867, portanto, teve uma longa vida,  71 anos incompletos.


 

 

Interessante que seus restos mortais foram transladados para a capital do nosso Estado, em um cortejo acompanhado por cavalarianos liderados por um jovem Paixão Côrtes, meros 20 anos, lá em setembro de 1947.

Na ocasião, Paixão Côrtes e outros sete estudantes do Colégio Júlio de Castilhos formaram o ‘Grupo dos Oito’ (ou Piquete dos Oito), servindo como guarda de honra a cavalo para escoltar a urna com os restos do general farrapo pelas ruas de Porto Alegre.

Esse histórico cortejo fúnebre, realizado no dia 5 de setembro de 1947, coincidiu com o acendimento da primeira Chama Crioula dois dias depois, tornando-se o marco inicial e o grande embrião do Movimento Tradicionalista Gaúcho, o MTG.

Mas, injunções políticas, seus restos em 2008 tornam a casa primeira, em  Livramento, local onde havia morrido.

Hoje, repousam em uma espécie de ‘mausoléu’ construída no quintal de sua histórica residência conhecida como ‘Casa David Canabarro’.

Infelizmente o local, que deveria ser histórico, está mal cuidado, mal sinalizado, e com muito lixo acumulado em volta. Algo triste para a cidade e para o país.

 

As calúnias apontadas em direção ao grande general, referem-se, fundamentalmente, ao ‘incidente de Porongos’, nódoa que mancha a história da gloriosa revolução e, principalmente, a biografia do general farroupilha.

A respeito da sua morte, assim a noticiou um jornal do Rio de Janeiro:

 

Tendo sido um notável caudilho da revolução por que passou esta província, na qual adquiriu a reputação de bravo e habilidoso para a guerra, desceu ao túmulo acompanhado de graves acusações que a história um dia decifrará se foram merecidas ou injustas.

 

Eu prefiro o manter no panteão sagrado dos heróis nacionais.

Seguindo as palavras do genial Charles Chaplin, (...) o mundo não é composto de heróis e vilões, mas de homens e mulheres, com todas as suas paixões que Deus lhes deu. O ignorante condena, o sábio se compadece.

Portanto, vou preferir sempre lembrar: do herói de duas Províncias, a nossa e a de Santa Catarina (onde, também, foi presidente da efêmera República Juliana); do homem que lutou pela sua Pátria até quase sua velhice; do comandante que ao receber oferta de emissários platinos de apoio militar na guerra farroupilha responde, ‘diga a seu chefe que assinaremos a paz com o Império com o sangue do primeiro invasor estrangeiro que atravessar a fronteira; pois, antes de tudo, somos brasileiros!’

Se pecados teve (e quem, mortal, não os tem!?) a morte e a eternidade já por certo os redimiram.

 

 

Por fim, um acréscimo etimológico: foi o David que cunhou a famosa frase (ao menos era no meu tempo de guri!) ‘boi de botas’, com a qual elogiava o bravo corpo dos lanceiros negros do seu exército que, quando da invasão por terra à vila de Laguna, teve que marchar na íngreme subida da serra por brenhas inóspitas e pantanosas.

 

That’s All, Folks! 


Quinta, 3 de setembro de 2026


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Alfredo Octávio: o maior jornalista do Brasil

Livro Alfredo Octávio


SEGUINTE:

- SERÁ QUE O EXÉRCITO DO TRUMP
TERÁ QUE INVADIR O BRASIL PARA
LEVAR O CARECA E OUTROS BANDIDOS?

Escreve o nosso colunista
João Paulo da Fontoura:

Mesmo que todos saibamos do nível de envolvimento e corporativismo do STF, acho, creio, tenho quase certeza, que dessa o Moraes não escapa. O problema ultrapassou as fronteiras brasileiras, e envolve o mundo todo, o moderno mundo do 'corporativismo bancário e mercantil'. Nem é uma questão de 'pudor', que, todos sabemos, grande parte dos ministros do STF não o tem, e sim a questão da 'permanência do Brasil como um player razoavelmente confiável, em que um contrato assinado é cumprido à risca!
No mundo civilizado os tribunais constitucionais são bastiões da probidade, templos da sacralidade, redutos litúrgicos, garantidores das modernas democracias e dos avanços civilizatórios dos tempos atuais!
Nunca uma casa da mãe Joana,
Nunca um balcão de negócios.
Tristeza!
--
Escreve o Paulo Cursino:


Quando algum isentão imbecilzinho vier com papo de "nem Lula, nem Bolsonaro" ou que "é tudo igual" lembre-o de quem foi quem colocou André Mendonça no STF e que, se não fosse por ele, a mídia até agora estaria tratando Xandão como herói.  Ou alguém aí realmente acha que Cristiano Zanin e Flavio Dino, ambos indicados por Lula, fariam alguma coisa contra o salvador da "democracia master"?
Reparem bem em quem diz ou escreve que não há escolha na próxima eleição porque "os dois lados são iguais": ou são pessoas eminentemente idiotas, ou flagrantemente corruptas, ou aquelas que já encheram o rabo de dinheiro e não estão nem aí pro futuro do país. Aplique este filtro e você verá que não escapa UM.
Vamos a uma grande verdade: a alternância no poder é sempre necessária e salutar para a democracia. Qualquer alternância é válida. E notem bem os apressadinhos que estou falando de alternância de PODER, não de presidente eleito. Porque a esquerda pode até perder a próxima eleição, como perdeu a antepenúltima, mas ainda terá poder por muito tempo, via mídia, academia, classe artística, e aparelhamento estatal.
Ninguém aqui acha que o desastre do petismo no Brasil será corrigido com apenas um mandato da oposição. Já vimos o que acontece. O sistema está tomado demais para se pegar leve com esta turma. Será trabalho para mais de uma década e a útima eleição atrasou o país uns vinte anos. Não deixar Lula vencer a próxima já seria um pequeno grande passo. Mas ainda estamos distantes desta realidade.


EDITORIAL DA FOLHA:
A Moraes cabe a renúncia

Não há mais lugar no Supremo Tribunal Federal (STF) para Alexandre de Moraes. Se o ministro não renunciar, restará ao Senado, por meio de um processo de impeachment, livrar a corte desse fardo.

O limite da tolerância com a promiscuidade entre o juiz e o mafioso Daniel Vorcaro havia sido tangenciado com o que se sabia antes das últimas revelações. O contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório da mulher de Moraes e as comunicações com o ministro à véspera da prisão do delinquente, numa modalidade que apaga o que foi dito, deixavam pouca dúvida sobre a gravidade da relação.

A torrente de situações abomináveis que acaba de desaguar sobre a opinião pública sepulta qualquer incerteza restante sobre a incompatibilidade de Moraes com o exercício da magistratura no STF. O fraudador, enquanto enriquecia a família Moraes com dinheiro roubado, tinha o ministro como um conselheiro e um informante.

No relatório policial que investigou o caso, o ministro aparece como editor do contrato multimilionário com o escritório da esposa, que negociou mais um acordo, este de R$ 50 milhões, com uma outra empresa de Vorcaro.

No sábado anterior a sua detenção pela Polícia Federal, o dono do Banco Master quis saber de Moraes se ele deveria estar fora do país na segunda-feira. Idas e vindas de mensagens e aviões sugerem ter havido encontros pessoais com o juiz nos momentos agônicos do responsável pelo maior desfalque bancário da história do país.

Graças à persistência da PF, da imprensa e do ministro André Mendonça, está seriamente ameaçado o pacto de impunidade que tem mantido Moraes isolado de prestar contas. Não há muito o que esperar da Procuradoria-Geral da República (PGR), infelizmente. O procurador Paulo Gonet, que descaradamente pediu a nulidade do relatório policial, surge emaranhado na teia de afinidades do Master.

Entretanto agora cabe escolher entre Alexandre de Moraes e o Supremo Tribunal Federal, entre um indivíduo de má conduta e a República. Enquanto o ministro permanecer na sua cadeira, a desonra e o descrédito se acumularão sobre o tribunal. A atitude mais digna e rápida seria a renúncia do magistrado. Ela pouparia as instituições nacionais de um desgaste desnecessário e longo.

Na ausência desse ato de desprendimento, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), está instado a fazer tramitar os pedidos de impeachment contra Moraes, que terá direito à presunção de inocência, ao devido processo e a todas as outras garantias legais.


SEGURA ESSA
quem se trumbica não comunica

- SADI, a extraterrestre

A repórter da GloboNews está ensaiando uma forma de interpretar o papel de sonsa, para toda bandalheira que há anos, vive o Brasil. Tudo caminhou até aqui, sob os aplausos dessa imprensa esquerdista que se regozijava com as canetadas de certos ministros.


- CANAL do Paulo Brito


- RESSURGIU!! Leio na Coletiva.net que o Décio Piccinini dos Pampas, o popular Marcelo Rech, vai continuar na presidência-executiva da ANJ. Está no cargo desde 2016.
ANJ é a entidade dos donos de jornalões.
A propósito, o Zero Hora de ontem tinha 32 páginas.
E o Décio Piccinini é dono de quê?

- DO jornalista Gustavo Mota:
A mídia amiga já está mancheteando que Mendonça se reuniu com Vorcaro. É a tentativa de igualar o que não tem comparação. É para desgastar Mendonça.
Mendonça admitiu o encontro. Explicou. Era uma questão técnica sobre precatórios de interesse do banco no STF. E ele disse que era contra a posição de Vorcaro.
Falou. Explicou.
Alexandre Moraes até hoje não se dignou a explicar nada à sociedade.…

O QUE FAZ
o RS crescer

- EDIÇÃO DE HOJE, DIA 3, DO DIÁRIO OFICIAL DO RS AINDA NÃO FOI PUBLICADA.

- EL NIÑO VEM AÍ

O El Niño continuará se intensificando, sendo "muito forte", nos próximos meses. O fenômeno deve atingir o pico até o fim deste ano, mas com atuação intensa no início de 2027, aponta uma nova atualização da Organização Meteorológica Mundial (OMM), braço meteorológico e climático da Organização das Nações Unidas (ONU).

O alerta da OMM foi publicado nesta quinta-feira (3) e chama atenção pelo grau elevado de confiança: "probabilidade extraordinariamente elevada, próxima de 100%" de que siga até fevereiro.

"O El Niño está claramente estabelecido e vai se intensificar até se tornar um fenômeno muito forte nos próximos meses, com grandes impactos nos padrões de chuva e temperatura, além de riscos associados a inundações, secas e calor extremo", afirmou a agência da ONU.

A secretária-geral da OMM, a argentina Celeste Saulo, enfatizou que o episódio atual "pode ser mais potente que tudo o que foi observado desde que começamos nosso monitoramento" há quatro décadas.

Embora não seja provocado pelas mudanças climáticas, os cientistas esperam que o El Niño agrave as temperaturas de um planeta que está esquentando devido à queima de combustíveis fósseis, ao mesmo tempo em que intensifica os fenômenos meteorológicos extremos.

— O El Niño está se tornando gigantesco diante de nossos olhos — alertou o secretário-geral da ONU, António Guterres. 

"A ciência não deixa margem para dúvidas: o planeta se encontra em águas desconhecidas, e essas águas estão esquentando. As temperaturas da superfície do mar estão aumentando, as temperaturas continuam subindo e o mundo está na zona de perigo do clima extremo" acrescentou em um comunicado.

O El Niño costuma se formar a cada dois a sete anos e durar entre nove e 12 meses. O fenômeno costuma atingir o ponto máximo no fim do ano, mas o calor dos oceanos é liberado mais lentamente para a atmosfera, o que eleva as temperaturas globais durante os 12 meses seguintes.

O ano mais quente já registrado foi 2024, após o último El Niño.

— Já estamos vendo perturbações e devastação causadas por secas e inundações, e esperamos que estes impactos aumentem à medida que o El Niño se intensifique — avaliou secretária-geral da OMM.

O El Niño pode alterar os padrões meteorológicos e climáticos a milhares de quilômetros de distância do Pacífico tropical.

Cada episódio de El Niño é diferente, mas os eventos mais significativos costumam seguir padrões conhecidos. Isso inclui secas em partes da Amazônia, Indonésia e Austrália, monções alteradas na Índia e mudanças nas precipitações em toda a faixa tropical.

O índice que mede as anomalias na temperatura da superfície do mar no centro-leste do Pacífico equatorial se intensificou a partir de uma média de 1,5°C acima do normal entre maio e julho.

Os valores semanais entre o fim de julho e meados de agosto variaram entre cerca de 2,2°C e 2,6°C acima da média, o que indica uma intensificação contínua do El Niño.

Em algumas áreas, as temperaturas subsuperficiais do oceano ficaram mais de 8°C acima da média durante julho e início de agosto. (ZH)


ACREDITO
neles

- FLÁVIO BOLSONARO NO RS



- 6X1


SANDERSON DEFENDE IMPEACHMENT DE ALEXANDRE DE MORAES 
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou nesta terça-feira (01) o sigilo da ação que apura mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e o ministro Alexandre de Moraes.
Diante da gravidade das informações, parlamentares da oposição defendem que o Senado cumpra seu papel de fiscalização e não se omita.
Para o deputado federal Sanderson, candidato ao Senado pelo Rio Grande do Sul, o Senado não pode mais se esconder.
“Estamos diante de denúncias gravíssimas envolvendo contratos milionários, autoridades e documentos que precisam ser esclarecidos.
É preciso investigar, garantir transparência e cobrar respostas. Numa República, ninguém pode estar acima da lei. Justiça tem que valer para todos.”


DE TUDO
muito





- "20 MINUTOS PARA LIBERAREM A ÁREA"

Uma área rural em Uberlândia (MG) foi ocupada por integrantes de um movimento. Durante a ocorrência, a Polícia Militar deu 20 minutos para que os ocupantes deixassem o local.
Os integrantes questionaram a ausência de uma ordem judicial, enquanto a PM afirmou que a atuação ocorreu diante de uma situação considerada flagrante e por questões de segurança a reintegração não foi feita durante a noite.
A ocupação também gerou discussão sobre uma possível relação da área com o Banco Master, mas não há comprovação de que o terreno seja propriedade pessoal do banqueiro Daniel Vorcaro.


- POBRE MOÇA

  

DOIS MINUTOS
com o PRÉVIDI

- NOVO COMENTÁRIO DO

Luiz Carlos Prates!!


PORTO ALEGRE
é assim!

- MAIS SERVIÇOS PARA
O CIDADÃO DA CAPITAL


RECREIO

- Venha setembro!!


OLIMPO
a morada das deusas do século 21

FRENTE E VERSO



PIADINHA
sem nome feio, sem política e sem futebol




Quarta, 2 de setembro de 2026

 

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Alfredo Octávio: o maior jornalista do Brasil

Livro Alfredo Octávio


SEGUINTE:
especial

CAIU UM ÍDOLO DA PETEZADA!!

- MANCHETE DA PRIMEIRA PÁGINA DA
FOLHA DE S.PAULO LIQUIDA COM O CARECA!!

(CLICA EM CIMA QUE AUMENTA)

'Acha que segunda já tenho que
estar fora?', perguntou Vorcaro
a Moraes 2 dias antes de prisão


O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, perguntou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), se deveria deixar o país dois dias antes de ser preso pela Polícia Federal.

Ele também pediu encontros com o ministro do STF, justamente para tratar dos negócios que o fizeram ser investigado.

As informações constam de mensagens obtidas pela PF no celular do ex-banqueiro e que fazem parte da investigação sobre a crise do Master. Elas foram reveladas pelo jornal O Estado de S. Paulo e obtidas também pela Folha.

Vorcaro foi preso pela PF no dia 17 de novembro de 2025, quando se preparava para embarcar em um jato particular com destino a Malta. Documentos mostram que no dia 14 ele pergunta ao ministro se está "marcado amanhã lá em casa" ou se "prefere deixar para semana que vem". Minutos depois, confirma: Vou chegar 14:30 ok! La em casa marcado".

Na noite do dia 15, pelo horário brasileiro, dois dias antes da prisão, o ex-banqueiro pede um novo encontro com Moraes que "pode ser bem rápido". "As 14 então. Passo na sua casa ou na minha?", completa.

Em 15 de novembro de 2025, um sábado, Vorcaro envia a Moraes a mensagem: "Acha que segunda já tenho que estar fora?", questionando sobre a necessidade de sair do país.

No dia seguinte, 16, um domingo, avisa: "Já estou em voo, vou pousar 14:20 e irei direto praí, tudo bem?"

As trocas sobre os encontros aconteceram simultaneamente a outras mensagens, nas quais Vorcaro questionava Moraes sobre o andamento do processo contra ele e o Master.

Durante as trocas, o dono do Master questiona diversas vezes sobre as apurações contra ele, se mostra indignado e diz que está tentando resolver todas as pendências para evitar problemas.

A revelação amplia o conjunto de mensagens entre Vorcaro e um interlocutor que a Polícia Federal suspeita ser Moraes. Parte desses diálogos está em documento que foi enviado ao STF e sobre o qual o ministro André Mendonça, do STF, pediu manifestação da PGR (Procuradoria-Geral da República).

Em decisão no final de agosto, Mendonça disse que conversas que Vorcaro teve com "outra pessoa ainda não identificada" comprovam que o ex-banqueiro soube, com significativa antecedência, da decisão que determinaria a sua prisão.

De acordo com o ministro, os diálogos reforçam a hipótese investigativa segundo a qual Vorcaro "demandava intervenção junto a autoridades públicas envolvidas nos respectivos processos decisórios".

A identificação do interlocutor de Vorcaro, prossegue o relator do caso Master no STF, é fundamental para mapear "integrantes da suposta rede de influência e monitoramento" gerenciada pelo empresário.

Sem citar nomes ou suspeitas, Mendonça indica que nessa rede pode haver pessoas com foro especial e sujeitas a julgamento pelo próprio plenário do STF, como ministros da corte e o procurador-geral da República.
"Uma vez identificados os destinatários e demais mencionados nas referidas mensagens, devem ser igualmente fornecidas a íntegra de todas mensagens e interações existentes que envolvam as mesmas pessoas", determina o ministro.

Vorcaro mandou mensagens para Moraes no dia que foi preso
Um dia antes da prisão de Daniel Vorcaro, em 16 de novembro, Vorcaro também perguntou a Moraes: "Você acha que existe alguma chance disso acontecer amanhã de manhã?".

A ordem de prisão preventiva de Vorcaro foi assinada pelo juiz Ricardo Augusto Soares Leite, da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, às 15h29 de 17 de novembro. Horas depois, Vorcaro foi detido no Aeroporto Internacional de São Paulo.

No dia 15, Vorcaro perguntou a Moraes: "Aquele mesmo juiz Ricardo? E o [oresidente do banco Central Gabriel] Galípolo tá sabendo? Conseguimos fazer algo?". Já às 17h26 do dia em que acabou preso, teria enviado: "Conseguiu ter notícia ou bloquear?".

Entenda a relação Moraes-Vorcaro, segundo a PF

Prisão
Vorcaro perguntou a Moraes, duas vezes, se tinha chance de ser preso. Dois dias antes da prisão, que aconteceu em 17 de novembro de 2025, ele pergunta: "Acha que segunda já tenho que estar fora?" No dia anterior, já tinha perguntado: "Você acha que existe alguma chance disso acontecer amanhã de manhã?"

Contrato
Moraes editou o contrato de R$ 131 milhões de Vorcaro com o escritório de sua esposa, Viviane Barci de Moraes

Avião
Vorcaro negociou a transferência de cotas de um jatinho e de um helicóptero como pagamento por um segundo contrato, no valor de R$ 50 milhões, com o escritório de Viviane Barci de Moraes

Encontros
Moraes e Vorcaro teriam se encontrado pelo menos seis vezes

Pressão
Vorcaro afirmou ao ex-diretor de Fiscalização do BC Paulo Sérgio Neves de Souza que o ministro Moraes "vai chamar o Paulo para dar um aperto". Em outros diálogos, o banqueiro pede a um interlocutor a atuação de "Andrei e Paulo" a seu favor. As referências seriam a Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, e Paulo Gonet, procurador-geral da República

Eventos
Moraes deu palpites e vetou convidados de duas edições de um Fórum Jurídico em Londres que tiveram entre os organizadores o ex-banqueiro.

As mensagens extraídas do celular de Vorcaro não permitem saber o conteúdo de eventuais respostas de Moraes. Os dois usariam imagens de visualização única com capturas de textos escritos no aplicativo de notas, e a extração teria recuperado apenas conteúdos enviados pelo banqueiro.

A investigação da PF apresenta uma série de mensagens enviadas por Vorcaro a partir de 30 de outubro de 2025, quando a crise do Master entra em fase aguda.

Os documentos da Polícia Federal não deixam claro se os encontros de fato se concretizaram, mas apontam que Vorcaro enviou a Moraes 12 prints tratando de encontros nos dias que antecederam sua prisão.

A primeira mensagem foi dia 10, quando o ex-banqueiro questiona se o ministro estará livre no dia seguinte para se encontrarem em Brasília. No dia 11 de manhã, pergunta a mesma coisa.

Já no dia 12, pondera que não quer "atrapalhar programa de família" e diz que a agenda pode acontecer em outro momento.

"Eu iria para Brasília somente pra te ver e atualizar de tudo. Muita coisa acontecendo", completa. Depois, acrescenta que os dois também podem se encontrar em São Paulo, e, enfim, confirma o encontro.

No dia 14 de manhã, Vorcaro confirma novamente a agenda com o ministro para o dia seguinte, e mais tarde diz: "estamos juntos sempre."

Na noite do dia 15, o ex-banqueiro pede para ver Moraes rapidamente em um horário que não vá "atrapalhar muito" o ministro e minutos depois, diz que o encontro está marcado.

Como mostrou a Folha, no dia 16, um domingo, o avião do ex-banqueiro —um jatinho que está em nome de sua holding patrimonial, Viking— partiu de Belo Horizonte rumo a Brasília, aonde chegou às 17h30. A aeronave deixou o Distrito Federal três horas depois, às 20h30, rumo a São Paulo.

Nesse mesmo dia, Vorcaro manda o print a Moraes no qual diz que vai pousar por volta de 14h30 e ir direto encontrar o ministro —nos documentos, a PF não comenta o horário do desembarque do ex-banqueiro, nem o voo.

Na tarde daquele mesmo domingo, Vorcaro também decidiu antecipar o dia em que faria o anúncio público de que a Fictor Holding Financeira iria comprar o Master em parceria com investidores internacionais, de acordo com inúmeras pessoas que acompanharam os preparativos.

Até então, tudo estava organizado para o anúncio ocorrer na sexta-feira seguinte, dia 21, após o feriado da Consciência Negra. A notícia foi divulgada aos jornalistas na tarde de segunda-feira (17).

Nas trocas com Moraes nos dias que antecederam sua prisão, Vorcaro explica justamente que estava trabalhando para antecipar esse anúncio e tentar evitar que o Master quebrasse.

Nesses trechos dos diálogos, o banqueiro pede a um interlocutor a atuação de "Andrei e Paulo" a seu favor. As referências seriam a Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, e Paulo Gonet, procurador-geral da República.

A pessoa para quem a mensagem foi enviada não havia sido identificada inicialmente, mas a PF aponta suspeita de que o interlocutor seja Moraes. A informação foi divulgada inicialmente pelo site Metrópoles e confirmada pela Folha.

Em uma das mensagens, Vorcaro afirma que era "importante reforçar com Andrei e Paulo pra não deixar ninguém de baixo fazer uma sacanagem que aí vai tudo pro saco". Em outra, pede que o interlocutor tente adiar uma ação da PF: "Se o Andrei conseguir atrasar pra outra semana, pois tem feriado, o banco não quebra. Tenta chamar ele e sensibilizar isso se achar possível".
   
Ministro não se manifestou sobre o caso
Mendonça deu prazo de cinco dias para que a PGR se manifeste sobre o documento da PF. A Folha procurou nesta terça-feira (1º) Andrei, Gonet e Moraes, que ainda não se manifestaram.

Informações obtidas pela PF também apontam que Moraes fez edições em uma minuta do contrato entre o Banco Master e o escritório de sua mulher, Viviane Barci de Moraes.

Em nota, o escritório afirmou que seu setor de compliance solicitou informações ao ministro, "na condição de marido da sócia diretora", sobre eventuais impedimentos legais para a contratação.

Segundo o escritório, não havia impedimento porque não estava prevista atuação perante o STF e Moraes não havia julgado causas envolvendo o Master. O contrato previa pagamentos de R$ 129 milhões ao longo de três anos, a R$ 3,6 milhões por mês.

Em março, o jornal O Globo revelou que Vorcaro trocou mensagens de WhatsApp com Moraes ao longo do dia de sua primeira prisão. A informação foi confirmada pela Folha.

À época, Moraes afirmou que "não recebeu essas mensagens" citadas em reportagens e classificou como "ilação mentirosa" a afirmação de que elas teriam sido enviadas a ele.

No dia 17 de novembro, mesmo dia em que Vorcaro se preparava para embarcar para o exterior, o Banco Central decidiu pela liquidação do Master, o que seria anunciado no dia seguinte pela manhã, dia 18.

Moraes e Vorcaro se encontraram
pelo menos seis vezes, indicam mensagens

As mensagens obtidas pela PF (Polícia Federal) no celular de Daniel Vorcaro apontam que ele se encontrou com o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes ao menos seis vezes.

Os primeiros encontros foram articulados por Fábio Faria, ex-ministro das Comunicações de Jair Bolsonaro.

O primeiro deles teria sido no dia 2 de fevereiro de 2024, na casa de Faria, a pedido do próprio ministro do Supremo. Segundo as mensagens obtidas pela PF, o jantar contaria com a presença das mulheres dos três.

No dia 17 de julho de 2024, Faria envia uma mensagem ao ex-banqueiro em que diz "Careca 19:30". Em 5 de novembro do mesmo ano, Vorcaro envia uma mensagem à filha informando que está com Alexandre de Moraes.

Em 2025, no dia 26 de fevereiro, um motorista envia mensagem ao ex-banqueiro e informa que o "ministro Alexandre chegou".

As mensagens indicam proximidade entre os dois.

Em alguns encontros, Vorcaro fez questão de contar a conhecidos que estaria ao lado do ministro. Em 19 de março de 2025, avisou a namorada, Martha Graeff e o então diretor do Banco Central, Paulo Sérgio, que estava com Moraes. "Tô com Moraes aqui rsrs", diz a mensagem.

Segundo relatório da PF, o contexto das mensagens sugere que o encontro entrou na madrugada do dia seguinte.

No mês seguinte, Vorcaro avisa a namorada que está indo encontrar Alexandre "perto de casa". Pela troca de mensagens, dá a entender que os dois estão em Campos do Jordão. Ao que o ex-banqueiro diz: "Ele tá passando feriado".


Moraes editou contrato de
R$ 131 milhões de Vorcaro
com escritório de esposa


O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), fez edições em contrato de R$ 131 milhões entre o escritório de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, e o Banco Master, de Daniel Vorcaro, antes de o documento ser assinado.
As informações constam em análise da Polícia Federal sobre metadados de documento do contrato que estava no celular do ex-banqueiro. A investigação foi divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pela Folha.
Em nota, o escritório Barci de Moraes diz que, "em virtude da abrangência do pedido de contratação de prestação de serviços advocatícios pelo Banco Master ao [escritório] Barci de Moraes, o setor de compliance do escritório, como faz em outros casos semelhantes, solicitou informações ao ministro Alexandre de Moraes, na condição de marido da sócia diretora do referido escritório".
Essas informações, diz a nota, tratavam de "eventual existência de impedimentos legais para a contratação nos termos propostos na minuta contratual, tais como ações no STF sobre sua relatoria ou mesmo participação em julgamentos de interesse do possív
"Diante da inexistência de previsão de atuação no STF ou de qualquer impedimento legal, uma vez que o ministro Alexandre de Moraes jamais julgou qualquer causa envolvendo o Banco Master, o contrato foi assinado e os serviços advocatícios devidamente prestados", diz o escritório.
O escritório de Viviane já tinha admitido ter mantido um contrato com o Master entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, mês em que houve a liquidação do banco —o que equivale a 11 meses de serviços prestados em cada um dos anos.
No começo desta semana, o ministro André Mendonça, relator do inquérito do Master no Supremo, pediu que a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestasse sobre um documento da Polícia Federal no qual há mensagens em que Vorcaro pede a um interlocutor a atuação de "Andrei e Paulo" a seu favor.
A pessoa para quem tinha sido enviada essa mensagem não havia sido identificada inicialmente, mas a PF aponta suspeita de que o interlocutor seja Moraes.
As referências seriam a Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, e Paulo Gonet, o procurador-geral da República.
A reportagem procurou nesta terça-feira (1º) as assessorias de Andrei, Gonet e Moraes, mas eles não se manifestaram.
Mendonça deu um prazo de cinco dias para que a PGR se manifeste a respeito do documento da PF.
O relatório policial também mostra mensagem em que Vorcaro diz a uma funcionária que o pagamento para o escritório Barci de Moraes não poderia atrasar um dia, pois "É o pgto [pagamento] mais importante que temos", a ponto, segundo afirmou o ex-banqueiro, de o valor ser quitado sem a emissão de nota fiscal. "Do jeito que for", afirmou ele em mensagem.
Em março, o jornal O Globo revelou que Vorcaro trocou mensagens de WhatsApp com Moraes ao longo do dia em que foi preso pela primeira vez. A informação foi confirmada pela Folha.
Nas conversas, reveladas a partir de dados obtidos do celular de Vorcaro, o então banqueiro narra negociações para tentar salvar o Master. Ele faz referência a trativas com a financeira Fictor, cujo acordo seria anunciado na tarde daquele dia. "Estou tentando antecipar os investidores e tenho chances de conseguir assinar e anunciar ainda hoje uma parte", disse Vorcaro em um dos textos enviados.
Depois, durante a tarde, Vorcaro confirmou o suposto acordo com a Fictor, às 17h22. "Fiz uma correria aqui pra tentar salvar. Fiz o que deu, vou anunciar parte da transação", disse. Naquele momento, um comunicado sobre a transação foi à imprensa.
À época, Moraes disse que ele "não recebeu essas mensagens" que foram citadas em reportagens. "Trata-se de ilação mentirosa no sentido, novamente, de atacar o Supremo Tribunal Federal", completa.

Mendonça pede a Fachin
sessão do STF para discutir
mensagens entre Vorcaro e
Moraes apontadas pela PF


O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), pediu o agendamento de uma sessão presencial do plenário para debater as mensagens que apontam para uma interlocução entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Mendonça disse que o plenário da corte é "o caminho inevitável" e a "instância soberana para analisar, de modo técnico e estritamente jurídico" as evidências trazidas pela PF (Polícia Federal). A definição de uma data cabe ao presidente do STF, ministro Edson Fachin.
Sem citar nomes ou suspeitas, Mendonça indica que na rede de influência de Vorcaro pode haver pessoas com foro especial e sujeitas a julgamento por crime comum no âmbito do próprio plenário do STF, como ministros da corte.
O relator do caso Master diz que o plenário deve discutir o caso independentemente de qual venha a ser a posição da PGR (Procuradoria-Geral da República). O órgão pediu também nesta terça a anulação do relatório da PF.
A investigação aponta para mensagens em que Vorcaro pede a um interlocutor a atuação de "Andrei e Paulo" a seu favor. As referências seriam a Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, e Paulo Gonet, procurador-geral da República.
A pessoa para quem a mensagem foi enviada não havia sido identificada inicialmente, mas a PF aponta suspeita de que o interlocutor seja Moraes. A informação foi divulgada  inicialmente pelo site Metrópoles e confirmada pela Folha.
Mendonça diz que a deliberação pelo plenário "deverá ocorrer e forma pública e transparente", em sessão presencial, "como não poderia deixar de ser, por imperativo constitucional e decorrência insofismável do modelo democrático e republicano".
Segundo as mensagens detectadas pela PF, dois dias antes de Vorcaro ser preso pela Operação Compliance Zero, em 17 de novembro do ano passado, ele perguntou a Moraes se deveria deixar o país. O conteúdo do celular do ex-banqueiro não permite saber o que o ministro respondeu.
Às vésperas de ser preso, Vorcaro também pediu encontros com Moraes para tratar dos negócios que o fizeram ser investigado. Em 14 de novembro, por exemplo, ele pergunta se está "marcado amanhã lá em casa" ou se "prefere deixar para semana que vem". Minutos depois, confirma: "Vou chegar 14:30 ok!"
Na noite do dia 15, pelo horário brasileiro, dois dias antes da prisão, o ex-banqueiro pede um novo encontro com Moraes que "pode ser bem rápido". "As 14 então. Passo na sua casa ou na minha?", completa.
A análise da PF no celular de Vorcaro também constatou que Moraes fez edições no contrato de R$ 131 milhões firmado entre o escritório de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, e o Banco Master, antes de o documento ser assinado.
Em nota, o escritório diz que o setor de compliance solicitou informações ao ministro, na condição de marido da sócia diretora, para verificar a "eventual existência de impedimentos legais para a contratação nos termos propostos na minuta, tais como ações no STF sobre sua relatoria".
A Folha procurou Andrei, Gonet e Moraes por meio de mensagem encaminhadas às suas respectivas assessorias, mas eles ainda não se manifestaram.


Gonet pede anulação de
relatório da PF sobre
Moraes e Vorcaro



O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu nesta terça-feira (1º) a anulação do relatório da Polícia Federal que traz conversas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e um interlocutor apontado como sendo o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.
Gonet, que também é citado no relatório, diz que o ministro André Mendonça, relator do caso na corte, "impôs a investigação" do colega
"Ao juiz não cabe acusar, menos ainda ao juiz cabe realizar investigações pré-processuais", disse. Segundo ele, o relator "se valeu da polícia" para exercer "atividades que não lhe foram assinaladas".
"A ordem dada à autoridade policial para investigar pessoas específicas, sem pedido do Ministério Público e sem iniciativa da autoridade policial, é nula, por exceder os limites de competência do magistrado na fase pré-processual", afirma.
Uma série de mensagens, minutas de contratos e metadados obtidos pela PF no celular de Vorcaro ampliou as informações conhecidas sobre a relação do ex-dono do Master com autoridades.
Vorcaro procurou Moraes enquanto tentava salvar o banco e acompanhar as investigações que levariam à prisão do ex-banqueiro. O material também registra pedidos para que fossem acionados o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e Gonet.
Outros documentos tratam de um contrato de cerca de R$ 131 milhões entre o Master e o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, e de uma segunda proposta, de R$ 50 milhões, que previa o pagamento com cotas de um jatinho e de um helicóptero.